Gasolina dispara e chega a R$ 5,23 no Pará

O conferente de cargas Anderson Costa gasta R$ 100, em média, por semana para abastecer o carro. O conferente de cargas Anderson Costa gasta R$ 100, em média, por semana para abastecer o carro. (Foto: Irene Almeida/Diário do Pará)

O preço do litro da gasolina no Pará voltou a subir na última semana. Dados do Sistema de Levantamento de Preços, vinculado à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mostram que nas últimas quatro semanas (10 de junho a 7 de julho), os preços variaram, chegaram a cair, mas voltaram a crescer nos últimos dias. O reajuste autorizado às refinarias impactou em 1,07% no bolso do consumidor.

 

Segundo a ANP, em 10 de junho, ou seja uma semana após o término da greve dos caminhoneiros, quando os preços dos combustíveis dispararam em todo o país, a gasolina comercializada em Belém custava, em média, R$ 4,393. Uma semana depois o preço baixou para R$ 4,368 e depois para R$ 4,337. Antes mesmo da confirmação do novo reajuste autorizado pela Petrobras na última sexta-feira (7), a primeira semana de julho registrou novo aumento nos postos da capital paraense, que foi de R$ 4,356, em média. Nessa mesma semana, o litro da gasolina chegou a ser vendido a R$ 4,590, registrando o maior valor do período.

No Pará, os municípios de Altamira e Alenquer venderam a gasolina mais cara do Estado nas últimas quatro semanas. Nesses locais, os consumidores pagaram no litro do combustível a R$ 5,158 e a R$ 4,977, respectivamente. Já em Ananindeua, na Grande Belém, os preços tiveram queda de R$ 4,344 para R$ 4,206. Com isso, o município teve o menor combustível registrado pela ANP no Pará.

 

ECONOMIA

 

Por dia, o motorista de táxi Oscar Júnior, 35, gasta R$ 70 com gasolina. E os centavos fazem diferença no tanque. “Estamos sofrendo constantes aumentos, e por isso, é necessário pesquisar locais para economizar alguma coisa”, comenta. Ele prefere abastecer em bairros populares e com o pagamento à vista, porém, sempre em um posto de referência para garantir um produto de qualidade. “Não adianta ser barato e colocar gasolina com muita água no carro”, observa.

Já o conferente de cargas, Anderson Costa, 33, não tem o mesmo consumo que o taxista. O seu gasto é de R$ 100 por semana. “Eu uso o carro mais para ir e voltar do trabalho. Antes gastava, em média, R$ 80, e, agora, esse valor não dá nada”, reclama. Anderson mora no bairro do Marco e trabalha em Ananindeua. “Quando dá, desligo o ar-condicionado para economizar”, confessa.

(Reportagem de Roberta Paraense e Leidemar Oliveira/Diário do Pará)

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