O presidente Jair Bolsonaro participará nesta terça-feira (17) da cúpula de líderes do Brics, grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

A reunião está prevista para as 8h (horário de Brasília) e, em razão da pandemia do novo coronavírus, será por meio virtual, a exemplo do que aconteceu na Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro.

As autoridades internacionais de saúde recomendam o distanciamento e o isolamento social como formas de prevenção à disseminação do vírus.

O bloco foi fundado em 2006 e à época foi denominado Bric. Em 2011, a África do Sul passou a integrar o grupo, que passou a ser chamado de Brics. Desde 2009, os líderes dos países se reúnem anualmente.

O último encontro do Brics aconteceu em novembro de 2019, em Brasília. Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro disse que a política externa do governo "tem os olhos postos no mundo", mas coloca o Brasil "em primeiro lugar" (relembre no vídeo abaixo).

Cenário internacional

De acordo com o governo russo, que chefia atualmente o Brics, os líderes do bloco discutirão na cúpula desta terça a cooperação interna e temas da agenda internacional.

A reunião ocorre em meio à corrida pela vacina contra o novo coronavírus. Há quase um ano, surgiram os primeiros casos do vírus, em Wuhan (China). Em março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia.

No Brasil, até esta segunda-feira, já haviam sido registradas mais de 166 mil mortes pela Covid-19, doença provocada pelo coronavírus. No mundo, a pandemia já provocou mais de 1,3 milhão de mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins.

China e Rússia estão entre os países que tentam desenvolver uma vacina contra o vírus. No Brasil, o Instituto Butantan, em São Paulo, desenvolve a vacina Coronavac em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. No Paraná, o governo local e a Rússia assinaram um acordo para desenvolvimento da vacina Sputnik V.

Outro assunto em destaque no cenário internacional é a eleição de Joe Biden como novo presidente dos Estados Unidos.

Entre os países do Brics, a China, a África do Sul e a Índia já parabenizaram Biden. O presidente Jair Bolsonaro e o presidente russo, Vladimir Putin, ainda não.

 

Fonte: Por Guilherme Mazui e Pedro Henrique Gomes, G1 — Brasília

A imagem do palestino Jihad Al-Suwaiti, de 32 anos, sentado na janela de um hospital na Cisjordânia rodou o mundo em julho. Ele escalava o prédio todos os dias para conseguir ver sua mãe, internada com Covid-19.

Depois que Rasmiye Al-Suwaiti, de 73 anos, morreu da doença, em julho, Jihad e seus irmãos tiveram uma atitude ousada -- e ilegal. Eles roubaram o corpo da mulher após serem informados pela equipe do hospital que ele não seria entregue à família. As informações são da rede NBC.

Jihad contou que irmãos, sobrinhos e amigos chegaram em sete carros diferentes para distrair e confundir os motoristas das ambulâncias que os perseguiram depois do roubo do corpo de sua mãe.

O plano deu certo. As ambulâncias não conseguiram identificar em qual carro o corpo estava e os irmãos o levaram de volta para Beit Awwa, no sul da Cisjordânia.

Tarek al Barbarawi, diretor do hospital Alia em Hebron, onde Rasmiye estava sendo tratada, afirmou à NBC que o corpo foi roubado porque seus filhos não queriam que ele fosse embrulhado em plástico.

“Ela disse: ‘Se eu morrer por causa desta doença, não me enterre em um saco plástico! '", confirmou Jihad, o mais novo de seus nove filhos.

“Eu a segurei com minhas próprias mãos, cavei sua sepultura e a enterrei do jeito que ela me pediu”, disse.

tradição muçulmana diz que os mortos devem ser enterrados o mais rápido possível, com o corpo envolto em uma mortalha branca.

Com a pandemia de Covid-19, no entanto, novos decretos foram criados para lidar com os mortos pela doença nos enterros muçulmanos, de acordo com o xeque Muhammad Hussein, Grande Mufti de Jerusalém e Territórios Palestinos.

“Esta é uma regra de necessidade e as necessidades permitem proibições, portanto, o falecido não é lavado, nem coberto e é enterrado em um saco plástico”, disse Hussein à agência Reuters.

A morte de Rasmiye aconteceu em julho e, até agora, Jihad não sofreu punição por infringir a lei e colocar outros em risco.

 

Fonte: Por G1

Os testes da Johnson & Johnson para uma vacina contra a Covid-19 foram interrompidos por uma doença ainda inexplicada em um dos voluntários do estudo, segundo destacou a empresa na noite da última segunda-feira (12). O imunizante havia entrado nos estágios finais (fase 3) de testagem com humanos em 23 de setembro nos Estados Unidos.

A farmacêutica destacou que um comitê independente de profissionais que monitoram dados e segurança analisará o caso. A identidade do paciente e detalhes do ocorrido não foram informados, em respeito à privacidade do participante, acrescentou a empresa.

De acordo com a companhia, a doença do paciente está sendo “analisada e avaliada pelo Conselho de Monitoramento de Segurança de Dados independente ENSEMBLE (DSMB), bem como por nossos médicos clínicos e de segurança internos”.

O sistema online usado para inscrever pacientes no estudo foi fechado e o conselho de monitoramento de dados e segurança foi convocado – o conselho é um órgão independente que zela pela segurança dos pacientes no ensaio clínico.

O estudo prevê a inclusão de até 60 mil voluntários, com idade entre 18 e 60 anos, sendo 7 mil no Brasil – distribuídos nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Norte. Para a aprovação dos testes no País, a Anvisa realizou reuniões com a equipe da Janssen, farmacêutica belga da Johnson & Johnson, a fim de alinhar todos os requisitos técnicos necessários para os testes.

O estudo foi projetado para ser duas vezes maior que o desenho inicial de outros testes de fase 3 nos Estados Unidos, embora o estudo da Pfizer também tenha se expandido para abranger 44 mil participantes. Metade dos participantes receberá a vacina e metade receberá o placebo.

A empresa afirmou ainda que esses tipos de ocorrências são comuns em testes de imunizantes, principalmente em estudos em larga escala, e destacou o compromisso com a segurança dos participantes. A vacina testada pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, no Reino Unido, também chegou a ter os testes paralisados duas vezes após manifestações de reações adversas em voluntários da pesquisa.

Dose única

A Johnson & Johnson planeja produzir um milhão de doses no ano que vem. O produto experimental é um dos poucos em estudo no mundo que prevê apenas uma injeção para proteger contra a doença.

Outra vantagem é que vacina da J&J também pode ser armazenada em forma líquida, sob temperaturas de geladeira, por três meses, ao passo que duas das candidatas favoritas precisam ser congeladas ou mantidas sob temperaturas ultracongeladas para o armazenamento , de acordo com informações divulgadas pela farmacêutica.

 

Fonte: Por Equipe InfoMoney

Durante a pandemia, enquanto os brasileiros sofriam com a Covid-19, um grupo se dedicou a comprar fazendas, montar adegas com vinhos caríssimos, desfilar em carros luxuosos e comprar até filhotes de animais selvagens. De onde vinha o dinheiro? Da verba que deveria ser usada para combater o coronavírus na saúde pública.

Segundo a polícia, a quadrilha, que tinha a participação de políticos, desviou R$ 500 milhões. Até uma casa de prostituição estaria sendo usada para lavagem de dinheiro. Veja a reportagem na íntegra no vídeo acima.

 

Fonte: https://g1.globo.com

Na semana em que se comemora o Dia Nacional do Trânsito (25), a Vale está intensificando o diálogo e a divulgação dos cuidados com o trânsito ferroviário ao longo da Estrada de Ferro Carajás (EFC), que liga São Luís à cidade de Parauapebas, no Pará. A campanha inclui dicas, alertas e conversas sobre segurança durante encontros virtuais com as comunidades, atendendo às medidas de prevenção à COVID-19.

"O comportamento humano é determinante nos acidentes que ainda acontecem. São pessoas que infelizmente se arriscam cruzando a linha fora das passagens oficiais e passarelas, se apressando para atravessar mesmo com a aproximação do trem ou ainda tentando passar entre os vagões enquanto o trem está parado. Muitas vezes isso acontece próximo às passagens oficiais. Temos que manter o trabalho educativo para promover essa consciência e mudar essa atitude", afirmou Daniel Florenzano, gerente de Relacionamento com Comunidades da Vale.

Em registros feitos pela empresa, é possível observar situações de risco que poderiam ser evitadas. Na imagem a seguir, dois motociclistas ignoram completamente a aproximação do trem ao cruzar a via.

O trânsito ferroviário tem regras previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB)

O Artigo 29 do CTB diz que os veículos que se deslocam sobre trilhos têm preferência de passagem sobre os demais e que deixar de parar o veículo antes de transpor linha férrea é infração gravíssima, com penalidade de multa. Essas regras estão baseadas em estudos e precisam ser seguidas para evitar acidentes de grandes proporções, já que os trens não conseguem parar imediatamente, mesmo depois de acionarem o freio de emergência.

Ferrovia mais segura do Brasil

A Estrada de Ferro Carajás é atualmente classificada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) como a ferrovia mais segura do país. No comparativo, a agência considera os índices anuais de acidentes de todas as estradas de ferro do Brasil. A ANTT é o órgão federal responsável pela concessão, fiscalização e regulação de todas as ferrovias brasileiras.

O indicador de segurança da EFC vem melhorando ano a ano. Em 2017, o índice alcançado pela ferrovia na avaliação da ANTT foi de 2,67; em 2018, foi 1,81 e agora chegou a 1,73, o menor da série histórica. Na lógica da agência, quanto menor o índice, mais segura é a ferrovia. Os dados e comparativo estão disponíveis no site da ANTT.

"Esse resultado é fruto do investimento contínuo em tecnologia, manutenção preventiva, qualidade da frota e do trabalho de diálogo com as comunidades que cruzam a via. Importante destacar que esse patamar de segurança é revertido diretamente em favor de quem vive nas comunidades próximas a ferrovia e utiliza o Trem de Passageiros da EFC", afirmou João Falcão, gerente-executivo da Estrada de Ferro Carajás.

Além de minério de ferro e cargas como combustível e soja, a EFC - que é operada pela Vale - transporta por ano mais de 320 mil passageiros entre os estados do Pará e Maranhão.

Três dicas de segurança para convívio com ferrovias:

- A principal regra é simples: pare, olhe para os dois lados e escute antes de cruzar uma ferrovia. Na dúvida, não arrisque;

- Use passagens oficiais (viadutos e passarelas);

- Em trechos de linha férrea duplicada não permaneça entre duas linhas férreas já que há risco de ficar confinado entre dois trens;

Caso tenha dúvidas, entre em contato com o Alô Ferrovias 0800 285 7000.

 

Fonte: Tami Kondo

A Índia superou a marca de cinco milhões de casos de infecção pelo novo coronavírus, de acordo com os números do ministério da Saúde local. Nesta quarta-feira (16), foram registrados mais de 90 mil novos casos e 1.290 mortes, um recorde no país.

O segundo país mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de habitantes, registrou um milhão de novos casos de Covid-19 em apenas 11 dias. A Índia está atrás apenas dos Estados Unidos, onde foram detectadas 6,6 milhões de infecções, segundo levantamento da universidade americana Johns Hopkins.

O número total de mortes em território indiano passa de 82 mil - menos da metade dos 195 mil óbitos registrados nos EUA. O levantamento da Johns Hopkins aponta que a taxa de letalidade no país está em 1,6%, muito inferior aos 3% registrados nos EUA e no Brasil.

Porém, especialistas chamam a atenção para o elevado índice de subnotificação. A maioria das regiões da Índia não dispõe de um mecanismo para registro de qualquer tipo de morte, o que prejudica o balanço. Nas áreas rurais do país, onde vive a maior parte da população, a maioria das mortes ocorre fora dos hospitais, o que também pode atrasar a notificação.

Os especialistas alertam que o número de mortes pode aumentar nas próximas semanas, com o relaxamento de restrições em algumas partes do país. As autoridades descartam a imposição de um novo confinamento.

Testes pouco precisos

A Índia testa quase um milhão de pessoas por dia, excedendo a referência da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 140 testes por 1 milhão de habitantes. Muitos desses testes são de antígenos, que procuram proteínas do vírus e são mais rápidos, porém eles são menos precisos do que PCR, que confirma o coronavírus por seu código genético.

Nas últimas semanas, estudos mediram os anticorpos contra o vírus nos habitantes de Nova Déli e Mumbai e constataram que o número real de infecções é superior ao registrado oficialmente.

O Conselho Indiano de Pesquisa Médica, que coordena a resposta do governo à crise, afirmou na semana passada que sua pesquisa permitia pressupor que em maio o país tinha 6,5 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

O estado de Maharashtra, com mais de 1 milhão de casos, continua sendo o mais afetado do país, seguido por Andhra Pradesh, Tamil Nadu, Karnataka e Uttar Pradesh. Juntos eles registram mais de 60% dos casos da doença no território indiano.



Fonte: Por G1

A prefeitura de São Geraldo do Araguaia deverá publicar no Portal da Transparência  dados sobre verbas recebidas, despesas, compras e contratos celebrados para o enfrentamento da pandemia de covid-19. Essa foi a decisão da Justiça Estadual, publicada na última sexta (11), após pedido do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA). Em caso de descumprimento, a gestão será multada em R$10mil por dia.

Os problemas no portal da transparência são acompanhados pelo Ministério Público desde 2018, quando a Promotoria de Justiça verificou irregularidades na atualização das informações no site. 

A situação agravou-se devido a pandemia. Com a situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e Internacional (ESPIN), municípios puderam fazer compras sem licitação, para agilizar o combate a nova doença, o que tornou ainda mais importante a atualização do portal, para que os órgãos fiscalizadores e a população possam ver como o dinheiro público foi utilizado. 

Na Ação Civil, Erick Fernandes explica que o site da prefeitura contém um link dedicado às ações de enfrentamento ao novo coronavírus, contudo, quase nenhuma informação sobre o combate à pandemia é apresentada.  “O site da Prefeitura que possui o link para supostas informações acerca da covid-19 existe apenas quanto à sua forma, porém, em quase nada de conteúdo, e o conteúdo lançado em sua maior parte não condiz com as informações decorrentes do enfrentamento da covid-19”, conta o promotor. 

Fernandes esclarece que a prefeitura descumpriu a Lei de Acesso à Informação e a Lei 13979/2020, e que a única alternativa encontrada foi a intervenção judicial para garantir a transparência com os gastos públicos, que são “ainda mais relevante neste grave e delicado momento pelo qual toda a sociedade está passando”, disse o promotor.

Para o juiz Antonio José dos Santos, ao deixar de atualizar o site, a prefeitura descumpriu a norma jurídica, pois “a lei é bem clara ao determinar que todos os gastos e ações devem ser publicadas na internet, possibilitando, assim, o controle social e dos órgãos de fiscalização, em tempo real”.  

No início da pandemia, a Promotoria enviou um ofício ao município. No documento, o MPPA questionava porque as compras eram publicadas com atraso e pediu que os dados ausentes fossem atualizados imediatamente. Em resposta, a Procuradoria Municipal explicou o motivo da demora, contudo o problema não foi resolvido e as informações obrigatórias não foram publicadas.
 

Texto: Sarah Barbosa

A Justiça estadual deferiu o pedido liminar do Ministério Público do Estado e determinou aos partidos políticos, com representação nos Municípios de Rondon do Pará e Abel Figueiredo,  a obrigação de evitar aglomeração de pessoas nos locais de realização das convenções partidárias, bem como a obrigação de adotar as medidas sanitárias de combate à covid-19, previstas no Decreto Estadual nº 800/2020 e nos Decretos Municipais editados nos referidos municípios, que regulamentam as medidas sanitárias restritivas a serem adotadas por todos, bem como do Plano de Segurança Sanitária para as Eleições Municipais 2020, recém elaborado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A decisão atendeu ao pedido da promotora de Justiça titular de Rondon do Pará e promotora Eleitoral junto a 51ª Zona (Rondon do Pará e Abel Figueiredo), Daliana Monique Souza Viana, ajuizado em ação civil pública no dia 11 de setembro.

O objetivo da ação foi promover a adequação dos partidos políticos, durante a realização das convenções partidárias, às normas de prevenção ao contágio e à disseminação do novo coronavírus, com a implementação efetiva das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e decretos estaduais e municipais que tratam sobre o tema. De acordo com o novo calendário eleitoral estabelecido por conta da pandemia, o prazo para definição pelos partidos de candidatos aos cargos de prefeito, vice prefeito e vereadores termina no dia 16 de setembro.

A medida judicial foi motivada após chegar ao conhecimento do Ministério Público que os diretórios municipais dos partidos PSDB, PODEMOS, DEM, PDT e SOLIDARIEDADE, bem como dos partidos MDB, REPUBLICANOS, PSC e PSD, todos da comarca de Rondon do Pará, divulgaram por meio de redes sociais, a realização de suas convenções conjuntas, convidando “filiados, correligionários e simpatizantes” para as respectivas convenções nos dias 14 e 15 de setembro.

“Ante a realização de tais eventos, mostra-se necessária a adoção de medidas para evitar a possível proliferação do novo coronavírus com a ocorrência de aglomerações, em razão das chamadas públicas à população para comparecimento às convenções”, enfatizou na ação a promotora de Justiça Daliana Viana.

Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa no valor de R$ 10 mil.

 

Fonte: Texto: Assessoria de Comunicação

Os testes da vacina contra Covid-19 desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford em parceria com o laboratório sueco AstraZeneca, que estão na última fase, serão retomados no Brasil nesta segunda-feira (14), segundo a farmacêutica.

No sábado (12), a AstraZeneca anunciou a retomada geral dos testes, mas não detalhou as conclusões sobre o caso de efeitos adversos em uma voluntária.

A testagem da vacina foi suspensa em todo o mundo na última terça (8), depois que uma participante apresentou um quadro de saúde que poderia estar relacionado com a vacina.

Cientistas informaram que não foi encontrada relação de causa e efeito entre a vacina e os sintomas da paciente.

"Os ensaios clínicos da vacina contra o coronavírus serão reiniciados no Brasil na próxima segunda-feira (14), após a confirmação emitida pela Anvisa no dia 12/09, de que é seguro o recomeço", informou o laboratório.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu informações oficiais do governo britânico e do laboratório sobre o caso da voluntária no sábado e no mesmo dia anunciou que a retomada dos testes no Brasil foi aprovada.

"Após avaliar os dados do evento adverso, sua causalidade e o conjunto de dados de segurança gerados no estudo, a Anvisa concluiu que a relação benefício/risco se mantém favorável e, por isso, o estudo poderá ser retomado", disse a agência reguladora.

O Ministério da Saúde emitiu nota no sábado sobre a retomada dos testes em "todos os países participantes" – mas não confirmou a data informada pelo laboratório.

"Cabe destacar que a prioridade da Pasta é a segurança de todos os voluntários envolvidos nos testes, que tem como base o padrão internacional de Boas Práticas Clínicas - seguido com rigor pelo Brasil", disse o ministério.

"O Ministério da Saúde reitera ainda que além da vacina da AstraZeneca também acompanha mais de 200 estudos em andamento. O objetivo é encontrar uma solução efetiva e segura para a cura e prevenção da Covid-19. Não serão economizados esforços para disponibilizar aos brasileiros, tão cedo quanto possível, uma vacina eficiente - em quantidade e qualidade para atender a população."

Os ensaios clínicos para a vacina foram retomados no Reino Unido no sábado.

Suspensão temporária dos testes

Na terça-feira (8), os testes da vacina foram suspensos temporariamente depois que uma voluntária apresentou reação adversa.

A Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca não divulgaram detalhes do caso por razões de confidencialidade dos participantes.

O jornal "The New York Times", no entanto, informou que a paciente que sofreu efeitos adversos teve mielite transversa, uma síndrome inflamatória que afeta a medula espinhal. O presidente da Anvisa citou a mesma síndrome na entrevista à GloboNews.

"Nesses processos, há toda uma questão, uma confidencialidade para que esses estudos sejam realizados. Inclusive, na preservação das pessoas dos próprios voluntárias", disse o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres.

"Mas não há dúvida, você mesma citou essa hipótese da mielite transversa, isso já está em domínio público", completou, antes de explicar as conclusões do comitê independente.

No Brasil, não houve relato de eventos adversos graves, segundo a Anvisa.

No país, a pesquisa é coordenada pela Universidade Federal de São Paulo, por meio do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie/Unifesp).

A Anvisa diz que "continuará acompanhando todos os eventos adversos observados durante o estudo e, caso seja identificada qualquer situação grave com voluntários brasileiros, irá tomar as medidas cabíveis para garantir a segurança dos participantes".

suspensão dos ensaios clínicos é um procedimento padrão que acontece sempre que surge uma doença não explicada em um dos participantes.

"Em grandes ensaios como este, é esperado que alguns participantes não passem bem e todos os casos têm de ser cuidadosamente analisados para garantir uma avaliação cuidadosa da segurança", explicou em nota a Unifesp.

Testes no Brasil e compra de 30 milhões de doses

estudo já aplicou doses em 4,6 mil voluntários no Brasil e a Unifesp afirma que os voluntários "foram recrutados e vacinados, sem qualquer registro de intercorrências graves de saúde."

A vacina desenvolvida em conjunto pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca é tida pelo governo brasileiro como uma das principais apostas para a imunização contra o Covid-19 no país.

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), assinou um memorando de entendimento com a AstraZeneca que prevê a compra de 30 milhões de doses da vacina, com entrega em dezembro deste ano e janeiro do ano que vem.

O documento prevê a possibilidade de aquisição de mais 70 milhões se a vacina tiver eficácia e segurança comprovadas.

Há acordo de transferência da tecnologia desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca para produção local na Fiocruz, com previsão do ministério de início ainda no primeiro semestre de 2021.

O prazo foi colocado em dúvida por especialistas ouvidos pela agência Reuters devido à complexidade do processo de transferência de tecnologia.

Nove vacinas na última fase de testes

Além da candidata da Universidade de Oxford com a farmacêutica britânica AstraZeneca, mais oito vacinas estão na terceira e última fase de testes em humanos, a última antes da liberação.

 

  • Janssen Pharmaceutical Companies (EUA)
  • Moderna/Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (EUA)
  • BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer (Alemanha e EUA)
  • Sinovac (China)
  • Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan/Sinopharm (China)
  • Instituto de Produtos Biológicos de Pequim/Sinopharm (China)
  • CanSino Biological Inc./Instituto de Biotecnologia de Pequim (China)
  • Instituto de Pesquisa Gamaleya (Rússia)

 

Fonte: Por G1

Uma nova decisão da Justiça do Trabalho, na tarde deste domingo, suspendeu os efeitos da liminar que impedia a volta às aulas nas escolas particulares do Rio nesta segunda-feira, antes, portanto, da liberação de uma vacina contra o novo coronavírus. A informação é da GloboNews.

A medida é uma decisão do desembargador, Carlos Henrique Chernicharo, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT), e atende ao recurso do Sindicato das Empresas de Educação Básica (Sinepe). Decisão do juiz Elísio Correa de Moraes Neto, da última quinta-feira, suspendia a volta às aulas nesta segunda-feira e fixava multa de R$ 10 mil pela desobediência.

Nesta manhã, representantes de escolas e creches ocuparam a orla da Zona Sul do Rio para cobrar a volta às aulas.

Munidos de cartazes com dizeres como “Lugar de criança é na escola”, “Diga sim à educação” e “Educação é liberdade”, um grupo composto por cerca de 200 pessoas, entre donos das unidades de ensino, pais e alunos, fez uma passeata que começou em frente ao Copacabana Palace e seguiu até a altura da Rua Miguel Lemos.

Em um comunicado emitido neste sábado, dia 12, a Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro demonstrou apoio para a volta às aulas, desde que sejam empregadas as "medidas de mitigação universais e garantidas pela gestão pública e privada". A entidade explicou que, adotando os cuidados, a "reabertura escolar poderia não ter grande impacto sobre o aumento de número de casos, tanto em crianças, como em trabalhadores das escolas".

"O papel da escola é mostrar que se pauta tanto no respeito ao outro, ao humano, quanto na ciência e, por isso, o caminho é de reabrir para o ensino presencial o mais breve possível", afirmou.

"Se há um ensinamento que esperamos das escolas para as nossas crianças é o da importância da ciência, para além de debates puramente políticos, ainda mais no mundo das fakenews e pós-verdades, em que informação baseada em ciência e estudos sérios mostra-se ser o único caminho para uma sociedade mais justa".

 

Fonte: https://extra.globo.com

Sul e Sudeste do Pará

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