MDB diz que governo Temer não foi ‘tão longe’ por ‘desorganização’ da política

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Documento elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães foi divulgado na primeira reunião da cúpula do partido após as eleições de outubro.

 

O MDB lançou nesta quarta-feira (7) documento em que afirma que o governo Michel Temer não foi “tão longe” quanto pretendia em razão da “desorganização do sistema político” e de “certas intervenções do sistema judicial”.

Elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao partido, o documento foi divulgado em reunião da cúpula da legenda em Brasília após as eleições de outubro.

“Evitamos o abismo para onde caminhávamos e iniciamos a reversão da trajetória da economia. Este é um legado que pertence à nação e que não pode ser desperdiçado. Não fomos tão longe quanto pretendíamos. A desorganização do sistema político e certas intervenções do sistema judicial interromperam os esforços de reforma do Estado que estavam em curso, especialmente a Reforma da Previdência”, diz trecho do documento.

Em maio de 2017, uma comissão especial da Câmara aprovou proposta com mudanças nas regras da Previdência e havia uma articulação para tentar conquistar apoio para aprová-la no plenário.

Naquele mesmo mês, porém, veio à tona a delação feita pela empresa JBS, que embasou duas denúncias contra Temer por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

O foco da Câmara, então, se voltou à discussão e votação das denúncias, que acabaram barradas pelos deputados. Apesar dos esforços, o governo não conseguiu reunir votos suficientes nem dentro da base aliada.

Durante o encontro, o presidente do MDB, senador Romero Jucá (RR), fez críticas à delação, que, segundo ele, "mudou o eixo da politica e da ação do governo, e os partidos aliados se aproveitaram disso".

Batizado de “O Caminho para o Futuro”, o documento faz um balanço das medidas adotadas durante o governo Temer e defende que o novo governo, do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), aprove a reforma da Previdência e mantenha o teto de gastos públicos.

“Para tal não há outro caminho a não ser que se aprovem mudanças legais e constitucionais que alterem substancialmente as regras dos sistemas de previdência e interrompam o aumento das despesas com pessoal”, afirma o texto.

Diz ainda que o Brasil hoje não é mais uma economia em recessão e que o novo governo receberá "um país com condições para crescer", embora reconheça que "a tarefa" para recuperar os empregos perdidos e criar novos é "gigantesca".

 

Fonte: G1

 
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