Blog do Refribom

Carlos Refribom: Morador da cidade de Parauapebas desde 1997 iniciou sua carreira no jornalismo como representante comercial nos jornais locais, depois foi repórter de polícia e cidade por dois anos, em agosto de 2004, fundou o Carajás o Jornal e segue até os dias de hoje com esse trabalho reconhecido no sul e sudeste do Pará. Graduado em pedagogia pela FACIBRA em 2014, Refribom, segue curso de Pós-graduação em Marketing e MBA em Comunicação Eleitoral e Marketing Político pela faculdade Estácio, coloca a disposição dos seus leitores, um Blog de referencia em informação politica da microrregião do Carajás.

Carlos Refribom

Carlos Refribom

Depois de muitos acontecimentos em nossa cidade, eu fiz questão de republicar aqui em meu blog esse texto, que mostra o momento atual da nossa conjuntura politica de Parauapebas. Apesar do texto ser longo, vale a pena ler.

 

PÂNTANO AZUL 

No fundo, Mestre Sist sabia que aquele lugar era apropriado para desnudar os mais íntimos e originais sentimentos do ser humano. Toda a personalidade, todos os desejos inconfessáveis, todas as luxúrias e ganâncias do ser humano apareciam de forma cristalina quando ele mergulhava no pântano.  

Num distante reino localizado numa próspera região dos confins da terra, havia um misterioso pântano azul. Ele ficou assim conhecido porque era envolvido por uma intensa e brilhante luminosidade de tom azul claro, mas tão forte que cegava quem ousasse a olhar diretamente para ele. Esse pântano era cercado de histórias e magias e ninguém sabia o que era real ou o que era lenda. A própria luz que irradiava já era bastante para reforçar o mistério que envolvia o lugar.

O pântano azul despertava nas pessoas os instintos mais selvagens e primários que o ser humano já experimentara. Havia um magnetismo que atraía o olhar e atenção de todos, e, mesmo sendo totalmente desconhecido e misterioso, a população daquele reino vivia tentando entrar no local e desvendar seus mistérios. Corria o boato que quem ousara entrar no pântano fora transformado numa espécie de andrógeno e perdera todas as características humanas. As histórias que corriam de boca em boca e se espalhavam como rastilho de pólvora atribuíam ao pântano todas as deformidades do ser humano. Se alguém enlouquecia era porque havia mergulhado no pântano; alguém começava a mentir ou perder a vergonha, com certeza esteve no pântano azul; se o elemento era ladrão, atribuía ao pântano; Zezinho era saudável e está sendo corroído por uma misteriosa doença, depois de ter mergulhado no pântano; Mariazinha era uma mulher direita, boa mãe, boa esposa, religiosa fervorosa, e agora anda roubando, mentindo e enganando as pessoas. Culpa do pântano; fulano era feliz e agora está morrendo de depressão, depois de uma curta temporada no pântano.

Mesmo com todas as desgraças e malefícios atribuídos ao pântano azul, inexplicavelmente todos queriam entrar lá. Ninguém sabia explicar tal magnetismo e tamanho poder que aquela luz azul tinha a ponto de atrair loucamente quem estava fora e manter preso quem conseguia entrar. O fato é que os agraciados pelo grande mestre do pântano azul se debilitavam moral e fisicamente em pouco tempo. Reclamavam, choravam, se lastimavam por ter entrado ali, mas inexplicavelmente queriam permanecer e quando chegava o período de sair do pântano fazia todo tipo de sacrifício para ali permanecer. Alguns vendiam a própria mãe e até a alma  ao diabo, a fim de permanecer por mais tempo no que eles próprios chamavam de “inferno azul”.

O que estava por trás de tanto mistério? Que segredos eram guardados no pântano azul? Como penetrar naquele local tão protegido, tão temido e tão cobiçado por tanta gente? O que de fato existia por trás daquela misteriosa luz azulada, tão forte que impedia os curiosos de se aproximarem? Do que era composta aquela matéria tão bela, tão preciosa e tão atraente? Que magnetismo era esse que atraía a atenção de todos, mesmo com tantas deformidades que causavam no ser humano? Esse é um segredo que todos tentam desvendar e até o momento não foi possível, pois quem sai do pântano azul sai com o cérebro tão deformado que não diz coisa com coisa e nem desperta a credibilidade em ninguém. Por enquanto, ainda estão tentando preparar uma mente privilegiada e superior que seja capaz de mergulhar no pântano, desvendar seus mistérios e sair incólume para contar a todos. Por enquanto, estão só tentando (...)

 

PARTE II 

O grande mestre do pântano azul 

O pântano azul com seus mistérios e segredos era guardado e protegido pelo Grande Mestre Sist. Ele era um ser enigmático e tão misterioso quanto o pântano que  guardava. Despertava nas pessoas uma mistura de medo, pavor, asco, admiração, inveja, respeito, repugnância e outros sentimentos contraditórios. Ninguém sabia de onde vinha seu poder e muito menos a quem servia. O fato é que mantinha forte influência sobre todos e ditava as regras dentro e fora do pântano azul. As pessoas viviam cercando-o em busca de orientações, de favorecimentos e de suas bênçãos para se aproximarem do temido pântano.

Mestre Sist cuidava para que os segredos que envolviam aquele lugar ficassem guardados a sete chaves. Dizia de forma lacônica que todos precisavam do pântano para manter o equilíbrio, o controle e a ordem entre os homens que viviam em sociedade. Assim, organizava um complexo sistema de escolha a cada quatro anos, onde um grupo de “sortudos”, após passar por duras provas, era “abençoado” e recebia a autorização para penetrar no pântano azul e desfrutar dos seus misteriosos benefícios.

A cada período de escolhas, Mestre Sist cuidava para que um maior número de pessoas se habilitasse para a grande disputa. Assim, atribuiria mais importância ao evento. Apesar do temor, dos mistérios, das histórias tenebrosas, das deformidades que causavam no ser humano, havia uma força  que atraía as pessoas para aquele lugar. No geral, costumavam aparecer até duzentas vezes mais candidatos do que o número de vagas ofertadas. Esses candidatos precisavam passar por um teste até mesmo para se habilitarem para a disputa e os critérios eram cada vez mais rigorosos. Dizia-se que para se candidatar para fazer parte do Conselho do Pântano era preciso ter coragem, ter muito dinheiro e pouco escrúpulo.

Algumas características eram mais exigidas aos candidatos para o Grande Conselho do Pântano. Teriam que ter muita habilidade, muito poder de convencimento, muita astúcia, muito poder de sedução e, principalmente, a capacidade de mentir e enganar o maior número de pessoas sem que ninguém percebesse. Além disso, teriam que contar com padrinhos influentes e fazer parte de uma organização que lhe concedesse o registro que legitimava o indivíduo para a disputa. O período da disputa era longo e penoso para provar a resistência dos postulantes. Apesar de o Mestre Sist fazer parecer que havia regras bem definidas, na verdade o jogo era um grande vale tudo com muita manipulação.

Os envolvidos agiam como fantoches e acreditavam estar fazendo parte de um jogo aberto onde teriam que mostrar suas espertezas e qualidades. Assim, faziam de tudo: mentiam, roubavam, trapaceavam, traiam, se endividavam com os agiotas de plantão, faziam acordos espúrios que sabiam impossíveis de serem cumpridos, matavam, trocavam de aliados e até abandonavam as próprias famílias e amigos. Porém, tudo teria que ser feito de forma que ninguém percebesse. O mais importante era parecer que o postulante ao cargo era uma pessoa acima de qualquer suspeita, de reputação ilibada e dedicada a alguma causa nobre.

Mestre Sist com sua onipotência dominava todo o processo e às vezes brincava com os postulantes. Alguns realmente eram homens e mulheres com boas intenções que tinham seus trabalhos baseados na ética e no compromisso social. Acreditavam que tinham que fazer parte do Conselho do Pântano Azul para melhorar a vida do seu povo. Eram chamados de ingênuos e na maioria das vezes não tinham a menor chance na disputa, pois eram engolidos pelos que tinham poder e capacidade de manipulação. Porém, como um teste, o Mestre Sist manipulava e permitia que alguns desses ingênuos se credenciassem para entrar no pântano. Falava nas entrelinhas e de forma enigmática que o pântano precisava de algumas almas boas para manter seu equilíbrio e satisfazer ao seu ecossistema. Um dia, quem sabe, alguma alma boa conseguiria entrar e sair do pântano azul sem se manchar e sem perder sua essência! Esse era um grande desafio que ainda não fora cumprido.

Assim, em um período predefinido, acontecia a grande disputa que envolvia e mobilizava toda a cidade daquela próspera região dos confins da terra. Era um acontecimento sem igual e a cada período reforçava ainda mais os mistérios daquele lugar de luz azulada que continuava cegando e atraindo as pessoas (...)

 

PARTE III 

O grande conselho do pântano azul 

Mestre Sist estava eufórico. Tudo havia transcorrido na maior regularidade e o resultado da eleição para a escolha do Grande Conselho do Pântano Azul não poderia ter sido melhor. Ele manipulava tudo e a todos, mas de forma inteligente para parecer que tudo era um jogo aberto e democrático onde venceriam os melhores, os mais preparados. Porém, apesar de manipular, Mestre Sist dava corda e deixava a disputa transcorrer livre em certos momentos para testar o potencial dos participantes. Assim, sempre corria o risco do resultado não sair de acordo com seus desejos. Em algumas ocasiões isso lhe custou a escolha de um conselho totalmente diferente do planejado, causando desequilíbrio ao pântano. Mas bastou fazer alguns ajustes na eleição seguinte que tudo voltou ao normal.

O dia da escolha foi perfeito. O povo já comemorava antecipadamente o resultado, como se fosse a coisa mais importante e sagrada da vida. Era engraçado de se ver a reação da população daquele lugar nos confins da terra: alguns choravam desesperadamente, outros sorriam histericamente; muitos soltavam fogos de artifício e desfilavam em carros abertos pelas ruas da cidade; outros reagiam violentamente ao resultado e até rompiam velhas amizades; algumas igrejas faziam vigílias de orações e conclamavam os fiéis para participarem do processo; líderes religiosos perdiam o senso de religiosidade e mergulhavam de cabeça na escolha; as pessoas importantes da cidade, líderes comunitários, empresários e trabalhadores se envolviam tanto que esqueciam os problemas do cotidiano. De uma forma ou de outra, todos se envolviam, até mesmo os que diziam que não davam a mínima às coisas do pântano azul por serem "sujas e inescrupulosas". Certa histeria coletiva tomava conta da cidade após o anúncio do resultado da escolha.

Mestre Sist estava feliz e radiante com o resultado. Dessa vez confiou nos seus instintos e deixou o processo correr solto, sem muito controle, pois sabia que a cidade estava num estágio tão avançado que naturalmente selecionaria as cabeças mais representativas para o seu projeto de pântano. "A alma humana já está corrompida. Os sentimentos são pérfidos e os interesses são cada vez mais asquerosos. Dessa vez teremos representantes à altura do pântano", divagava o Mestre, sorridente.

Dezessete representantes da comunidade foram os escolhidos para o Grande Conselho. Dessa vez estava muito bem representado. Todos os sentimentos, todos os interesses, todos os sete pecados capitais se faziam representar ali. Para garantir a continuidade do sentimento e da filosofia do pântano, cuidava para que alguns membros anteriores permanecessem. Assim, não haveria ruptura do sistema e os mais experientes influenciariam os novatos. Mestre Sist sempre deixava que eles escolhessem entre si um pequeno grupo para comandar. Ficava só observando os critérios que os conselheiros inventavam e as estratégias que usavam para comandar o pântano. Sentia prazer em ver como aquele grupo era tão evoluído, a ponto de trapacear e enganar os próprios pares para sentar na "Grande Bancada".

Como já foi citado anteriormente, Mestre Sist deixava que algumas "almas boas" fossem escolhidas para o Grande Conselho. Ele queria testar o poder e a evolução do pântano azul. Tudo era parte de um grande jogo, onde ninguém sabia quais seriam os vencedores e os derrotados. Uma vez dentro, todos os artifícios seriam usados para macular e corromper essas "boas almas". O grande desafio seria passar pelo Pântano sem se manchar, sem enlouquecer ou sem perder a vida. Por isso, era comum ouvir frases entre os conselheiros, do tipo, "aqui o sistema é bruto"; "se você não se enquadrar será engolido pelo pântano"; "aqui não tem santo"; "aqui quem é mais tolo desenha uma vaquinha na parede e tira leite dela"; "nesse conselho os mais inocentes dão rasteira no vento"; "ou você se enquadra ou morre"; "o povo tá pouco se lixando para você. Então, aproveite o tempo que lhe resta aqui e faça sua vida..."

No fundo, Mestre Sist sabia que aquele lugar era apropriado para desnudar os mais íntimos e originais sentimentos do ser humano. Toda a personalidade, todos os desejos inconfessáveis, todas as luxúrias e ganâncias do ser humano apareciam de forma cristalina quando ele mergulhava no pântano. Alguns comentavam: "fulano era gente boa e se transformou após entrar no pântano"; “aquela era uma mulher virtuosa e mudou do azeite para o óleo contaminado, após penetrar no pântano"; “cicrano  era um religioso fervoroso e hoje é um ser depravado e ladrão..." Mestre Sist apenas sorria, disfarçadamente,  e pensava: "Não! Vocês é que não conheciam seus semelhantes. O pântano azul não contamina ninguém. Apenas tem o poder de revelar a verdadeira identidade do ser humano".

Assim, o Mestre Sist continuava observando o desenrolar dos fatos naquele Grande Conselho composto por dezessete membros. Tinha esperança de encontrar uma boa alma verdadeira que o desafiasse. Quem seria o indivíduo que mergulharia no pântano azul e sairia incólume para iniciar  outro ciclo? Até aqui, só um ser conseguiu essa façanha. 

Mestre Sist aproveita a ocasião para desejar a todos um Feliz Natal e um Novo Ano cheio de saúde e paciência para enfrentar os desafios que o pântano azul continuará proporcionando. 

 

PARTE IV 

A relação de amor e ódio entre os conselheiros do pântano e os aldeões 

O Grande Conselho do Pântano era composto por 17 componentes, sendo 13 cavalheiros e quatro damas. Apesar das mulheres serem a minoria naquele distante reino, poucas se atreviam a se aventurarem naquelas paragens. Grupos feministas pregavam que “lugar de mulher é no Grande Conselho”, mas, na hora da escolha, poucas conseguiam atrair a atenção dos eleitores. Porém, as que conseguiam chegar ao pântano, agiam de tal forma que se igualavam ou até superavam os homens em todos os quesitos.

Passado o momento de euforia da escolha, não se sabe o porquê, mas quase todos se voltavam contra os conselheiros. Alguns se sentiam enganados, outros, desprestigiados, outros traídos e outros ainda, com desprezo por aqueles que tanto torceram para estar ali. Parecia uma maldição, mas quase todos na grande aldeia passavam a hostilizar os conselheiros. “Ladrões, prostitutas, traíras, corruptos, bandidos, vendidos”, eram os adjetivos mais carinhosos atribuídos a eles.

Mestre Sist observava e se divertia com a situação. Ver os conselheiros do pântano se digladiando e sendo hostilizados pelos aldeões era música para sua alma. Observava como esse povo que, antes, declarava amor eterno aos conselheiros, agora tratava-os com tanto desprezo. Por um lado, os postulantes ao cargo de conselheiro tinham que prometer tudo a esse povo, tinha que bajular, mentir e trapacear; por outro lado, o povo seguia fielmente a esses postulantes, como sendo líderes infalíveis e donos de todas as virtudes, mas no fundo, esperavam dividir as vantagens prometidas do pântano. Afinal, quem enganava quem? “Pobres conselheiros, pobres eleitores”, divagava mestre Sist enquanto acariciava sua longa barba branca.

Durante a disputa, via-se de tudo: desocupados aproveitavam para ganhar uma graninha para distribuir santinhos nas ruas ou balançar bandeira nas encruzilhadas, especialistas vendiam seus dotes para dar uma cara moderna e honesta aos postulantes, líderes vendiam seus rebanhos com promessa de recompensa farta, executivos patrocinavam campanhas em troca de favores posteriores, mercenários vendiam apoio por um “modesto” pagamento, de tudo acontecia. Havia até os aproveitadores que acampavam nas portas das casas dos postulantes para conseguirem algum bem como tijolos, cimento, combustível, dentaduras, cestas básicas, entre outras coisas. Tudo em nome da boa fé e da boa moral. “Uma mão lava a outra e as duas juntas lavam a cara”, esse era o lema.

Quase todos declaravam que odiavam o pântano azul, mas, inexplicavelmente, no período da escolha, quase todos se envolviam apaixonadamente. Havia períodos em que a disputa era tão acirrada que as pessoas eram tomadas por uma espécie de transe, de alucinação. Alguns sábios falavam que era o efeito da luz azulada que emanava do pântano que deixava todos os envolvidos alucinados e entorpecidos. Velhos amigos viravam inimigos, e, inimigos se transformavam em aliados. Um velho filósofo definiu essa realidade com a seguinte frase: “O pântano tem o poder de afastar os amigos e juntar os inimigos”. Por isso, os mais cautelosos evitavam brigas mais acirradas, pois o inimigo de hoje poderia ser útil como aliado amanhã.

Durante as disputas para o Grande Conselho do Pântano, geralmente prevalecia a lei do vale tudo, do mais forte. Para equilibrar essa disputa, e dar um ar de serenidade, mestre Sist tratou de botar uma ordem aparente na bagunça. Afinal, todos tinham que achar que era a coisa mais séria do mundo. Assim, criou mecanismos de regulamentação para não descambar para a bagunça total. Nomeou um poder supremo para fiscalizar os postulantes aos cargos de conselheiros e chamou-o de Dr. Torga. Dr. Torga deveria cuidar para que tudo parecesse normal e organizado, e tinha a ordem de vigiar de perto e, quando fosse conveniente, punir os postulantes. Porém, deveria fazer o jogo e favorecer uns, e tirar outros da jogada. Esse era o grande desafio que tinha que ser cumprido à risca para não causar desequilíbrio no pântano.

Mestre Sist se surpreendia e se orgulhava com a evolução dos postulantes. Mesmo com todo o rigor aparente que era imposto pelo Dr. Torga, muitos conseguiam driblá-lo e criavam mecanismos para enganá-lo. Esses, sempre conseguiam superar os limites e fazer o Dr. Torga de bobo. “Esplêndido, genial! É disso que o pântano precisa para se fortalecer!”, bradava Mestre Sist. “A julgar pela evolução que estamos alcançando, em breve chegaremos ao ápice e essa espécie se extinguirá por si só, numa espécie de antropofagismo”, filosofava o mestre.

Após o grande desafio da escolha dos conselheiros, passada a euforia da festa, agora os pobres mortais tinham que trabalhar, ou pelo menos demonstrar que estariam trabalhando. Duas vezes por semana o Grande Conselho se reunia para tratar de assuntos de interesses da aldeia. A grande sala de audiência era construída num local estratégico, onde os visitantes não pudessem vislumbrar de fato o que se passava no pântano. Todos podiam comparecer e participar livremente, pois, não havia perigo de ninguém descobrir os segredos que, de fato, aconteciam ali. Os conselheiros ficavam confinados numa espécie de redoma de vidro, de tal forma, que não pudessem ser hostilizados ou tocados pelos participantes. Dizem até que a redoma de vidro era para proteger os aldeões e evitar que fossem contaminados pelos membros do pântano.

O grande problema é que agora, após a vitória, os aldeões apresentavam as faturas aos conselheiros do pântano, que, na maioria das vezes, eram impossíveis de serem quitadas. Daí, a explicação para a mudança de humor repentina, para a alteração brusca entre o amor e o ódio. Muitos argumentavam que os aldeões, no fundo gostavam de serem enganados, e que, se o postulante ao cargo não tivesse a capacidade para enganar, jamais alcançaria o objetivo. Por um lado, aldeões espertos buscavam tirar vantagens pessoais à custa dos postulantes ao conselho; por outro lado, os postulantes se aproveitavam desse espírito mercenário dos aldeões para galgarem as melhores posições no pântano. Assim, surgiu a grande dúvida existencial: “Quem é mais corrupto? O conselheiro ou o aldeão? Existe vítima nesse jogo?”.

Assim, seguia a vida no pântano, pleito após pleito. As reuniões eram tão previsíveis que muitos aldeões nem apareciam mais. Outros marcavam presença pelo menos uma vez por semana por acharem engraçadas. “Era um verdadeiro circo dos horrores gratuito”,  diziam alguns frequentadores. De tudo se via naquele recinto: oradores dissimulados, simulação de brigas violentas, brigas sem simulação, gente espumando pela boca como cachorro louco, palhaços sem graça tentando arrancar risos da plateia, a madame louca indignada pela redução de sua verba de maquiagem, um velho senil pregando a moralidade com os bolsos entulhados de biscoitos roubados da merenda escolar, uma conselheira pregando o fim do mundo e um mentecapto jurando que ouviu ordens do próprio Deus. Havia até quem só grunhisse e, outro que só balançava a cabeça. Tinha também um ser esquálido que quase não falava, mas de vez em quando, tentava imitar um sábio e proferia algumas palavras que nem ele compreendia.

 Assim seguia a rotina do Grande Conselho, que de fato, parecia um circo dos horrores em uma apresentação de um espetáculo macabro. Aqueles seres, que outrora eram normais, e, que agora, pareciam zumbis, eram de dar pena. Todos continuavam indagando que mistério havia naquele pântano para deixar homens e mulheres naquela situação! 

 

FINAL 

O guardião da caixa forte e o segredo da mala preta

 Ao longo dos anos, Mestre Sist cuidou para aperfeiçoar o pântano azul e atrair sempre mais almas para o seu projeto. Era importante manter o mistério e fortalecer os princípios regimentais que transparecesses normalidade na casa.

Além do Grande Conselho, havia o guardião da caixa forte que tinha o poder de organizar a aldeia e prover o desenvolvimento e o bem estar dos aldeões. Esse guardião também era escolhido de forma direta num pleito disputadíssimo, e o cargo era muito cobiçado por todos, pois além do poder de gerenciar a caixa forte, era laureado com poderes supremos que lhe conferiam prestígio e riquezas incalculáveis. Bastaria se submeter, após ser escolhido, aos ditames do mestre e ter esperteza o suficiente para se livrar das armadilhas do Dr. Torga. Se conseguisse, o céu seria o limite.

Cabia ao Grande Conselho o controle e a fiscalização do guardião da caixa forte. Era tudo bem estruturado para conferir poder aos conselheiros e não deixar o guardião pensar que era deus. Assim, qualquer medida, qualquer decisão do guardião, teria que ser chancelada pelo Grande Conselho. Se por um lado, o guardião da caixa forte tinha poderes privilegiados, por outro lado, esses poderes dependiam dos conselheiros. Essa foi uma forma inteligente que Mestre Sist criou para manter o equilíbrio e, ao mesmo tempo, acirrar as disputas entre os poderes. Afinal, nesse jogo, vale a criatividade para trapacear, para dominar e para subjugar os mais fracos.

Com o poder de controle que o Grande Conselho exercia sobre o guardião, foi enfraquecendo a sua influência, de maneira que algumas figuras ilustres caíram em desgraça no exercício da função. Foi então que há tempos atrás, um guardião teve a brilhante ideia de explorar a cobiça e a ganância dos conselheiros. Passou a fazer acordos, a oferecer privilégios e criar cargos para contemplar os conselheiros e seus parentes. Sabendo que as mentes dos componentes do pântano estavam corrompidas, usou e abusou desse expediente exaustivamente, até que nem um componente soubesse mais viver sem esses favores extras. Além disso, usou de artimanhas para dividir o grupo e provocar disputas entre eles.

Esse guardião que teve a grande ideia de seduzir os conselheiros com privilégios extras fez escola no pântano azul e influenciou toda uma geração, de tal forma, que até os dias atuais esse modelo é seguido e aperfeiçoado pelos seus sucessores. Agora, todo guardião que tem o privilégio de assumir a caixa do tesouro, cuida para seduzir principalmente àqueles que foram seus adversários na disputa. Assim, terá garantida toda a tranquilidade para usufruir do tesouro sem nenhum aborrecimento. Por sua vez, os conselheiros tratam de juntarem-se em grupos para fortalecerem-se e arrancar mais benefícios do guardião. Tudo dentro da mais perfeita ordem e em nome da moral, dos bons costumes e, até dos princípios religiosos, mesmo que as crianças morram à míngua, mesmo que famílias inteiras de aldeões padeçam, mesmo que o reinado apodreça e vire ruínas. O importante é manter o sistema em perfeita harmonia.

Um certo guardião do tesouro que presidiu a aldeia num período crítico, inventou uma arma secreta para acalmar os conselheiros do pântano que apresentavam comportamento rebelde. Com o livre arbítrio que o Mestre Sist dava de vez em quando para testar a astúcia dos postulantes, vez por outra, alguma pessoa bem intencionada conseguia passar pelo teste e entrar no pântano azul. Diziam que iriam mudar e transformar o pântano e mostrar que ainda havia almas boas naquele lugar, capazes de mergulharem no pântano e saírem puras.

Para evitar problemas de desequilíbrio, e, para continuar reinando soberano gozando de todos os privilégios do cargo de guardião do tesouro, seus antecessores usavam de violência, intimidação, e até assassinato contra os conselheiros e aliados que não dançassem conforme a música. Isso custava muito caro e criava muita desordem e complicação, chegando até a perda da função de uns. Foi então que esse iluminado guardião teve a brilhante ideia de lançar mão de sua arma secreta: tratava-se de uma mala preta que era levada por um emissário e aberta exclusivamente na presença do conselheiro rebelde que estava criando problemas.

Até hoje, ninguém de fora descobriu o misterioso conteúdo dessa mala preta, e o segredo é passado somente de guardião para guardião. Todos os guardiões do tesouro lançam mão desse recurso, uns mais e outros menos. Basta um conselheiro se rebelar, ou ameaçar ruir a estrutura, logo aparece o emissor com a tal poderosa mala preta. Dizem que o sujeito fica transtornado e entra num transe total. Alguns cheiram o conteúdo, outros fecham os olhos e oram em agradecimento, outros choram diante da visão. Depois da visita do emissário da mala preta, os rebeldes ficam mansos como cordeiros e mudam radicalmente o comportamento: se antes odiavam o guardião, agora passam a amá-lo.

Uma característica mais comum de quem recebe a visita do emissário da mala preta, é a mudança de vida. Como num passe de mágica, o sujeito, além de ficar dócil como um carneirinho, muda radicalmente sua situação financeira. Dizem que é o poder da mala secreta que abre a visão para a prosperidade. Se antes, o jetom recebido pelo seu “suado” trabalho não dava nem para as necessidades básicas, agora, sofre a mutação e se transforma em riqueza incalculável. É o verdadeiro milagre da multiplicação.

Cada guardião que entra, cria sua própria mala preta e vai aperfeiçoando para driblar a vigilância do Dr. Torga. Apesar de ninguém saber o conteúdo da mala, ela é proibida e mantida sob o mais absoluto segredo. Alguns curiosos chegaram perto, mas só descobriram objetos sem sentido que cobriam o verdadeiro conteúdo. Algumas vezes chegaram a ver carambolas, laranjas, e até roupas velhas. Outras vezes, no lugar da mala preta, o emissário levava caixa de papelão ou sacola de supermercado.

 Com esse moderno sistema de acalmar os rebeldes, os guardiões quase não precisam mais lançar mão de recursos violentos. A mala preta é mais eficiente e mais barata, além de deixar o sujeito em estado de letargia, criando uma dependência perpétua. Uma vez tendo recebido a mala preta, nunca mais o conselheiro seria  o mesmo. Aquele espírito de rebeldia era transformado em subserviência, e mesmo que o conselheiro fosse rico, vivia como um mendigo, sempre rastejando sem a mínima dignidade.

Mestre Sist admirava com orgulho a sua criação. “Pobres coitados! Quando vão evoluir a ponto de descobrir que o pântano é composto por partículas extraídas de suas próprias fraquezas? Quando vão se darem conta de que a ambição, o orgulho, a vaidade, o vício, a perversidade, e outras deformidades humanas são matérias indispensáveis para a continuidade do pântano azul?”, divagava o Mestre.

Um dia, quem sabe, uma alma pura mergulhará no pântano e sairá limpa e incólume. Quando isso acontecer, será tão forte que contaminará outros membros e abalará a estrutura do pântano azul. Enquanto isso, Mestre Sist vai brincando e fazendo novas experiências com os que penetraram nesse universo misterioso de luz azulada tão atraente e tão complexo. Cada novo ser que entra no pântano recebe a picada do escorpião e o beijo da borboleta, e a contradição passa a ser condição natural em sua vida. Por um lado, sente que o veneno está destruindo suas entranhas, corroendo sua alma, e, por outro lado, se entrega perdidamente ao jogo da luz.  Perde suas asas, mas não abandona o pântano azul.

 

Texto do livro: (O Escorpião e a Borboleta) do escritor Luiz Vieira.

Cedido gentilmente a esse blog.

Foram praticamente dois anos após as eleições de 2014. Por conta da desunião dos nossos candidatos a deputado estadual e federal, ficamos sem representação na Assembleia Legislativa do estado. O bom velhinho (Valmir Mariano) deixou candidaturas vingarem, quando elas não deveriam ter ido às ruas. Caso da vereadora afastada Luzinete Batista e outras que deveriam ter dado apoio ao candidato do governo, no caso, Gesmar Rosa.

Depois que tudo isso aconteceu passaram-se dois anos e poucos deles sobreviveram para contar a história. O principal foi mesmo Marcelo Catalão, que sufragou mais de 40 mil votos para deputado federal. Apesar de não ganhar as eleições, mas entende-se que estava preparado para estar frente à frente com o atual prefeito e receber os políticos que saíram das bases do governo. Isso até aconteceu durante um período de tempo, porém, inexplicavelmente aparece novamente no cenário o ex-prefeito petista Darci Lermem, que já tinha falado para alguns que já teria dado sua cota de contribuição e estava fora jogo, já que teria saído do cenário de 2012 bastante desgastados com tudo que aconteceu nos oito anos do seu governo. Mas, no caminho ainda aparece nos últimos seis meses a tão conhecida “vaidade politica”. E ele, por um motivo ou outro, resolve colocar seu nome como pré-candidato a prefeito.

Eu mesmo fiz uma enquete aqui no blog onde afirmava que já tínhamos 16 pré-candidatos a prefeito e afirmei que, se aquele cenário continuasse, com certeza daria o atual prefeito reeleito, já que esses foram os votos da maioria.

Mas o tempo foi passando e chegou a hora da “onça” beber água. Temos aí praticamente oito dias para tudo ser definido e saberemos para onde todos vão, quais os caminhos, e suas coligações. Veja que alguns dos pré-candidatos já começaram a perceber que esse caminho precisa de um tempo para ser percorrido e foram desaguar exatamente naquilo que eu sempre falei: a candidatura de Parauapebas será definida em três frentes.

A primeira delas é do atual prefeito, chefe do executivo Valmir Mariano, que apesar dos erros políticos do passado cometidos por falta de conhecer as engrenagens politicas, mas, com a chegada do chefe de gabinete Wanterlor Bandeira e Brás na presidência da Câmara, iniciou um caminho de volta em busca da sua reeleição. Ou seja, a maioria dos atuais vereadores está do lado dele e são bons cabos eleitorais.

As costuras estão sendo feitas, e nesses oito dias até “boi pode voar” com o peso da máquina. Os trabalhos que foram feitos e as grandes inaugurações com certeza vão estar na balança do lado dele. Desde semana passada já se comenta que João do Verdurão, um empresário que faz um trabalho social ao longo dos anos, e por isso seu nome aparece no meio das rodas politicas, vem como vice-prefeito na chapa de Valmir Mariano, do PSD, em uma coligação direta na majoritária.

Já Marcelo Catalão também vem agregando valor nos últimos dois anos. Logo após a eleição de deputado federal, no outro dia, já se via Marcelo agradecendo os votos e os apoios. Mesmo perdendo foi uma boa atitude dele no meu ponto de vista. O jovem candidato começou a conversar com várias frentes de partidos e nos últimos 30 dias algo melhorou pra ele. Recebeu o Partido Progressista, que tinha Adelson Fernandes como pré-candidato a prefeito, o primeiro a aderir devido ao passado com Darci Lermen e também com Valmir Mariano. Iniciaram-se os trabalhos de visita Democrática e isso deu um grande efeito na sua conjuntura e outros partidos chegaram perto e estão se afunilando com ele. Por ultimo veio o PR de Claudio Almeida. Pelo mesmo motivo de Adelsom, deixaram fechada essa proporcional onde agrega PP e PR. É a primeira proporcional que não tem vereador de mandato na sua base, todos os candidatos estão praticamente no mesmo nível. Mas, Marcelo Catalão, que vem crescendo, aguarda também alguns apoios como do PT, PPL e PC do B, e mais alguns que estão em conversa. O PPL de Hipólito Gomes, o Hipólito H2, apesar de terem divulgado que estaria fechado com o PRTB de Dr Hipólito, me foi esclarecido que ainda não tem nada fechado e que as conversas continuam até o fechamento geral. E ele, Hipólito H2, ainda não se decidiu, independente da posição do partido.

 Assim, nesse eixo de Marcelo Catalão, deve ter uma busca intensa com chance de disputa com Valmir Mariano e Darci Lermen.

E, finalmente, vem com força para a disputa Darci Lermen, ex-prefeito de Parauapebas por dois mandatos, 2005/2012. Logo que entregou o município, no final do mandato, ele saiu da região para dar um tempo de tudo que tinha acontecido naquele momento, mas quando veio votar na eleição de deputado 2014 o pessoal do PT ficou pedindo para que ele voltasse e iniciasse novamente um trabalho de base visando concorrer nas eleições de 2016. Então ele retornou e veio com muita força e gás pra queimar.

Devido a alguns acontecimentos dentro da base governista, os partidos, alguns deles, saíram para buscar novas propostas e se encontraram com Darci Lermen. No final do período da troca de partidos, Darci saiu do PT pelos escândalos nacionais e foi para o PMDB garantir sua candidatura, que daqui a poucos dias será homologada. Assim eles esperam.

Eu vejo o seguinte. Ainda hoje não se pode dizer que tem alguém com a campanha ganha. Até porque elas ainda não estão com os registros feitos. E muitos esperam que Darci Lermen não tenha condições de registrar sua candidatura. Sobre isso, eu perguntei para um atencioso amigo que está na base do Lermen : “têm algum documento que possa impedir a candidatura de Darci Lermen?” Ele me respondeu que têm, e disse em tom de brincadeira: “Atestado de Óbito”. Foram essas as palavras dele pra mim.

Então, o que eu posso definir com isso, apesar de saber das dificuldades e facilidades de cada um deles, é que os pré-candidatos a prefeito que estiverem fora desse eixo, (Valmir Mariano, Marcelo Catalão e Darci Lermen), nessas eleições, muito dificilmente vão fazer parte do jogo para disputa majoritária.

As eleições devem ser direcionadas nesses três eixos. Não que eu seja contra outros, mas vejo que as decisões vão passar por aí. Com isso vamos prestar atenção. Chegou a hora da “ONÇA BEBER AGUA”.

Lembro-me muito bem quando foi anunciado pelo então prefeito de Parauapebas, Darci José Lermem, a construção do novo Hospital Municipal de Parauapebas. Foram vários momentos de alegria e também de decepções quando o assunto era o Hospital de Parauapebas.
No meu entendimento, a empresa responsável pela obra naquela à época, nunca, mas nunca mesmo, tinha feito um serviço daquela envergadura. Os projetos foram trocados várias vezes, o estrutural, elétrico e outros.
Tenho convicção de que o ex-prefeito Darci Lermem tinha uma vontade muito grande de inaugurar esse hospital. Mas, diante de tudo que aconteceu, não foi possível. Teve uma época que o Ministério Público interviu na obra e os problemas foram se agravando e a obra ficou 50 % pronta, em uma avaliação pessoal. Esse mérito tem que ser creditado ao Darci Lermem, que apesar de não concluir a obra, teve vontade dele de inicia-la, trazendo esse benefício para nossa região. É necessário aplaudir essa iniciativa, também! Porém, o mérito final ficou com o atual prefeito Valmir Mariano. ,
Ontem, no momento da inauguração do HGP (Hospital Geral de Parauapebas), que recebeu o nome de Evaldo Benevides, um ex-secretário de saúde de Parauapebas que trabalhou honestamente nos anos de 2005-2011 e que sofreu um acidente automobilístico em fevereiro de 2015, vindo a falecer. Um nome de hospital que foi mais justo possível. Evaldo doou seu tempo, mais que podia, para conseguir fazer uma saúde razoável e que tinha os atendimentos básicos. Apesar das dificuldades que têm a saúde em todo Brasil, ele fez sua parte. Era um amigo querido de todos e muito honesto na sua forma de tratar com todos, inclusive com a imprensa.
Com a chegada da inauguração do hospital, eu estive presente no evento e escutei as palavras do “velho guerreiro” Valmir Mariano: falou que teve vontade muitas vezes de desistir dessa obra, tamanha eram as dificuldades que ali foram encontradas; disse ainda que a empresa que tinha o contrato abandonou as obras e ele mesmo, através de um TAC assinado com o Ministério Público, assumiu as obras por conta própria e colocou seu povo pra dentro com o objetivo de concluí-la.
Valmir disse ainda que só foi adiante com a obra por duas razões: primeiro, ele não poderia deixar desperdiçar o que já tinha pronto, já que, por ser engenheiro, sabia na prática como tirar aquele nó que existia ali. Na verdade, o atual prefeito Valmir Mariano precisa merecer nossos parabéns, pois uma obra dessa envergadura vai ficar pra sempre na memória das pessoas.
Ainda teremos vários problemas para serem enfrentados para o funcionamento do hospital. Um deles, e pra mim e o mais grave, serão os médicos que ali trabalham. E isso não é de hoje, é um problema antigo de Parauapebas. Disseram-me ontem, nas imediações do evento, que tem médicos com salários de quase 100 mil reais/mês e ainda reclamando e não querendo fazer os plantões. Essa informação eu vou checar com o atual secretário de saúde, e se for verdadeira será preciso colocar isso para o limpo, para que o povo de Parauapebas conheça esse lado da coisa pública. Até porque até agora só temos colocado matérias contra o governo, sem saber se isso é realmente verdade. De uma coisa eu tenho certeza porque já vi, não foi ninguém que me falou, tem médicos ali no hospital, não quero generalizar, já que existem bons profissionais, mas tem deles lá que se eu fosse prefeito estariam desempregados há muitos dias. São arrogantes e atendem mal os pacientes. Alguns deles chegam a pensar que depois de Deus, os donos do mundo são eles. Poderia citar pelo menos um dez profissionais da medicina que se enquadram nesse perfil.
Eu já disse uma vez em minha coluna aqui no Carajás O jornal, na época do Evaldo Benevides: construa uma vila médica e tragam os profissionais de “fora”. Trabalham uma semana e voltam pra casa. Aqui teriam casa mobiliada e alimentação. Eles viriam aos montes!
Dizem se tratar de uma classe muito difícil de trabalhar. Mas, muitas vezes também eles não têm o devido atendimento às coisas básicas de trabalho, o que gera o aumento do stress e tudo isso contribui para que alguns médicos ajam dessa maneira. Mas esse é um caso longo e antigo em Parauapebas. Então, temos que dar uma atenção e os parabéns ao término dessa construção. Só de saber que teremos atendimentos de média e alta complexidade em nosso município, e que teremos uma UTI para colocar nossos pacientes quando houver necessidade, isso é um grande avanço para nossa saúde.
Segundo o prefeito Valmir Mariano, quando ele pediu ao governador uma turma de medicina na UEPA, Simão Jatene disse pra ele: “inaugura o hospital que eu mando medicina para seu município”. Segundo Valmir Mariano, agora ela já vai cobrar esse curso. Ele ainda disse que a pedra fundamental será lançada em setembro do campus da UEPA, e a obra vai durar dois anos. Ou seja, no final de 2018 já teremos uma universidade aqui em nossa cidade. Pode até não parecer nada, mas não será mais necessário que nossos filhos saiam daqui para se formar, e só quem sabe o valor disso é quem já precisou deixar seus filhos saírem para buscar estudar fora.
Outro problema que eu vejo que será resolvido será essa falta de médicos em nossa cidade, pois, a partir da primeira turma de médicos formada aqui, será um problema resolvido.
No final de tudo isso, se a gente for imaginar e der à César o que é de César, não seremos ingratos com a vida e com a gente mesmo. Também não seremos hipócritas querendo fazer um bem se transformar num mau. Eu tenho minhas convicções politicas. Tenho meu grupo politico e não vejo no Valmir Mariano o politico dos meus sonhos, mas sou obrigado a reconhecer o bem que ele está fazendo para a sociedade de Parauapebas e num futuro bem próximo para nossos filhos. Eu mesmo tenho duas gatinhas aqui, que com certeza não será mais necessário que saiam de Parauapebas para estudar medicina, já que uma delas já me disse, aos nove anos, que deseja fazer esse curso, Então, vendo tudo isso e fazendo justiça dentro de mim, não posso falar diferente. Vou dar meus parabéns ao prefeito Valmir Mariano e sua equipe da secretária de obras que encarou e realizou a obra. Vamos para a segunda etapa do projeto. Valmir Mariano, Meus parabéns !

Esse texto é da minha coluna “Só Politica” dessa edição 659 no Carajás o jornal impresso.

 

Essa semana a galera que atua na politica de Parauapebas deve ter ficado meio espantado com o tamanho do evento do candidato do PMDB, Darci Lermen. Eu não estive no evento, porque dava cobertura no evento do Partido Progressista na Câmara de vereadores, mas os que ali estiveram presentes disseram que aproximadamente 12 mil pessoas estavam lá. Na verdade esse evento deu mostra que a eleição terá três vertentes, uma da “maquina” Valmir Mariano, Darci Lermen batendo de frente e Marcelo Catalão, correndo por fora; foi um evento a altura do PMDB, com muita movimentação politica; no palco o ex-prefeito Darci Lermen aproveitou a multidão e deu seu recado para que seja espalhado aos 4 cantos do município.

O prefeito de Curionópolis, Chamonzinho também aproveitou e deu seu recado, que não adianta pregarem que ele é de fora, porque não é, ele chegou na região com apenas 6 anos de idade e já viveu todos os problemas que uma região pode passar, disse que não é de fora e ainda tem seus negócios de comunicação por aqui,  então vão ter que engolir ele, quem não estiver gostando.

Já no evento houve dois destaques dos pré-candidatos a vereadores, uma senhora entregou um buque de flores para Darci Lermem e na hora falou que era da equipe de Rafael Ribeiro, foi uma ação que demostrou sabedoria da parte do pré-candidato a vereador; Rafael Ribeiro que desponta no cenário como um das pessoas que deve sentar na cadeira de vereador em 2017.

Outra que foi também mostrada de forma diferente no palanque foi à pré-candidata Amara Melo, o deputado Chamom na hora de fazer sua fala, chamou ela do seu lado e disse que reconhecia o importante trabalho que ela faz a frente do PMDB, disse que já são vários anos de dedicação e trabalho de secretária a frente da legenda, o deputado também falou, que Amara Melo está preparadíssima para assumir uma cadeira no parlamento em Parauapebas. Pelo tom que foi falado, Amara também se torna importante concorrente dos demais, rumo ao legislativo em nossa cidade. Mostra ainda que mais 4 cadeiras de vereador sendo disponível em Parauapebas, o PMDB que é o partido do pré-candidato a prefeito, deve fazer pelo menos 4 vereadores e nessa Amara Melo também deve estar junto com eles.

O PP de Parauapebas lançou o nome do ex-vereador Adelsom Fernandes ao executivo local, foi um grande e bem organizado evento na câmara de vereadores, Adelson disse que não vai deixar as vaidades, tomar conta do grupo da via alternativa e eles estarão essa semana, tomando uma decisão e fazer uma via forte, para que o povo de Parauapebas, não fique apenas com duas opções, Darci Lermen e Valmir Mariano, segundo Adelson o povo precisa ter uma terceira via e esse grupo vai se unir em torno de apenas um nome e colocar a disposição de Parauapebas. O PP apresentou seu novo quadro de pré-candidatos a vereadores para disputar uma cadeira no legislativo, foram mais de 20 nomes que os presentes conheceram e com certeza o PP faz um vereador e pode fazer dois; um grande trabalho de organização foi desenvolvido pela presidente Andréia Lima, a executiva do partido, além dos pré-candidatos e simpatizantes, tudo na batuta de Andréia Lima, Parabéns.

Em Curionópolis os ventos estão mudando os rumos das velas e surpresas poderão acontecer; semana passada o pré-candidato a prefeito Rui do Posto do PSDB, declinou sua pré-candidatura e explicou que não conseguiu conciliar o tempo da politica, com seu trabalho empresarial. Foi realizada uma reunião da executiva e no seu lugar, está à professora Amparo, mulher de luta e garra na educação de Curionópolis, ela é uma das primeiras professoras da cidade. Com isso quem ganhou terreno foi à pré-candidata Edilei Lopes do PP, são amigas de longas datas e professora Amparo reconhece o trabalho de Edilei. Não se sabe o que pode acontecer nos bastidores, Chamonzinho não se definiu em nada ainda, queria levar Rui do Posto para o PMDB, isso não aconteceu. Amparo já disse que não apoia o pré-candidato do DEM Adonei Aguiar, então resta para pegar esse apoio, Valdeir do União do PPS, ou Edilei Lopes do PP, pela proximidade, Edilei deve ganhar no futuro esse apoio. O certo é que as conversas já estão bem adiantadas, que se una um grupo de antigos moradores pré-candidatos a prefeitos de um lado, Adonei Aguiar de outro; Chamonzinho ainda é uma incógnita; sabemos apenas que Adonei Aguiar, ele também não apoia.

 

 

 

 

Esse texto foi escrito para o editorial do Carajás o jornal impresso dessa semana, mas, resolvi publicar ele aqui também, tamanha sua importância aos leitores.

  

A politica muda as “velas” e o povo fica sem saber o que fazer

 

Politica parece com uma  chuva de verão, na mesma hora que o tempo está limpinho, olhando para o alto, poucas horas depois, forma um temporal de chuva e alaga as ruas e muita gente sem saber o que fazer, muitas vezes cai poste, energia cortada, muitos ventos e as pessoas perdidas e sem poder fazer muita coisa.

Assim também é a politica em todas as suas circunstancias, há quatro anos passados, bem nessa época, o ex-prefeito Darci Lermen, que colocava o candidato do PT, Coutinho para disputar a prefeitura de Parauapebas, ele (Darci), já tinha alguns meses que não aparecia em publico, já no auge de oito anos de mandato, muitos cansados do PT, tudo que Coutinho fazia e prometia nada dava certo, e as pessoas sabiam que Valmir Mariano se tornaria o prefeito de Parauapebas. Agora quatro anos depois, o cenário já é bem peculiar e favorável ao então prefeito que não poderia nem andar nas ruas da cidade, hoje ele está nadando novamente na onda, fazendo mais de dez reuniões por dia e todo mundo aceitando ele nas casas; engraçado isso.

Em Curionópolis já estamos vendo a mesma coisa, uma “chuva” apenas está mudando o caminho da politica daquela localidade, imaginamos bem, o pré-candidato a prefeito do DEM Adonei Aguiar, até o mês de abril, velejava em ondas tranquilas, embaixo de seu braço uma pesquisa de mais de 50% por cento a seu favor das intenções de votos dos eleitores, conforme pesquisa divulgada pela Doxa Comunicação. Mas um “trovão”, veio avisar que as chuvas de verão chegariam; com a condenação de primeira instancia e o afastamento das atividades políticas por 8 anos, já mostrou que as próximas chuvas não serão fáceis para ele, apesar de ter recorrido para Belém, segunda instancia, um direito dele; essa briga judicial desgasta a pré-candidatura e perde futuros investimentos, até porque a justiça ainda não julgou o processo que o pré-candidato recorreu; ou seja muitos “trovões e chuvas torrenciais do lado de Adonei Aguiar”.

Mas como as chuvas mudam de estação, já para o lado da pré-candidata Edilei Lopes, que começava sua caminhada, com pouco dinheiro, e que não pontuava muito segundo a Doxa Comunicação, os “ventos começaram a soprar de lado contrario”, imaginem o pré-candidato a prefeito do PSDB, Rui do Posto, declinou da candidatura e deixou, nas mãos da professora Amparo a Batuta, agora, ela é pré-candidata a prefeita do PSDB, mas já disse nos bastidores não apoiar o candidato do DEM, existe uma tendência maior de apoiar a amiga Edilei Lopes do PP, com quem já travou grandes batalhas em busca de fortalecer e melhorar a educação de Curionópolis. Ainda temos do outro lado o empresário, Valdeir do União do PPS, também pré-candidato a prefeito de Curionópolis, já estão conversando para que se unam em torno de apenas uma candidatura; ou seja, as mudanças do rumo da “vela”, está bem acelerado. Mas ainda não sabemos o posicionamento do atual prefeito de Curionópolis Chamonzinho, ninguém sabe se ele vai apresentar candidato a prefeito (a), pelo PMDB, pelo menos se entende que não, mas uma coisa todos já tem certeza, pelo entrevero que existe entre ele e Adonei Aguiar, ele fará de tudo e mais um pouco para não deixar Adonei assumir o município de Curionópolis. Por isso o titulo desse editorial, o povo fica meio sem saber o que fazer e pra onde ir, alguns já podem colocar “cara” a tapa, outros não, ficam aguardando para no ultimo minuto saber o que fazer por isso, muitas aguas, ainda vão passar por debaixo dessa ponte e aquilo que não parecia acontecer no passado, hoje pode ser realidade.

Podemos seguir com essa mesma linha de raciocínio, falando da cidade de Canaã dos Carajás. Há bem poucos dias passados, o grupo do atual prefeito Jeová Andrade, já estavam dispensando apoio dos partidos, diziam em alto e bom tom, que a eleição já estava ganha, muitos deles pisando de salto alto, até mesmo o prefeito Jeová, que todos sabem que era uma pessoa simples e tranquila, parece ter deixado as “vaidades”, alcançar o seu bom senso de administrar a coisa publica, seguro por uma caravana de pessoas que colocaram ele dentro de uma “urna” de vidro, começaram a chegar os trovões e os relâmpagos na direção do prédio do executivo, os que na verdade em outrora estavam sendo excomungados pelo sistema, hoje estão colocando o tapete vermelho para que eles passem. Tudo isso aconteceu com um simples gesto do atual presidente da câmara de vereadores Jean Carlos e outros, colocaram seus nomes a disposição dos eleitores indecisos e dos políticos de plantão que foram alijados do processo; achando aqueles que avacalham a coisa publica e humilham, entendendo que estão acima do bem e do mal, veja isso? Agora apareceu um salvador da pátria, trazendo pra dentro do berço, aqueles que apenas estavam no “sol escaldante” da miséria politica e da falta de oportunidade junto aos secretários e do chefe de gabinete do prefeito, vejamos, em pouco tempo,  se construiu uma grande nação de oposição, que quase não existia na cidade, provavelmente estarão juntos, Marilda Natal do PPS, contadora Orlene do PP, Tony do PSD, o próprio Jean Carlos do PDT, Junior Super, entre outros e outros. De uma coisa o atual prefeito que havia sumido da presença do povo e das lideranças, sabe, já começaram as trovoadas e para que elas não caiam dentro da sua casa “leia-se PMCC”, será preciso muito jeito e tentar arrebanhar as lideranças de volta.

 

Nesta sexta-feira 10, eu estive pessoalmente no evento do pré-candidato a prefeito Marcelo Catalão do DEM, nesse evento Marcelo mostrou sua força dentro do partido em nível de estado, o presidente estadual do partido deputado federal Hélio Leite, que veio pela primeira vez oficialmente em Parauapebas, deu um show na sua fala, apesar da trajetória belíssima de 24 anos seguidos no poder, duas vezes vereador, duas vezes prefeito de Castanhal, duas vezes deputado estadual e agora deputado federal, isso tendo inicio em 1992 e de lá pra cá, não saiu mais do poder. Entre outras coisas ele deu exemplo de vida e como fazer um mandato pensando no povo, nas causas sociais e vencer as barreiras e trabalhando em prol de uma comunidade.

O deputado federal veio no Tatersal da FAP (Feira Agropecuária de Parauapebas) e garantiu que Marcelo Catalão é pré-candidato a prefeito pela legenda e que não tinha nenhum tipo de compromisso com A ou B para que travasse a futura candidatura de Marcelo nas bases de Parauapebas. Eu mesmo já tinha pensado com meus botões, “será que esse povo do DEM, na hora H, não dará uma rasteira no Marcelo?”, mas ontem esse duvida saiu da minha cabeça; com uma linda trajetória dessas que tem Hélio Leite, não acredito que ele estaria aqui em Parauapebas, junto à imprensa e mentir para todos aqui, ainda mais em sua primeira visita oficial; trocando isso em miúdos, agora o grupo que tem no pensamento acompanhar Marcelo Catalão; já estão pelo menos com a legenda garantida, o que para um futuro candidato já é muita coisa.

         Bom agora, Marcelo Catalão tendo certeza que tem o partido nas mãos para trabalhar, ainda falta uma coisa muito importante; manter-se no cenário do mais pontuado nas pesquisas fora do eixo, (Darci Lermen e Valmir Mariano), esses dois, ele disse que não consegue mais compor, um que estava governando no passado e o outro porque não consegue governar com os parauapebense, segundo ele. Nesse sentido, Marcelo precisa urgentemente agregar um valor imenso dentro da campanha dele, os eleitores que não querem Darci Lermen e nem o Velhote, talvez isso, não sejas tarefa fácil, como disse as “vaidades politicas” são muito forte e muitos pré-candidatos estão mais pensando neles, que em Parauapebas realmente.

No discurso que Marcelo Catalão fez aos presentes, ele passou uma segurança aos lideres do estado maior, que chegou nessa cidade aos 8 anos de idade e nenhum dos pré-candidatos ama essa cidade mais que ele, mostrou um novo projeto que é ouvir o povo, ir nos bairros buscar saber onde estão os problemas? e fazer compromisso com aquela gente. Apresentou sua família e disse que se for o candidato oficial do grupo, que faz hoje, oposição ao governo e Darci Lermen, vai fazer esse trabalho com muito amor e carinho, mostrar de verdade que ama essa cidade.

Avaliação final de tudo que eu vi ali! Marcelo Catalão nesse momento está com moral no DEM e seus correligionários do partido, muito dificilmente vão ser colocados de cima pra baixo, alguma condição para ele, no sentido de entregar o partido para A ou B, até porque eles também têm força. O presidente da câmara dos deputados Marcio Miranda é do DEM; significa que, Marcelo tem que continuar trabalhando os bastidores e fazendo suas reuniões politicas e mostrando forças, com essa definição, teremos mesmo no mínimo três frentes de campanha, uma coordenada pelo grupo do atual prefeito Valmir Mariano, uma do grupo de Darci Lermem, uma do grupo de Marcelo Catalão; são na verdade os maiores números da disputa em Parauapebas; restam saber quem terá os convencimentos, para levar outros 12 pré-candidatos a prefeito, para debaixo de suas asas. Com certeza o que levar, têm grandes chances de ser o prefeito de Parauapebas; que na minha humilde avaliação, está totalmente indefinida em relação à chegada ao Morro dos Ventos.

Essa semana eu estive observando o cenário politico da nossa cidade, e pude observar o quanto à vaidade atrapalha a vida das pessoas, e isso faz com que algumas sofram muito. Já temos mais de 15 pré-candidatos a prefeito na cidade de Parauapebas, e parece que ainda tem mais para ser lançado, a exemplo do próprio candidato do PP, Adelsom Fernandes do qual faço parte da legenda. Vejamos como as coisas estão encaminhando para o efeito da máquina ganhar as eleições. Semana passada, mais precisamente no ultimo sábado, a ex vice-prefeita Meire Vaz, lançou-se pré-candidata a prefeita de Parauapebas pelo PHS, de Jonas do Parabrisa, não que eu seja contra, apenas um ponto de vista das vaidades. Meire Vaz, entregou o mandato de vice-prefeita em 2004, Darci Lermem assumiu o mandato em 2005, e de lá pra cá, eu que acompanho todos os movimentos políticos dessa cidade, nunca mais ouvi falar no nome dela em rodas politicas, uma grande imensidão de eleitores de Parauapebas, nunca ouviram falar, e olha que de 2004 pra até os dias de hoje, Parauapebas cresceu muito, muito mesmo, tanto que a explosão e crescimento de seu já no governo Darci Lermem com a chegada daqueles loteamentos, imagina onde ficou isso?, Estamos falando de 12 anos de completo sumiço na vida politica da cidade, e agora do nada, pré-candidata a prefeita de Parauapebas. Está certa, temos direito de votar e ser votado e ela, “Meire”, está exercendo esse direito.

Estou dizendo para entenderem onde quero chegar! Na eleição passada, Chico das Cortinas, disse que “Deus”, tinha mostrado para ele que seria o prefeito de Parauapebas, foram várias investidas do grupo do “Velhote”, para que ele fosse vice, mas Chico segurou dizendo que não, Deus já teria mostrado que seria prefeito, acabou perdendo as eleições e esse ano eu também já ouvi isso nos bastidores.

A maioria dos pré-candidatos diz que estão por uma causa maior, Parauapebas. Mas quando a causa maior chega aos pés deles, e atinge o umbigo eles se esquecem dessa causa maior. Prova disso é por exemplo, Marcelo Catalão que afirma não apoiar de jeito nenhum a causa da campanha de Darci Lermem, por problemas do passado, não sei o que aconteceu nos bastidores, mas sei que não se entenderam e também não se unem mais.

Já o João do Verdurão disse que apoia todo e qualquer outro pré-candidato, e se opõe ao Marcelo Catalão, fui buscar entender porque isso?, Logo me recordei que no passado bem próximo em 2014, Pedro Ribeiro e Marcelo Catalão se desentenderam no DEM e acabou ficando magoas de um lado e por isso, hoje o PDT que está nas mãos de Amiltom Ribeiro, seu tio, o João do Verdurão não apoia Marcelo Catalão. Veja como são as coisas.

Nosso pré-candidato a prefeito Adelsom Fernandes, disse que para ele tudo bem, Marcelo Catalão, João do Verdurão e outros, mas o atual prefeito ele não apoia de jeito nenhum, porque no passado, Valmir Mariano em 2010, foi candidato a deputado estadual pelo PDT, que na época era comandado pelo saudoso Evaldo da Opção e Adelsom Fernandes era vereador, deram ao “Velhote”, que não entendia nada de politica, 15 mil votos, esse o cacifou como o primeiro da escala para a prefeitura de Parauapebas, como na verdade ganhou as eleições do PT, mas foi se abrigar no PSD e ficar como presidente, numa manobra de José Rinaldo, e deixou profundas magoas em Adelsom Fernandes. Assim segue outros candidatos, que não querem nem o que passou, e muito menos o Velhote que está atualmente no poder.

Eu dei alguns exemplos aqui, mas são magoas para tudo que é lado, e Parauapebas fica completamente no plano B de todos os políticos da nossa cidade. A gente não vê uma sinceridade em dizer “vamos esquecer as magoas, vamos nos perdoar ver o que foi errado e corrigir, para o bem de Parauapebas”, ninguém observa isso, apenas vaidades aflorando e cada um querendo ser prefeito, como quiseram ser deputado, tinham treze deles aqui disputando, resultado nenhum eleito.

Agora temos novamente o mesmo problema, quase 20 pré-candidatos a prefeito em Parauapebas, pela minha leitura das vaidades e convicções daqueles que não querem dar uma passo atrás, vejo que teremos pelo menos 5 candidaturas a prefeito de Parauapebas, uma com o atual prefeito Valmir Mariano, Chico das Cortinas, Marcelo Catalão, Darci Lermem, João do Verdurão  e quem sabe ainda mais algumas, mesmo que fracas, mas divide o voto, com isso o resultado da maquina administrativa, nós já conhecemos como funciona, e pensando nisso e se não haver um entendimento da maioria da oposição digo “VELHOTE PODE COMPRAR UM PALETÓ NOVINHO”.

Logo quando disse aqui nos bastidores da noticia que no fim de semana chegaria uma bomba em Canaã dos Carajás, era porque eu já tinha conversado com o atual presidente da Câmara daquela cidade Jeam Carlos, fui saber como estava os bastidores da politica e ele disse que me contava, mas, que eu esperasse até hoje; assim eu fiz, aguardei, mas deixei todos de cabelo em pé. E porque eu digo que é uma bomba dentro da politica, Jeam Carlos além de ser presidente de Câmara de vereadores, era um bom parceiro do atual prefeito Jeová Andrade, parceria essa, que simplesmente para esse mandato chegou ao fim, daqui pra frente, cada um segue seu caminho e a disputa está lançada em Canaã dos Carajás. Tem mais um assunto pra se tornar uma bomba relógio aos integrantes do governo, Jeam sabe em detalhes todos os funcionamento da gestão do atual prefeito, onde tem os “nós” que precisam ser desatados e com certeza serão, a coisa vai esquentar como disse o próprio Jeam Carlos, e disse mais, caso apertem ele, o pau vai quebrar e ele vai apertar de volta, se tentarem passar o trator pra cima dele, será devolvido com o trator da câmara no mesmo tom.

Agora entendam porque Jeam Carlos tomou essa decisão! Um dos sentimentos que impera em Canaã dos Carajás é que o atual prefeito Jeová Andrade, tem seus olhos voltados para asfaltar a cidade, quer fazer isso em todas as ruas, apesar de trazer saúde para as pessoas; mas, estão esquecendo de um bem mais precioso que é o povo de Canaã dos Carajás, um pequeno grupo de empresários saquearam a cidade com essas obras e não tem remédios básicos na farmácia do hospital e muito menos auxilio de gestão, quando as pessoas procuram a secretaria de assistência social, as reclamações é geral e falta de tudo, o povo está esquecido e tudo foi dado para o pessoal do PT onde está a secretaria de obras com Zito e o vice-prefeito Alexandre. Esse sentimento foi que moveu e move esse grupo de oposição para ganhar forças e tomar o poder de Jeová Andrade.

Jeam Carlos nesse evento de hoje lançou-se pré-candidato a prefeito de Canaã dos Carajás, mostrou força politica dentro do PDT, estavam presentes 3 deputados estaduais do seu partido e ainda o cacique Giovani Queirós, líder nato do PDT no Pará. Jeam segue a partir de hoje sua trajetória de pré-candidato a prefeito, já disse que esse projeto não é apenas dele, esse projeto é do povo e dos políticos que estão abandonados em Canaã dos Carajás. Eu apesar de não morar em Canaã dos Carajás, mas estou constantemente naquele município, pelo menos uma vez por semana, e lá nesse evento eu vi pessoas que estavam com o pé e o coração dentro da campanha de Jeová em 2012, hoje esses lideres não querem nem cumprimentar o prefeito, segundo eles, Jeová depois que se tornou prefeito, fez um pequeno grupo de meia dúzia de empresários e secretários que hoje estão ricos financeiramente e o povo de Canaã e a maioria desses lideres abandonados à própria sorte; por isso a decisão de Jeam Carlos de chegar como o salvador da pátria desses munícipes e renovar a politica daquela cidade.

De uma coisa podemos ter certeza, a partir de hoje, muda todas as estratégias politicas em Canaã dos Carajás, a partir de agora vai aparecer as denuncias nos veículos de comunicação, onde alguns secretários detém até 9 empresas embaixo das suas asas na licitação, apenas um deles, mas tem muito para ser mostrado segundo os abandonados a própria sorte do governo de Jeová Andrade. Sabemos que esse desafio que foi colocado hoje por esse novo grupo, não será fácil, como diz meu amigo Iremar Araujo, contra quem anda de avião, contra Rio acima e contra o poder, não é muito fácil, mas temos um exemplo da luta de Davi contra Golias, esse é o melhor exemplo pra todos nós. O desafio está lançado no tempo, eu vou estar aqui acompanhando passo a passo desse desfecho e conto tudinho para vocês esse assunto no nosso “Bastidores da Noticia”. Aguardem.

Ontem eu passando o dia na cidade de Canaã dos Carajás, visitando alguns amigos que tenho por lá, e também participar da sessão da câmara municipal, além de acompanhar mais de perto os bastidores políticos e dar notoriedade a essa coluna que estou escrevendo.

Conversando com alguns lideres deu pra perceber que existe um grande grupo politico insatisfeito, com a maneira de governar do atual prefeito Jeová Andrade PMDB, alguns dizem que apesar de obras terem sido feitas na cidade, eles alegam que se o dinheiro que Canaã dos Carajás recebeu nesses últimos anos fosse aplicado corretamente, a cidade estaria bem melhor. Segundo eles, principalmente o social está de mal a pior, disseram que está um caos.

Apesar das mídias das obras construídas pelo atual governo, nos bastidores está uma bagunça geral. De acordo com um dos vereadores que eu conversei que é base de governo, e pediu pra não ser identificado, a baderna nas secretarias é visível, cada secretário faz exatamente o que quer, principalmente o atual secretário de Obras Zito Augusto Correia; com ele tem várias pessoas que afrontam outros secretários e dizem que eles mandam e pronto. A pergunta geral dos moradores é “Asfalto nas ruas, enche nossa barriga com a fome que temos?”.

Por outro lado tem outro grupo ligado mais diretamente ao prefeito Jeová que aceita as situações, mas de vez em quando o pau come nos bastidores. Com essa insatisfação dos parceiros do governo é que uma bomba vai cair na cidade nesse fim de semana. Apesar de eu já saber do que se trata, não posso revelar aqui por pedidos do grupo de oposição, mas uma das coisas que será feita é destampar a caixa preta das licitações daquela cidade, apesar de várias e várias denuncias terem sido feitas em Belém, parece que alguma coisa pode descer até as eleições.

Disseram-me também que apesar do atual prefeito Jeová Andrade pensar que está tudo bem e que os números são favoráveis à reeleição dele, com essa surpresa desse fim de semana nosso gestor passará alguns finais de semana sem dormir. A oposição que cresce a cada dia mais, já espalhou pela cidade que o grupo politico de Jeová Andrade já fala abertamente nos quatro cantos da cidade que “Já ganharam a reeleição”, e que só aguardam chegar o dia 2 de outubro para tudo isso se configurar. Nas rodas politicas se comenta que aquele Jeová do povo, que fazia tudo que podia e não podia pelo povo, enquanto não era prefeito, daquele Jeová não existe mais nada e que o povo e os lideres políticos tem saudades dele, e o que se encontra agora é um prefeito arrogante e que não tem tempo pra ninguém porque tem muitas obras pra cuidar e está fazendo a melhor gestão que Canaã dos Carajás já teve; no entanto os lideres me disseram que vão mostrar ao gestor se é realmente desse jeito que estão pensando.

Vamos aguardar esse fim de semana e na próxima segunda feira eu conto tudo pra vocês aqui nesse espaço. Em relação o destampar da caixa preta das licitações de Canaã dos Carajás que é sempre o mesmo grupo que ganha e alguns que detém até 9 empresas pra garantir as promoções das licitações, eu disse que aguardo documentos, estando em minhas mãos, a gente publica no Site e fala dos bastidores aqui. Aguardem.

 

Bem, depois fazer tantos amigos que gostam de ler aquilo que escrevo, resolvi sair da toca e trazer nosso primeiro assunto, na verdade são dois assuntos hoje.

Primeiro quero falar de uma reclamação que ouvi de alguns membros do PMDB; os pré-candidatos a vereadores estarem se sentindo meio que abandonados à própria sorte, apesar de saber que a campanha ainda não começou oficialmente nas ruas, mas sabemos que nos bastidores em busca de apoio já está em alta. Segundo informações o atual presidente do PMDB Cassio Flausino faz as reuniões na sua residência, os pré-candidatos acham que já está mais que na hora de ter um local apropriado para isso, sem que seja na casa do presidente, muitas das vezes a pressão sobe e se precisar falar algo mais forte com o presidente, não ficaria legal ser na casa dele.

Outro assunto que começou a circular fortemente é que Cassio Flausino estaria já abdicando apoio ao seu cunhado chamado Josenilsom, segundo duas fontes do PMDB ele Cassio, já estaria falando abertamente o apoio ao parente e isso não fica muito bem para um presidente de partido, tudo bem que se possa ter um candidato, mas com os devidos cuidados. No caso ainda teve mais uma reclamação, no evento que foi feito pelo PMDB no ginásio da Unisa, partidos que são menores que o PMDB, deu o tom da festa, no caso o Pros de Branco da White e PSB de Sergio da Anagrafica, o partido do candidato a prefeito, ficou pequenino diante do tamanho mostrado aos companheiros. De acordo com os integrantes da legenda o atual presidente não se atentou pra uma organização melhor das bases e o PMDB que é o maior partido do Brasil, ficou nanico diante dos parceiros que seguira na caminhada junto com o majoritário Darci Lermem, ainda de acordo com os pré-candidatos o presidente deve ter uma atenção maior com os seus soldados e arrumar um local de reuniões do PMDB que não seja na casa dele ou do pai dele.

Outro assunto que também eu vou deixar aqui nos bastidores que chegou até a mim, uma pessoa que trabalha nos prédios do morro do chapéu, me disse que as obras não serão entregues nesse ano de 2016, segundo o funcionário a empresa que está responsável pela construção, não está pagando em dias os salários dos funcionários e também não tem chegado cimento e outros itens básicos para manter o trabalho constantes daquela obra; ou seja, apesar de tanto esforço do governo; da ex-secretaria Maquivalda Aguiar, parece que vai ficar para o próximo governo inaugurar, talvez seja o próprio Valmir Mariano, caso ganhe a reeleição. Uma das fontes dos votos do atual presidente da Câmara seriam com certeza nessa entrega de casas, sempre eles fazem uma varredura e consegue votos, foi assim com a vereadora Luzinete e agora se espera acontecer com Maquivalda e seu esposo, mas as coisas podem mudar de rumo, diante dessas informações que esse funcionário me deu. Só aguardando para ver.

 

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