Carajas o Jornal

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O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta terça-feira (26), acompanhando o clima positivo nos mercados externos, conforme as empresas do mundo todo reabrem gradualmente após uma paralisação de meses.

Às 10h05, o Ibovespa tinha alta de 0,11%, a 85.757 pontos. Veja mais cotações.

Na segunda-feira, a bolsa fechou em alta de 4,25%, a 85.663 pontos, em sessão marcada pela ausência da referência de Wall Street por feriado nos EUA, e com o mercado tendo a percepção de que a reunião ministerial do dia 22 de abril não trouxe fatos que possam desestabilizar de imediato a cena política brasileira.

No acumulado do ano, o Ibovespa acumula queda de 25,93%. Na parcial do mês, tem alta de 6,41%.

 

Cenário interno e externo

Na Europa, os mercados operam em alta. O primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse na segunda-feira que o Reino Unido vai reabrir milhares de lojas de rua, lojas de departamento e centros comerciais no próximo mês.

Uma reportagem também apontou que o governo alemão quer encerrar o alerta contra viagens turísticas a 31 países europeus a partir de 15 de junho, se a situação do coronavírus permitir.

"Qualquer notícia sobre a reabertura da economia e a falta de notícias sobre uma segunda onda serão vistas como positivas para os mercados", disse Marija Veitmane, estrategista sênior de multi-ativos da State Street Global Markets.

No cenário local, embora em segundo plano neste momento, os riscos políticos locais se mantêm no radar dos analistas.

“Embora o vídeo [da reunião ministerial] tenha reduzido os riscos de cauda negativos, o ambiente permanece sensível no Brasil, especialmente considerando a escalada da pandemia no país e as potenciais implicações sobre a popularidade do presidente Bolsonaro”, alertam analistas do Citi em nota.

“Pressões limitadas sob os preços, somadas à contração severa da economia, devem dar ao Copom espaço para cortar 0,5 ponto porcentual da Selic no próximo encontro. Por outro lado, ruídos políticos recentes, incluindo o gerenciamento criticável da pandemia e volatilidade crescente dos mercados, sugerem que o Banco Central pode adotar uma postura mais cautelosa”, acrescentam os economistas da Pantheon.

 

Fonte: Por G1

 

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), uma das principais aliadas do presidente Jair Bolsonaro no Congresso, antecipou na segunda-feira (25), em entrevista à Rádio Gaúcha, que a Polícia Federal estava prestes a deflagrar operações contra desvios na área da saúde nos estados.

Um dia depois, nesta terça (26), a PF cumpriu mandados na residência oficial do governo do Rio de Janeiro. A operação, batizada de Placebo, apura desvio de verbas que deveriam ser usadas no combate à pandemia do coronavírus.

Na entrevista à Rádio Gaúcha, Zambelli falava sobre a demissão do ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Ex-aliada de Moro, ela disse que algumas operações da PF que estavam "na agulha" começaram a ser executadas depois da saída do ex-ministro. Nesse ponto da entrevista, ela mencionou uma operação que, segundo a deputada, se chamaria "Covidão", em referência à pandemia.

"A gente já teve operações da Polícia Federal que estavam na agulha para sair, mas não saíam. E a gente deve ter nos próximos meses o que a gente vai chamar talvez de Covidão, ou de, não sei qual é o nome que eles vão dar, mas já tem alguns governadores sendo investigados pela Polícia Federal", afirmou a deputada.

Perguntado sobre a operação nesta terça, Bolsonaro respondeu: "Parabéns à Polícia Federal. Fiquei sabendo agora pela mídia. Parabéns à Polícia Federal".

Em seguida, jornalistas questionaram se Zambelli soube antecipadamente da operação. O presidente disse: "Pergunta para ela."

O governador do Rio de Janeiro, estado alvo da Placebo, Wilson Witzel, é um dos principais rivais políticos de Bolsonaro. O presidente intensificou as críticas ao governador depois da adoção de medidas de isolamento social no estado, como forma de conter o coronavírus. Bolsonaro é contra as medidas.

'Não estou à venda'

Zambelli se tornou conhecida nacionalmente após a demissão de Moro. O ministro deixou o governo acusando Bolsonaro de tentativa de interferência na Polícia Federal. Como prova, Moro mostrou mensagens que trocou com o próprio presidente e com a deputada.

Na conversa de Moro com Zambelli, ela tenta convencer o ministro a aceitar a troca no comando da PF, desejada por Bolsonaro (a mudança na direção-geral acabou ocorrendo dias depois, à revelia de Moro, e motivou a decisão do ministro de se demitir).

Para convencer Moro, Zambelli disse que, se aceitasse a mudança na PF, ele poderia ser indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Moro respondeu que não estava "à venda".

"E vá em setembro para o STF", enviou a deputada. "Eu me comprometo a ajudar", acrescentou. "A fazer JB [Jair Bolsonaro] prometer".

Respondeu: "Prezada, não estou à venda".

Desde que Moro se demitiu, há um mês, Zambelli vem sendo presença constante no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Bolsonaro. Ela se tornou uma das parlamentares mais próximas dele.

 

Fonte: Por G1 — Brasília

 

Com o alinhamento dos militares com o governo de Jair Bolsonaro e o fortalecimento das alianças com o Centrão, estes dois setores devem tomar conta do Ministério da Saúde, em cargos importantes como a secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes), que liberou verba milionária para construção de leitos em todo o País

Com a ascensão do general Eduardo Pazuello como ministro interino da Saúde, desde a saída de Nelson Teich, percebe-se um alinhamento dos militares com Jair Bolsonaro, inclusive com questões polêmicas como a liberação do uso da cloroquina em pacientes leves, desaconselhada pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS), que suspendeu, nesta segunda-feira, 25, os testes com a substância por conta de risco de morte dos pacientes.

O general Pazuello, deve receber mais 20 militares em cargos estratégicos do ministério nos próximos dias, de acordo com matéria do jornal Estado de S. Paulo. Eles se somarão a outros 20 já nomeados na pasta. Além disso, cargos devem ser distribuídos para partidos do Centrão, com o fortalecimento da aliança de Bolsonaro com este setor para favorecer suas medidas no Legislativo e evitar um possível Impeachment.

De acordo com a matéria, líderes do Progressistas (partido de Paulo Maluf e ex-partido de Bolsonaro) e do PL chegaram a um acordo para indicar o médico Marcelo Campos Oliveira como secretário de Atenção Especializada à Saúde (Saes).

Durante a pandemia do coronavírus, a secretaria liberou recursos para custeio de leitos em hospitais de todo o País e já autorizou bancar R$ 911,4 milhões para o funcionamento, por 90 dias, de 6.344 quartos de UTI específicos para a Covid-19. O ex-ministro Teich chegou a convidar o ex-presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Mauro Junqueira, para ocupar a secretaria, mas a negociação se encerrou quando líderes do Centrão pediram o cargo.

 

Fonte: https://www.brasil247.com

Em sessão remota nesta segunda-feira (25), o Plenário do Senado aprovou a convocação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, para dar explicações sobre declarações que fez em 22 de abril, durante reunião com o presidente da República e outros ministros. No vídeo dessa reunião, Weintraub disse que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deveriam ser presos e que há muita corrupção em Brasília.

Os requerimentos foram apresentados pela senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) e pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Ainda não foi marcada a data para a audiência.

Para Rose de Freitas, é inadmissível pensar em política ouvindo as palavras que foram proferidas por Weintraub. Ela disse que, no início do vídeo da reunião ministerial, achou que estava assistindo a um filme de terror, mas que teve certeza do que estava vendo ao chegar ao trecho do ministro da Educação. Para a senadora, o silêncio do Congresso “envergonha e não colabora com o país”.

— Apenas quero respeito aos poderes constituídos, à população, ao Congresso Nacional, ao Senado. Não iremos a lugar algum se nos omitirmos — disse a senadora ao defender o requerimento.

Mulher e Meio Ambiente

Rose de Freitas havia apresentado outros requerimentos para a convocação dos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares Alves. No vídeo da reunião ministerial, Salles fala em “passar uma boiada” durante a pandemia, com referência a mudanças na legislação ambiental. Já Damares defendeu a prisão de governadores e prefeitos.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), pediu responsabilidade e serenidade na apreciação dos requerimentos. Ele destacou que a reunião era restrita e tinha o objetivo de cobrar mais engajamento e solidariedade por parte dos ministros. Bezerra ainda pediu para a votação ficar restrita ao requerimento para o ministro da Educação, ao reconhecer que as falas de Weintraub “cruzaram a linha do respeito”.

— O ministro tem que ter o direito de se pronunciar e se defender. Ele deve, sim, explicações ao Congresso Nacional — registrou o líder do governo.

Os senadores Simone Tebet (MDB-MS) e Eduardo Braga (MDB-AM) apoiaram o acordo. Simone lembrou que o Senado tem também a missão de fiscalizar. Ela declarou ter orgulho da senadora Rose de Freitas e afirmou que o requerimento da colega é uma defesa da educação e das instituições democráticas. Eduardo Braga afirmou que é preciso colocar um freio e um limite nas manifestações antidemocráticas. Para ele, a convocação de ministros é um recado para o governo de que existem limites previstos na Constituição.

— Não é possível que a democracia esteja sendo desrespeitada e o povo brasileiro achincalhado por aqueles que estão no poder — protestou.

Devido ao acordo, o senador Weverton (PDT-MA), que presidia a sessão, colocou em votação apenas o requerimento para a convocação de Abraham Weintraub.

Carta

Logo após a aprovação da convocação de Weintraub, Fernando Bezerra Coelho leu uma carta do presidente da República, Jair Bolsonaro, em que ele nega interferência na Polícia Federal e diz esperar o arquivamento do inquérito no Supremo Tribunal Federal.

Na carta, o presidente reafirma seu compromisso com a democracia e diz que são levianas todas as acusações de que ele interfere na Polícia Federal. “Os depoimentos de inúmeros delegados federais ouvidos confirmam que nunca solicitei informações a qualquer um deles. Espero responsabilidade e serenidade no trato do assunto", disse.

 

Fonte: Agência Senado

 

O promotor de justiça de Santarém Novo, Francisco Simeão de Almeida Júnior, ajuizou nesta segunda-feira (25), Ação Civil Pública onde requer que o Município, o prefeito da cidade, Laércio Costa de Melo; e o secretário municipal de educação, José Nadilson Marques, garantam a continuidade do fornecimento de alimentação escolar nas quantidades necessárias a todos os alunos da rede municipal enquanto durar a suspensão das aulas resultante da pandemia do novo coronavírus.

Em abril, a Promotoria de Justiça recomendou (Recomendação Administrativa nº 02/2020 (fls.24/27, PA – ID 17385894) ao prefeito municipal de Santarém Novo, Laércio Costa de Melo e ao secretário municipal de educação a distribuição da alimentação escolar de forma regular enquanto durasse a suspensão das aulas.

Em resposta à Recomendação, o prefeito informou que a distribuição aconteceria a partir de 5 de maio, com periodicidade mensal, e que os procedimentos licitatórios seguiam as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

No dia 12 de maio, o promotor Francisco Simeão de Almeida Júnior, acompanhado de representantes do Conselho Tutelar de Santarém Novo, realizou diligências em seis escolas municipais, localizadas nas zonas urbana e rural da cidade, mas nenhuma havia recebido os kits de alimentação escolar.

A distribuição só começou no dia 15 de maio, porém, cada família recebeu apenas uma cesta de alimento, independentemente do número de crianças daquela família frequentando a escola, ou seja, uma família com três crianças na escola recebeu apenas um kit.

Considerando que cada kit continha 1kg de arroz, 1kg de feijão, 500g de macarrão, 200g de leite em pó, 230g de margarina e 1kg de carne moída o MPPA considerou a quantidade insuficiente para as famílias com mais de uma criança na escola.

“Há uma inequívoca violação à meta princípio da dignidade da pessoa humana, quando o ato dos gestores municipais, ora demandados, determina o fornecimento da mesma quantidade de alimentação independentemente do número de alunos na família”, destaca o texto da ACP.

Na ação, o MPPA requer que as quantidades e qualidade dos alimentos fornecidos respeitem as necessidades dos beneficiários, levando-se em consideração o número de alunos matriculados por família, respeitando as prescrições legais, em especial a Instrução Normativa n.º 06/2020 do TCM/PA.

A distribuição dos kits deve ocorrer enquanto durar a suspensão das aulas, em especial aos estudantes pertencentes às famílias vulneráveis socialmente. Caso haja impossibilidade dos pais ou responsáveis legais retirarem os itens, o Município deverá criar estratégia para viabilizar a distribuição na residência dos estudantes.

O Ministério Público propõe multa diária de 10 mil reais em caso de descumprimento das medidas, bem como multa pessoal ao prefeito e ao secretário de educação, em seu patamar máximo, por ato atentatório a dignidade da justiça em caso de descumprimento das medidas.

 

Texto: Mônica Maia, Assessoria de Comunicação


                                

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) recomendou aos Conselhos Tutelares de Ananindeua que fiscalizem a entrega e o uso dos cartões Vale-alimentação. De acordo com denúncias recebidas pelo MPPA, alguns pais e responsáveis por alunos estariam utilizando o dinheiro para comprar itens impróprios ao consumo de menores de 18 anos. A recomendação foi expedida segunda (25), pelo promotor de Justiça Quintino Farias da Costa Júnior.

O cartão Vale-alimentação foi uma medida implementada pelo Governo Estadual para garantir que os estudantes da rede pública tenham acesso a comida de qualidade durante o período de suspensão das aulas. O Vale é especialmente importante para os alunos de baixa renda, que tinham a merenda escolar como uma das principais fontes de alimentação.

No documento, o promotor explica que os conselhos tutelares deverão fiscalizar a entrega dos cartões aos responsáveis dos alunos com idade inferior a 18 anos, orientando sobre o uso correto do Vale. “O responsável do aluno não poderá adquirir item inapropriado ao consumo por menores de idade, como, por exemplo, bebida alcóolica, havendo possibilidade de perda do benefício em caso de comprovação de tais condutas”, esclarece o promotor, no texto da recomendação. 

Os conselheiros deverão fiscalizar também os estabelecimentos comerciais credenciados pelo governo, para evitar condutas ilegais como a venda de itens inapropriados ao consumo de crianças e adolescentes e a retenção do cartão pelo estabelecimento comercial. Caso seja comprovada alguma desses atos, a empresa pode ser descredenciada do pagamento feito pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc). 

 

Texto: Sarah Barbosa - edição: Edyr Falcão

 

O médico socorrista responsável pelo atendimento de João Pedro Mattos, de 14 anos, morto após operação das polícias Civil e Federal no dia 18 deste mês, é ouvido na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na manhã desta segunda-feira (25)

Segundo o delegado Allan Duarte, titular da delegacia, o objetivo é entender como ocorreu o atendimento e se havia condições de levá-lo para um hospital próximo.

Após ter sido baleado durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, João Pedro foi levado em um helicóptero da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil até o heliporto da Lagoa, na Zona Sul do Rio.

“Precisamos saber se João Pedro chegou com vida e morreu lá, se ele tinha condições de ser levado para o hospital Miguel Couto, qual foi a causa mortis”, explicou Allan Duarte.

As armas de três policiais civis apreendidas na última semana serão periciadas ainda esta semana, segundo do delegado.

“Já foi apreendida a arma dos policiais. Já foi arrecadado o projétil no corpo do menino. Já tem um laudo indicando que foi de calibre 5,56”, enumerou.

De acordo com Duarte, não é possível determinar de que arma partiu o tiro que matou João Pedro antes do resultado do exame de confronto balístico.

 

Depoimentos

Até agora, os depoimentos foram dos policiais que estiveram no local, os que levaram João Pedro no helicóptero e outras duas testemunhas.

Segundo a Polícia Civil, uma menina que estava na casa quando João Pedro foi atingido e um pedreiro que trabalhava em uma casa próxima viram a movimentação de criminosos pulando o muro da casa em que o adolescente foi baleado.

Os familiares de João Pedro e outras pessoas que estavam na casa ainda não foram ouvidas.

O delegado Allan Duarte afirma que o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público e a Defensoria Pública poderão participar das diligências do caso, inclusive a reprodução simulada, ainda sem data definida.

“A polícia está disposta a fazer uma investigação em conjunto. Um delegado entrou em contato com essas duas instituições abrindo a investigação”, disse o delegado.

 

Fonte: Por Henrique Coelho, G1 Rio

Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 terão mais dias para se inscrever no exame. O novo prazo, definido pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), será até às 23h59 da próxima quarta-feira, 27 de maio. Após a inscrição, o pagamento do boleto deve ser realizado até dia 28 do mesmo mês.

A iniciativa decorre de entendimento alcançado entre o Inep e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), em reunião realizada na manhã desta sexta-feira, 22 de maio. O Inep está atento a todas as manifestações da sociedade e do poder público.

Como já anunciado anteriormente pelo MEC e Inep, será feita uma enquete com os participantes inscritos, no final de junho, na Página do Participante. As datas do exame serão definidas após a consulta.

Por fim, o Inep reforça seu apoio aos estudantes brasileiros que pretendem ingressar em uma instituição de ensino superior por meio do Enem 2020.

 

Fonte: https://enem.inep.gov.br

A Prefeitura Municipal de Curionópolis tem 30 dias para convocar todos os candidatos aprovados no concurso público nº 001/2016, realizado pelo Executivo para preencher mais de 300 cargos de níveis médio e fundamental. O prazo consta de 3,, que cobrou as convocações após a prefeitura inchar o quadro de pessoal com servidores temporários.

A decisão judicial é resultado de uma ação civil pública proposta pela Promotoria de Justiça de Curionópolis contra a prefeitura local. A ação detalha que em 2015, durante a gestão do ex-prefeito Wenderson Azevedo Chamon, o MPPA celebrou um termo de ajustamento de conduta com a gestão municipal para a realização de concurso público para provimento de cargos de caráter permanente que estavam ocupados por servidores temporários e comissionados.

Em 2016, a prefeitura realizou concurso público (edital nº 001/2016) para provimento de mais de 300 cargos de níveis médio e fundamental no quadro de pessoal, homologando o resultado final do certame no mês de dezembro de 2016.

Já em 2017, o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará (TCM-PA) homologou medida cautelar suspendendo o concurso público nº 001/2016 diante de suspeitas de possíveis irregularidades na realização do certame. O tribunal revogou a decisão em maio de 2019 e determinou o prosseguimento do concurso com as fases de convocação, nomeação, posse e exercício dos candidatos aprovados.

Apesar disso, no mês de maio de 2017, já durante a gestão do prefeito Adonei Sousa Aguiar (atualmente afastado do cargo), o MPPA identificou que a prefeitura teria contratado 862 servidores em caráter temporário, além do fato de o TCM-PA ter constatado outras irregularidades no curso do certame.

O MPPA também constatou que desde a decisão do TCM/PA que determinou o prosseguimento do concurso, nenhuma convocação/nomeação ocorreu, mantendo a prefeitura de Curionópolis o elevado número de servidores temporários em seus quadros, o que motivou a promotoria a ajuizar ação civil pública para obrigar a convocação dos aprovados.

A prefeitura ainda não foi intimada da decisão judicial. O prazo de 30 dias para realizar as convocações e os procedimentos admissionais dos candidatos aprovados começa a contar a partir desta notificação. A multa diária em caso de descumprimento é de R$ 10 mil.

   

 

Texto: Fernando Alves

 
Assessoria de Comunicação Social

 

 

A promotoria de Justiça de Santarém ajuizou Ação Civil Pública contra a suspensão injustificada tecnicamente do “lockdown” no município. A ACP foi protocolada nas primeiras horas desta segunda-feira (25), em face do Estado do Pará, Secretaria Estadual de Segurança Pública e Município. Pleiteia a prorrogação por mais sete dias, uma vez que suspensão não teve qualquer informação técnica que subsidiasse e demonstrasse a viabilidade do retorno das atividades não essenciais.

O lockdown vigorou em Santarém de 19 a 24 de maio, e a suspensão foi anunciada no sábado (23).  A ACP requer a concessão de liminar para compelir o município, por meio de ato de gestão municipal, a prorrogar as medidas de lockdown em Santarém, ou sendo diretamente proibidas pelo Juízo as atividades já elencadas como não essenciais no Decreto Estadual 729/2020.

E ao Estado do Pará e Secretaria Estadual de Segurança Pública, por meio das Polícias Civis e Militares, que sejam determinados a dar cumprimento à medida estabelecida, planejando e realizando atividade de fiscalização diárias de forma preventiva e repressiva (se for o caso), com cronograma a ser apresentado ao Juízo, onde se identifique medidas coordenadas, a partir dos dados técnicos disponíveis nas secretarias de saúde, que apontam para as áreas que merecem maior monitoramento e realização de contenções com a finalidade de ver cumprido o isolamento social desejado.

Em caso de identificação de munícipes em descumprimento ao determinado, que seja representada a autoridade policial, solicitando adoção de medidas que visem a responsabilização criminal destes, bem como o pagamento de multa, nos termos do art. 6º do Decreto Estadual nº 729/2020, no valor de R$150,00 a cada pessoa identificável que descumprir as medidas de isolamento social.

De acordo com a Ação, as medidas judiciais requeridas justificam-se pelo fato de que as estatísticas diárias publicadas pelos órgãos competentes não indicam que, até a presente data, houve redução de novos casos de infecção humana pelo covid-19 em Santarém. Os números oficiais apontam tão somente aumentos e a possibilidade de disseminação do novo coronavirus em grande escala, havendo um quantitativo bastante relevante de pessoas contaminadas, que atualmente já ultrapassa 776 casos confirmados e 51 óbitos. O último boletim (24/05) já registrou 865 casos confirmados.

O objetivo é alcançar, com as medidas setorizadas pelos requeridos, o percentual de isolamento social adequado para o momento de pandemia vivenciado no Município, a redução de atendimentos de contaminados em estado grave ou em agravamento nas unidades de saúde, a demonstração de capacidade instalada de equipamentos em saúde, que suportem quantitativa e qualitativamente a demanda, a redução do número de óbitos e a redução qualitativa do número de monitorados.

O prefeito de Santarém anunciou que o município sairia do estado de “lockdown”, dizendo tão somente que não atingiram os índices satisfatórios de isolamento social, tendo sido registrado o patamar de 51% de isolamento, quando o ideal seria 70%. Conforme informações publicadas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública, no dia 19 de maio Santarém teve 48,2% de índice de isolamento social. No dia 20 foi registrado 49.5% e em 21 de maio chegou-se a 51.8%.

A ACP destaca todas as ações que estão sendo realizadas no município, no combate à pandemia do novo coronavirus, como a disponibilização de serviços como o da Escola Ubaldo Correa, no bairro da Conquista, que durante a semana de 16 a 22 de maio de 2020, fez em média 600 atendimentos diários, conforme informações.  A partir de 25 de maio haverá a expansão do serviço para Escola Princesa Isabel, no bairro Nova República.

“(...), porém, compreendemos que este serviço sendo de fundamental importância para atenção básica aos acometidos de síndromes gripais, gerando fluxo de atendimento para os casos em agravamento, não revela ampliação de leitos de alta complexidade, que tenha capacidade de evitar a letalidade crescente no município. Entretanto, visa-se adotar medidas para garantia da saúde pública de uma população infinitamente maior do que a população tão somente do município de Santarém”, destaca.

A promotoria destaca ainda que os equipamentos em saúde instalados no município para média e alta complexidade servem para atender cerca de um milhão de habitantes, que compõe o cenário de atendimento do Hospital de Campanha e Hospital Regional do Baixo Amazonas.

 

Texto: Lila Bemerguy

 

 

Sul e Sudeste do Pará

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