3.632 clientes da Centrais Elétrica do Pará (Celpa), em Parauapebas estão aptos a receber o benefício de descontos na conta de energia elétrica que variam de 10 a 65. Foi o que afirmou o Executivo de Relacionamento com Clientes da Celpa, Gilliard Vaz de Oliveira, durante a audiência pública sobre fornecimento e consumo de energia elétrica, realizada no último dia 21/03.

A Tarifa Social Baixa Renda é um benefício do Governo Federal que contempla Contas Contrato residenciais.

Em Parauapebas há, atualmente, 11.468 clientes cadastrados na Tarifa Social Baixa Renda, porém há ainda mais 3.632 clientes aptos à serem contemplados com o benefício, mas por não estarem cadastrados ou apresentarem pendencias no sistema da empresa, acabam ficando de fora do programa.

De acordo com o Executivo de Relacionamento com Clientes da Celpa, Gilliard Vaz de Oliveira, somente este, de janeiro a março, mais de 1800 pessoas já perderam o benefício em razão de pendencias cadastrais. “É necessários que os beneficiados realizem a atualização dos dados cadastrais para se saber se estão dentro dos critérios. O Cadastro necessita ser atualiza anualmente junto ao município e a cada dois anos na Celpa”, explicou Gilliard.

Quem pode ser beneficiado?

Contas Contrato da classe residencial ou da subclasse rural-residencial da classe rural, desde que sejam utilizadas por:

Família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal – CADÚnico - com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional; ou

Quem receba o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC - nos termos dos arts. 20 e 21 da Lei no 8.742, de 7 de dezembro de 1993; ou

Família inscrita no CADÚnico com renda mensal de até 3 (três) salários mínimos - que tenha portador de doença ou patologia cujo tratamento/procedimento médico requeira o uso continuado de aparelhos, equipamentos ou instrumentos que, para o seu funcionamento, demandem consumo de energia elétrica.

Isso que dizer em uma casa onde mora, três pessoas, sendo que apenas uma trabalha e recebe um salário de R$ 1.200, pode solicitar a migração para Tarifa Social.

Quais os descontos?

As tarifas de energia são homologadas e informadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica–ANEEL, sem incidência de tributos e impostos. Os descontos na Tarifa Social.

Famílias indígenas ou quilombolas, terão direito a desconto de 100% (cem por cento) até o limite de consumo de 50 (cinquenta) kWh por mês.

Famílias indígenas ou quilombolas que se enquadrem no critério 2 acima, para ter direito ao desconto de 100% (cem por cento) até o limite de consumo de 50 (cinquenta) kWh por mês deverão informar o Número de Inscrição Social – NIS.

 

(Por Fernando Bonfim/Com informações da Celpa)

No sentido de ouvir a população, o Ministério Público do Estado do Pará, na pessoa da 3ª Promotora de Justiça de Parauapebas, Sabrina Sanchez, convocou nesta quinta-feira (21), no Centro Universitário de Parauapebas (CEUP), uma audiência pública para debater sobre as relações de consumo e fornecimento de energia elétrica no município.

A atividade tem como objetivo debater pontos importantes que visam nortear consumidores e fornecedores do setor, sobre direitos e deveres e propor encaminhamentos para mediação entre ambas partes, tais como:

Verificar quais diretos do consumidor estão sendo violados nas relações de consumo de energia elétrica;

  • Oportunizar a empresa Centrais Elétricas do Pará (Celpa) que se manifeste como está agindo para enfrentar as demandas apresentas;
  • Oportunizar que representantes de órgão públicos e demais instituições se manifestem sobre a temática;
  • Subsidiar a execução de atividade prevista no Plano de Ação, biênio 2019/2020 da 3ª Promotoria de Justiça de Parauapebas;
  • Coletar elementos com a finalidade de embasar decisões do Ministério Público quanto a matéria da prestação de serviços de energia elétrica;
  • Dar conhecimento sobre o papel do Ministério Público nas relações de consumo.

Promotora de Justiça de Parauapebas, Sabrina Sanchez

Levando em consideração uma reclamação recorrente dos consumidores, perante à Celpa, empresa responsável pelo fornecimento de energia em todo Estado, a promotora afirmou que o Mistério Público está trabalhado junto a outros órgãos, a realização de perícias nos medidores da cidade. “Uma das ações que o Ministério Público vai tomar é requisitar junto ao IMETRO e CPC Renato Chaves é que sejam realizadas perícias para aferir os medidores aqui mesmo em Parauapebas”, disse a promotora. Ela ainda destacou que a participação da população em levar reclamações deste tipo ao órgão ajudam a nortear um plano de ação.

Ivan Pará, Consultor de Energia Elétrica

O Consultor de Energia Elétrica, Ivan Pará, esteve na audiência e orientou ao consumidor como verificar consumo mensal. “Toda conta de energia tem os quilowatts-hora consumidos durante o mês, a data que foi registrada e a data da medição. Se a pessoa conseguir diminuir o consumo, se comparado à leitura anterior e mesmo assim a conta de energia vier mais alta, por exemplo, é possível constatar uma cobrança irregular”, orientou o consultor.

Ivan também orientou, que no dia da leitura do medidor, o consumidor deve tirar uma foto do equipamento para comparar com o que vem no talão. No caso dos medidores digitais, que demonstram várias informações, o consumidor deve atender ao código que aparece junto aos números. O código que demonstra o consumo acumulado é o 003.

Gilliard Vaz de Oliveira, Executivo de Relacionamento com Clientes da Celpa

O Executivo de Relacionamento com Clientes da Celpa, Gilliard Vaz de Oliveira, reiterou a importância da audiência e disse que é uma oportunidade de esclarecer a forma como a empresa cobra esta conata do consumidor. Gilliard também frisou que a Celpa tem realizado investimentos para atender as demandas de consumo no município. “Há Cinco anos nós tínhamos 5 mil clientes, hoje este número chega a 90 mil, o que nos força a acompanhar esta evolução aumentando a infraestrutura. Em 2018 o montante em investimentos, somente em Parauapebas, foi de aproximadamente R$ 34 milhões, para levar mais qualidade de energia elétrica.

Gilliard destacou que atualmente em Parauapebas 10 mil clientes são assistidos pela tarifa social, que podem ter descontos de 10% a 65% na conta de energia e ainda há mais 3 mil clientes aptos a miragem para esta tarifa, pois a não atualização de dados cadastrais leva muitos perderam o recurso. “Somente no ano passado 1700 pessoas perderem este benefício por não atualizar o cadastro de baixa renda junto a Celpa e ao Cras”, finalizou.

 (Por Fernando Bonfim)

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) propôs ação civil pública contra as Centrais Elétricas do Pará (Celpa) por condicionar a ligação ou religação e troca de titularidade de unidades consumidoras mediante de pagamento do débito pendente em nome de terceiros em Parauapebas. O G1entrou em contato com a Celpa e aguarda o posicionamento.

De acordo com o MPPA, em maio de 2018, consumidores informaram que a Celpa estaria negando a ligação ou religação e transferência de titularidade de conta contrato de fornecimento de energia elétrica, a não ser que esses consumidores quitassem os débitos pendentes do antigo possuidor ou antigo proprietário do imóvel, vinculado à conta.

“A Celpa se limitou a informar que os consumidores não preenchiam os requisitos para a troca de titularidade da conta contrato, pois supostamente teria sido encontrado irregularidades no medidor”, disse o promotor de Justiça Hélio Rubens, sobre o ofício que cobrou um posicionamento da distribuidora sobre o caso.

Além de cobrar o cumprimento do direito do consumidor, o MPPA peidou que a Celpa efetivasse a troca de titularidades em no prazo máximo de cinco dias, com prazo de 24 horas para a ligação após a troca e também que a empresa realize um informe publicitário em pelo menos dois canais de televisão, durante 10 dias, informando a decisão judicial à distribuidora de energia elétrica. Caso descumpra os pedidos, deverá ser cobrado multa diária de R$ 10 mil.

Fonte: G1

A Prefeitura de Parauapebas tomou a iniciativa de oferecer alternativa legal para amparar a população do município diante dos serviços prestados pela Celpa no Pará. Para isso, foi oferecida à concessionária a proposta de criação de um conselho municipal especificamente para acompanhar a qualidade do fornecimento de energia elétrica e o atendimento prestado aos consumidores de Parauapebas. 

A medida foi apresentada pela equipe da Secretaria de Mineração, Energia, Ciência e Tecnologia (Semmect) aos representantes da empresa na última sexta-feira, 30, em reunião na própria secretaria. Durante o encontro, o titular da pasta, Flávio Veras, explicou que ao governo municipal cabe intermediar soluções entre a empresa e a população para que todos os direitos e deveres sejam definitivamente praticados. E pontuou as falhas reclamadas pela comunidade. 

A empresa, por outro lado, defende que toda e qualquer medida relacionada à tarifa ou aos procedimentos adotados pela Celpa são fiscalizados e regulamentados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que em agosto deste ano aprovou o reajuste tarifário anual da Celpa em 11,78%. A agência comunicou que o reajuste está previsto no contrato de concessão e que considera a variação de custos relacionados à prestação do serviço no Estado. 

O aumento impactou diretamente na conta de 2,6 milhões de unidades consumidoras nos 144 municípios paraenses, o que acarretou manifestações populares em vários municípios, inclusive em Parauapebas. 

FORMALIZAÇÃO

Durante a reunião na Semmect, ficou acertado que a secretaria apresentará formalmente à empresa a proposta para a criação do conselho. Flávio Veras afirmou que buscará ainda a participação direta da Câmara de Vereadores para fortalecer o pedido.

A criação dos chamados conselhos consultivos de consumidores de energia elétrica é prevista pela Resolução Aneel n° 451/2011 e deve conter representantes das classes consumidoras residencial, comercial, industrial e rural, além do poder público.

Apesar de a criação do conselho ser atribuição da distribuidora de energia, é vedada a participação, como conselheiro, de qualquer pessoa que tenha relação comercial, trabalhista ou de parentesco com membros da empresa. 

Para Flávio Veras, é preciso dividir responsabilidades. “Como gerador de energia elétrica, nosso Estado fica com os impactos sociais e ambientais e nós pensamos que poderia ser criado um fundo de compensação para o qual os investimentos pudessem ser revertidos em energias alternativas para a própria população, o que geraria economia, já que o custo da energia elétrica está além da realidade dos consumidores”, disse o secretário. 

Outros temas como Contribuição de Iluminação Pública (CIP), tarifa de energia elétrica e impostos embutidos na conta de luz como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para a Seguridade Social (Cofins) também fizeram parte da pauta de reunião. 

IMPACTOS

Para se ter uma ideia do impacto dos tributos na conta de luz, basta observar a diferença tarifária. A tarifa residencial sem impostos é de R$ 0,67 por kWh, mas com a carga tributária chega a R$ 0,99.

Para se ter como exemplo na prática, podemos levar em consideração uma casa onde o consumo residencial mensal chega ao valor de R$ 232,29. Deste valor, somente o ICMS é responsável por R$ 59,98. O consumidor ainda paga mais R$ 3,15 de PIS e R$ 14,63 de Cofins. Soma-se a isso mais R$ 35,43 de Contribuição de Iluminação Pública, além de R$ 2,43 de adicional de bandeira amarela e R$ 5,20 de adicional de bandeira vermelha, o que reflete no valor final de R$ 275,35 a ser pago pelo consumidor. 

Outros fatores pagos pelos consumidores passam pelas despesas da empresa com transmissão, distribuição e perdas. Este último fator deve-se às ligações clandestinas em que o consumo não é registrado, isto é, todos os consumidores pagam por aqueles que consomem energia elétrica com os famosos “gatos”. 

À Semmect, os representantes da Celpa se comprometeram em levar a proposta de criação do conselho para o corpo gestor da empresa, enquanto a secretaria ficou de acionar os demais órgãos pertinentes ao serviço.

ENERGIA FOTOVOLTAICA 

Outra medida anunciada pelo governo municipal é a adesão do sistema de energia fotovoltaica, que nada mais é do que a implantação de placas que convertem a luz solar em energia elétrica. Segundo o secretário de Mineração, Flávio Veras, o sistema deverá ser implantado nos prédios públicos municipais após a finalização do processo licitatório, o que dispensará o uso de energia elétrica, refletindo diretamente na economia das despesas públicas. 

O governo municipal estuda também mecanismos legais para viabilizar o sistema para a população do município. 

 

Texto: Jéssica Diniz
Fotos: Bruno Cecim
Assessoria de Comunicação - Ascom | PMP

Centenas de pessoas voltaram a protestar contra a Celpa – Centrais Elétricas do Pará, na manhã desta terça-feira (27), na Câmara Municipal de Parauapebas. O motivo da manifestação é os altos valores cobrados pela concessionária na conta de energia, que em alguns estabelecimentos, chega a mais de R$8 mil.

O grupo deu início logo pela manhã em frente à sede da concessionária, em seguida se reuniram no plenário da câmara municipal, onde gritavam as palavras de ondem: “Não é mole não; dormir com fome para pagar a iluminação”, durante quase toda a sessão.

A aposentada Maria Oneide, de 56 anos, tem um pequeno bar que funciona em sua própria residência. Ela disse que mesmo tendo apenas um freezer, uma geladeira, televisão e ventilador, não se surpreende mais com as contas de quase R$ 400.

No ano passado ela foi surpreendida com uma conta de mais de R$ 8 mil. Ela contou à nossa reportagem que por várias vezes a Celpa deixou de realizar a leitura de seu medidor e a mesma tinha que tirar a fatura em Lan House. Quando ela foi notificada do valor exorbitante, procurou a concessionária, onde foi informada que apenas poderiam realizar o parcelamento do valor. “Eu recorri às Pequenas Causas e  a um juiz  da Cidade de Barcarena deu a causa como ganha para a Celpa. Hoje, se eu quiser recorrer novamente, terei que pagar um advogado e não tenho condições”, disse Maria Oneide.

Durante a sessão, o vereador Rafael Ribeiro apresentou uma Moção em repúdio aos atos praticados pela Celpa em todo o Estado. O Legislador solicitou à mesa diretora da câmara municipal que encaminhe o documento à Celpa em Belém, ANEEL, ao Governo do Estado, Ministério Público Estadual, Procon, e a Defensoria Pública do Pará.

No documento o parlamentar expôs que, “O Estado do Pará possui a maior hidrelétrica genuinamente brasileira (Tucuruí)”, e que o estado “exporta energia para todo o resto do País, algo entorno de 75%. Mas, os recursos oriundos destes impostos não ficam no Pará e não beneficiam a população paraense”, informa.

Ainda em conformidade com o documento o legislador destacou que, “não pode a população paraense ser penalizada pela falta de compromisso de grupos privados que visam somente o lucro e tarifa elevada” e acrescentou que “desde a privatização da Celpa, a tarifa de energia no Pará subiu cifras alarmantes”, concluiu Rafael Ribeiro.

Em nota, as Centrais Elétricas do Pará (Celpa) informou que está à disposição dos clientes para prestar todos os esclarecimentos necessários e que os representantes da empresa no município dialogaram para realizar uma reunião com as pessoas que participaram do movimento para tomar as providências necessárias de acordo com as solicitações que surgirem.

Confira a nota na íntegra

“A Celpa informa que está à disposição dos clientes para prestar todos os esclarecimentos necessários a respeito dos valores cobrados na conta de energia elétrica”.

Os representantes da empresa no município dialogaram para realizar uma reunião com as pessoas que participaram do movimento e tomar as providências necessárias, de acordo com as solicitações que surgirem.

A empresa também esclarece que de uma conta de energia de R$ 100, R$ 39,21 são para tributos como ICMS, PIS, COFINS, e encargos setoriais. Já R$ 38,37 são para transporte e compra de energia. E apenas R$ 22, 42 é o valor que fica com a Celpa para operar, manter e expandir a rede de distribuição, e atender o cliente”. 

A aposentada Maria Oneide, ficou surpreendida com uma conta de energia de mais de R$ 8 mil.

 

 

Dona tem uma bar que funciona em sua própria residência. 

 

 

A Celpa (Centrais Elétricas do Pará) voltou a ser motivo de protesto nesta terça-feira (13) na Câmara Municipal de Parauapebas. De acordo com os manifestantes, a concessionaria estaria cobrando valores abusivos, sobre a taxa de iluminação pública, acima dos limites estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Morador do bairro Caetanópolis, José Roberto estava na manifestação, de acordo com ele há indícios de que a concessionária está realizando a cobrança de forma indevida. “Há um erro na base de cálculos porque estão sendo cobrados impostos em cima de outros impostos. Estivemos na Celpa e na prefeitura e nem eles mesmos sabem explicar como é feito o cálculo. Corremos atrás e protocolamos uma denúncia no Ministério público e outra na câmara”, disse José Roberto.

Ainda de acordo com o morador, o Pará, por ser um dos maiores produtores de energia elétrica do país, não deveria pagar Bandeira (tarifa de cobrança que aumenta de acordo o nível de água nos reservatórios das hidroelétricas) e ICMS flutuante que pode variar de 12% a 30 %. “O ICMS não pode ser cobrado desta forma; ele tem que ser uma taxa fixa. Além disso, a cobrança do ICMS está sendo embutida no valor da bandeira, ou seja, está sendo acrescentada ao consumo, quando na verdade ela já é o próprio imposto e não deveria ser cobrada novamente (outro imposto sobre imposto)”, explicou.

Na oportunidade vereadores debateram a possibilidade de se realizar um departamento especializado na aferição dos medidores de energia no município, tendo que os mesmo, quando necessário, são levados para análise em Belém, capital do Estado.

Em nota a Celpa informou que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários a respeito dos valores cobrados na conta de energia elétrica.

Confira a nota na íntegra

“Com relação a matéria publicada nesta terça-feira (13) sobre a Sessão Ordinária na Câmara Municipal de Parauapebas, em que houve alguns questionamentos sobre os serviços da Celpa, a concessionária informa que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários a respeito dos valores cobrados na conta de energia elétrica.

A empresa esclarece que o valor da conta de energia é definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. Para definir os valores, a ANEEL avalia os custos da Celpa com a compra de energia, transmissão e encargos setoriais, que representam o grupo chamado “Parcela A”, na qual os agentes citados anteriormente não são gerenciados pela concessionária e no caso dos encargos setoriais e tributos, a Celpa funciona apenas como agente arrecadador.

A ANEEL também atualiza a “Parcela “B” (que representa a parte da tarifa que efetivamente fica com a CELPA, para ampliar, operar e manter seu sistema) para que seja corrigida pela inflação (IGP-M), descontada dos ganhos de produtividade, conforme determina o Contrato de Concessão”. E neste ano, essa “Parcela B” está abaixo da inflação: ou seja, 2,5%, sendo que a inflação anual foi de 8,24% (IGP-M).

Então, cabe à ANEEL avaliar as informações, realizar suas próprias análises, propor e homologar as tarifas da Celpa. Com o reajuste tarifário que ocorreu em agosto deste ano, a parcela que fica com a CELPA de uma conta de energia ficou em 22,42%. Ou seja, de uma conta de R$ 100, apenas R$ 22,42 é o valor que fica com a Celpa.

Morador do bairro Caetanópolis, José Roberto estava na manifestação

 

 

(Reportagem: Fernando Bonfim)

Mais uma vez a Celpa e a Diretoria da Festa de Nazaré estão agregando às festividades nazarenas um dos projetos da concessionária que tem foco na conscientização ambiental, o Ecocelpa. A iniciativa, nomeada de ‘Ecocírio’, oferece a população um posto para a captação de resíduos recicláveis e, assim, promover a responsabilidade ambiental. O ponto de coleta seletiva está localizado na Praça Santuário, ao lado da Basílica de Nazaré. O horário de funcionamento é de 8h às 12h e das 14h ás 17h de segunda a sexta e sábado das 8h ás 12h.

O posto funcionará até o final de dezembro e nesse período a população ainda contará com palestras sobre a separação adequada de resíduos recicláveis, que serão realizadas por uma equipe do projeto e com apoio de voluntários e igrejas associadas. O projeto também beneficiará a instituição “Cantinho São Rafael”, com a doação dos bônus de desconto na conta de energia que serão gerados no ato da coleta do Ecocírio. A entidade atende crianças e adolescentes na faixa etária de 5 a 17 anos que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com o líder da área de Eficiência e Inovação da Celpa, Hugo Cardoso, a parceria entre Ecocelpa e o Círio vem desde 2016 como uma forma de estimular e conscientizar a população paraense quanto a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade. “As festividades do Círio têm um grande fluxo de pessoas e, consequentemente, uma maior produção de resíduos. Então a nossa ideia é conscientizar as pessoas a fazer a coleta adequada desse material e também ajudar instituição beneficentes por meio do projeto. Por isso, é uma satisfação enorme participar mais um ano dessa parceria”, diz Hugo.

O Projeto

O Ecocelpa é um projeto que busca alcançar todos os clientes da Celpa. Aliando sustentabilidade e economia, seu objetivo é possibilitar a troca de material reciclável por descontos na conta de energia, incentivando, desta maneira, a prática da coleta seletiva e descarte adequado desse material sem poluir o meio ambiente. No caso da parceria com o Círio, os bônus de descontos na conta luz obtidos a partir do que for arrecadado no posto ao lado da Basílica serão doados a uma instituição beneficente, o Cantinho São Rafael. 

Veja os resíduos que podem ser depositados no posto:

Plásticos: garrafas pet, embalagens de produtos de limpeza, de massas, potes de manteiga e margarina, baldes e bacias, sacolas de supermercado, entre outros similares.

Metais: latas de alimentos, refrigerantes, cervejas, panelas, sucatas de ferro. 

Papel: jornais e revistas, papel comum, livros, papelão.

Tetra Pack: caixas de leite ou sucos, caixinhas de molhos ou achocolatados.

Resíduos orgânicos: óleo de cozinha usado.

OBS: os resíduos devem ser levados limpos aos postos.

(Ascom Celpa)

A convite da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção Parauapebas, a Celpa vai oferecer diversos serviços à comunidade durante a II Ação Solidária, que encerra a Semana de Advocacia promovida pelo órgão no município. Nesta sexta-feira (31), uma extensa equipe da Celpa, formada por agentes de negociação, atendentes e liderança, estará disponível para oferecer aos clientes atendimentos como negociação de débitos com condições flexíveis, recebimento de faturas com máquinas de cartão de crédito e débito, cadastro no programa Tarifa Social de Energia Elétrica, palestras sobre o Uso Racional de Energia e Dicas de Economia, entre outros serviços.

Para o líder de cobrança da Celpa, Erik Soares, esta é uma excelente oportunidade de, mais uma vez, levar os atendimentos da Celpa mais perto do cliente. “Para nós é muito importante participar de ações como essa, em que o consumidor pode ter acesso aos serviços da Celpa em um mesmo lugar, e ainda com mais facilidades, como por exemplo, no momento de negociar. Além disso, ele terá acesso ao cadastro no Programa Tarifa Social, que concede até 65% de descontos na conta, terá informações sobre como fazer para economizar energia em casa e quais equipamentos são os “vilões” no consumo”, destaca o líder.

O atendimento será na Rua D, entre as Ruas 6 e 8, na porta do prédio da OAB, no horário de 8h às 12h.

A Diretoria da ANEEL aprovou nesta terça-feira (7/8), durante Reunião Pública, reajuste nas tarifas das Centrais Elétricas do Pará que atende 2,6 milhões de unidades consumidoras localizadas nos 144 municípios do estado do Pará. Os novos valores entram em vigor a partir de hoje (7/8). Os consumidores residenciais (classe B1) atendidos pela empresa terão reajuste de 11,78%.

Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais.

Confira abaixo os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores:

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

Mais informações sobre reajustes tarifários podem ser consultadas no endereço eletrônico www.aneel.gov.br, no link entendendo a tarifa.

 

 

 

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