Com inscrições gratuitas, iniciativa reúne 30 participantes em oficina realizada na Escola de Música Maestro Waldemar Henrique e promove formação em pintura mural, grafismo amazônico e valorização da identidade cultural.
A arte como ferramenta de transformação social, valorização cultural e ocupação criativa dos espaços públicos. Essa é a proposta do Paredes Vivas: Grafismo e Identidade na Amazônia, projeto realizado pela Intera Produções e Eventos, apresentado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Vale e Parceria da Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).

A oficina de pintura e arte urbana teve início na segunda-feira (27) e segue até sexta-feira (31). As atividades estão sendo realizadas no prédio da Escola de Música Maestro Waldemar Henrique, no bairro Cidade Nova, reunindo 30 participantes em uma programação intensiva de formação artística. A iniciativa promove oficinas gratuitas, ampliando o acesso à cultura e incentivando o surgimento de novos talentos.
Ao longo da semana, os participantes vivenciam uma imersão em técnicas de desenho, pintura mural, grafismo amazônico, composição artística, uso das cores e preparação de superfícies, sempre com foco na valorização da identidade cultural da região.
Segundo o coordenador-geral do projeto, Cristiano Aguiar, a proposta vai muito além do ensino artístico. “Acreditamos que a cultura se fortalece quando há união entre o poder público e a iniciativa privada. A parceria com a Secult surgiu justamente desse propósito: ampliar o acesso à arte, incentivar novos talentos e levar uma formação de qualidade para a população, valorizando a identidade cultural de cada cidade por onde o projeto passa.”

O coordenador destaca ainda que a democratização do acesso é um dos pilares do projeto. “As inscrições foram totalmente gratuitas. Essa é uma das premissas do Paredes Vivas: tornar a formação artística acessível e mostrar que a arte pode transformar espaços, contar histórias e criar novas oportunidades para a comunidade.”
Durante as oficinas, os participantes desenvolvem habilidades técnicas e também são estimulados a reconhecer a riqueza cultural da Amazônia como inspiração para suas produções. “Mais do que ensinar técnicas, buscamos estimular a criatividade, fortalecer a identidade cultural amazônica e mostrar que a arte urbana também pode transformar espaços, contar histórias e gerar oportunidades”, reforça Cristiano Aguiar.
Entre os alunos, a experiência já inspira novos olhares sobre a arte e o futuro. Glaudison de Souza, de 13 anos, conta que participar da oficina abriu novas possibilidades e despertou ainda mais seu interesse pela pintura. “Sempre gostei de desenhar, mas nunca tinha participado de uma oficina como essa. Aqui estou aprendendo várias técnicas de pintura e descobrindo que a arte pode contar histórias sobre a nossa região. Quero continuar praticando e, quem sabe, um dia pintar grandes murais pela cidade.”

Para Josiane Santos, a oportunidade de aprender gratuitamente com profissionais experientes representa um importante incentivo à expressão artística e ao desenvolvimento pessoal. “”Essa oficina está sendo uma oportunidade muito importante para mim. Além de aprender novas técnicas, estou conhecendo pessoas que também gostam de arte e percebendo como o grafismo amazônico representa a nossa cultura. É muito gratificante participar de um projeto gratuito e de tanta qualidade.”
Quem acompanha de perto a evolução da turma é o monitor Valdir Lisboa, que destaca o envolvimento dos alunos e a importância da iniciativa para fortalecer a cultura local. “”É muito motivador acompanhar o desenvolvimento dos alunos ao longo da semana. Muitos chegaram sem experiência e, em poucos dias, já demonstram criatividade, confiança e domínio das técnicas apresentadas. O projeto deixa um legado importante porque desperta talentos, fortalece a identidade cultural amazônica e mostra que a arte pode transformar vidas e espaços.”

Ao unir formação artística, inclusão social e valorização da identidade amazônica, o projeto Paredes Vivas leva a arte para mais perto da população, transformando muros em grandes telas e fortalecendo o sentimento de pertencimento por meio da cultura.
Fonte: Da Redação


