Com a defesa do corte de gastos, aumento de investimentos e geração de empregos, os candidatos à Presidência da República participaram nesta segunda-feira (6) do evento O Futuro do Brasil na Visão dos Presidenciáveis 2018. O encontro foi promovido pela Coalizão pela Construção, que reúne 26 entidades representativas da indústria da construção, e teve como objetivo ouvir as propostas dos presidenciáveis para o setor.

Álvaro Dias (Pode), Ciro Gomes (PDT) e Henrique Meirelles (MDB) estiveram presentes na parte da tarde, e além de uma apresentação inicial, responderam a perguntas de integrantes do grupo de empresários e do mediador dos debates. Mais cedo, foi a vez dos proponentes ao Palácio do Planalto Marina Silva (Rede) e Geraldo Alckmin (PSDB).

A organização do evento informou que foram chamados os candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de votos, além do candidato do MDB, Henrique Meirelles, pela representatividade do partido. O candidato Jair Bolsonaro (PSL) alegou problemas de agenda e não compareceu. O PT não foi convidado, pois o candidato Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba e impedido de participar de sabatinas. 

Álvaro Dias defende redução de juros para atrair investimentos

Para o candidato do Podemos, Álvaro Dias, o Brasil precisa recuperar a credibilidade, melhorar o ambiente de negócios e reduzir taxas de juros para que se torne mais atrativo para investimentos.

Álvaro Dias criticou escândalos de corrupção e disse que quanto pior é a imagem de um país nesse quesito, menos investidores apostam nele.

Álvaro Dias (Podemos) defende redução de juros e da carga tributária - José Cruz/Agência Brasil

“O ajuste fiscal tem que ser acompanhado do crescimento econômico. Acho que o presidente deve, e eu farei isso, conversar com a sociedade e dizer: 'Vamos garantir uma regulação competente e segurança jurídica. Retirem os recursos da conta bancária e invistam, enquanto nós vamos arrumar a casa'", disse, criticando também a “burocracia vergonhosa que nos impede de crescer”.

Além de reduzir a carga tributária, o candidato defendeu um modelo para os impostos que priorize a “distribuição de renda e a justiça social”, tributando mais a renda do que o consumo. “A redução das taxas de juros é possível sim, e elas serão reduzidas”. O senador prometeu instituir um conselho consultivo do setor da construção que dialogue “diretamente” com o presidente.

Sobre o programa Minha Casa, Minha Vida, Álvaro Dias elogiou a ideia do programa, mas defendeu que seja melhor administrado.

Segundo ele, as obras devem ter mais qualidade técnica, prevendo melhorias próximas aos conjuntos habitacionais, como postos de saúde e escolas.

Ciro pretende criar 2 milhões de empregos no primeiro ano

O candidato Ciro Gomes (PDT) defendeu como prioridade de sua eventual administração o corte de despesas e renúncias fiscais, a cobrança de impostos sobre lucros e heranças e a criação de um “projeto nacional de desenvolvimento”.

 

Ciro Gomes quer cobrança de imposto sobre lucros e metas para o país para os próximos 30 anos - José Cruz/Agência Brasil

Em resposta às demandas dos presentes no evento, o candidato disse que o “único setor com capacidade imediata de produzir empregos” é o da construção.

Ciro Gomes criticou diversas vezes a concentração do sistema bancário do país e defendeu que o próximo presidente faça com que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil saiam do “cartel” e sejam forçados a competir. “No Brasil, de forma absolutamente irresponsável, permitimos que nos últimos 15 anos, 85% das transações financeiras do nosso país se concentrem em cinco bancos, dois dos quais estatais”, disse.

Citando Espanha e Itália como modelos, o candidato pedetista disse que pretende elaborar metas para o Brasil para os próximos 30 anos. O objetivo seria se equiparar a nações com melhores indicadores socioeconômicos, como renda per capita e mortalidade materno-infantil.

“Eu quero apresentar explicitamente uma meta de criar dois milhões de empregos no primeiro ano. O Brasil precisa se reindustrializar. O mais rápido de todos setores é a construção civil. Você tem hoje uma montanha de dinheiro de exigibilidade do FGTS que estão estocados na especulação financeira por incapacidade na formulação de projetos e excessiva burocracia da União”, disse.

Meirelles pretender manter concessões à iniciativa privada 

Com foco em pilares econômicos e de geração de empregos, Henrique Meirelles, candidato pelo MDB, fez um discurso em defesa de reformas “fundamentais”, como a da Previdência que, segundo ele, auxiliarão o Brasil a reduzir despesas públicas primárias.

“A primeira é diminuir o tamanho do Estado”, disse, citando também a tributária e a manutenção de outras reformas feitas no governo Michel Temer, como a trabalhista e o teto de gastos.

 
 Se eleito, Henrique Meirelles (MDB) pretende fazer reformas, como a da Previdência, e finalizar obras paradas - José Cruz/Agência Brasil
 

Dentre as propostas citadas pelo candidato estão a finalização de obras paralisadas, cujo investimento necessário seria, de acordo com ele, de R$ 80 bilhões. “Os recursos vêm de diversas fontes. Em primeiro lugar, a reforma da Previdência. Vamos ter diminuição das despesas obrigatórias. Isso vai gerar recursos maiores para investimento”, afirmou.

Meirelles prometeu também manter programas de concessão à iniciativa privada no setor de infraestrutura, privatizar estatais da área “que hoje têm fraco desempenho”.

Além do processo de refino e transporte de combustível, a bandeira da privatização também foi lembrada por ele ao citar a Eletrobras.

Em entrevista coletiva, Meirelles foi questionado sobre o aborto. Na resposta, o candidato disse que “em circunstâncias adequadas” o aborto é “parte dos direitos da mulher”, porém defendeu que a “primeira coisa é respeitar” a lei e decisões de tribunais. Atualmente, o aborto é permitido somente nos casos de estupro, de gestação de fetos anencéfalos ou se a gestante esteja correndo risco de morrer.

A Petrobras fechou o segundo trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 10,07 bilhões, alta de 45% em relação ao primeiro trimestre, quando o lucro foi de R$ 6,96 bilhões. É o melhor resultado desde 2011. No segundo trimestre do ano passado artingiu R$ 316 milhões.

Com o resultado, a Petrobras fechou o primeiro semestre do ano com um lucro líquido de R$ 17 bilhões. Segundo a empresa, o “resultado positivo foi influenciado principalmente pelo aumento das cotações internacionais do petróleo, associado à depreciação do real em relação ao dólar”.

No mesmo período, o endividamento líquido caiu 13% em relação a dezembro de 2017, indo para US$ 73,66 bilhões, o menor desde 2012.

A geração operacional e a entrada de caixa de US$ 5 bilhões com os desinvestimentos no semestre foram os principais fatores para a redução da dívida líquida, cujo total passou a corresponder a 3,23 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda ajustado), comparado a 3,67 no fim de 2017.

O desempenho das operações da empresa manteve tendência positiva que já vinha sendo registrada em trimestres anteriores, com um lucro operacional 18% maior que o do primeiro semestre de 2017, totalizando R$ 34,5 bilhões, com menores despesas gerais e administrativas e menores gastos com ociosidade de equipamentos.

A produção total de óleo e gás foi de 2,7 milhões barris de óleo equivalente por dia (boed) no semestre.

(Agência Brasil)

Quando o assunto é melhorar de vida, qualquer pessoa deixa o lugar onde está e o que faz para tentar crescer em outro lugar. Diariamente, Canaã recebe empresários com olhar visionário para um futuro promissor no município e ainda assim existem mercados pioneiros da cidade fechando as portas com a justificativa que Canaã parou de se desenvolver. Porém, a realidade nos bastidores, é outra.

Pensando nos questionamentos e preocupação dos leitores leitores a equipe do Jornal In Foco traz uma série de reportagens sobre a ascensão de Canaã. O objetivo é ajudar os moradores e empresários perceberem o crescimento econômico do município.

Há 24 anos atrás Canaã dos Carajás era criada após aprovação da Lei 5.860 pelo governador Carlos José de Oliveira Santos. Antigamente o município era conhecido como CEDERE II, centro criado pelo Governo Federal com pelo menos três objetivos claros, sendo esses: 1°- Como parte da estratégia de ocupação do território amazônico; 2°- minimizar a pressão por terras na região sul e sudeste do País; e de modo muito particular; 3°- como medida atenuante aos graves conflitos pela posse da terra em território paraense.

Os primeiros gestores do município tiveram suas posses em 1° de janeiro de 1997. O nome do Canaã dos Carajás significa “Terra Prometida” e a escolha do nome pode ter sido influência dos números significativos de evangélicos no cenário político do município naquela época ou pela história dos solos férteis, derivando as produtividades de determinados cultivos agrícolas que foram determinados acima da média estadual e até mesmo nacional.

A economia do município girava em torno da produção de arroz, milho, banana, feijão, e da criação bovina, sendo que a última atingiu o auge em 2004. A atividade madeireira também se fazia expressiva na região, onde ainda se podia encontrar espécies nobres. O maior controle legal da atividade madeireira e a redução drástica das espécies de maior valor comercial levou o setor a retração, a partir de 2002 e com o maior rigor após o ano de 2004, quando a extração de madeira em tora passou de 9.000 m³ para 5.000 m³, em 2005. Daí em diante a economia decresceu, chegando em 2014 com 1.200 m³ de madeira de tora extraída de acordo com a pesquisa feita pelo IBGE/DPE-FADESPA/SEPLAN.

Em 2003 o setor secundário da economia de 2002 que até então não se mostrava significativo, começou a concentrar maior parte do PIB municipal, atingindo seu ápice no ano civil de 2013, ocasião em que o valor adicionado bruto do setor teve em média R$ 2.849.402 mil.  Em 2009 Canaã sofreu uma queda brusca chegando a R$ 532.914 mil.

Durante este período de tempo, Canaã além da crise financeira, sofria também com o crescimento desordenado no município chegando a abrigar de 10 mil habitantes para 33 mil dentre os anos 2000 a 2015, uma taxa com quase em média seus 208% de crescimento segundo o IBGE, porém, a pesquisa feita pela própria prefeitura apontava que Canaã tinha números maiores, resultando então em 2014 com 52 mil habitantes, uma diferença de 57% em relação à pesquisa feita no início. Atualmente o mesmo levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística aponta que Canaã tem em média apenas 36 mil habitantes contradizendo os levantamentos feitos pela gestão municipal.

Dados levantados pelo IBGE

Mesmo com esse crescimento desordenado o município é considerado uma das cidades mais prósperas da região, deixando assim de ser uma cidade pacata habitada por colonos vindos de outras regiões para construir a vida por meio da agropecuária. Hoje devido a implantação dos projetos das industrias de extração mineral e a queda do mercado agrícola, a economia de Canaã se tornou totalmente dependente do minério.

Há quase dois anos atrás a câmara de vereadores de Canaã dos Carajás aprovava um projeto de lei para a construção do Distrito Industrial. O espaço da construção é uma doação da Vale para contribuir com o desenvolvimento da cidade. Antigamente a área era utilizada para realizar a estocagem de estruturas e montagens de 109 módulos que compõem a usina de processamento da mina S11D e fica localizada as margens da rodovia PA-160.

O Distrito Industrial é prioridade do governo para o crescimento  econômico do município.

Pela localidade do Distrito logo as margens da rodovia, muito em breve Canaã dos Carajás poderá se apresentar e se consolidar como rota alternativa para interligar essas regiões e cidades importantes dentro e fora do território paraense, criando uma infraestrutura logística que servirá de base para multiplicar as riquezas no setor terciário da economia.

Atualmente Canaã tem passado por um período conturbado, o que tem assustado e desanimado muitos moradores do local. A realidade de ver muitos comércios pioneiros fechando as portas no município, faz com a população se questione se de fato Canaã terá um futuro melhor
O distrito é uma prioridade do governo e economicamente mudará o cenário do município. Mas se estamos diante de tantas promessas caminhando para serem cumpridas em breve, por que os grandes empresários estão de partida para investir em outras cidades? Procuramos algum deles para justificar o motivo e conversamos com Davi Perez, pioneiro em Canaã dos Carajás. Davi chegou em meados dos anos 2000 e veio em busca de uma vida sustentável.

Há mais ou menos um mês o empresário anunciou que fecharia as portas do seu empreendimento. A justificava dada por ele foi “Eu não estou passando por dificuldades em Canaã, como também nunca passei. Mas lamento muito o que está acontecendo, prefiro não entrar em detalhes políticos e nem religiosos, já era previsto essa queda financeira. Mas eu quero qualidade de vida e Canaã não está mais me oferecendo isso, o que me deixa triste e motivado a procurar outros caminhos. Economicamente falando, Canaã tem como se sustentar e muito, aqui não falta nada. O que falta é simplesmente organização. É o único município que tem quatro minas, eu não estou falando de valores e sim do que fazemos sobre isso.  Canaã sempre teve o sustento muito alto, economicamente, o mercado sempre foi caro, não existe a falta de dinheiro, existe a falta de vontade. A vontade de fazer com que todos participem dessa economia e usufruam de tudo o que está terra dá para seus cidadãos. Vou embora porque continuo buscando um estilo de vida e continuo buscando o lugar que me forneça mais um pouco de paz. ” Finalizou.

Davi Perez em sua fala, ressalta a falta de vontade dos empresários e planejamento da parte governamental do município.  Na segunda matéria da série Economia In Foco nós iremos abordar a justificativa do governo em relação à economia e crescimento do município, como também mostraremos a visão de um morador pioneiro sobre o comércio.

(Jornal In Foco - Reportagem: Stephanny Sousa)

O designer Marcos Araújo, 47, está sem trabalhar há dois anos, desde que foi demitido de uma indústria têxtil. De lá para cá, já usou todas as suas economias para pagar as contas e hoje deve R$ 5 mil para vários bancos. "Nem bicos consigo direito. Só aparece um trabalho a cada seis meses. É muito pouco", diz. A situação dele só não é ainda mais difícil porque mora com a mãe e a irmã e, portanto, as contas acabam sendo divididas.

Histórias como a de Marcos se repetiram nos últimos anos diante da forte deterioração do mercado de trabalho. Em junho, 13,3% dos brasileiros queimaram reservas financeiras para bancar as contas do dia a dia, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Embora a parcela de brasileiros que use recursos guardados já tenha sido maior, sobretudo quando a crise econômica estava mais intensa, os últimos meses têm mostrado uma resistência à queda do indicador e até mesmo uma leve piora.

"Havia uma esperança muito forte de que uma melhora do mercado de trabalho poderia resolver a questão do orçamento doméstico. Essa recuperação não veio e parte desses consumidores foi usando a poupança que tinha para pagar as contas", diz Viviane Seda, economista do Ibre.

A pesquisa do Ibre/FGV leva em conta todos os tipos de reservas financeiras. Para a caderneta de poupança, os dados do Banco Central até mostram que os valores depositados superaram os saques em R$ 5,6 bilhões no mês de junho. No entanto, a economista do Ibre pondera que isso indica apenas que quem ainda tem folga no orçamento está preferindo guardar dinheiro do que gastar.

Mercado de trabalho tem frustrado

Os últimos dados do mercado de trabalho frustraram os analistas. A expectativa era de que a economia brasileira cresceria mais neste ano e, consequentemente, a criação de emprego teria uma recuperação mais robusta, aliviando o orçamento das famílias.

No trimestre encerrado em maio, a taxa de desemprego ficou em 12,7% e atingiu 13,2 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em junho, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que levam em conta apenas os emprego com carteira assinada, também mostraram um quadro ruim: a destruição de 661 vagas.

"O mercado de trabalho continua muito ruim. Mesmo com a criação de vagas, milhões de pessoas seguem desempregadas", afirma a economista-chefe do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil, Marcela Kawauti.

Números do SPC Brasil também mostram um comportamento parecido com os do Ibre. Em maio, a entidade apurou que 40,5% das pessoas consultadas fizeram uso de reserva financeira para diversas finalidades. Desse total, 4,5% utilizaram as reservas porque ficaram desempregadas e 7,4% porque não tinham dinheiro suficiente para pagar as contas.

“Nem sempre o uso de reservas é ruim. Na compra de item de um maior valor, por exemplo, é natural que se use a reserva. O problema é quando essa reserva para a ser usado constantemente e aí a pessoa tem de partir para o crédito", diz Marcela.

O uso de reservas financeiras para o pagamento das contas acaba levando parte dos brasileiros, sobretudo os mais pobres, para um caminho sem volta: o do endividamento.

Em junho, o levantamento do Ibre apontou que 9,8% dos consumidores se declararam endividados. É um indicador que também já foi mais alto, mas tem piorado nos últimos meses.

A análise detalhada dos números mostra que os mais pobres são os mais endividados, enquanto os ricos são os que mais queimam poupança porque têm folga no orçamento. Em junho, na faixa da renda dos que ganham até R$ 2,1 mil, 8,2% usaram reservas para despesas e 15,1% se declararam endividados. No outro extremo, entre os ganham acima de R$ 9,6 mil, 16,1% usaram as economias próprias, mas apenas 3,7% tinham dívidas.

Estresse financeiro dos brasileiros em junho

Faixa de renda Gastam poupança com despesas Estão endividados
Até R$ 2.100 8,2% 15,1%
De R$ 2.100 a R$ 4.800 16,3% 15,5%
De R$ 4.800 a R$ 9.600 15,0% 8,4%
Acima de R$ 9.600 16,1% 3,7%
"As pessoas de mais baixa renda não têm margem para se tornarem consumidores equilibrados. Então elas ainda estão se endividando, porque o mercado de trabalho não deu o retorno esperado. E quem tem margem se tornou mais cauteloso, quem vinha gastando agora está poupando", explica Viviane Seda, do Ibre/FGV.

Cresce inadimplência por desemprego 

Um levantamento feito pela Boa Vista SCPC ilustra bem esse quadro da combinação perversa entre piora do mercado de trabalho e dificuldade para acertar as contas.

No primeiro semestre deste ano, 45% dos consumidores inadimplentes consultados pela entidade justificaram o atraso no pagamento das contas por falta de trabalho. Há dois anos, essa fatia era de 32%.

Segundo dados da Serasa Experian, 60,4 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado por inadimplência em maio (números mais recentes). Em abril, eram 61,2 milhões.

“O cenário só muda quando o ritmo da economia acelerar e as empresas ganharem confiança de contratar com maior ímpeto. Aí sim vai impactar os consumidores”, diz Viviane, do Ibre/FGV.

(Fonte: G1)

O Congresso Nacional aprovou nesta madrugada (12) a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019. A matéria segue para sanção presidencial. A conclusão da votação permite que deputados e senadores estejam liberados para o recesso parlamentar, que vai de 18 julho até 1º de agosto. Após a mobilização de várias categorias de servidores públicos, foi retirado do texto o dispositivo que proibia a concessão de reajustes ao funcionalismo e a criação de cargos no serviço público federal em 2019. Até mesmo as medidas que teriam efeito a partir de 2020 estavam suspensas. 

A mudança no texto não prevê esses reajustes, mas garante a possibilidade que eles possam ser concedidos nos próximos anos. Para que fosse retirado da LDO, vários partidos governistas mudaram o entendimento e votaram a favor da exclusão do trecho. 

Segundo o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), suspender o reajuste e impedir as contratações de servidores é uma discussão inadequada para o fim de uma gestão e deve ser decidido pela equipe econômica do próximo presidente da República. “É um debate que a sociedade brasileira ainda não fez, que é exatamente o debate que nós faremos no período eleitoral”, argumentou o parlamentar, ao propor a retirada do dispositivo.  

Por outro lado, o senador Dalirio Beber,relator da proposta na  Comissão Mista de Orçamento (CMO) argumentou que o dispositivo pretendia impedir que o governante eleito tivesse de arcar com compromissos firmados na gestão anterior. “Não conhecemos quem será o próximo presidente da República, mas conhecemos o grau de dificuldades que ele terá de enfrentar, e esse ponto visa a minimizar o tamanho dos problemas que o governo terá”, defendeu.

Também foi rejeitado o trecho que previa corte de 5% no custeio administrativo para 2019, composto por despesas do dia a dia do governo, como água, luz, telefone, aluguéis e diárias. O percentual de 5% já era uma redução definida após negociações nesta terça-feira antes da aprovação do parecer do relator na CMO. Inicialmente, o texto do parlamentar previa o corte de 10% nessas despesas. Para o parlamentar, o dispositivo era “pedagógico” e “iniciaria um processo de conscientização do setor público”.

Benefícios fiscais

O texto da LDO prevê a redução de 10% dos benefícios fiscais – como renúncias de impostos – no próximo ano. Atualmente, esses benefícios correspondem a 4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país), somando cerca de R$ 300 bilhões.

Segundo Beber, a introdução do dispositivo que obrigará os benefícios fiscais a serem revistos periodicamente e reduzidos em 10% em 2019 e em 50% nos próximos dez anos, teve o objetivo de racionalizar os gastos do governo num cenário de escassez de recursos. 

“Esses mais de R$ 300 bilhões de renúncias fiscais passarão a ser revistos periodicamente. Em primeiro lugar, para saber se eles estão dando o retorno que acenaram quando foram instituídos”, acrescentou o senador.

Déficit primário

A LDO orienta a elaboração do Orçamento do ano seguinte com parâmetros econômicos e lista de ações prioritárias para o governo. O texto aprovado manteve a meta de déficit primário (resultado negativo nas contas do governo sem o pagamento dos juros da dívida pública) em R$ 132 bilhões (1,75% do PIB) para União, estados, municípios e estatais. Desse total, a União terá meta de déficit de R$ 139 bilhões; as estatais federais (desconsiderando os grupos Petrobras e Eletrobras), déficit de R$ 3,5 bilhões.

Para este ano, a LDO estima déficit primário de R$ 161,3 bilhões para União, estados, municípios e estatais, dos quais R$ 159 bilhões negativos correspondem somente ao governo federal.

Regra de ouro

Em relação a regra de ouro, que estabelece que o governo não pode emitir dívida pública para financiar gastos correntes (como custeio, Previdência e salários do funcionalismo), o relator manteve o dispositivo da LDO que autoriza o governo a enviar ao Congresso um projeto de crédito extraordinário para autorizar a emissão de títulos em caso de descumprimento da regra.

A Constituição dá prerrogativa ao governo de pedir o crédito extra, que precisa ser aprovado por maioria absoluta. No entanto, o relator incluiu a obrigação de o governo indicar os gastos a serem financiados pelas novas dívidas, que serão discriminados em uma rubrica específica e acompanhados pelo Tribunal de Contas da União.

(Fonte: Agencia Brasil-Heloisa Cristaldo )

O Município de Parauapebas continua sendo a cidade do Estado que mais arrecada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem). Os dados são do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Somente este ano o valor das cotas-partes arrecadadas pelo município, já ultrapassaram os 169 milhões de reais.

Somente no primeiro semestre de 2018 já entram nas contas da prefeitura municipal o montante de R$ 169.075.492,13 (cento e sessenta e nove milhões, setenta e cinco mil quatrocentos e noventa e dois reis e treze centavos).

O total é referente aos seis primeiros meses de 2018. O ranking de arrecadações é seguido pelos municípios de Canaã dos Carajás com R$ 62.789.774,28 (sessenta e dois milhões setecentos e oitenta e nove mil, setecentos e setenta e quatro reais e vinte e oito centavos), e Marabá, com R$ 36.326.049,40 (trinta e seis milhões trezentos e vinte e seis mil e quarente e nove reais e quarenta centavos).

A cidade vizinha, Curionópolis abriu o primeiro semestre deste ano em 6º lugar no total de arreações, com R$ 6.301.777,29 (seis milhões trezentos e um mil setecentos e setenta e sete reais e 29 centavos).

De acordo com as informações do DNMT, Parauapebas sempre esteve no pódio das arrecadações em todas as compensações mensais deste ano, com R$ 29.108.693,15 em janeiro, R$ 20.755.807,79 em fevereiro. Em março não houve arrecadação, sendo compensada em abril, com R$ 58.523.516,80; R$ 24.577.121,38 em maio, e R$ 36.110.353,01 e junho, valor atualizado hoje, quarta-feira (13/06).

Confira a lista completa dos municípios que já receberam o Cfem este ano

 

(Reportagem: Fernando Bonfim)

Faltando apenas três dias para a abertura oficial da Copa do Mundo de Futebol, a animação dos parauapebenses não está sendo das melhores. Nas ruas, e nos estabelecimentos são poucos os enfeites a caráter para o evento.

A nossa equipe de reportagem percorreu algumas ruas de Parauapebas para ver como andam os preparativos para os jogos da Copa, como de costume, os moradores aproveita esta época para enfeitar as ruas com bandeirinhas e desenhos, só que desta vez a história está um pouco diferente.

No comércio a expectativa é maior, os comerciantes já começam a preparar os estabelecimentos para a época festiva da Copa e, inclusive, reforçando o quadro de funcionários. 

Para Davi José, as expectativas são as melhores possíveis. Ele é proprietário de um bar/lanchonete (Eva Lanches) que fica no centro de Parauapebas. Davi já começou a organizar o espaço, reforçou o quadro de funcionários e disse que amanhã vai instalar os novos telões para a transmissão dos jogos. “É uma época boa para faturar, as expectativas são boas e ajuda a gerar renda e emprego”, disse o empresário à reportagem.

A vendedora Maria Ângela é outra que diz que as vendas já estão crescendo, de acordo com ela, os produtos mais procurados são: bandeiras, vuvuzelas, e camisetas da Seleção Brasileira. “É um público dividido. Têm muita gente apostando no Brasil, já outros chegam aqui loja, mas não demostra muito entusiasmo Copa”, informou a vendedora.

Andando pelas ruas de Parauapebas a nossa equipe de reportagem encontrou o Indiano Sunit Shridhar. Ele é vendedor ambulante de camisas da Copa do Mundo. De acordo com ele, este ano as vendas não estão tão boas com na última Copa, experiente ele diz que as vendas realmente acrescerão nos dois últimos dias antes da Copa. “A parti de hoje as coisas já começam a mudar. A Copa é única e é um tempo em que as pessoas se juntam”, diz Sunit.

Para fechar o leque de entrevistas, o empreendedor, Djair Oliveira, se mostrou entusiasmado. “A gente percebe que pessoas estão um pouco descrentes com a participação do Brasil nesta Copa, mas mesmo assim, acredito que o movimento irá  melhorar bastante  durante a transmissão dos jogos, e a expectativa é que o comércio dê uma esquentada na economia do municio neste período”.

Poucos carros e algumas ruas enfeitadas para a Copa. 

 

Rua no bairro Rio Verde

 

Reportagem: Fernando Bonfim

Quem tem conta na Caixa Econômica solicita o benefício de forma online. Os que não têm, devem procurar o consulado na cidade que residem para sacar

A partir do dia 10 de março a Caixa Econômica Federal começa a liberar o saque das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aos beneficiários nascidos em janeiro e fevereiro e quem está fora do País pode ter acesso ao valor e não perder o prazo para o saque, que será até 31 de julho.

O saque das contas inativas do FGTS será mais fácil aos que são correntistas da Caixa Econômica Federal, uma vez que o crédito será feito de forma automática na conta poupança, quando solicitado o benefício no site do banco . O crédito será feito mediante a data de aniversário do trabalhador, em calendário divulgado anteriormente pela instituição.

Se o trabalhador tiver conta corrente e conta poupança, ou apenas conta corrente na Caixa, ele deve informar a instituição, no próprio site do banco, em qual conta deseja que o crédito seja efetuado. O banco informou que para tal solicitação o trabalhador deve ter o número do PIS/NIS/Pasep e cadastrar uma senha no site criado especificamente para as contas inativas.

Consulados

Os que não são correntistas do banco o saque será um pouco mais trabalhoso. O beneficiário terá de procurar o consulado brasileiro no país em que reside. Assim como os trabalhadores que estão no Brasil, quem mora no exterior deve se atentar ao calendário de saque para não perder o prazo.

No consulado, ele terá de preencher o documento Solicitação de Saque do FGTS e apresentar carteira de trabalho e documento de identidade, provando ao consulado que tem direito ao benefício concedido pelo governo de Michel Temer. Neste documento deve constar o número de uma conta no Brasil para que depósito seja feito.  Se o beneficiário não tiver uma conta no Brasil em seu nome, poderá informar uma conta de outra pessoa.

O crédito em conta será feito 15 dias após a solicitação feita pelo trabalhador, porém sempre respeitando o calendário baseado na data de nascimento.  A Caixa Econômica Federal informou que está dando todo o suporte aos consulados brasileiros no exterior para que o trabalhador não tenha dificuldade em sacar a conta inativa do FGTS mesmo estando fora do Brasil.

 

Fonte: economia.ig.com.br

A companhia aérea TAM vai reduzir suas operações domésticas em até 10%, e poderá cortar até 2% de seu quadro de funcionários. O anúncio foi feito pela empresa nesta segunda-feira (20), justificando que a medida está sento tomada "diante de um cenário econômico desafiador no país".

O corte nas operações será gradual, de acordo com a empresa. Com isso, a oferta da TAM no mercado doméstico deve cair ente 2% e 4%. De acordo com nota enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no entanto, a TAM não deixará de operar em nenhum dos destinos atuais.

A empresa diz que os cortes de funcionários não atingirão a tripulação, "dado os planos de crescimento de médio prazo", e promete apoiar os demitidos com recolocação profissional.

A Abear, associação de empresas do setor aéreo, afirmou em abril que as companhias devem faturar menos em 2015 caso a atual tendência de queda nas tarifas continue.

De acordo com a entidade, a atividade econômica lenta fez com que a demanda corporativa (compras feitas por empresas ou a negócios) caísse "brutalmente" da proporção normal de 70% para 50% no momento, ficando ainda menor em alguns voos.No primeiro trimestre deste ano, a Latam – companhia consolidada que inclui a TAM e a Lan – registrou um prejuízo líquido de US$ 40 milhões.

Fonte: G1 

Do G1, com informações do Jornal Nacional

Opção é avaliada em meio à crise no setor, informou o Jornal Nacional. Índices de chuvas continuam abaixo do esperado nos últimos meses O governo estuda ampliar em um mês o horário de verão, que está em curso desde o dia 19 de outubro com previsão de término em 22 de fevereiro, para economizar energia. Segundo informações do Jornal Nacional, a possibilidade é analisada diante do cenário atual de crise do setor elétrico e com os índices de chuva abaixo do esperado nos últimos meses.

O horário de verão está em curso em onze estados das regiões Sul e Sudeste, mais o Distrito Federal. O governo espera reduzir em 4,5% o consumo de energia no horário de pico. "Faremos uma avaliação no dia 12 de fevereiro para que nós possamos ter uma previsibilidade com relação ao ritmo hidrológico do final do mês de fevereiro e do começo do mês de março. E aí sim tomaremos uma decisão com relação ao horário de verão", disse o ministro Minas e Energia, Eduardo Braga.

Na entrevista ao Jornal Nacional, Braga também afirmou que, para enfrentar o problema da falta de chuvas, contará também com a energia gerada pela termelétrica de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, que tem potência instalada de 640 megawatts. Em 2013, o governo afirmou que só recorreria à energia de Uruguaiana em caso de extrema necessidade. Para a termelétrica entrar em operação, a Argentina tem que autorizar a utilização de um gasoduto. A empresa responsável por Uruguaina afirmou que espera para este mês o fornecimento de gás para a usina voltar a funcionar. O ministro também confirmou que a partir de primeiro de março, as distribuidoras vão lançar uma campanha de conscientização para economia energia. Veja o site do Jornal Nacional.

Economia de água

Para especialistas do setor elétrico, a economia de água dos reservatórios das hidrelétricas, apesar de pequena, é importante diante do cenário de crise. “Essa economia [de 0,4%] não é de se jogar fora diante da atual circunstância”, diz Roberto Brandão, pesquisador do Grupo de Estudos. “Os benefícios não são gigantescos, mas ainda são significativos, continua valendo a pena. Qualquer economia de água dos reservatórios é válida”, diz o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales. Do Setor Elétrico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), entre 2010 e 2014 o horário de verão resultou em economia de R$ 835 milhões para os consumidores, devido à eletricidade que deixou de ser gerada pelo uso da luz do sol. Para a edição 2014/2015 do horário de verão, a economia estimada inicialmente é de R$ 278 milhões, 31% menos do que na edição passada (R$ 405 milhões). Esses valores, porém, são muito pequenos diante dos gastos do setor elétrico e não chegam ter impacto nas contas de luz.

Benefícios

O governo alega que o horário de verão evita investimentos de cerca de R$ 4 bilhões ao ano, com mais geração e sistemas de transmissão de eletricidade. Segundo o Ministério de Minas e Energia, ele permite um melhor aproveitamento da luz solar e “maior racionalidade no uso da eletricidade.” Outra vantagem, diz o ministério, é o aumento da segurança do sistema elétrico e maior flexibilidade para a realização de manutenções, além de redução da pressão sobre o meio ambiente e nas tarifas cobradas pelo serviço. O horário de verão foi aplicado no Brasil pela primeira vez no verão de 1931/1932.

Consumo na ponta

Entretanto outro efeito do horário de verão, que é o de evitar picos de consumo de energia no chamado horário de ponta (entre 18h e 21h), “perdeu um pouco da relevância” nos últimos anos, aponta Roberto Brandão, da UFRJ. Por conta do aumento no uso do ar-condicionado no país, mais recentemente os picos de consumo de eletricidade durante o verão começaram a ser registrados no início ou meio da tarde, entre 14h e 16h. No passado, esse pico era registrado entre 18h e 21h, devido ao aumento do consumo gerado pelo uso de eletrodomésticos quando as pessoas saem do trabalho e voltam para as suas casas, junto com a iluminação pública nas cidades. “Nos últimos anos, o horário de verão perdeu um pouco da sua relevância porque houve mudança no padrão de horário de ponta no Brasil”, diz o pesquisador. Ele aponta, porém, que continua sendo importante equilibrar a demanda por energia no fim do dia.

Para o professor de engenharia elétrica da Universidade de Brasília (UnB), Rafael Shayani, o horário de verão continua sendo importante para “evitar a sobrecarga” do sistema elétrico durante o verão e até mesmo apagões. “O horário de verão é necessário na medida em que a demanda por energia no Brasil está crescendo e o setor elétrico não consegue acompanhá-la. Ela visa evitar um apagão”, diz ele.

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Sul e Sudeste do Pará

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