Não jogue as bandeirinhas da Copa fora. Ajude a não sujar a cidade Destaque

Não jogue as bandeirinhas da Copa fora. Ajude a não sujar a cidade Bandeirinhas plásticas colorem avenida durante o período da copa (Foto: Diário do Pará/Arquivo)

A grande quantidade de bandeirinhas plásticas que enfeitam ruas e avenidas da cidade em razão da Copa do Mundo pode ter um destino bem melhor que o lixo. Reaproveitar o material através da reciclagem é preciso.

Na busca de uma orientação sobre como fazer isso, o DOL ouviu Patrícia Gonçalves, da ONG Noolhar, que há tempos realiza trabalhos para o desenvolvimento sustentável.

Segundo Patrícia, o primeiro e mais recomendado passo é pensar na reciclagem, considerando que o simples abandono do plástico pode aumentar ainda mais a poluição e causar problemas às redes elétrica e de esgoto e a natureza de uma forma em geral.

"Pode ser destinado para reciclagem. Na maioria das vezes é deixado e acaba provocando acidentes em contato com os fios e com o vento. Também se soltam e acabam entupindo bueiros ou o vento leva para os canais e rios", disse.

Estudos científicos provaram que o plástico leva até 450 anos para se decompor e desaparecer da natureza. Já o nylon, tipo de fio muito usado para fazer a amarração das bandeiras, aproximadamente três décadas.

COOPERATIVAS

As cooperativas de reciclagem são apontadas por Patrícia como as principais entidades a quem as bandeiras devem ser entregues.

 

"Importante fazer essa retirada, armazenar e entregar para cooperativa. Depois de recolhidas essas bandeiras não devem ficar soltas em calçadas. Muitas vezes esse descarte vira efeito cascata e inicia pequenos locais de acúmulo de lixo", salientou.

O processo de reciclagem é a transformação em outros produtos o que pode alimentar o nascimento de uma indústria capaz de transformar o que iria para o lixo em objetos para o dia a dia.

ONDE DOAR

Após a derrota do Brasil na Copa do Mundo, as comunidades que queiram fazer a retirada do material para posterior doação às cooperativas de reciclagem em Belém podem entrar em contato com a própria Ong NoOlhar através do telefone (91) 98490-0880 que se disponibiliza para indicar os locais adequados.

(Reportagem de Kleberson Santos/DOL)

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