Depois de dois meses de quarentena do novo coronavírus no Brasil, o retrato da indústria automotiva local parece bem definido: quase nenhuma receita com vendas de veículos novos e muitas contas a pagar. Nem as montadoras mais tradicionais do mercado devem escapar dos efeitos nocivos da crise.

“Quando falta liquidez no mercado, empresas de todos os portes vão lutar pela sobrevivência. O jogo mudou para toda a indústria”, diz Pablo Di Si, presidente da Volkswagen para América Latina, em entrevista à EXAME.

O executivo argentino chegou ao atual cargo na montadora em 2017, mas já havia passado pela Kimberly-Clark do Brasil no início dos anos 2000. Ele também acumula outras passagens pela Volks e concorrentes, como a Fiat Chrysler. “Vi várias crises no Brasil, mas nenhuma como essa. ”

Com a experiência do futebol profissional no currículo – Di Si chegou a integrar a categoria de base do Huracán (Argentina) -, o chefe da Volks na região terá que driblar, literalmente, a forte crise que se desenha para o setor. 

Em 2020, a montadora completa um programa de investimentos da ordem de 7 bilhões de reais no país, mas Di Si conta que a matriz congelou, por ora, os aportes previstos para o restante da região, até que haja uma clareza maior sobre o horizonte da economia mundial.

“Vamos voltar a nos reunir com o conselho mundial da companhia, pois ninguém sabe ainda como será o consumo de automóveis após a pandemia passar. ”

O executivo acredita que cada mercado no mundo terá um comportamento diferente no retorno da pandemia. Ele cita como exemplo a China, cujas vendas de automóveis de entrada estão crescendo rapidamente porque as pessoas estão optando por deixar de usar o transporte público.

“Não sabemos como será o retorno dos consumidores às compras, mas a nossa estratégia de oferecer mais conectividade e novas tecnologias não muda”, garante.

Desde o ano passado, a Volkswagen está implementando um modelo de “concessionária digital”, em que o vendedor, com tablet e óculos 3D, pode ir até o cliente, onde ele quiser. A operação de venda pode ser feita totalmente online, até o financiamento. 

A alternativa é necessária num momento em que os consumidores estão comprando de tudo pela internet. “Não só as montadoras vão voltar diferentes dessa crise, mas todo tipo de comércio, como restaurantes, por exemplo. ”

Novo patamar

Muitos brasileiros têm alguma memória afetiva relacionada a um Volkswagen. O modelo pode ser um Fusca, um Gol ou até mesmo a extinta Kombi. A tradição sempre foi um traço forte da montadora.

Nos últimos anos, entretanto, a marca passou por uma revolução no seu portfólio, com uma estratégia agressiva não só nos modelos de entrada, mas também nos de maior valor agregado.

É o caso do T-Cross, que em apenas um ano subiu para a vice-liderança do segmento de SUVs no país, atrás apenas do Renegade, da Jeep.  

“Cobrimos 96% dos segmentos de automóveis do mercado brasileiro. Temos a linha mais completa do país, com bons níveis de vendas desde os modelos de entrada até um Tiguan turbinado”, afirma Di Si.

O executivo destaca que o mercado automotivo brasileiro evoluiu. Há 20 anos, o conteúdo tecnológico dos carros de entrada era diferente e, atualmente, os modelos mais econômicos melhoraram muito e a segurança veicular também. 

“Hoje, o consumidor não quer mais um carro sem ar condicionado. Ele não vai aceitar um automóvel com pouca tecnologia. ”

Perspectivas 

Em um horizonte de queda da renda e aumento do desemprego, a indústria automotiva terá que achar uma saída para atravessar a crise, uma vez que a principal reclamação do setor desde o início da pandemia continua sem resposta: crédito caro.

“O governo tratou rapidamente do problema da falta de liquidez no mercado, mas esse dinheiro ainda não chegou à outra ponta”, afirma Di Si.

Para o executivo, as medidas para combater a crise adotadas pelo governo foram acertadas e rápidas, com destaque para o pacote de auxílio emergencial e a Medida Provisória 936, que trata da suspensão dos contratos de trabalho com garantia de estabilidade do emprego. A montadora utilizou o mecanismo em suas operações no Brasil.

Na América Latina, os funcionários das fábricas de Córdoba e Pacheco, na Argentina, acabam de voltar ao trabalho, assim como na unidade da montadora em São José dos Pinhais, no Paraná. Já as fábricas de Taubaté e São Bernardo do Campo, em São Paulo, devem retornar até o final do mês.

“No grupo, temos um protocolo de segurança com mais de 80 itens a serem seguidos para evitar a propagação da covid-19. Estamos cuidando para que o distanciamento social seja rigorosamente seguido nas nossas fábricas”, afirma Di Si. 

Enquanto isso, o executivo aponta para o grande risco que permeia a cadeia automotiva. Com um grande número de pequenas e médias empresas, Di Si afirma que, se o problema da falta de liquidez não for resolvido em breve, muitos fabricantes podem ir à falência.

“As empresas têm caixa apenas para pouco tempo e se uma parte da cadeia for à falência, todo o sistema cai junto. ” 



Fonte: Por Juliana Estigarribia

A pandemia de coronavírus deixou a economia global de joelhos, mas medidas de confinamento que restringem nossos movimentos também ajudaram algumas empresas a prosperar.

No entanto, mesmo nas histórias de sucesso, é preciso interpretar os dados com cuidado.

Por exemplo, muitos estão usando a internet para fazer compras, o que pode ser uma notícia boa para o comércio eletrônico.

Sem dúvida, isso favoreceu algumas empresas, mas os números da gigante americana Amazon contam uma história diferente.

Pertencente ao homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, a empresa ganhou as manchetes em meados de abril como uma das vencedoras claras da crise dos coronavírus, com hordas de clientes entrando em seu site e gastando cerca de US$ 11 mil (R$ 63 mil atualmente) por segundo.

Em resposta, as ações da Amazon registraram um aumento histórico.

Mas duas semanas depois, os contadores do grupo se viram diante de uma situação diferente. Dizem que a empresa poderá sofrer perdas pela primeira vez em cinco anos, quando seus dados financeiros forem divulgados entre abril e junho.

 

Despesas em tempos de coronavírus

Apesar de ter gerado muito mais dinheiro entre janeiro e março, a Amazon enfrenta custos crescentes para lidar com o aumento de pedidos, forçando-a a contratar 175 mil trabalhadores a mais.

A empresa diz que terá que gastar US$ 4 bilhões para lidar com a disseminação da Covid-19, que inclui fornecer a seus trabalhadores equipamento de proteção individual e realizar operações de desinfecção em seus gigantescos armazéns.

Esse valor excede os ganhos da Amazon durante o primeiro trimestre de 2019 (US $ 2,5 bilhões).

A Amazon tem resistido há muito tempo aos sindicatos, argumentando que prefere falar diretamente com seus funcionários sobre quaisquer preocupações que eles tenham.

Antes de seu anúncio sobre o custo dos custos da Covid-19, a Amazon havia sido criticada por razões de segurança pela forma como trata sua força de trabalho durante a pandemia.

 

O boom do streaming

O setor de entretenimento doméstico tem sido um vencedor claro na quarentena, mantendo uma tendência crescente que já vinha de antes.

Nos últimos anos, o streaming vem se tornando cada vez mais popular.

Apesar do número de pessoas que foram ao cinema em todo o mundo ter crescido 18% nos últimos dois anos, as assinaturas da Netflix aumentaram 47% no mesmo período.

Não é de surpreender que o setor de entretenimento doméstico prospere quando tantas pessoas não têm escolha a não ser ficar em casa.

"Na Itália e na Espanha, por exemplo, as novas instalações de aplicativos da Netflix aumentaram 57% e 34% durante o confinamento (respectivamente)", disse à BBC o analista de tendências Blake Morgan.

"As pessoas precisam de entretenimento e escapismo agora mais do que nunca."

A Netflix anunciou em 22 de abril que ganhou quase 16 milhões de novos clientes entre janeiro e abril.

 

Produções paralisadas e câmbio desfavorável

Mas, mesmo em um caso tão bem-sucedido, há aspectos negativos. As condições de confinamento paralisaram a produção de novas séries e filmes.

Além disso, muitas moedas nacionais perderam valor devido à pandemia, o que significa que os mais novos clientes internacionais da Netflix não estão trazendo tanto dinheiro para a empresa americana.

Outra grande empresa de entretenimento americana que teve lucro mas também perdas durante a pandemia é a Disney.

A empresa teve que fechar seus parques de diversões quando as medidas de contenção foram implementadas. Isso custou à Disney pelo menos US$ 1,4 bilhão, de acordo com o CEO Bob Chapek.

Mas, ao mesmo tempo, a demanda pelos serviços de streaming da Disney explodiu.

A plataforma Disney+, lançada em novembro, agora tem quase 55 milhões de assinantes, número que a Netflix levou cinco anos para obter.

 

Problemas de logística durante o confinamento 

Poderíamos esperar que o crescente comércio eletrônico também trouxesse lucros para as empresas de entrega que deixam pacotes à sua porta, mas também nesse caso há problemas.

Duas das maiores empresas de entrega do mundo, Fedex e UPS, com sede nos Estados Unidos, pediram ao governo dos EUA apoio para lidar com problemas logísticos causados ​​por restrições impostas pelo confinamento.

Embora tenha havido um aumento no número de clientes particulares comprando online, as operações mais lucrativas são entre empresas, e a demanda dessas empresas caiu porque muitas tiveram que fechar suas portas ou reduzir suas atividades durante a pandemia.

Até agora, os lucros da UPS caíram mais de 26% neste ano.

 

Sexo vende, mas não traz tanto lucro aos profissionais

Da Colômbia à Dinamarca, houve um aumento na venda de brinquedos sexuais durante o confinamento.

É um ótimo negócio, com um mercado que movimentou quase US$ 27.000 milhões em 2019.

A Covid-19 parece ter dado um impulso à indústria de brinquedos sexuais, com empresas especializadas em dispositivos de alta tecnologia que oferecem "experiências de longa distância" se beneficiando do distanciamento social.

Mas o coronavírus gerou perda de renda - e aumentou os riscos à saúde - para profissionais do sexo.

Em muitos países, as trabalhadoras do sexo não têm direitos trabalhistas e não são elegíveis para programas de ajuda do governo, colocando-as na pobreza e deixando algumas sem moradia durante a pandemia.

O Japão é uma exceção, sendo um país que ofereceu ajuda financeira a profissionais do sexo durante esta crise.

 

Exercício em confinamento

As restrições de movimento e viagens foram má notícia para as academias, mas a venda de equipamentos de treinamento para quem faz exercício em casa aumentou.

Na Austrália, por exemplo, houve uma corrida por itens de fitness, de pesos a tapetes de ioga.

As vendas do Smartwatch cresceram 22% no início de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019, de acordo com um relatório da consultoria Strategy Analytics.

"Muitos clientes usam relógios inteligentes para monitorar sua saúde e exercícios durante o confinamento", disse à BBC Steven Waltzer, analista da empresa.

Os personal trainers tentam usar a internet para substituir as sessões tradicionais, mas essa situação é difícil para muitos profissionais do setor e várias academias tiveram que fechar suas portas.

 

Comunicação online e trabalho remoto

Com milhões de pessoas em todo o mundo trabalhando em casa, as ferramentas de comunicação online ganharam popularidade.

A empresa que lidera o negócio de videoconferência é a Zoom; o aplicativo teve mais de 131 milhões de downloads em todo o mundo em abril, segundo a empresa de pesquisa Sensor Tower, 60 vezes mais que o mesmo período do ano anterior.

Mais de 18% desses downloads foram feitos na Índia, e o segundo país da lista são os Estados Unidos, com 14%.

O Zoom tornou-se a escolha preferida de muitas empresas e membros do público.

Embora a maioria das pessoas use a versão gratuita do aplicativo, que possui restrições como limites de tempo em uma chamada, o Zoom ganha dinheiro com usuários que pagam por seus recursos premium. Nos primeiros três meses de 2020, a empresa ganhou US$ 122 milhões, dobrando o que alcançou no mesmo período do ano passado.

Outro vencedor da tendência do "teletrabalho" foi o Slack.

A plataforma de mensagens instantâneas usada pelas empresas para comunicações internas disse que seus assinantes quase dobraram de número entre janeiro e março.

 

Ações do PayPal

Uma das maiores empresas de pagamento digital do mundo, o PayPal, foi severamente afetada pela covid-19. Seu lucro líquido nos primeiros três meses de 2020 caiu para US$ 84 milhões, quase oito vezes menos que no mesmo período do ano passado.

Mas, ao mesmo tempo, as ações do PayPal atingiram seu valor mais alto em 7 de maio.

 

Como os analistas de mercado explicam isso?

Muitas pessoas enfrentam dificuldades financeiras e podem estar menos dispostas a gastar durante o confinamento, mas a mesma situação também pode incentivá-las a migrar para serviços de pagamento digital, um sinal potencialmente positivo para o futuro do PayPal.

O PayPal registrou 10 milhões de novas contas entre janeiro e março e processou até US$ 199 bilhões, um aumento de US$ 161,5 bilhões em relação ao mesmo período em 2019.

"Acreditamos que estamos alcançando um ponto de inflexão em todo o mundo, onde as pessoas estão vendo como é simples e fácil usar pagamentos digitais para serviços", disse Dan Schulman, CEO do PayPal, a investidores em uma teleconferência em 6 de maio.

"Pesquisas mostram que agora as pessoas estão mais inclinadas a comprar online do que a voltar à loja", acrescentou.

 

Fonte: Por BBC

A redução no ritmo de avanço das mortes pela infecção respiratória covid-19 nos Estados Unidos e na Europa deve dar um alívio para os investidores no mercado financeiro do mundo inteiro. No Brasil, entretanto, o tiroteio entre o presidente Jair Bolsonaro e o agora ex-ministro da Justiça Sérgio Moro devem continuar anuviando o cenário.

Em Nova York, as mortes pelo novo coronavírus somaram 367 ontem, o menor número em um mês. Na Itália, o país do velho continente mais afetado pela pandemia, 260 doentes morreram ontem, o nível mais baixo desde 14 de março. Os governos das duas localidades já falam em um plano para começar a retomar as atividades gradualmente.

Nesta segunda-feira, as bolsas fecharam em alta na Ásia — Tóquio avançou 2,7%, e Hong Kong, 1,88%. Na Europa, o índice FTSE 100 abriu com alta de 1,7% e o DAX subia 2,18% às 7h de Brasília.

A covid-19 ainda está em ascensão no Brasil, e, para piorar, a crise política em que o país mergulhou parece longe do fim – o que deve tornar a recuperação da economia muito mais lenta e custosa.

Na tarde de sexta-feira, 24, Moro anunciou sua saída do ministério, acusando Bolsonaro de ingerência política e fraude de sua assinatura no despacho que anunciou a saída de Maurício Valeixo, homem de sua confiança, da diretoria geral da Polícia Federal. A saída ajudou o Ibovespa a cair 5,45% na sexta-feira e levou o dólara novo recorde nominal de 5,66 reais.

Depois que o mercado fechou, Bolsonaro fez um pronunciamento chamando Moro de mentiroso e dizendo que o interesse do ex-ministro era ser indicado ao Supremo Tribunal Federal. Mais tarde, no Jornal Nacional, o ex-ministro mostrou uma troca de mensagens com a deputada federal paulista Carla Zambelli nas quais negava querer ir para o STF.

Existe a suspeita de que Bolsonaro tenha interesse em influir mais na PF para barrar as investigações que apontaram seu filho Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro, como chefe de um esquema de divulgação de fake news. Daí a expectativa de que a crise siga se arrastando.

“É game over para o Brasil. A economia vai agonizar por anos”, disse Fabricio Taschetto, diretor de investimentos da ACE Capital. “Esse ruído político deve persistir no curto prazo, então esperamos volatilidade adicional”, analisou na sexta-feira Renato Mimica, diretor da EXAME Research, o braço de análise de investimentos da EXAME.

A euforia que alimentou a alta de 31,6% da bolsa brasileira em 2019, com a expectativa de que Bolsonaro implantasse uma agenda reformista liberal, evaporou. Tomando agora uma postura cautelosa para apenas tentar proteger os recursos de perdas adicionais de valor – em 2020, o Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, já recuou 36% –, o mercado torce para que o entorno de Bolsonaro consiga moderar as atitudes e palavras do presidente.


Fonte:Por Denyse Godoy

Beneficiada pelos serviços e pela indústria, a criação de empregos com carteira assinada atingiu, em abril, o maior nível para o mês em seis anos. Segundo dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, 129.601 postos formais de trabalho foram criados no último mês. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.

A última vez em que a criação de empregos tinha superado esse nível foi em abril de 2013, quando as admissões superaram as dispensas em 196.913. A criação de empregos totaliza 313.835 de janeiro a abril e 477.896 nos últimos 12 meses.

Na divisão por ramos de atividade, todos os oito setores pesquisados criaram empregos formais em abril. O campeão foi o setor de serviços, com a abertura de 66.290 postos, seguido pela indústria de transformação (20.470 postos). Em terceiro lugar, vem a construção civil (14.067 postos).

O nível de emprego aumentou na agropecuária (13.907 postos); no comércio (12.291 postos), na administração pública (1.241 postos); nos serviços industriais de utilidade pública, categoria que engloba energia e saneamento (867 postos) e extrativismo mineral (454 postos).

Tradicionalmente, a geração de emprego no comércio e nos serviços é alta em abril, por causa do início das safras e do aquecimento da indústria.

Destaques

Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelos atendimentos médicos, odontológicos e veterinários, com a abertura de 20.589 postos formais; seguido pelo comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviço técnico, com 13.023 vagas. Na indústria de transformação, a criação de empregos foi impulsionada pela indústria de produtos alimentícios e de bebidas (9.884 postos); pela indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários e perfumaria (7.680 postos) e pela indústria têxtil (1.845 postos).

Regiões

Todas as regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em abril. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 81.106 postos, seguido pelo Nordeste (15.593 vagas) e pelo Centro-Oeste (15.240 vagas), influenciado pela safra. O Sul criou 14.570 postos, e o Norte registrou 3.092 vagas a mais no mês passado.

Na divisão por estados, 23 unidades da Federação geraram empregos e quatro demitiram mais do que contrataram. As maiores variações positivas no saldo de emprego ocorreram em São Paulo (abertura de 50.168 postos), em Minas Gerais (22.348), no Paraná (10.653) e na Bahia (10.093). Os estados que registraram o fechamento de vagas formais foram Alagoas (-4.692 postos), Rio Grande do Sul (-2.498), Rio Grande do Norte (-501) e Pará (-25).

Fonte: Agencia Brasil

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta terça-feira (11), em entrevista à rádio CBN, que será preciso subir impostos se não for feita a reforma da Previdência Social.
"Com reforma [da Previdência], o país vai crescer mais, de forma sustentada e em benefício da população. Sem a reforma, a pergunta é que impostos vamos aumentar para resolver o problema fiscal [das contas públicas]. Temos desequilíbrio entre receitas e depesas. Ou corta despesa ou aumenta receita [via elevação de tributos]", declarou.
Ele defendeu a reforma da Previdência encaminhada pela área econômica do presidente Michel Temer, que já foi aprovada pela comissão especial que trata do assunto no Congresso Nacional.
Diante da falta de votos para dar encaminhamento à proposta na Câmara dos Deputados, o governo desistiu de votá-la no primeiro semestre deste ano.
Essa versão da reforma institui uma idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com 25 anos de contribuição, iguala regras para o setor público e privado e institui uma regra de transição.
"O meu entendimento é que o fatiamento da reforma não permite resolver o problema que vamos enfrentar. A reforma tem de ser semelhante, ou a mesma, que está no Congresso. Com idade mínina, regra de transição, e igualar regras de acesso setor público e privado. Esses são temas centrais que endereçamos no projeto que está lá, mas cabe ao próximo governo conduzir esse tema. A mensagem é que é absolutamente urgente e relevante que seja endereçado logo no início próximo ano", acrescentou Guardia.
 

Contas públicas
 
O ministro da Fazenda avaliou que as contas públicas passam por forte desequilíbrio, principalmente por conta da Previdência Social, com rombos anuais acima da marca dos R$ 100 bilhões, e acrescentou que não haverá crescimento sustentado com inflação baixa, e juros baixos, sem resolver o problema fiscal.

"O que estamos falando é: vamos cortar despesas e por isso a urgência da reforma da previdência, por que ela vai permitir esse ajuste gradual [das contas públicas]. Estamos eliminando privilégios do sistema atual. É também é uma questão de justiça social e justiça fiscal", disse Guardia.
Além da reforma da Previdência Social, o ministro também disse que é preciso reduzir os benefícios fiscais, estimados em mais de R$ 370 bilhões para o ano de 2019. São recursos que o governo deixa de arrecadar, ou subsídios, para setores da economia.
"Cresceu muito. Para que a gente possa ter uma carga [tributária] melhor distribuída, alguns setores que estão pagando muito pouco impostos, deveriam voltar a pagar. Fazer uma avaliação de custo e benefício", declarou.
 

Novo governo
 
No início deste mês, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), disse que pretende apresentar ao Congresso Nacional uma proposta fatiada de reforma da Previdência Social.
De acordo com Bolsonaro, o primeiro tema que deve ser apresentado ao parlamento é a proposta de definição de uma idade mínima para aposentadoria.
O presidente eleito ressaltou que a vontade dele é manter a diferença de idade para aposentadoria entre homens e mulheres, porém, aumentando em dois anos a idade mínima de aposentadoria "para todo mundo".

Fonte G1

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (19) que "parte" da Petrobras pode ser privatizada.

Bolsonaro deu a declaração ao ser questionado sobre o assunto durante uma entrevista no Rio de Janeiro.

"Nós estamos conversando sobre isso aí. Eu não sou uma pessoa inflexível. Mas nós temos que, com muita responsabilidade, levar avante um plano como esse aí. Eu vi lá atrás com muito bons olhos a questão da Embraer. Nós podemos conversar, tá certo? Mas entendo como um empresa estratégica que pode ser privatizada em parte", afirmou.

Ainda na campanha eleitoral, Bolsonaro afirmou à GloboNews que privatizará a Petrobras "se não tiver solução".

"Acaba com esse monopólio estatal e ponto final", disse ele na ocasião.

'Carta branca' de Paulo Guedes

Durante a entrevista desta segunda-feira, Bolsonaro também comentou a indicação de Roberto Castello Branco para a presidência da Petrobras.

Segundo o presidente eleito, Castello Branco foi indicado pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem "carta branca" para definir a equipe econômica.

"[Castello Branco] é uma indicação do Paulo Guedes. Eu estou dando carta branca a ele. Tudo que é envolvido com economia é ele que está escalando o time. Eu só, obviamente, e ele sabe disso, estamos cobrando produtividade. Enxugar a máquina e buscar, realmente, fazê-la funcionar para o bem-estar da nossa população", declarou Bolsonaro.

Na semana passada, o presidente eleito já havia dito que Paulo Guedes foi quem indicou o nome de Joaquim Levy para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ivan Monteiro no BB

Atual presidente da Petrobras, Ivan Monteiro pode assumir a presidência do Banco do Brasil, informou o colunista do G1 e da GloboNews Valdo Cruz.

Questionado sobre o assunto, Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que "talvez" isso aconteça, mas a decisão ainda não foi tomada.

"Quem está botando é o Paulo Guedes e eu estou avalizando. Talvez o Banco do Brasil, mas eu não tenho certeza", ressaltou o presidente eleito.

(Fonte: G1)

 
 
 
 
 

A mineradora multinacional Vale assumiu em outubro — e segue sendo em novembro — a liderança nacional de maior exportadora do país. A informação foi levantada pelo Blog do Zé Dudu no portal do Ministério do Comércio Exterior (MDIC). No acumulado do ano, a poderosa empresa sediada no Rio de Janeiro, que explora no Pará e comercializa o produto paraense na China, superou a Bunge Alimentos e a Petrobras, que até então vinham se revezando no topo.

Dos 20 empreendimentos brasileiros que mais exportam, a Vale é titular de impressionantes quatro lugares, mas o MDIC, por questões de sigilo fiscal, não disponibiliza os valores transacionados por CNPJ. O 1º lugar nacional pertence ao conjunto das minas da Serra Norte de Carajás, em Parauapebas. Do complexo formado por N4E, N4W e N5, a Vale já retirou R$15,83 bilhões em recursos minerais, de acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM).

No 6º lugar brasileiro está a parque minero-industrial da Serra Sul, em Canaã dos Carajás, onde está instalada a mina de S11D, que, junto com a mina de cobre Sossego, já rendeu à Vale R$7,65 bilhões este ano. A multinacional também marca presença no 7º lugar, com operações portuárias em Vitória, capital do Espírito Santo.

Na 19ª colocação, está o projeto Salobo, no município de Marabá, de onde a Vale extrai minério de cobre. Este ano, já são R$4,43 bilhões saídos da Serra do Salobo em recursos minerais. No ranking do Ministério do Comércio Exterior, em posições mais abaixo, a multinacional estica seus tentáculos ainda por Curionópolis (Serra Leste), Canaã (Sossego), Ourilândia do Norte (Onça Puma) e Parauapebas (Mina do Azul).

O Blog cruzou números da balança comercial, registrados em dólar pelo MDIC, com os da ANM, contabilizados em real, e concluiu que a Vale já faturou do Pará, em todas as suas operações instaladas no estado, de janeiro até 10 de novembro, R$28,37 bilhões. Esse valor é muito maior que o arrecadado pelo Governo do Pará até o momento, de R$21,22 bilhões. Durante 2017, a Vale faturou do Pará R$30,98 bilhões, segundo a ANM, enquanto a arrecadação do Governo do Estado foi finalizada em R$23,12 bilhões, conforme aponta o Balanço Geral do Estado (BGE) de 2017.

O faturamento da Vale no Pará é mais que suficiente para pagar todas as despesas administrativas do Governo do Estado, mas, este ano, apenas 3,1% da arrecadação da mineradora com a lavra mineral em terras paraenses retornaram em forma de royalties.

Top 25 do Pará

Dos 25 empreendimentos paraenses mais rentáveis, nenhum tem sede na capital, Belém. Os municípios mineradores do complexo de Carajás — Parauapebas, Canaã, Marabá e Curionópolis — lideram e marcam presença cada um com dois CNPJs poderosos, assim como Barcarena, com sua megaindústria de transformação de alumínio.

Fora do circuito mineral, a cadeia de produção bovina domina com folga, marcando presença de Ananindeua a Tucumã. Também entra na lista uma unidade de comércio atacadista de soja, no oeste do Pará.

Veja a lista dos negócios mais lucrativos do Pará:

 

(Fonte Zé Dudu)

As instituições financeiras poderão reduzir mais rapidamente o limite do cartão de crédito de clientes com maior risco de inadimplência, decidiu hoje (29) o Conselho Monetário Nacional (CMN). Segundo o Banco Central (BC), a medida foi necessária para que os bancos gerenciem melhor os riscos e não aumentem o spread bancário (diferença entre os juros captados pela instituição financeira e as taxas cobradas do consumidor).

Em abril, o CMN tinha estabelecido que a instituição financeira precisava esperar 30 dias a partir da comunicação ao cliente de que ele corria risco de não conseguir pagar a fatura para reduzir o limite do cartão. O chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, André Pereira, explicou que, após discussões internas e com o sistema financeiro, a autoridade monetária entendeu que a regra anterior aumentaria o risco dos bancos.

Agora, em casos excepcionais, as instituições financeiras poderão dispensar o prazo de 30 dias e reduzir o limite logo após a comunicação ao cliente. Caberá a cada instituição definir o prazo para a alteração e estabelecer os critérios de excepcionalidade, conforme sua política de crédito e de gerenciamento de riscos.

Pereira esclareceu que a redução imediata do limite do cartão só ocorrerá em casos atípicos, quando o banco constatar deterioração significativa do risco de o cliente dar calote. Ele declarou que a medida pode resultar em juros mais baratos para os consumidores.

“Ela não é uma medida específica de redução de spread. O que estamos fazendo é proporcionar uma gestão de risco mais apurada para que evite um eventual aumento de spread. Porque, se ficar comum um comportamento de uso da linha de crédito toda, a consequência final será a redução dessa linha [para um cliente] para não aumentar o custo do crédito para todos”, explicou.

Limites

Na reunião de hoje, o CMN também regulamentou os limites que administradores ou parentes de administradores de instituições financeiras poderão contratar em empréstimos nos lugares onde atuam. Pessoas físicas só poderão pegar emprestado até 1% do patrimônio líquido ajustado. Para pessoas jurídicas, o limite corresponde a 5%. A soma de todos esses empréstimos não poderá ultrapassar 10% do patrimônio líquido da instituição.

A medida vale para os controladores das instituições financeiras, diretores e membros de órgãos estatutários ou contratuais, pessoas e empresas com pelo menos 15% das ações ou cotas dos bancos ou aquelas com controle do capital efetivo. As restrições valem não apenas para empréstimos e financiamentos, mas para qualquer instrumento de crédito, como cartões e cheques especiais.

Até agora, essas pessoas e empresas estavam proibidas de contrair qualquer operação financeira nas instituições onde atuam. A Lei 13.506, de novembro do ano passado, permitiu a possibilidade, desde que as operações de crédito cumprissem certos requisitos. A nova legislação, no entanto, ainda não tinha entrado em vigor porque dependia da regulamentação do CMN.

(Fonte: Agência Brasil)

Com o objetivo de incentivar a economia local por meio da qualificação dos empresários da indústria moveleira, garantindo um melhor posição no mercado de trabalho, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento de Canaã dos Carajás (Semdec), em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena e Média Empresa), está realizando capacitação para os profissionais da área. Durante toda a semana, cerca de 30 empresários deixaram a parte operacional e burocrática de lado para se dedicar a algo também de grande importância, a qualificação profissional.

Para o presidente da Cooperativa dos Moveleiros de Canaã, Gildenor Oliveira, isso representa um grande passo, uma vez que, na opinião dele, não basta empreender, também é necessário ter conhecimento. “Esse curso veio em boa hora e vai contribuir para que todos nós que trabalhamos neste ramo tenhamos mais conhecimento. É necessário que o empresário se qualifique para que se adapte melhor ao mercado. Não adianta a gente ser empreendedor e não ter conhecimento. Acredito que esse aprendizado vai fortalecer a nossa cooperativa”.

O curso acontece no auditório da Semdec e encerra nesta sexta-feira,19, e s aulas são ministradas pelo instrutor e analista do Sebrae Fernando Araújo. “Este é um curso de empreendedorismo chamado ‘Aprender a empreender’. Nós estamos passando a essas pessoas as principais características do empreendedor de sucesso. São 10 características comportamentais de quem faz sucesso e estamos trabalhando duas dessas características por dia. Nossa expectativa é que os empresários tenham melhores resultados no futuro”, espera ele.

(Zé Dudu)

Um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) mostra 62,4 milhões de brasileiros estavam com as contas em atraso em setembro. Apesar de a taxa ter se mantido estável na comparação mensal, a pesquisa aponta que o número de inadimplentes aumentou 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

O aumento mais acentuado da inadimplência acontece entre a população mais velha. O número de idosos negativados, na faixa entre os 65 e 84 anos, cresceu 10% em relação ao mesmo período no ano passado. A estimativa é que 5,4 milhões de idosos estejam inadimplentes.

Na faixa entre 50 e 64 anos também houve aumento no número de negativados em relação ao ano passado (6,2%), e hoje totalizam 12,9 milhões. Na população entre 40 e 49 anos, o crescimento foi de 4,9%, com 14 milhões de inadimplentes. Os dados apontam ainda que a maior parte dos inadimplentes permanece na faixa dos 30 aos 39 anos, que caracterizam a metade dos brasileiros endividados. O número de jovens entre 25 e 29 anos com o nome sujo soma hoje 4,4 milhões.

Quase metade da população adulta da região Norte está com o nome sujo, somando 5,8 milhões de inadimplentes. Em seguida está o Nordeste, com 17,2 milhões (42% da população); Centro-Oeste, com 5 milhões (42,3%); Sudeste, com 27 milhões (39,1%); e Sul, com 8,4 milhões (37,2%).

Segundo o SPC Brasil, o desemprego e a baixa renda ainda prejudicam o orçamento e a capacidade de pagamento dos consumidores, e que esse quadro só deverá ser revertido com a melhora no mercado de trabalho e uma recuperação econômica vigorosa.

O indicador de inadimplência do consumidor é apurado com de acordo com as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil e o CNDL têm acesso. As informações referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. 

(Agência Brasil)

Sul e Sudeste do Pará

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