Jogada ensaiada representa quase metade dos gols marcados pelo time bicolor

Jogada ensaiada representa quase metade dos gols marcados pelo time bicolor Jorge Luiz/Paysandu

Indiferente ao fato de a estratégia de jogo já ser “manjada” pelo próximo adversário, o Paysandu não pretende abrir mão de seguir explorando as jogadas iniciadas em lances de bola parada para chegar a mais uma vitória no Parazão, domingo pela manhã, na Curuzu, diante do Castanhal. Dos 13 gols que o time bicolor marcou até aqui no campeonato - Rafael Jansen fez contra no Re-Pa - seis deles nasceram nessa condição. A marca representa 46,2% da artilharia da equipe, que tem explorado com frequência as jogadas aéreas na área dos adversários, como no confronto com o São Francisco, na rodada passada.

O zagueiro Victor Oliveira admitiu, ontem, na Curuzu, que desde o começo da temporada, o técnico João Brigatti e sua equipe de trabalho elegeram a bola parada como uma das principais apostas do time para tentar chegar ao título do Estadual. “Estamos treinando a bola parada desde quando começou o campeonato”, revelou. “Isso vem acontecendo toda semana e fomos abençoados depois de tanto trabalho”, prosseguiu o defensor, fazendo referência à vitória no “Barbalhão”, partida em que ele marcou o primeiro gol com a camisa do Papão, de cabeça, justamente se valendo de uma cobrança de escanteio.

No mesmo jogo, em cobrança de escanteio executada por Leandro Lima, da direita, foi a vez do outro zagueiro do time, Micael, testar sua pontaria, acertando numa cabeçada a rede guarnecida por Labilá. O fato dos defensores estarem marcando gols é outro motivo de contentamento entre os bicolores. “Fico feliz de ter marcado, pelo Micael também. São situações que estamos treinando, não é da noite para o dia”, salientou Victor Oliveira.

Além dos gols dos zagueiros, o lateral-direito Bruno Oliveira também já deixou sua marca ao fazer um dos gols na vitória por 4 a 1 sobre o São Francisco, em Belém, cobrando falta. A “mãozinha” dada pelo setor de defesa ao ataque, segundo Victor Oliveira, é uma retribuição aos companheiros que jogam no compartimento ofensivo. “Estamos ajudando nossa equipe na frente, assim como eles nos ajudam atrás. Se estamos há cinco jogos sem tomar gols é graças à marcação que começa na frente. Se todo mundo ajudar, o Paysandu vai ser mais forte”, disse.

Diante do Castanhal é possível que o time bicolor venha a encontrar resistência do adversário para voltar a balançar a rede usando uma de suas principais armas em campo. O alerta que deverá ser dado pelo técnico do Japiim, Artur Oliveira, no entanto, não deverá intimidar a equipe da casa. “Vamos seguir nesse ritmo”, avisou o zagueiro Micael, depois do jogo passado.

A ARMA LETAL DO BICHO-PAPÃO

- Paysandu 4 x 1 São Francisco
Papão 3 a 1 - Bruno Oliveira cobra falta frontal ao gol, a bola desvia na barreira e surpreende o goleiro Labilá, que nada pode fazer.

- Paysandu 2 x 1 Bragantino
Papão 1 a 0 - Nicolas é travado na grande área. Pênalti. Caion cobra com perfeição no lado direito do goleiro para abrir o marcador.
Papão 2 a 1 - Leandro Lima cobra falta e Marcos Antônio, dentro da grande área, completa, sem trabalho, para garantir a vitória bicolor.

- Clube do Remo 0 x 3 Paysandu
Papão 1 a 0 - Leandro Lima cobra escanteio da direita, o goleiro Vinícius rebate a bola, que bate
em Rafael Jansen e vai para o fundo da rede.

- São Francisco 0 x 3 Paysandu
Papão 2 a 0 - Marcos Antônio cobra escanteio, o zagueiro Victor Oliveira, livre de marcação, aparece para testar sem piedade para fazer o gol.
Papão 3 a 0 - Leandro Lima cobra escanteio da direita, o zagueiro Micael aparece de surpresa para, de cabeça, fechar a vitória bicolor.

 

(Nildo Lima/Diário do Pará)

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