O avanço dos casos do novo coronavírus voltou a preocupar e a aversão ao risco prevalece nesta quarta-feira, com as os principais indicadores do mercado acionário global operando em terreno negativo.

No Brasil, o Senado vota hoje o marco regulatório do saneamento básico. Nas contas do Ministério da Economia, esse arcabouço pode ter um impacto de mais de R$ 750 bilhões na economia do país.

Na área corporativa, Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspenderam o uso do WhatsApp para transações em parcerias com instituições financeiras no Brasil.

Bolsas mundiais

O avanço dos casos do novo coronavírus volta a preocupar os investidores e as Bolsas europeias e os futuros americanos operam em queda nesta quarta-feira.

O ressurgimento de casos no Japão e Alemanha, além do avanço da Covid-19 na América do Sul, eleva o temor de que os governos precisem reduzir o ritmo de reabertura das economias, o que pode prejudicar ainda mais a economia global.

O EuroStoxx cai 2,18% e o DAX, de Frankfurt, 2,41%. Os futuros do mercado americano também operam em terreno negativo, com Dow Jones caindo 1,05% e o S&P, 0,92%.

Na terça-feira, o consultor de saúde da Casa Branca, Dr. Anthony Fauci, alertou que certas regiões do país estão enfrentando uma “onda perturbadora” de casos do Covid-19.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h43

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), -0,87%

*Nasdaq Futuro (EUA), -0,50%

*Dow Jones Futuro (EUA), -0,99%

Europa

*Dax (Alemanha), -2,12%

*FTSE 100 (Reino Unido), -2,26%

*CAC 40 (França), -1,82%

*FTSE MIB (Itália), -1,41%

 

Fonte: Por Equipe InfoMoney

O IBGE divulgou hoje (22) a relação dos 588 municípios localizados na faixa de fronteira do Brasil, com suas respectivas áreas territoriais. A fronteira brasileira com os países da América do Sul tem 15 mil km comprimento, 150 km de largura de faixa e área total de 1,4 milhão de km², incluindo a Lagoa dos Patos e a Lagoa Mirim, no Rio Grande do Sul, o equivalente a 16,6% do território brasileiro. Os arquivos digitais dessa divulgação podem ser acessados aqui.

Os municípios da faixa de fronteira estão sob legislação específica para áreas de segurança nacional (Lei N° 6.634 /1979, regulamentada pelo Decreto N° 85.064/1980), que estabelece auxílios financeiros específicos por parte do governo federal e impede, sem prévia autorização, a concessão de terras públicas ou a construção de pontes, estradas e aeroportos, bem como a instalação de empresas de mineração, por exemplo.

A atualização foi feita a partir de um conjunto de operações geoespaciais, resultando em extensa faixa de fronteira do Brasil que abrange 11 unidades da federação e 588 municípios, dos quais 432 estão inteiramente dentro da faixa e 156, parcialmente. Outra peculiaridade é que dois terços de toda a extensão da faixa de fronteira ficam na Região Norte, com destaque para os estados do Amazonas e do Acre. As regiões Sul e Centro-Oeste também têm terras situadas na área fronteiriça.

A relação dos Municípios da Faixa de Fronteira é um produto derivado da Malha Municipal Digital do Brasil. As alterações trazidas nessa edição são resultantes da aplicação de insumos mais precisos e mais recentes, através de ferramentas de geoprocessamento, e não envolvem quaisquer mudanças na demarcação das fronteiras do Brasil com os países vizinhos.

 

Fonte:  Geociências

A estatal Petrobras (SA:PETR4) está retomando os planos de venda de sua participação remanescente na BR Distribuidora (SA:BRDT3), segundo duas pessoas com conhecimento do assunto.

A empresa pretende tentar vender sua fatia no segundo semestre, numa data ainda não definida, afirmaram as fontes, que pediram anonimato para expor conversas privadas sobre o assunto.

A BR Distribuidora foi privatizada no ano passado por meio de uma oferta de ações. Agora, a Petrobras quer vender o máximo que conseguir da participação remanescente de 37,5% na distribuidora, que opera 7.700 postos de combustíveis em todo o país, segundo informações de seu website.

Em comunicado ao mercado divulgado na noite desta quarta-feira em resposta à notícia, a Petrobras afirmou que vem estudando uma eventual venda adicional de sua participação na BR Distribuidora, mas indicou que o prazo ou formato para a medida não foram definidos.

"Ainda não há deliberação pelos órgãos internos da companhia acerca da quantidade da participação a ser negociada, da estrutura ideal da transação ou mesmo acerca da sua efetiva realização, o que dependerá das condições de mercado", afirmou a petroleira.

As vendas fazem parte do programa de desinvestimento da Petrobras, que pretende vender até 30 bilhões de dólares em ativos até 2024, visando reduzir sua dívida.

Os planos foram desacelerados recentemente por causa das turbulências no mercado relacionadas à pandemia de coronavírus, o que levou a empresa a revisar suas projeções para dívida bruta ao final de 2020 para o mesmo patamar de fechamento de 2019.

Pelas cotações atuais, a fatia da Petrobras vale 9,7 bilhões de reais. As ações da BR Distribuidora afundaram em meio às medidas de restrição impostas para conter o avanço do coronavírus. Elas se recuperaram parcialmente desde então, mas ainda acumulam queda de 25% no ano.

Também nesta quarta-feira, a BR Distribuidora emitiu comunicado negando que esteja conduzindo estudos ou trabalhos para uma possível emissão de ações. Mais cedo, fontes haviam dito que a empresa avaliava o assunto.

"(A BR Distribuidora) já executou as medidas que julgava pertinentes até o momento para fortalecimento da posição de caixa, mesmo frente às incertezas trazidas pela pandemia... e não vê, portanto, necessidade de adotar as medidas referidas", afirmou a companhia na nota, assinada pelo diretor executivo de Finanças, Compras e Relações com Investidores, André Corrêa Natal.

 

Fonte: https://br.investing.com

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) passou a subir 1,55% em junho, ante variação positiva de 0,07% no mês anterior, com a alta no atacado dando forte impulso, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (16).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, avançou 2,35% no mês, de alta de 0,25% em maio. Segundo a FGV, a principal colaboração para a alta nos preços do atacado veio dos alimentos e dos combustíveis, que aceleraram seus ganhos em junho a respectivamente 1,88% e 0,22%

Entre os componentes do IPA, o grupo Bens Finais passou de queda de 0,20% em maio para avanço de 1,95% este mês, enquanto as Matérias-Primas Brutas aceleraram a alta de 2,11% para 4,21% em junho.

Para o consumidor os preços continuaram em queda, mas o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, reduziu a deflação a 0,33% em junho, depois de registrar recuo de 0,51% no mês anterior.

Os preços dos Transportes passaram de uma queda de 2,66% para recuo de 1,01%, enquanto os preços da Alimentação reduziram a alta de 0,78% para 0,27%.

"Todos os índices componentes do IGP-10 apresentaram aceleração e contribuíram para o avanço da taxa do indicador", disse em nota André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV Ibre.

Por sua vez, o Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10) acelerou a alta a 0,21% em junho, de 0,19% no período anterior.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

 

Fonte: Por Reuters

O Ibovespa Futuro tem expressiva queda nesta segunda-feira (15) com os investidores no mundo todo preocupados com uma possível segunda onda do coronavírus. Regiões que flexibilizaram o isolamento social como a Ásia e os Estados Unidos experimentam um crescimento no número de casos.

Por aqui, a principal notícia do dia é o pedido de demissão do secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, que está no cargo desde 2018. Mansueto é um dos principais nomes da defesa do ajuste fiscal e da responsabilidade nos gastos públicos. Ele deve sair do governo em agosto.

Em entrevista ao Estado de S. Paulo, mansueto minimizou o impacto de sua saída na confiança do investidor afirmando que “o fiador do ajuste fiscal é o [ministro da Economia] Paulo Guedes”. “O próprio Tesouro Nacional passou por mudanças institucionais importantes nos últimos quatro, cinco anos. Há continuidade muito grande no Tesouro. Foram criados, desde 2015, comitês de governança. Tudo isso dá segurança institucional”, disse.

Às 09h10 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para julho tinha queda de 3,15% a 90.050 pontos.

Já o dólar futuro para julho opera em alta de 1,72% a R$ 5,143. O dólar comercial subia 2%, a R$ 5,1462 na compra e R$ 5,1469 na venda.

No mercado de juros futuros, DI para janeiro de 2022 tem alta de quatro pontos-base a 3,10%, DI para janeiro de 2023 registra ganhos de seis pontos-base a 4,18% e DI para janeiro de 2025 avança nove pontos-base a 5,75%.

Entre os indicadores nacionais, foi divulgado hoje o Relatório Focus do Banco Central. Segundo o documento, os economistas projetam que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caia 6,51% em 2020, uma previsão mais pessimista que a da semana anterior, que era de retração de 6,48%. Para 2021, a expectativa se manteve em um avanço de 3,50%.

Já para o medidor oficial de inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), os economistas projetam um crescimento de 1,60% este ano, contra 1,53% projetado na semana passada. Para 2021 a previsão foi de alta de 3,10% para 3%.

A projeção dos economistas é que ao final deste ano, Selic seja de 2,25% ao ano, projeção igual das últimas quatro semanas. Para a Selic em 2021, os economistas preveem uma taxa de 3%, ante estimativa de 3,50% na semana passada.

Nos Estados Unidos, houve o aumento das tensões sociais após a morte de Rayshard Brooks, um homem negro, por policiais de Atlanta na noite de sexta-feira. Os protestos contra o racismo e violência policial se intensificaram no país desde a morte de George Floyd, no final de maio.

Já na Ásia, uma série de indicadores da China ficou aquém do esperado e também contribuiu para o maior mau humor do mercado. Em maio, a produção industrial da segunda maior economia do mundo teve expansão anual de 4,4%, mas a previsão de analistas era de aumento de 5%.

No mesmo período, as vendas no varejo caíram 2,8%, ante projeção de queda de 2%. Também decepcionaram os investimentos em ativos fixos, que recuaram 6,3% entre janeiro e maio em relação a igual período do ano passado. Neste caso, a projeção era de queda de 6%.

Investigações em Brasília

A ativista Sara Winter foi presa pela Polícia Federal na manhã de hoje. Ela é a líder do movimento 300 do Brasil, que apoia o presidente Jair Bolsonaro. A prisão ocorre depois de ato, realizado no sábado à noite, em que manifestantes favoráveis ao governo de Jair Bolsonaro atiraram fogos de artifício em direção ao STF (Supremo Tribunal Federal), simulando um bombardeio.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) determinou a abertura de uma notícia de fato, nome que se dá a investigação preliminar, em resposta a um pedido do presidente da corte, Dias Toffoli.

A abertura da notícia fato ocorreu no mesmo dia de novas manifestações pelo país, mas mais esvaziadas que no domingo anterior. Novamente, as ruas tiveram a presenta de manifestantes favoráveis ao governo e, do outro lado, grupos em favor da democracia.

O governo lida ainda com o aumento dos casos de coronavírus no país. Segundo o balanço do Ministério da Saúde, divulgado no início da noite de domingo, foram confirmadas 612 mortes em 24 horas, elevando o total para 43.332 óbitos. Já o número de casos chegou a 867.624. No levantamento feito por um consórcio de jornais, o número de mortes em 24 horas foi de 598. O total de óbitos chega a 43.389 e o de casos, a 867.882.

Panorama corporativo

A Covid-19 segue tendo impacto sobre as operações das empresas. A Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul determinou que a JBS afaste todos os funcionários diretos e terceirizados da unidade de Trindade do Sul (RS) por 14 dias para testes de Covid-19, segundo a agência Reuters.

Pela decisão, o afastamento é válido a partir de 13 de junho e a JBS precisa manter a remuneração de todos os trabalhadores da unidade, sob pena de multa diária de R$ 25 mil.

Já a CCR anunciou que o Conselho de Administração da empresa elegeu Marco Cauduro como novo presidente. O executivo, que já ocupou o cargo de diretor-presidente na Log-in, assume o cargo em 6 de julho.

 

Fonte: Agência Estado

Não há negócios na bolsa brasileira hoje nem no Tesouro Direto devido ao feriado nacional de Corpus Christi), mas isso não significa que os investidores por aqui se desligam completamente dos mercados financeiros.

Lá fora, o clima predominante é de cautela com os investidores ainda repercutindo as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, que sinalizaram certo pessimismo com a retomada da economia no pós-pandemia.

Ontem, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que a recuperação econômica terá "um longo caminho", apesar de reafirmar a intenção do banco central de fornecer estímulos à economia enquanto for necessário e manter a taxa de juros próxima a zero até pelo menos 2022.

Powell disse que a direção da economia ainda parece “altamente incerta”, que “vamos aprender muito” nos próximos meses, à medida que as empresas continuam a reabrir. “A principal coisa que as pessoas precisam entender”, disse Powell, é que ainda resta “muito trabalho” a ser feito, já que há milhões de pessoas que ainda estão desempregadas.

Além disso, paira nos mercados forte preocupação com os riscos de uma segunda onda de contaminação pelo novo coronavírus nas economias que estão afrouxando suas regras de isolamento social, como Europa e EUA.

Neste cenário, os índices dos EUA operam em forte queda. Se mantido esse ritmo, os índices Dow Jones e S&P 500 podem ter seu 3º dia seguido de perdas.

Veja como estavam os índices às 15h51:

  • Dow Jones: -6,17% (25.324 pontos)
  • S&P 500: -5,47% (3.016 pontos)
  • Nasdaq: -4,82% (9.537 pontos)

As quedas foram ampliadas após a divulgação de dados de seguro-desemprego nos EUA. Mais 1,542 milhão de pessoas solicitaram seguro-desemprego na semana passada. Economistas consultados previamente pelo “Wall Street Journal” esperavam 1,595 milhão de novos pedidos.

O resultado mostra que o número de solicitação pelo auxílio a desempregados nos EUA continua caindo, já que na semana anterior foram 1,8 milhão de pedidos. No entanto, as reivindicações continuam altas e bem acima dos níveis pré-pandemia, o que gera conflito com os dados do relatório de emprego (conhecido como payroll), que apontou criação de 2,5 milhões de vagas de trabalho em maio.

Na Europa, as bolsas fecharam em terreno negativo pelo 4º pregão consecutivo. Veja como fecharam os índices:

  • Índice Stoxx Europe 600 (vários países): -4,10%
  • FTSE (Reino Unido): -3,99%
  • DAX (Alemanha): -4,47%
  • CAC 40 (França): -4,71%
  • FTSE MIB (Itália): -4,81%

Claro que o mau humor global atinge os ativos brasileiros. Às 15h51, o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, operava em queda de 8,32%, aos US$ 29,12.

Os negócios na bolsa brasileira serão retomados na sexta-feira (12). Resgates antecipados e investimentos realizados desde 18h de ontem (10) até às 5h de amanhã serão efetivados com o preço de abertura de sexta.

Dólar

O dólar se enfraquece ante divisas consideradas mais seguras, como o iene japonês e o franco suíço, mas sobe contra moedas de países emergentes, reagindo a um tom mais cauteloso adotado por parte do Federal Reserve.

O índice DXY, negociado em Nova York e que compara a divisa americana com uma cesta moedas de países desenvolvidos, avançava 0,27%, aos 96,22 pontos.

Petróleo

Os preços do petróleo seguiram o clima pessimista nos mercados globais e fecharam em queda, com o aumento das reservas dos EUA também pesando no humor dos investidores.

Ontem, dados mostraram que os estoques comerciais americanos aumentaram na semana passada para um nível recorde.

Os estoques americanos de petróleo subiram em 5,72 milhões de barris na semana passada, para 538,065 milhões de unidades, de acordo com dados divulgados há pouco pelo Departamento de Energia dos EUA. O aumento contrariou a expectativa dos analistas consultados por The Wall Street Journal, de queda de 1,2 milhão de barris no período.

Os estoques de gasolina também cresceram, com alta de 866 mil barris, e também contrariando a expectativa, de queda de 200 mil unidades. Os estoques de gasolina dos EUA totalizaram 258,661 milhões de barris na semana passada.

O preço do petróleo WTI (referência dos EUA) fechou em queda de 8,23%, para US$ 36,34 por barril, preço do petróleo tipo Brent (referência global) caía 7,62%, a US$ 38,55 o barril.

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam em queda seguindo as perdas em Wall Street na véspera, depois que o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que a recuperação econômica terá "um longo caminho".

O índice Nikkei, do Japão, fechou em queda de 2,82%, e o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 2,27%. Em Seul, o índice Kospi recuou 0,86%. Na China, o Xangai composto teve queda de 0,78%, e o Shenzen caiu 0,51%.

 

Fonte: Por Weruska Goeking, Valor Investe — São Paulo

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, caiu 0,38% em maio, após já ter registrado recuo de 0,31% em abril, em meio às consequências da pandemia de coronavírus, segundo divulgou nesta quarta-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"É o segundo mês consecutivo de queda nos preços e o menor índice desde agosto de 1998, quando ficou em -0,51%", informou o IBGE.

De acordo com o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, trata-se da "segunda maior deflação do Plano Real”.

IPCA - Inflação oficial mês a mês — Foto: Economia G1

No ano, o IPCA passou a acumular queda de 0,16%. Em 12 meses, acumula alta de 1,88%, a menor taxa desde janeiro de 1999 (1,65%) - menor taxa desde janeiro de 1999 –, refletindo a baixa demanda e a fraqueza da economia, com os brasileiros consumindo menos, quer seja por queda da renda ou em razão do isolamento social e do avanço da pandemia.

Com mais esse recuo, a taxa no acumulado em 12 meses (1,88%) fica ainda mais distante do centro da meta do governo para 2020, que é de 4%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Combustíveis puxam queda mais uma vez

Dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados, 5 tiveram deflação em maio. Ou seja, na média, a maioria dos preços tiveram mais quedas do que aumentos.

O maior impacto negativo do índice veio mais uma vez do grupo Transportes (-1,9%), puxado principalmente pela queda no preço dos combustíveis (-4,56%) e das passagens aéreas (-27,14%).

Alimentação e bebidas: 0,24% (0,05 ponto percentual)

Habitação: -0,25% (-0,04 p.p.)

Artigos de residência: 0,58% (0,02 p.p.)

Vestuário: -0,58% (-0,03 p.p.)

Transportes: -1,90% (-0,38 p.p.)

Saúde e cuidados pessoais: -0,10% (-0,01 p.p.)

Despesas pessoais: -0,04% (0 p.p.)

Educação: 0,02% (0 p.p.)

Comunicação: 0,24% (0,01 p.p.)

“A gasolina é o principal subitem em termos de peso dentro do IPCA e, caindo 4,35%, acabou puxando o resultado dos transportes para baixo, assim como as passagens aéreas, que tiveram uma queda de 27,14% e foram a segunda maior contribuição negativa no IPCA de maio”, afirmou Kislanov.

O etanol e o diesel seguiram o mesmo movimento, com queda de 5,96% e de 6,44%, respectivamente.

O pesquisador observou, porém, que recentes reajustes nos preços da gasolina promovidos pela Petrobras nas refinarias podem vir a aumentar o indicador dos combustíveis nos próximos meses. “A gente teve alguns aumentos no preço da gasolina que podem, sim, vir a impactar o índice”, avaliou.

Serviços têm maior deflação da série histórica

As outras quedas mais relevantes em maio foram nos preços dos grupos Vestuário (0,58%), com destaque para roupas femininas (-0,88%), calçados e acessórios (-0,74%), e roupas masculinas (-0,55%), e no grupo Habitação (0,25%), com a energia elétrica (-0,58%) oferecendo a maior contribuição para a deflação do mês.

Do lado das altas, o maior crescimento no índice do mês veio do grupo Artigos de residência (0,58%), puxado pela alta dos artigos de TV, som e informática (4,57%) e eletrodomésticos e equipamentos (1,98%).

A fraqueza da demanda e os impactos das medidas de isolamento social fica mais evidente na variação dos preços de serviços, que tiveram deflação de 0,45% em maio –o menor resultado da série histórica iniciada em janeiro de 2012.

Questionado se há possibilidade de o IPCA voltar a ter alta a partir do afrouxamento das medidas de restrição nas mais diversas cidades do país, Kislanov avaliou que a retomada das atividades econômicas pode, sim, impactar a inflação, sobretudo de serviços.

“O que a gente pode vir a observar é que haja uma maior movimentação na economia e com isso a gente tenha uma mudança, também, nos indicadores de serviços. Mas os cenários são muito incertos ainda", afirmou Kislanov.

Alimentos voltam a ser principal despesa do orçamento das famílias

O grupo Alimentação e bebidas (0,24%) voltou a registrar alta, mas desacelerou em relação a abril, quando cresceu 1,79%. A cebola (30,08%), a batata-inglesa (16,39%) e o feijão carioca (8,66%) ficaram mais caros. Já as carnes subiram 0,05%, após quatro meses consecutivos de queda.

Por outro lado, os preços de alguns itens como cenoura (-14,95%) e as frutas (-2,1%), que haviam subido em abril, recuaram em maio. Com isso, contribuíram para que a alimentação no domicílio passasse de 2,24% para 0,33%. A alimentação fora do domicílio também desacelerou para 0,04%, ante 0,76% em abril.

Kislanov destacou que a alimentação voltou a ser o grupo de maior peso no IPCA, superando transportes.

Em 2020, o cálculo do indicador sofreu modificações por conta das mudanças nos hábitos de consumo identificas pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) divulgada em outubro do ano passado. Em janeiro, o grupo de transportes representava 20,60% do IPCA, enquanto o de alimentação e bebidas, 19,35%. Já em maio, o peso de alimentação e bebidas foi de 19,97%, e o de transportes, 19,85%.

“Como os alimentos ficaram mais caros relativamente, eles passaram a representar maior peso no orçamento das famílias. Como as pessoas ficaram mais em casa, o transporte perdeu participação”, observou.

Já o Índice Nacional da Construção Civil do IBGE registrou alta de 0,17% em maio.

Todas as 16 áreas pesquisadas tiveram deflação em maio

As 16 áreas pesquisadas pelo IBGE tiveram deflação em maio. No mês anterior, 14 das 16 tinham registrado deflação. A última vez que todas as regiões do país registraram queda de preços foi em junho de 2017, quando o indicador nacional ficou em -0,23%.

O menor índice em maio ficou com a região metropolitana de Belo Horizonte (-0,60%), seguido por Campo Grande (-0,57%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, houve deflação de -0,28%.

Perspectivas e meta de inflação

A meta central do governo para a inflação em 2020 é de 4%, e o intervalo de tolerância varia de 2,5% a 5,5%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou corta a taxa básica de juros da economia (Selic), que foi reduzida nesta semana para 3% – nova mínima histórica.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue bem abaixo do piso da meta. Os analistas das instituições financeiras reduziram a projeção de inflação para 1,53% em 2020, conforme a última pesquisa Focus do Banco Central. Foi a 13ª redução seguida do indicador em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia brasileira e mundial, e colocado o mundo no caminho de uma recessão.

"Sem renda ou sem saber até quando terão dinheiro para consumir, as pessoas irão gastar apenas com o indispensável. Os alimentos consumidos em casa, os produtos mais essenciais neste momento, têm ficado mais caros desde o início da crise, refletindo a mudança de consumo da população no contexto de isolamento social”, avalia o professor da Fipecafi, Samuel Durso.

O mercado segue prevendo corte na taxa básica de juros da economia brasileira neste ano, com a Selic chegando a 2,25% ao ano.

Já para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2020, o mercado passou a projetar retração de 6,48%. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por sua vez, estimou nesta quarta uma contração de pelo menos 7,4% para o PIB do Brasil neste ano, podendo chegar a um tombo de 9,1% em caso de segunda onda da pandemia e necessidade de regresso aos confinamentos.

INPC tem deflação de 0,25% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é usado como referência para reajustes salariais e benefícios previdenciários, teve deflação de 0,25% em maio, após reco de 0,23% em abril. Foi o menor resultado para um mês de maio desde o início do Plano Real.

A variação acumulada no ano foi de 0,06% e, em 12 meses, o índice passou a acumular alta de 2,05%.

Coleta à distância

Em virtude do quadro de emergência de saúde pública causado pela Covid-19, o IBGE suspendeu, no dia 18 de março, a coleta presencial de preços nos locais de compra. Os preços passaram a ser coletados por outros meios, como pesquisas realizadas em sites de internet, por telefone ou por e-mail.

Segundo o IBGE, para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 30 de abril a 28 de maio de 2020 com os preços vigentes no período de 31 de março a 29 de abril de 2020.

 

 Fonte: Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1

 

Com parte das fábricas de volta às atividades, a indústria automobilística produziu em maio 43,1 mil veículos, volume 84,4% inferior ao de igual mês do ano passado e o pior resultado para o período em 35 anos. Em abril, com praticamente todas as linhas paradas em razão da crise do coronavírus, apenas 1,8 mil unidades foram produzidas.

No acumulado do ano foram fabricados 630,8 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, 600 mil a menos em relação a igual intervalo de 2019. Ao longo deste mês, oito marcas vão retomar operações, completando assim a reabertura de todas as montadoras, a maioria com operações parciais de um turno.

As concessionárias de várias capitais, incluindo São Paulo, também estão reabrindo as portas, mas o cenário para o setor ainda é "dramático", segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Com base nas projeções de retração da economia brasileira, que pode chegar a 7% segundo estimativas, a entidade projeta vendas de 1,67, milhão de veículos neste ano, queda de 40% em relação ao ano anterior - previsão que já tinha sido feita por executivos do setor.

Em janeiro, a expectativa da Anfavea era de crescimento de 9,4% nas vendas deste ano, para 3 milhões de unidades. "Vamos vender quase 1,4 milhão de veículos a menos do que prevíamos e voltaremos ao ano de 2004", afirma Moraes. Para produção e exportações ainda não foi possível fazer estimativas.

De janeiro a maio foram vendidos 676 mil veículos, volume 37,7% inferior ao do mesmo período do ano passado. Fábricas e revendas ainda têm 200 mil carros em estoque, suficientes para três meses de vendas. Moraes informa que a indústria busca canais para tentar melhorar as vendas, como ir atrás de 300 mil consorciados que já foram contemplados, mas não retiraram os bens e formas mais atrativas de financiamento, como o leasing.

Com a ociosidade das fábricas, que têm capacidade instalada para produzir cerca de 5 milhões de veículos ao ano, Moraes não descarta demissões. Hoje a maioria das montadoras têm acordos de manutenção de vagas com base na MP 936 (que estabelece redução de jornada e salários) até julho e, em alguns casos, até dezembro. A partir daí, segundo o executivo, vai depender da demanda do mercado.

As montadoras de veículos e máquinas agrícolas empregam atualmente 125,1 mil trabalhadores, 600 a menos que em março, quando começou a pandemia. Em um ano, porém, ocorreram 4,9 mil demissões.

 

Tensão adicional

Outro dado que afeta a capacidade produtiva é o das exportações. Foram enviados para fora do País apenas 3,9 mil veículos, o menor volume para meses de maio em mais de quatro décadas.

No ano foram exportadas 100,1 mil unidades, queda de 44,9% ante 2019. O setor já previa redução nas vendas externas antes da pandemia do coronavírus, mas não nessa magnitude. Para complicar, a Argentina, principal mercado brasileiro e que passa por crise econômica desde o ano passado, voltou a dificultar a entrada de produtos no País em razão da falta de reservas cambiais.

Segundo fontes do setor, há pelo menos 10 mil carros parados nos portos do país, a maioria exportada por fabricantes brasileiras. Moraes afirma que empresas e governos dos dois países estão tentando resolver essa "tensão adicional".

 

Fonte:https://epocanegocios.globo.com

A produção industrial brasileira despencou 18,8% em abril na comparação com março, mostrou nesta quarta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), queda mais acentuada desde o início da série histórica, em 2002. Esse é o segundo mês seguido de queda na produção, acumulando nesse período perda de 26,1%. No mês anterior, a atividade da indústria já havia registrado uma contração de 9,1%.

Apesar da forte variação negativa em abril, a expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg era ainda pior, apontando para uma queda de 28,3% no indicador.

Já na comparação anual, a retração de abril foi de 27,2%, menos que a mediana das projeções, que era de um recuo de 36,1%. Em março, a queda da produção industrial havia sido de 3,8% sobre o mesmo mês do ano passado.

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A redução da atividade industrial é reflexo da quarentena, que paralisou fábricas nos principais centros produtores do País. É o primeiro dado a refletir um mês inteiro de isolamento social, visto que março teve apenas pouco menos da metade do mês com quarentena.

A indústria acumulou redução de 8,2% no ano. No acumulado em 12 meses, a indústria recuou 2,9%.

A forte queda do resultado se refletiu na expansão do número de segmentos com taxas negativas, que atingiram todas as quatro grandes categorias econômicas e 22 dos 26 ramos pesquisados, evidenciando o aprofundamento das paralisações em diversas plantas industriais, devido ao isolamento social por conta da pandemia da COVID-19. O índice de média móvel trimestral caiu 8,8% em abril de 2020 frente ao nível do mês anterior, intensificando o recuo de 2,4% verificado em março.

O recuo de 18,8% da atividade industrial na passagem de março para abril de 2020 teve perfil generalizado de queda, alcançando todas as grandes categorias econômicas e a maior parte (22) dos 26 ramos pesquisados.

Entre as atividades, a influência negativa mais relevante foi assinalada por veículos automotores, reboques e carrocerias (-88,5%), pressionada, em grande medida, pelas paralisações/interrupções da produção ocorridas em várias unidades produtivas, por conta dos efeitos causados pela pandemia da COVID-19. Com isso, esse ramo intensificou o recuo observado no mês anterior (-28,0%) e apontou a queda mais intensa desde o início da série histórica.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-18,4%), de metalurgia (-28,8%), de máquinas e equipamentos (-30,8%), de bebidas (-37,6%), de produtos de borracha e de material plástico (-25,8%), de produtos de minerais não-metálicos (-26,4%), de produtos de metal (-26,8%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-33,8%), de outros equipamentos de transporte (-76,3%), de couro, artigos para viagem e calçados (-48,8%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-37,5%), de produtos têxteis (-38,6%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-26,0%), de outros produtos químicos (-7,3%), de produtos diversos (-30,6%) e de móveis (-36,7%).

Por outro lado, entre os três ramos que ampliaram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por produtos alimentícios (3,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,6%), com ambos voltando a crescer após recuarem no mês anterior: -1,0% e -11,0%, respectivamente.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a março de 2020, bens de consumo duráveis, ao recuar 79,6%, teve a queda mais acentuada em abril de 2020, influenciada, em grande parte, pela menor fabricação de automóveis. Essa redução foi a mais intensa desde o início da série histórica e marcou o terceiro mês seguido de queda na produção, com perda acumulada de 84,4% nesse período.

O segmento de bens de capital (-41,5%) também teve redução mais elevada do que a média nacional (-18,8%) e marcou a queda mais acentuada desde o início da série histórica.

Os setores produtores de bens intermediários (-14,8%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-12,4%) também tiveram recuo na produção, com o primeiro intensificando a queda registrada no mês anterior (-3,7%); e o segundo prosseguindo com o comportamento negativo presente desde novembro de 2019 e acumulando nesse período perda de 25,2%. Esses dois segmentos tiveram os resultados negativos mais intensos de suas séries históricas.

 

Fonte: https://www.infomoney.com.br 

Depois de dois meses de quarentena do novo coronavírus no Brasil, o retrato da indústria automotiva local parece bem definido: quase nenhuma receita com vendas de veículos novos e muitas contas a pagar. Nem as montadoras mais tradicionais do mercado devem escapar dos efeitos nocivos da crise.

“Quando falta liquidez no mercado, empresas de todos os portes vão lutar pela sobrevivência. O jogo mudou para toda a indústria”, diz Pablo Di Si, presidente da Volkswagen para América Latina, em entrevista à EXAME.

O executivo argentino chegou ao atual cargo na montadora em 2017, mas já havia passado pela Kimberly-Clark do Brasil no início dos anos 2000. Ele também acumula outras passagens pela Volks e concorrentes, como a Fiat Chrysler. “Vi várias crises no Brasil, mas nenhuma como essa. ”

Com a experiência do futebol profissional no currículo – Di Si chegou a integrar a categoria de base do Huracán (Argentina) -, o chefe da Volks na região terá que driblar, literalmente, a forte crise que se desenha para o setor. 

Em 2020, a montadora completa um programa de investimentos da ordem de 7 bilhões de reais no país, mas Di Si conta que a matriz congelou, por ora, os aportes previstos para o restante da região, até que haja uma clareza maior sobre o horizonte da economia mundial.

“Vamos voltar a nos reunir com o conselho mundial da companhia, pois ninguém sabe ainda como será o consumo de automóveis após a pandemia passar. ”

O executivo acredita que cada mercado no mundo terá um comportamento diferente no retorno da pandemia. Ele cita como exemplo a China, cujas vendas de automóveis de entrada estão crescendo rapidamente porque as pessoas estão optando por deixar de usar o transporte público.

“Não sabemos como será o retorno dos consumidores às compras, mas a nossa estratégia de oferecer mais conectividade e novas tecnologias não muda”, garante.

Desde o ano passado, a Volkswagen está implementando um modelo de “concessionária digital”, em que o vendedor, com tablet e óculos 3D, pode ir até o cliente, onde ele quiser. A operação de venda pode ser feita totalmente online, até o financiamento. 

A alternativa é necessária num momento em que os consumidores estão comprando de tudo pela internet. “Não só as montadoras vão voltar diferentes dessa crise, mas todo tipo de comércio, como restaurantes, por exemplo. ”

Novo patamar

Muitos brasileiros têm alguma memória afetiva relacionada a um Volkswagen. O modelo pode ser um Fusca, um Gol ou até mesmo a extinta Kombi. A tradição sempre foi um traço forte da montadora.

Nos últimos anos, entretanto, a marca passou por uma revolução no seu portfólio, com uma estratégia agressiva não só nos modelos de entrada, mas também nos de maior valor agregado.

É o caso do T-Cross, que em apenas um ano subiu para a vice-liderança do segmento de SUVs no país, atrás apenas do Renegade, da Jeep.  

“Cobrimos 96% dos segmentos de automóveis do mercado brasileiro. Temos a linha mais completa do país, com bons níveis de vendas desde os modelos de entrada até um Tiguan turbinado”, afirma Di Si.

O executivo destaca que o mercado automotivo brasileiro evoluiu. Há 20 anos, o conteúdo tecnológico dos carros de entrada era diferente e, atualmente, os modelos mais econômicos melhoraram muito e a segurança veicular também. 

“Hoje, o consumidor não quer mais um carro sem ar condicionado. Ele não vai aceitar um automóvel com pouca tecnologia. ”

Perspectivas 

Em um horizonte de queda da renda e aumento do desemprego, a indústria automotiva terá que achar uma saída para atravessar a crise, uma vez que a principal reclamação do setor desde o início da pandemia continua sem resposta: crédito caro.

“O governo tratou rapidamente do problema da falta de liquidez no mercado, mas esse dinheiro ainda não chegou à outra ponta”, afirma Di Si.

Para o executivo, as medidas para combater a crise adotadas pelo governo foram acertadas e rápidas, com destaque para o pacote de auxílio emergencial e a Medida Provisória 936, que trata da suspensão dos contratos de trabalho com garantia de estabilidade do emprego. A montadora utilizou o mecanismo em suas operações no Brasil.

Na América Latina, os funcionários das fábricas de Córdoba e Pacheco, na Argentina, acabam de voltar ao trabalho, assim como na unidade da montadora em São José dos Pinhais, no Paraná. Já as fábricas de Taubaté e São Bernardo do Campo, em São Paulo, devem retornar até o final do mês.

“No grupo, temos um protocolo de segurança com mais de 80 itens a serem seguidos para evitar a propagação da covid-19. Estamos cuidando para que o distanciamento social seja rigorosamente seguido nas nossas fábricas”, afirma Di Si. 

Enquanto isso, o executivo aponta para o grande risco que permeia a cadeia automotiva. Com um grande número de pequenas e médias empresas, Di Si afirma que, se o problema da falta de liquidez não for resolvido em breve, muitos fabricantes podem ir à falência.

“As empresas têm caixa apenas para pouco tempo e se uma parte da cadeia for à falência, todo o sistema cai junto. ” 



Fonte: Por Juliana Estigarribia

Sul e Sudeste do Pará

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