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Carlos Refribom: Morador da cidade de Parauapebas desde 1997 iniciou sua carreira no jornalismo como representante comercial nos jornais locais, depois foi repórter de polícia e cidade por dois anos; em agosto de 2004, fundou o Carajás o Jornal e segue até os dias de hoje com esse trabalho reconhecido no sul e sudeste do Pará. Graduado em pedagogia pela FACIBRA em 2014  e pós graduado em comunicação eleitoral e marketing político, pela faculdade Estácio, Refribom coloca a disposição dos seus leitores, um Blog de referência em informação política da microrregião do Carajás.

 

Carlos Refribom

Carlos Refribom

Nesta semana, tive uma experiência, que fez meu pensamento voltar há alguns anos na cidade de Parauapebas; me lembro que nossa cidade fazia as festas para o povo, a chamada FACIPA (Feira Comercial e Industrial de Parauapebas), festa comandada pela prefeitura em parceira com a ACIP e CDL. Me lembro bem, que, na maioria das vezes, o acesso era trocado por quilos de alimentos, (dois ou cinco quilos), os barraqueiros eram convidados a participar e, como ainda tinha poucos barraqueiros, naquele momento, não havia taxa a ser cobrada; isso perdurou por muitos e muitos anos.  Me lembro de um show, do cantor Frank Aguiar que trouxe um público de 16 mil pessoas, era muita gente para a população ativa.  Naquele momento, imaginamos como se fosse hoje em show na FAP, 150 mil pessoas. Porque eram 02 quilos de alimentos que garantiam o acesso de todos que se propunha a adentrar o evento; foram anos de ouro, para a população pobre, ver grandes shows.

Já em 2005, com a chegada do Marcelo Catalão ao governo de Darci Lermen, que, naquele momento, era o homem de confiança do governo e ainda tinha a chave do cofre, ele como é produtor rural, veio com a ideia de retirar da PMP a responsabilidade de fazer a FACIPA e criaram a FAP (Feira Agropecuária de Parauapebas), na responsabilidade do produtor rural e ACIP (Associação Comercial de Parauapebas). No início foi muito bom, 2005, 2006. Aí, com a saída do Marcelo Catalão do governo, iniciaram os desentendimentos, o primeiro deles, foi a saída do bloco da ACIP, me lembro bem, que o Jorge Vieira, na época diretor geral da TV Liberal de Parauapebas e influente empresário na cidade, a ACIP, pela força e presidência do Jorge, saíram do jogo, abrindo mão. Desde então a feira ficou apenas sob o comando da SIPRODUZ (Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas).

Nesse novo formato, onde a feira passou a ser conduzida  apenas pela  SIPRODUZ,  deu-se iniciou a queda do império da FACIPA, porque agora, já era o sindicato, já diminuiu e muito o acesso dos cidadãos, representantes da classe menos favorecida, de salário mínimo, uma vez que, antes eram alguns quilos de alimento que garantiam a sua diversão na feira, agora, para ter acesso ao parque, é necessário em torno de 100 ou 200 reais, em uma noite! Pois, lá, e tudo é muito caro.

 A PMP não se entendia com a SIPRODUZ, porque quando doava as verbas, achava que estavam beneficiando o Marcelo Catalão, que foi candidato a prefeito pelo menos umas 3 vezes e, com isso, as ruínas chegaram e o povão não pôde mais ter acesso ao parque, - ai meu Deus! Que saudade da FACIPA! Já há vários anos, toda feira deixa um rombo nos barraqueiros e quem acessa a feira, no sentido de ganhar dinheiro e melhorar a renda, a FAP de Parauapebas, hoje já é sinônimo de desgosto dos seus munícipes, a maioria dos empresários ou barraqueiros que lá investem, com certeza saem no prejuízo.

Sabendo disso, boa parte dos que são de Parauapebas, já estão meio cabreiros, por conta de prejuízos, e agora mesmo com esse novo presidente, - esse sim, acabou de matar a feira de Parauapebas. Segundo denúncias de barraqueiros e comerciantes, ele fala uma coisa de manhã e, à tarde, já é outra bem diferente. Como podemos perceber, isso não sustenta uma feira daquela magnitude.

Todos devem estar perguntando porque eu retornei ao tempo e contei essa história; é porque agora essa semana, nós, da equipe do Portal Carajás o Jornal, participamos da IV Fenecan, na cidade de Canaã dos Carajás e eu revivi o tempo da FACIPA; uma festa organizada por uma comissão da PMCC, onde se trabalhou 6 meses antes, com todas as prevenções e foi um sucesso absoluto, a festa.  Nem mesmo 02 quilos de alimentos existia, foi entrada franca mesmo, shows a nível nacional e nós ficamos boquiaberto com tamanha integração da equipe da PMCC, onde o comando maior era da secretaria de desenvolvimento da cidade, na pessoa do senhor Jurandir José dos Santos, e com ele uma equipe capacitada, para resolver os problemas imediatos que aconteceram no evento. Não quero dizer que foi 100% de acerto na festa, houveram alguns percalços (energia, internet e outros), porém, todos resolvidos e a festa foi realizada com sucesso, especialmente para o povo de Canaã dos Carajás.

Em dado momento, pude ver a integração deles (secretários e diretores), trabalhando de forma integrada e harmoniosa, no sentido de fazer uma boa feira e garantir que os comerciantes colham um bom resultado; nossa área de trabalho, a Imprensa por exemplo, fomos tratados com respeito e cordialidade por todos os assessores e servidores daquela pasta, onde eu destaco aqui a batuta de Cleverson Zagad,(assessor de comunicação da PMCC), ele comandou com muita sabedoria sua equipe, para que desse o suporte necessário ao trabalho da imprensa, eu percebi em toda equipe dele, o prazer em servir com fotos, vídeos, informações, e tudo que fosse possível, para nós do Portal Carajás o jornal e outros veículos  presentes, desenvolvesse um bom trabalho e, por isso, o parabenizo aqui juntamente com toda sua equipe.

Peço aqui, mais uma vez, a atenção do prefeito de Parauapebas Darci Lermen, que reveja com carinho.  Realmente deve deixar ou (patrocinar) essa SIPRODUZ com a diretoria atual, com o presidente que ela tem hoje? Deixo aqui de forma lamentável minha insatisfação com o SIPRODUZ e que há uma necessidade de retornar o nosso tempo de FACIPA; tenho certeza que o povo de Parauapebas (classe menos favorecida), vai amar a ideia  do retorno do governo ao comando da Feira de Agronegócios e não apenas  realizando um patrocínio milionário para que, no final de todo ano, aconteça o que vem acontecendo anos a fio. Vamos lá Darci Lermen! foi no início do seu primeiro mandato que começou isso, vamos acabar com esse sofrimento do seu povo e retornar uma festa, onde o pobre possa acessar ela de verdade!

 Quero agradecer ao Jurandir José, pelo acolhimento e zelo pelo trabalho que fez, com a ACIACCA (Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Canaã dos Carajás) e com a imprensa que divulgou com muito entusiasmo toda Fenecan, inclusive nós, do Portal Carajás o jornal.

Semana passada a cidade de Parauapebas foi despertada com uma inovação de tecnologia que saímos a frente de todo o Brasil, foi uma tacada de mestre, quando dizemos da ligação do contador, empresário, prefeitura; vejam bem, a partir dessa nova tecnologia implantada pela secretaria da fazenda (leia-se Keniston Braga e assessores), mudou completamente o modus operandi de trabalhar com mais rapidez em nossa cidade- isso ainda é inédito- para se ter uma ideia, uma empresa é aberta mais rapidamente e o microempresário, se entender de algo, não há necessidade nem de contador pra abrir sua empresa, tudo muito rápido! Evidentemente que o Keniston Braga, secretário de Finanças, recebeu o OK do atual prefeito Darci Lermen, para dar esse valioso passo à frente de grandes administrações que existem no Brasil, mas nós, de Parauapebas, somos os primeiros.  Claro que ainda em fase de adaptações do sistema, porém estamos na frente.

Eu me lembro bem da chegada do Keniston Braga em Parauapebas, na época, o chefe de Gabinete era o João Fontana e naquele momento ele foi entregue ao gabinete para auxiliar nas documentações que circulavam por dentro das diversas secretarias, ainda um desconhecido do nosso grupo que tinha chegado ao poder em 2005, naquela ocasião sairia do comando da cidade o grupo de Bel Mesquita no fim 2004, naquele tempo, comandado pelo todo poderoso WLC (Welney Lopes de Carvalho), logo mais à frente eu faço as comparações deles que passaram por essa secretaria.

Seguindo a minha linha de raciocínio, logo dois anos depois, as pedras do xadrez foram mexidas e Keniston Braga, nesse momento já começava a despontar com uma das lideranças internas do governo, o certo é que na reeleição do Darci Lermen em 2008, Keniston já fazia parte do alto escalão do governo, ao lado de Darci Lermen e outros que estavam por lá. Já em 2012, na eleição do Coutinho, então candidato do governo de Darci, perdeu as eleições para o Valmir Mariano e, nesse momento, cada um foi cuidar da sua vida, da maneira que poderia. Em 2014, quando Darci Lermen veio votar para as eleições de todo País, foi chamado novamente pelo seu grupo, que precisavam de disputar as eleições, apesar de Darci Lermen não estar mais pensando em eleições municipais, até já morava na Bahia, com sua atual esposa, mas... com a insistência do grupo, ele veio de novo e chegou para disputar contra o velhote, disputa esta  que culminou em sua vitória. No entanto, Keniston Braga foi a pessoa responsável pela captação de recursos e levar adiante a campanha do Darci, juntos com mais alguns companheiros que estavam fora do governo de Valmir Mariano.  Resultado final, Darci vence novamente as eleições e a Keniston Braga foi entregue a missão de regularizar as contas da PMP e pagar servidores da educação, empresas e tantas contas que teriam sido deixada do governo do Velhote, esse não gostava de deixar as contas da PMP em dias, chegando a ter empresas com maquinas na frente da PMP e várias outras situações que não há necessidades de ser falado aqui, porque era público e notório.

Porém eu quero dar esse destaque ao Keniston Braga, porque a pessoa que ocupa o importante cargo de Secretário de Finanças de um município, cabe a ele muita responsabilidade com o trato com a coisa pública, principalmente em uma cidade como Parauapebas, que arrecada milhões de reais, porém sua capacidade de gastos e investimentos também são altos, sem contar que o Ministério Público de Parauapebas está sempre em cima e fazendo a sua parte, fiscalizar os gastos e as possíveis irregularidades que podem acontecer no dia a dia.

Keniston Braga, desta vez, chegou a um dos lugares máximos de uma prefeitura, a secretaria de Finanças, é muita responsabilidade, além de ser uma “vidraça” poderosa, haja vista que uma grande maioria quer meter a pedra no vidro. Vejo que Keniston conseguiu unir com suas habilidades, os secretários e os vereadores em busca de fazer um trabalho em prol da cidade de Parauapebas.  Claro que temos problemas, uma cidade dessa não vive sem problemas, mas vamos dizer que a parte grossa da coisa está bem arrumadinha... servidores recebem em dias, as  empresas estão recebendo, claro que pode haver algum atraso, pela burocracia, mas todos os fornecedores em dias, as entidades sociais, a grande maioria, está sendo ajudadas pelo governo, e tudo isso depende de uma boa contabilidade para que as coisas não extrapolem os gastos e vire uma bomba relógio... assim eu vejo, que apesar de todos os secretários do governo estarem se esforçando em colocar as coisas os trilhos, o trabalho do Keniston Braga, para mim, é um dos mais preciosos.

Me lembro que já podemos ver alguns secretários de finanças em municípios por aí, que dá até pena do prefeito. Alguns não conseguem controlar a máquina e o coitado do prefeito - que pena- padece por conta, muitas vezes por irresponsabilidade do secretário de Finanças. É claro que muitas pessoas, assim como, líderes de comunidade, vereadores e outros,  vão em busca de falar com o Keniston Braga, porém têm dificuldades, mas isso eu vejo que é normal, pelo lugar e a pasta que ele ocupa... pelo menos em minha pesquisa que fiz pelos bastidores, ele tem alto poder de confiança dos que com ele busca resolver algo, que esteja ligado a pasta dele, é um homem de palavra, segundo alguns prestadores de serviço da PMP, porque os pagamentos  todos vem de lá, ou seja, caso ele queira sacanear de fazer esperar, mais do tempo normal, basta ele querer... porém isso não tem acontecido. O que se sabe é que Keniston cresceu muito no governo, fez a sua caminhada sem querer passar por cima de ninguém, foi com confiança e cumprimento de sua PALAVRA. Assim, acredito que se faz política.       

Se formos fazer uma avaliação de todos os secretários de Finanças que passaram pelo município de Parauapebas, acredito que Keniston Braga está bem à frente de todos. Imaginem que no segundo mandato de Darci Lermen, 80% dos acordos que haviam sido feitos com o grupo político de Darci, não foram cumpridos naquele momento, quando o secretário de finanças assumiu – ele quebrou todos e não honrou nenhum e, além disso ainda “matou” o candidato da gestão, Coutinho, hoje vereador de Parauapebas. Imaginem uma situação dessa? Pelo que estou vendo, o caminho que está sendo seguido por Keniston, que se cacifou, pra mim e pra muita gente, como um excelente  administrador da coisa pública, pois vem conduzindo a pasta com muita seriedade em sua palavra e cumprimento dela, o que para mim, faz de um servidor público, de mandato ou sem mandato, o cumprimento da PALAVRA, a mais linda e eficiente das virtudes morais e intelectuais de um homem. Parabéns Keniston Braga! Siga nesse caminho de mostrar como se administra um município com capacidade e seriedade com um bom trato da coisa pública.

 

 

 

 

 

Hoje pela manhã, sábado 14, estive presente na convenção do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido do prefeito Jeová Andrade, que  levou de volta ao poder, o atual presidente Joatan Carvalho. Este evento aconteceu no prédio da Câmara de Vereadores, internamente foi bastante concorrido, com todas as cadeiras ocupadas e ainda alguns simpatizantes que ficaram de pé, tamanha era a quantidade de pessoas.

Pude perceber no discurso de vários correligionários, que o MDB está bem coeso e aquela equipe sabe o que quer e não estão querendo entregar o bastão com muita facilidade. Entre os políticos que falaram no evento, eu destaco duas importantes falas; uma foi do atual presidente da Câmara de Vereadores Wilsom Leite, que detalhou com bastante sabedoria o momento, e disse que Canaã dos Carajás não pode mais ficar a mercê de acordos políticos do passado, ou vaidade pessoal de quem quer que seja, falou também que está se preparando para esse novo momento da cidade de Canaã dos Carajás, que precisará de um administrador com perfil inteligente, e que possa ainda mais buscar melhorias para Canaã dos Carajás junto a empresa Vale e dar continuidade no crescimento da cidade, no final das suas palavras, foi muito bem aplaudido pelos presentes no evento.

Outra que também está chegando ao MDB e aplaudida, foi a Dra. Josemira Gadelha, que fez um discurso convincente e disse que segue com as intensões de se colocar a disposição do partido para uma possível candidatura... Ao final do seu discurso, logo em seguida, viu-se uma grande salva de Palmas no local.

Fazendo minhas conversas de bastidores, uma fonte me informou que Josemira é muito próxima da primeira dama Waina Andrade, e na hora da decisão, muito pode se pesar favorável a Gadelha, por essa ligação das duas...

O atual vice-prefeito, Alexandre Pereira, também falou no evento, e deu muitos destaques do seu trabalho, que já são 7 anos a frente da prefeitura junto com Jeová Andrade, ele também disse que espera e pretende ser o candidato do governo, assim se cumpre o que foi combinado no passado, na verdade o que eu senti na fala de todos, inclusive na fala do prefeito Jeová, é que ainda não está definido o candidato do governo e que isso será uma construção até o fim do ano, em minha avaliação, até outubro, conheceremos o pretenso candidato do governo.

O atual prefeito Jeová Andrade, também falou de várias conquistas importantes que já houve em Canaã dos Carajás, mas não negou que precisa ainda de um tanto de coisa, e que até o fim do ano de 2020, quer entregar o município com 100% de asfalto em toda cidade. Segundo ele, o próximo prefeito já ficará com a preocupação de asfaltar as principais vias da zona rural.

Quando o prefeito Jeová foi falar na questão do MDB, e também da possível candidatura, alguns pensaram que ele falaria naquele mesmo dia o nome do pretenso candidato, mas ele não falou, porém deixou pistas que o jogo vai endurecer e ele não vai entregar a qualquer pessoa, o município; e que sim, vão trabalhar uma coesão em torno de uma candidatura em Canaã dos Carajás.

Essa palavra tem deixado alguns, inclusive eu, com a pulga atrás da orelha, para se ter uma candidatura única em Canaã, teriam que trazer, por exemplo, o Jeam Carlos, atual pretenso candidato e que está ligado no grupo político de Chamonzinho, por estar ligado nessa base, fica difícil de todos se agruparem e fazer apenas uma candidatura... O que se sabe é que Jeam Carlos já declara oposição a Jeová e busca seu caminho em separado, talvez ate pudesse haver uma aliança, de todo o grupo, mas as dificuldades seriam imensas, para acertar essa mesa de xadrez.

A verdade é que hoje já existe pelo menos 4 grupos fortes para a disputa, apesar da maioria deles quererem a benção de Jeová Andrade, mas temos no segmento explicito; Wilson Leite que é atual presidente da Câmara de Vereadores, ele tem força e a presidência da mesa, isso lhe dá muito poder de barganha, além de ser altamente articulado e quase nenhuma rejeição, quando é falado seu nome nos quatro cantos da cidade, é um pretenso forte e um dos melhores discursos da câmara, hoje.

Temos também o grupo de Zito Augusto, este também já foi secretário de obras por quatro anos e muitas construções e benefícios para Canaã dos Carajás, vieram no seu tempo, um grupo financeiro poderoso e bastante intenso e além de dois vereadores declarando o seu apoio, Dionísio Coutinho e Junior Garra, além de vários empresários do ramo da construção civil.  

Outro grupo que vem forte é o grupo de Jeam Carlos, ex-vereador e ex-presidente da câmara, além de ter sido candidato em 2016, ficando em segundo lugar, ainda tem ao seu lado, a vereadora e esposa Vania Mascarenha e a vereadora Maria Pereira, e ainda todo o aparato de comunicação do deputado Chamonzinho a sua disposição, no sentido de buscar cada vez mais fortalecer suas bases e vir com força total, esse com certeza, caso não chegue a vitória, mas dará muito trabalho, Jeam Carlos, já me disse que não vai brincar e para tomar dele essa próxima eleição, não será fácil.

E o outro grupo que vejo, com muita força, olhe lá, se não o mais forte, é o grupo do governo de Jeová Andrade, como ainda não se definiu o pretenso candidato, se aguarda para eles darem a saída dos bastidores e colocar a corrida nas ruas da cidade, nesse grupo têm cinco pretensos candidatos, que até outubro se define. Já ouvi falar que o Jeová apresentará o pretenso candidato a prefeito, um ano antes das eleições, provavelmente no aniversario da cidade ou logo depois; São eles: Dr Alex Rodrigues, atual secretário de administração; Cleversom Zajac, atual assessor de comunicação da PMCC; Alexandre Ferreira, atual vice-prefeito e Josemira Gadelha, advogada e ex-presidente da OAB subseção de Canaã; Jurandir dos Santos, Secretário de Desenvolvimento, desse time aí sai o candidato do governo.

Há outras pretensas candidaturas com nomes novos e nomes que já participaram do governo, inclusive, Agnaldo Costa, ex-secretário de Finanças do município, também é pretenso candidato, este corre por fora e aposta numa candidatura no estilo Bolsonaro, mas este é assunto para outro artigo.

Mais uma vez, uma cena que não era para ser vista em Parauapebas, infelizmente aconteceu, novamente foram trazidas pessoas de fora da nossa cidade para comandar os parauapebenses, e muitas vezes “humilhar”, os nossos trabalhadores e pais de família que esperam por esta feira agropecuária para ganhar um dinheiro extra e levar o sustento para sua casa. Este ano tudo que já denunciamos aqui, foi superado, quando falamos no propósito da organização do evento.

No começo foi a decisão do presidente e sua diretoria de trazer uma empresa de fora da nossa querida Parauapebas, para comandar, com “mãos de ferro”, os donos das barracas que investem no pensamento de ganhar um dinheiro extra, como já falamos aqui. Mas esse no - meu Deus do Céu, ainda bem que o senhor existe! Senão, vejamos: uma água de Coco, chegou as mãos dos barraqueiros a R$7, 00, imagina um valor desse, os pobres dos barraqueiros tiveram que vender a R$10, 00 uma água de coco, uma agua mineral, 5 reais e por ai  vai.  Foram tantos absurdos nos preços praticados, por essa empresa que passou os produtos aos nossos barraqueiros de Parauapebas, além do preço salgado do Siproduz, para se ter direito a trabalhar naquele local.

Até mesmo a prefeitura, ficou sem receber a quantidade de ingressos para se ter acesso e adentrar o parque de exposição, imagina a tratativa do sindicato, onde o maior investidor no caso, a PMP, não tenha recebido, uma quantidade suficiente para colocar para dentro do evento, pelo menos 1 mil ingresso nos dias de acessos pagos, e por ai vai... um barraqueiro me disse que chegou até a um dos coordenadores do evento e pediu para diminuir o preço de alguns produtos, para que eles pudessem também diminuir o valor e consequentemente vender mais e mais; a resposta que obteve foi “Nós viemos aqui para ganhar dinheiro, não tenho culpa se vocês aqui da cidade não tem ninguém competente para fazer o trabalho”, ai fica uma pergunta na minha cabeça ou no ar; será que realmente não temos nenhuma empresa ou pessoa competente com estrutura para atender nossos munícipes? Eu particularmente acho um absurdo essa falta de respeito do sindicato com os nossos comerciantes! Pelo menos o sindicato saber que as pessoas que mantém essa cidade, somos nós, os ganhos financeiros precisam ser nossos, porque daqui a pouco essa meia dúzia que vieram de fora, para mandar e humilhar nossos comerciantes, a essa altura do campeonato, já retornaram para suas casas e lá, gastando o dinheiro nosso que levaram e chamando todos de “besta”, “naquela cidade não tem competência, então pague o preço”. É isso que eu vejo e que o sindicato tome providencias no próximo ano, ou mande uma carta de explicação ao Carajás o jornal, dizendo que é diferente do que estou relatando aqui nessas linhas, pode mandar que eu publico, sem nenhum problema.

Já deixo tudo ajustado aqui, quando falei na semana passada a respeito dos animais que são colocados embaixo de sol forte e escaldante ao meio dia, é outro assunto que precisamos de rever com relação ao sindicato, o certo mesmo seria, fazer essa cavalgada a tardinha, já com o sol se pondo, seria uma maravilha para os animais e, também não deixar esquecer que, no próximo ano, que chamem as autoridades para participarem do evento, entre elas DMTT, Polícia Militar, Guarda Municipal e não permitir aquela aberração de motoqueiros no final da cavalgada, fazendo barulho com escapamento de moto, e a permissão de bebidas para ingerirem alcoólicas enquanto seguravam a moto em uma mão e na outra uma lata de cerveja. Isso é absurdo! vamos combater esse tipo de pratica, não é para isso que foi criado esse evento, vamos buscar ter respeito às famílias que se posicionam para ver uma cavalgada passar na porta da sua casa e logo em seguida aquele barulho ensurdecedor de várias e várias motos acelerando, com amortecedor arrancado.

Ao final das minhas palavras aqui, falo diretamente com o presidente da entidade, João Barreto, apesar de ter uma diretoria, mas a gente sabe, que a palavra do presidente em determinados momentos é a decisiva, e num caso deste, mais ainda, a palavra do presidente tem força. Então; não vamos trazer mais empresas de fora para comandar nossos empresários nas vendas das bebidas, não vamos dar oportunidade para quem é de fora do município, até porque a bandeira desse governo é “governo das oportunidades”; então, desta forma, quero falar diretamente com o prefeito de Parauapebas por aqui; “senhor prefeito Darci José Lermen, ano que vem, quando o sindicato for buscar patrocínio, o senhor já pergunta, “quem vai comandar os bares e bebidas e barraqueiros e nossos munícipes?” caso não seja, fale de primeira “Não posso patrocinar ninguém de fora, nosso patrocínio é para a nossa gente, porque nossa bandeira é GOVERNO DAS OPORTUNIDADES, GOVERNO DA NOSSA GENTE”. Caso o sindicato não atenda seu pedido, também não dê o patrocínio! Que é bem gordo, por sinal”.

Por Carlos Refribom.

A nossa tão querida FAP, nos últimos 3 anos, por incrível que pareça já virou caso de polícia ou justiça, mas essa não tem se incomodado com os últimos acontecimentos e cada vez mais as coisas estão se agravando. Imaginamos que no ano de 2016, um animal que foi forçado a andar no sol escaldante por muito tempo, com um cavaleiro no seu lombo teve como resultado, a morte do animal dois dias depois da cavalgada. O cavalo morreu em um dos terrenos baldios do bairro liberdade, depois de várias tentativas de recuperá-lo. Naquele ano, não só pela morte desse animal, mas por diversos acontecimentos de maus tratos, houve uma manifestação de uma ONG que cuida e defende os animais em Parauapebas, várias postagens nas redes sociais foram feitas diante destes acontecimentos.

Pois bem, me pereceu que algo seria feito no sentido de coibir esse tipo d e prática contra os animais a serem colocados a um sol forte próximo do meio dia, andando com um cavaleiro num sol escaldante. As autoridades que podem e devem fazer a defesa dos animais, também não se viu mais... tudo bem, seguimos o nosso raciocínio.

Neste ano, apesar de eu não ter ouvido falar que nenhum animal morreu durante a cavalgada, mesmo assim, novamente, pude observar que a nossa cavalgada de Parauapebas deveria mudar de nome, poderia chamar-se (MOTORRALDA). É isso mesmo! é um absurdo a quantidade de motoqueiros juntos com a cavalgada, e o pior! Boa parte deles com o escapamento solto, para que possa fazer aquele barulho infernal ao lado das pessoas que estão com as famílias participando ou vendo aquele tipo de coisa.

O mais preocupante é que nessas cavalgadas que acontecem no sul do Pará, apenas em Parauapebas é permitido que motos participem do evento, o que descaracteriza o seu  objetivo. Em determinados momentos pude observar motocicletas com quatro pessoas em cima. Certo que todos participavam de uma festa, naquele momento, porém, essas situações devem ser observadas.

Vi em um grupo de WhatsApp que administro, o grupo do portal Carajás o Jornal, uma pessoa procurando os documentos de Edilberto Santos da Silva, segundo informações essa pessoa veio a óbito quando bateu de moto na rotatória próximo ao Hotel Riviera, também resquícios da cavalgada, mistura de álcool e direção e de fato observei que diversos motoqueiros pilotavam suas motocicletas com litro de whisky latas de cerveja, eles conduziam a moto com uma mão e com a outra, seguravam a bebida e, pelo que entendi, não havia nenhum tipo de fiscalização, o que já mostra a banalização desse evento que é tão tradicional em  nossa cidade de Parauapebas.

Diante destes fatos, acredito que já passou da hora do Ministério Público dar uma olhada mais de perto nesse tipo de evento e coibir ou pedir para quem seja de direito, coibir esse tipo de prática e responsabilizar alguém da diretoria do Siproduz, que responde por isso. Vejo que já está bom, já era tempo de ser revisto esse tipo de atitude das pessoas que participam da cavalgada, pois ao que tudo indica, acham que podem fazer o que bem entender, já que não serão penalizadas.

Neste sentido, peço aqui a atenção das autoridades e também da diretoria do SIPRODUZ, principalmente na pessoa do presidente da entidade, que tem uma voz mais forte, para que tome as devidas providencias. As famílias de Parauapebas que estão com objetivo de prestigiar a Feira, com certeza não estão nada felizes em ver este tipo de atitude dos demais.

Ao meu entender o que deveria ser revisto na cavalgada é exatamente o horário de sua realização, o tamanho do percurso e, por último, a fiscalização durante todo o trajeto. Apresento aqui também as soluções que acredito serem viáveis para reduzir tais problemas já citados neste editorial. 1º  reduzir o percurso e realizá-lo em um horário em que o clima está mais favorável, tanto para os animais, que são os protagonistas do evento, quanto das crianças que acompanham seus familiares durante a festa; 2º fiscalizar melhor todo o trajeto do evento, para coibir práticas abusivas aos animais e por último, proibir a participação de veículos, como motos e carros e, principalmente o uso de bebidas alcoólicas durante a cavalgada.

Acredito que tomando essas medidas, o evento possa ser realizado de forma mais harmoniosa e como resultado final, apenas notícias positivas, nada de acidentes, poluição sonora ou maus tratos aos animais.

Quero aproveitar para falar de um assunto que virou e revirou as redes sociais e as rodas de conversa em Canaã dos Carajás, neste fim de semana, foi a realização do aniversário do vereador Junior Garra, o 1º Niver Fast Junior Garra.  Ele, que já foi presidente da câmara no biênio passado (2017,2018), presenteou os munícipes de Canaã com uma série de eventos desde a última sexta-feira 30, abrindo o evento com um show gospel; no segundo dia, sábado 31, com o show da dupla sertaneja, Gian e Giovani e no domingo, 31, Motocross, evento esportivo que reuniu atletas  profissionais de diversos estados do Brasil e cidades vizinhas.

 Durante estes três dias de evento, pude perceber que Junior Garra cresceu no conceito dos empresários e da população de Canaã dos Carajás, porque a festa foi feita com ajuda de amigos e patrocinadores. Dentro desse evento, aproveitando o ensejo, houve o lançamento da pré-candidatura a prefeito de Zito Augusto (PDT), com as benções do ex-deputado e comandante do partido Geovani Queiroz, foi um evento de casa cheia no plenário da câmara municipal daquela cidade. Pude perceber que esse grupo, que conta também com a participação do vereador Dionizio Coutinho, vem com muita força para disputar as eleições vindouras.

Zito Augusto era filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e já prestou relevantes serviços para Canaã dos Carajás, quando no primeiro mandato de Jeová Andrade, foi secretário de Obras e fez praticamente todas as obras estruturantes da cidade e muito asfalto; então, podemos ver que neste grupo político há vereadores com bons nomes para disputar as eleições 2020, além também de alguns empresários com “bala na agulha”, grupo que dará trabalho para os outros.

Em Canaã dos Carajás, hoje deve ter pelo menos cinco grupos que já estão articulados para uma disputa à prefeitura. Como o atual prefeito não está mais com condições de se candidatar, as ruas estão abertas e ano que vem as coisas vão se afunilar; mas esse assunto eu vou falar conforme as coisas vão acontecendo.

Já diziam nossos antepassados que “a voz do povo é a voz de Deus”, eu sempre ficava me perguntado, apesar de ouvir tantos outros ditos populares, mas esse em especial eu nunca concordei com ele, e mais uma vez, eu estava certo do meu pensamento.

Já alguns anos passados que eu acompanho os acontecimentos em Curionópolis; sei que o ex-prefeito Chamonzinho não foi 100% unanimidade na cidade, mesmo porque por ali a cidade sempre foi dividida em dois grupos, os “Curiolanos”, que são remanescentes do ex-prefeito Curió; e os “Chamolanos”, oriundos da família de Chamon. Sempre houve essa divisão por lá. Lembro-me muito bem das grandes “brigas” políticas que existiam entre Curió e Chamonzinho. Curió estava no lugar de prefeito e Chamonzinho no de vereador; eram grandes batalhas que existiam na época. Curió vinha de um regime ditatorial e Chamonzinho tinha dificuldades de aceitar algumas imposições de Curió, e por isso, haviam as batalhas entre prefeitura e Câmara.

Alguns anos depois, Chamonzinho se tornou prefeito de Curionópolis e iniciou uma nova batalha. Seu alvo era arrumar de forma estrutural a cidade de Curionópolis, que mais parecia uma cidade daqueles filmes de faroeste, praticamente abandonada, tudo isso eu acompanhei. O primeiro passo de Chamonzinho foi aliar-se a ex-governadora do Pará, Ana Júlia, e trazer asfalto e máquinas para Curionópolis, pois as que existiam estavam todas sucateadas. Mas... Com o retorno definitivo de Sebastião Curió para Brasília, uma fenda se abriu no espaço político da cidade e o então desconhecido Adonei Aguiar, chegou a Serra Pelada, para trabalhar como um dos diretores da empresa Colossus, que estava fazendo a implantação do maquinário, onde se exploraria o ouro e aguçava os sonhos dos garimpeiros de Serra Pelada.

Nesse tempo Adonei Aguiar conseguiu ganhar a simpatia dos garimpeiros de Serra Pelada e uma batalha pelos votos deixados por Sebastião Curió, se deu início; tanto que já três anos seguintes da sua estadia naquela região, Adonei Aguiar conseguiu ser candidato a prefeito de Curionópolis em 2012, sendo o segundo colocado naquela eleição. Mesmo perdendo a eleição, Adonei seguiu seu intento de ser o próximo prefeito daquela cidade. No percurso Adonei deu algumas sortes, no sentido da sua frequência no município, mesmo que não morando definitivamente na terra do ouro, mas o seu garimpo estava nos corredores da prefeitura de Parauapebas, onde através de algumas assessorias que conseguiu para sobreviver, foi pegando as pesquisas de intenção de votos, colocando embaixo dos braços e vendendo onde pudesse, para que sobrevivesse e com isso os anos foram se passando.

Muitos amigos meus da imprensa estavam também envolvidos nesse “sonho” de ganhar a prefeitura de Curionópolis com Adonei; alguns deles, já se arrependeram amargamente em apenas seis meses de mandato. Porém no curso das eleições de 2016, apesar do povo de Curionópolis ter sido alertado pelo ex-prefeito Chamonzinho, que votassem em um empresário da cidade, Valdeir do União, ou mesmo na professora Amparo e sua vice vereadora Edilei Lopes; o povo de Serra Pelada parecia estar “cego” e queria Adonei no poder.

Dessa forma, grandes batalhas aconteceram longo dos debates, mas não teve jeito, Adonei Aguiar sagrou-se vencedor das eleições de 2016, tornando-se um desconhecido no poder.

Primeira ação de Adonei Aguiar, segundo seus correligionários, foi não dar espaço no seu governo as pessoas do primeiro escalão, as quais o ajudaram a chegar ao poder. Os amigos mais próximos também foram sendo alijados do processo, a vice-prefeita Quelia Rosa, que também o auxiliou, já não tinha mais atendimento e assim foram vários que estavam próximos dele, segundo as pessoas ligadas aos abandonados.

Na última sexta-feira, 7, eu fui com a equipe do Portal Carajás o Jornal em busca de saber o que realmente estava acontecendo. Fizemos uma enquete, e para a minha surpresa, todos que foram entrevistados estavam revoltados com a chegada de Adonei ao poder, apesar de seus votos, terem sido a maioria de Serra Pelada. Mas fica uma pergunta no ar: Será que Adonei Aguiar e sua equipe estão vendo isso? As pessoas ligadas à educação do município estão todas revoltadas, com uma profissional trazida de Belém que humilha os trabalhadores de Curionópolis. Será que Adonei sabe disso?

E para encerrar minha coluna, já percebi uma coisa na minha viagem, sabem daquela história de “atirei no que vi e matei o que não vi”, pois é, isso é o que está acontecendo por lá. Apesar dos munícipes terem votado em Adonei, eles estão todos torcendo para ele não voltar ao poder e ficar em seu lugar a prefeita Quelia Rosa, sua vice.

Eu desejo que Curionópolis não sofra tanto, apesar dos acontecimentos. Se Adonei não estiver à frente do município para fazer o bem para as pessoas, e continuar a humilhar seus cidadãos, que ele fique fora do poder e volte a administrar empresas e seja mais feliz na sua origem. Nesse caso a voz do povo, não está sendo a voz de Deus.

Depois de muitos acontecimentos em nossa cidade, eu fiz questão de republicar aqui em meu blog esse texto, que mostra o momento atual da nossa conjuntura politica de Parauapebas. Apesar do texto ser longo, vale a pena ler.

 

PÂNTANO AZUL 

No fundo, Mestre Sist sabia que aquele lugar era apropriado para desnudar os mais íntimos e originais sentimentos do ser humano. Toda a personalidade, todos os desejos inconfessáveis, todas as luxúrias e ganâncias do ser humano apareciam de forma cristalina quando ele mergulhava no pântano.  

Num distante reino localizado numa próspera região dos confins da terra, havia um misterioso pântano azul. Ele ficou assim conhecido porque era envolvido por uma intensa e brilhante luminosidade de tom azul claro, mas tão forte que cegava quem ousasse a olhar diretamente para ele. Esse pântano era cercado de histórias e magias e ninguém sabia o que era real ou o que era lenda. A própria luz que irradiava já era bastante para reforçar o mistério que envolvia o lugar.

O pântano azul despertava nas pessoas os instintos mais selvagens e primários que o ser humano já experimentara. Havia um magnetismo que atraía o olhar e atenção de todos, e, mesmo sendo totalmente desconhecido e misterioso, a população daquele reino vivia tentando entrar no local e desvendar seus mistérios. Corria o boato que quem ousara entrar no pântano fora transformado numa espécie de andrógeno e perdera todas as características humanas. As histórias que corriam de boca em boca e se espalhavam como rastilho de pólvora atribuíam ao pântano todas as deformidades do ser humano. Se alguém enlouquecia era porque havia mergulhado no pântano; alguém começava a mentir ou perder a vergonha, com certeza esteve no pântano azul; se o elemento era ladrão, atribuía ao pântano; Zezinho era saudável e está sendo corroído por uma misteriosa doença, depois de ter mergulhado no pântano; Mariazinha era uma mulher direita, boa mãe, boa esposa, religiosa fervorosa, e agora anda roubando, mentindo e enganando as pessoas. Culpa do pântano; fulano era feliz e agora está morrendo de depressão, depois de uma curta temporada no pântano.

Mesmo com todas as desgraças e malefícios atribuídos ao pântano azul, inexplicavelmente todos queriam entrar lá. Ninguém sabia explicar tal magnetismo e tamanho poder que aquela luz azul tinha a ponto de atrair loucamente quem estava fora e manter preso quem conseguia entrar. O fato é que os agraciados pelo grande mestre do pântano azul se debilitavam moral e fisicamente em pouco tempo. Reclamavam, choravam, se lastimavam por ter entrado ali, mas inexplicavelmente queriam permanecer e quando chegava o período de sair do pântano fazia todo tipo de sacrifício para ali permanecer. Alguns vendiam a própria mãe e até a alma  ao diabo, a fim de permanecer por mais tempo no que eles próprios chamavam de “inferno azul”.

O que estava por trás de tanto mistério? Que segredos eram guardados no pântano azul? Como penetrar naquele local tão protegido, tão temido e tão cobiçado por tanta gente? O que de fato existia por trás daquela misteriosa luz azulada, tão forte que impedia os curiosos de se aproximarem? Do que era composta aquela matéria tão bela, tão preciosa e tão atraente? Que magnetismo era esse que atraía a atenção de todos, mesmo com tantas deformidades que causavam no ser humano? Esse é um segredo que todos tentam desvendar e até o momento não foi possível, pois quem sai do pântano azul sai com o cérebro tão deformado que não diz coisa com coisa e nem desperta a credibilidade em ninguém. Por enquanto, ainda estão tentando preparar uma mente privilegiada e superior que seja capaz de mergulhar no pântano, desvendar seus mistérios e sair incólume para contar a todos. Por enquanto, estão só tentando (...)

 

PARTE II 

O grande mestre do pântano azul 

O pântano azul com seus mistérios e segredos era guardado e protegido pelo Grande Mestre Sist. Ele era um ser enigmático e tão misterioso quanto o pântano que  guardava. Despertava nas pessoas uma mistura de medo, pavor, asco, admiração, inveja, respeito, repugnância e outros sentimentos contraditórios. Ninguém sabia de onde vinha seu poder e muito menos a quem servia. O fato é que mantinha forte influência sobre todos e ditava as regras dentro e fora do pântano azul. As pessoas viviam cercando-o em busca de orientações, de favorecimentos e de suas bênçãos para se aproximarem do temido pântano.

Mestre Sist cuidava para que os segredos que envolviam aquele lugar ficassem guardados a sete chaves. Dizia de forma lacônica que todos precisavam do pântano para manter o equilíbrio, o controle e a ordem entre os homens que viviam em sociedade. Assim, organizava um complexo sistema de escolha a cada quatro anos, onde um grupo de “sortudos”, após passar por duras provas, era “abençoado” e recebia a autorização para penetrar no pântano azul e desfrutar dos seus misteriosos benefícios.

A cada período de escolhas, Mestre Sist cuidava para que um maior número de pessoas se habilitasse para a grande disputa. Assim, atribuiria mais importância ao evento. Apesar do temor, dos mistérios, das histórias tenebrosas, das deformidades que causavam no ser humano, havia uma força  que atraía as pessoas para aquele lugar. No geral, costumavam aparecer até duzentas vezes mais candidatos do que o número de vagas ofertadas. Esses candidatos precisavam passar por um teste até mesmo para se habilitarem para a disputa e os critérios eram cada vez mais rigorosos. Dizia-se que para se candidatar para fazer parte do Conselho do Pântano era preciso ter coragem, ter muito dinheiro e pouco escrúpulo.

Algumas características eram mais exigidas aos candidatos para o Grande Conselho do Pântano. Teriam que ter muita habilidade, muito poder de convencimento, muita astúcia, muito poder de sedução e, principalmente, a capacidade de mentir e enganar o maior número de pessoas sem que ninguém percebesse. Além disso, teriam que contar com padrinhos influentes e fazer parte de uma organização que lhe concedesse o registro que legitimava o indivíduo para a disputa. O período da disputa era longo e penoso para provar a resistência dos postulantes. Apesar de o Mestre Sist fazer parecer que havia regras bem definidas, na verdade o jogo era um grande vale tudo com muita manipulação.

Os envolvidos agiam como fantoches e acreditavam estar fazendo parte de um jogo aberto onde teriam que mostrar suas espertezas e qualidades. Assim, faziam de tudo: mentiam, roubavam, trapaceavam, traiam, se endividavam com os agiotas de plantão, faziam acordos espúrios que sabiam impossíveis de serem cumpridos, matavam, trocavam de aliados e até abandonavam as próprias famílias e amigos. Porém, tudo teria que ser feito de forma que ninguém percebesse. O mais importante era parecer que o postulante ao cargo era uma pessoa acima de qualquer suspeita, de reputação ilibada e dedicada a alguma causa nobre.

Mestre Sist com sua onipotência dominava todo o processo e às vezes brincava com os postulantes. Alguns realmente eram homens e mulheres com boas intenções que tinham seus trabalhos baseados na ética e no compromisso social. Acreditavam que tinham que fazer parte do Conselho do Pântano Azul para melhorar a vida do seu povo. Eram chamados de ingênuos e na maioria das vezes não tinham a menor chance na disputa, pois eram engolidos pelos que tinham poder e capacidade de manipulação. Porém, como um teste, o Mestre Sist manipulava e permitia que alguns desses ingênuos se credenciassem para entrar no pântano. Falava nas entrelinhas e de forma enigmática que o pântano precisava de algumas almas boas para manter seu equilíbrio e satisfazer ao seu ecossistema. Um dia, quem sabe, alguma alma boa conseguiria entrar e sair do pântano azul sem se manchar e sem perder sua essência! Esse era um grande desafio que ainda não fora cumprido.

Assim, em um período predefinido, acontecia a grande disputa que envolvia e mobilizava toda a cidade daquela próspera região dos confins da terra. Era um acontecimento sem igual e a cada período reforçava ainda mais os mistérios daquele lugar de luz azulada que continuava cegando e atraindo as pessoas (...)

 

PARTE III 

O grande conselho do pântano azul 

Mestre Sist estava eufórico. Tudo havia transcorrido na maior regularidade e o resultado da eleição para a escolha do Grande Conselho do Pântano Azul não poderia ter sido melhor. Ele manipulava tudo e a todos, mas de forma inteligente para parecer que tudo era um jogo aberto e democrático onde venceriam os melhores, os mais preparados. Porém, apesar de manipular, Mestre Sist dava corda e deixava a disputa transcorrer livre em certos momentos para testar o potencial dos participantes. Assim, sempre corria o risco do resultado não sair de acordo com seus desejos. Em algumas ocasiões isso lhe custou a escolha de um conselho totalmente diferente do planejado, causando desequilíbrio ao pântano. Mas bastou fazer alguns ajustes na eleição seguinte que tudo voltou ao normal.

O dia da escolha foi perfeito. O povo já comemorava antecipadamente o resultado, como se fosse a coisa mais importante e sagrada da vida. Era engraçado de se ver a reação da população daquele lugar nos confins da terra: alguns choravam desesperadamente, outros sorriam histericamente; muitos soltavam fogos de artifício e desfilavam em carros abertos pelas ruas da cidade; outros reagiam violentamente ao resultado e até rompiam velhas amizades; algumas igrejas faziam vigílias de orações e conclamavam os fiéis para participarem do processo; líderes religiosos perdiam o senso de religiosidade e mergulhavam de cabeça na escolha; as pessoas importantes da cidade, líderes comunitários, empresários e trabalhadores se envolviam tanto que esqueciam os problemas do cotidiano. De uma forma ou de outra, todos se envolviam, até mesmo os que diziam que não davam a mínima às coisas do pântano azul por serem "sujas e inescrupulosas". Certa histeria coletiva tomava conta da cidade após o anúncio do resultado da escolha.

Mestre Sist estava feliz e radiante com o resultado. Dessa vez confiou nos seus instintos e deixou o processo correr solto, sem muito controle, pois sabia que a cidade estava num estágio tão avançado que naturalmente selecionaria as cabeças mais representativas para o seu projeto de pântano. "A alma humana já está corrompida. Os sentimentos são pérfidos e os interesses são cada vez mais asquerosos. Dessa vez teremos representantes à altura do pântano", divagava o Mestre, sorridente.

Dezessete representantes da comunidade foram os escolhidos para o Grande Conselho. Dessa vez estava muito bem representado. Todos os sentimentos, todos os interesses, todos os sete pecados capitais se faziam representar ali. Para garantir a continuidade do sentimento e da filosofia do pântano, cuidava para que alguns membros anteriores permanecessem. Assim, não haveria ruptura do sistema e os mais experientes influenciariam os novatos. Mestre Sist sempre deixava que eles escolhessem entre si um pequeno grupo para comandar. Ficava só observando os critérios que os conselheiros inventavam e as estratégias que usavam para comandar o pântano. Sentia prazer em ver como aquele grupo era tão evoluído, a ponto de trapacear e enganar os próprios pares para sentar na "Grande Bancada".

Como já foi citado anteriormente, Mestre Sist deixava que algumas "almas boas" fossem escolhidas para o Grande Conselho. Ele queria testar o poder e a evolução do pântano azul. Tudo era parte de um grande jogo, onde ninguém sabia quais seriam os vencedores e os derrotados. Uma vez dentro, todos os artifícios seriam usados para macular e corromper essas "boas almas". O grande desafio seria passar pelo Pântano sem se manchar, sem enlouquecer ou sem perder a vida. Por isso, era comum ouvir frases entre os conselheiros, do tipo, "aqui o sistema é bruto"; "se você não se enquadrar será engolido pelo pântano"; "aqui não tem santo"; "aqui quem é mais tolo desenha uma vaquinha na parede e tira leite dela"; "nesse conselho os mais inocentes dão rasteira no vento"; "ou você se enquadra ou morre"; "o povo tá pouco se lixando para você. Então, aproveite o tempo que lhe resta aqui e faça sua vida..."

No fundo, Mestre Sist sabia que aquele lugar era apropriado para desnudar os mais íntimos e originais sentimentos do ser humano. Toda a personalidade, todos os desejos inconfessáveis, todas as luxúrias e ganâncias do ser humano apareciam de forma cristalina quando ele mergulhava no pântano. Alguns comentavam: "fulano era gente boa e se transformou após entrar no pântano"; “aquela era uma mulher virtuosa e mudou do azeite para o óleo contaminado, após penetrar no pântano"; “cicrano  era um religioso fervoroso e hoje é um ser depravado e ladrão..." Mestre Sist apenas sorria, disfarçadamente,  e pensava: "Não! Vocês é que não conheciam seus semelhantes. O pântano azul não contamina ninguém. Apenas tem o poder de revelar a verdadeira identidade do ser humano".

Assim, o Mestre Sist continuava observando o desenrolar dos fatos naquele Grande Conselho composto por dezessete membros. Tinha esperança de encontrar uma boa alma verdadeira que o desafiasse. Quem seria o indivíduo que mergulharia no pântano azul e sairia incólume para iniciar  outro ciclo? Até aqui, só um ser conseguiu essa façanha. 

Mestre Sist aproveita a ocasião para desejar a todos um Feliz Natal e um Novo Ano cheio de saúde e paciência para enfrentar os desafios que o pântano azul continuará proporcionando. 

 

PARTE IV 

A relação de amor e ódio entre os conselheiros do pântano e os aldeões 

O Grande Conselho do Pântano era composto por 17 componentes, sendo 13 cavalheiros e quatro damas. Apesar das mulheres serem a minoria naquele distante reino, poucas se atreviam a se aventurarem naquelas paragens. Grupos feministas pregavam que “lugar de mulher é no Grande Conselho”, mas, na hora da escolha, poucas conseguiam atrair a atenção dos eleitores. Porém, as que conseguiam chegar ao pântano, agiam de tal forma que se igualavam ou até superavam os homens em todos os quesitos.

Passado o momento de euforia da escolha, não se sabe o porquê, mas quase todos se voltavam contra os conselheiros. Alguns se sentiam enganados, outros, desprestigiados, outros traídos e outros ainda, com desprezo por aqueles que tanto torceram para estar ali. Parecia uma maldição, mas quase todos na grande aldeia passavam a hostilizar os conselheiros. “Ladrões, prostitutas, traíras, corruptos, bandidos, vendidos”, eram os adjetivos mais carinhosos atribuídos a eles.

Mestre Sist observava e se divertia com a situação. Ver os conselheiros do pântano se digladiando e sendo hostilizados pelos aldeões era música para sua alma. Observava como esse povo que, antes, declarava amor eterno aos conselheiros, agora tratava-os com tanto desprezo. Por um lado, os postulantes ao cargo de conselheiro tinham que prometer tudo a esse povo, tinha que bajular, mentir e trapacear; por outro lado, o povo seguia fielmente a esses postulantes, como sendo líderes infalíveis e donos de todas as virtudes, mas no fundo, esperavam dividir as vantagens prometidas do pântano. Afinal, quem enganava quem? “Pobres conselheiros, pobres eleitores”, divagava mestre Sist enquanto acariciava sua longa barba branca.

Durante a disputa, via-se de tudo: desocupados aproveitavam para ganhar uma graninha para distribuir santinhos nas ruas ou balançar bandeira nas encruzilhadas, especialistas vendiam seus dotes para dar uma cara moderna e honesta aos postulantes, líderes vendiam seus rebanhos com promessa de recompensa farta, executivos patrocinavam campanhas em troca de favores posteriores, mercenários vendiam apoio por um “modesto” pagamento, de tudo acontecia. Havia até os aproveitadores que acampavam nas portas das casas dos postulantes para conseguirem algum bem como tijolos, cimento, combustível, dentaduras, cestas básicas, entre outras coisas. Tudo em nome da boa fé e da boa moral. “Uma mão lava a outra e as duas juntas lavam a cara”, esse era o lema.

Quase todos declaravam que odiavam o pântano azul, mas, inexplicavelmente, no período da escolha, quase todos se envolviam apaixonadamente. Havia períodos em que a disputa era tão acirrada que as pessoas eram tomadas por uma espécie de transe, de alucinação. Alguns sábios falavam que era o efeito da luz azulada que emanava do pântano que deixava todos os envolvidos alucinados e entorpecidos. Velhos amigos viravam inimigos, e, inimigos se transformavam em aliados. Um velho filósofo definiu essa realidade com a seguinte frase: “O pântano tem o poder de afastar os amigos e juntar os inimigos”. Por isso, os mais cautelosos evitavam brigas mais acirradas, pois o inimigo de hoje poderia ser útil como aliado amanhã.

Durante as disputas para o Grande Conselho do Pântano, geralmente prevalecia a lei do vale tudo, do mais forte. Para equilibrar essa disputa, e dar um ar de serenidade, mestre Sist tratou de botar uma ordem aparente na bagunça. Afinal, todos tinham que achar que era a coisa mais séria do mundo. Assim, criou mecanismos de regulamentação para não descambar para a bagunça total. Nomeou um poder supremo para fiscalizar os postulantes aos cargos de conselheiros e chamou-o de Dr. Torga. Dr. Torga deveria cuidar para que tudo parecesse normal e organizado, e tinha a ordem de vigiar de perto e, quando fosse conveniente, punir os postulantes. Porém, deveria fazer o jogo e favorecer uns, e tirar outros da jogada. Esse era o grande desafio que tinha que ser cumprido à risca para não causar desequilíbrio no pântano.

Mestre Sist se surpreendia e se orgulhava com a evolução dos postulantes. Mesmo com todo o rigor aparente que era imposto pelo Dr. Torga, muitos conseguiam driblá-lo e criavam mecanismos para enganá-lo. Esses, sempre conseguiam superar os limites e fazer o Dr. Torga de bobo. “Esplêndido, genial! É disso que o pântano precisa para se fortalecer!”, bradava Mestre Sist. “A julgar pela evolução que estamos alcançando, em breve chegaremos ao ápice e essa espécie se extinguirá por si só, numa espécie de antropofagismo”, filosofava o mestre.

Após o grande desafio da escolha dos conselheiros, passada a euforia da festa, agora os pobres mortais tinham que trabalhar, ou pelo menos demonstrar que estariam trabalhando. Duas vezes por semana o Grande Conselho se reunia para tratar de assuntos de interesses da aldeia. A grande sala de audiência era construída num local estratégico, onde os visitantes não pudessem vislumbrar de fato o que se passava no pântano. Todos podiam comparecer e participar livremente, pois, não havia perigo de ninguém descobrir os segredos que, de fato, aconteciam ali. Os conselheiros ficavam confinados numa espécie de redoma de vidro, de tal forma, que não pudessem ser hostilizados ou tocados pelos participantes. Dizem até que a redoma de vidro era para proteger os aldeões e evitar que fossem contaminados pelos membros do pântano.

O grande problema é que agora, após a vitória, os aldeões apresentavam as faturas aos conselheiros do pântano, que, na maioria das vezes, eram impossíveis de serem quitadas. Daí, a explicação para a mudança de humor repentina, para a alteração brusca entre o amor e o ódio. Muitos argumentavam que os aldeões, no fundo gostavam de serem enganados, e que, se o postulante ao cargo não tivesse a capacidade para enganar, jamais alcançaria o objetivo. Por um lado, aldeões espertos buscavam tirar vantagens pessoais à custa dos postulantes ao conselho; por outro lado, os postulantes se aproveitavam desse espírito mercenário dos aldeões para galgarem as melhores posições no pântano. Assim, surgiu a grande dúvida existencial: “Quem é mais corrupto? O conselheiro ou o aldeão? Existe vítima nesse jogo?”.

Assim, seguia a vida no pântano, pleito após pleito. As reuniões eram tão previsíveis que muitos aldeões nem apareciam mais. Outros marcavam presença pelo menos uma vez por semana por acharem engraçadas. “Era um verdadeiro circo dos horrores gratuito”,  diziam alguns frequentadores. De tudo se via naquele recinto: oradores dissimulados, simulação de brigas violentas, brigas sem simulação, gente espumando pela boca como cachorro louco, palhaços sem graça tentando arrancar risos da plateia, a madame louca indignada pela redução de sua verba de maquiagem, um velho senil pregando a moralidade com os bolsos entulhados de biscoitos roubados da merenda escolar, uma conselheira pregando o fim do mundo e um mentecapto jurando que ouviu ordens do próprio Deus. Havia até quem só grunhisse e, outro que só balançava a cabeça. Tinha também um ser esquálido que quase não falava, mas de vez em quando, tentava imitar um sábio e proferia algumas palavras que nem ele compreendia.

 Assim seguia a rotina do Grande Conselho, que de fato, parecia um circo dos horrores em uma apresentação de um espetáculo macabro. Aqueles seres, que outrora eram normais, e, que agora, pareciam zumbis, eram de dar pena. Todos continuavam indagando que mistério havia naquele pântano para deixar homens e mulheres naquela situação! 

 

FINAL 

O guardião da caixa forte e o segredo da mala preta

 Ao longo dos anos, Mestre Sist cuidou para aperfeiçoar o pântano azul e atrair sempre mais almas para o seu projeto. Era importante manter o mistério e fortalecer os princípios regimentais que transparecesses normalidade na casa.

Além do Grande Conselho, havia o guardião da caixa forte que tinha o poder de organizar a aldeia e prover o desenvolvimento e o bem estar dos aldeões. Esse guardião também era escolhido de forma direta num pleito disputadíssimo, e o cargo era muito cobiçado por todos, pois além do poder de gerenciar a caixa forte, era laureado com poderes supremos que lhe conferiam prestígio e riquezas incalculáveis. Bastaria se submeter, após ser escolhido, aos ditames do mestre e ter esperteza o suficiente para se livrar das armadilhas do Dr. Torga. Se conseguisse, o céu seria o limite.

Cabia ao Grande Conselho o controle e a fiscalização do guardião da caixa forte. Era tudo bem estruturado para conferir poder aos conselheiros e não deixar o guardião pensar que era deus. Assim, qualquer medida, qualquer decisão do guardião, teria que ser chancelada pelo Grande Conselho. Se por um lado, o guardião da caixa forte tinha poderes privilegiados, por outro lado, esses poderes dependiam dos conselheiros. Essa foi uma forma inteligente que Mestre Sist criou para manter o equilíbrio e, ao mesmo tempo, acirrar as disputas entre os poderes. Afinal, nesse jogo, vale a criatividade para trapacear, para dominar e para subjugar os mais fracos.

Com o poder de controle que o Grande Conselho exercia sobre o guardião, foi enfraquecendo a sua influência, de maneira que algumas figuras ilustres caíram em desgraça no exercício da função. Foi então que há tempos atrás, um guardião teve a brilhante ideia de explorar a cobiça e a ganância dos conselheiros. Passou a fazer acordos, a oferecer privilégios e criar cargos para contemplar os conselheiros e seus parentes. Sabendo que as mentes dos componentes do pântano estavam corrompidas, usou e abusou desse expediente exaustivamente, até que nem um componente soubesse mais viver sem esses favores extras. Além disso, usou de artimanhas para dividir o grupo e provocar disputas entre eles.

Esse guardião que teve a grande ideia de seduzir os conselheiros com privilégios extras fez escola no pântano azul e influenciou toda uma geração, de tal forma, que até os dias atuais esse modelo é seguido e aperfeiçoado pelos seus sucessores. Agora, todo guardião que tem o privilégio de assumir a caixa do tesouro, cuida para seduzir principalmente àqueles que foram seus adversários na disputa. Assim, terá garantida toda a tranquilidade para usufruir do tesouro sem nenhum aborrecimento. Por sua vez, os conselheiros tratam de juntarem-se em grupos para fortalecerem-se e arrancar mais benefícios do guardião. Tudo dentro da mais perfeita ordem e em nome da moral, dos bons costumes e, até dos princípios religiosos, mesmo que as crianças morram à míngua, mesmo que famílias inteiras de aldeões padeçam, mesmo que o reinado apodreça e vire ruínas. O importante é manter o sistema em perfeita harmonia.

Um certo guardião do tesouro que presidiu a aldeia num período crítico, inventou uma arma secreta para acalmar os conselheiros do pântano que apresentavam comportamento rebelde. Com o livre arbítrio que o Mestre Sist dava de vez em quando para testar a astúcia dos postulantes, vez por outra, alguma pessoa bem intencionada conseguia passar pelo teste e entrar no pântano azul. Diziam que iriam mudar e transformar o pântano e mostrar que ainda havia almas boas naquele lugar, capazes de mergulharem no pântano e saírem puras.

Para evitar problemas de desequilíbrio, e, para continuar reinando soberano gozando de todos os privilégios do cargo de guardião do tesouro, seus antecessores usavam de violência, intimidação, e até assassinato contra os conselheiros e aliados que não dançassem conforme a música. Isso custava muito caro e criava muita desordem e complicação, chegando até a perda da função de uns. Foi então que esse iluminado guardião teve a brilhante ideia de lançar mão de sua arma secreta: tratava-se de uma mala preta que era levada por um emissário e aberta exclusivamente na presença do conselheiro rebelde que estava criando problemas.

Até hoje, ninguém de fora descobriu o misterioso conteúdo dessa mala preta, e o segredo é passado somente de guardião para guardião. Todos os guardiões do tesouro lançam mão desse recurso, uns mais e outros menos. Basta um conselheiro se rebelar, ou ameaçar ruir a estrutura, logo aparece o emissor com a tal poderosa mala preta. Dizem que o sujeito fica transtornado e entra num transe total. Alguns cheiram o conteúdo, outros fecham os olhos e oram em agradecimento, outros choram diante da visão. Depois da visita do emissário da mala preta, os rebeldes ficam mansos como cordeiros e mudam radicalmente o comportamento: se antes odiavam o guardião, agora passam a amá-lo.

Uma característica mais comum de quem recebe a visita do emissário da mala preta, é a mudança de vida. Como num passe de mágica, o sujeito, além de ficar dócil como um carneirinho, muda radicalmente sua situação financeira. Dizem que é o poder da mala secreta que abre a visão para a prosperidade. Se antes, o jetom recebido pelo seu “suado” trabalho não dava nem para as necessidades básicas, agora, sofre a mutação e se transforma em riqueza incalculável. É o verdadeiro milagre da multiplicação.

Cada guardião que entra, cria sua própria mala preta e vai aperfeiçoando para driblar a vigilância do Dr. Torga. Apesar de ninguém saber o conteúdo da mala, ela é proibida e mantida sob o mais absoluto segredo. Alguns curiosos chegaram perto, mas só descobriram objetos sem sentido que cobriam o verdadeiro conteúdo. Algumas vezes chegaram a ver carambolas, laranjas, e até roupas velhas. Outras vezes, no lugar da mala preta, o emissário levava caixa de papelão ou sacola de supermercado.

 Com esse moderno sistema de acalmar os rebeldes, os guardiões quase não precisam mais lançar mão de recursos violentos. A mala preta é mais eficiente e mais barata, além de deixar o sujeito em estado de letargia, criando uma dependência perpétua. Uma vez tendo recebido a mala preta, nunca mais o conselheiro seria  o mesmo. Aquele espírito de rebeldia era transformado em subserviência, e mesmo que o conselheiro fosse rico, vivia como um mendigo, sempre rastejando sem a mínima dignidade.

Mestre Sist admirava com orgulho a sua criação. “Pobres coitados! Quando vão evoluir a ponto de descobrir que o pântano é composto por partículas extraídas de suas próprias fraquezas? Quando vão se darem conta de que a ambição, o orgulho, a vaidade, o vício, a perversidade, e outras deformidades humanas são matérias indispensáveis para a continuidade do pântano azul?”, divagava o Mestre.

Um dia, quem sabe, uma alma pura mergulhará no pântano e sairá limpa e incólume. Quando isso acontecer, será tão forte que contaminará outros membros e abalará a estrutura do pântano azul. Enquanto isso, Mestre Sist vai brincando e fazendo novas experiências com os que penetraram nesse universo misterioso de luz azulada tão atraente e tão complexo. Cada novo ser que entra no pântano recebe a picada do escorpião e o beijo da borboleta, e a contradição passa a ser condição natural em sua vida. Por um lado, sente que o veneno está destruindo suas entranhas, corroendo sua alma, e, por outro lado, se entrega perdidamente ao jogo da luz.  Perde suas asas, mas não abandona o pântano azul.

 

Texto do livro: (O Escorpião e a Borboleta) do escritor Luiz Vieira.

Cedido gentilmente a esse blog.

Foram praticamente dois anos após as eleições de 2014. Por conta da desunião dos nossos candidatos a deputado estadual e federal, ficamos sem representação na Assembleia Legislativa do estado. O bom velhinho (Valmir Mariano) deixou candidaturas vingarem, quando elas não deveriam ter ido às ruas. Caso da vereadora afastada Luzinete Batista e outras que deveriam ter dado apoio ao candidato do governo, no caso, Gesmar Rosa.

Depois que tudo isso aconteceu passaram-se dois anos e poucos deles sobreviveram para contar a história. O principal foi mesmo Marcelo Catalão, que sufragou mais de 40 mil votos para deputado federal. Apesar de não ganhar as eleições, mas entende-se que estava preparado para estar frente à frente com o atual prefeito e receber os políticos que saíram das bases do governo. Isso até aconteceu durante um período de tempo, porém, inexplicavelmente aparece novamente no cenário o ex-prefeito petista Darci Lermem, que já tinha falado para alguns que já teria dado sua cota de contribuição e estava fora jogo, já que teria saído do cenário de 2012 bastante desgastados com tudo que aconteceu nos oito anos do seu governo. Mas, no caminho ainda aparece nos últimos seis meses a tão conhecida “vaidade politica”. E ele, por um motivo ou outro, resolve colocar seu nome como pré-candidato a prefeito.

Eu mesmo fiz uma enquete aqui no blog onde afirmava que já tínhamos 16 pré-candidatos a prefeito e afirmei que, se aquele cenário continuasse, com certeza daria o atual prefeito reeleito, já que esses foram os votos da maioria.

Mas o tempo foi passando e chegou a hora da “onça” beber água. Temos aí praticamente oito dias para tudo ser definido e saberemos para onde todos vão, quais os caminhos, e suas coligações. Veja que alguns dos pré-candidatos já começaram a perceber que esse caminho precisa de um tempo para ser percorrido e foram desaguar exatamente naquilo que eu sempre falei: a candidatura de Parauapebas será definida em três frentes.

A primeira delas é do atual prefeito, chefe do executivo Valmir Mariano, que apesar dos erros políticos do passado cometidos por falta de conhecer as engrenagens politicas, mas, com a chegada do chefe de gabinete Wanterlor Bandeira e Brás na presidência da Câmara, iniciou um caminho de volta em busca da sua reeleição. Ou seja, a maioria dos atuais vereadores está do lado dele e são bons cabos eleitorais.

As costuras estão sendo feitas, e nesses oito dias até “boi pode voar” com o peso da máquina. Os trabalhos que foram feitos e as grandes inaugurações com certeza vão estar na balança do lado dele. Desde semana passada já se comenta que João do Verdurão, um empresário que faz um trabalho social ao longo dos anos, e por isso seu nome aparece no meio das rodas politicas, vem como vice-prefeito na chapa de Valmir Mariano, do PSD, em uma coligação direta na majoritária.

Já Marcelo Catalão também vem agregando valor nos últimos dois anos. Logo após a eleição de deputado federal, no outro dia, já se via Marcelo agradecendo os votos e os apoios. Mesmo perdendo foi uma boa atitude dele no meu ponto de vista. O jovem candidato começou a conversar com várias frentes de partidos e nos últimos 30 dias algo melhorou pra ele. Recebeu o Partido Progressista, que tinha Adelson Fernandes como pré-candidato a prefeito, o primeiro a aderir devido ao passado com Darci Lermen e também com Valmir Mariano. Iniciaram-se os trabalhos de visita Democrática e isso deu um grande efeito na sua conjuntura e outros partidos chegaram perto e estão se afunilando com ele. Por ultimo veio o PR de Claudio Almeida. Pelo mesmo motivo de Adelsom, deixaram fechada essa proporcional onde agrega PP e PR. É a primeira proporcional que não tem vereador de mandato na sua base, todos os candidatos estão praticamente no mesmo nível. Mas, Marcelo Catalão, que vem crescendo, aguarda também alguns apoios como do PT, PPL e PC do B, e mais alguns que estão em conversa. O PPL de Hipólito Gomes, o Hipólito H2, apesar de terem divulgado que estaria fechado com o PRTB de Dr Hipólito, me foi esclarecido que ainda não tem nada fechado e que as conversas continuam até o fechamento geral. E ele, Hipólito H2, ainda não se decidiu, independente da posição do partido.

 Assim, nesse eixo de Marcelo Catalão, deve ter uma busca intensa com chance de disputa com Valmir Mariano e Darci Lermen.

E, finalmente, vem com força para a disputa Darci Lermen, ex-prefeito de Parauapebas por dois mandatos, 2005/2012. Logo que entregou o município, no final do mandato, ele saiu da região para dar um tempo de tudo que tinha acontecido naquele momento, mas quando veio votar na eleição de deputado 2014 o pessoal do PT ficou pedindo para que ele voltasse e iniciasse novamente um trabalho de base visando concorrer nas eleições de 2016. Então ele retornou e veio com muita força e gás pra queimar.

Devido a alguns acontecimentos dentro da base governista, os partidos, alguns deles, saíram para buscar novas propostas e se encontraram com Darci Lermen. No final do período da troca de partidos, Darci saiu do PT pelos escândalos nacionais e foi para o PMDB garantir sua candidatura, que daqui a poucos dias será homologada. Assim eles esperam.

Eu vejo o seguinte. Ainda hoje não se pode dizer que tem alguém com a campanha ganha. Até porque elas ainda não estão com os registros feitos. E muitos esperam que Darci Lermen não tenha condições de registrar sua candidatura. Sobre isso, eu perguntei para um atencioso amigo que está na base do Lermen : “têm algum documento que possa impedir a candidatura de Darci Lermen?” Ele me respondeu que têm, e disse em tom de brincadeira: “Atestado de Óbito”. Foram essas as palavras dele pra mim.

Então, o que eu posso definir com isso, apesar de saber das dificuldades e facilidades de cada um deles, é que os pré-candidatos a prefeito que estiverem fora desse eixo, (Valmir Mariano, Marcelo Catalão e Darci Lermen), nessas eleições, muito dificilmente vão fazer parte do jogo para disputa majoritária.

As eleições devem ser direcionadas nesses três eixos. Não que eu seja contra outros, mas vejo que as decisões vão passar por aí. Com isso vamos prestar atenção. Chegou a hora da “ONÇA BEBER AGUA”.

Lembro-me muito bem quando foi anunciado pelo então prefeito de Parauapebas, Darci José Lermem, a construção do novo Hospital Municipal de Parauapebas. Foram vários momentos de alegria e também de decepções quando o assunto era o Hospital de Parauapebas.
No meu entendimento, a empresa responsável pela obra naquela à época, nunca, mas nunca mesmo, tinha feito um serviço daquela envergadura. Os projetos foram trocados várias vezes, o estrutural, elétrico e outros.
Tenho convicção de que o ex-prefeito Darci Lermem tinha uma vontade muito grande de inaugurar esse hospital. Mas, diante de tudo que aconteceu, não foi possível. Teve uma época que o Ministério Público interviu na obra e os problemas foram se agravando e a obra ficou 50 % pronta, em uma avaliação pessoal. Esse mérito tem que ser creditado ao Darci Lermem, que apesar de não concluir a obra, teve vontade dele de inicia-la, trazendo esse benefício para nossa região. É necessário aplaudir essa iniciativa, também! Porém, o mérito final ficou com o atual prefeito Valmir Mariano. ,
Ontem, no momento da inauguração do HGP (Hospital Geral de Parauapebas), que recebeu o nome de Evaldo Benevides, um ex-secretário de saúde de Parauapebas que trabalhou honestamente nos anos de 2005-2011 e que sofreu um acidente automobilístico em fevereiro de 2015, vindo a falecer. Um nome de hospital que foi mais justo possível. Evaldo doou seu tempo, mais que podia, para conseguir fazer uma saúde razoável e que tinha os atendimentos básicos. Apesar das dificuldades que têm a saúde em todo Brasil, ele fez sua parte. Era um amigo querido de todos e muito honesto na sua forma de tratar com todos, inclusive com a imprensa.
Com a chegada da inauguração do hospital, eu estive presente no evento e escutei as palavras do “velho guerreiro” Valmir Mariano: falou que teve vontade muitas vezes de desistir dessa obra, tamanha eram as dificuldades que ali foram encontradas; disse ainda que a empresa que tinha o contrato abandonou as obras e ele mesmo, através de um TAC assinado com o Ministério Público, assumiu as obras por conta própria e colocou seu povo pra dentro com o objetivo de concluí-la.
Valmir disse ainda que só foi adiante com a obra por duas razões: primeiro, ele não poderia deixar desperdiçar o que já tinha pronto, já que, por ser engenheiro, sabia na prática como tirar aquele nó que existia ali. Na verdade, o atual prefeito Valmir Mariano precisa merecer nossos parabéns, pois uma obra dessa envergadura vai ficar pra sempre na memória das pessoas.
Ainda teremos vários problemas para serem enfrentados para o funcionamento do hospital. Um deles, e pra mim e o mais grave, serão os médicos que ali trabalham. E isso não é de hoje, é um problema antigo de Parauapebas. Disseram-me ontem, nas imediações do evento, que tem médicos com salários de quase 100 mil reais/mês e ainda reclamando e não querendo fazer os plantões. Essa informação eu vou checar com o atual secretário de saúde, e se for verdadeira será preciso colocar isso para o limpo, para que o povo de Parauapebas conheça esse lado da coisa pública. Até porque até agora só temos colocado matérias contra o governo, sem saber se isso é realmente verdade. De uma coisa eu tenho certeza porque já vi, não foi ninguém que me falou, tem médicos ali no hospital, não quero generalizar, já que existem bons profissionais, mas tem deles lá que se eu fosse prefeito estariam desempregados há muitos dias. São arrogantes e atendem mal os pacientes. Alguns deles chegam a pensar que depois de Deus, os donos do mundo são eles. Poderia citar pelo menos um dez profissionais da medicina que se enquadram nesse perfil.
Eu já disse uma vez em minha coluna aqui no Carajás O jornal, na época do Evaldo Benevides: construa uma vila médica e tragam os profissionais de “fora”. Trabalham uma semana e voltam pra casa. Aqui teriam casa mobiliada e alimentação. Eles viriam aos montes!
Dizem se tratar de uma classe muito difícil de trabalhar. Mas, muitas vezes também eles não têm o devido atendimento às coisas básicas de trabalho, o que gera o aumento do stress e tudo isso contribui para que alguns médicos ajam dessa maneira. Mas esse é um caso longo e antigo em Parauapebas. Então, temos que dar uma atenção e os parabéns ao término dessa construção. Só de saber que teremos atendimentos de média e alta complexidade em nosso município, e que teremos uma UTI para colocar nossos pacientes quando houver necessidade, isso é um grande avanço para nossa saúde.
Segundo o prefeito Valmir Mariano, quando ele pediu ao governador uma turma de medicina na UEPA, Simão Jatene disse pra ele: “inaugura o hospital que eu mando medicina para seu município”. Segundo Valmir Mariano, agora ela já vai cobrar esse curso. Ele ainda disse que a pedra fundamental será lançada em setembro do campus da UEPA, e a obra vai durar dois anos. Ou seja, no final de 2018 já teremos uma universidade aqui em nossa cidade. Pode até não parecer nada, mas não será mais necessário que nossos filhos saiam daqui para se formar, e só quem sabe o valor disso é quem já precisou deixar seus filhos saírem para buscar estudar fora.
Outro problema que eu vejo que será resolvido será essa falta de médicos em nossa cidade, pois, a partir da primeira turma de médicos formada aqui, será um problema resolvido.
No final de tudo isso, se a gente for imaginar e der à César o que é de César, não seremos ingratos com a vida e com a gente mesmo. Também não seremos hipócritas querendo fazer um bem se transformar num mau. Eu tenho minhas convicções politicas. Tenho meu grupo politico e não vejo no Valmir Mariano o politico dos meus sonhos, mas sou obrigado a reconhecer o bem que ele está fazendo para a sociedade de Parauapebas e num futuro bem próximo para nossos filhos. Eu mesmo tenho duas gatinhas aqui, que com certeza não será mais necessário que saiam de Parauapebas para estudar medicina, já que uma delas já me disse, aos nove anos, que deseja fazer esse curso, Então, vendo tudo isso e fazendo justiça dentro de mim, não posso falar diferente. Vou dar meus parabéns ao prefeito Valmir Mariano e sua equipe da secretária de obras que encarou e realizou a obra. Vamos para a segunda etapa do projeto. Valmir Mariano, Meus parabéns !

Esse texto é da minha coluna “Só Politica” dessa edição 659 no Carajás o jornal impresso.

 

Essa semana a galera que atua na politica de Parauapebas deve ter ficado meio espantado com o tamanho do evento do candidato do PMDB, Darci Lermen. Eu não estive no evento, porque dava cobertura no evento do Partido Progressista na Câmara de vereadores, mas os que ali estiveram presentes disseram que aproximadamente 12 mil pessoas estavam lá. Na verdade esse evento deu mostra que a eleição terá três vertentes, uma da “maquina” Valmir Mariano, Darci Lermen batendo de frente e Marcelo Catalão, correndo por fora; foi um evento a altura do PMDB, com muita movimentação politica; no palco o ex-prefeito Darci Lermen aproveitou a multidão e deu seu recado para que seja espalhado aos 4 cantos do município.

O prefeito de Curionópolis, Chamonzinho também aproveitou e deu seu recado, que não adianta pregarem que ele é de fora, porque não é, ele chegou na região com apenas 6 anos de idade e já viveu todos os problemas que uma região pode passar, disse que não é de fora e ainda tem seus negócios de comunicação por aqui,  então vão ter que engolir ele, quem não estiver gostando.

Já no evento houve dois destaques dos pré-candidatos a vereadores, uma senhora entregou um buque de flores para Darci Lermem e na hora falou que era da equipe de Rafael Ribeiro, foi uma ação que demostrou sabedoria da parte do pré-candidato a vereador; Rafael Ribeiro que desponta no cenário como um das pessoas que deve sentar na cadeira de vereador em 2017.

Outra que foi também mostrada de forma diferente no palanque foi à pré-candidata Amara Melo, o deputado Chamom na hora de fazer sua fala, chamou ela do seu lado e disse que reconhecia o importante trabalho que ela faz a frente do PMDB, disse que já são vários anos de dedicação e trabalho de secretária a frente da legenda, o deputado também falou, que Amara Melo está preparadíssima para assumir uma cadeira no parlamento em Parauapebas. Pelo tom que foi falado, Amara também se torna importante concorrente dos demais, rumo ao legislativo em nossa cidade. Mostra ainda que mais 4 cadeiras de vereador sendo disponível em Parauapebas, o PMDB que é o partido do pré-candidato a prefeito, deve fazer pelo menos 4 vereadores e nessa Amara Melo também deve estar junto com eles.

O PP de Parauapebas lançou o nome do ex-vereador Adelsom Fernandes ao executivo local, foi um grande e bem organizado evento na câmara de vereadores, Adelson disse que não vai deixar as vaidades, tomar conta do grupo da via alternativa e eles estarão essa semana, tomando uma decisão e fazer uma via forte, para que o povo de Parauapebas, não fique apenas com duas opções, Darci Lermen e Valmir Mariano, segundo Adelson o povo precisa ter uma terceira via e esse grupo vai se unir em torno de apenas um nome e colocar a disposição de Parauapebas. O PP apresentou seu novo quadro de pré-candidatos a vereadores para disputar uma cadeira no legislativo, foram mais de 20 nomes que os presentes conheceram e com certeza o PP faz um vereador e pode fazer dois; um grande trabalho de organização foi desenvolvido pela presidente Andréia Lima, a executiva do partido, além dos pré-candidatos e simpatizantes, tudo na batuta de Andréia Lima, Parabéns.

Em Curionópolis os ventos estão mudando os rumos das velas e surpresas poderão acontecer; semana passada o pré-candidato a prefeito Rui do Posto do PSDB, declinou sua pré-candidatura e explicou que não conseguiu conciliar o tempo da politica, com seu trabalho empresarial. Foi realizada uma reunião da executiva e no seu lugar, está à professora Amparo, mulher de luta e garra na educação de Curionópolis, ela é uma das primeiras professoras da cidade. Com isso quem ganhou terreno foi à pré-candidata Edilei Lopes do PP, são amigas de longas datas e professora Amparo reconhece o trabalho de Edilei. Não se sabe o que pode acontecer nos bastidores, Chamonzinho não se definiu em nada ainda, queria levar Rui do Posto para o PMDB, isso não aconteceu. Amparo já disse que não apoia o pré-candidato do DEM Adonei Aguiar, então resta para pegar esse apoio, Valdeir do União do PPS, ou Edilei Lopes do PP, pela proximidade, Edilei deve ganhar no futuro esse apoio. O certo é que as conversas já estão bem adiantadas, que se una um grupo de antigos moradores pré-candidatos a prefeitos de um lado, Adonei Aguiar de outro; Chamonzinho ainda é uma incógnita; sabemos apenas que Adonei Aguiar, ele também não apoia.

 

 

 

 

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