Cerca de 150 professores da rede municipal de ensino participaram na manhã do último sábado, 11, no auditório do Espaço Valer, da formação que encerrou a segunda etapa de encontros do Circuito Mineração nas Escolas.

Marcaram presença docentes das disciplinas de História, Geografia e Ciências, dos 3º e 4º ciclos do ensino fundamental.O projeto é realizado por meio de parceria firmada entre a Prefeitura de Parauapebas, via Secretaria de Educação (Semed), e a mineradora multinacional Vale.

Nesta terceira e última etapa das formações, o tema foi “Sustentabilidade: Inclusão Profissional no Mercado de Trabalho”. Durante o encontro, os educadores conheceram as profissões mais demandadas pela mineradora Vale e as oportunidades ofertadas às pessoas com deficiência (PcD). 

A gerente de Recursos Humanos da empresa, Carmene Abreu, discorreu sobre oportunidades e empregos na mineração. E Gildiney Sales, gerente executivo de Operações, compartilhou sua experiência inclusiva. “Temos muitas iniciativas de inclusão de profissionais com deficiência na mineração. Atualmente, estamos no meio de uma formação de aprendizes PcDs em mecânica”, informou Carmene.

Para Valdelice Cardoso, coordenadora pedagógica dos 3º e 4º ciclos da Semed, a reflexão sobre a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho deve ser constante, principalmente entre os educadores. “Hoje, a rede municipal de ensino possui mais de 700 alunos com algum tipo de deficiência. Só nos nonos anos temos 119. São estudantes que, em breve, precisarão ser inseridos no mercado de trabalho”.

O professor Rodrigo Mota, que leciona Geografia na Escola Antônio Matos, garantiu que as formações e outras atividades do Circuito tornaram suas aulas mais dinâmicas e interessantes. “Recebemos materiais que podemos usar com os alunos, participamos de formações e levamos os alunos para aulas de campo na mina. Tudo isso proporcionou a eles conhecimentos mais aprofundados sobre a região onde vivem”, observou.

48 MIL ALUNOS ALCANÇADOS

O projeto “Circuito Mineração nas Escolas” foi implantado em Parauapebas em 2014 com o objetivo de aproximar e trazer novos conhecimentos sobre a mineração e sua aplicabilidade. Desde então, mais de 48 mil estudantes foram alcançados pelas diversas ações do circuito.

Segundo Margarida de Queiroz, coordenadora de Ciências dos 3º e 4º ciclos da Semed, o projeto tem ajudado os alunos e professores a compreenderem melhor a principal atividade econômica do município. “Por meio dele, os estudantes têm a oportunidade de vislumbrar de perto parte do processo de extração mineral, conhecer mais sobre a empresa e refletir sobre os impactos positivos e negativos vinculados à indústria extrativa.”

 (ASCOM-PMP/Texto e fotos: Messania Cardoso)

O movimento Todos Pela Educação, organização suprapartidária e sem fins lucrativos, está promovendo desde ontem, sexta-feira (10) até a próxima quarta-feira (15) um debate sobre o ensino no Brasil, focado na educação básica, com os candidatos à Presidência da República. Por enquanto, quatro dos 13 confirmaram presença.

A série de diálogos, que conta com apoio do jornal Folha de S.Paulo, teve início nesta sexta-feira, na capital paulista, com o candidato Ciro Gomes (PDT). Na próxima segunda, será a vez da candidata Marina Silva (Rede), depois do candidato a vice-presidente na chapa do PT, Fernando Haddad (PT), na terça-feira (14).

O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, participa dos debates na quarta-feira (15). Os 13 candidatos foram convidados, segundo a organização. A Agência Brasil acompanhará as discussões.

Sugestões

O movimento Todos Pela Educação apresentou aos candidatos um plano com sete metas para quatro anos de mandato. A primeira meta é atenção especial à primeira infância, que inclui não só acesso a creches, mas direitos básicos como saúde, esporte e lazer. A segunda é a valorização dos professores, com investimentos em formação e organização de uma carreira, a fim de que os docentes se preparem para o desafio de elevar o padrão da educação brasileira.

As metas três e quatro dizem respeito ao currículo escolar: reformular o ensino fundamental (com foco na etapa do 6º ao 9° anos) e o ensino médio, ampliando a educação em tempo integral e aprimorando a grade curricular, bem como implementar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A quinta meta propõe ainda aprimorar o processo de alfabetização para superar dados oficiais que indicam que 55% das crianças ainda são analfabetas ao final do 3º ano do primeiro ciclo do ensino fundamental.

A sexta proposta defende a  atualização da gestão e da governança da educação no país, com uma organização mais clara das competências da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a partir da implantação do Sistema Nacional de Educação. A sétima e última meta trata do financiamento e prevê a mudança das regras atuais para que a distribuição dos recursos federais contemple as regiões mais necessitadas.

Propostas

Primeiro a participar da série de encontros, o candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, criticou o sistema atual de ensino, que, na sua opinião leva à chamada “decoreba” e listou as medidas que considera essenciais para aperfeiçoar o sistema educacional no país. “[O formato atual] faz com que a escola seja muito ‘careta’, com pouca capacidade de reter, atrair o aluno, e isso vai se agravando na proporção com que a idade sobe."

Para o candidato, é fundamental garantir proteção integral à criança, com assistência médica e odontológica, lazer e socialização, assim como dar atenção ao ensino fundamental. Segundo ele, a meta é construir creches para o atendimento de crianças em tempo integral. Para a construção, será necessário criar um fundo de recursos para apoio federal aos municípios.

"Por ano nascem, 3 milhões de bebês. Em 20 anos, serão 60 milhões, e nós estaremos obrigados a expandir a atenção maternoinfantil, especialmente na creche. O Brasil tem um apelo de 2,7 mil vagas para ensino infantil. Minha meta é objetiva, quero abrir 50% das vagas necessárias."

Ciro Gomes também afirmou que pretende reajustar os valores pagos aos professores, elevar o número de mulheres em funções públicas e unificar a base curricular. Segundo ele, a definição desta base curricular unificada deve envolver docentes e estudantes. Ele afirmou que Fortaleza e o estado do Ceará tiveram experiências bem-sucedidas a partir de equipes formadas por, pelo menos, 50% de mulheres.

O candidato acrescentou ainda que o piso nacional da educação é um avanço, mas não é suficiente. Ciro Gomes disse que, se eleito, pretende revogar a Emenda à Constituição nº 95 que limita por 20 anos os gastos públicos. De acordo com ele, a limitação impede ganhos reais, a expansão do ensino infantil, do ensino médio e “mais gravemente” a evolução para o ensino em período integral.

(Fonte: Agência Brasil)

Quais atos disciplinares tem praticado a escola? É claro que, para responder a esta questão, precisamos responder outra: Que conceito nós temos de disciplina? Em uma visão dialético-libertadora, podemos entender a disciplina consciente e interativa como processo de construção da autorregulação do sujeito ou grupo, em que se dá a interação social, e pela tensão dialética que consiste na transformação do sujeito para se atingir conscientemente um objetivo.

Observando o cotidiano escolar é quase impossível não se perceber o formalismo reinante seja na relação professor-aluno, nos famosos “encaminhamentos” para a diretoria escolar, orientadores educacionais e para a coordenação pedagógica, seja na relação com os pais. Por exemplo, o tempo precioso que o professor perde com cobranças estéticas em sala de aula é de assustar, tendo em vista as grandes necessidades pedagógicas existentes e a perspectiva de ver esse tempo melhor empregado. O comportamento dos alunos em sala de aula tem sido uma grande dor de cabeça para o professorado. Realmente, observamos que o comportamento dos alunos mudou em relação ao nosso tempo de estudante. Mas torna-se necessário também observar que a sociedade mudou e os valores e os padrões de comportamento também mudaram. Quase sempre nós professores não observamos essas transformações quando vamos falar sobre as regras disciplinares com os nossos alunos. É certo que também temos parado mais vezes para ler, discutir, analisar e buscar soluções para os nossos problemas. Lemos artigos que se fundamentam nos aspectos ético-filosóficos, outros nos aspectos sociológicos, outros nos psicopedagógicos e outros nas transformações históricas. Ótimos textos, diga-se de passagem.

Constatamos através deles, que vivemos uma realidade conflituosa, na qual experimentamos simultaneamente: o pré-moderno, moderno e o pós-moderno. Isto interfere sobremaneira no comportamento dos nossos alunos que, consequentemente, se mostram inseguros, individualistas, sem valores coletivos, vazios de ideias, sem objetivos de vida. O que estão querendo dizer nossos alunos com seu comportamento em sala de aula? Será que estamos no lugar deles? Será que gostaríamos de assistir a estas aulas que estamos ministrando, ou até mesmo frequentá-las? Estas perguntas são preliminares, certamente temos muitas outras.

Faz-se necessário assumirmos a nossa alienação, ou seja, que deixemos de ser professores e nos tornemos escravos dos livros didáticos; dos diários escolares e  notas ou conceitos. Não produzimos nada, não criamos, não inventamos, apenas reproduzimos e reclamamos. Como consequência de professor alienado, temos o aluno alienado, aquele que perdeu a sua essência, que não deseja o conhecimento para a sua liberdade, mas simplesmente para vendê-lo ao sistema e escravizar-se a ele.  Podemos afirmar com tranquilidade que somos fruto de uma educação que não se interessava em ver pessoas autônomas. Percebemos isso claramente quando questionamos os professores sobre os problemas da escola e ouvimos sempre que a responsabilidade é do governo. É certo que todos temos uma grande dose de responsabilidade. Cabe a nós, professores, sabermos qual é a nossa. Isso não é difícil, pois nosso espaço de atuação é a sala de aula e, é com o aluno que trabalhamos diretamente, mais do que qualquer outra pessoa. É hora de construirmos junto com os nossos alunos e comunidade escolar: a escola, a aula e a sociedade que eles e nós, mesmo que inconscientemente desejamos.  Percebemos que o mundo mudou que não é mais o mesmo dos nossos pais. Quem está na escola hoje, é outro ser humano, com exigências e necessidades diferentes. Se queremos formar cidadãos conscientes com personalidades bem desenvolvidas, pessoas íntegras temos que repensar toda a estrutura escolar, com a preocupação de dar significado à vivência dos alunos nos seus afazeres curriculares e extracurriculares, temos que rever nosso currículo, quanto à propriedade dos conteúdos e da metodologia utilizada, visando possibilitar a formação de conceitos e atitudes pelos alunos; temos que propiciar a auto-avaliação e a avaliação em grupo para permitir a conscientização e o compromisso pessoal.

Portanto, negociar regras e limites de comportamento, estabelecendo em grupo sanções a que estão sujeitos os infratores e que devem ser vinculadas à conduta inadequada. A cobrança deve ser responsabilidade de todos, e a rediscussão das regras deverá ocorrer sempre que as transformações fizerem com que alguma regra perca o sentido (e, quase todas elas já as perderam) passando a entravar o crescimento do grupo e o andamento dos trabalhos escolares.

Especialista em educação*

 

O Brasil, assim como outros países da América Latina, tem dificuldade em atrair jovens talentosos para a carreira de professor. Essa é uma das conclusões do estudo Profissão Professor na América Latina - Por que a docência perdeu prestígio e como recuperá-lo?, divulgado hoje (27) pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

No Brasil, apenas 5% dos jovens de 15 anos pretendem ser professores da educação básica, enquanto 21% pensam em cursar engenharia. No Peru, o índice dos que pretendem optar pela docência é de menos de 3%, contra 32% que querem se tornar engenheiros. Por outro lado, em países onde a profissão é mais valorizada, o interesse tende a ser maior, como na Coreia do Sul, onde 25% dos jovens têm a intenção de lecionar, e na Espanha, onde o índice chega a quase 20%.

Entre as razões para o desinteresse para atuar na educação básica estão, segundo a pesquisa, os baixos salários. “Mesmo nos últimos anos, após uma década de incrementos nos salários dos professores, eles continuam a ganhar consideravelmente menos do que outros profissionais”, enfatiza o texto.

A partir  dos dados das pesquisas domiciliares no Brasil, Chile e Peru, o estudo do BID mostra que os educadores ganham cerca da metade da remuneração de profissionais com formação equivalente. No Equador, a diferença é menor, mas os professores ainda recebem 77% da remuneração de outras áreas. No México, os vencimentos dos trabalhadores da educação é de 83% dos de outros ramos.

Falta de infraestrutura

Além da questão financeira, o estudo aponta para as condições de trabalho como razão do desinteresse dos jovens pela docência. “Muitas vezes a infraestrutura das escolas latino-americanas é deficiente em relação a equipamentos e laboratórios e até mesmo em termos de serviços básicos”, ressalta o documento.

O estudo menciona as informações levantadas pelo Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação em 2013 sobre escolas de 15 países latino-americanos, incluindo o Brasil. Na ocasião, foi constatado que 20% dos estabelecimentos de ensino não tinham banheiros adequados, 54% não tinham sala para os professores e 74% não contavam com laboratório de ciências.

Desinteresse

O estudo aponta ainda que muitos jovens acabam seguindo a carreira docente “por eliminação, não por vocação”. Recuperando dados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) de 2008, a pesquisa destaca que, à época, 20% dos estudantes de ensino superior com foco no magistério haviam feito a opção para ter uma alternativa caso não conseguissem outro emprego e 9% por ser a única possibilidade de estudo perto de casa.

“Ser professor na América Latina não é uma carreira atraente para jovens talentosos do ponto de vista acadêmico. Não se pode ignorar o fato de que muitos futuros professores decidem frequentar um curso de carreira docente exatamente por ser uma carreira mais acessível no aspecto acadêmico, e não necessariamente por terem uma vocação pedagógica”, analisa o estudo.

Reflexos

Esse problema tem, junto com outros fatores, reflexos no desempenho dos estudantes. Os dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), citados pela pesquisa, mostram, por exemplo, que os conhecimentos em leitura, matemática e ciências dos jovens de 15 anos da região está dentro dos 40% dos com pior resultado entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O percentual dos estudantes que não atingem o nível básico das competências é mais do que o dobro da média da OCDE.

(Fonte: Agência Brasil)

O número de alunos com idade acima do recomendado para a série de ensino na rede pública é quatro vezes maior em relação às escolas privadas no Brasil. As turmas das escolas públicas têm um maior número de alunos e passam menos tempo na escola em relação aos alunos da rede privada. Os dados são do Censo Escolar 2017, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Enquanto a rede privada apresenta uma taxa de 5,1% alunos com idade acima do recomendado no ensino fundamental e 7,4% no ensino médio, a rede pública tem 20,7% de seus alunos com idade acima da série no ensino fundamental e 31,1% no ensino médio.

Apesar de ainda apresentar disparidade em relação à taxa da rede privada, os índices do ensino público apresentaram queda nos últimos 10 anos. Em 2007, a taxa de distorção idade/série era de 30,1% no ensino fundamental e 46,5% no ensino médio da rede pública.

O indicador de taxa de distorção idade/série utilizado no Censo Escolar indica o percentual de alunos que tem dois ou mais anos de idade acima do recomendado em determinada série, tendo como base a idade de seis anos estabelecida para ingresso no ensino fundamental.

“É um retrato muito importante. Se você pensar que a cada quatro alunos da educação básica no Brasil um aluno está mais de dois anos defasado é um sintoma claro da crise de aprendizagem que o país vive”, explica o gerente de políticas educacionais da organização não governamental Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa.

Para a coordenadora de políticas educacionais da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, o indicador não pode ser analisado apenas do ponto de vista educacional. “A taxa de distorção passa pela exclusão escolar. Muitas vezes, o aluno saiu da escola e voltou depois para uma série anterior. Esse jovem sai da escola ou tem dificuldade de aprendizagem quando está dentro da escola. Tem diversos fatores que vão além da educação, que passam muitas vezes pelo próprio arcabouço de direitos sociais em que esse jovem está inserido. A distorção fica maior em regiões do país que têm maiores índices de pobreza e de vulnerabilidade social”, aponta.

As maiores porcentagens de alunos acima da idade recomendada nas escolas estão no Norte (com 26,4% no ensino fundamental e 41,4% no ensino médio) e no Nordeste (com 24,5% no ensino fundamental e 36,2% no ensino médio). Os estados que apresentam as maiores taxas de distorção são Sergipe com 30,6% no ensino fundamental e 47,5% no ensino médio, Pará com 30,5% no fundamental e 47,5% no médio e Bahia com 29,9% no fundamental e 43,6% no médio.

Para o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), as taxas de distorção na rede pública expressam fatores como o volume de estudantes com entrada tardia na escola, as dificuldades na trajetória escolar, a heterogeneidade nas condições de aprendizagem dos alunos, e as dificuldades da escola em fazer face a essas diferenciações nas características dos alunos. 

“O esforço das redes estaduais no cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação, relativas a essa temática, tem se concentrado na melhoria do fluxo escolar, no atendimento complementar aos estudantes com dificuldades de rendimento escolar, na formação continuada de professores, no estímulo à adoção de tecnologias educacionais que favoreçam a aprendizagem e, sobretudo, no desenvolvimento de providências para a implantação do Novo Ensino Médio”, diz o Consed.

Tempo de permanência na escola

Em 2017, a média nacional de horas-aula diária nas escolas, tanto públicas quanto privadas, foi de 5 horas no ensino médio; de 4,6 horas no ensino fundamental; e de 6 horas na educação infantil.

Na rede privada, a média foi de 5,5 horas no ensino médio; 4,6 horas no ensino fundamental e 6,2 horas na educação infantil. Já na rede pública, a média de horas-aula foi de 4,9 horas no ensino médio; 4,6 horas no ensino fundamental e 6 horas na educação infantil.

“Hoje a gente está com 8,30% das matrículas em tempo integral, a gente tá muito distante de atingir o que é previsto pelo Plano Nacional de Educação”, considera Pellanda. O Plano Nacional de Educação coloca como meta para o ensino público brasileiro a meta de atingir 25% das matrículas até 2024 em ensino integral.

A coordenadora de políticas educacionais da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação ressalta que, além dos cortes orçamentários sofridos pelo setor nos últimos anos, a educação pública brasileira tem seus índices de qualidade afetados pela lentidão na implementação do Plano Nacional de Educação. Após quatro anos de sua vigência, 30% da política foram colocadas em vigor, de acordo com balanço da entidade.

“Quando a gente vê que o Plano Nacional de Educação está colocado completamente de escanteio na política educacional, é obvio que a gente vai chegar em resultados como esses de comparação entre a rede pública e a rede privada”, avalia.

Para Gabriel Corrêa, do Todos pela Educação, o tempo de permanência do aluno na escola é fundamental para a qualidade da educação, mas ele ressalta que é necessário garantir também a qualidade do ensino ofertado durante esse período. “Simplesmente expandir o tempo sem melhorar a qualidade desse tempo não vai mudar em nada. É um processo que tem que acontecer de expansão da exposição dos alunos à aprendizagem, mas com o tempo de aula cada vez mais efetivo, com professores bem preparados e a prática pedagógica aprimorada”, afirma.

O Consed reconhece a necessidade de ampliar a jornada diária de aulas e considera que isso está sendo feito gradativamente com a implementação das escolas de tempo integral e da ampliação da carga horária total no ensino público.

(Fonte: Agência Brasil/Sabrina Craide)

O Ministério da Educação (MEC) liberou o resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Nesta edição, o programa oferece 57.271 vagas em 68 instituições públicas de ensino superior em todo o país. O resultado pode ser consultado na página do programa na internet.

Os estudantes selecionados deverão fazer a matrícula nas instituições de ensino entre 22 e 28 de junho. Aqueles que não foram selecionados poderão participar da lista de espera que estará aberta de 22 a 27 de junho. A convocação dos candidatos em lista de espera será de 3 de julho a 21 de agosto.

As vagas foram oferecidas em oito instituições públicas estaduais, uma faculdade pública municipal e 59 instituições públicas federais, com dois centros de Educação Tecnológica, 27 institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia e 30 universidades.]

(Fonte: Agência Brasil)

Foi realizada na tarde desta segunda-feira (11), uma reunião entre secretário municipal de educação, Raimundo Neto e o titular da Secretaria Municipal de Saúde ( Semsa), José  das Dores Couto. A pauta tratada entre os dois secretários de governo era referente à recepção à comissão da Universidade do Estado do Pará (Uepa) que estará em Parauapebas nos dias 25 e 26 deste mês.

A comissão da Uepa estará na cidade para conhecer as instalações e os equipamentos de saúde do município, além disso, fará visitas à implantação da Residência Médica nas áreas de Pediatria, Clínica Médica e Cirurgia Geral.

Segundo Neto, um dos passos para implantação da Residência Médica é credenciar o Hospital Geral de Parauapebas como hospital-escola, a fim de atender às necessidades acadêmicas. Para Coutinho, tudo tranquilo. "Estamos de portas abertas para receber a Uepa. A vida da instituição é muito importante para nós”, finalizou.

(Da redação)

Mais de 140 mil alunos foram matriculados, diz Prefeitura de Curitiba. Alunos da rede estadual estão sem aula por causa da greve de professores. 

Começa nesta quinta-feira (19) o ano letivo na rede municipal de educação em Curitiba. Segundo a prefeitura da cidade, mais de 140 mil alunos foram matriculados nas 184 escolas e 199 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) da capital paranaense. 

Dezoito mil educadores, entre eles pedagogos, professores de educação infantil, secretários escolares, auxiliares de serviços e equipes gestoras, participaram da Semana de Estudos Pedagógicos, realizada de 9 a 13 de janeiro. 

As aulas do primeiro semestre vão até o dia 3 de julho. As férias na metade do ano começam no dia 6 e seguem até o dia 20 de julho. O reinício das atividades escolares está previsto para 22 de julho e o encerramento do ano letivo será em 17 de dezembro.

Trânsito
O projeto Volta às Aulas, voltado à prevenção de acidentes e a mobilidade do trânsito no entorno das escolas, também retorna nesta quinta. Agentes da Secretaria Municipal de Trânsito (Setran) e guardas municipais farão ações educativas em escolas municipais da capital. 

Folhetos com dicas de trânsito e o uso correto da cadeirinha nos carros serão distribuídos nas ruas e cruzamentos próximos às escolas. A Urbanização de Curitiba (Urbs) fará a fiscalização do transporte escolar. 

O projeto Volta às Aulas será realizado durante a manhã e a tarde até o dia 4 de março. A lista com a programação pode ser consultada nosite da prefeitura.

Rede estadual
O ano letivo que deveria ter iniciado no dia 9 de fevereiro nas escolas da rede estadual de ensino ainda não começou por causa da greve de professores e funcionários estaduais. Quase um milhão de alunos em 2,1 mil escolas do estado estão sem aulas.

A categoria paralisou as atividades há quase duas semanas em protesto contra um pacote de medidas do governo estadual que, segundo eles, prejudica as carreiras dos educadores. Os trabalhadores também reivindicam o pagamento de benefícios atrasados e a reabertura dos turnos fechados no fim de 2014. O "pacotaço" foi retirado para revisão da pauta de votações da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) na quinta-feira (12), após servidores em greve invadirem o pátio da Casa.

 

Uma reunião entre o Governo do Estado e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) está marcada para as 14h30 desta quinta na tentativa de negociar o fim da greve da categoria.

 Fonte: Daiane Baú, G1 PR

O Instituto Samurai-Zen foi fundado em 2007 e vem promovendo o treinamento de atletas, impulsionando a cultura e a defesa do patrimônio histórico e artístico. O esporte é tradicionalmente conhecido pelos benefícios que traz ao desenvolvimento humano na contribuição para a formação física e intelectual. Hoje ele estabelece conceitos de liderança, trabalho em equipe e disciplina que são estimulados desde a infância, de maneira a formar indivíduos mais solidários com sentido de cooperação.

Ferramenta de transformação social – assim é o Instituto Samurai – Zen, uma instituição sem fins lucrativos de finalidades sociais, educativas, esportivas e de defesa social, visa integrar crianças, jovens, adolescentes e adultos de baixa renda e que moram na área da periferia da sociedade, onde os pais e atletas convivem no mais saudável ambiente esportivo com atividades de Karatê, jiu-jitsu, judô, capoeira, Free-step, ginastica, futebol, voleibol, queimada, handebol e ações culturais.

Instituto depois participar do Um Por Todos, Todos Por Um, de uma emissora de televisão em setembro de 2014, Luciano Huck veem a Parauapebas, no Pará, conhecer a história do professor Adaías e seu projeto, o Instituo Samurai Zen. Ao lado da mulher a professora Edvane, eles montaram uma rede de aulas de balé, capoeira, judô, jiu-jitsu e caratê, a principal atividade do instituto. No total, cerca de 850 crianças eram atendidas pelo projeto.

No palco do Caldeirão, no último dia 31 de janeiro, o casal contou novidades sobre a instituição. Adaías disse ao apresentador do programa que o número de alunos triplicou após participação. “Paramos as inscrições para o balé porque a professora não poderia dar uma aula de qualidade. Mas, fizemos um banco de reservas”, explica a esposa do idealizador, Edvane.

O trabalho de Adaías e Edvane tem rendido muitos frutos, especialmente no caratê. No ano passado, a cidade de Parauapebas levou 16 atletas para o Mundial de caratê, na Itália - 12 desses eram do Instituto. Segundo Edvane, eles foram o município que mais medalhas conseguiu, de todas as cidades (do mundo!) que participaram. Em Foz do Iguaçu, no Paraná, levaram 28 atletas para um Mundial e voltaram com 27 medalhas. Luciana, uma atleta de 10 anos, foi campeã mundial da categoria 9/10 anos tanto na Itália, em 2013, como em Foz do Iguaçu, em 2014. Mas, mesmo tendo o apoio da prefeitura de Parauapebas, o casal ainda precisa de apoio financeiro para dar continuidade ao projeto, concluiu a professora Edvane.

 

Da Redação.

(Texto: Fabiane Barbosa/ Fotos: Helder Messiahs)

Prefeito determina reajuste de 38,96% no vale alimentação dos servidores municipais Em reunião extraordinária da Mesa de Negociação Permanente com os sindicatos, o prefeito João Salame acertou na última quarta-feira (4) o reajuste de 38,96% no vale alimentação dos servidores municipais. Com isso o benefício passa de R$ 161,20 para R$ 224,00.

Outro ponto discutido foi a implantação do piso salarial dos motoristas e operadores de máquinas da prefeitura. Será encaminhado um projeto de lei para aprovação na Câmara Municipal de Marabá (CMM) estabelecendo que motoristas deixarão de receber salário mínimo para receber R$ 1380,00 e que os operadores de máquina passarão a receber 1572,00. O projeto de lei deve passar por votação no fim do mês, quando a CMM volta do recesso.

Já sobre os salários de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate de Endemias (ACE) ficou definido que o prefeito participará de nova reunião com o secretário de Saúde e o Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Pará) para ajustar os valores retroativos, bem como o pagamento do incentivo financeiro concedido pelo governo federal no final do ano. O piso financeiro da Educação também estava na pauta de discussão e ficou acertado que os servidores receberão este mês o pagamento retroativo a janeiro.

Ainda foi autorizada pelo prefeito a criação das portarias para montagem das comissões dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) Geral, da Saúde, Regime Jurídico e Instituto de Saúde do Servidor. Por fim ficou acertado que haverá reunião específica para tratar da arrecadação municipal. Participaram da reunião representantes do Servimar (Sindicato dos Servidores de Marabá), do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará) e do Sintesp (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Pará), além de representantes das secretarias de Administração (Semad), de Planejamento (Seplan), de Saúde (SMS), Educação (Semed), e da Procuradoria Geral do Município (Progem).

Página 1 de 2

Sul e Sudeste do Pará

Loading
http://carajasojornal.com.br/modules/mod_image_show_gk4/cache/Publicidade.2018.Sophos_UNAMAgk-is-100.jpglink
http://carajasojornal.com.br/modules/mod_image_show_gk4/cache/Publicidade.2018.Sophos_2018gk-is-100.jpglink

Vídeos

Em parauaebas, aluno chamou a atenção dos vereadores, no momento em que fazia uso da tribuna. de Carajás O Jornal
18 Abril 2017
Alunos da Rede Estadual de Ensino, assistem aula no meio da rua em Parauapebas
13 Abril 2017
Novo Ministro do STF3
11 Fevereiro 2017
Tiroteio em Redenção deixa população assustada
01 Dezembro 2016
Nesse domingo os paraenses vivenciam o #CIRIO2016, a maior festividade Religiosa do Brasil
09 Outubro 2016
Dr. Hélio Rubens fala sobre o caso de corrupção na Câmara Municipal de Parauapebas
08 Outubro 2016
MARCHA PARA JESUS: Milhares de jovens nas ruas de Parauapebas
08 Outubro 2016
Corrupção é um problema de todos, você também pode combater!
06 Outubro 2016
Joelma agradece pela presença e participação em seu show na FAP 2016
12 Setembro 2016
Jake Trevisan agradecendo toda população de Parauapebas no Carajás O Jornal
06 Setembro 2016
Cantor Açaí no evento da Imprensa na FAP a pedido de Marola Show, canta para a Rainha, primeira e segunda princesa da FAP 2016.
01 Setembro 2016