Confiança da construção sobe em março e no 1º trimestre, diz FGV

Minha Casa Minha Vida ainda concentra desempenho do setor residencial (Foto: Frideberto Viega/ TV Gazeta) Minha Casa Minha Vida ainda concentra desempenho do setor residencial (Foto: Frideberto Viega/ TV Gazeta)

O índice que mede a confiança da construção avançou 0,7 ponto em março, para 82,1 pontos. Assim, o 1º trimestre fechou com alta de 2,9 pontos sobre o trimestre anterior e de 7,2 pontos sobre o mesmo trimestre em 2017. A divulgação foi feita pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (26).

De acordo com Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE, os sinais positivos ainda estão restritos a poucas atividades, destacando-se principalmente o segmento de edificações.

A alta da confiança registrada pelo segmento de edificações reflete exclusivamente a percepção mais favorável dos empresários do ramo residencial: nos primeiros três meses do ano, o índice de edificações residenciais foi o que mais contribuiu o aumento da confiança do setor.

Números da Associação Brasileira de Incorporação Imobiliária (Abraic) mostraram que em 2017 houve aumento no número de lançamentos (29,7%) e nas vendas (15,3%) em comparação a 2016, e que o número de distratos – cancelamento de vendas – diminuiu. Esse crescimento nas edificações residenciais sinaliza que o quadro continuou favorável nos três primeiros meses do ano, segundo a FGV.

“O cenário mais positivo para as empresas do ramo imobiliário residencial corrobora a percepção de que o crescimento do setor em 2018 será impulsionado pela habitação. Mas é importante lembrar que esse desempenho continua muito concentrado nos empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida, que é dependente dos recursos do FGTS e da Caixa Econômica Federal”, aponta Ana Castelo.

Trilha de recuperação

Ana Maria diz que o resultado de março mostra que a confiança empresarial retomou a trilha de recuperação observada desde junho de 2017 e fechou o trimestre com alta relevante, o que reforça as projeções de crescimento setorial.

A alta de março se deu por causa da melhora da situação corrente das empresas e das perspectivas de curto prazo do empresariado.

 

O índice da situação atual aumentou 0,9 ponto, atingindo 71,4 pontos, o maior nível desde julho de 2015 (71,7 pontos). O indicador que mais impactou positivamente o crescimento foi o que mede a percepção sobre a situação atual da carteira de contratos, que avançou 1,4 ponto, passando a 68,9 pontos. O resultado, contudo, ainda está 30 pontos abaixo da média de 2013, último ano de crescimento do setor.

O índice de expectativas teve alta de 0,5 ponto, atingindo 93,2 pontos. O indicador que mais influenciou a alta foi o que mede a demanda para os três meses seguintes, que cresceu 1,4 ponto, para 92,1 pontos.

O nível de utilização da capacidade do setor recuou pelo segundo mês seguido, variando -0,5 ponto percentual e atingindo 65,0%.

 

 

Fonte: G1

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