Relatório de Desenvolvimento Humano de 2019 mostra que o país teve sucesso no controle de certas desigualdades (expectativa de vida e renda média), mas será confrontado por novos desafios. O Brasil caiu para a 79ª posição global - mesmo ranking de 2018 -, empatado com a Colômbia. Na América Latina, ocupa a 4ª posição, atrás do Chile, da Argentina e do Uruguai. O crescimento no índice foi de 0,001 ponto em relação ao ano anterior.

“O que é importante é notar o crescimento no IDH. O índice é relativo e sofre alterações também dos outros países, que podem subir ou descer. O que é importante é notar a evolução. A nota que dou é positiva. O Brasil continua a fazer progresso, apesar de a economia ter sido pior que o esperado. O crescimento do Brasil é sólido, positivo e sustentado”, afirmou o diretor de Desenvolvimento Humano da ONU, Pedro Conceição.

O estudo deste ano apresenta algumas novidades. Entre elas, mudanças na metodologia de avaliação da qualidade de vida dos cidadãos dos 189 países analisados. “O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) está apresentando novas ideias para [medir] o desenvolvimento. Isso significa romper paradigmas. Queremos mudar a visão do progresso e do desenvolvimento pela ótica da renda, pela ótica das médias, e que é possível esperar até o último momento para tomar decisões. O desenvolvimento é multidimensional, e as médias podem esconder desigualdades. Isso atravanca o progresso”, explicou a coordenadora do relatório, Betina Ferraz Barbosa.

Como é calculado o índice

O IDH é calculado com base em três pilares considerados fundamentais pela Organização das Nações Unidas (ONU). Veja abaixo:

IDH
 

Desafios do futuro

Considerado um país de Alto Desenvolvimento Humano, o Brasil tem tido sucesso na melhora da expectativa de vida e no aumento da renda média per capita ao ano. O aumento do IDH tem sido constante nas últimas três décadas. De 1990 a 2018, o país cresceu 24%, número superior à média latina (de 21%) e à média global (de 22%). A expectativa de vida de um brasileiro ao nascer foi aumentada em 9,4 anos. Nesse mesmo período, a renda média da população cresceu 39,5%.

Mas nem todas as novidades do relatório são positivas. Segundo o PNUD, o acesso a estruturas de ciência, tecnologia e à inovação são novos focos de desigualdade social. A desigualdade de gênero também representa um obstáculo para as políticas públicas. O relatório cita ainda mudanças climáticas como possíveis causas de desigualdades sociais. “A primeira mensagem-chave deste relatório é que ele fala sobre desigualdades emergentes e aspirações de pessoas que esperam viver vidas dignas no século 21. Isso se reflete no que estamos chamando de ‘nova geração de desigualdades’. O relatório revela o progresso que houve em muitas dimensões, principalmente nas conquistas básicas [de direitos]. Temos fazer uma busca profunda sobre a nossa economia, nossa sociedade, e nas nossas políticas para descobrirmos as origens dessas novas desigualdades”, revelou o economista português Pedro Conceição.

Meta possível, mas improvável 

Ainda há espaço para um crescimento significativo do Brasil. Mas ainda que o IDH dispare nos próximos anos, possivelmente não teremos resolvido as “desigualdades arraigadas”, como aponta Betina Ferraz Barbosa, coordenadora que apresentou o relatório. “O Brasil já é bem classificado, e pode caminhar para um outro nível. Mas resolvemos o problema? Não. Apenas aumentamos o que está na pequena cesta de desenvolvimento que forma o índice. Esse é o ponto [da nova metodologia]”, explicou.

Mas a realidade do Brasil está distante da categoria de países que tem o IDH exemplar. Eles são considerados países de Desenvolvimento Humano Muito Alto, de acordo com o caderno. O Brasil é citado no estudo como o país que mais perde posições no ranking, atrás apenas de Camarões. A Venezuela, que passa por profunda crise política e econômica, aparece em 96º.

Veja abaixo o quadro comparativo entre o Brasil e o top 3 do ranking de IDH.

IDH
 

 (Fonte: Agência Brasil) 

Começou a ser contado na terça-feira, dia 10 de setembro, o prazo de cinco sessões previsto no regimento do Senado para a votação da Reforma da Previdência.

A primeira sessão temática a tratar do tema contou com a participação de especialistas favoráveis e contrários à proposta.

O secretário do Ministério da Economia, Rogério Marinho, um dos articuladores da reforma pelo lado do governo federal, disse que a gestão Bolsonaro projeto uma economia de R$ 876 bilhões nos próximos dez anos caso a proposta seja aprovada.

Contra a reforma, o economista Eduardo Fagnani reconhece a necessidade de ajustes nas regras previdenciárias, mas apontou que o projeto atual do governo desconsidera a dramática realidade do mercado de trabalho brasileiro.

Para ele, os milhões de brasileiros desempregados, trabalhadores informais e os que vivem abaixo da linha da pobreza já não contribuem para a Previdência mesmo com as regras atuais. Com as mudanças propostas pelo governo, segundo Fagnani, dificilmente essas pessoas terão proteção previdenciária na velhice.

Já o senador Paulo Rocha, do PT do Pará, destacou que o Brasil tem um longo passado escravagista que ainda não enfrentou sequer as desigualdades que existem no país há séculos.

“O Estado brasileiro já foi descoberto sob o clima da dominação. E ao longo da sua história sempre foi dominado, com alguns intervalos de um Estado que pregasse o mínimo de Justiça, igualdade e oportunidade para todos. Hoje, o Estado brasileiro, seja qual for o governo de plantão, deve falar do principal déficit do País que é com o povo, principalmente os mais pobres”.

O governo cobra agilidade para votar a proposta. Segundo os aliados do governo Bolsonaro, a ideia é votar a reforma da Previdência até o dia 10 de outubro.

De Brasília, Carlos Mota

Os Estados Unidos declararam, nesta terça-feira (23), apoio oficial à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) , de acordo com uma publicação da Embaixada dos EUA no Twitter.

A declaração de apoio foi feita durante a conferência ministerial da organização em Paris – que teve a participação do ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

Araújo também falou sobre a possibilidade de o Brasil continuar no G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia.

"A expectativa é que o G20 pode ser usado como um espaço para a discussão sobre esse tema da ampliação da OCDE", disse o ministro.

Anúncio anterior

O presidente americano, Donald Trump, já havia anunciado, durante encontro com o presidente Jair Bolsonaro há dois meses, que apoiaria a entrada do Brasil na OCDE – desde que o país retirasse o tratamento especial na Organização Mundial do Comércio, a OMC. Todos os países considerados "em desenvolvimento", como o Brasil, recebem tratamento especial na OMC, que tem 164 países-membros.

Entre os tratamentos especiais previstos estão prazos mais longos para a implementação de acordos e compromissos, medidas para aumentar as oportunidades comerciais para os países em desenvolvimento e disposições que obrigam todos os membros da OMC a salvaguardarem os interesses comerciais dos países em desenvolvimento.

Prós e contras

Pelo acordo com os Estados Unidos, o Brasil teria que abrir mão desses tratamentos especiais para entrar na OCDE – além de preencher os requisitos necessários.

Os defensores da iniciativa brasileira argumentam que a adesão à OCDE pode favorecer investimentos internacionais e as exportações, aumentar a confiança dos investidores e das empresas e ainda melhorar a imagem do país no exterior, favorecendo o diálogo com economias desenvolvidas.

A OCDE é apelidada de “clube dos ricos”, e ingressar nela seria uma sinalização de que o país cumpre uma série de medidas econômicas ligadas à inflação e ao controle fiscal.

Por outro lado, o ingresso pode ser um "grande risco" diante do cenário econômico, explica Pedro Costa Junior, professor de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

O país já é "parceiro-chave" da organização desde 2007. Há dois anos, o Brasil pediu formalmente para entrar na organização, mas nada foi decidido por falta de acordo entre os países-membros. Os Estados Unidos eram um dos principais empecilhos.

Fonte: G1

 

Estudantes brasileiros ganharam o torneio de robótica First Championship, realizado em Houston, nos Estados Unidos, sendo finalistas nas três modalidades em disputa: First Lego League, First Tech Challenge e First Robotics Competion. A delegação brasileira foi formada por 10 equipes totalizando 106 estudantes. 

As equipes do Sesi de Blumenau (SC) e de Americana (SP) conquistaram o primeiro lugar na categoria First Lego League, em Gracious Profissionalism e em Design do Robô, respectivamente. A equipe de Jundiaí conquistou o segundo lugar em Estratégia e Inovação. Nessa categoria competem jovens de 9 a 16 anos do ensino fundamental e médio.

A equipe do Sesi de Goiânia foi uma das seis finalistas do Prêmio Motivação na categoria First Tech Challenge.

Na categoria First Robotics Competition, em que competem jovens de 14 a 18 anos, duas equipes brasileiras, ambas do Sesi/Senai de São Paulo, conquistaram o Rookie All Stars, considerada a maior premiação para os iniciantes na disputa, concorrendo com mais de 60 estreantes.

O torneio First Championship é promovido por uma organização não governamental chamada First, em parceria com a empresa de brinquedos Lego. Além da etapa em Houston, em maio, ocorrerá outra disputa na cidade de Detroit, nos Estados Unidos.

As equipes devem construir robôs e colocá-los para desempenhar determinadas tarefas. Na categoria First Robotics Competition, considerada a mais complexa, por exemplo, os estudantes precisaram projetar robôs industriais de até 56 quilos para executar tarefas como movimentar bolas e discos para reservatórios em uma arena durante um tempo determinado.

Fato: Agencia Brasil

As inscrições do Programa Mais Médicos para preencher vagas abertas com a saída dos médicos cubanos começam a partir das 8h desta quarta-feira (21) e vai até o dia 25 deste mês. Conforme o edital publicado nessa terça-feira (20) peloDiário Oficial da União, poderão se inscrever os médicos brasileiros com CRM Brasil ou com diploma revalidado no país.

De acordo com o Ministério da Saúde, os profissionais habilitados podem se inscrever por meio do site maismedicos.gov.br. O início das atividades está previsto para 3 de dezembro. São ofertadas 8.517 vagas para atuação em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que antes eram ocupadas por médicos da cooperação com Cuba. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição.

“O edital é a medida emergencial adotada pelo governo brasileiro para garantir a assistência em locais que contam com profissionais de Cuba, após o comunicado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) no qual o governo cubano informa que encerrou a cooperação no programa Mais Médicos”, diz nota publicada pelo ministério.

Gilberto Occhi

Durante entrevista à imprensa na segunda-feira (19), em Brasília, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, detalhou o novo edital do programa e informou que caso as vagas disponíveis não sejam preenchidas elas serão oferecidas, por meio de um novo edital a ser lançado no próximo dia 27.

“Estamos disponibilizando um sistema que o médico poderá acessar, fazer seu cadastro e escolher o estado e cidade que quer atuar. Se houver vaga, poderá acessar. Vamos dizer que numa cidade há 10 vagas. Os 10 primeiros médicos que acessarem e atenderem aos requisitos vão consumir essas vagas e elas serão retiradas do sistema”, explicou o ministro.

O prazo para que os médicos assumam os novos postos de trabalho é curto, segundo o ministro, para evitar que a população fique desassistida após o anúncio do governo cubano de sair do programa no Brasil, por discordar de exigências feitas pelo governo eleito de Jair Bolsonaro. Com isso, mais de 8 mil médicos cubanos que atuavam no programa vão deixar o país.

Os médicos aprovados deverão se apresentar nos municípios escolhidos a partir do dia 3 de dezembro para homologar a contratação e começar a trabalhar. O prazo final para que os médicos aprovados se apresentem é dia 7 de dezembro, às 18h, ou serão eliminados do processo e a vaga será disponibilizada novamente no sistema de inscrição do Ministério da Saúde.

O ministro informou que na próxima segunda-feira (26) o Ministério vai divulgar um relatório consolidando o interesse dos médicos no programa. “Ao final do dia 26, nós iremos publicar esse resultado com todos os inscritos e as respectivas lotações”, disse Occhi.

Segundo ele, os médicos que se inscreverem no segundo edital também terão que fazer o Revalida, mas poderão trabalhar enquanto isso não acontece mediante a apresentação de cerca de 17 documentos exigidos pelo governo. “O profissional brasileiro formado no exterior que não tenha CRM nem Revalida só poderá exercer sua atividade legalmente no Brasil por meio do Mais Médicos”, explicou.

 (Agência Brasil)

 O presidente Michel Temer (MDB) disse nesta terça-feira (16), em Curitiba, que uma "trama" impediu a votação da reforma da Previdência durante o governo dele.

Temer esteve na Associação Comercial do Paraná (ACP) para receber a homenagem "Cidadania ACP". O presidente discursou por aproximadamente uma hora e fez uma espécie de balanço desde que assumiu a Presidência da República.

Durante o discurso, o presidente disse, ainda, que a reforma é inevitável e que é preciso equiparação entre setor público e privado, além de corte de privilégios.

“Nós estávamos com os votos contados na Câmara Federal e no Senado Federal para aprovar a reforma da Previdência, mas houve uma trama aí que impediu exatamente em função dos privilégios. As pessoas acham que não podem perder privilégios e aí não perde, basta, evidentemente, colaborar um pouco mais. E eu acho que ela é inevitável”, afirmou o presidente.

Segundo o presidente, o déficit da Previdência, neste ano, supera os R$ 180 bilhões, e a previsão para o ano que vem é de R$ 218 bilhões.

“O país não aguenta, o país não suporta. Em um dado momento, nós só vamos ter dinheiro para pagar”.

Temer afirmou que a reforma visa tirar os privilégios. Segundo ele, a reforma faz uma equiparação entre o setor privado e o setor público.

(Fonte: G1)

 

 

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil subiu 0,001 ponto em 2017 na comparação com 2016 chegando a 0,759 numa escala que varia de 0 a 1 - quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), um incremento de 0,14% na renda média per capita do brasileiro garantiu que o país continuasse avançando, mesmo timidamente, no desenvolvimento humano em 2017, apesar de as desigualdades no acesso da população à saúde, educação e perspectivas econômicas ainda persistirem.

O novo índice manteve o Brasil na 79ª posição no ranking que inclui 189 países. Na América Latina, o país ocupa o 5º lugar, perdendo para Chile, Argentina, Uruguai e Venezuela. O IDH brasileiro está acima da média regional da América Latina e Caribe, de 0,758.

IDH com ajustes

Quando o órgão inclui na conta um ajuste com relação a desigualdades de renda, saúde e educação, o IDH brasileiro despenca para 0,578.

O Brasil tem o 9º pior coeficiente de Gini – que mede exclusivamente a renda – na comparação mundial. Entre os países da América do Sul, o Brasil é o terceiro mais afetado por esse ajuste da desigualdade, ficando atrás do Paraguai e da Bolívia.

Na relação com dados colhidos desde 1990, o país registrou um crescimento de 0,81% da taxa anual do IDH, com acréscimo de mais de 10 anos na expectativa de vida, que passou a ser de 75,7 anos, e de 3,2 anos na expectativa de tempo de escolaridade de crianças a partir do ingresso nas escolas em idade regular. A média de estudos de adultos com 25 anos ou mais passou de 3,8% para 7,8% e a renda dos brasileiros neste mesmo período cresceu 28,6%.

Mundo

Noruega (0,953), Suíça (0,944), Austrália (0,939), Irlanda (0,938) e Alemanha (0,936) lideram o ranking com os melhores resultados. Os cinco últimos países no ranking são: Burundi (0,417), Chade (0,404), Sudão do Sul (0,388), República Centro-Africana (0,367) e Níger (0,354).

A Irlanda registrou um dos maiores crescimentos ao subir 13 posições de 2012 para 2017. Violência, conflitos armados e crises internas fizeram com que países como Síria, Líbia, Iêmen e Venezuela registrassem as maiores quedas do índice, respectivamente, 27, 26, 20 e 16 posições.

Considerando a realidade de 1990, o IDH global aumentou 21,7% e o número de países classificados como de “muito alto desenvolvimento humano” aumentou de 12 para 59 e os de “baixo desenvolvimento humano” caiu de 62 para 38 neste período.

A expectativa de vida das pessoas, ao nascer, passou de 65,4 anos em 1990 para 72,2 anos em 2017 e mais de 130 países conseguiram universalizar as matrículas de crianças no ensino primário. Entretanto, assim como no Brasil, os avanços são ameaçados pelas desigualdades entre países ou até internamente. Mundialmente, a diferença na distribuição de renda chega a 22,6%, enquanto as desigualdades nos ganhos em educação são de 22% e em saúde, 15,2%.

O aumento da expectativa de vida para toda a população também não pode ser confundida, segundo o Pnud, com qualidade de vida. Em média, as pessoas em todo o mundo têm 87% da sua vida com saúde relativamente boa, segundo a estatística, mas, “muitas enfrentarão desafios de saúde nos últimos anos de vida”, destacou o programa apontando a realidade dos países de baixo IDH.

(Fonte: Agência Brasil)

Assessores de seis candidatos a presidente da República debateram hoje (8), em Brasília, caminhos para a retomada do crescimento econômico no país. No encontro O Desenvolvimento que o Brasil Precisa, promovido pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), foram abordadas estratégias para equilibrar as contas públicas, recuperar o investimento e geração de emprego e renda no país.

A associação reúne instituições do Sistema Nacional de Fomento (SNF), integrado por bancos públicos federais, bancos de desenvolvimento controlados pelos estados, agências de fomento, bancos cooperativos, cooperativas de crédito, bancos públicos comerciais estaduais com carteira de desenvolvimento, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Sebrae. Segundo a ABDE, essas instituições respondem por cerca de 50% das operações de crédito no Brasil.

No documento entregue às assessorias dos presidenciáveis, a ABDE defende o papel do Sistema Nacional de Fomento na retomada do crescimento. Diz ainda que o nível de investimento precisa subir dos atuais 15% do PIB (Produto Interno Bruto) para 25% – patamar já alcançado pelo país em períodos de desenvolvimento.

O encontro foi divido em três etapas. Na primeira parte, a direção da ABDE e do SNF fez uma apresentação do setor. Depois, os seis assessores discorreram sobre as propostas de governo dos candidatos na área econômica. A ordem de apresentação de cada assessor foi definida por sorteio. O encontro foi encerrado com perguntas de membros da ABDE e de jornalistas.

Participaram do encontro os assessores: Ana Paula Oliveira (candidato Alvaro Dias, do Pode), Nelson Marconi (candidato Ciro Gomes, do PDT), Marco Antônio Rocha (candidato Guilherme Boulos, do PSOL), José Márcio Camargo (candidato Henrique Meirelles, do MDB), Márcio Porchman (candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do PT) e Eduardo Bandeira de Melo (candidata Marina Silva, da Rede).

Guilherme Boulos (PSOL)

Assessor econômico da campanha de Guilherme Boulos, Marco Antônio Rocha foi o primeiro a falar e disse que a atual crise econômica tem características conjunturais e estruturais, o que exige medidas emergenciais e também políticas de longo e médio prazo. O programa do PSOL baseia-se em três eixos, segundo Rocha: desenvolvimento produtivo, reorganização de mecanismos de intervenção na economia e reestruturação da política macroeconômica.

Rocha afirmou que entre as medidas emergenciais estão as que visam gerar emprego e renda. "A atual crise tem características conjunturais e também estruturantes. Tivemos um alto grau de investimento e uma queda significativa na rentabilidade do setor privado. Também houve um processo de esvaziamento da matriz industrial brasileira", argumentou Rocha, acrescentando que a proposta do PSOL prevê a revisão da atual política fiscal.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Em seguida, o economista Márcio Pochman, um dos coordenadores do programa de governo do PT, disse que a proposta do partido baseia-se em cinco eixos. São eles: soberania popular, reafirmação de direitos, reorganização do pacto federativo, construção de um novo padrão de desenvolvimento e transição ecológica para o século 21. "Nosso plano está assentado na hipótese de que a sociedade brasileira não vive um período de mudanças, mas uma mudança de período, um outro período histórico que se abre", afirmou.

Para construir esse plano, o candidato petista, caso eleito, vai propor a revogação do teto dos gastos públicos (a chamada PEC 95), da reforma trabalhista e da terceirização, após a realização de plebiscito. Também pretende convocar uma nova Assembleia Nacional Constituinte para tratar das reformas tributária, política, fiscal e bancária.

Marina Silva (Rede)

Integrante da equipe da candidata Marina Silva, Eduardo Bandeira de Melo fez uma defesa dos bancos de desenvolvimento como instrumento importante de fomento do setor produtivo nacional. Afirmou que os bancos de desenvolvimento sofrem ataques de setores que pregam que o seu papel deveria ser assumido pelo setor privado. "Esse é um discurso totalmente equivocado", disse Bandeira de Melo, destacando não ser o coordenador do programa econômico da Rede.

Segundo Bandeira de Melo, o mau uso do bancos de desenvolvimento não pode ser usado como argumento para extinção dessas instituições. Ao contrário, para ele, são instituições que assumem papel relevante para a retomada do investimento e do crescimento. "É preciso estabelecer prioridades. A partir do momento em que se elegem prioridades, a gente pode pensar no funding adequado", disse.

Ciro Gomes (PDT)

Segundo o coordenador do programa de governo do candidato Ciro Gomes, Nelson Marconi, o Brasil precisa de uma estratégia nacional de desenvolvimento. "O Brasil precisa de um plano, um conjunto de propostas, nacional de longo prazo. O nosso ponto de partida é: onde nós queremos chegar? Para isso, precisa de uma estratégia", afirmou.

Marconi afirmou que o programa do PDT vai contemplar as reformas fiscal, tributária e previdenciária, "para acertarmos a questão fiscal". Segundo ele, o partido defende o controle das despesas públicas, mas prega a revogação do teto dos gastos públicos. "A PEC [95] não controlou gastos, mas reduziu o tamanho do Estado. Não é isso que a gente defende. Possivelmente tem de haver um teto para dívida, mas preservando algumas despesas como saúde, educação e segurança pública", argumentou.

Henrique Meirelles (MDB)

O economista José Márcio Camargo, da equipe do candidato Henrique Meirelles, disse que o programa de governo vai aprofundar medidas adotadas nos últimos dos anos, como o teto de gastos públicos e a reforma da Previdência – enviada ao Congresso Nacional, mas ainda não aprovada. "O teto é uma revolução na forma de fazer orçamento no Brasil. Antes você aprova um projeto de aumento de gastos, mas ninguém diz de onde sai o dinheiro", afirmou.

Segundo Camargo, o limite de gastos só é sustentável se houver a reforma previdenciária. Hoje, disse o economista, 57% do Orçamento da União vai para pagar benefícios previdenciários e assistenciais. "Sem reforma da Previdência, não tem solução. Vamos aprovar a reforma da Previdência nos primeiros três meses de governo", disse Carmago, acrescentando que também é necessário acabar com as vinculações orçamentárias e fazer a reforma tributária.

Alvaro Dias (Pode)

Última a se apresentar, a economista e assessora do candidato Alvaro Dias, Ana Maria Oliveira, disse que o programa de governo do Pode tem uma meta síntese e outras 19 políticas públicas. A meta síntese prevê a "refundação da República" a partir de uma revisão da Constituição. "Para fazer qualquer coisa a partir do ano que vem precisamos de uma revisão constitucional que devolva a capacidade do Executivo de governar", afirmou.

As políticas públicas propostas pela campanha de Dias tem cinco pilares: incentivo à inovação, incentivo à indústria e ao agronegócio, fortalecimento do empreendedorismo, reconstrução da rede de infraestrutura e interiorização. "Se perseguirmos esses cinco pontos, vamos conseguir chegar no objetivo principal do nosso plano que é fazer o Brasil crescer a uma taxa de 5% ao ano, nos quatro próximos anos, e gerar 10 milhões de empregos", afirmou.

(Fonte: Agência Brasil)

Ainda com o cenário das coligações indefinido, os partidos políticos iniciam nesta sexta-feira (20) as convenções nacionais que vão decidir os candidatos à Presidência da República, nas eleições de outubro. Os nomes dos candidatos a presidente e a vice têm que ser aprovados nas convenções até 5 de agosto e registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto.

Neste momento, há 18 pré-candidatos, mas esse número já foi superior a 20 - alguns desistiram no meio do caminho, outros foram barrados pelos partidos políticos. O total de candidatos poderá ser menor, já que alguns partidos, como o DEM, o SD e o PCdoB, estão sendo provocados a desistir da candidatura própria para apoiar chapas mais competitivas.

O quadro de indefinição, segundo o cientista político Leonardo Barreto, se deve a fatores diversos, começando pelo fato de o Palácio do Planalto não estar influenciando o processo eleitoral. "Quando o Executivo está forte, tentando a reeleição ou fazer o sucessor, a tendência é que a coligação governista seja reproduzida, a oposição se organize e até surja a terceira via. Neste ano, o governo não tem um candidato forte nem colocou peso no candidato da oposição. Isso levou à pulverização de candidaturas", argumentou.

Neste cenário com vários candidatos, avaliou Barreto, até agora nenhum nome empolgou nem se apresentou como favorito, o que cria dificuldades para os partidos se posicionarem, pois todos querem apostar em alguém com chances de vitória. Além disso, os partidos querem ter claro o papel que exercerão no futuro governo. "Todos esses fatores levam ao quadro de barata voa nas convenções", afirmou.

Articulações

Três partidos - PDT, PSC e PCB - têm reuniões marcadas para esta quinta-feira. Em Brasília, os convencionais do PDT e do PSC vão decidir se confirmam as candidaturas de Ciro Gomes e Paulo Rabello de Castro, respectivamente. Ciro e Rabello ainda não têm nomes para vice. O PCB se reunirá no Rio de Janeiro, mas não terá candidato próprio na eleição presidencial de outubro.

Amanhã, será o dia de PSOL, PMN e Avante realizarem suas convenções. PMN e Avante tendem a não ter candidaturas próprias, enquanto o PSOL deve confirmar a chapa Guilherme Boulos e Sônia Guajajara. Domingo (22), o PSL se reúne no Rio de Janeiro para debater a candidatura do deputado Jair Bolsonaro, as alianças possíveis e o nome do vice.

Conforme Barreto, a partir das convenções, as articulações políticas para formação das alianças nacionais deverão se afunilar, com vantagem para os maiores partidos que têm "mais meios de troca". Ou seja, as negociações vão levar em conta o tempo de televisão que pode ser agregado nas disputas estaduais, os recursos para financiamento das campanhas, as bancadas de deputados federais e estaduais e o total de prefeitos, que são cabos eleitorais decisivos nas eleições.

 

(Fonte: Agência Brasil)

Em resposta à sobretaxa imposta pelos Estados Unidos a produtos chineses, o país asiático anunciou medidas contra importações de produtos norte-americanos no último dia 6. A disputa comercial entre os dois gigantes já repercute na economia brasileira, por exemplo, com o aumento da procura pela soja, um dos produtos taxados pela China.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que essa queda de braço, resultado da política protecionista do governo de Donald Trump, pode favorecer alguns setores brasileiros a curto prazo, mas que em médio e longo prazo essa guerra pode representar um retrocesso para a economia global.

Pesquisador do Centro de Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), Felippe Serigatti, avalia que essa disputa pode resultar em um crescimento econômico menor para os dois países, o que afetaria outras nações. “Isso não é bom nem para o Brasil nem para a economia mundial como um todo. No final das contas, ninguém exatamente sai ganhando com essa disputa”, apontou.

Ele lembra que setores como o da soja brasileira podem lucrar mais imediatamente ao suprir a demanda chinesa, mas isso pode gerar desequilíbrio com outros parceiros mundiais. Serigatti explica que o preço da soja aqui vinha ficando abaixo da cotação na Bolsa de Chicago, o que é positivo ao se vender para a China, mas pode implicar um preço incompatível com o mercado europeu.

“Se a soja no Brasil fica mais cara, o farelo de soja que sai daqui também fica mais caro, logo o nosso preço fica menos competitivo na Europa. Isso pode favorecer, por exemplo, o farelo de soja norte-americano, uma vez que a soja lá, comparado com o preço da soja aqui, está mais barato”, exemplificou.

O embaixador Rubens Barbosa, que atuou em Washington no início dos anos 2000, também avalia que a ampliação deste cenário de disputa será “ruim para todos”. “Vão aumentar o custo, o preço das commodities, afetando todo mundo, inclusive o Brasil. Uma guerra comercial nesse nível vai significar também uma redução do crescimento da economia e diminuição do comércio exterior”, disse em recente entrevista à TV Brasil.

 

Para o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China, Charles Tang, países como Brasil, Argentina e Austrália devem ajudar a suprir a demanda chinesa, mas em longo prazo esse desequilíbrio pode “danificar a economia mundial”. “Todo mundo vai ser perdedor”, criticou.

Ele destacou que o Brasil é maior exportador de soja para a China. “Os Estados Unidos exportavam aproximadamente 40 milhões de toneladas, e o Brasil exporta cerca 50 milhões de toneladas. Para substituir o fornecimento americano, vai ter que quase dobrar a exportação", disse. Segundo ele, "o importante é que a China entendeu pela primeira vez que o fornecimento norte-americano é instável e mais uma vez o povo chinês entendeu que essa instabilidade é perigosa”.

Competitividade

Rogério Araújo, coordenador de Planejamento e Inteligência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), órgão ligado ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), destaca que o mercado brasileiro está pronto para aproveitar as oportunidades advindas das disputas entre China e Estados Unidos, mas é preciso investimento para tornar este incremento em um ganho efetivo de mercado.

“A gente consegue isso com uma ampliação de investimentos focados em inovação e num setor produtivo que está crescendo ao redor do mundo, que é o setor produtivo conectado à economia digital, à indústria 4.0,”, avaliou. Ele defendeu ainda a “conexão entre vários setores da economia, sejam os serviços de alto conhecimento com a indústria, seja a indústria com a agricultura”.

Hoje o jornal francês Le Monde apontou o Brasil como "grande vencedor" da guerra de sobretaxas entre os EUA e a China. Segundo o jornal, as exportações brasileiras de soja estão favorecidas, e o preço do produto no país superou a cotação da Bolsa de Chicago. O Wall Street Journal também cita o Brasil como beneficiário imediato pelo contexto atual, mas aponta que o país não produz hoje o suficiente para abastecer sozinho a China. 

*Com informações da Agência Brasil em Brasília

(Reportagem de Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil)

 

Página 1 de 5

Sul e Sudeste do Pará

Loading
http://carajasojornal.com.br/modules/mod_image_show_gk4/cache/Publicidade.2018.Sophos_2019gk-is-100.jpglink
http://carajasojornal.com.br/modules/mod_image_show_gk4/cache/Publicidade.galpogk-is-100.jpglink

Vídeos

FAMAP, a escolha inteligente
08 Julho 2019
Em parauaebas, aluno chamou a atenção dos vereadores, no momento em que fazia uso da tribuna. de Carajás O Jornal
18 Abril 2017
Alunos da Rede Estadual de Ensino, assistem aula no meio da rua em Parauapebas
13 Abril 2017
Novo Ministro do STF3
11 Fevereiro 2017
Tiroteio em Redenção deixa população assustada
01 Dezembro 2016
Nesse domingo os paraenses vivenciam o #CIRIO2016, a maior festividade Religiosa do Brasil
09 Outubro 2016
Dr. Hélio Rubens fala sobre o caso de corrupção na Câmara Municipal de Parauapebas
08 Outubro 2016
MARCHA PARA JESUS: Milhares de jovens nas ruas de Parauapebas
08 Outubro 2016
Corrupção é um problema de todos, você também pode combater!
06 Outubro 2016
Joelma agradece pela presença e participação em seu show na FAP 2016
12 Setembro 2016
Jake Trevisan agradecendo toda população de Parauapebas no Carajás O Jornal
06 Setembro 2016
Cantor Açaí no evento da Imprensa na FAP a pedido de Marola Show, canta para a Rainha, primeira e segunda princesa da FAP 2016.
01 Setembro 2016