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Dinheiro falso circulando em Canaã dos Carajás preocupa ACIACCA

Um comunicado alertando a população foi emitido na manhã desta quinta-feira, 24, pela Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Canaã dos Carajás (Aciacca), nele a informação de que cédulas falsas, principalmente de R$100 e R$50, estariam sendo repassadas no comércio local. “A ACIACCA alerta: “MUITA ATENÇÃO” DINHEIRO FALSO, principalmente notas de R$100,00 e R$50,00 estão sendo passadas no comércio de Canaã dos Carajás. Desconfiem de todas as notas que chegarem. As notas falsas são muito parecidas, e qualquer descuido passa despercebido”, diz o comunicado.

É possível detectar se uma nota é falsa através dos elementos de segurança contidos nas cédulas de Real, como marca-d’água, o relevo e a textura do papel. Em entrevista ao Portal Canaã, o presidente da ACIACCA, Pedro Antônio Silva, informou que até o momento, apenas um estabelecimento comercial formalizou a denúncia. Embora a polícia já tenha conhecimento da situação, até o momento ninguém foi preso e  não há pistas acerca da procedência das cédulas. “Infelizmente convivemos com isso há anos. Incomoda, mas temos que prosseguir na luta pelas vendas e, lógico, trabalhar com cautela pra não ter prejuízo. Nosso objetivo é alertar os empresários e a sociedade. Não é muito difícil de identificar se o dinheiro é verdadeiro ou falso, basicamente é só a verificação da marca d’água, textura (geralmente notas falsas são mais lisas), tamanho da nota e as fibras coloridas transversais. Existem também no mercado equipamentos de baixo custo que ajudam na identificação da cédula falsa”, destacou Pedro.

Às pessoas que forem vítimas do golpe, o presidente orienta que procure uma agência bancária que fará o recolhimento do material. “ Quem pegar alguma nota falsa deve procurar imediatamente um banco que tem obrigação de recolher a cédula para envio ao Bacen (Banco Central). Feito isso, registrar boletim de ocorrência policial, principalmente se puder contribuir com informações que possam levar a polícia aos falsários ou intermediadores”, pontuou.

As suspeitas, segundo informou Pedro, são de que as pessoas que tentaram repassar o dinheiro também podem estar ligadas ao crime de falsificação. “Geralmente essas notas são adquiridas em grande quantidades por estelionatários que tratam de passá-las no comércio e bancos”.

Pedro lamentou ainda as brechas existentes no código penal. “A justiça brasileira é muito branda com estelionatário. É um incentivo ao crime”, concluiu.

(Fonte: Jornal In Foco)

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