Audiência Pública vai debater exploração de ouro e prata em Água Azul do Norte

As principais alterações que a exploração mineral de cobre, ouro e prata, do Projeto Pedra Branca, de responsabilidade da empresa Vale Dourado Mineração Ltda. vão causar no meio ambiente e na socioeconomia do município de Água Azul do Norte, na região de integração Araguaia, serão debatidas na audiência pública convocada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), para esta quinta-feira (10), a partir das 9h, na Catedral Assembleia de Deus, na sede do município.

Autoridades federais, estaduais e municipais, os Ministérios Público Federal e Estadual, órgãos públicos e privados, instituições governamentais e não governamentais e a população em geral estão convidados para participar da Audiência Pública. O objetivo é subsidiar o parecer técnico a ser emitido pela equipe da Semas, para fins de licenciamento ambiental.

Segundo o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) apresentado pelo empreendedor foi feito o diagnóstico ambiental das condições físicas, bióticas, sociais, culturais e econômicas encontradas na região e que podem ser afetadas pelo empreendimento. Também foram avaliadas potenciais alterações (impactos) no ambiente durante as obras de construção, operação e desativação da atividade mineral e propostas para amenizar as alterações negativas e aumentar o efeito dos benefícios.

O empreendimento prevê a exploração mineral, por meio de lavra subterrânea dos minérios de cobre, ouro e prata, incluindo a instalação de uma planta de beneficiamento, com capacidade para um milhão de toneladas, por ano, em uma área de 3.195,07 hectares. Os trabalhos envolvem a construção de dique, depósito de minério bruto, barragem de rejeito, paiol de explosivos, rede de drenagem, escritórios e demais obras necessárias ao funcionamento do projeto Pedra Branca.

Aspectos socioambientais

As intervenções na vegetação e na fauna, em áreas de preservação permanente, na qualidade do ar, ruídos e vibrações, na topografia e processos erosivos; nas águas superficiais, subterrâneas e na comunidade aquática; em centros urbanos, incômodo em propriedades rurais, vilas e assentamentos e potencial de intervenção em áreas de ocorrência de patrimônio arqueológico, entre outros efeitos, foram pesquisados e apresentados à Semas.

Ainda de acordo com os estudos da empresa, no contexto socioeconômico, o projeto justifica-se em função da geração de empregos, elevação do capital social, perspectivas favoráveis à economia local e regional.

Além das sedes dos municípios de Água Azul do Norte e Canaã dos Carajás, os estudos consideraram as localidades de Vila Feitosa, Assentamento Brasília e as fazendas ao longo do trajeto até a área do empreendimento como regiões influenciadas pelo projeto. As comunidades estão organizadas nas associações dos Pequenos Produtores Rurais do PA Brasília, dos Moradores de Vila Feitosa, dos Pequenos Produtores Rurais da Vila Feitosa e dos Pequenos Produtores Rurais de Água Azul do Norte.

Durante a operação da mineradora, as atividades de desmonte do minério com explosivos, supressão vegetal, transporte do minério e do estéril, bombeamento de água subterrânea, captação de água superficial, geração de lixo, beneficiamento do minério e umectação das vias de acesso, estão entre as principais atividades responsáveis pelas alterações no ar, solo e água.

Programas

O Programa de Afugentamento e Resgate de Fauna será executado durante a fase de supressão da vegetação, para que sejam evitados acidentes e fuga descontrolada dos animais locais; será evitado o desmatamento excessivo, não se permitindo que ocorra a retirada da vegetação que não esteja prevista no Plano de Supressão apresentado; garantia da recuperação da vegetação ao final da operação da mina, como descrito no Programa de Recuperação de Áreas Degradadas.

Segundo os estudos protocolados na Semas, para a operação da mina subterrânea serão ofertados 443 postos de trabalho, com aumento da renda para as famílias dos contratados e dinamização da economia local.

Ainda de acordo com o EIA, haverá prioridade à contratação do maior número possível de mão de obra local, com treinamentos e capacitação para os trabalhadores da região; e ainda o estabelecimento de parcerias com o poder público para desenvolver ações conjuntas nas áreas de saúde, educação, transporte, segurança, dentre outras.

Também estão previstos para acompanhar a implantação do projeto os Programas de Controle de Pragas e Vetores, de Comunicação Social, de Apoio à População Migrante, de Capacitação, Formação e Aproveitamento da Força de Trabalho Local, de Educação Ambiental, de Desenvolvimento à Economia Local, de Minimização de Impactos na Saúde Pública, de Desenvolvimento de Fornecedores Locais, de Incentivo à Cultura e Lazer, de Prospecção e Resgate Arqueológico, todos para desenvolver a gestão local.

A documentação do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) encontra-se à disposição dos interessados, para consulta, no Núcleo de Documentação e Arquivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), na Trav. Lomas Valentinas, 2717 – Marco e no site www.semas.pa.gov.br.

Serviço:

Audiência Pública- Projeto Pedra Branca
Município: Água Azul do Norte
Data e hora: 10 de maio, a partir de 9h
Local: Catedral Assembleia de Deus
Endereço: Rua Ailton Sena S/N , Centro.

Por Nilson Cortinhas

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