Professores e doutorandos de Farmácia da Universidade Federal do Pará tomaram a iniciativa de produzir álcool gel para suprir as necessidades de higiene das unidades acadêmicas da Instituição e dos hospitais universitários. O anúncio foi feito nesta terça-feira (24).

A proposta da produção semanal, inicialmente, será de 200 quilos, no entanto poderá ser aumentada de acordo com as demandas da Administração Superior da UFPA.O álcool gel será destinado para uso dos Hospitais Universitários João de Barros Barreto (HUJBB) e Bettina Ferro de Souza (HUBFS), e para unidades acadêmicas, como núcleos, institutos, faculdades, prédios administrativos, bibliotecas, entre outros.

O processo de produção do álcool será realizado no Laboratório de Tecnologia de Fitoterápicos (LTFito) da Faculdade de Farmácia, seguindo as diretrizes das Boas Práticas de Manipulação.

A iniciativa foi idealizada pelos professores José Otávio Carréra, farmacêutico responsável e coordenador do projeto; Mauro Sérgio Marques, da disciplina de Tecnologia Farmacêutica; e Roseane Ribeiro, da disciplina Garantia da Qualidade de Produtos e Insumos Farmacêuticos e Cosméticos. A equipe envolvida na produção é formada por docentes e discentes de pós-graduação que trabalham na área da Saúde. A proposta foi apresentada na última semana à Reitoria da UFPA, que a aprovou e viabilizou os meios para a produção.

 
Fonte: G1 Pará

O professor que faz parte da rede de educação infantil do município foi preso na manhã da última segunda-feira (19). As vítimas, segundo a Polícia Civil, eram meninas na faixa etária de oito anos.


Em outubro nós já tínhamos recebido a primeira denúncia contra o professor. O diretor da escola foi orientado a entrar em contato com a Secretaria de Educação. Desta vez, três meninas entre 8 e 9 anos foram identificadas. Outras mães começaram a pressionar as filhas e conversar com elas, e acabaram confidenciando o que ele fazia, das ameaças que sofriam”, revela a conselheira tutelar.


Os abusos, segundo a conselheira tutelar, aconteciam dentro da sala de aula e eram presenciados por outros alunos.
A fala das crianças é muito contundente. O crime de violência sexual é baseado nas falas das vítimas, no que foi relatado, crianças da idade delas não teriam conhecimento de tudo o que elas revelavam. Os abusos ocorriam dentro da sala aula, na frente de outras colegas. Colocava uma no colo, passava a mão. Todos os alunos de certa forma acabavam presenciando tudo”, conta Gardenha.


Segundo a conselheira tutelar, o número de vítimas pode aumentar no decorrer das investigações. “Há suspeitas de outras vítimas. Segundo uma das mães, há mais vítimas sim. As crianças agora vão passar pelo IML e vai prosseguir as investigações. Entramos para dar suporte as famílias”.


Em nota, a Secretaria Municipal de Ensino não confirmou o afastamento definitivo do docente, mas informou que foi aberto um Processo Administrativo Disciplinar para apurar o caso. A secretaria também informou que está fornecendo apoio psicológico as vítimas. O suspeito continua preso.

(Dol)

O Brasil, assim como outros países da América Latina, tem dificuldade em atrair jovens talentosos para a carreira de professor. Essa é uma das conclusões do estudo Profissão Professor na América Latina - Por que a docência perdeu prestígio e como recuperá-lo?, divulgado hoje (27) pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

No Brasil, apenas 5% dos jovens de 15 anos pretendem ser professores da educação básica, enquanto 21% pensam em cursar engenharia. No Peru, o índice dos que pretendem optar pela docência é de menos de 3%, contra 32% que querem se tornar engenheiros. Por outro lado, em países onde a profissão é mais valorizada, o interesse tende a ser maior, como na Coreia do Sul, onde 25% dos jovens têm a intenção de lecionar, e na Espanha, onde o índice chega a quase 20%.

Entre as razões para o desinteresse para atuar na educação básica estão, segundo a pesquisa, os baixos salários. “Mesmo nos últimos anos, após uma década de incrementos nos salários dos professores, eles continuam a ganhar consideravelmente menos do que outros profissionais”, enfatiza o texto.

A partir  dos dados das pesquisas domiciliares no Brasil, Chile e Peru, o estudo do BID mostra que os educadores ganham cerca da metade da remuneração de profissionais com formação equivalente. No Equador, a diferença é menor, mas os professores ainda recebem 77% da remuneração de outras áreas. No México, os vencimentos dos trabalhadores da educação é de 83% dos de outros ramos.

Falta de infraestrutura

Além da questão financeira, o estudo aponta para as condições de trabalho como razão do desinteresse dos jovens pela docência. “Muitas vezes a infraestrutura das escolas latino-americanas é deficiente em relação a equipamentos e laboratórios e até mesmo em termos de serviços básicos”, ressalta o documento.

O estudo menciona as informações levantadas pelo Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação em 2013 sobre escolas de 15 países latino-americanos, incluindo o Brasil. Na ocasião, foi constatado que 20% dos estabelecimentos de ensino não tinham banheiros adequados, 54% não tinham sala para os professores e 74% não contavam com laboratório de ciências.

Desinteresse

O estudo aponta ainda que muitos jovens acabam seguindo a carreira docente “por eliminação, não por vocação”. Recuperando dados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2008, a pesquisa destaca que, à época, 20% dos estudantes de ensino superior com foco no magistério haviam feito a opção para ter uma alternativa caso não conseguissem outro emprego e 9% por ser a única possibilidade de estudo perto de casa.

“Ser professor na América Latina não é uma carreira atraente para jovens talentosos do ponto de vista acadêmico. Não se pode ignorar o fato de que muitos futuros professores decidem frequentar um curso de carreira docente exatamente por ser uma carreira mais acessível no aspecto acadêmico, e não necessariamente por terem uma vocação pedagógica”, analisa o estudo.

Reflexos

Esse problema tem, junto com outros fatores, reflexos no desempenho dos estudantes. Os dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), citados pela pesquisa, mostram, por exemplo, que os conhecimentos em leitura, matemática e ciências dos jovens de 15 anos da região está dentro dos 40% dos com pior resultado entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O percentual dos estudantes que não atingem o nível básico das competências é mais do que o dobro da média da OCDE.

(Fonte: Agência Brasil)

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