Cada vez o contato entre pessoas está mais reduzido, devido às medidas preventivas em relação à transmissão do novo coronavírus. Com isso, deixamos de sair com amigos, visitar familiares e até mesmo fazer reuniões de trabalho ou de grupos de apoio. Mas isso não significa que estes “encontros” não possam ser feitos virtualmente. Conversar e trocar uma ideia não custa nada: isso porque várias ferramentas oferecem este serviço gratuitamente.

Confira abaixo como fazer conferências com diferentes aplicativos e redes sociais e não deixe de marcar o seu bate-papo.

WhatsApp

O aplicativo também faz videoconferências, mas restrita a quatro participantes e somente pelo celular.

Para chamar pessoas que estão em um grupo, abra a aba de conversa do grupo e clique no ícone de telefone que fica no canto superior direito. Um menu vai aparecer, com uma lista dos participantes do grupo. Você poderá selecionar até 3 pessoas, para chamar. Feito isso, clique no ícone da câmera

Para chamar pessoas que não estão em um mesmo grupo, selecione uma pessoa e abra a aba de conversa. Clique no ícone de câmera, no canto superior direito. Ao iniciar a chamada em vídeo vai aparecer um sinal de “+” no canto superior direito, que permite adicionar mais pessoas.

Facebook Messenger

Esta ferramenta, que faz parte da rede social Facebook e permite conectar até 50 pessoas. Para fazer este tipo de chamada, é mais fácil usar o aplicativo do Messenger (pode baixar clicando no ícone do Messenger dentro do Facebook ou pela loja de aplicativos do celular). Quem preferir, podem também fazer pela própria página do Facebook no celular ou computador: basta clicar no ícone do Messenger (no canto superior direito). Logo em seguida, selecione as pessoas ou o grupo e clique no ícone da câmera.

Skype

Este é um dos mais famosos aplicativos de reuniões de vídeo online. Além de chamadas em vídeo e áudio, ele também permite compartilhar a tela do computador para apresentar algo aos participantes. Este app, que reúne até 50 pessoas em uma chamada, também é gratuito, a menos que queira fazer o plano empresarial.

Para usá-lo é preciso baixar o Skype no celular ou tablet pela loja de aplicativos ou pela internet (também é possível usar o Skype no computador sem baixar nada, em web.skype.com). Ao fazer isso, será necessário criar uma conta. Se você já tiver uma conta microsoft (@outlook ou @msn), já está cadastrado como usuário do Skype, basta abrir o app e fazer o login. Uma vez dentro, é só buscar seus amigos pelo nome ou por email e iniciar uma chamada.

Instagram

Esta rede social também permite videoconferências pelo celular. Para fazê-las, basta, ao entrar no Instagram, clicar no ícone de mensagem direta, no canto superior direito da tela inicial. Quando abrir a tela seguinte, com nome de seus contatos, selecione o ícone da câmera no canto superior direito, para depois escolher até 5 pessoas ara participarem desta conferência com você.

Google Hangouts

Quem já possui em email do gmail ou uma conta no youtube pode preferir esta opção, que permite conectar até 10 pessoas.

Quem já usa gmail, encontra o aplicativo HangOut abaixo da lista de pastas, à esquerda (onde aparece o seu perfil). A outra opção é entrar no site hangouts.google.com. Também é possível fazer o download do app para celular/tablet pela loja de aplicativos.

É possível buscar amigos entre seus contatos (pessoas com quem você já trocou e-mail pelo gmail, assim como contatos que possui em celulares Android, já estão cadastradas automaticamente), ou enviando um convite para eles aderirem à ferramenta. Após fazer isso, é só clicar na opção "Vídeochamada".

 

Fonte: Vale

A circulação dos Trens de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) foi temporariamente suspensa nesta terça-feira (24/03). O objetivo é contribuir com as ações de contenção à pandemia do COVID-19 (coronavírus).

A Vale permanece em contato com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), órgão federal responsável por regular e fiscalizar a concessão ferroviária.

Os passageiros que tiverem suas viagens canceladas poderão solicitar o reembolso do bilhete, sem custo adicional.

Mais informações podem ser obtidas por meio do canal de atendimento Alô Ferrovias (0800 285 7000).

A Vale continua acompanhando a situação e reitera o seu compromisso com a segurança dos passageiros, de suas operações e das comunidades ao longo da ferrovia.

 

Fonte: Vale

A mineradora Vale, anunciou que vai trazer ao Brasil 5 milhões de kits de testes rápidos para combater o novo coronavírus no país e ajudar o governo brasileiro.

Comprados na China, os testes permitem um resultado em apenas 15 minutos. Espera-se que a primeira remessa, de 1 milhão de kits, seja entregue na próxima sexta-feira (27) à Vale na China, e no início da próxima semana chegue ao Brasil. 

O restante dos kits, será entregue até abril, como garantiu o fornecedor chinês. A quantidade de kits comprados pela mineradora representa metade das unidades que o Ministério da Saúde afirma necessitar neste momento.

"A Vale oferece essa ajuda à sociedade brasileira em um momento em que o País se une pela saúde e segurança das pessoas. Estamos lançando mão da nossa rede de logística na Ásia para trazer ao Brasil insumos que poderão fazer a diferença na vida das pessoas", diz Eduardo Bartolomeo, diretor-presidente da Vale.

Governador pede apoio ao governo chinês para evitar avanço da Covid-19 no Pará

Além dos kits de testes rápidos, a Vale também está comprando de fornecedores chineses, equipamentos de proteção individual, como óculos, luvas e máscaras, para médicos e enfermeiros. E será encaminhado ao governo brasileiro. A mineradora Vale e a China têm uma parceria de longo prazo, desenvolvida ao longo de mais de 40 anos.

 Nesta manhã de sexta-feira, 13, no Instituto Federal do Pará (IFPA), iniciou a II edição do Congresso de Mineração da Região de Carajás (Concarajás), com o tema "Mineração ao alcance de Todos”. Com 300 inscritos a programação teve início ás 8hs, e segue até sábado, o evento é aberto a comunidade.

Antonio José da Silva Borges falou do congresso e o seu objetivo no município de Parauapebas

O coordenador de mineração, da Secretaria de Mineração de Parauapebas nas árias de energia, ciência e tecnologia, Antonio José Borges, em entrevista à equipe do Portal Carajás o Jornal, explicou qual o objetivo do congresso em Parauapebas e para os moradores. "Temos a intenção de fomentar a discussão da mineração, como uma via de economia para os pequenos mineradores, visando o desenvolvimento da cidade para gerar mais renda e empregos para nossa gente, podendo auxiliar as pequenas e grandes empresas. É possível realizar um trabalho de mineração com muita eficiência e responsabilidade e proporcionar uma maior qualidade de renda para cada pequeno e grande empresário da área”, afirmou.

A programação é voltada, principalmente, para estudantes de áreas correlacionadas, profissionais da mineração, representantes de empresas, garimpeiros, como também proprietários de terras, mas não terá restrito, ou seja, interessados de outras áreas podem se inscrever para participar.

A programação segue neste sábado com as palestras descritas a baixo:

Um navio carregado minério de ferro apresentou ao menos dois locais com entrada de água e começou a afundar no Oceano Atlântico, próximo ao litoral do Maranhão. A embarcação foi abastecida com minério da Vale e saiu do Terminal Portuário da Ponta da Madeira, em São Luís. O destino era um comprador em Qingdao, na China.

De acordo com a Capitania dos Portos, o problema na embarcação foi constatado ainda por volta das 21h30 desta terça (25). As primeiras informações apontaram entrada de água nos compartimentos de carga, indicando possibilidade de fissura no casco.

 

O comandante do navio emitiu um alerta de emergência via satélite e levou a embarcação para um banco de areia. No momento, o navio está encalhado. Equipes da Capitania dos Portos e da Vale foram encaminhadas para o local e cerca de 20 tripulantes foram evacuados. Segundo a Marinha, todos permanecem em segurança na área a bordo de quatro rebocadores que foram enviados ao local.

Ponto em verde aponta o local onde o navio está encalhado — Foto: Reprodução/MarineTraffic

G1 entrou em contato, mas a Vale ainda não deu informou a quantidade de minério de ferro que está no navio. Disse apenas que a embarcação sofreu uma 'avaria na proa' e que está colaborando com as autoridades.

"Como operadora portuária, a Vale está atuando com suporte técnico-operacional, com o envio de rebocadores, e colaborando com as autoridades marítimas", disse a empresa.

Navio Stellar Banner — Foto: Rik Van Marie

O navio se chama Stellar Banner e, segundo a Vale, foi construído em 2016 e é operado pela empresa sul-coreana Polaris. A VLOC, proprietária do navio, informou que todos os porões de carga estão intactos e a situação está sob controle. A empresa afirmou ainda que todas as autoridades foram acionadas de acordo com os procedimentos padrão.

Em nota, a Marinha disse que instaurou um inquérito administrativo para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades sobre o caso. Disse ainda que não houve vazamento de minério de ferro no oceano, até o momento.

"Foi realizada, na manhã de hoje (26), uma reunião com o Agente Marítimo, representante da Vale, Autoridade Portuária e com dois membros da empresa Ardent Global, a qual contratada pelo Armador para apresentar tão logo possível o Plano de Salvatagem desta embarcação. Um rebocador com material para conter possíveis danos ambientais foi enviado pela Vale ao local a fim de prevenir futuras possibilidades de vazamento", diz a nota da Marinha.

Por Rafael Cardoso, G1 MA — São Luís

A Vale abre nesta quinta-feira 20/2, as inscrições para o Programa Jovem Aprendiz em Parauapebas, Curionópolis, Ourilândia do Norte e Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará. São em torno de 500 vagas, incluindo também oportunidades para pessoas com deficiência, sem experiência e com idade a partir de 18 anos.

Podem se candidatar ao processo seletivo, jovens de 18 a 22 anos, que tenham concluído o ensino médio, residam nos municípios de Parauapebas, Curionópolis, Ourilândia do Norte e Canaã dos Carajás, com disponibilidade para atuar em período de 6h. As inscrições podem ser feitas até o dia 10 de março, pelo site www.vale.com/oportunidades.

Os selecionados serão capacitados para atuar  nas áreas de operação de equipamentos de mineração, assistente administrativo, mecânica industrial, eletroeletrônica industrial, eletricista de manutenção industrial, eletricista de manutenção eletrônica, eletromecânica industrial e mecânica de manutenção. Os jovens iniciarão as atividades teóricas em escola de ensino profissionalizante. Depois, participam de parte prática nas áreas operacionais da empresa nos municípios.

A Vale estimula fortemente a inscrição de pessoas com deficiência, de acordo com sua política de promover a inclusão e valorizar a diversidade. Importante destacar que, de acordo com o art. 21-A, §2º da Lei nº 12.470/2011 (Lei de Assistência Social) "a contratação de pessoas com deficiência como aprendiz não acarreta a suspensão do benefício de prestação continuada, limitada há dois anos e recebimento concomitante da remuneração e do benefício".

O processo seletivo será dividido em seis etapas, todas eliminatórias. As fases incluem análise de documentos, prova online de português e matemática, entrevista coletiva, dinâmica de grupo, avaliação psicológica e exames médicos. Todas as etapas do processo devem ser acompanhadas pelo site.

O Programa Jovem Aprendiz é um dos programas Porta de Entrada da Vale e tem o objetivo de preparar jovens para o mercado de trabalho. Os selecionados terão direito a bolsa-auxílio, assistência médica, seguro de vida e transporte. Além disso, o programa oferece vale-alimentação e refeição na fase prática.

 "Nós chegamos aqui donas de casa, esposas, estudante, mulheres de várias formas, mas vamos sair daqui profissionais e nós vamos atuar na área de forma significativa e positiva para todos". A afirmação é da trainee Marcilene Gadelha, 42 anos. Ela integra grupo de mulheres selecionadas no Programa de Formação Profissional (PFP) iniciado pela Vale ano passado.

Cerca de 100 trainees participaram de ambientação  para início da fase prática do programa

A partir desta semana, cerca de 100 trainees, que concluíram a formação teórica no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), iniciam a fase de formação prática, na operação da maior mina de ferro a céu aberto do mundo, no Complexo Minerador de Carajás. O restante do grupo selecionado ano passado, que atuará nas áreas de manutenção, segue no Senai, em formação teórica, até meados de abril.

Para a trainee Manuela Paulino, 27 anos, o período de três meses no Senai foi uma imersão na operação de mina. "Foram três meses de bastante conhecimento, nos proporcionando grande aprendizado, focado em conhecer a área operacional. A gente sabe que as máquinas são enormes para operar e manobrar, que o desafio é muito grande, mas a gente se sente muito capaz", afirma.

Na última semana, o grupo finalizou a formação teórica no Senai

A gerente de Gestão de Talentos Norte da Vale, Carmene Abreu, destaca que primeira fase do programa foi concluída com louvor. "Elas tiveram excelentes avaliações e agora terão a oportunidade de vivenciar o dia a dia de nossas operações. É um momento ímpar para o processo de formação e estamos cuidando para que elas tenha uma excelente experiência nas nossas operações", conclui Carmene.

O processo seletivo

Em 2019, a Vale promoveu processo seletivo inédito para mulheres e pessoas com deficiência, em Parauapebas, no sudeste do Pará. A seleção foi iniciada em junho, com vagas nas áreas de manutenção e operação de equipamentos. A seleção conotu com mais de 15 mil inscritos.

Na ocasião da aula inaugural, realizada em novembro, o diretor do Corredor Norte, Antonio Padovezi, ressaltou que a empresa está implementando uma série de esforços para ampliar a diversidade, principalmente, a presença de mulheres nas operações da Vale.

O Programa de Formação Profissional é um dos programas Porta de Entrada da mineradora e tem como objetivo preparar profissionais para o mercado de trabalho. Por meio dessas ações focadas na qualificação profissional na região, em 2018, mais de 840 jovens ingressaram na empresa. Entre eles: o Programas de Formação, Jovem Aprendiz e Estágio, nas modalidades, regular, técnico e de 40 horas. 

  

A Vale pretende investir até US$ 100 milhões para desenvolver uma planta industrial de concentração magnética a seco de minérios de baixo teor de ferro. A tecnologia brasileira, conhecida pela sigla em inglês FDMS (Fines Dry Magnetic Separation), é única no mundo e foi desenvolvida pela New Steel, empresa comprada no fim de 2018. A capacidade da planta, que deverá ser instalada em Minas Gerais, será de 1,5 milhão de toneladas por ano. O start up do projeto está previsto para 2022. A Vale estima que, em 2024, 1% de toda a produção da empresa seja feita por meio do uso da tecnologia, que já tem patente reconhecida em 59 países. 

Com a New Steel, a Vale estima que, em 2024, 70% da produção seja beneficiada a seco ou a umidade natural, sem adição de água no processo de beneficiamento e sem uso de barragens de rejeito. Hoje, o percentual de minério de ferro processado a umidade natural pela empresa chega a 60%.  Dos 30% da produção a úmido restantes em 2024, porém, 16% terão rejeitos filtrados e empilhados a seco. Apenas 14% da produção continuará sendo processada pelo método convencional, de concentração a úmido e destinação em barragens ou cavas de minas desativadas, como é feito hoje com 40% da produção. Para isso, a Vale vai investir nos próximos anos US$ 1,8 bilhão na filtragem e no empilhamento a seco. As primeiras operações a utilizar a técnica serão as operações de Vargem Grande, em Nova Lima; Pico, Cauê e Conceição, em Itabira; e a mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo.

Segundo o presidente da New Steel, Ivan Montenegro, no segundo trimestre entrará em funcionamento uma planta-piloto de FDMS no Centro Tencológico de Ferrosos (CTF), em Nova Lima (MG), investimento que totalizou cerca de US$ 3 milhões. A unidade será capaz de concentrar 30 toneladas por hora de minério a seco, utilizando a tecnologia de separação magnética, feita por meio de imãs de terras raras.

Pelo processo, a New Steel consegue entregar um concentrado de até 68% de teor de ferro, a partir de minérios pobres, com até 40% de ferro, dependendo de sua composição química e mineralógica. Atualmente, essa concentração é realizada pelo método conhecido como flotação, que usa água. Na flotação, o rejeito é usualmente depositado em barragens. Com a tecnologia de concentração a seco da New Steel, os rejeitos serão empilhados. A empresa já estuda formas de utilizá-los como insumo na indústria de construção civil, além de outras iniciativas como coprodutos.

O projeto-piloto no CTF é o segundo realizado pela Vale. Entre 2015 e 2017, uma planta similar operou com sucesso na mina de Fábrica, em Minas Gerais. O presidente da New Steel explica que os bons resultados foram fundamentais para que a Vale enxergasse o potencial do FDMS. A tecnologia, no entanto, vem sendo testada desde 2013. Na época, os equipamentos permitiam concentrar à taxa de cinco toneladas por hora, pasando para 15 toneladas em 2015 até chegar a 30 toneladas em 2017. A empresa trabalha no desenvolvimento de separadores magnéticos de grande capacidade, de até 100 toneladas por hora, para fazer frente aos projetos futuros da Vale.

Segundo o diretor-técnico da New Steel, Mauro Yamamoto, mais de 10 mil amostras de testes com minérios do quadrilátero ferrífero já foram analisadas pela empresa. Yamamoto destaca que hoje, com a tecnologia, já é possível atingir uma eficiência de recuperação de 90% do minério de ferro contido em uma jazida de baixo teor. Atualmente, a New Steel busca reduzir os custos de operação, por meio do uso de microondas industriais na secagem do produto. A intenção é substituir os secadores a gás natural, reduzindo, assim, o custo de energia a metade. "O processo já é sustentável e temos o desafio de torná-lo mais competitivo", explica Montenegro.

Beneficiamento a seco

O diretor da Cadeia de Valor de Ferrosos da Vale, Vagner Loyola, ressalta que a Vale vem desenvolvendo tecnologia para aumentar o processamento a seco na empresa há anos. Na última década, por exemplo, foram investidos US$ 17,8 bilhões para instalar e ampliar o uso do processamento a seco - ou umidade natural - do minério de ferro produzido em suas operações no Brasil. Nos cinco próximos anos, a estimativa é aplicar mais US$ 3,1 bilhões em instalações de processamento similares para chegar à meta de 70% da produção a seco.

No Pará, no chamado Sistema Norte, cerca de 80% da produção já ocorre desta forma. A principal usina de Carajás, a Usina 1, está em processo de conversão para umidade natural: das 17 linhas de processamento da planta, 11 já são a seco e as seis linhas a úmido restantes serão convertidas até 2023. As plantas de tratamento de Serra Leste, em Curionópolis, e do S11D, em Canaã dos Carajás, também não utilizam água no tratamento do minério. No S11D, por exemplo, o uso da rota de processamento à umidade natural permite reduzir em 93% o consumo de água quando comparado com um projeto convencional de produção de minério de ferro. A economia de água equivale ao abastecimento anual de uma cidade de 400 mil habitantes.

Em Minas Gerais, o processamento a seco foi ampliado de 20%, em 2016, para 32%, em 2019. Hoje, esse tipo de processamento está presente em diversas unidades, como Brucutu, Alegria, Fábrica Nova, Fazendão, Abóboras, Mutuca e Pico. "Nas operações de Minas Gerais, todas as unidades que poderiam passar para a produção a seco, já passaram. Por isso, estamos recorrendo a filtragem e o empilhamento de rejeitos e à tecnologia da New Steel de concentração a seco para reduzir o uso de barragens", explica Loyola.

O processamento a seco está vinculado à qualidade do minério de ferro extraído na frente de lavra. Em Carajás, como o teor de ferro já é elevado (acima de 65% de ferro), o material somente é britado e peneirado, para ser classificado por tamanho (granulometria). Já em Minas Gerais, em algumas minas o teor médio é de 40% de ferro, contido em rochas conhecidas como itabiritos. Para aumentar o teor, o minério é concentrado por meio de beneficiamento realizado com água, sendo o rejeito depositado em barragens. O minério de alto teor resultante do processo pode ser, então, transformado em pelotas nas usinas de pelotização, aumentando o valor agregado do produto.

As usinas que operam a seco em Minas dependem da disponibilidade de minérios com teores mais altos - em torno de 60% - ainda encontrados em algumas minas do Estado. Para atingir a qualidade necessária e ser incorporada no portfólio de produtos da Vale, é necessária a blendagem (mistura) com os minérios de Carajás, realizada nos centros de distribuição da Vale na China e na Malásia.

Membros da Associação das Famílias dos Produtores Rurais da Gleba Buriti na Serra do Rabo, bloquearam a Estrada de Ferro no Ramal Ferroviário do Projeto S11D, em Canaã dos Carajás e exigem uma resposta imediata da mineradora.

O fato se deu em razão do bloqueio da Vale as propriedades ainda não indenizadas desde 05 de junho de 2017 quando o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos foi criado para atender a Licença de Operação 1361/2016 do Projeto S11D.

Em nota a Vale afirma que:

A Vale esclarece que apoiará o ICMBio nas indenizações referentes aos direitos que o ICMBio apurar nos processos individuais de desapropriação dos ocupantes do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos. Cabe acrescentar ainda que obstrução da ferrovia é crime, por gerar o perigo de desastre ferroviário, impacta a arrecadação de impostos e afeta a atração de novos investimentos para a região.

A associação também se manifestou através de nota:

ASSOCIAÇÃO DAS FAMÍLIAS DOS PRODUTORES RURAIS DA GLEBA BURITI NA SERRA DO RABO EM CANAÃ DOS CARAJÁS – PA, inscrita no CNPJ sob o nº 27.568.495/0001-06 vêm a público se declarar e informar que O RAMAL FERROVIÁRIO DE ESCOAMENTO DO PROJETO S11D DA MINERADORA VALE ENCONTRA-SE BLOQUEADO.

BLOQUEADO da mesma forma que as propriedades rurais dos Associados se encontram desde 05 de junho de 2017 quando o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos foi criado para atender a Licença de Operação 1361/2016 do Projeto S11D.

A Constituição Federal assim determina que “Todos são iguais perante a lei”.

Então não é justo que os Proprietários Rurais tenham suas vidas BLOQUEADAS enquanto a Mineradora VALE continua tendo lucros por conta do mesmo motivo que bloqueia a vidas de tais Produtores Rurais – a criação do Parque Nacional que foi condicionante da Licença de Operação.

O ICMBIO e Governo Federal já decidiu que a VALE é obrigada sim a resolver o impasse da existência de pessoas impactadas pela Criação do famigerado Parque Nacional: PARECER n. 00219/2019/COMAF/PFE-ICMBIO/PGF/AGU.

Várias foram as tentativas de se reunir com a VALE durante esses quase 03 (três) anos sendo que somente recebemos “enrolação” e promessas não cumpridas, EXISTEM PROVAS DE PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS.

Em reunião com os Produtores, Vereadores e Prefeito em Canaã dos Carajás no dia 22/10/2019 a VALE prometeu que até janeiro de 2020 tudo estaria resolvido. Acontece que mentiu mais uma vez e desde outubro de 2019 não mais conversou com os impactados, ignorando todos os e-mails, mensagens e ligações.

É de ressaltar que a manifestação que se iniciou na data de hoje somente será encerrada com a liberação do Ramal Ferroviário quando a VALE resolver as pendências junto aos Associados – Reunir – Negociar e Promover a Regularização das Áreas.

A Manifestação encontra-se respaldada pela Constituição Federal e não interrompe nenhuma via de circulação de pessoas nem interfere em direitos constitucionais tais como o direito de ir e vir – Constituição Federal Art. 5º – Incisos IV, XVI, XVII.

Certo é que VALE vai tentar reverter a situação em favor dela, como o sempre fez, por isso é que a Associação se adiantou com a publicação da Verdade, contando com a compreensão e apoio de todos, inclusive já solicitamos para os Advogados da Associação dar entrada e Ação Judicial (0800114-21.2020.8.14.0136) no Fórum de Canaã dos Carajás onde se prova a Legalidade da Manifestação e desde já declaramos que iremos recorreremos até as últimas instâncias judiciais para garantir nossos direitos e continuidade da interdição da Ferrovia.

Se a VALE informar que por conta da presente Manifestação as negociações serão suspensas a Associação neste ato já se antecipam informando que as negociações com a VALE NUNCA SEQUER INICIARAM, mesmo com mais de 2 (dois) anos de espera e tentativas.

ASSOCIAÇÃO DAS FAMÍLIAS DOS PRODUTORES RURAIS DA GLEBA BURITI NA SERRA DO RABO EM CANAÃ DOS CARAJÁS – PA

 (Foto Redes Sociais)

A Vale vai investir cerca de R$ 20 milhões na implantação de um sistema inteligente de gestão de energia com o objetivo de melhorar o desempenho de equipamentos e automatização de processos ao longo de sua cadeia produtiva, da mina ao porto, contribuindo para reduzir as emissões atmosféricas da empresa. O SmartEnergy, como foi batizado o sistema, prevê a instalação, até 2021, de 2 mil medidores inteligentes de energia elétrica em 57 unidades operacionais e em grandes equipamentos da empresa no Brasil - por exemplo, em circuito de moagem de minério, transportadores de correias de longa distância e sistemas de bombeamento. O medidor inteligente permite a redução de perdas de produção através da avaliação contínua da qualidade da energia e identificação das causas de falhas no fornecimento. Em testes realizados com a tecnologia em duas minas, a empresa obteve uma economia de R$ 90 milhões por ano com eliminação de paradas de equipamentos após o acionamento inadequado da proteção elétrica.

Segundo o coordenador do Projeto de Eficiência Energética da Vale, Renato Arantes, os medidores inteligentes detectam variações de tensão e de corrente elétrica com extrema precisão, o que é importante para o ajuste dos protetores. Eles registram também o consumo de energia e enviam os dados ao SmartEnergy, que, por sua vez, viabiliza interações com vários sistemas corporativos, permitindo o gerenciamento de programas de eficiência energética, entre outras funções. "Muitas vezes, o sistema de proteção elétrica desliga equipamentos ou processos importantes  por conta de oscilações de energia  que poderiam ser suportadas perfeitamente, sem trazer qualquer risco para as operações. Essas pequenas interrupções impactam na produtividade, pois é preciso reiniciar os equipamentos e processos e, até que eles voltem à capacidade de operação normal, gasta-se energia desnecessariamente, sem contar o impacto na produção e também no aumento de emissões CO2 da empresa", explica Arantes. 

A coordenadora de TI do SmartEnergy, Laysa Mello, explica que o sistema irá padronizar os dados gerados pelos medidores inteligentes com o intuito de produzir análises de performance do uso da energia na empresa. "Essa padronização ajuda a operação a planejar melhor o consumo e a demanda por energia em todas as operações, pois temos maior disponibilização e precisão dos dados que não tínhamos antes", explica.  Embora seja um software de prateleira, ou seja, já disponível no mercado, o SmartEnergy teve que ser customizado para as necessidades da Vale. Uma equipe de 65 empregados foi treinada para operar o sistema já implantado em minas do Pará e de Minas Gerais e no Complexo Portuário Ponta da Madeira, em São Luís (MA). 

A partir de 2020,  a Vale vai estender o uso do equipamento para suas operações no mundo. Em 10 anos, num cenário intermediário, a empresa estima economizar R$ 920 milhões com energia elétrica a partir da instalação dos medidores inteligentes e da automatização de gestão de processos em plantas do Brasil e do exterior. Neste cenário, calcula-se um corte de 120 mil toneladas de GEE/ano, o que representa às emissões relativas ao consumo médio de 14,4 mil casas por ano. Para o cálculo, foram consideradas variáveis como custo da energia elétrica, preços do minério de ferro, níquel e cobre e a produção da Vale. No longo prazo, o projeto também terá foco na redução dos demais combustíveis utilizados pela Vale, como diesel, gás natural e o bunker usado nos navios mineraleiros. Portanto, o potencial de redução de emissões é ainda maior. Em reunião recente com investidores em Nova York e Londres, a empresa anunciou meta de longo prazo de neutralizar as emissões de CO2 de suas operações até 2050 e também a revisão da sua meta de redução de emissão até 2030, a fim de alinhá-la ao Acordo de Paris. O percentual de corte será anunciado no primeiro semestre de 2020. 

Os medidores inteligentes já foram testados em 2017 nas minas de ferro do S11D e de cobre do Salobo, no Sudeste do Pará. Salobo registrou redução de 107 horas de paradas indevidas na produção, motivadas por problemas relacionados à qualidade da energia, o que refletiu em um aumento de produção de 1,2 milhão de toneladas/ano na comparação entre 2017 e 2018.  No caso de S11D, foram evitadas 18 horas anuais de paralisações de produção na planta, resultando em um aumento de 130 mil toneladas na produção anual. Até o final deste ano de 2019, no S11D, serão interligados ao SmartEnergy mais de 100 medidores inteligentes.
Outros cenários

Além do cenário intermediário, a Vale avaliou mais dois: um conservador e outro otimista (agressivo), para estimar a economia de 10 anos com a universalização dos medidores inteligentes em suas unidades espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. No cenário conservador, haveria uma economia de cerca de R$ 370 milhões e um corte de 60 mil toneladas de GEE/ano, o equivalente às emissões relativas ao consumo médio de energia de 7,2 mil casas por um ano. No cenário agressivo, o ganho seria de aproximadamente R$ 1,4 bilhão e redução de 180 mil toneladas na emissão de GEE/ano, que representa às emissões relativas ao consumo médio de 21,5 mil casas/ano.

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Sul e Sudeste do Pará

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