Um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostra 62,4 milhões de brasileiros estavam com as contas em atraso em setembro. Apesar de a taxa ter se mantido estável na comparação mensal, a pesquisa aponta que o número de inadimplentes aumentou 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

O aumento mais acentuado da inadimplência acontece entre a população mais velha. O número de idosos negativados, na faixa entre os 65 e 84 anos, cresceu 10% em relação ao mesmo período no ano passado. A estimativa é que 5,4 milhões de idosos estejam inadimplentes.

Na faixa entre 50 e 64 anos também houve aumento no número de negativados em relação ao ano passado (6,2%), e hoje totalizam 12,9 milhões. Na população entre 40 e 49 anos, o crescimento foi de 4,9%, com 14 milhões de inadimplentes. Os dados apontam ainda que a maior parte dos inadimplentes permanece na faixa dos 30 aos 39 anos, que caracterizam a metade dos brasileiros endividados. O número de jovens entre 25 e 29 anos com o nome sujo soma hoje 4,4 milhões.

Quase metade da população adulta da região Norte está com o nome sujo, somando 5,8 milhões de inadimplentes. Em seguida está o Nordeste, com 17,2 milhões (42% da população); Centro-Oeste, com 5 milhões (42,3%); Sudeste, com 27 milhões (39,1%); e Sul, com 8,4 milhões (37,2%).

Segundo o SPC Brasil, o desemprego e a baixa renda ainda prejudicam o orçamento e a capacidade de pagamento dos consumidores, e que esse quadro só deverá ser revertido com a melhora no mercado de trabalho e uma recuperação econômica vigorosa.

O indicador de inadimplência do consumidor é apurado com de acordo com as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil e o CNDL têm acesso. As informações referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. 

(Agência Brasil)

 

A produção de petróleo vai atingir 5,5 milhões de barris por dia em 2027, segundo estimativa do diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, apresentada no 49º Congresso Brasileiro de Geologia, no Centro de Convenções SulAmérica.

Durante a palestra A retomada da indústria de petróleo e gás no Brasil, ele revelou que estudos realizados pela empresa Shell indicam que na mesma época o Brasil terá condição de exportar de 6 milhões a 7 milhões de barris por dia de petróleo, o que mostra uma produção superior a estimada por ele. “Eu falo que a produção estará em 5,5 milhões, e dizem que sou otimista, e essas companhias fazem estudos e sabem o potencial brasileiro. Nós precisamos ter a capacidade de ter gestão suficiente para fazer isso acontecer”.

Pelos números de junho deste ano, a produção de petróleo no Brasil atingiu 2,6 milhões de barris por dia (bpd), enquanto o gás alcançou 115 milhões de m³/d no mesmo mês.

Na visão do diretor da ANP, um dos desafios do setor para os próximos anos é acelerar os investimentos, além de maximizar a produção e a recuperação dos reservatórios, e atrair os investidores corretos para cada ambiente. Oddone lembrou que o setor tem como característica projetos de longo prazo, que requerem maiores volumes de recursos. A média histórica entre a assinatura de contrato de exploração e o início da produção é de 8 anos no mar e de 6 anos na terra. “É por isso que a retomada não vai ser tão rápida”, explicou, estimando a retomada para o fim de 2019 ou início de 2020.

Segundo Oddone, para a área do pré-sal os players corretos são as grandes empresas. Já na área offshore convencional além de grandes empresas, devem ser incluídos os especialistas em exploração e operadores de campos maduros, enquanto na área onshore os investidores devem estar entre pequenas e médias empresas.

Licitação

O diretor-geral da ANP lembrou que no dia 28 de setembro a agência reguladora vai realizar a 5ª Rodada de Licitações de Partilha de Produção no polígono do pré-sal, quando serão ofertados os blocos de Saturno, Titã e Pau-Brasil, na Bacia de Santos, e Sudoeste de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos. A Petrobras demonstrou interesse apenas em atuar como operadora em Tartaruga Verde, o que deixará para os outros interessados a disputa de participação em 70% da área.

As empresas têm até a próxima segunda-feira (27) para entregar os documentos de manifestação de interesse e de qualificação e pagar a taxa de participação. O prazo para a entrega das garantias de oferta será até 13 de setembro. Os contratos dos vencedores serão assinados até 26 de novembro deste ano. Na modalidade de partilha, são consideradas vencedoras as propostas que oferecerem o maior percentual de óleo para a União.

Das quatro áreas, duas vão ser ofertadas em sistema de concessão, que em função de uma decisão do TCU foram incluídas nessa rodada adicional, não prevista inicialmente. As outras duas já tinham sido ofertadas ano passado e voltam agora. “A gente vai ter um leilão muito positivo, como tem tido no pré-sal, desde que a gente começou a leiloar os ativos do pré-sal. Essa rodada em 28 de setembro vai ser mais uma demonstração de que a indústria olha no longo prazo e que o Brasil, para esse ripo de investimento, continua atraente no longo prazo”, disse.

Oddone informou que a ANP está realizando estudos, que devem estar concluídos até setembro, para acelerar a produção nos campos maduros. “É um trabalho interno que a ANP está fazendo e tem como objetivo identificar medidas que possamos tomar dentro do campo regulatório, com ações que possamos recomendar ao Cade ou ao Conselho Nacional de Política Energética para acelerar a produção nos campos maduros do Brasil. A gente deve ter isso pronto até setembro para apresentar os resultados em outubro”.

Centro de pesquisa

Oddone anunciou que a agência, a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e a Petrobras estão desenvolvendo um projeto para a criação de um Centro de Pesquisas de Rochas e Fluídos, que vai armazenar o material obtido na área do pré-sal, possivelmente, no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, para se juntar a outros centros de pesquisas do local.

“Transformando aquela região, efetivamente, em um polo de pesquisas na párea de óleo e gás, que já é relevante e também com armazenagem de rochas no Centro da CPRM na Bahia e Manaus. Com isso a gente vai dar ao serviço geológico brasileiro um grau de sofisticação aos três maiores do mundo, que são o do Canadá, dos Estados Unidos e da Austrália. Não existe nada no país nesse nível. É absolutamente revolucionário”, disse.

Para o presidente do Núcleo RJ da Sociedade Brasileira de Geologia e da Comissão Organizadora do Congresso, professor Hernani Aquini Fernandes Chaves, a criação do centro de pesquisa vai ser importante para evitar a perda de informações sobre as rochas. “Nós estudamos o subsolo através da sísmica e de outros métodos, mas só as rochas que se coletam nos poços é que nos contam a verdade geológica. É daí que a gente faz toda a extrapolação para interpretar a situação de deposição, se a rocha é geradora de petróleo, onde o petróleo migrou. Essas rochas são fundamentais para o conhecimento”, disse o geólogo.

(Fonte: Agência Brasil)

 

O dólar norte-americano atingiu, no fechamento de hoje (21), o valor de R$ 4,049, mais alta cotação 18 de fevereiro de 2016. A alta de 2,01% nesta terça-feira foi a quinta consecutiva, com o dólar acumulando valorização de 4,40% no período.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), encerrou o pregão em baixa de 1,5%, com 75.180 pontos, representando o menor patamar desde 11 de julho. Os papéis de grandes empresas contribuíram para a queda, com as ações da Petrobras caindo 3,49%, e as dio Itaú, 1,20%.

Segundo consultores ouvidos pela agência de notícias espanhola EFE, desde 13 de agosto, o dólar teve valorização de 3,66%.

A desvalorização do real coincidiu com a divulgação de novas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República ontem (20) e com a indefinição do cenário político a dois meses do pleito.

O analista Rafael Omati, da consultora Guide Investimento, afirmou que o mercado teme a liderança de candidatos considerados menos comprometidos com a reforma tributária.

(Fonte: Agência Brasil)

Com a defesa do corte de gastos, aumento de investimentos e geração de empregos, os candidatos à Presidência da República participaram nesta segunda-feira (6) do evento O Futuro do Brasil na Visão dos Presidenciáveis 2018. O encontro foi promovido pela Coalizão pela Construção, que reúne 26 entidades representativas da indústria da construção, e teve como objetivo ouvir as propostas dos presidenciáveis para o setor.

Álvaro Dias (Pode), Ciro Gomes (PDT) e Henrique Meirelles (MDB) estiveram presentes na parte da tarde, e além de uma apresentação inicial, responderam a perguntas de integrantes do grupo de empresários e do mediador dos debates. Mais cedo, foi a vez dos proponentes ao Palácio do Planalto Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB).

A organização do evento informou que foram chamados os candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de votos, além do candidato do MDB, Henrique Meirelles, pela representatividade do partido. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) alegou problemas de agenda e não compareceu. O PT não foi convidado, pois o candidato Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba e impedido de participar de sabatinas. 

Álvaro Dias defende redução de juros para atrair investimentos

Para o candidato do Podemos, Álvaro Dias, o Brasil precisa recuperar a credibilidade, melhorar o ambiente de negócios e reduzir taxas de juros para que se torne mais atrativo para investimentos.

Álvaro Dias criticou escândalos de corrupção e disse que quanto pior é a imagem de um país nesse quesito, menos investidores apostam nele.

Álvaro Dias (Podemos) defende redução de juros e da carga tributária - José Cruz/Agência Brasil

“O ajuste fiscal tem que ser acompanhado do crescimento econômico. Acho que o presidente deve, e eu farei isso, conversar com a sociedade e dizer: 'Vamos garantir uma regulação competente e segurança jurídica. Retirem os recursos da conta bancária e invistam, enquanto nós vamos arrumar a casa'", disse, criticando também a “burocracia vergonhosa que nos impede de crescer”.

Além de reduzir a carga tributária, o candidato defendeu um modelo para os impostos que priorize a “distribuição de renda e a justiça social”, tributando mais a renda do que o consumo. “A redução das taxas de juros é possível sim, e elas serão reduzidas”. O senador prometeu instituir um conselho consultivo do setor da construção que dialogue “diretamente” com o presidente.

Sobre o programa Minha Casa, Minha Vida, Álvaro Dias elogiou a ideia do programa, mas defendeu que seja melhor administrado.

Segundo ele, as obras devem ter mais qualidade técnica, prevendo melhorias próximas aos conjuntos habitacionais, como postos de saúde e escolas.

Ciro pretende criar 2 milhões de empregos no primeiro ano

O candidato Ciro Gomes (PDT) defendeu como prioridade de sua eventual administração o corte de despesas e renúncias fiscais, a cobrança de impostos sobre lucros e heranças e a criação de um “projeto nacional de desenvolvimento”.

 

Ciro Gomes quer cobrança de imposto sobre lucros e metas para o país para os próximos 30 anos - José Cruz/Agência Brasil

Em resposta às demandas dos presentes no evento, o candidato disse que o “único setor com capacidade imediata de produzir empregos” é o da construção.

Ciro Gomes criticou diversas vezes a concentração do sistema bancário do país e defendeu que o próximo presidente faça com que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil saiam do “cartel” e sejam forçados a competir. “No Brasil, de forma absolutamente irresponsável, permitimos que nos últimos 15 anos, 85% das transações financeiras do nosso país se concentrem em cinco bancos, dois dos quais estatais”, disse.

Citando Espanha e Itália como modelos, o candidato pedetista disse que pretende elaborar metas para o Brasil para os próximos 30 anos. O objetivo seria se equiparar a nações com melhores indicadores socioeconômicos, como renda per capita e mortalidade materno-infantil.

“Eu quero apresentar explicitamente uma meta de criar dois milhões de empregos no primeiro ano. O Brasil precisa se reindustrializar. O mais rápido de todos setores é a construção civil. Você tem hoje uma montanha de dinheiro de exigibilidade do FGTS que estão estocados na especulação financeira por incapacidade na formulação de projetos e excessiva burocracia da União”, disse.

Meirelles pretender manter concessões à iniciativa privada 

Com foco em pilares econômicos e de geração de empregos, Henrique Meirelles, candidato pelo MDB, fez um discurso em defesa de reformas “fundamentais”, como a da Previdência que, segundo ele, auxiliarão o Brasil a reduzir despesas públicas primárias.

“A primeira é diminuir o tamanho do Estado”, disse, citando também a tributária e a manutenção de outras reformas feitas no governo Michel Temer, como a trabalhista e o teto de gastos.

 
 Se eleito, Henrique Meirelles (MDB) pretende fazer reformas, como a da Previdência, e finalizar obras paradas - José Cruz/Agência Brasil
 

Dentre as propostas citadas pelo candidato estão a finalização de obras paralisadas, cujo investimento necessário seria, de acordo com ele, de R$ 80 bilhões. “Os recursos vêm de diversas fontes. Em primeiro lugar, a reforma da Previdência. Vamos ter diminuição das despesas obrigatórias. Isso vai gerar recursos maiores para investimento”, afirmou.

Meirelles prometeu também manter programas de concessão à iniciativa privada no setor de infraestrutura, privatizar estatais da área “que hoje têm fraco desempenho”.

Além do processo de refino e transporte de combustível, a bandeira da privatização também foi lembrada por ele ao citar a Eletrobras.

Em entrevista coletiva, Meirelles foi questionado sobre o aborto. Na resposta, o candidato disse que “em circunstâncias adequadas” o aborto é “parte dos direitos da mulher”, porém defendeu que a “primeira coisa é respeitar” a lei e decisões de tribunais. Atualmente, o aborto é permitido somente nos casos de estupro, de gestação de fetos anencéfalos ou se a gestante esteja correndo risco de morrer.

A Petrobras fechou o segundo trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 10,07 bilhões, alta de 45% em relação ao primeiro trimestre, quando o lucro foi de R$ 6,96 bilhões. É o melhor resultado desde 2011. No segundo trimestre do ano passado artingiu R$ 316 milhões.

Com o resultado, a Petrobras fechou o primeiro semestre do ano com um lucro líquido de R$ 17 bilhões. Segundo a empresa, o “resultado positivo foi influenciado principalmente pelo aumento das cotações internacionais do petróleo, associado à depreciação do real em relação ao dólar”.

No mesmo período, o endividamento líquido caiu 13% em relação a dezembro de 2017, indo para US$ 73,66 bilhões, o menor desde 2012.

A geração operacional e a entrada de caixa de US$ 5 bilhões com os desinvestimentos no semestre foram os principais fatores para a redução da dívida líquida, cujo total passou a corresponder a 3,23 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ajustado), comparado a 3,67 no fim de 2017.

O desempenho das operações da empresa manteve tendência positiva que já vinha sendo registrada em trimestres anteriores, com um lucro operacional 18% maior que o do primeiro semestre de 2017, totalizando R$ 34,5 bilhões, com menores despesas gerais e administrativas e menores gastos com ociosidade de equipamentos.

A produção total de óleo e gás foi de 2,7 milhões barris de óleo equivalente por dia (boed) no semestre.

(Agência Brasil)

Quando o assunto é melhorar de vida, qualquer pessoa deixa o lugar onde está e o que faz para tentar crescer em outro lugar. Diariamente, Canaã recebe empresários com olhar visionário para um futuro promissor no município e ainda assim existem mercados pioneiros da cidade fechando as portas com a justificativa que Canaã parou de se desenvolver. Porém, a realidade nos bastidores, é outra.

Pensando nos questionamentos e preocupação dos leitores leitores a equipe do Jornal In Foco traz uma série de reportagens sobre a ascensão de Canaã. O objetivo é ajudar os moradores e empresários perceberem o crescimento econômico do município.

Há 24 anos atrás Canaã dos Carajás era criada após aprovação da Lei 5.860 pelo governador Carlos José de Oliveira Santos. Antigamente o município era conhecido como CEDERE II, centro criado pelo Governo Federal com pelo menos três objetivos claros, sendo esses: 1°- Como parte da estratégia de ocupação do território amazônico; 2°- minimizar a pressão por terras na região sul e sudeste do País; e de modo muito particular; 3°- como medida atenuante aos graves conflitos pela posse da terra em território paraense.

Os primeiros gestores do município tiveram suas posses em 1° de janeiro de 1997. O nome do Canaã dos Carajás significa “Terra Prometida” e a escolha do nome pode ter sido influência dos números significativos de evangélicos no cenário político do município naquela época ou pela história dos solos férteis, derivando as produtividades de determinados cultivos agrícolas que foram determinados acima da média estadual e até mesmo nacional.

A economia do município girava em torno da produção de arroz, milho, banana, feijão, e da criação bovina, sendo que a última atingiu o auge em 2004. A atividade madeireira também se fazia expressiva na região, onde ainda se podia encontrar espécies nobres. O maior controle legal da atividade madeireira e a redução drástica das espécies de maior valor comercial levou o setor a retração, a partir de 2002 e com o maior rigor após o ano de 2004, quando a extração de madeira em tora passou de 9.000 m³ para 5.000 m³, em 2005. Daí em diante a economia decresceu, chegando em 2014 com 1.200 m³ de madeira de tora extraída de acordo com a pesquisa feita pelo IBGE/DPE-FADESPA/SEPLAN.

Em 2003 o setor secundário da economia de 2002 que até então não se mostrava significativo, começou a concentrar maior parte do PIB municipal, atingindo seu ápice no ano civil de 2013, ocasião em que o valor adicionado bruto do setor teve em média R$ 2.849.402 mil.  Em 2009 Canaã sofreu uma queda brusca chegando a R$ 532.914 mil.

Durante este período de tempo, Canaã além da crise financeira, sofria também com o crescimento desordenado no município chegando a abrigar de 10 mil habitantes para 33 mil dentre os anos 2000 a 2015, uma taxa com quase em média seus 208% de crescimento segundo o IBGE, porém, a pesquisa feita pela própria prefeitura apontava que Canaã tinha números maiores, resultando então em 2014 com 52 mil habitantes, uma diferença de 57% em relação à pesquisa feita no início. Atualmente o mesmo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que Canaã tem em média apenas 36 mil habitantes contradizendo os levantamentos feitos pela gestão municipal.

Dados levantados pelo IBGE

Mesmo com esse crescimento desordenado o município é considerado uma das cidades mais prósperas da região, deixando assim de ser uma cidade pacata habitada por colonos vindos de outras regiões para construir a vida por meio da agropecuária. Hoje devido a implantação dos projetos das industrias de extração mineral e a queda do mercado agrícola, a economia de Canaã se tornou totalmente dependente do minério.

Há quase dois anos atrás a câmara de vereadores de Canaã dos Carajás aprovava um projeto de lei para a construção do Distrito Industrial. O espaço da construção é uma doação da Vale para contribuir com o desenvolvimento da cidade. Antigamente a área era utilizada para realizar a estocagem de estruturas e montagens de 109 módulos que compõem a usina de processamento da mina S11D e fica localizada as margens da rodovia PA-160.

O Distrito Industrial é prioridade do governo para o crescimento  econômico do município.

Pela localidade do Distrito logo as margens da rodovia, muito em breve Canaã dos Carajás poderá se apresentar e se consolidar como rota alternativa para interligar essas regiões e cidades importantes dentro e fora do território paraense, criando uma infraestrutura logística que servirá de base para multiplicar as riquezas no setor terciário da economia.

Atualmente Canaã tem passado por um período conturbado, o que tem assustado e desanimado muitos moradores do local. A realidade de ver muitos comércios pioneiros fechando as portas no município, faz com a população se questione se de fato Canaã terá um futuro melhor
O distrito é uma prioridade do governo e economicamente mudará o cenário do município. Mas se estamos diante de tantas promessas caminhando para serem cumpridas em breve, por que os grandes empresários estão de partida para investir em outras cidades? Procuramos algum deles para justificar o motivo e conversamos com Davi Perez, pioneiro em Canaã dos Carajás. Davi chegou em meados dos anos 2000 e veio em busca de uma vida sustentável.

Há mais ou menos um mês o empresário anunciou que fecharia as portas do seu empreendimento. A justificava dada por ele foi “Eu não estou passando por dificuldades em Canaã, como também nunca passei. Mas lamento muito o que está acontecendo, prefiro não entrar em detalhes políticos e nem religiosos, já era previsto essa queda financeira. Mas eu quero qualidade de vida e Canaã não está mais me oferecendo isso, o que me deixa triste e motivado a procurar outros caminhos. Economicamente falando, Canaã tem como se sustentar e muito, aqui não falta nada. O que falta é simplesmente organização. É o único município que tem quatro minas, eu não estou falando de valores e sim do que fazemos sobre isso.  Canaã sempre teve o sustento muito alto, economicamente, o mercado sempre foi caro, não existe a falta de dinheiro, existe a falta de vontade. A vontade de fazer com que todos participem dessa economia e usufruam de tudo o que está terra dá para seus cidadãos. Vou embora porque continuo buscando um estilo de vida e continuo buscando o lugar que me forneça mais um pouco de paz. ” Finalizou.

Davi Perez em sua fala, ressalta a falta de vontade dos empresários e planejamento da parte governamental do município.  Na segunda matéria da série Economia In Foco nós iremos abordar a justificativa do governo em relação à economia e crescimento do município, como também mostraremos a visão de um morador pioneiro sobre o comércio.

(Jornal In Foco - Reportagem: Stephanny Sousa)

O designer Marcos Araújo, 47, está sem trabalhar há dois anos, desde que foi demitido de uma indústria têxtil. De lá para cá, já usou todas as suas economias para pagar as contas e hoje deve R$ 5 mil para vários bancos. "Nem bicos consigo direito. Só aparece um trabalho a cada seis meses. É muito pouco", diz. A situação dele só não é ainda mais difícil porque mora com a mãe e a irmã e, portanto, as contas acabam sendo divididas.

Histórias como a de Marcos se repetiram nos últimos anos diante da forte deterioração do mercado de trabalho. Em junho, 13,3% dos brasileiros queimaram reservas financeiras para bancar as contas do dia a dia, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Embora a parcela de brasileiros que use recursos guardados já tenha sido maior, sobretudo quando a crise econômica estava mais intensa, os últimos meses têm mostrado uma resistência à queda do indicador e até mesmo uma leve piora.

"Havia uma esperança muito forte de que uma melhora do mercado de trabalho poderia resolver a questão do orçamento doméstico. Essa recuperação não veio e parte desses consumidores foi usando a poupança que tinha para pagar as contas", diz Viviane Seda, economista do Ibre.

A pesquisa do Ibre/FGV leva em conta todos os tipos de reservas financeiras. Para a caderneta de poupança, os dados do Banco Central até mostram que os valores depositados superaram os saques em R$ 5,6 bilhões no mês de junho. No entanto, a economista do Ibre pondera que isso indica apenas que quem ainda tem folga no orçamento está preferindo guardar dinheiro do que gastar.

Mercado de trabalho tem frustrado

Os últimos dados do mercado de trabalho frustraram os analistas. A expectativa era de que a economia brasileira cresceria mais neste ano e, consequentemente, a criação de emprego teria uma recuperação mais robusta, aliviando o orçamento das famílias.

No trimestre encerrado em maio, a taxa de desemprego ficou em 12,7% e atingiu 13,2 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em junho, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que levam em conta apenas os emprego com carteira assinada, também mostraram um quadro ruim: a destruição de 661 vagas.

"O mercado de trabalho continua muito ruim. Mesmo com a criação de vagas, milhões de pessoas seguem desempregadas", afirma a economista-chefe do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil, Marcela Kawauti.

Números do SPC Brasil também mostram um comportamento parecido com os do Ibre. Em maio, a entidade apurou que 40,5% das pessoas consultadas fizeram uso de reserva financeira para diversas finalidades. Desse total, 4,5% utilizaram as reservas porque ficaram desempregadas e 7,4% porque não tinham dinheiro suficiente para pagar as contas.

“Nem sempre o uso de reservas é ruim. Na compra de item de um maior valor, por exemplo, é natural que se use a reserva. O problema é quando essa reserva para a ser usado constantemente e aí a pessoa tem de partir para o crédito", diz Marcela.

O uso de reservas financeiras para o pagamento das contas acaba levando parte dos brasileiros, sobretudo os mais pobres, para um caminho sem volta: o do endividamento.

Em junho, o levantamento do Ibre apontou que 9,8% dos consumidores se declararam endividados. É um indicador que também já foi mais alto, mas tem piorado nos últimos meses.

A análise detalhada dos números mostra que os mais pobres são os mais endividados, enquanto os ricos são os que mais queimam poupança porque têm folga no orçamento. Em junho, na faixa da renda dos que ganham até R$ 2,1 mil, 8,2% usaram reservas para despesas e 15,1% se declararam endividados. No outro extremo, entre os ganham acima de R$ 9,6 mil, 16,1% usaram as economias próprias, mas apenas 3,7% tinham dívidas.

Estresse financeiro dos brasileiros em junho

Faixa de renda Gastam poupança com despesas Estão endividados
Até R$ 2.100 8,2% 15,1%
De R$ 2.100 a R$ 4.800 16,3% 15,5%
De R$ 4.800 a R$ 9.600 15,0% 8,4%
Acima de R$ 9.600 16,1% 3,7%
"As pessoas de mais baixa renda não têm margem para se tornarem consumidores equilibrados. Então elas ainda estão se endividando, porque o mercado de trabalho não deu o retorno esperado. E quem tem margem se tornou mais cauteloso, quem vinha gastando agora está poupando", explica Viviane Seda, do Ibre/FGV.

Cresce inadimplência por desemprego 

Um levantamento feito pela Boa Vista SCPC ilustra bem esse quadro da combinação perversa entre piora do mercado de trabalho e dificuldade para acertar as contas.

No primeiro semestre deste ano, 45% dos consumidores inadimplentes consultados pela entidade justificaram o atraso no pagamento das contas por falta de trabalho. Há dois anos, essa fatia era de 32%.

Segundo dados da Serasa Experian, 60,4 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado por inadimplência em maio (números mais recentes). Em abril, eram 61,2 milhões.

“O cenário só muda quando o ritmo da economia acelerar e as empresas ganharem confiança de contratar com maior ímpeto. Aí sim vai impactar os consumidores”, diz Viviane, do Ibre/FGV.

(Fonte: G1)

O Congresso Nacional aprovou nesta madrugada (12) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019. A matéria segue para sanção presidencial. A conclusão da votação permite que deputados e senadores estejam liberados para o recesso parlamentar, que vai de 18 julho até 1º de agosto. Após a mobilização de várias categorias de servidores públicos, foi retirado do texto o dispositivo que proibia a concessão de reajustes ao funcionalismo e a criação de cargos no serviço público federal em 2019. Até mesmo as medidas que teriam efeito a partir de 2020 estavam suspensas. 

A mudança no texto não prevê esses reajustes, mas garante a possibilidade que eles possam ser concedidos nos próximos anos. Para que fosse retirado da LDO, vários partidos governistas mudaram o entendimento e votaram a favor da exclusão do trecho. 

Segundo o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), suspender o reajuste e impedir as contratações de servidores é uma discussão inadequada para o fim de uma gestão e deve ser decidido pela equipe econômica do próximo presidente da República. “É um debate que a sociedade brasileira ainda não fez, que é exatamente o debate que nós faremos no período eleitoral”, argumentou o parlamentar, ao propor a retirada do dispositivo.  

Por outro lado, o senador Dalirio Beber,relator da proposta na  Comissão Mista de Orçamento (CMO) argumentou que o dispositivo pretendia impedir que o governante eleito tivesse de arcar com compromissos firmados na gestão anterior. “Não conhecemos quem será o próximo presidente da República, mas conhecemos o grau de dificuldades que ele terá de enfrentar, e esse ponto visa a minimizar o tamanho dos problemas que o governo terá”, defendeu.

Também foi rejeitado o trecho que previa corte de 5% no custeio administrativo para 2019, composto por despesas do dia a dia do governo, como água, luz, telefone, aluguéis e diárias. O percentual de 5% já era uma redução definida após negociações nesta terça-feira antes da aprovação do parecer do relator na CMO. Inicialmente, o texto do parlamentar previa o corte de 10% nessas despesas. Para o parlamentar, o dispositivo era “pedagógico” e “iniciaria um processo de conscientização do setor público”.

Benefícios fiscais

O texto da LDO prevê a redução de 10% dos benefícios fiscais – como renúncias de impostos – no próximo ano. Atualmente, esses benefícios correspondem a 4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), somando cerca de R$ 300 bilhões.

Segundo Beber, a introdução do dispositivo que obrigará os benefícios fiscais a serem revistos periodicamente e reduzidos em 10% em 2019 e em 50% nos próximos dez anos, teve o objetivo de racionalizar os gastos do governo num cenário de escassez de recursos. 

“Esses mais de R$ 300 bilhões de renúncias fiscais passarão a ser revistos periodicamente. Em primeiro lugar, para saber se eles estão dando o retorno que acenaram quando foram instituídos”, acrescentou o senador.

Déficit primário

A LDO orienta a elaboração do Orçamento do ano seguinte com parâmetros econômicos e lista de ações prioritárias para o governo. O texto aprovado manteve a meta de déficit primário (resultado negativo nas contas do governo sem o pagamento dos juros da dívida pública) em R$ 132 bilhões (1,75% do PIB) para União, estados, municípios e estatais. Desse total, a União terá meta de déficit de R$ 139 bilhões; as estatais federais (desconsiderando os grupos Petrobras e Eletrobras), déficit de R$ 3,5 bilhões.

Para este ano, a LDO estima déficit primário de R$ 161,3 bilhões para União, estados, municípios e estatais, dos quais R$ 159 bilhões negativos correspondem somente ao governo federal.

Regra de ouro

Em relação a regra de ouro, que estabelece que o governo não pode emitir dívida pública para financiar gastos correntes (como custeio, Previdência e salários do funcionalismo), o relator manteve o dispositivo da LDO que autoriza o governo a enviar ao Congresso um projeto de crédito extraordinário para autorizar a emissão de títulos em caso de descumprimento da regra.

A Constituição dá prerrogativa ao governo de pedir o crédito extra, que precisa ser aprovado por maioria absoluta. No entanto, o relator incluiu a obrigação de o governo indicar os gastos a serem financiados pelas novas dívidas, que serão discriminados em uma rubrica específica e acompanhados pelo Tribunal de Contas da União.

(Fonte: Agencia Brasil-Heloisa Cristaldo )

O Município de Parauapebas continua sendo a cidade do Estado que mais arrecada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem). Os dados são do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Somente este ano o valor das cotas-partes arrecadadas pelo município, já ultrapassaram os 169 milhões de reais.

Somente no primeiro semestre de 2018 já entram nas contas da prefeitura municipal o montante de R$ 169.075.492,13 (cento e sessenta e nove milhões, setenta e cinco mil quatrocentos e noventa e dois reis e treze centavos).

O total é referente aos seis primeiros meses de 2018. O ranking de arrecadações é seguido pelos municípios de Canaã dos Carajás com R$ 62.789.774,28 (sessenta e dois milhões setecentos e oitenta e nove mil, setecentos e setenta e quatro reais e vinte e oito centavos), e Marabá, com R$ 36.326.049,40 (trinta e seis milhões trezentos e vinte e seis mil e quarente e nove reais e quarenta centavos).

A cidade vizinha, Curionópolis abriu o primeiro semestre deste ano em 6º lugar no total de arreações, com R$ 6.301.777,29 (seis milhões trezentos e um mil setecentos e setenta e sete reais e 29 centavos).

De acordo com as informações do DNMT, Parauapebas sempre esteve no pódio das arrecadações em todas as compensações mensais deste ano, com R$ 29.108.693,15 em janeiro, R$ 20.755.807,79 em fevereiro. Em março não houve arrecadação, sendo compensada em abril, com R$ 58.523.516,80; R$ 24.577.121,38 em maio, e R$ 36.110.353,01 e junho, valor atualizado hoje, quarta-feira (13/06).

Confira a lista completa dos municípios que já receberam o Cfem este ano

 

(Reportagem: Fernando Bonfim)

Faltando apenas três dias para a abertura oficial da Copa do Mundo de Futebol, a animação dos parauapebenses não está sendo das melhores. Nas ruas, e nos estabelecimentos são poucos os enfeites a caráter para o evento.

A nossa equipe de reportagem percorreu algumas ruas de Parauapebas para ver como andam os preparativos para os jogos da Copa, como de costume, os moradores aproveita esta época para enfeitar as ruas com bandeirinhas e desenhos, só que desta vez a história está um pouco diferente.

No comércio a expectativa é maior, os comerciantes já começam a preparar os estabelecimentos para a época festiva da Copa e, inclusive, reforçando o quadro de funcionários. 

Para Davi José, as expectativas são as melhores possíveis. Ele é proprietário de um bar/lanchonete (Eva Lanches) que fica no centro de Parauapebas. Davi já começou a organizar o espaço, reforçou o quadro de funcionários e disse que amanhã vai instalar os novos telões para a transmissão dos jogos. “É uma época boa para faturar, as expectativas são boas e ajuda a gerar renda e emprego”, disse o empresário à reportagem.

A vendedora Maria Ângela é outra que diz que as vendas já estão crescendo, de acordo com ela, os produtos mais procurados são: bandeiras, vuvuzelas, e camisetas da Seleção Brasileira. “É um público dividido. Têm muita gente apostando no Brasil, já outros chegam aqui loja, mas não demostra muito entusiasmo Copa”, informou a vendedora.

Andando pelas ruas de Parauapebas a nossa equipe de reportagem encontrou o Indiano Sunit Shridhar. Ele é vendedor ambulante de camisas da Copa do Mundo. De acordo com ele, este ano as vendas não estão tão boas com na última Copa, experiente ele diz que as vendas realmente acrescerão nos dois últimos dias antes da Copa. “A parti de hoje as coisas já começam a mudar. A Copa é única e é um tempo em que as pessoas se juntam”, diz Sunit.

Para fechar o leque de entrevistas, o empreendedor, Djair Oliveira, se mostrou entusiasmado. “A gente percebe que pessoas estão um pouco descrentes com a participação do Brasil nesta Copa, mas mesmo assim, acredito que o movimento irá  melhorar bastante  durante a transmissão dos jogos, e a expectativa é que o comércio dê uma esquentada na economia do municio neste período”.

Poucos carros e algumas ruas enfeitadas para a Copa. 

 

Rua no bairro Rio Verde

 

Reportagem: Fernando Bonfim

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Sul e Sudeste do Pará

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