Carajas o Jornal

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Dados do Ministério da Saúde revelaram que 19,3% da população das capitais brasileiras usam o celular enquanto dirigem. Isso significa que de cada cinco pessoas, uma afirmou que comete esse ato. A informação é do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2018, divulgada hoje (24). O ministério alertou ainda que os acidentes de trânsito são a segunda maior causa de mortes externas no país.

A pesquisa também mostrou que as pessoas com idades entre 25 e 34 anos (25%) e com maior escolaridade (26,1%), com 12 anos de estudo ou mais, são as que mais assumem esse comportamento de risco. Os motoristas com nível superior também são os que mais recebem multas por excesso de velocidade e que associam o consumo de bebida alcoólica e direção.

O Vigitel é uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde que, desde 2006, monitora diversos fatores de risco e proteção relacionados à saúde, incluindo a temática de trânsito nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal. Nesta edição foram entrevistadas por telefone 52.395 pessoas, maiores de 18 anos, entre fevereiro e dezembro de 2018.

 (Fonte: Agência Brasil)

Na última semana, o Hospital Yutaka Takeda (HYT), em Parauapebas (PA), gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, foi certificado com o selo “Green Kitchen” (Cozinha Verde), concedido pela Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente (Fupam), em reconhecimento às boas práticas adotadas na cozinha da Unidade.

No processo de avaliação a cozinha do HYT foi analisada em três áreas para receber a certificação: ambientação natural, alimentação saudável e sustentabilidade. A proposta do Programa é garantir aos usuários refeições puras, sem adição de substâncias que possam fazer mal ao organismo humano. Além disso, também são considerados a devolução mínima de resíduos sólidos ao meio ambiente e o desenvolvimento de projetos que valorizem o controle de insolação, iluminação natural e  ventilação renovada, utilizando materiais naturais, reciclados ou certificados.

A coordenadora de nutrição do HYT Tamiris Viegas, explicou que o selo Green Kitchen, veio após o trabalho desenvolvido pelo Serviço de Nutrição Dietética (SND), que diariamente oferece cardápios equilibrados e saudáveis, priorizando alimentos com valores nutricionais agregados e utilizando produtos industrializados de forma reduzida.

“A certificação brinda o esforço da equipe, incluindo processos de outras áreas do hospital, como por exemplo, Serviço de Higiene e Limpeza e Gestão de Infraestrutura, que por meio da interação de processos, nos auxiliou a evidenciar ações concretas em relação ao ar, água, alimentos, resíduos, ambientes de produção, além do atendimento e treinamento de pessoal”, declarou Tamiris. Ela ressalta ainda que na avaliação o Hospital Yutaka Takeda obteve pontuação acima da média para obtenção do certificado.

Contente e orgulhosa a profissional fez questão de parabenizar a equipe do SND pela conquista alcançada. “Isto reflete e atesta, principalmente, o padrão de qualidade aprimorado no sentido de buscar melhorias em conjunto”, frisou a coordenadora.

Quem também comemorou a conquista foi a auxiliar de cozinha do HYT Patriane Lima. “A sensação é de trabalho cumprido”, disse a profissional emocionada.

Entre as ações desenvolvidas no Hospital Yutaka Takeda que garantiram a certificação Green Kitchen, estão o uso de produtos de limpeza biodegradáveis, treinamento da equipe sobre temas relacionados a sustentabilidade e alimentação natural, separação de resíduos inorgânicos, entre outros. 

Segundo o diretor hospitalar do HYT, Marcos Silveira, esta conquista é de extrema importância, porque mostra o quanto a unidade se preocupa em estar fornecendo alimentações saudáveis para profissionais e usuários, além da preocupação com o meio ambiente. "Temos o dever de buscar as boas práticas nos processos e resultados da Instituição, com ações sustentáveis que visam melhorias na qualidade de vida das pessoas e ao meio em que vivemos", destacou Marcos.

O Hospital

O Hospital Yutaka Takeda tem como um dos seus princípios institucionais a responsabilidade ambiental. Por isso, sempre busca incentivar e praticar a consciência de cuidados com o meio ambiente e a vida. A unidade aplica treinamentos sobre a segregação de resíduos, realiza campanhas de incentivo à utilização racional dos recursos naturais, como água e energia, e promove a troca de copos descartáveis por canecas. Todo resíduo gerado na unidade é encaminhado para reciclagem. Além disso, a instituição não faz uso de dispositivos como termômetros a base de mercúrio.

A unidade ainda dispõe do projeto “Crescer”, que consiste em estimular à conscientização ambiental de usuários por meio da oferta de uma muda de árvore à família de cada bebê nascido no hospital.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 23 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.

 

 

A partir de hoje (24), mais de mil municípios, localizados em todo o país, além de dez Distritos Sanitários Especiais Indígenas, começarão a receber 1.975 profissionais selecionados para o Mais Médicos, durante o 18º ciclo do programa.

Segundo o Ministério da Saúde, o reforço beneficiará mais de 6 milhões de pessoas que vivem nas áreas mais vulneráveis do Brasil.

Algumas delas com histórica dificuldade de acesso, caso de localidades ribeirinhas, fluviais, quilombolas e indígenas.

Os profissionais selecionados terão até o dia 28 de junho para comparecer aos municípios e iniciar as atividades nas unidades de saúde.

Nesta primeira fase do 18º ciclo do programa, a seleção priorizou a participação de profissionais “formados e habilitados com registro do Conselho Regional de Medicina (CRM)”, preferencialmente “com perfil de atendimento para a Atenção Primária”.

 

Para tanto, o Ministério da Saúde estabeleceu “critérios de classificação, como títulos de Especialista e/ou Residência Médica em Medicina da Família e Comunidade”.

Para acessar a lista dos municípios contemplados pelo programa Mais Médicos, clique aqui.

 

(Agência Brasil)

Os últimos dias têm sido pródigos em exemplos de ataques à atividade mineradora, no âmbito judicial, por parte de comunidades indígenas, no sul do Pará. O alvo preferencial parece ser a mineradora Vale e suas subsidiárias. As diversas demandas, que alegadamente visam à proteção dos interesses dessas populações tradicionais, têm como efeitos colaterais o aumento da tensão e das incertezas sobre o futuro da região e, no limite, potencial para inviabilizar o próprio funcionamento de municípios.

A decisão de um desembargador federal da TRF-1, em Brasília, que ameaça pôr fim ao projeto Onça Puma, que extrai e beneficia níquel. Iniciado em 2011, Onça Puma, projeto tocado pela Vale, representa muito para cidades como Ourilândia do Norte, Tucumã e região. Sua paralisação total representa o fim de, pelo menos 1.000 empregos diretos, além de quase 3.000 empregos indiretos. Representa, também, uma redução de 2 milhões de reais por mês em impostos arrecadados por Ourilândia. Sem esse recurso, a prefeitura evidentemente vai demitir funcionários e pode ser obrigada a cortar investimentos em saúde e educação. Vive-se, no município, a antessala do caos.

Enquanto isso, em Marabá, índios Xikrins pedem na Justiça a suspensão dos projetos Salobo instalado no município, e S11D – que funciona em Canaã dos Carajás, ambos também de propriedade da Vale. Uma tentativa de conciliação, organizada pelo juiz federal que aprecia o caso, malogrou. A decisão do magistrado, divulgada na quarta-feira (19), felizmente, não atendeu ao pedido dos indígenas. Foram determinadas outras providências, mas, pelo menos por enquanto os dois projetos seguem funcionando.

Ao mesmo tempo, em manifestação pública, o presidente Jair Bolsonaro, decidiu reeditar decreto que remete ao Ministério da Agricultura a atribuição de demarcar terras indígenas, apesar da posição contrária do Congresso Nacional, que derrubou medida anterior com o mesmo objetivo. “Quem manda sou eu”, disse Bolsonaro. Há quem não acredite nisso. É de se perguntar: afinal de contas, quem se responsabilizará pelas demarcações de terras indígenas?

No meio dessa tremenda confusão formada por decisões judiciais e administrativas, a população e o setor produtivo do Sul do Pará ficam como reféns. Apesar da maioria compreender a necessidade em proteger áreas indígenas, não é aceitável que, em nome dessa proteção, o desenvolvimento de toda uma região seja comprometido.

A mineração responde por grande parte da economia do Sul do Pará. Ao longo de muitos anos, apesar dos óbvios impactos socioambientais, o saldo é claramente positivo. Os regramentos já estabelecidos visam eliminar a aparente contradição entre a extração mineral e a proteção ambiental.

Garantir que esses regramentos sejam respeitados, eis aí a missão dos poderes públicos

Mineração e Meio Ambiente

A floresta devastada dentro da reserva dos Caiapós no município de Ourilândia do Norte corresponde a mais de dois mil campos de futebol, a retirada de madeiras de lei como castanheira, e a contaminação dos rios Branco e Fresco por mercúrio, estão entre os principais ilícito ambiental em curso aos olhos da justiça.

Garimpo ilegal e a contaminação dos rios, Branco, Fresco e Xingu.

As comunidades indígenas e seus advogados tratam de acusar de crime ambiental a Vale, empresa que atua de forma legalizada na região. Talvez por ser mais fácil alcançar os objetivos que em tese fogem da preocupação ambiental

Curiosamente, indígenas e seus advogados não demonstram o mesmo empenho em combater a extração de minérios e madeira, de forma ilegal, em suas reservas. Não consta que estejam cobrando, com a ênfase devida, que haja fiscalização para coibir essas práticas criminosas.

Neste sentido, é preciso intensificar a fiscalização para impedir a extração ilegal, garantir que as contrapartidas financeiras e socioambientais sejam cumpridas pelas empresas e que os recursos arrecadados sejam destinados ao fomento de mais atividade econômica.

Não será com a interrupção das atividades mineradoras, por conta de supostos - e ainda não provados – danos e impactos à comunidade indígena, que haveremos de alcançar os necessários equilíbrio e harmonia capazes de nortear o desenvolvimento econômico da região.

Sim, senhores, minerar é preciso! preservar é possível. Que o Poder Judiciário julgue com equilíbrio e responsabilidade as demandas decorrentes de interesses indígenas eventualmente atingidos, mas que não se vergue apenas aos interesses de uma das partes e não se esqueça que esses interesses não podem comprometer a sobrevivência de centena de milhares de pessoas que vivem, produzem e pagam impostos – altíssimos, por sinal – em nossa região.

Responsabilidade, equilíbrio e Segurança jurídica, isso é tudo o que o setor produtivo do Sul do Pará espera e deseja do Poder Judiciário.

Em Brasília o prefeito de Ourilândia Romildo Veloso e o procurador da prefeitura Dr. Jackson Castro seguem a peregrinação que já dura meses nos corredores do judiciário, congresso e câmara dos deputado.

 

Nessa sexta feira (21) uma reunião na procuradoria geral da república com procuradores, advogados da vale e índios Xikrin, deixou quase que alinhavado um grande acordo entre as partes, ao destacar a importância da reunião, o prefeito Veloso agradeceu o procurador que conduziu a reunião e diz está otimista com os resultados, Veloso lamentou a ausência dos índios caiapó, lembrou também que na segunda feira (24) a partir das 9 horas da manhã uma nova reunião pode enfim celebrar um acordo que venha pôr fim a esse embate.

 

(Fonte: Expresso 279/ redação Amauri Junior)

 

 

"Vingadores: Ultimato", o segundo filme de maior bilheteira da história, voltará aos cinemas americanos com cenas inéditas no último final de semana deste mês, informaram nesta quarta-feira os portais Screen Rant e Comicbook.com.

O presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, confirmou que "Ultimato" voltará aos cinemas menos de dois meses depois da estreia oficial, com a intenção de se transformar no longa-metragem com maior arrecadação de todos os tempos.

"Ultimato" é o segundo filme de maior sucesso de bilheteira da história (sem levar em conta a inflação), com US$ 2,74 bilhões no mundo todo, mas não superou "Avatar" (2009), que ainda mantém o recorde, com US$ 2,78 bilhões.

Para tentar esse feito, o final de semana de 28 de junho parece o melhor momento, já que poderá evitar concorrer de forma direta com "Toy Story 4", que estreará amanhã e está sendo bastante aguardado pelo público.

A nova versão servirá também de aperitivo para "Homem-Aranha: Longe de Casa", que tem Tom Holland como protagonista e que deve ser lançado em 2 de julho.

"Vingadores: Ultimato" bateu o recorde de maior estreia da história, ao atingir US$ 1,22 bilhão logo no lançamento (incluindo final de semana, pré-estreias e dias seguintes).

Ao site Screen Rant, Feige deu pistas sobre as novas cenas. Depois dos créditos, haverá uma cena eliminada, um pequeno tributo e algumas surpresas", disse, que esclareceu que essa não é uma versão estendida do filme.

Não foi divulgado se a produção com cenas inéditas chegará ao Brasil.

 

Fonte: G1

A Operação Extract, uma ação de transferência, ocorrida na última sexta-feira (21), junto com outras ações ostensivas realizadas pela Superintendência do Sistema Prisional do Estado do Pará (Susipe) conseguiu evitar um ataque crítico, dentro e fora dos presídios, que estava sendo orquestrada pelo crime organizado para acontecer no último dia 20. Os alvos dos ataques seriam policiais militares e sociedade civil. Com a transferência de 30 presos de alta periculosidade para três presídios federais, o Pará tornou-se o estado com mais internos custodiados no sistema de segurança penitenciária federal. Ao todo são 54 presos. 
 
O tenente coronel Ricardo Batista, coordenador de operações especiais penitenciárias da Susipe e coordenador da operação explica que está é a segunda fase da operação, planejada estrategicamente para combater a criminalidade do estado. "A primeira fase ocorreu em abril, quando 13 internos foram transferidos e agora estamos fazendo a transferência de mais 30 presos, todos com perfil de organização criminosa, indicadores de violência e de liderança intramuros. Estamos fazendo a transferência para três unidades federais e finalizando o primeiro semestre com resultado positivo quanto a intenção de pacificar o cárcere paraense. É preciso trabalhar a transferência de criminosos porque não tem como afastar a ligação da violência com o cárcere. Temos elementos que apontam para isso. Além dos outros meios como armamento, viatura, valorização dos policiais, o ciclo de medidas no sistema carcerário também funcionam para pacificar a rua", pontua.   
 
Os internos do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará I, II e III (CRPP I, II e III) e Cadeia Pública de Jovens e Adultos (CPJA) foram conduzidos em comboio para a Ala 9 da Base Aérea de Belém. A operação contou com 12 viaturas do Batalhão de Choque da Polícia Militar, equipes do Batalhão da Polícia Penitenciária (BPOP) e Grupo de Pronto Emprego (GPE) da Polícia Civil, além de agentes prisionais da Susipe.    
 
Além da transferência, a Susipe desenvolveu ao longo da semana diversas ações ostensivas. Na segunda-feira (17), houve revista geral no Centro de Recuperação Penitenciário do Pará I (CRPP I) e Cadeia Pública de Jovens e Adultos (CPJA). Durante a ação foram encontrados dezenas de objetos ilícitos dentro das celas e um túnel de aproximadamente 30 metros de comprimento. Ações imediatas foram realizadas para o fechamento do túnel e Procedimentos Disciplinar Penitenciário (PDPs) foram abertos contra os presos das celas onde os materiais foram encontrados. 
 
Na quarta-feira (19), um treinamento foi realizado para testar o novo plano de ação estratégico para casos de crise prisional, como rebeliões em massa. Agora, por meio de uma central de monitoramento, pelotões que estejam de plantão nas ruas serão avisados em caso de crises e se deslocaram para a respectiva unidade prisional. Eles ajudaram a controlar a crise de dentro da casa penal. 
 
As ações também estão sendo intensificadas com a execução das novas portarias da Susipe, de alimentação e visitas. Entrou em vigor na última quinta-feira (20) as portarias que estabelecem novas regras para entrada de alimentos e visitas aos internos custodiados. Com elas, será garantida a maior segurança para os servidores penitenciários, visitantes e internos. Além disso, revistas intensas ocorrem periodicamente nas 48 casas penais.  
 
De acordo com o secretário Extraordinário para Assuntos Penitenciários, Jarbas Vasconcelos, após a descoberta de um plano dos presos contra sociedade civil e policiais militares, uma série de medidas foi tomada uma série de ações de movimentação, dentro e fora do presídio, identificando as lideranças envolvidas com esses ataques. "Cremos que nosso trabalho até agora teve êxito porque os ataques previstos para ocorrerem no dia de ontem (20) não ocorreram e hoje estamos transferindo 30 dos principais líderes nessa ação planejada, mais líderes envolvidos em crimes de todas as relevâncias no estado. Eles são envolvidos com execução de PMs, de concorrentes traficantes ou assaltantes de banco. Todos aqui tem um alto índice de periculosidade. São pessoas que acreditamos que ao transferir para o presídio federal repercutirá para a diminuição dos crimes violentos que ocorrem no estado do Pará nos últimos tempos", afirma.  
 
O governador do Estado do Pará, Helder Barbalho, afirma que esta está foi uma ação exitosa e que as investigações continuarão sendo realizadas, com execução de novos procedimentos, quando houver necessidade, em paralelo ao que é feito dentro das unidades. "Desde o início da semana tivemos a eliminação de armamentos que por ventura seriam utilizados. Estamos reforçando o processo de skanner dentro das casas penais para evitar a entrada de celulares nas casas penais. A limitação da entrada de alimentos por meio das novas portarias. Essas estratégias dificultam que os procedimentos sejam burlados e que alimentos ou objetos proibidos entrem no cárcere. Agentes da justiça paraense e da justiça federal evitam que crises e atentados ocorrem porque estamos agindo com prevenção", analisa.
 
 
 
Por: Vanessa Van Rooijen /

Nem tudo é o que parece ser. Essa máxima vale para muitas coisas, inclusive para a alimentação, já que diversos produtos que parecem ser saudáveis nem sempre o são.

Alguns exemplos clássicos são barras de cereal, cereais matinais, sucos prontos, pães de forma, mesmo os integrais, iogurtes (com exceção dos naturais), gelatina e peito de peru.

Presentes em vários cardápios, esses e tantos outros itens com "cara de nutritivos", na verdade, entram em uma categoria alimentar um tanto perigosa, a dos ultraprocessados, que, inclusive, nem existia até pouco tempo.

Ela só passou a ser efetivamente considerada em 2014, com a publicação da segunda edição do Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, e a adoção do sistema de classificação alimentar NOVA, elaborado pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), da Universidade de São Paulo (USP).

Este sistema agrupa os alimentos em quatro categorias, definidas de acordo com a extensão e o propósito do processamento industrial utilizado na sua produção. São elas: in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários, processados e ultra processados.

Antes disso, explica Maria Laura Louzada, pesquisadora do Nupens e professora do Departamento de Políticas Públicas e Saúde Coletiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os alimentos eram divididos segundo seu perfil de nutrientes (proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais).

A especialista conta que foi em 2009 que surgiu a proposta do agrupamento conforme o processamento industrial. "Isso se deu após analisarmos os dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde a década de 1970, para avaliar o consumo domiciliar da população", diz.

O que a entidade observou foi que a cada ano, as famílias brasileiras estavam comprando menos açúcar refinado, sal e óleo, mas, que, apesar disso, a composição nutricional do que era colocado no prato apontava aumento na quantidade destes elementos, considerados, até então, os grandes vilões da saúde e os responsáveis pelo aumento da obesidade e das doenças crônico-degenerativas, como infarto agudo do miocárdio e hipertensão arterial.

"Foi a partir disso que percebemos que o problema não era exatamente o açúcar, o sal e a gordura, mas sim o que estava sendo ingerido", pontua Maria Laura. "Constatamos que as pessoas estavam parando de preparar alimentos in natura e minimante processados e comprando mais os prontos para consumo", acrescenta.

A grande questão, ela pontua, é que esses produtos, em especial os ultraprocessados, contêm mais calorias e mais sal, açúcar e gordura, além de uma série de aditivos alimentares (reguladores de acidez, estabilizantes, espessantes, antioxidantes, realçadores de sabor, aromatizantes, corantes, conservantes, emulsificantes e fermentos químicos são alguns deles), que favorecem o consumo exagerado e provocam efeitos negativos no corpo e na saúde.

Paula Johns, diretora executiva da organização ACT Promoção da Saúde, comenta que, no caso exclusivo dos ultraprocessados, o conjunto de evidências em relação aos seus malefícios já é bem robusto.

"Esses alimentos, que, aliás, nem deveriam ser chamados de alimentos, mas sim de produtos comestíveis ultraprocessados, não contém nenhum nutriente, não saciam e ainda nos fazem querer comer cada vez mais", afirma.

Classificação dos alimentos

Os alimentos considerados in natura são aqueles obtidos diretamente de plantas (frutas, legumes, verduras, raízes e tubérculos) ou animais (ovos) e adquiridos para o consumo sem que tenham sofrido alterações após deixarem a natureza.

Já os minimamente processados são os in natura submetidos a pequenos processos, como limpeza, remoção de partes não comestíveis ou indesejáveis, refrigeração, secagem, embalagem, pasteurização, congelamento, moagem e fermentação, mas sem que sejam adicionados sal, açúcar, óleos, gorduras ou outras substâncias.

Entram na lista grãos e cereais (arroz, feijão, milho, grão de bico, lentilha, trigo e aveia são alguns), oleoginosas (castanhas e nozes, por exemplo), leite, massas, farinhas, carne, ervas, chá e café.

De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, esses alimentos "são a base para uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente apropriada e promotora de um sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustentável".

Ingredientes culinários

Nesta categoria estão inclusos óleos vegetais, gorduras, sal e açúcar, extraídos de alimentos in natura ou da natureza por processos como prensagem, moagem, trituração, pulverização e refino, e responsáveis por diversificar e tornar a alimentação mais saborosa, sem que fique nutricionalmente desbalanceada.

Alguns exemplos de óleos vegetais são os de soja, milho, girassol e oliva; de gordura, manteiga, banha de porco e gordura de coco; açúcar, branco, demerara ou mascavo, e sal (refinado ou grosso).

Vale destacar que estes itens devem ser usados em pequenas quantidades para temperar e cozinhar alimentos e criar preparações culinárias com base nos alimentos in natura ou minimamente processados.

Alimentos processados

Quando um alimento in natura ou minimamente processado recebe adição de sal, açúcar ou outra substância de uso culinário, para torná-lo durável e mais agradável ao paladar, ele passa a ser considerado processado.

Segundo o Ministério da Saúde e o Nupens, este tipo de produto é derivado diretamente de alimentos, sendo reconhecido como versão modificada, e usualmente é consumido como parte ou acompanhamento de preparações culinárias feitas com base em alimentos minimamente processados - caso do queijo acrescentando ao macarrão e das carnes salgadas ao feijão.

Macarrão à bolonhesa com queijo ralado — Foto: Camilla Resende/G1

Macarrão à bolonhesa com queijo ralado

Alguns exemplos são cenoura, pepino, ervilhas, palmito, cebola, couve-flor preservados em salmoura ou em solução de sal e vinagre; extrato ou concentrado de tomate (com sal e ou açúcar); frutas em calda e frutas cristalizadas; carne seca e toucinho; sardinha e atum enlatados; queijos e pães feitos de farinha de trigo, leveduras, água e sal.

As entidades comentam que as técnicas de processamento se assemelham às culinárias, podendo incluir cozimento, secagem, fermentação, acondicionamento em latas ou vidros e uso de métodos de preservação, como salga, salmoura, cura e defumação. E elas recomendam que se limite a ingestão destes alimentos, pois os ingredientes e os métodos usados na fabricação alteram de modo desfavorável a composição nutricional.

Alimentos ultraprocessados

O termo ultraprocessado é usado para caracterizar formulações produzidas com muitos elementos, incluindo sal, açúcar, óleos, gorduras e substâncias de uso exclusivamente industrial, como proteínas de soja e do leite e extratos de carnes, e que passam por várias etapas de processamento.

Essas formulações também costumam utilizar substâncias sintetizadas em laboratório a partir de alimentos e de outras fontes orgânicas, como petróleo e carvão - muitas delas atuam como aditivos, cuja função é estender a duração ou dotar o produto de cor, sabor, aroma e textura para torná-lo mais atraente.

Uma dica para saber se o alimento faz parte deste grupo é consultar a lista de ingredientes no rótulo. Os principais indicativos são: número elevado de ingredientes (cinco ou mais), com nomes pouco familiares e que não são usados nas preparações culinárias, como gordura vegetal hidrogenada, óleos interesterificados e xarope de frutose.

Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda evitar alimentos como o hambúrger, por conta da composição nutricional desbalanceada — Foto: Ricardo D'Angelo/Divulgação

Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda evitar alimentos como o hambúrger, por conta da composição nutricional desbalanceada

Entram nessa categoria uma série de itens: biscoitos, sorvetes, balas e guloseimas em geral, cereais açucarados, bolos e misturas para bolo, barras de cereal, sopas, macarrão e temperos instantâneos, molhos, salgadinhos de pacote, refrescos e refrigerantes, bebidas lácteas e iogurte adoçados e aromatizados, energéticos, produtos congelados e prontos para aquecimento, extratos de carne de frango ou peixe empanados do tipo nuggets, salsichas e outros embutidos, pães de forma e pães para hambúrguer e cachorro quente.

O Guia Alimentar para a População Brasileira indica que se evite esses alimentos por conta da composição nutricional desbalanceada, características que os ligam a ingestão excessiva de calorias e o impacto que as formas de produção, distribuição, comercialização e consumo têm sobre a cultura, a vida social e o meio ambiente.

O documento ainda destaca que "o problema principal com alimentos ultraprocessados reformulados é o risco de serem vistos como produtos saudáveis, cujo consumo não precisaria mais ser limitado". Isso porque a publicidade explora suas alegadas vantagens diante dos alimentos regulares, como "menos calorias" e "adição de vitaminas e minerais".

Riscos dos alimentos ultraprocessados

Com o aumento no consumo dos alimentos ultraprocessados em todo mundo - só no Brasil, entre 1996 e 2009, segundo o Nupens, a participação na dieta da população subiu de 18,7% para 30% -, vários estudos têm sido realizados para identificar seus reais riscos para a saúde.

Dentre os mais recentes está um publicado em maio deste ano pela Universidade de Navarra, da Espanha. Realizado com 19.899 voluntários, acompanhados durante 15 anos (de 1999 a 2014), ele constatou que consumir mais de quatro porções diárias de alimentos ultraprocessados está associado a uma chance 62% maior de todas as causas de mortalidade, e que a cada porção adicional, esse índice sobe mais 18%.

Outra pesquisa divulgada no mesmo mês, esta pelo National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos, mostrou a relação entre o consumo deste tipo de alimento e a maior ingestão calórica e ao ganho de peso.

Para isso, cientistas da entidade avaliaram 20 pessoas durante quatro semanas. No período, elas foram submetidas a dois tipos de dietas, ultraprocessada e não processada, ambas com quantidades iguais de nutrientes.

Ao final da experiência, a conclusão foi de que o grupo da dieta ultraprocessada consumiu 508 calorias a mais por dia em comparação com o da dieta não processada e ganhou quase 1 quilo em 15 dias.

Por fim, um trabalho da Universidade de Paris, na França, reforçou a ligação entre a ingestão de ultraprocessados com o risco elevado de desenvolver doenças cardiovasculares.

Após acompanhar 105.159 indivíduos durante cinco anos, os pesquisadores verificaram que uma participação de apenas 10% desses alimentos na dieta aumenta em 12% a chance de infarto e em 11% a de acidente vascular cerebral (AVC).

 

Fonte: G1

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta semana um pedido de liberdade apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O julgamento está previsto para esta terça-feira(25) e é o 12º item da pauta.

O pedido de liberdade, apresentado em 2018, é um habeas corpus em que a defesa de Lula aponta a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça, e questiona a atuação dele no processo em que o ex-presidente foi condenado.

O caso começou a ser julgado no ano passado, e dois ministros da Segunda Turma já votaram contra conceder liberdade a Lula: Luiz Edson Fachin e Cármen Lúcia.

Terceiro a votar na ocasião, o ministro Gilmar Mendes pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o pedido. Gilmar liberou o caso para julgamento no último dia 10. Além do ministro, deverão votar Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

A defesa de Lula apresentou o pedido quando Sérgio Moro aceitou o convite do então presidente eleito Jair Bolsonaro para comandar o Ministério da Justiça.

Sérgio Moro era juiz e atuava na 13ª Vara Federal de Curitiba (PR). Como magistrado, foi o responsável pela condenação de Lula em 2017 no caso do triplex em Guarujá (SP).

Como teve a condenação confirmada em segunda instância, em 2018, Lula foi preso em abril do ano passado e levado para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde está desde então.

Em abril deste ano, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisou um recurso da defesa de Lula e também manteve a condenação do ex-presidente, mas reduziu a pena.

Parecer da PGR

Na semana passada, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou um parecer ao STF no qual se manifestou contrariamente ao pedido apresentado pela defesa de Lula.

Raquel Dodge argumentou que as recentes mensagens atribuídas a Moro e a procuradores da Lava Jato, reveladas pelo site The Intercept, não podem ser consideradas pelo STF porque não foram apresentadas às autoridades para que a "integridade" do conteúdo possa ser aferida.

Segundo o site, as mensagens mostram que Moro, ainda como juiz, orientou a atuação da força-tarefa da Lava Jato, o que o ministro da Justiça e o Ministério Público negam.

"Estas circunstâncias jurídicas têm elevado o grau de incerteza neste momento processual, que impede seu uso com evidência a corroborar a alegação de suspeição feita pela defesa do paciente neste autos", argumentou a PGR.

Após a manifestação da procuradora, a defesa de Lula divulgou uma nota afirmando que o habeas corpus foi apresentado em 2018 e não é amparado nas notícias do The Intercept. Conforme os advogados, o pedido tem como base "fatos graves" que envolvem o julgamento.

"Em 13/06/2019 fizemos apenas o registro nos autos daquele habeas corpus de que as reportagens publicadas pelo 'The Intercept' a partir de 09/06/2019, cujo conteúdo é público e notório".

Conforme a defesa de Lula, o ex-presidente não teve direito a um julgamento "justo, imparcial e independente" e, por isso, o processo deve ser anulado.

Outros assuntos da semana

Saiba outros assuntos da semana:

Previdência: O relator da proposta, Samuel Moreira (PSDB-SP), pode apresentar nesta semana um voto complementar. Segundo a colunista do G1 Andréia Sadi, a expectativa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é que a proposta seja votada na comissão especial também nesta semana. O presidente Jair Bolsonaro já disse que, se atrasar a votação em uma semana, "não tem problema".

Marco legal das agências reguladoras: Termina nesta semana o prazo para o presidente Jair Bolsonaro sancionar o novo marco legal. No fim de semana, indagou em uma entrevista se há uma tentativa no Congresso de transformá-lo na "rainha da Inglaterra".

 

Fonte: G1

O Ministério da Saúde confirmou 596,38 mil casos de dengue neste ano, até o dia 10 de junho. O número de casos prováveis da doença, ou seja, ainda não confirmados, é ainda maior: 1,127 milhão. Em relação a 2018, houve um salto nos casos de dengue no país. No mesmo período do ano passado, eram 173,63 mil casos prováveis.

Também o número de mortes por dengue neste ano é mais do que o dobro de 2018. Até aqui, foram registradas 366 mortes, ante 139 no mesmo período do ano passado.

"Observa-se aumento da taxa de letalidade no grupo de faixa etária acima de 60 anos, o que corresponde a 51,3 % (188) do total de óbitos do país", diz o ministério, no boletim epidemiológico da Semana 23.

O aumento de casos da dengue tem sido especialmente visível nos estados de Minas Gerais e São Paulo nas últimas semanas. Da Semana 13 até a 23, esses dois estados corresponderam, juntos, a 96,5% do total de casos observados no Brasil (774,28 mil) dentro do período.

Chikungunya e zika

Em 2019, até 10 de junho foram registrados 65,83 mil casos prováveis de chikungunya no país. Além disso, houve 15 mortes (1 na Bahia, 13 no Rio de Janeiro e 1 no Distrito Federal).

No mesmo período, foram 6,53 mil casos prováveis de zika registrados pelo ministério, ante 5,09 mil casos no mesmo intervalo de 2018. Não há mortes confirmadas por zika.

Entre as gestantes, houve 1,68 mil casos prováveis, dos quais 299 foram confirmados: 39,4 % (118) dos casos confirmados foram registrados no Rio de Janeiro, seguido do Espírito Santo com 16,7 % (50), Minas Gerais com 8,3 % (25), Alagoas com 6,3% (19), Mato Grosso do Sul com 4,0% (12), Paraíba com 3,6% (11) e Mato Grosso com 3,3% (10).

 

Fonte: G1

Uma jovem de 20 anos deu à luz após procurar a Unidade Pré-Hospitalar (UPH) da Zona Oeste de Sorocaba (SP) com dores abdominais. Segundo o hospital, a gestante não sabia da gravidez. O caso aconteceu na manhã de sábado (22).

De acordo com a prefeitura, responsável pela administração da UPH, a jovem chegou à unidade alegando dores abdominais e na lombar há um dia. Sem saber que era gestante, a equipe a encaminhou para a sala de medicação e solicitou exames laboratoriais.

Durante a medicação, a paciente começou a ter contrações. A mãe da gestante negou a gravidez da filha ou o atraso menstrual, mas com o uso de um aparelho sonar fetal a gestação foi confirmada.

Ainda segundo a prefeitura, a jovem foi encaminhada para a ala de emergência e o parto normal foi feito. A mãe e o menino foram encaminhados para a maternidade do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS).

 

Fonte: G1

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