Pará profissional contribui para qualificação em todo o Estado

Cerca de 3 mil pessoas foram qualificadas em um pouco mais de um ano pelo Pará Profissional, programa do Governo do Pará que oferta educação profissional e tecnológica nos setores de indústria, comércio e serviços, turismo e rural, para consolidar e ampliar as cadeias produtivas prioritárias para o desenvolvimento do Estado.

O programa que tem em seu portfólio mais de 100 cursos, realizou de novembro de 2016 ao final de 2017, 141 cursos, sendo 55 iniciados em 2016 e outros 86 em 2017, formando 2.980 pessoas, desde jovens até idosos, que puderam ingressar no mercado de trabalho após as qualificações.

De acordo com Luis Blasques, diretor de educação profissional e tecnologia da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet), os cursos do Pará Profissional têm uma característica muito peculiar. “Cada uma das qualificações e cada pessoa qualificada é fruto de uma formação que surgiu após uma demanda real dos municípios paraenses. Nós visitamos municípios, conversamos com as pessoas ou somos procurados por empresas e indústrias para sabermos do que estão precisando, que tipo de profissional não existe no mercado ou precisa de qualificação, para então realizarmos os cursos”, explicou.

Ele informa que essa dinâmica dá um resultado muito melhor. “Não temos um cardápio de curso, eles são criados e realizados por demanda, onde há ou haverá vagas de emprego, assim, a possibilidade de um cidadão encerrar o curso do Pará Profissional e conquistar uma vaga no mercado de trabalho é muito maior”, complementou Luis Blasques.

Um dos exemplos mais recentes é a realização do curso técnico “Açúcar e Álcool” no município de Ulianópolis. Iniciado em novembro de 2016 e com previsão de término para junho de 2018, ele atende uma demanda por mão de obra no setor de produção sucroalcooleira no município, onde inclusive foi assinado um convênio entre Sectet e uma empresa agrícola interessada, que disponibilizou a infraestrutura necessária para a realização das atividades práticas do curso. “Nesse caso temos um exemplo claro do que é o Programa. A empresa trouxe a demanda, fizemos os estudos de viabilidade, implantamos o curso. Hoje alguns alunos em formação foram empregados e já estão trabalhando formalmente na área, isso garante não só o emprego, mas a melhoria da qualidade de vida de famílias inteiras. São esses avanços que nós buscamos sempre”, festejou o diretor de educação profissional da Sectet.

Para 2018 já está prevista a execução de diversos cursos, que alcançarão outras 1.860 vagas, com resultados previstos para início do ano e término ainda no primeiro semestre. Um dos exemplos será o curso de Indústria Têxtil, que acontecerá em Castanhal, no nordeste do Estado, e que atenderá uma grande demanda do setor no município.

Estes números de 2016 e 2017, somados aos previstos para 2018, apontam para um total de mais de 5 mil pessoas qualificadas pelo Programa Pará Profissional.

Um dos exemplos é o artesão Orlando Serra, morador do bairro do Curió-Utinga, em Belém, ele fez o curso profissionalizante de Gestão Ambiental, uma parceria do Pará Profissional com o Núcleo de Articulação e Cidadania do Governo do Pará (NAC) e hoje conseguiu aprimorar o trabalho que já realizava reaproveitando pneus.

“Aprendi muito sobre o uso de resíduos sólidos, inseri outros tipos de material no trabalho que já realizava com a fabricação de objetos confeccionados a partir do pneu, como por exemplo, restos de madeira. Hoje produzo materiais de melhor qualidade, maior durabilidade e rentáveis, o que tem dado maior visibilidade ao meu trabalho, ampliando as minhas vendas”, contou o artesão.

Para ele, participar de um curso de formação, além de trazer a certificação que referenda ainda mais o seu trabalho, dá algo ainda mais importante: autoestima. “As vezes a gente desanima, pensa em parar, mas com a melhoria do trabalho, da qualidade do que produzimos e o conhecimento, faz com que tudo mude e é isso que o Pará Profissional faz, dá oportunidade e resgata a autoestima das pessoas”, finalizou Orlando Serra.

 

Não temos um cardápio de curso“Não temos um cardápio de curso, eles são criados e realizados por demanda, onde há ou haverá vagas de emprego, explicou o diretor de educação profissional da Sectet, Luis Blasques

 

O artesão Orlando Serra fez o curso profissionalizante de GestãoO artesão Orlando Serra fez o curso profissionalizante de Gestão Ambiental. Hoje utiliza outros materiais em objetos confeccionados com pneus.

 

Fonte: Agência Pará - Por Heloá Canali

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