O filósofo e escritor Gabriel Chalita diz que a nobreza do magistério reside justamente na capacidade de partilhar com os aprendizes a beleza e a grandiosidade dessa magnífica experiência que é a vida. E no que depender dos novos professores da rede municipal de ensino, empossados na manhã desta quarta-feira, 7, no auditório da Prefeitura de Parauapebas, lições valiosas serão apreendidas pelos estudantes de Parauapebas não só em relação às disciplinas que fazem parte do currículo escolar, mas também em relação à vida.

Na posse dos 59 novos servidores públicos, não faltaram histórias de superação e amor à profissão. “Eu amo educação, eu respiro educação, fui muito feliz na escolha da minha profissão e agora me sinto realizado”. Essa frase, proferida pelo pedagogo Antônio Silva Ferreira, demonstra um pouco do clima de satisfação e alegria presente durante o evento.

Outro exemplo de entusiasmo e determinação foi a do professor de Educação Física Carlos Adriel Rodrigues. Ele se formou em 2011, fez especialização e com muita dedicação garantiu sua aprovação no certame. “Eu estudei muito. Estava determinado a passar, pois esse é um dos melhores concursos da área do Brasil”, disse o educador, acrescentando que irá se esforçar para fazer um bom trabalho e ser reconhecido por suas boas práticas.

A cerimônia de posse também foi marcada por discursos de congratulações e boas-vindas por parte, principalmente, das autoridades presentes. “Vocês merecem parabéns por vários motivos e um deles é a escolha, por terem escolhido a profissão mais nobre do mundo. Vocês, a partir de hoje, são responsáveis pela formação das futuras gerações. Penso que a única maneira de resolvermos os problemas que nós temos, atualmente, é através da educação”, externou o chefe de gabinete, Roque Dutra. 

Dutra aproveitou a oportunidade para adiantar aos presentes que o governo municipal juntamente com a Secretaria Municipal de Educação (Semed) já está traçando um novo plano de metas para garantir uma educação com mais qualidade a partir do próximo ano.

O secretário de Educação, Raimundo Neto, falou sobre sua felicidade em receber os novos educadores e sobre a responsabilidade da profissão. “Realizamos um concurso expressivo, bastante transparente e hoje, com muita alegria, recebemos os novos professores. Eles têm a responsabilidade de construir um futuro melhor. Tenho muita esperança que tragam novas energias e motivação”, destacou o gestor, ao falar sobre a importância de humanizar e valorizar as pessoas.

PREPARAÇÃO 

Após a declaração de posse pelo Executivo municipal, na ocasião, representado pelo chefe de Gabinete, Roque Dutra, e posse simbólica de alguns servidores, os novos concursados participaram de três palestras: Estágio Probatório e Progressão Horizontal e Vertical; Saúde; e Segurança no Trabalho e Processo Administrativo Disciplinar, ministradas pelos servidores Eliane Lima, Bruno Mergulhão e Andréa Patrícia, respectivamente. 

Também participaram do evento o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), Raimundo Moura, o secretário adjunto da Secretaria Municipal de Administração (Semad), Josenilson Gomes, e servidores do Centro de Treinamento e Recursos Humanos (CTRH) e da Semed.

No Brasil, metade dos professores não recomendaria a um jovem se tornar educador, por considerar a profissão desvalorizada, revela a pesquisa Profissão Docente, iniciativa da organização Todos Pela Educação e do Itaú Social.

De acordo com o levantamento feito pelo Ibope Inteligência em parceria com a rede Conhecimento Social, a maioria (78%) dos professores disse que escolheu a carreira principalmente por aspectos ligados à afinidade com a profissão. Entretanto,  33% dizem estar totalmente insatisfeitos com a atividade docente e apenas 21% estão totalmente satisfeitos.

Durante a pesquisa, foram entrevistados 2.160 profissionais da educação básica em redes públicas municipais e estaduais e da rede privada de todo o país, sobre temas como formação, trabalho e valorização da carreira. A amostra respeitou a proporção de docentes em cada rede, etapa de ensino e região do país, segundo dados do Censo Escolar da Educação Básica (MEC/Inep).

Para o diretor de políticas educacionais da organização Todos pela Educação Olavo Nogueira Filho, os dados são preocupantes. Ele reforçou a necessidade de repensar a valorização da carreira dos professores brasileiros. “Há bastante tempo conhecemos o desafio da desvalorização docente, da falta de prestígio em relação à carreira, mas acho que os novos dados chegam para reforçar e, mais uma vez, mostrar que temos um longo caminho a ser trilhado na educação, no que diz respeito à valorização da carreira”, afirmou.

Formação

Os docentes apontam como medidas mais importantes para a valorização da carreira, a formação continuada (69%) e a escuta dos docentes para a formulação de políticas educacionais (67%). Eles consideram urgente a restauração da autoridade e o respeito à figura do professor (64%) e o aumento salarial (62%).

Para o diretor Nogueira Filho, os números passam relevante mensagem no sentido de desmistificar o senso comum, que coloca a questão salarial como o principal problema para a carreira docente no país.

“O debate, de modo geral, tem colocado ênfase, de maneira quase isolada, na questão salarial. E, de fato, esse ponto surge no conjunto das principais medidas que as pessoas entendem como importantes para valorizar a carreira, mas não aparece na pesquisa como fator principal. Acho que isso traz uma questão importante sobre a discussão da valorização], que precisa ir além da questão do salário.”

A remuneração média dos professores no Brasil atualmente, segundo a pesquisa, é de R$ 4.451,56. A maioria dos docentes (71%) tem a profissão como principal renda da casa e 29% afirmam ter outra atividade como fonte de renda complementar.

Segundo a pesquisa, um em cada três professores tem contrato com carga horária de menos de 20 horas semanais, o que pode ter impacto na renda e no cumprimento de um terço da carga horária, prevista na Lei do Piso do Magistério para atividades extraclasse. Pelo menos 58% dos professores afirmam ter tempo remunerado fora da sala de aula. Contudo, somente cerca de 30% dos docentes dispõem de aproximadamente ou mais de um terço da carga horária para planejamento de aula.

Políticas públicas

Os professores ouvidos pela pesquisa consideram que é papel das secretarias de Educação oferecer oportunidades de formação continuada (76%), mas não concordam que programas educacionais, como um todo, estejam bem alinhados à realidade da escola (66%). Apontam a falta um "bom canal de comunicação" entre a gestão e os docentes (64%), e dizem que não há envolvimento dos professores nas decisões relacionadas às políticas públicas (72%). Também consideram aspectos ligados à carreira mal atendidos, como o apoio à questões de saúde e psicológicas (84%) e ao salário (73%).

Falta de confiança

Para o diretor de políticas educacionais da organização Todos pela Educação Nogueira Filho, os dados mostram que a falta de confiança entre o professor e as secretarias estaduais e municipais de educação é outro desafio a ser enfrentado. “Uma parcela significativa dos professores diz não acreditar que a secretaria tem lançado mão de políticas que tenham aderência à sua escola e, mais do que isso, mostram descrença com relação ao próprio compromisso da secretaria para com a aprendizagem dos alunos”.

O governo federal anunciou, em fevereiro deste ano, o aporte de R$ 1 bilhão para a Política Nacional de Formação de Professores, com objetivo de financiar 190 mil vagas em três diferentes iniciativas para formação docente: o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), o Programa de Residência Pedagógica e a Universidade Aberta do Brasil (UAB).

“São políticas que apontam no sentido correto e desejável, mas, considerando o tamanho do desafio, é razoável dizer que são insuficientes para, de fato, reverter o cenário que a pesquisa traz no que diz respeito à valorização da profissão, das estruturas da carreira e a qualidade da formação, tanto do ponto de vista inicial quanto continuado”, disse.

O diretor ressaltou a necessidade de mudança estrutural na formação inicial dos docentes. Na sua opinião, o governo federal pode ter papel importante na indução de melhorias a partir da criação de parâmetros de estruturação de carreira que possam ser seguidos pelas secretarias de educação.

Procurados pela reportagem, o Ministério da Educação e o Conselho Nacional de Secretários da Educação (Consed) não se manifestaram até o momento de publicação da matéria.

(Fonte: Agencia Brasil/Reportagem:Leandro Melito )

 

Foi realizada nas dependências da Câmera Municipal de Vereadores, na manhã de hoje, quarta-feira (27) a cerimônia de posse dos professores selecionados pelo concurso de 18 de fevereiro deste ano.  O certame foi lançado no ano passado e oferecia 300 vagas para professores de diversas modalidades de ensino, porém apenas 238 estavam aptos a ocupar as vagas.

O Concurso teve entorno de 10 mil inscritos, que fizeram a prova objetiva com 50 questões de Língua Portuguesa, Conhecimentos Pedagógicos, Legislação, Atualidades e Conhecimentos Específicos na 1º fase. Na 2º fase foi feita a prova de títulos. Foram disponibilizadas 300 vagas para professores de Educação Básica I e Educação Básica I, mas somente 238 seguiram  ser empossados por estarem de acordo com os critérios avaliativos do concurso.

Raimundo Neto titular da SEMED

Em entrevista com o titular da Secretária Municipal de Educação (SEMED), Raimundo Oliveira Neto falou sobre a importância dos novos professores empossados. “É muito significativo este momento, pois estamos aqui cumprindo o nosso dever com a Educação e realizando a posse dos professores que a partir de hoje serão profissionais de carreira e assim poderão trazer mais aprendizagem e formação”, disse o secretário.

Ana Lucia da Silva, Professora empossada de educação Infantil.

Ana Lucia Santos da Silva, professora de Educação Infantil,  falou sobre esse momento de realização. “Estou muito maravilhada, pois é um cargo que há muito tempo venho tentando conseguir. É uma grande felicidade para mim juntamente com minha família e, as minhas expectativas são as melhores”, finalizou a professora.

Professores lotaram o plenário da Câmara nesta manhã.

Os novos concursados participarão ainda de uma formação na quinta-feira (28) e sexta-feira (29), os professores de creche, educação infantil, educação do campo e ciclos iniciais, participarão da formação que ocorrerá no Centro universitário de Parauapebas (CEUP). A formação dos demais educadores dos ciclos finais será na Escola Municipal Cecília Meireles. E entre os dias 02 e 07 de Julho haverá apresentação dos professores nas escolas onde foram destinadas as vagas.

(Ingrid Cardoso)

A prova do concurso público da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) ocorreu dentro da normalidade, na manhã deste domingo, 24. Ao todo, 44.552 candidatos compareceram aos locais de prova. Do total de 51.419 inscritos no certame, foram registrados 6.867 faltosos, o que representa 13,35% do total de candidatos. O concurso oferta 2.112 vagas para nível superior. 

No município de Abaetetuba, 3.015 candidatos fizeram a prova do concurso da Seduc

Os candidatos fizeram as provas nos municípios de Abaetetuba, Altamira, Bragança, Breves, Belém, Cametá, Capanema, Capitão Poço, Castanhal, Conceição do Araguaia, Itaituba, Mãe do Rio, Marabá, Maracanã, Monte Alegre, Óbidos, Santa Izabel, Santarém, Soure e Tucuruí. A empresa organizadora do concurso é a Consulplan.

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead), vem trabalhando para realizar 22 concursos públicos ainda neste ano. São 5.765 vagas ofertadas, em cargos da administração direta e indireta. “Esse é mais um concurso público realizado com sucesso. Estamos trabalhando em mais 22 concursos, e esses novos profissionais já vão estar aptos a ingressar nos quadros da administração a partir de janeiro de 2019”, informa a secretária de Estado de Administração, Alice Viana. De acordo com a Sead o certame que oferece o maior número de vagas é o da Seduc.

Susiane Santos prestou seu primeiro concurso público para Bacharelado em Letras. “A prova foi excelente para quem estudou. O tema da redação que tratou sobre inclusão aluno – escola foi bem interessante. Estou terminando a graduação e espero entrar logo no mercado de trabalho”, disse.  

Vagas -  As áreas de nível superior contempladas pelo concurso são Artes (136 vagas), Biologia (24 vagas), Educação Física (23 vagas), Filosofia (103), Física (39), Geografia (101), História (98), Inglês (193), Matemática (731), Língua Portuguesa (540), Química (35) e Sociologia (89). As áreas mais concorridas são Educação Física (518 candidatos por vaga no pólo Belém) e Biologia (354 candidatos por vaga no município de Castanhal).

A remuneração é constituída de vencimento e gratificação de escolaridade que varia entre R$ 1.787,00 para o cargo de Professor, Classe I, Nível A, 20 horas; R$ 2.690,00 para o cargo de Professor, Classe I, Nível A, 30 horas; e R$ 3.574,00 para o cargo de Professor, Classe I, Nível A, 40 horas, remuneração ainda a ser acrescida de 10% de Gratificação de Magistério, além de Auxílio Alimentação no valor de R$ 525,50.

Interior do Estado - No município de Abaetetuba, 3.015 candidatos fizeram a prova do concurso da Seduc. No Colégio São Francisco de Assis, que recebeu o maior número de inscritos, um grupo de professores de Matemática recém-formado participou do certame. Riviane Lobato, Laura Silva, Francivaldo Pinheiro e Raniele Pinheiro estudaram juntos e se formaram em 2017. "É o nosso primeiro concurso, mas temos a vantagem de estar com tudo o que aprendemos em sala de aula bem vivo na memória", disse Riviane.

O professor de Língua Portuguesa, Benedito Souza, chegou às 8h01 e encontrou os portões  fechados da Escola Cristo Redentor. Professor concursado da rede municipal de Tailândia, ele vislumbrou no concurso da rede estadual a oportunidade de ter o segundo vínculo público, permitido aos docentes. "Infelizmente não deu tempo. Acordei 7h30 e como moro aqui perto achei que daria tempo, pois vim de moto. Não deu, agora é esperar o outro concurso", relatou.

A prova terminou às 12h25, mas alguns candidatos encerraram a prova bem antes. A professora de Inglês Daniele Machado veio de Barcarena e às 10h50 foi a primeira da sua sala a entregar a prova. Professoa na rede particular, a candidata busca a estabilidade do serviço  público."A minha avaliação é  muito positiva, as questões estavam dentro do conteúdo, principalmente a parte específica", avaliou. 

Já em Marabá, na Faculdade Metropolitana, o local com maior número de inscritos, a professora de Biologia Vera Lima Gomes se confundiu com o horário e chegou dez minutos após o fechamento dos portões. “Eu não sabia que os portões fechavam às 8h, achava que era oito e meia, eu não me informei, agora não adianta chorar pelo leite derramado, infelizmente não deu”, lamentou.

Nas salas, professores concentrados; do lado de fora dos locais de prova, parentes na torcida. O lavrador Valdemilson Ribeiro trouxe a esposa Rosanélia Corrreia, de São Geraldo do Araguaia. “Estou aqui mandando energia positiva, tenho certeza que ela vai conseguir passar. Acompanhei ela estudando noite e dia para o concurso”, disse.

No município, 5.423 candidatos estavam inscritos. A organização do concurso contabilizou 992 faltas. Para a efetiva realização do certame em Marabá, foram necessárias 650 pessoas entre fiscais e apoio para os sete locais de prova que foram disponibilizados. 

Nos municípios de Braganca e Capanema, no nordeste do Estado, as provas foram realizadas com tranquilidade. 

De acordo com a coordenadora do município de Braganca, Lena Amorim, a tranquilidade no decorrer da manhã se deu devido a uma logística montada desde às quatro da manhã e com um coordenador em cada espaço. “Tudo ocorreu sem nenhuma eventualidade que colocasse em risco o andamento da prova”, comentou.

A geógrafa Sirlene Barbosa, 29 anos, era uma das candidatas mais nervosas na entrada do Centro Educacional  João Paulo II, no centro de Bragança. Ela já trabalha no Estado dando aula com vínculo de contrato temporário. “Amo a sala de aula, mas quero a estabilidade”, afirmou.

Já em Capanema, a coordenadora do concurso, Danielle Batista Telles, explicou que os portões dos postos foram abertos às 07 horas, com fechamento marcado para às 08 horas. “Alguns confundiram e chegaram após o início e não puderam fazer a prova”, explicou.

A bióloga Alexandra de Araújo Pereira, 38 anos, entregou a prova às 10 horas e foi a primeira candidata a sair  no Colégio São Pio X, centro de Capanema. Ela já trabalha há 18 anos como professora. Atualmente é temporária no município de Salinópolis e está concorrendo uma vaga para Marabá como professora de biologia. “As questões estavam extensas, com enunciados enormes mas muito bem contextualizados”, comentou a professora.

Baixo Amazonas - No polo de Santarém, o concurso da Seduc teve 2.720 inscritos. Destes, 456 candidatos não compareceram nos locais de provas, que foram realizadas nos três Campus da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e na Escola Estadual Álvaro Adolfo da Silveira.

Candidatos avaliaram o conteúdo cobrado no exame. Na opinião de Tais Pâmela Aguiar, formada em Letras - com habilitação em Língua Portuguesa, o nível da prova estava razoável. "Da parte de constituição achei bastante razoável e gostei, também, do tema da redação que foi o que mais me agradou", avaliou a candidata.

Fredson Brelaz, que concorreu a uma vaga para professor de Língua Inglesa para o município de Óbidos, ressaltou que as questões foram bem elaboradas. "O que estudei realmente caiu na prova. Hoje em dia os concursos públicos estão mais concorridos, por isso não adianta fazer essa prova se você não tem tempo de estudo. Espero ter alcançado bons resultados", afirma.

(Agência Pará/Por Luciana Benicio)

 

A prova do concurso público da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) ocorreu dentro da normalidade, na manhã deste domingo, 24. Ao todo, 44.552 candidatos compareceram aos locais de prova. Do total de 51.419 inscritos no certame, foram registrados 6.867 faltosos, o que representa 13,35% do total de candidatos. O concurso oferta 2.112 vagas para nível superior. 

No município de Abaetetuba, 3.015 candidatos fizeram a prova do concurso da Seduc

Os candidatos fizeram as provas nos municípios de Abaetetuba, Altamira, Bragança, Breves, Belém, Cametá, Capanema, Capitão Poço, Castanhal, Conceição do Araguaia, Itaituba, Mãe do Rio, Marabá, Maracanã, Monte Alegre, Óbidos, Santa Izabel, Santarém, Soure e Tucuruí. A empresa organizadora do concurso é a Consulplan.

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead), vem trabalhando para realizar 22 concursos públicos ainda neste ano. São 5.765 vagas ofertadas, em cargos da administração direta e indireta. “Esse é mais um concurso público realizado com sucesso. Estamos trabalhando em mais 22 concursos, e esses novos profissionais já vão estar aptos a ingressar nos quadros da administração a partir de janeiro de 2019”, informa a secretária de Estado de Administração, Alice Viana. De acordo com a Sead o certame que oferece o maior número de vagas é o da Seduc.

Susiane Santos prestou seu primeiro concurso público para Bacharelado em Letras. “A prova foi excelente para quem estudou. O tema da redação que tratou sobre inclusão aluno – escola foi bem interessante. Estou terminando a graduação e espero entrar logo no mercado de trabalho”, disse.  

Vagas -  As áreas de nível superior contempladas pelo concurso são Artes (136 vagas), Biologia (24 vagas), Educação Física (23 vagas), Filosofia (103), Física (39), Geografia (101), História (98), Inglês (193), Matemática (731), Língua Portuguesa (540), Química (35) e Sociologia (89). As áreas mais concorridas são Educação Física (518 candidatos por vaga no pólo Belém) e Biologia (354 candidatos por vaga no município de Castanhal).

A remuneração é constituída de vencimento e gratificação de escolaridade que varia entre R$ 1.787,00 para o cargo de Professor, Classe I, Nível A, 20 horas; R$ 2.690,00 para o cargo de Professor, Classe I, Nível A, 30 horas; e R$ 3.574,00 para o cargo de Professor, Classe I, Nível A, 40 horas, remuneração ainda a ser acrescida de 10% de Gratificação de Magistério, além de Auxílio Alimentação no valor de R$ 525,50.

Interior do Estado - No município de Abaetetuba, 3.015 candidatos fizeram a prova do concurso da Seduc. No Colégio São Francisco de Assis, que recebeu o maior número de inscritos, um grupo de professores de Matemática recém-formado participou do certame. Riviane Lobato, Laura Silva, Francivaldo Pinheiro e Raniele Pinheiro estudaram juntos e se formaram em 2017. "É o nosso primeiro concurso, mas temos a vantagem de estar com tudo o que aprendemos em sala de aula bem vivo na memória", disse Riviane.

O professor de Língua Portuguesa, Benedito Souza, chegou às 8h01 e encontrou os portões  fechados da Escola Cristo Redentor. Professor concursado da rede municipal de Tailândia, ele vislumbrou no concurso da rede estadual a oportunidade de ter o segundo vínculo público, permitido aos docentes. "Infelizmente não deu tempo. Acordei 7h30 e como moro aqui perto achei que daria tempo, pois vim de moto. Não deu, agora é esperar o outro concurso", relatou.

A prova terminou às 12h25, mas alguns candidatos encerraram a prova bem antes. A professora de Inglês Daniele Machado veio de Barcarena e às 10h50 foi a primeira da sua sala a entregar a prova. Professoa na rede particular, a candidata busca a estabilidade do serviço  público."A minha avaliação é  muito positiva, as questões estavam dentro do conteúdo, principalmente a parte específica", avaliou. 

Já em Marabá, na Faculdade Metropolitana, o local com maior número de inscritos, a professora de Biologia Vera Lima Gomes se confundiu com o horário e chegou dez minutos após o fechamento dos portões. “Eu não sabia que os portões fechavam às 8h, achava que era oito e meia, eu não me informei, agora não adianta chorar pelo leite derramado, infelizmente não deu”, lamentou.

Nas salas, professores concentrados; do lado de fora dos locais de prova, parentes na torcida. O lavrador Valdemilson Ribeiro trouxe a esposa Rosanélia Corrreia, de São Geraldo do Araguaia. “Estou aqui mandando energia positiva, tenho certeza que ela vai conseguir passar. Acompanhei ela estudando noite e dia para o concurso”, disse.

No município, 5.423 candidatos estavam inscritos. A organização do concurso contabilizou 992 faltas. Para a efetiva realização do certame em Marabá, foram necessárias 650 pessoas entre fiscais e apoio para os sete locais de prova que foram disponibilizados. 

Nos municípios de Braganca e Capanema, no nordeste do Estado, as provas foram realizadas com tranquilidade. 

De acordo com a coordenadora do município de Braganca, Lena Amorim, a tranquilidade no decorrer da manhã se deu devido a uma logística montada desde às quatro da manhã e com um coordenador em cada espaço. “Tudo ocorreu sem nenhuma eventualidade que colocasse em risco o andamento da prova”, comentou.

A geógrafa Sirlene Barbosa, 29 anos, era uma das candidatas mais nervosas na entrada do Centro Educacional  João Paulo II, no centro de Bragança. Ela já trabalha no Estado dando aula com vínculo de contrato temporário. “Amo a sala de aula, mas quero a estabilidade”, afirmou.

Já em Capanema, a coordenadora do concurso, Danielle Batista Telles, explicou que os portões dos postos foram abertos às 07 horas, com fechamento marcado para às 08 horas. “Alguns confundiram e chegaram após o início e não puderam fazer a prova”, explicou.

A bióloga Alexandra de Araújo Pereira, 38 anos, entregou a prova às 10 horas e foi a primeira candidata a sair  no Colégio São Pio X, centro de Capanema. Ela já trabalha há 18 anos como professora. Atualmente é temporária no município de Salinópolis e está concorrendo uma vaga para Marabá como professora de biologia. “As questões estavam extensas, com enunciados enormes mas muito bem contextualizados”, comentou a professora.

Baixo Amazonas - No polo de Santarém, o concurso da Seduc teve 2.720 inscritos. Destes, 456 candidatos não compareceram nos locais de provas, que foram realizadas nos três Campus da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e na Escola Estadual Álvaro Adolfo da Silveira.

Candidatos avaliaram o conteúdo cobrado no exame. Na opinião de Tais Pâmela Aguiar, formada em Letras - com habilitação em Língua Portuguesa, o nível da prova estava razoável. "Da parte de constituição achei bastante razoável e gostei, também, do tema da redação que foi o que mais me agradou", avaliou a candidata.

Fredson Brelaz, que concorreu a uma vaga para professor de Língua Inglesa para o município de Óbidos, ressaltou que as questões foram bem elaboradas. "O que estudei realmente caiu na prova. Hoje em dia os concursos públicos estão mais concorridos, por isso não adianta fazer essa prova se você não tem tempo de estudo. Espero ter alcançado bons resultados", afirma.

(Agência Pará/Por Luciana Benicio)

 

Sul e Sudeste do Pará

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