O Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) deu início ao projeto “SAC nas Escolas”, em Parauapebas. O objetivo é garantir cidadania aos alunos da rede municipal de ensino, com idade a partir de 6 anos, por meio da emissão da carteira identidade (RG). A primeira escola contemplada com o projeto foi a Olga da Silva, localizada no Bairro Altamira.

O trabalho foi realizado nesta quinta-feira (18), pelo SAC, em parceria com a direção da escola e Correios que além da emissão do RG também foram disponibilizados os serviços de emissão do Cadastro de Pessoa Física (CPF).  A facilidade na retirada destes importantes documentos garantiu uma grande aceitação de moradores da região. 

Francisca da Silva Rocha aproveitou a oportunidade para tirar o RG e o CPF do pequeno Carlos Eduardo de apenas oito anos de idade. “A melhor parte é que não têm filas, a gente tira os documentos rapidinho sem perder muito tempo”, disse Francisca.

A próxima escola a ser contemplada com o programa será a Plácido de Castros, localizada no Bairro da Paz. É o que explica o Coordenador do SAC, Denis Assunção. Ele acrescentou ainda que as ações acontecem em horários “chave”, de modo a não prejudicar o dia letivo da escola. “O nosso objetivo é levar este projeto a toda rede municipal de ensino e com isso garantir mais cidadania para todos os nossos estudantes”,  disse Denis.

Em apenas dois dias de atendimento cerca de 120 alunos da Escola Olga da Silva, do Ensino Fundamental ao EJA foram contemplados com o “SAC nas Escolas”.

A diretora da escola, Benedita de Jesus (Bibi) explicou que a ação contribui imensamente no fomento a cidadania dos alunos do colégio, pois muitos pais não têm tempo de ir à sede do SAC para realizar a emissão dos documentos de seus filhos. Ela destacou ainda, que a partir de janeiro as matriculas e rematrículas feitas na escola passarão a exigir a documentação completa dos estudantes. “Percebendo esta nova exigência do novo Senso, nós tivemos a ideia de trazer estes serviços que são essências para todos, para dentro da escola”, disse a Diretora.

Francisca da Silva Rocha aproveitou a oportunidade para tirar o RG e o CPF do pequeno Carlos Eduardo.

Denis Assunção, Diretor do SAC disse que as ações acontecem em horários “chave”.

Benedita de Jesus (Bibi), A diretora da Escola Olga da Silva   

 

(Reportagem: Fernando Bonfim)

 

A professora da rede municipal de ensino, Carlene Alves Cardoso foi homenageada na manhã desta terça-feira (9), em Parauapebas. Ela foi destaque estadual na categoria educação infantil/pré-escola, da 11ª edição do Prêmio Professores do Brasil, com o projeto “Recitando e Encantando”. 

A iniciativa do Ministério da Educação e parceiros busca reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de professores de escolas públicas que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos em salas de aula.

Além de participar do processo de premiação, os professores desenvolvem um exercício de reflexão sobre a própria prática, o que garante o aprimoramento dos processos de ensino e aprendizagem.

Em entrevista ao Carajás o Jornal, a professora disse que o projeto surgiu a partir da necessidade de fazer com que as crianças avançassem em suas hipóteses de leitura e escrita. “A gente já trabalha com outros gêneros textuais, como quadrinhos, parlendas e trava-línguas, no entanto o projeto propõe situações de ludicidade, da brincadeira, fugindo um pouco daquele gênero formal da poesia”, explica a professora.

Ela acrescentou ainda que o sentimento é de ter ganhando um presente, tendo em vista que, Carlene  completa este mês, 25 ano de magistério.

O Secretário Municipal de Educação, Raimundo Neto disse que a conquista é muito importante para o município, pois foi uma competição a nível nacional. “É motivo de muito orgulho ter uma professora destaque, tendo em vista que o Brasil todo se inscreveu. Isso mostra que a educação de Parauapebas tem excelentes professores, com práticas inovadoras e muito bem capacitados”, disse o secretário.

Fernando Bonfim 

 

Para reforçar o seu compromisso com a educação de Parauapebas, na sessão desta terça-feira (9), da câmara municipal, a vereadora Francisca Ciza solicitou que seja criada uma escola técnica municipal rural na comunidade Palmares Sul.

De acordo com a legisladora a instituição irá beneficiar e formar jovens das Palmares I, II e regiões adjacentes, com cursos de capacitação voltados às atividades rurais, para fortalecer economia do município. “Visamos com isso, promover a qualificação com formação de mão-de-obra e incentivo a economia local”, disse a vereadora.

Francisca Ciza sugeriu que sejam implantados cursos voltados ao homem do campo, como piscicultura, apicultura, manejo e produção de queijos e outros derivados do leite, formação em hortas orgânicas, entre outras possibilidades.

A vereadora pediu para que seus colegas e prefeito do município olhassem com desvelo para a sua solicitação, pois é um projeto de grande valia para o Parauapebas.

A solicitação da vereadora foi aceita por unanimidade e agora segue ao Poder Executivo.

Pleito político

Na oportunidade a legisladora agradeceu a todos os eleitores de Parauapebas e demais 116 municípios que deram a ela seus votos de confiança, nestas eleições de 2018, onde Francisca Ciza (DEM) concorreu como candidata para deputada federal. De acordo ela esta foi uma experiência nova e muito construtiva, que a fez acreditar que a união faz a diferença. “Sinto-me uma vencedora, pois em uma campanha tão curta e sem apoio, conseguimos atingir diversos municípios do nosso imenso estado”, disse a vereadora.

 

(Reportagem: Fernando Bonfim)

 Foi realizado na manhã desta sexta-feira (28) o I Workshop de Ciências Naturais da Escola Municipal de Ensino Fundamental Luís Carlos Magno, localizada no bairro Amazonas. A ação faz parte do Projeto “Ciência na Sala”, que objetiva proporcionar aos alunos aprendizagem significativa dos conteúdos de ciências, promover a cultura científica e divulgar as atividades desenvolvidas em sala de aula.

O evento contou com palestras e oficinas de ciências, além de exposição de projetos desenvolvidos pelos alunos do 6º e 9º no decorrer do semestre.

De acordo com aluno Henrique Mineiro, de nove anos de idade, o projeto inicial desenvolvido por sua turma foi ideia do seu professor de biologia, que propôs aos alunos trabalhar com reações químicas. “Resolvemos simular uma explosão de um vulcão, usando vinagre e bicarbonato de sódio, e assim também, explicamos como funciona este tipo de reação”, disse.

Ao falar da importância do workshop de ciências, Henrique explica que, com atividades deste tipo, fica mais fácil de aprender, pois se vivencia a prática dos conteúdos vistos na teoria, em sala de aula. “Com certeza essas atividades são importantes, pois assim nós temos contato com os reagentes químicos aos quais, em sala de aula, só ouvimos falar. Acredito que fica bem mais fácil de aprender”, explicou Henrique.

Professora de Ciências, Gilsilane Borges trabalhou dois temas com sua turma ecossistema e matéria e energia.

A professora de ciências, Gilsilane Borges abordou dois temas durante as exposições, são eles: ecossistema e matéria e energia, onde seus alunos tiveram que simular, em um dos corredores da escola, um ambiente natural, característicos do ecossistema Amazônia. Segundo a professora, este tema foi escolhido devido a experiência que seus alunos já têm com o meio ambiente local. “Como eles já vivenciam a realidade local, onde seu território fica dentro da Floresta Nacional de Carajás, ficou bem mais fácil para eles se familiarizarem com o projeto. Então pedi para que trouxessem elementos que pudessem compor um ambiente natural e, a partir daí trabalhar as questões ecológicas existentes neste território”, disse.

Projeto desenvolvido pelos alunos da professora Gilsilane Borges sob sua supervisão. 

Ainda de acordo com a professora, trabalhar os conteúdos desta maneira,  incentiva os alunos a interagir e vivenciar mais os conteúdos aprendidos em sala de aula.  Para finalizar, ela elogiou ainda a capacidade criativa de seus alunos. “Estou muito orgulhosa, pois meus alunos têm se mostrado muito criativos e engenhosos”, frisou ela.

 

Diretor da escola Luís Carlos Magno e idealizador do projeto, Enivaldo Pereira Belém.

O diretor da escola, Enivaldo Pereira Belém, idealizador do projeto, falou um pouco sobre os principais objetivos do Workshop. “Este projeto foi pensado no intuito de incentivar os alunos a praticar os conteúdos que foi desenvolveu em sala de aula, trabalhando eles na forma de projetos que melhorem a capacidade cognitiva destes alunos”, explicou.

Confira outros projetos apresentados durante o Workshop:

 

(Da redação)

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Censo da Educação Superior, a procura por um curso de graduação tem aumentado, atingindo a marca de quase 3 milhões de alunos matriculados. A pós-graduação segue o mesmo ritmo já que os profissionais percebem a importância de investir constantemente em qualificação.

Quem está fora do mercado, quer dar continuidade na área de formação ou tentar uma nova carreira pode contar com iniciativas de apoio para retomar os estudos, atualizar o currículo e conquistar melhores oportunidades. O Educa Mais Brasil, maior programa de inclusão educacional do país, está ofertando somente no Pará mais de 34 mil bolsas de estudo– entre graduação e pós-graduação – para educação superior.

“Sem esse auxílio, eu não estaria estudando no momento. Conseguir uma bolsa pelo Educa Mais Brasil foi a chance para eu cursar em uma instituição conhecida e com ensino de qualidade”, avalia Ariane Santos, graduanda do 4º semestre de Administração, na Unifacs.

Muitos investem em cursos de especialização como meio de manter-se ou recolocar-se no mercado de trabalho.

Rafaele Santos encontrou na pós-graduação uma oportunidade de qualificação conciliando com a área que está trabalhando atualmente. “Procurei uma pós-graduação para qualificar e melhorar profissionalmente, afinal é necessário se especializar cada vez mais. Na graduação você aprende por vários ângulos mas só com uma especialização é possível entender especificamente sobre determinada área”, afirma.

A pós-graduanda se prepara para cursar MBA em Finanças Auditoria e Controladoria na Faculdade UNIME, com bolsa de estudo de 40%, que conseguiu através do programa Educa Mais Brasil. “Cursar uma pós-graduação sem uma bolsa de estudo, neste exato momento da minha vida, seria inviável. Eu teria que esperar o outro ano mas, como consegui esse benefício, não poderia perder a oportunidade. O Educa Mais Brasil facilita muito os estudos”, pontua.

Cursos de pós-graduação são boa opção

Investir em um curso de pós-graduação é uma boa escolha para voltar ao mercado de trabalho mais qualificado ou mesmo se manter atualizado em tempos de alta competitividade. No entanto, apesar de propício, o investimento nos estudos pode ser alto, o que torna a realização distante da realidade de muitos que não têm condição de pagar o valor integral das mensalidades.

Bolsa de estudo é alternativa

Quem deseja uma qualificação, mas não pode arcar com as mensalidades pode optar por uma bolsa de estudo. O Educa Mais Brasil possui parcerias com diversas faculdades, centros universitários e universidades do país. As bolsas podem chegar até a 70% de desconto. A inscrição é gratuita e pode ser feita através do site http://www.educamaisbrasil.com.br/zedudu. Há opções para cursos presenciais e a distância.

(Fonte: Zé Dudu)

Mais da metade dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) em fase de amortização em junho está com pagamento atrasado. Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), de um total de 727.522 contratos, 416.137 (57,1%) estão irregulares. As dívidas já totalizam cerca de R$ 20 bilhões.

Na avaliação do diretor de gestão do Fies, Pedro Pedrosa, o déficit pode triplicar nos próximos anos, caso o nível de inadimplência não seja controlado. Um dos argumentos do governo federal para justificar a reestruturação do programa foi, justamente, a quantidade de estudantes que não conseguiam manter suas parcelas em dia. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), já no ano passado eram constatados aumentos consecutivos no percentual de inadimplência.

No início de 2018 o Fies foi reformulado e passou a contar com três linhas de financiamento. Na primeira, para estudande com renda familiar mensal até três salários mínimos, o aluno paga as prestações sem juros. Já as outras modalidades de financiamento, reunidas sob a classificação P-Fies, são destinadas a estudantes com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos. Nesses casos, uma taxa de juros incide sobre a prestação, com um valor determinado pela instituição bancária na qual foi fechado o contrato. Em todas as modalidades do programa, o universitário começa a quitar seu débito somente após sua formatura em seu curso.

Inicialmente, o governo decidiu destinar 100 mil das 310 mil vagas à modalidade de prestações com juros zero. Para as modalidades P-Fies, foram abertas 150 mil vagas para estudantes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 60 mil vagas distribuídas em todo o Brasil.

Desemprego

Pedrosa diz que foi por estar ciente do possível impacto da crise econômica que o governo federal buscou incorporar ao Novo Fies a prévia do valor das prestações a serem pagas. Com isso, haveria, em tese, uma tendência de o aluno reservar a quantia necessária para quitá-las dentro do prazo de vencimento. "Antes, ele não sabia o total da dívida, ia descobrindo quando ia fazendo os aditamentos. O que trouxemos para o novo modelo foi uma maior transparência. [Atualmente] Quando for fazer o cálculo, vai saber qual a taxa percentual de correção que a mantenedora pode cobrar."  

O diretor informou, ainda, que o governo deve definir, até o mês que vem, medidas capazes de reduzir o alto índice de inadimplência entre os beneficiários do programa.

Dados do Censo da Educação Superior, apresentado pelo Ministério da Educação na semana passada, demonstram que, desde 2015, tanto o Fies como o ProUni têm sido trocados por outras formas de financiamentos e bolsas estudantis, como aqueles oferecidos pelas próprias instituições de ensino e governos municipais e estaduais.

Conforme o levantamento, em 2015, o Fies foi a porta de acesso para quase metade (49,5%) dos alunos matriculados na rede privada mediante bolsa ou financiamento. Em 2017, a porção caiu para 37,1%, ficando em uma faixa intermediária na preferência de universitários com esse perfil, entre ProUni (21,1%) e demais formas de aportes (41,8%).

(Fonte: Agência Brasil)

Alunos de 5ºano 02 e 5º ano 05, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Irmã Laura, de Parauapebas desenvolveram um lindo livro, onde contam suas próprias historias.

O evento de lançamento, realizado na tarde desta sexta-feira (14) contou com a participação da comunidade escolar, representantes da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Academia Parauapebense de Letras e dos escritores mirins. Foram dois anos de muito estudo e trabalho até o momento do lançamento oficial.

A obra literária de título “Meu Livro de História” contempla 53 belas narrativas, que vão desde contos a histórias reais. O livro é resultado de um projeto de incentivo a leitura que leva o mesmo nome da obra.

A idealizadora do projeto, professora Maria Gomes dos Santos, disse que a ideia surgiu a partir do diagnóstico de déficit de leitura, por parte dos alunos, problema que ela identificou quando assumiu a turma. “Quando eu iniciei com a turma eles tinham muita dificuldade para ler e escrever e eu tinha que encontrar um meio de incentivá-los a ler mais. Como a gente já trabalha com a rotina da Semed de contos e gêneros diferenciados, então eu sugeri que eles criassem suas próprias histórias”, disse a professora.

O escritor e membro da Academia  de Letras do Brasil - Seccional Sul e Sudeste do Pará, Paulo Poeta, dono da editora a qual o livro foi lançado, também esteve presente no evento de lançamento e disse à reportagem que, quando recebeu a proposta abraçou com grande afinco. “Quando nós recebemos a proposta era um trabalho mais simples, então demos a ideia de registrar o livro, porque essas crianças precisam de um trabalho que possam contar futuramente como um trabalho acadêmico para elas”, explicou. Ele ainda destacou importância do trabalho dos alunos. “Fico até mesmo sem palavras porque são crianças, e quando a gente trabalha com crianças nós precisamos ter uma sensibilidade maior. Ver cada textinho deles, que foi feito com esforço, pois ainda estão aprendendo é fantástico”, disse o escritor.

Confira a abaixo um trecho do livro escrito pela pequena Gabriely Viana Lopes, 10 anos de idade.

Aboneca dos sonhos

Era uma vez uma boneca que sonhava em ser a boneca dos sonhos de toda criança, mas toda criança que ia na loja não comprava, pois ela ficava na última prateleira.

Em um belo dia o dono da loja resolveu colocar a boneca dos sonhos na primeira prateleira da loja, a boneca ficou tão feliz, pois sabia que logo alguma criança ia levar ela para casa.

No dia seguinte quando a loja abril, todas as crianças que passavam em frente queriam a boneca dos sonhos, a loja ficou tão cheia de crianças que não cabia naquele espaço.

A boneca dos sonhos ficou tão cobiçada que toda criança queria levar para casa para poder brincar com ela, elas sonhavam em chegar o dia em que poderia m comprar a boneca dos sonhos.

A idealizadora do projeto, professora Maria Gomes dos Santos, disse que a ideia surgiu a partir do diagnóstico de déficit de leitura, por parte dos alunos, problema que ela identificou quando assumiu a turma. 

O escritor e membro da Academia  de Letras do Brasil - Seccional Sul e Sudeste do Pará, Paulo Poeta, dono da editora a qual o livro foi lançado, também esteve presente no evento.

A pequena Gabriely Viana Lopes, foi  ao evento acompanhada de seus pais.

 

(Reportagem: Fernando Bonfim)    

 

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) esperam que a próxima legislatura do Congresso Nacional, a ser eleita em 7 de outubro, torne permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), previsto para acabar em 2020.

De acordo com o vice-presidente do Consed, Fred Amancio, “existe consenso” sobre a importância do fundo e “o fim do Fundeb não é mais uma preocupação”. Segundo ele, “o fundo é uma garantia de recursos permanentes para a educação”.

 Para o presidente da Undime, Alessio Costa Lima, o Fundeb é a “forma mais descentralizada” de uso de recursos da educação e assegura autonomia a estados e municípios.

Além de tornar o fundo perene, estados e municípios querem que a União aumente a complementação estabelecida em lei, como preveem duas emendas constitucionais em discussão no Congresso Nacional, uma na Câmara dos Deputados e outra no Senado Federal.

A expectativa de estados e municípios, tratada nas discussões das duas emendas, é que a União aumente gradativamente os seus repasses e, em dez anos, a complementação suba dos atuais 10% e alcance entre 30% e 40%.

O fundo cobre toda a educação básica, da creche ao ensino médio, é a principal fonte para o pagamento dos professores da rede pública em todo o país e ainda pode ser usado para a manutenção de escolas, aquisição de material didático e capacitação dos docentes, entre outras despesas. Em 2017, o Fundeb movimentou R$ 145,3 bilhões (dado do Tesouro Nacional).

O Fundeb é formado por dinheiro proveniente dos impostos e das transferências obrigatórias aos estados, Distrito Federal e municípios (fundos de participação constitucionais). Além desses recursos, a União faz aporte complementar em alguns estados o que, no ano passado, representou R$ 13 bilhões. O recurso da União é repassado quando o valor por aluno no estado não alcança o mínimo definido nacionalmente (atualmente, R$ 3.016,17 ao ano).

Em cada estado, os recursos apurados são redistribuídos conforme o número de alunos das redes de ensino estaduais e municipais. O Fundeb foi instituído pela Emenda Constitucional nº 53, de 19 de dezembro de 2006, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), criado em 1996.

Fora da campanha

Apesar do alto volume de recursos mobilizados, da importância do Fundeb para a educação básica e do impacto nas contas da União com eventual aumento de repasse, chama a atenção dos representantes das secretarias de educação e de especialistas a ausência de debate sobre o futuro do fundo na campanha eleitoral.

“Eu ainda não vi os candidatos falarem especificamente do Fundeb”, observa Fred Amancio, do Consed.

“Os mecanismos de financiamento da educação básica deveriam ser uma das prioridades do governo federal. Por causa do vencimento em 2020, a discussão terá que ser feita em 2019. Infelizmente vem sendo pouco debatido nesse período eleitoral”, avalia Gabriel Corrêa, gerente de Políticas Educacionais do movimento Todos pela Educação.

Para Corrêa, “há oportunidades” para o próximo presidente da República perpetuar o Fundeb e “propor avanços na redistribuição de recursos”. Ele defende que a complementação da União e a redistribuição nos estados contemplem a situação do gasto por aluno por município. Segundo ele, a mudança tem potencial de aumentar em 30% o gasto do Fundeb nos municípios mais pobres.

Corrêa defende que a União aumente o repasse de recursos ao Fundeb, mas assinala que é preciso fazer “estudo de viabilidade” respeitando o desafio fiscal. De acordo com projeção do governo federal, em 2021, as despesas obrigatórias atingirão 98% do orçamento da União.

Controle social

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez estudo sugerindo que estados e municípios invistam, integralmente no Fundeb, o mínimo constitucional (25% de toda a arrecadação) destinado a educação. Atualmente, estados e municípios já investem esse percentual em educação, mas não são obrigados a fazê-lo via Fundeb.

Segundo Camillo de Moraes Bassi, especialista do Ipea, o Fundeb precisa ganhar mais importância e o aumento de gastos investidos pelos estados e municípios teria a vantagem de fazer todo investimento local em educação básica “ganhar controle social e visibilidade”.

Alessio Costa Lima, da Undime, critica a ideia. “Essa alternativa é boa apenas para a União”, destacando que, sem mais recursos federais, não haverá como aumentar as matrículas em creches, lema de campanha de diferentes candidatos.

 (Fonte: Agência Brasil)

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de Parauapebas, tanto para os anos iniciais quanto para os anos finais do ensino fundamental, está entre os maiores do Pará. A informação foi divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) na manhã da última segunda-feira, 03. 

O Ideb é o principal indicador de qualidade do ensino brasileiro e é calculado a cada dois anos para o ensino fundamental e, também, para o ensino médio. Para compor o indicador, o MEC considera as notas dos estudantes na prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e os índices de fluxo, compilados pelo censo escolar.

Em 2017, o Ideb de Parauapebas para as séries iniciais do ensino fundamental ficou em 5,7. O resultado corresponde à meta projetada para 2021. No Pará, somente Benevides (6,2) e Ulianópolis (6) alcançaram notas maiores, enquanto Paragominas aparece empatado.

Em nível municipal, 13 escolas têm nota igual ou maior que a média local para as séries iniciais. Nesse grupo, constam oito escolas que tiveram Ideb acima de 6, sendo a Cecília Meireles a de melhor desempenho nas séries iniciais, com nota 6,5. Em seguida, aparecem as escolas Paulo Fonteles, com 6,4, e Luiz Magno, com 6,3, acompanhadas de Eduardo Angelim e Elisaldo Ribeiro, ambas com 6,2. 

Jozias Leão, com 6,1, mais as escolas Machado de Assis e Carlos Henrique, empatadas com nota 6, completam o pelotão de educação com nível mais elevado. Além delas, as escolas Chico Mendes, Eurides Santana, Irmã Laura e Jean Piaget têm, cada uma, 5,9 de Ideb e são acompanhadas pela Faruk Salmen, com 5,7, que fecha o time dos estabelecimentos dentro da média municipal.

O Ideb de Parauapebas para as séries finais do ensino fundamental ficou em 4,6. Nesse quesito, apenas Altamira e Ulianópolis, ambos empatados com 4,8, superam Parauapebas.

Na rede municipal, nove escolas apresentam Ideb igual ou superior à nota geral do município. Com 5,7, Jozias Leão é a líder nas séries finais, seguida por Luiz Magno, com 5,4, e Monteiro Lobato, com 5,2. Elisaldo Ribeiro e Paulo Fonteles aparecem empatadas, com 5,1.

As escolas Antônio Vilhena, com 4,7, e o trio composto por 18 de Outubro, Sandra Maria e João Evangelista, todas com 4,6, completam o time de unidades de ensino com nota igual ou acima da média local.

Segundo o secretário de Educação Raimundo Neto, o resultado obtido está dentro do esperado. “Nós ficamos muito satisfeitos com o resultado. Hoje estamos entre os três melhores resultados do Pará tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais e já atingimos a meta para 2021 nos anos iniciais”, destaca.

Ainda segundo Neto, o índice alcançado é o resultado do trabalho desenvolvido na rede de ensino, incluindo as formações continuadas e assistência pedagógica. Ele destaca ainda que os dados servem também para auxiliar no estabelecimento de novas metas. “Vamos analisar esses dados e verificar onde precisamos melhorar, e a partir da análise desses números vamos dimensionar novas metas”, afirma o secretário.

(Texto: Messania Cardoso/

Os cinco candidatos aos cargos majoritários de Governador e Vice-Governador do Estado do Pará das cinco coligações que concorrem às eleições de 2018 no Estado foram convidados pelo  Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) a firmar uma “Carta-Compromisso pelo Direito à Educação de Qualidade”, na qual se comprometem a adotar medidas na área da educação.

A assinatura está programada para acontecer durante reunião pública a ser realizada no próximo dia 3 de setembro, às 10h, no auditório “Nathanael Farias Leitão”, prédio sede do Ministério Público do Estado do Pará, na rua João Diogo, n.º 100, Cidade Velha.

O documento, intitulado “Carta-Compromisso pelo Direito à Educação de Qualidade”, será apresentado aos cinco candidatos ao governo do estado do Pará.

Foram enviados ofícios aos candidatos Helder Barbalho, da coligação “O Pará Daqui pra Frente; Cleber Rabelo, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU); Fernando Carneiro, da coligação “Juntos para Mudar”; Márcio Miranda, da coligação “Em Defesa do Pará”, e Paulo Rocha, da coligação “Lula Livre”.

A carta- Compromisso é uma iniciativa conjunta do Ministério Público do Pará (MPPA); Ministério Público de Contas do Estado do Pará (MPC); Ministério Público de Contas do Município (MPCM) e Ministério Púbico Federal (MPF). O documento, produzido interinstitucionalmente, sintetiza as expectativas dos órgãos do Ministério Público que atuam no Estado do Pará sobre a gestão da Chefia do Poder Executivo estadual para o mandato 2019-2022, no que se refere à educação.

De acordo com o promotor de Justiça auxiliar do CAO Cidadania, Frederico Augusto de Moraes Freire, a iniciativa de conclamar os candidatos a assinarem a carta foi pensada com o objetivo interinstitucional de unir esforços, para que haja cobrança de resultados e a consequente melhoria na qualidade do ensino no Estado.

O documento tem 15 pontos a serem observados pelos candidatos, que visam a priorização do financiamento constitucional do direito à educação de qualidade no estado do Pará, bem como o atendimento, nos respectivos prazos, das metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação (PNE) e no Plano Estadual de Educação (PEE), cumprindo e fazendo cumprir, dentre outros, os deveres estabelecidos na Constituição Federal, na Constituição do Estado do Pará, e em outras leis relativas ao assunto.

Dentre os compromissos a serem assumidos está o respeito a previsão de gasto mínimo em leis orçamentárias, com atendimento dos limites estabelecidos no art. 212 da Constituição Federal, art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias,  e o cumprimento de efetivação das despesas previstas, com atendimento das diretrizes estabelecidas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), nomeadamente em seus artigos 70 e 71, evitando irregularidades na aplicação dos recursos do FUNDEB, especialmente a contabilização de despesas com pessoal inativo.

O promotor Frederico Freire destaca que a ideia é alcançar o adequado financiamento do direito à educação, a fim de garantir o acesso à uma formação de qualidade. Frederico cita como exemplo o Plano Nacional de Educação (PNE), que tem metas a serem cumpridas entre os anos de 2014 a 2020. "Porém, o que se tem observado é justamente o descumprimento dessas metas", ressalta.

(Assessoria de comunicação social-MPPA)

Página 1 de 3

Sul e Sudeste do Pará

Loading
http://carajasojornal.com.br/modules/mod_image_show_gk4/cache/Publicidade.2018.Sophos_UNAMAgk-is-100.jpglink
http://carajasojornal.com.br/modules/mod_image_show_gk4/cache/Publicidade.2018.Sophos_2018gk-is-100.jpglink

Vídeos

Em parauaebas, aluno chamou a atenção dos vereadores, no momento em que fazia uso da tribuna. de Carajás O Jornal
18 Abril 2017
Alunos da Rede Estadual de Ensino, assistem aula no meio da rua em Parauapebas
13 Abril 2017
Novo Ministro do STF3
11 Fevereiro 2017
Tiroteio em Redenção deixa população assustada
01 Dezembro 2016
Nesse domingo os paraenses vivenciam o #CIRIO2016, a maior festividade Religiosa do Brasil
09 Outubro 2016
Dr. Hélio Rubens fala sobre o caso de corrupção na Câmara Municipal de Parauapebas
08 Outubro 2016
MARCHA PARA JESUS: Milhares de jovens nas ruas de Parauapebas
08 Outubro 2016
Corrupção é um problema de todos, você também pode combater!
06 Outubro 2016
Joelma agradece pela presença e participação em seu show na FAP 2016
12 Setembro 2016
Jake Trevisan agradecendo toda população de Parauapebas no Carajás O Jornal
06 Setembro 2016
Cantor Açaí no evento da Imprensa na FAP a pedido de Marola Show, canta para a Rainha, primeira e segunda princesa da FAP 2016.
01 Setembro 2016