Teleatendimento em saúde mental e novos métodos contraceptivos ampliam acesso à saúde das mulheres

Boulder Valley Women's Health Center nurse practitioner Linda Johnson, right, has Carina Jackman, of Boulder, feel the Implanon contraceptive implant in her upper arm after insertion on Wednesday. Jackson wanted the implant, which is effective for three years, instead of taking birth control pills.(Photo by Josh Lawton/Digital First Media/Boulder Daily Camera via Getty Images)
Celebrado nesta terça-feira (7/4), o Dia Mundial da Saúde destaca, no Brasil,  o avanço de políticas públicas voltadas à saúde das mulheres. No Sistema Único de Saúde (SUS), a ampliação do acesso a serviços, insumos e novas estratégias de cuidado reforça a prevenção, o atendimento integral e a garantia de direitos.

Entre as principais iniciativas estão a oferta gratuita de medicamentos e insumos por meio do Programa Farmácia Popular, no qual as mulheres representaram 62,06% do total de beneficiários em 2025; o fortalecimento do acompanhamento pré-natal na atenção básica, com 2,3 milhões de gestantes atendidas; e a ampliação das ações de prevenção e diagnóstico precoce de doenças, como o câncer, com a realização de 7,3 milhões de exames de colo do útero e 2,8 milhões de mamografias.

As políticas públicas também têm incorporado novas estratégias para garantir mais acesso, acolhimento e qualidade no atendimento, contribuindo para a melhoria das condições de saúde e bem-estar das mulheres em todo o país.

Teleatendimento em saúde mental para mulheres em situação de violência

O Governo Federal anunciou, em 11 de março de 2026, que o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer teleatendimento em saúde mental para mulheres em situação de violência, com o objetivo de ampliar o acesso ao acolhimento psicológico de forma remota e integrada a outros serviços de proteção.

A iniciativa, que faz parte do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio , começará pelas capitais Recife e Rio de Janeiro com o atendimento on-line em saúde mental, e será expandida gradualmente para todo o país até junho de 2026, com previsão de até 4,7 milhões de atendimentos por ano. O serviço permitirá que as mulheres sejam atendidas à distância, por meio de encaminhamento na rede de saúde ou pelo aplicativo Meu SUS Digital , fortalecendo o cuidado integral e humanizado às vítimas.

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Programa Dignidade Menstrual

Programa de Promoção e Proteção da Saúde e da Dignidade Menstrual é uma política pública do Governo Federal que busca garantir direitos básicos, reduzir desigualdades e enfrentar a pobreza menstrual no Brasil. A iniciativa prevê a oferta gratuita de absorventes higiênicos para pessoas em situação de vulnerabilidade social, especialmente estudantes da rede pública, pessoas em situação de rua e em privação de liberdade, por meio de unidades credenciadas do Programa Farmácia Popular.

Além da distribuição dos itens, o programa também promove ações de educação em saúde, com foco na conscientização sobre o ciclo menstrual, combate a estigmas e desinformação, e incentivo ao autocuidado. A proposta integra diferentes áreas do governo, como saúde, educação e assistência social, visando ampliar o acesso a condições dignas de higiene e contribuir para a permanência escolar, a saúde e a qualidade de vida dessas pessoas, até o momento, 463,9 mil pessoas cadastradas no CadÚnico já realizaram a retirada gratuita de absorventes.

Implanon no SUS

O Ministério da Saúde anunciou a oferta gratuita do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon) pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso a um dos métodos mais eficazes e de longa duração, com ação de até três anos.

A medida busca fortalecer o planejamento reprodutivo e reduzir gestações não planejadas, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade. Para implementar a política, o governo já recebeu as primeiras mais de 100 mil unidades do dispositivo e iniciou a capacitação de profissionais de saúde para a inserção segura do implante. A previsão é distribuir cerca de 1,8 milhão de unidades até 2026, com investimento superior a R$200 milhões, ampliando o acesso a um método que pode custar até R$4 mil na rede privada.

Fonte: Agência Gov | Via Mulheres

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