Após vencer a resistência da Oposição, a Câmara aprovou o texto do novo marco legal do gás. Foram 351 votos a favor e 101 contra. O projeto tem como objetivo abrir a concorrência no setor e baratear o preço do gás. Os deputados precisam votar agora os destaques – pedidos de mudança – ao texto.

O projeto é a aposta do governo para destravar investimentos de até R$ 43 bilhões e reindustrializar o País. Todos os pedidos de mudança ao texto, os destaques, foram rejeitados.

Alinhado ao novo mercado de gás, programa do governo mais conhecido como “choque da energia barata”, a proposta abre um setor que até pouco tempo era dominado pela Petrobras (PETR3;PETR4). Os investimentos previstos irão assegurar projetos de expansão de infraestrutura de transporte, escoamento e armazenamento do gás.

A derrubada do monopólio permite a grandes consumidores comprar gás dos fornecedores que oferecerem melhores preços. O preço do gás natural do Brasil é alto na comparação com outros países, de US$ 12 a US$ 14 por milhões de BTUs (unidade térmica britânica, na sigla em inglês), de acordo com dados apresentados pelo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, à Câmara dos Deputados.

Nos Estados Unidos, por exemplo, o preço é de aproximadamente US$ 3 e em países da Europa, US$ 7.O combustível é matéria-prima de segmentos como siderurgia, vidros e fertilizantes e ainda move usinas geradoras de energia elétrica.

Os deputados precisam agora votar os destaques, pedidos de alteração ao texto aprovado e a conclusão dessa fase deve ocorrer só em uma próxima sessão. Depois disso, o texto seguirá para o Senado.

Com a decisão da estatal de deixar o negócio de distribuição – onde é sócia de 19 de um total de 26 distribuidoras – e vender sua malha de gasodutos e estruturas essenciais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, avalia que a chegada de novos concorrentes no setor pode fazer com que o preço do gás caia até 40%.

O texto aprovado traz adaptações para essa nova fase. Ele muda o regime de exploração de gasodutos para o de autorizações, mais simples que as atuais concessões (que prevê leilões), impede que uma empresa atue em várias etapas da produção e barra também a verticalização – ou seja, relação societária entre transportadores, produtores e comercializadores.

Além disso, a proposta assegura o livre acesso de outras empresas a infraestruturas essenciais – como gasodutos, unidades de processamento e terminais de liquefação e regaseificação de GNL.

Por fim, prevê regime de contratação de capacidade de gás por pontos de entrada e saída na malha de gasodutos de transporte, o que deve agilizar e desburocratizar a prestação do serviço de transporte. Por essa lógica, ganhará mercado quem tiver o melhor preço.

“Agora que chegamos ao momento estratégico dele, nós não podemos recuar. Devemos avançar hoje, definir a nova Lei do Gás, fazer com que esse insumo fundamental para a transição energética possa ter o seu uso ampliado no nosso País”, defendeu o líder do Cidadania, Arnaldo Jardim (SP).

Apesar da insistência de partidos do centro para mudar o texto, o relator do projeto, deputado Laércio Oliveira (PP-SE), manteve a proposta aprovada no ano passado pela Comissão de Minas e Energia da Casa. Governadores pressionaram bancadas em defesa das distribuidoras, únicas fornecedoras, que poderão perder mercado com o ingresso de competidores.

Hoje, a Constituição estabelece que o serviço compete aos Estados. Da forma como foi aprovado o texto, concessionárias de distribuição em dutos poderão terceirizar serviços para empresas que queiram instalar a infraestrutura.

A oposição foi contra a aprovação da proposta. “Esse projeto é absolutamente inócuo. Não propõe soluções para a infraestrutura do gás”, disse o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

 

Fonte: Por Agência Estado

O preço do milho no mercado interno atingiu este mês o maior valor nominal desde janeiro de 2019, conforme levantamento da Scot Consultoria. Na região de Campinas (SP), a saca de 60 quilos está cotada em R$ 65, sem o frete, alta de 26,2% até o dia 28 de agosto em relação a julho deste ano. Na comparação com igual período do ano passado, a cotação subiu 71,1%, diz a Scot em boletim sobre o grão.

Segundo a consultoria, a forte exportação do grão e a demanda interna aquecida – com compradores principalmente no setor pecuário e usinas de etanol de milho – são os principais fatores que sustentam as cotações. Além disso, o vendedor restringe a oferta no aguardo de mais altas da commodity.

A Scot informa, ainda, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, que o Brasil exportou, de janeiro a julho, 7,67 milhões de toneladas de milho. Somente em agosto, os embarques externos somaram 4,85 milhões de toneladas (até a terceira semana), com média diária exportada 79,2% maior em relação a julho deste ano, e 2,8% abaixo de agosto de 2019.

A consultoria afirma também que, se o mesmo ritmo de exportação continuar até o fim deste mês, a soma dos embarques deverá alcançar 7,12 milhões de toneladas.

Diante desse cenário, a expectativa de preços para o cereal ainda é de preços firmes e “altas não estão descartadas, a depender do dólar, que afeta diretamente nas exportações”, diz a Scot. A análise acrescenta, porém, que os altos patamares de preço podem travar negócios no mercado interno, limitando a valorização do grão daqui para a frente.

 

Fonte: https://www.canalrural.com

A segunda etapa do programa terá aporte adicional de R$ 12 bilhões da União no Fundo de Garantia de Operações (FGO), destinado à concessão de garantias no âmbito do Pronampe.

Segundo o Ministério da Economia, parte desse aporte de R$ 12 bilhões será destinada para algumas instituições financeiras regionais habilitadas:

- R$ 21 milhões em crédito pela Agência de Fomento de Goiás;
- R$ 268 milhões pelo Banco do Nordeste;
- R$ 203 milhões pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG);
- R$ 282 milhões pelo Banco da Amazônia;
- R$ 730 milhões pelo Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).

Pronampe

No dia 19 de agosto, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei nº 14.043, de 2020, que amplia o programa.

O ministério informa que o Pronampe continuará atendendo as microempresas (com faturamento até R$ 360 mil no ano) e empresas de pequeno porte (faturamento até R$ 4,8 milhões no ano), além dos profissionais liberais. O

programa empresta até 30% da receita bruta do ano anterior, com taxa de juros máxima igual à Selic (atualmente em 2% ao ano) mais 1,25% ao ano.

O prazo de pagamento é de 36 meses e carência de oito meses. É possível acompanhar o recurso sendo liberado pelo Emprestômetro do Portal do Empreendedor, onde também poderão ser consultadas as instituições habilitadas.

 

Fonte: https://www.contabeis.com.br

Os economistas do mercado financeiro reduziram a previsão para o tombo Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, revisando a estimativa de uma redução de 5,62% para 5,52%. Essa foi a sétima semana seguida de melhora do indicador.

projeção faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nas últimas semanas, porém, indicadores têm mostrado o início de uma retomada da economia brasileira.

Na semana passada, o BC divulgou o resultado do IBC- Br do segundo trimestre deste ano. O indicador projetou um tombo de quase 11% na atividade econômica brasileira no período, sinalizando o início de uma recessão.

  • No mês passado, o governo brasileiro manteve a expectativa de queda de 4,7% para o PIB de 2020.
  • O Banco Mundial prevê uma queda de 8% no PIB brasileiro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima um tombo de 9,1% em 2020.
  • Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos. Nos três primeiros meses de 2020, foi registrada uma retração de 1,5% na economia brasileira.

Para 2021, a expectativa do mercado financeiro de crescimento do PIB foi mantida em 3,50%.

Inflação abaixo de 2%

Segundo o relatório divulgado pelo BC nesta segunda-feira, os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2020 de 1,63% para 1,67%.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro manteve em 3% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Taxa básica de juros

Após a queda para a mínima histórica de 2% ao ano na semana passada, o mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros da economia, a Selic, neste patamar até o fim deste ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado recuou de 3% para 2,75% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem, mas em menor intensidade.

Outras estimativas

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 continuou em R$ 5,20. Para o fechamento de 2021, ficou estável em R$ 5 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 permaneceu em US$ 55 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado caiu de US$ 53,35 bilhões para US$ 52,75 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, recuou de US$ 53,75 bilhões para US$ 51,25 bilhões. Para 2021, a estimativa ficou estável em US$ 65,96 bilhões.

 

Fonte: Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

A produção industrial da zona do euro aumentou em junho, mostraram dados oficiais nesta quarta-feira (12), mas a recuperação após as quedas recordes provocadas pelo coronavírus em março e abril ficou abaixo das expectativas pelo segundo mês seguido e desacelerou em relação a maio.

O aumento foi impulsionado pela alta em bens duráveis, como carros e refrigeradores, no que pode ser considerado um sinal positivo da confiança do consumidor conforme as restrições contra a Covid-19 são aliviadas na região.

Entretanto, a alta na base mensal foi menor do que economistas esperavam, e desacelerou em relação a maio, com a produção permanecendo abaixo dos níveis pré-crise.

A produção industrial no bloco de 19 países aumentou 9,1% em junho sobre maio, informou a agência de estatísticas europeia, Eurostat, após alta de 12,3% em maio.

Economistas consultados pela Reuters projetavam avanço de 10% em junho sobre o mês anterior.

Em um sinal mais claro de que o setor industrial da zona do euro ainda está longe de ter se recuperado, a produção despencou 12,3% em junho sobre o ano anterior, contra expectativa do mercado de queda de 11,5%.

 

Fonte: Por Reuters

A partir do dia 1º de setembro, investidores brasileiros terão a possibilidade de investir, do Brasil, em empresas nacionais que optaram por abrir capital fora do país. Esse é o caso de companhias como Stone, XP, PagSeguro, Afya e Arco Educação.

A resolução CVM 3, editada nesta terça-feira pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), promove ainda outras alterações nas regras relacionados aos Brazilian Depositary Receipts.

O instrumento é um canal para o investidor negociar, do Brasil, ativos correspondentes a ações de empresas negociadas no exterior.

A partir de agora, os BDRs poderão ser lastreados em ações emitidas por emissores estrangeiros com ativos ou receitas no Brasil ou em títulos de dívida, inclusive emitidos por companhias abertas brasileiras.

Até a reforma, informa a CVM, apenas ações emitidas por companhias abertas, ou assemelhadas, com sede e ativos preponderantemente localizados no exterior poderiam servir como lastro para os valores mobiliários negociados no Brasil.

BDRs acessíveis a qualquer investidor

Outra mudança de peso diz respeito ao nível de acesso ao produto. A partir de setembro, qualquer investidor poderá negociar BDRs Nível I (não patrocinados), a depender do mercado em que os valores mobiliários que servem como lastro sejam listados. Até a alteração, os produtos eram restritos a investidores qualificados, com pelo menos R$ 1 milhão em aplicações financeiras.

Os programas de BDR são classificados em Níveis I, II ou III. O acesso ao primeiro era mais restrito, pelo fato de as exigências regulatórias sobre os emissores serem menores.

O BDR não patrocinado representa a maior parte do mercado e é emitido por uma instituição depositária, sem o envolvimento da companhia emissora dos valores mobiliários lastro.

Por fim, a CVM ainda destacou a previsão de emissão de BDR lastreados em cotas de fundos de índice (ETFs) admitidas à negociação no exterior.

“A norma confere maior liberdade para investidores e emissores, na esteira de uma crescente demanda por diversificação de portfólios e de taxas de juros reduzidas”, afirmou, em nota Marcelo Barbosa, presidente da CVM.

As mudanças são fruto de audiência pública, após consulta realizada entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020.

A resolução da CVM pode ser conferida na íntegra aqui.

IPOs

Em conversa com a imprensa na tarde desta terça-feira, Antonio Berwanger, superintendente de desenvolvimento de mercado da CVM, disse ainda que, com as mudanças, o investidor brasileiro poderá participar de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) de empresas nacionais no exterior, via BDRs.

Para isso, é preciso que a maior parte da emissão seja feita no exterior e que seja em “mercado reconhecido” pela entidade. Este é um novo conceito estabelecido pela autarquia, que visa mitigar problemas já tidos no passado.

Até a mudança das regras, em vigor a partir de setembro, Berwanger conta que o investidor não qualificado tinha acesso a um número restrito (inferior a dez) de BDRs na Bolsa brasileira, de companhias estrangeiras.

Com relação à inclusão de BDRs de títulos de dívidas, o superintendente reforçou que poderão estar na lista tanto empresas brasileiras quanto estrangeiras, com uma operação bastante similar a dos BDRs lastreados em ações. Uma das poucas diferenças reside na possibilidade de o título ser negociado em plataformas que não sejam bolsas de valores no exterior.

Em comunicado, a B3 disse que, a partir de agora, vai trabalhar para operacionalizar a oferta desses produtos pelas corretoras aos investidores finais.

“A B3 possui o compromisso de ajudar a desenvolver o mercado de capitais no Brasil e acreditamos que a liberação de BDRs não patrocinados, tornando-os acessíveis para todas as classes de investidores, é um importante avanço na regulação do mercado”, disse Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes da B3.

A Bolsa ainda ressaltou que trabalha desde o ano passado em adaptações para o produto, citando a redução do lote padrão de 100 para 10 BDRs e a listagem de mais de 500 programas lastreados em ações de companhias americanas, europeias, asiáticas e da América Latina.

 

Fonte: Por Beatriz Cutait

O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (10) com uma série de boas notícias para os investidores impacientes com um desfecho para o impasse entre republicanos e democratas no Congresso dos Estados Unidos.

A principal delas é que o presidente americano Donald Trump disse que a presidente da Câmara dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, e o senador Chuck Schumer, manifestaram o desejo de se reunirem com ele para fazer um acordo em torno do pacote de mais de US$ 1 trilhão em estímulos para enfrentar os impactos econômicos do coronavírus no país.

Essa informação veio depois do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, afirmar que o Congresso pode chegar nesta semana a um acordo para o pacote de estímulos.

Mais cedo, Trump assinou uma série de ordens executivas para estender os estímulos econômicos contra os efeitos do coronavírus. Entre as medidas está a expansão dos benefícios a desempregados. Apesar de analistas questionarem até mesmo a legalidade das ordens de Trump, eles concordam que a atitude serve pelo menos para pressionar o Legislativo a acelerar as negociações.

Na esteira dessas notícias, os índices Dow Jones e S&P 500 subiram 1,3% e 0,27% respectivamente, ao passo que o Nasdaq, de empresas de alta tecnologia, caiu 0,39% pressionado pelas vendas por conta das tensões entre EUA e China.

Por aqui, o Ibovespa fechou em alta de 0,65% a 103.444 pontos com volume financeiro negociado de R$ 24,826 bilhões.

No noticiário local, o governo tenta aprovar o marco legal para o setor de gás natural. O projeto de lei tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados e o Ministério de Minas e Energia espera que sua aprovação renda R$ 40 bilhões em investimentos.

Ainda no radar político, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo publicada neste domingo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, afirmou que vai barrar qualquer tentativa de burlar o teto de gastos.

Com isso, o câmbio chegou a registrar uma sessão de queda, mas a piora em alguns índices do exterior como o Nasdaq acabou revertendo a tendência. O dólar comercial terminou a sessão em alta de 0,97% a R$ 5,4642 na compra e a R$ 5,4649 na venda. Enquanto isso, o dólar futuro para setembro tem alta de 0,54% a R$ 5,474 no after-market.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 subiu quatro pontos-base a 2,69%, o DI para janeiro de 2023 teve variação positiva de seis pontos-base a 3,80% e o DI para janeiro de 2025 avançou seis pontos-base a 5,47%.

Embora a expectativa em torno dos estímulos econômicos para os Estados Unidos tenha contribuído para o bom humor dos mercados, a disputa entre as duas maiores economias do mundo preocupa.

O Ministério das Relações Exteriores da China anunciou que vai impor sanções a 11 cidadãos americanos em uma resposta a uma ação similar dos Estados Unidos contra autoridades chinesas e aliados em Hong Kong.

Relatório Focus

Os economistas do mercado financeiro elevaram levemente nesta semana as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, mostrou o Relatório Focus do Banco Central. A mediana das expectativas foi de -5,66% para -5,62%.

Já para 2021 as projeções se mantiveram em crescimento de 3,5% da atividade econômica brasileira.

Em relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) as expectativas foram mantidas em 1,63% para 2020 e em 3% para 2021.

Já para o dólar a expectativa dos economistas seguiu em R$ 5,20 para o fim de 2020 e em R$ 5,00 para o fim de 2021.

Por fim, a mediana das estimativas do mercado para a taxa básica de juros, Selic, ficou estável em 2,00% ao ano para 2020 e em 3,00% ao ano para 2021.

Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo publicada neste domingo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, afirmou que vai barrar qualquer tentativa de burlar o teto de gastos.

“O governo não pode querer usar o Parlamento como instrumento dessas soluções heterodoxas [manobras para ultrapassar o teto de gastos]. Não dá para usar um projeto, uma PEC, pelo menos na Câmara, para burlar o teto de gastos. Se o governo tiver essa intenção, eu discordo e vou trabalhar contra”, afirmou.

“Este ano o governo está protegido pela PEC do orçamento de guerra, mas se o governo editar 1 crédito extraordinário e depois transformar em restos a pagar (para ampliar o espaço para gastar em 2021), aí pode ser uma pedalada“, disse ele.

Novo marco legal e Caixa

O novo marco legal para o setor de gás natural pode destravar R$ 40 bilhões em investimentos, disse o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em entrevista à Record News na sexta-feira à noite.

O projeto de lei (PL) tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados e há expectativa de que seja votado ainda em agosto, segundo o ministro.

Após a aprovação na Câmara, Albuquerque também se mostrou confiante na tramitação do PL no Senado Federal.

Ainda no radar político, o presidente Jair Bolsonaro editou a medida provisória 995 que permite à Caixa Econômica Federal constituir novas subsidiárias, inclusive pela incorporação de ações de outras sociedades empresariais, conforme edição extra do “Diário Oficial da União” (DOU) do último sábado.

A medida provisória também permite que a Caixa adquira o “controle societário ou participação societária minoritária em sociedades empresariais privadas”.

A autorização dada a Caixa pela MP tem por finalidade, segundo o texto da norma, “executar atividades compreendidas nos objetos sociais das subsidiárias” do banco estatal ou complementares a estes.

Radar corporativo

O secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou na sexta-feira à noite que o governo federal reduzirá em 100% a sua participação na mineradora Vale, frisando não ser objetivo do poder público ser acionista de companhias.

No início desta semana, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) levantou R$ 8,1 bilhões com a venda de um bloco de ações da mineradora Vale.

Mattar pontuou que o governo tem ainda ações da companhia próximas desse valor e que podem ser vendidas.

E em seu processo de venda de ativos, a Petrobras informou na sexta-feira à noite que avançou na venda das participações de 35% no campo de Manati, na Bahia, e do chamado Polo Ceará, ambos em águas rasas.

Para os ativos na Bahia, potenciais compradores classificados em fase anterior receberão carta-convite com instruções para “due diligence” e envio de ofertas vinculantes, enquanto os campos no Ceará ainda estão na chamada etapa não-vinculante.

No campo de Manati, na bacia de Camamu, a Petrobras é operadora e tem como sócias a Enauta (com 45%), a Geopark Brasil E&P (10%) e a Brasoil Manati (10%). Já o polo no Ceará pertence 100% à estatal e compreende os campos de Atum, Curimã, Espada e Xaréu.

 

Fonte: Por Ricardo Bomfim

O Banco do Brasil registrou lucro líquido contábil de R$ 3,2 bilhões no 2º trimestre, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (6). O resultado representa uma queda de 23,7% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 4,2 bilhões).

Já o lucro líquido ajustado do banco, que exclui itens extraordinários, somou R$ 3,3 bilhões no período entre abril e junho, queda de 25,3% na comparação anual.

No comparativo semestral, o lucro líquido somou R$ 6,4 bilhões, com queda de 21,9% na comparação com os 6 primeiros meses de 2019.

Segundo o BB, o resultado foi influenciado, principalmente, "pela resiliência da margem financeira bruta, pressão nas receitas com prestação de serviços, diminuição das despesas com risco legal e aumento da PCLD (Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa)".

Aumento das provisões para empréstimos inadimplentes

As despesas totais com provisões para créditos de liquidação duvidosa atingiram R$ 5,907 bilhões no 2º trimestre, com alta de 42,4% na comparação anual e de 51,8% no semestre.

Em meio à pandemia de coronavírus, as receitas de tarifa e prestação de serviços caíram 6,4% na comparação anual, a R$ 6,9657 bilhões no trimestre encerrado em junho. Já as despesas administrativas totalizaram R$ 7,850 bilhões, uma alta de 2,6%.

O retorno sobre o patrimônio líquido do Banco do Brasil, um indicador da lucratividade dos bancos, caiu ainda mais e atingiu 11,9% no período entre abril e junho, ante 12,5% trimestre imediatamente anterior e 17,6% no 2º trimestre de 2019.

Em fato relevante separado, o BB comunicou que seu conselho diretor aprovou o valor de R$ 1,257 bilhão de reais em remuneração aos acionistas sob a forma de juros sobre o capital próprio (JCP) relativos ao primeiro semestre de 2020.

Menos uso de cartão de crédito e cheque especial

A carteira de crédito ampliada totalizou R$ 721,6 bilhões no final de junho, alta de 5,1% na comparação com junho de 2019. Houve, entretanto, redução de R$ 3,6 bilhões (0,5%) comparação com março (R$ 725,1 bilhões).

Segundo o banco, o recuo se deve principalmente à "queda da carteira de cartão de crédito para pessoas físicas, fruto do menor consumo com esse meio de pagamento com redução de R$ 3,5 bilhões ou 12,1%". A linha de cheque especial do segmento também sofreu retração, de 17% ou R$ 291 milhões.

O menor consumo em cartão de crédito pelas famílias impactou também as linhas de recebíveis das empresas, com queda de R$ 6,2 bilhões (40,9%), segundo o BB. Por outro lado, houve aumento de 7,5% nas linhas capital de giro, sendo que desse movimento, 36,8% foi realizado pelos clientes MPME.

A produção industrial brasileira avançou 8,9% em junho, na comparação com maio, segundo divulgou nesta terça-feira (4) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa foi a segunda alta seguida da indústria, mas ainda insuficiente para eliminar a perda de 26,6% acumulada pelo setor nos meses de março e abril, quando o setor atingiu o nível mais baixo já registrado no país.

O resultado mensal foi o mais elevado desde junho de 2018 (12,9%), quando o setor retomou a produção logo após a greve dos caminhoneiros, de acordo com o IBGE, reforçando a leitura de que o pior do impacto econômico da pandemia de coronavírus pode ter ficado para trás.

Já em relação a junho de 2019, houve recuo de 9%, no oitavo resultado negativo seguido nessa base de comparação.

“Embora tenha crescido numa magnitude importante, acumulando expansão de 17,9% nos meses de maio e junho, a produção industrial ainda está longe de eliminar a perda concentrada nos meses de março e de abril. O saldo negativo desses quatro meses é bastante relevante (-13,5%)”, destacou o gerente da pesquisa, André Macedo.
Produção industrial mensal — Foto: Economia G1

 

O resultado veio um pouco melhor do que o esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 7,7% na variação mensal e de queda de 10,2% na base anual.

Mesmo com o desempenho positivo em junho, a indústria ainda está 27,7% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011 e acumula uma perda de 13,5% na pandemia.

O resultado de maio foi revisado pelo IBGE para uma alta de 8,2%, ante leitura inicial de crescimento de 7%. Já o tombo recorde de abril foi revisado para uma queda ainda mais profunda, de 19,2%.

Produção de veículos cresce 70% e puxa alta

Dos 26 ramos industriais pesquisados pelo IBGE, 24 registraram avanço em junho. O destaque foi a produção de veículos, que avançou 70% ante maio, puxado, principalmente, por carros e caminhões, impulsionada pelo retorno à produção de unidades paralisadas por causa da pandemia. Com o salto, a categoria acumulou alta de 495,2% em dois meses consecutivos de crescimento, mas ainda se encontra 53,7% abaixo do patamar de fevereiro último.

Também contribuíram para o resultado do mês os segmentos de bebidas (19,3%), de indústrias extrativas (5,5%), de produtos de borracha e de material plástico (17,3%), de outros equipamentos de transporte (141,9%), de produtos de minerais não-metálicos (16,6%), e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (24,4%).

Por outro lado, as indústrias de alimentos e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis recuaram ambos 1,8% em junho.

Destaques da produção industrial em junho — Foto: Economia G1

 

Maior queda trimestral da série histórica

Com o resultado de junho, o setor industrial tombou 19,4% no segundo trimestre e registrou a queda mais intensa desde o início da série histórica, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. No 1º trimestre, a queda tinha sido de 1,6%.

Na comparação com os 3 primeiros meses do ano, a indústria teve queda de 17,5% no 2º trimestre. No primeiro trimestre, o recuo havia sido de 2,7% sobre os três meses anteriores.

Já na média móvel trimestral, a indústria teve queda de 1,8% em junho frente ao nível de maio, mantendo a trajetória predominantemente descendente iniciada no final de 2019.

No acumulado do primeiro semestre, caiu 10,9%, e em 12 meses, recuou 5,6%, queda mais elevada desde dezembro de 2016 (-6,4%).

Resultado por grandes categorias

Entre as 4 grandes categorias econômicas, também houve crescimento pelo segundo mês seguido, com destaque para bens de consumo duráveis. Veja abaixo:

  • bens de consumo duráveis: 82,2%
  • bens de capital: 13,1%
  • bens de consumo semi e não-duráveis: 6,4%
  • bens intermediários: 4,9%

No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, as quatro grandes categorias econômicas acumulam perdas.

Os resultados do primeiro semestre mostraram menor ritmo para bens de consumo duráveis (-36,8%) e bens de capital (-21,2%), pressionadas pela redução na fabricação de automóveis (-51,4%) e eletrodomésticos (-13,5%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (-36,2%) e para fins industriais (-16,3%), na segunda.

Já os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-10,3%) e de bens intermediários (-6,6%) também assinalaram taxas negativas no acumulado no ano, mas ambos com quedas menos acentuadas do que a observada na média nacional (-10,9%).

Pandemia e perspectivas

Depois do forte tombo em março e abril, em meio às medidas de isolamento social, a economia tem mostrado sinais de recuperação, mas a incerteza permanece elevada diante do número ainda elevado de casos de coronavírus e elevado desemprego.

A pesquisa Focus mais recente do Banco Central mostra que a expectativa do mercado é de retração de 5,66% para a economia brasileira este ano. Essa foi a quinta semana seguida de melhora do indicador. Já a projeção para o tombo da produção industrial em 2020 foi piorada para uma queda de 7,92%.

A confiança da indústria brasileira voltou a subir em julho, segundo o indicador da Fundação Getulio Vargas (FGV), mas ainda segue longe do patamar pré-pandemia. A alta, de 12,2 pontos, foi a segunda maior variação positiva da série histórica do indicador, que atingiu 89,8 pontos - ainda abaixo do pico, de 101,4 pontos.

 

Fonte: Por Darlan Alvarenga, G1

Dados preliminares da balança comercial de julho, divulgados pelo Ministério da Economia nesta segunda, 3, mostram um aumento de 94,5% nas vendas de carne bovina para a Ásia, com exceção do Oriente Médio. Nas vendas feitas somente para a China, o crescimento de arrecadação é ainda maior: 143%. Em julho de 2019, as vendas de carne bovina para a China somaram US$154 milhões. Já no mesmo mês deste ano, a cifra chegou a US$375 milhões.

Em coletiva de imprensa, o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz, foi questionado se há preocupação do governo sobre uma possível dependência comercial do continente asiático, já que cerca de metade das exportações brasileiras segue para esse destino.

“Desde o início do governo Jair Bolsonaro, ficou muito claro que o Brasil tem a ambição de ser um grande player na arena internacional. Essa concentração excessiva na Ásia é um fenômeno conjuntural. A Ásia tem uma participação importante não só na pauta de comércio do Brasil, mas eu diria que de basicamente todos os países do mundo. Isso é mais do que um fenômeno localizado no Brasil, isso é um fenômeno global”, introduziu.

O secretário afirmou que pelas exportações brasileiras terem maior foco nos produtos agropecuários e pela Ásia ser a primeira região do globo a se recuperar dos prejuízos econômicos causados pela pandemia de Covid-19, é “natural que essa concentração [de vendas] aumente”. “Mas, como eu mencionei, é bem possível que a recuperação do continente europeu, que já dá sinais concretos e que, certamente, virá no segundo semestre para a economia americana, as exportações de outros produtos – sobretudo os industrializados – ganhem mais peso na nossa pauta exportadora e, com isso, a dependência da Ásia diminua”, apontou.

As exportações totais de carne bovina no mês de julho somaram US$690,7 milhões. Um aumento de 30% em comparação com a arrecadação do mesmo mês do ano passado, que ficou em US$530,58 milhões. Em volume, foram enviados para outros países, mais de 169 mil toneladas de carne bovina no último mês. No mesmo período de 2019, foram exportadas 133 mil toneladas.

Carne de aves

Por outro lado, as exportações totais de carnes de aves apresentaram desvalorização e queda no volume exportado em julho deste ano. No último mês, foram comercializadas 337 mil toneladas de carne de ave, enquanto, no mesmo período de 2019 foram embarcadas, 371 mil toneladas. Uma redução do volume de 10%. Na arrecadação, uma queda de 29%. As vendas de carne de ave totalizaram US$446,8 milhões em julho deste ano, contra US$628,4 milhões em julho do ano passado.

“As vendas de carne de aves dependem muito de condições locais de oferta e demanda. Eu lembro que um dos principais destinos das carnes de aves são os países do Oriente Médio e, por conta do preço do petróleo, nós temos visto uma grande queda da renda desses países. Então é natural ter uma queda. E, pelas questões de câmbio, pode acontecer que o importador estrangeiro negocie um desconto no preço. Por conta da renda maior em reais, é até natural que o exportador faça um desconto do preço em dólar pra garantir a competitividade. Mas nós prevemos uma estabilidade nos preços ao longo do ano”, disse o diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações, Herlon Brandão.

 

Fonte: https://www.canalrural.com.br

Sul e Sudeste do Pará

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