Senador afirma ter sido surpreendido pelo posicionamento do pastor, que passou a apoiar Helder Barbalho ao Senado e Hana Ghassan ao Governo do Estado
O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) anunciou que irá substituir seu segundo suplente na chapa para as eleições de 2026 após o pastor Fenelon Lima Sobrinho declarar publicamente apoio a nomes que integram o grupo político adversário ao projeto eleitoral do parlamentar.
O posicionamento de Fenelon gerou um rompimento político dentro da composição inicialmente formada para a disputa ao Senado e levou Zequinha a anunciar que adotará as medidas necessárias para formalizar a substituição junto à Justiça Eleitoral.
Segundo o senador, a decisão do pastor ocorreu sem um alinhamento prévio com sua candidatura. Zequinha afirmou ter sido surpreendido pelo anúncio público de apoio aos adversários e considerou que a mudança de posicionamento rompeu o compromisso político estabelecido na composição da chapa.
Apoio a Helder e Hana
Fenelon Lima Sobrinho declarou apoio à candidatura do governador Helder Barbalho ao Senado e de Hana Ghassan ao Governo do Pará, ambos do MDB.
A manifestação coloca o pastor em uma posição política distinta daquela defendida por Zequinha Marinho para as eleições de 2026. A divergência ganhou repercussão justamente por Fenelon ocupar a condição de segundo suplente na chapa do senador.
Com o novo posicionamento, a permanência do pastor na composição passou a ser considerada incompatível com a estratégia eleitoral de Zequinha.
A relação entre Fenelon e Zequinha, entretanto, não é recente. O pastor possui histórico de atuação política e religiosa em Parauapebas e já manteve proximidade com o senador em diferentes momentos da trajetória política regional.
Zequinha fala em falta de alinhamento
Ao comentar a situação, Zequinha Marinho afirmou que foi pego de surpresa pela manifestação pública de Fenelon.
Para o senador, a mudança de posicionamento evidencia a ausência de alinhamento político entre o segundo suplente e a candidatura que deveria representar. Diante disso, Zequinha decidiu iniciar os procedimentos necessários para retirar Fenelon da composição eleitoral.
A substituição, no entanto, depende da formalização perante a Justiça Eleitoral, seguindo os procedimentos previstos para alterações na composição das chapas.
Burin permanece como primeiro suplente
Com a mudança anunciada, o primeiro suplente da chapa, Burin, permanece na composição. A alteração será especificamente na segunda suplência, que deixa de ser ocupada pelo pastor Fenelon e passa a ter Francy Pará como novo nome. A nova composição deverá ser formalizada junto à Justiça Eleitoral, conforme os procedimentos legais previstos para a substituição.
Francy Pará é escolhida para a segunda suplência
Com a saída de Fenelon, o nome escolhido para ocupar a segunda suplência é o da vereadora Francy Pará, de Ananindeua.
A parlamentar passa a integrar a composição da chapa de Zequinha Marinho para a disputa ao Senado, assumindo um espaço que ganhou relevância após o rompimento político com o pastor Fenelon.
A escolha de Francy também amplia a presença da Região Metropolitana de Belém na composição eleitoral do senador. Vereadora de Ananindeua, ela possui atuação política consolidada no município e passa a desempenhar um papel mais direto no projeto eleitoral de 2026.
A chegada da vereadora à chapa ocorre em um momento de reorganização das alianças políticas no Pará e representa uma nova aposta de Zequinha na formação de uma composição considerada alinhada ao seu projeto político.
Movimento mexe no cenário político de Parauapebas
A ruptura também ganha peso político em Parauapebas, onde Fenelon possui forte atuação e trajetória pública.
O pastor já recebeu, inclusive, o título de Cidadão Honorário do município por meio de decreto legislativo aprovado pela Câmara Municipal em 2017.
Fenelon também esteve historicamente inserido nas articulações políticas locais e manteve relações com diferentes grupos ao longo dos anos.
A mudança de lado para 2026, portanto, ultrapassa uma simples alteração na composição eleitoral e representa uma movimentação relevante entre lideranças políticas e religiosas da região.
Disputa de 2026 ganha novos contornos
A decisão ocorre em um cenário de intensa movimentação política no Pará, com a formação das alianças para as eleições de 2026.
De um lado, Zequinha Marinho trabalha para consolidar sua candidatura ao Senado e manter sua base política. Do outro, o grupo ligado ao MDB articula as candidaturas de Helder Barbalho ao Senado e Hana Ghassan ao Governo do Estado.
Nesse contexto, o rompimento com Fenelon evidencia como a formação das chapas e alianças ainda está sujeita a mudanças à medida que as forças políticas definem seus posicionamentos para a disputa eleitoral.
A movimentação reforça que, às vésperas da definição das chapas para 2026, as alianças políticas no Pará continuam em processo de reorganização e lideranças com atuação regional ganham espaço estratégico na disputa pelo Senado.
Fonte: Da Redação | Por Jordania Peixoto


