A Feira Agropecuária de Parauapebas já virou caso de polícia e as autoridades têm feito vista grossa Destaque

A nossa tão querida FAP, nos últimos 3 anos, por incrível que pareça já virou caso de polícia ou justiça, mas essa não tem se incomodado com os últimos acontecimentos e cada vez mais as coisas estão se agravando. Imaginamos que no ano de 2016, um animal que foi forçado a andar no sol escaldante por muito tempo, com um cavaleiro no seu lombo teve como resultado, a morte do animal dois dias depois da cavalgada. O cavalo morreu em um dos terrenos baldios do bairro liberdade, depois de várias tentativas de recuperá-lo. Naquele ano, não só pela morte desse animal, mas por diversos acontecimentos de maus tratos, houve uma manifestação de uma ONG que cuida e defende os animais em Parauapebas, várias postagens nas redes sociais foram feitas diante destes acontecimentos.

Pois bem, me pereceu que algo seria feito no sentido de coibir esse tipo d e prática contra os animais a serem colocados a um sol forte próximo do meio dia, andando com um cavaleiro num sol escaldante. As autoridades que podem e devem fazer a defesa dos animais, também não se viu mais... tudo bem, seguimos o nosso raciocínio.

Neste ano, apesar de eu não ter ouvido falar que nenhum animal morreu durante a cavalgada, mesmo assim, novamente, pude observar que a nossa cavalgada de Parauapebas deveria mudar de nome, poderia chamar-se (MOTORRALDA). É isso mesmo! é um absurdo a quantidade de motoqueiros juntos com a cavalgada, e o pior! Boa parte deles com o escapamento solto, para que possa fazer aquele barulho infernal ao lado das pessoas que estão com as famílias participando ou vendo aquele tipo de coisa.

O mais preocupante é que nessas cavalgadas que acontecem no sul do Pará, apenas em Parauapebas é permitido que motos participem do evento, o que descaracteriza o seu  objetivo. Em determinados momentos pude observar motocicletas com quatro pessoas em cima. Certo que todos participavam de uma festa, naquele momento, porém, essas situações devem ser observadas.

Vi em um grupo de WhatsApp que administro, o grupo do portal Carajás o Jornal, uma pessoa procurando os documentos de Edilberto Santos da Silva, segundo informações essa pessoa veio a óbito quando bateu de moto na rotatória próximo ao Hotel Riviera, também resquícios da cavalgada, mistura de álcool e direção e de fato observei que diversos motoqueiros pilotavam suas motocicletas com litro de whisky latas de cerveja, eles conduziam a moto com uma mão e com a outra, seguravam a bebida e, pelo que entendi, não havia nenhum tipo de fiscalização, o que já mostra a banalização desse evento que é tão tradicional em  nossa cidade de Parauapebas.

Diante destes fatos, acredito que já passou da hora do Ministério Público dar uma olhada mais de perto nesse tipo de evento e coibir ou pedir para quem seja de direito, coibir esse tipo de prática e responsabilizar alguém da diretoria do Siproduz, que responde por isso. Vejo que já está bom, já era tempo de ser revisto esse tipo de atitude das pessoas que participam da cavalgada, pois ao que tudo indica, acham que podem fazer o que bem entender, já que não serão penalizadas.

Neste sentido, peço aqui a atenção das autoridades e também da diretoria do SIPRODUZ, principalmente na pessoa do presidente da entidade, que tem uma voz mais forte, para que tome as devidas providencias. As famílias de Parauapebas que estão com objetivo de prestigiar a Feira, com certeza não estão nada felizes em ver este tipo de atitude dos demais.

Ao meu entender o que deveria ser revisto na cavalgada é exatamente o horário de sua realização, o tamanho do percurso e, por último, a fiscalização durante todo o trajeto. Apresento aqui também as soluções que acredito serem viáveis para reduzir tais problemas já citados neste editorial. 1º  reduzir o percurso e realizá-lo em um horário em que o clima está mais favorável, tanto para os animais, que são os protagonistas do evento, quanto das crianças que acompanham seus familiares durante a festa; 2º fiscalizar melhor todo o trajeto do evento, para coibir práticas abusivas aos animais e por último, proibir a participação de veículos, como motos e carros e, principalmente o uso de bebidas alcoólicas durante a cavalgada.

Acredito que tomando essas medidas, o evento possa ser realizado de forma mais harmoniosa e como resultado final, apenas notícias positivas, nada de acidentes, poluição sonora ou maus tratos aos animais.

Quero aproveitar para falar de um assunto que virou e revirou as redes sociais e as rodas de conversa em Canaã dos Carajás, neste fim de semana, foi a realização do aniversário do vereador Junior Garra, o 1º Niver Fast Junior Garra.  Ele, que já foi presidente da câmara no biênio passado (2017,2018), presenteou os munícipes de Canaã com uma série de eventos desde a última sexta-feira 30, abrindo o evento com um show gospel; no segundo dia, sábado 31, com o show da dupla sertaneja, Gian e Giovani e no domingo, 31, Motocross, evento esportivo que reuniu atletas  profissionais de diversos estados do Brasil e cidades vizinhas.

 Durante estes três dias de evento, pude perceber que Junior Garra cresceu no conceito dos empresários e da população de Canaã dos Carajás, porque a festa foi feita com ajuda de amigos e patrocinadores. Dentro desse evento, aproveitando o ensejo, houve o lançamento da pré-candidatura a prefeito de Zito Augusto (PDT), com as benções do ex-deputado e comandante do partido Geovani Queiroz, foi um evento de casa cheia no plenário da câmara municipal daquela cidade. Pude perceber que esse grupo, que conta também com a participação do vereador Dionizio Coutinho, vem com muita força para disputar as eleições vindouras.

Zito Augusto era filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e já prestou relevantes serviços para Canaã dos Carajás, quando no primeiro mandato de Jeová Andrade, foi secretário de Obras e fez praticamente todas as obras estruturantes da cidade e muito asfalto; então, podemos ver que neste grupo político há vereadores com bons nomes para disputar as eleições 2020, além também de alguns empresários com “bala na agulha”, grupo que dará trabalho para os outros.

Em Canaã dos Carajás, hoje deve ter pelo menos cinco grupos que já estão articulados para uma disputa à prefeitura. Como o atual prefeito não está mais com condições de se candidatar, as ruas estão abertas e ano que vem as coisas vão se afunilar; mas esse assunto eu vou falar conforme as coisas vão acontecendo.

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Sul e Sudeste do Pará

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