Entrevista com Agnaldo Pereira (PSL) dá prosseguimento a série de entrevistas com principais políticos pretensos a candidatos a prefeito de Canaã dos Carajás Destaque

Entrevista com Agnaldo Pereira (PSL Entrevista com Agnaldo Pereira (PSL

O entrevistado desta vez é Agnaldo Pereira da Costa, empresário, morador de Canaã dos Carajás há 20 anos; profundo conhecedor dos problemas sociais e econômicos do município, colocou seu nome à disposição para avaliação popular e apreciação de seu partido, PSL, que, ao final, definirá o lançamento como candidato a prefeito.

Agnaldo Pereira e família: esposa, Wênia Malta Pereira e filhas Gabriela e Marianna Malta Pereira

Carajás O Jornal (COJ): Quando e como se deu seu primeiro contato com Canaã dos Carajás?

Agnaldo Pereira da Costa (APC): Foi em 1986, em período de férias escolares, pois, mesmo minha família estando morando aqui continuei no estado do Tocantins, onde estudava. O local era o CEDERE II, que estava no momento de sua implantação.

Depois, vim para ficar em definitivo em 1999. Quando decidi trancar meu curso de Direito para investir nesta promissora cidade, pois, naquele momento, já tinha rumores da implantação do projeto de mineração Sossego. Assim, fiz uma avaliação, levando em conta de que minha família estava aqui e eu acabara de me casar.

Carajás O Jornal (COJ): O que mudou em relação que era antes da implantação do projeto de mineração para hoje?

Agnaldo Pereira da Costa (APC): Vim com a intenção de desenvolver atividade comercial e iniciei no segmento automotivo (borracharia e oficina). Meu tio, o saudoso CHORÃO era um visionário e já estava aqui tocando um supermercado, vindo depois a fundar a ACIACCA - Associação Comercial Industrial e Agropastoril de Canaã dos Carajás, ele dava garantias de que aqui seria, como de fato é hoje, uma das cidades mais promissoras do Pará.

Isso trouxe muito desenvolvimento para o Município no sentido imobiliário, comercial e industrial; o que, circunstancialmente, gerou muita demanda de mão de obra. Mas, enquanto tudo isso acontecia, o município veio perdendo sua identidade e vocação original que era a agrícola.

Isso se deu pelo fato de que “mina é dinheiro fácil”, sei disso por ser filho de agricultores e lembro bem como é a lida por lá. E em busca dessa facilidade no dia a dia, muitas pessoas, principalmente os mais jovens, deixaram suas pequenas propriedades para se aventurar no garimpo (mineração tecnológica).

Carajás O Jornal (COJ): Como se deu sua aproximação com o meio político vindo, inclusive, a ser secretário de governo?

Agnaldo Pereira da Costa (APC): Segui o exemplo mostrado pelo meio tio CHORÃO que, além de comerciante, era um ótimo articulador político. Uma de minhas primeiras experiências foi presidir a ACIACCA, projetado pela atividade comercial que desenvolvia; isso despertou o interesse pela política pública onde eu conhecia apenas as coordenações de campanha, me candidatei a vereador em 2008, não obtive êxito, presidi diretórios municipais de alguns partidos, mas não tinha participado de uma gestão pública.

Assim, com a eleição do prefeito Jeová Andrade, em 2012, assumi a Secretaria de Finanças e depois a Secretaria de Obras; o que me deu uma melhor visão, enriquecendo minha história no município.

Carajás O Jornal (COJ): Essa passada pela gestão pública e lhe fez encantar ou desencantar pela política?

Agnaldo Pereira da Costa (APC): Me encantei. Principalmente agora que está se mudando o formato da política; tanto é que agora estou me dedicando ao processo político.

Eu sempre digo que vivo o “melhor momento de minha vida”; estou ganhando reforço à minha luta contra a manipulação política. Só lamento que a educação no Brasil deixa muito a desejar, pois, nossos jovens não tem preparação política. Tínhamos isso nas matérias de O. S. P. B. (Organização Social e Política do Brasil) e Educação Moral e Cívica, ambas retiradas da grade curricular, assim, hoje pouco se aprende a respeito de gestão pública nas escolas.   

Mas, o Agnaldo é pré-candidato apenas para aproveitar a ”ONDA BOLSONARO”; mas, sim por conhecer a realidade de Canaã dos Carajás e acreditar no potencial desta cidade que, com a grande receita que tem devido à mineração, sendo bem aplicado, pode trazer grandes melhorias e qualidade de vida para a população, que parte dela vive em desigualdade social. 

Mas, é bom a gente lembrar que a mineração irá acabar um dia. Por isso, devemos aproveitar essa riqueza e revertê-la em infraestrutura para beneficiar a população.

Carajás O Jornal (COJ): Como gerar emprego sem que não esteja vinculado à mineração?

Agnaldo Pereira da Costa (APC): Tanto Canaã dos Carajás quanto Parauapebas, são cidades fora da rota rodoviária. Então, é preciso, primeiro, melhorar o acesso através de vias. Podemos citar, como exemplo, a estrada que liga Canaã dos Carajás à BR 155; são apenas 45 quilômetros de terra que sempre é usada como trampolim político, e depois não vira nada. Além disso, podemos criar um pólo educacional e isso atrairá pessoas para trazer investimentos e assim gerar emprego fazendo assim a circulação de renda.  

Mas, o principal é resgatar nossas origens agrícolas. Aqui temos solo fértil, porém os programas de campo que foram implantados aqui não progrediram.

Fico triste quando vou às propriedades rurais e lá só encontramos os velhos, pois, os jovens, por não acreditar no poder da agricultura, mudaram para a cidade em busca de trabalho na mineração.

Carajás O Jornal (COJ): Como fazer para melhorar a educação no município, tanto a de base como a média e superior?

Agnaldo Pereira da Costa (APC): Em função da arrecadação do Município, o governo conseguiu fazer cinco escolas de alto padrão, no período de 2013 a 2016; sob o mesmo comando, de 2017 até agora foi feita apenas uma.

Assim a estrutura física das escolas no município tem dado para atender a demanda. Porém, ao se verificar o IDEB (Índice da Educação Básica), nota-se que os investimentos foram feitos apenas em prédios e não na qualidade de ensino.    

Carajás O Jornal (COJ): Como retomar as obras necessárias?

Agnaldo Pereira da Costa (APC): Conheço os gargalos do município e estou preparado para isso, por ter experiência na gestão pública, de entidade de classe e de empresário. Assim, entendo que, as riquezas deste município, se forem bem distribuídas, chegará lá na ponta, no social do município.

É preciso acabar com o assistencialismo. Acabar com o caixa dois. Fazer obras nos valores certo. Aviar recursos para a Secretaria de Assistência Social e deixar que ela faça o que deve ser feito.

Carajás O Jornal (COJ): Como imagina uma eleição independente para poder governar com liberdade?

Agnaldo Pereira da Costa (APC): Não sou a favor de acordos políticos. Precisamos ir para o diálogo, trazendo a população a conhecer o processo político, para que se motivem; assim, não será necessário que se compre pessoas.

Não tenho recursos financeiros para financiar uma eleição nos moldes que, muitos ainda, fazem no Brasil. Então, irei informar a população de como se ter um governo honesto e disposto a governar sem ser manipulado por grupos de empresários.

Já demonstrei que posso fazer isso, pois, não me servi de recurso público quando estive como Secretário de Finanças. Eu poderia estar hoje em excelente situação financeira. Porém, preferi fazer diferente, procurei levar as coisas do jeito que acredito ser correto.

Carajás O Jornal (COJ): Como está a saúde em Canaã dos Carajás e como trabalhar isso para que as pessoas tenham o conforto de se tratar no próprio município?

Agnaldo Pereira da Costa (APC): O dever do Município é apenas com a saúde básica. Porém, Canaã é diferenciada. Isso dever ser explicada para a sociedade.

Assim, se pode montar uma parceria público/privada através de consórcio, promover a regionalização, atrair investidores e alivia os cofres públicos.

Carajás O Jornal (COJ): Como trabalhar a consciência da população para que entendam que a mudança vem dela?

Agnaldo Pereira da Costa (APC): A rede social é uma excelente ferramenta. Precisa se trabalhar os que estão na ponta ensinando a eles que grande mídia está manipulada. Que examinemos com detalhe as partes e assim investigamos o que é FATO e o que é BOATO sem partidarismo, ideologia ou tendência.

Ensinando que a população tem o poder de fiscalizar e denunciar nas redes sociais, caso se note que sempre a mesma empresa tem vencido licitação.

CONSIDERAÇÕES FINAIS - Às vezes, pelo fato de que algum veículo de comunicação não consiga o valor que gostaria de receber, tenta de alguma forma denegrir a imagem do gestor ou do candidato. Por isso, peço à população que pesquise nossa vida, sem se deixar influenciar pela primeira notícia que lê.

Acho importante que haja os debates, dos quais não fugirei. Pro acreditar que neles temos a oportunidade de demonstrar nossa capacidade para gerir a “coisa Pública”. Aqueles que aderir a nossa campanha, nos ajude a repassar as verdades e a combater as mentiras que, comumente, são disseminadas.

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