A cada 5 minutos, uma pessoa é roubada no Pará

Na última terça-feira (3), o secretário de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) Luiz Fernandes Rocha disse a uma emissora local que confia plenamente na polícia e que se sente seguro andando nas ruas de Belém. Das duas, uma: ou o secretário não anda muito pelo Pará, ou tem um aparato de segurança que o deixa confortável diante da bandidagem. E a população não pode dizer o mesmo. Afinal, somente no primeiro bimestre deste ano (janeiro e fevereiro), foram registrados 17.289 casos de roubo, segundo os dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Os dados confirmam uma média diária de 288 registros de roubos em território paraense por dia. Isto quer dizer que a cada 5 minutos um cidadão é vítima de assalto no Estado. E é importante lembrar que os números consideram somente os casos que foram registrados nas delegacias, seccionais e unidades integradas do Pro Paz (UIPPs). Há centenas de ocorrências em que a vítima não faz boletim de ocorrência.

ESCÁRNIO

Para os moradores da passagem Quarubas, a fala do titular da Segup soa como um escárnio, principalmente para quem mora na via e não pode mais nem sentar na frente de casa para uma prosa com vizinhos.

A passagem fica no limite entre os bairros da Pedreira e Sacramenta, em Belém, e todos os dias é cenário de assaltos. Nos muros do local, um aviso de proibido roubar de uma suposta facção do Comando Vermelho, uma prática que está se espalhandona capital. “Não tem hora para acontecer, é de dia, é de noite”, ressaltou o aposentado José Martins, de 74 anos, uma das vítimas dos bandidos que costumam agir ali. “Eu voltava do mercado quando 2 homens numa moto me cercaram. Como eu não tinha celular e dinheiro nas mãos, levaram as sacolas com as mercadorias”, frisou o idoso. “Me senti impotente diante dessa situação”, lamentou. Uma moradora que pediu para não ser identificada relatou que o filho de 13 anos de idade foi assaltado quando saía de casa para ir à escola. “O ladrão apontou a faca para o pescoço dele e pediu o celular”, disse. “Agora toda vez que ele sai fico olhando aqui da frente de casa se nada vai acontecer com ele”, frisou.

(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)

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