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Suicídio: Assunto sério para debater Destaque

Você já se deparou com uma notícia de suicídio e não conseguiu entender o motivo de alguma pessoa ter feito aquilo? Se o ato do suicídio parece violento para quem está observando de fora, imagine a intensidade e o desespero interno de quem tomou a atitude.

Em busca de entender melhor sobre o assunto preocupante, a equipe de reportagem do Carajás o Jornal conversou com um profissional da área da saúde e um líder religioso, para esclarecer algumas dúvidas.

Segundo o diácono Fabricio Rodrigues, o assunto não é muito comentado pela sociedade, que prefere não dar muita importância. “A primeira coisa a ser contada é que o tema referente ao suicídio é um assunto pouco abordado na atualidade”, disse o diácono, acrescentando ainda, que o ser humano tem o costume de colocar a culpa do que é bom ou ruim em Deus, como se ele estivesse atuando em tudo.

Durante a entrevista com a equipe de reportagem o diácono ressaltou que a presença de comentários quando acontece algo relacionado ao suicídio “Ele não tinha Deus”, “Isso é coisa do demônio”, entre outros, não são corretos. “Deus atua na vida das pessoas, porém as realidades humanas influenciam, como por exemplo, um homem chega em casa bêbado e agride sua esposa. Alguns poderão dizer que foi ação do demônio, porém isso foi a atuação do homem que fez aquilo. A ausência de Deus não leva diretamente ao suicídio”, comentou Fabricio, complementando que se a falta de Deus na vida nas pessoas fosse um dos motivos do suicídio, pessoas de dentro da igreja não cometeriam o ato.

“90% das pessoas que cometem suicídios elas foram ou poderiam ser diagnosticada com algum tipo de transtorno psiquiatra, a muitos que olham apenas para o lado religioso do homem, ele ainda tem seu lado social, biológico, devemos olhar sempre com sua plenitude por completo”, concluiu o Diácono.

A equipe de reportagem do Portal Carajás o Jornal conversou ainda com o psicólogo Dr. Fabiano Marinho, que explicou como se deve ajudar as pessoas que pensam em cometer o ato. “É importante entender que uma pessoa que comete o suicídio está passando por uma aflição muito grande, onde na maioria dos casos a pessoa não compartilha com ninguém e esse sofrimento vai crescendo com intensidade. Como ela não consegue encontrar solução para o problema, pensa que não vai conseguir se recuperar”, disse Dr. Fabiano.

De acordo com a fala do psicólogo, quando a pessoa se encontra nesta situação imagina que a única solução é cometer o suicídio. “É um ato estremo que é muito triste e surpreende a todos. A depressão se encontra presente no meio disso, porém ela fica oculta. Às vezes convivemos com a pessoa, ela sorri demostra ser comunicativa por fora, porém por dentro ela está sofrendo, triste, angustiada. Isso é o que mais preocupa”, comentou Fabiano.

Com relação aos comentários que surgem nas redes sociais relacionados ao suicídio o psicólogo deixou seu posicionamento diante do fato. “As pessoas concluem que a vítima não tinha Deus em sua vida, não é por aí. São duas situações que observo é que a pessoa tinha um problema e não pediu ajuda, nem para os amigos e nem a Deus. Diante disso, não devemos jugar as pessoas com falas que são desrespeitosas”, compartilhou o psicólogo.

Ao final da entrevista, Dr. Fabiano explica que é importante que as pessoas busquem ajudar o próximo, conversar, tirar um tempo para perguntar se tudo está bem, pois simples gestos ajudam as pessoas com pensamentos suicidas a mudarem de ideia.  

 

Estatísticas

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a cada ano, aproximadamente 800 mil pessoas tiram a própria. Cada suicídio é uma tragédia que afeta famílias, comunidades e países inteiros e tem efeitos duradouros sobre as pessoas deixadas para trás. O suicídio ocorre durante todo o curso de vida e foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo no ano de 2015.

O suicídio não ocorre apenas em países de alta renda, sendo um fenômeno em todas as regiões do mundo. Na verdade, 78% dos suicídios ocorreram em países de baixa e média renda em 2015. Trata-se de um grave problema de saúde pública; no entanto, os suicídios podem ser evitados em tempo oportuno, com base em evidências e com intervenções de baixo custo. Para uma efetiva prevenção, as respostas nacionais necessitam de uma ampla estratégia multisetorial.

 

Segundo o diácono Fabricio Rodrigues, o assunto não é muito comentado pela sociedade.

 

 

 

Reportagem: Jussara Alves

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