As vendas do comércio varejista subiram 1,8% em abril de 2021 ante março, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na maior alta para o mês desde 2000, após queda de 1,1% em março.

Na comparação com abril do ano passado, o volume de vendas no varejo cresceu 23,8%.

O resultado veio acima do esperado. A projeção, de acordo com consenso Refinitiv, era de alta de 0,1% na comparação com março e de alta de 19,8% na comparação com abril de 2020.

Na base mensal, o resultado positivo atingiu sete das oito atividades investigadas pela pesquisa. A maior alta foi a de Móveis e eletrodomésticos (24,8%). Outras variações positivas vieram dos setores de Tecidos, vestuário e calçados (13,8%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (10,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (6,7%), Livros, jornais, revistas e papelaria (3,8%), Combustíveis e lubrificantes (3,4%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9%).

Já o setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,7%) foi o único a ter retração frente ao mês anterior. Essa queda fez com que o índice geral não fosse maior em abril, uma vez que o setor representa quase metade (49,2%) do volume de vendas pesquisado. “O consumo das famílias se modificou em termos de estrutura no começo da pandemia. O que tem acontecido é que, em alguns setores, o consumo tem se concentrado em momentos específicos do ano. Antigamente, esses momentos eram muito marcados, como a Black Friday e o Natal, agora o cenário mudou”, analisa o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades veículos, motos, partes e peças (20,3%) e de material de construção (10,4%), o aumento no volume de vendas foi de 3,8%. Ambas as atividades haviam recuado no mês anterior.

Comparação anual

Na comparação com abril do ano passado, a alta de 23,8% no volume de vendas no varejo foi a segunda taxa positiva consecutiva nesse indicador. O comércio varejista ampliado registrou 41,0% de aumento, segundo crescimento consecutivo e o maior da série no indicador que confronta o resultado do mês com igual mês do ano anterior. O aumento recorde é explicado pela base de comparação baixa.

“Em abril de 2020, foi o maior tombo do índice na série histórica da PMC. Então quando olhamos para essas grandes variações, precisamos lembrar que muitas dessas lojas declararam uma perda muito grande de receita. Por exemplo, se uma loja tinha um faturamento de R$ 100 mil e em abril ela só vendeu 10%, depois, se ela crescer 100%, ela passa de R$10 mil para R$20 mil. Ou seja, o patamar ainda está muito baixo em relação ao cenário que se tinha antes da pandemia”, explica Cristiano.

Nessa comparação, as atividades que tiveram maior impacto no total do varejo foram: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (104,4%), Tecidos, vestuário e calçados (301,2%), Móveis e eletrodomésticos (71,3%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (34,1%), Combustíveis e lubrificantes (19,9%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (47,1%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (95,9%).

 

Fonte: Por Equipe InfoMoney

 

produção industrial brasileira caiu 2,4% em março, na comparação com fevereiro, segundo divulgou nesta quarta-feira (5) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da segunda queda mensal seguida e de um recuo mais intenso do que o observado em fevereiro (-1%), quando houve a interrupção de uma trajetória de 9 meses consecutivos de recuperação.

Na comparação com março de 2020, porém, houve alta de 10,5% – sétima taxa positiva consecutiva nessa base de comparação.

   Indústria registra, em março, segundo queda seguida — Foto: Economia/G1

 

Indústria perde o que ganhou em 9 meses

 

Com o resultado de março, o setor industrial encontra-se 16,5% abaixo do patamar recorde registrado em maio de 2011, voltando para o nível "exatamente igual ao pré-pandemia, ou seja, àquele observado em fevereiro de 2020", destacou o gerente da pesquisa, André Macedo.

 

O pesquisador lembrou que, de maio de 2020 a janeiro de 2021, houve ganho acumulado de 40,1%, o que fez a produção industrial superar o patamar pré-pandemia. "Com as perdas de fevereiro e março deste ano, nós zeramos esse acumulado que tinha até o mês de janeiro", explicou.

 

A interrupção da trajetória de recuperação da indústria acontece em meio à intensificação das medidas para frear o avanço da pandemia de coronavírus.

 

“Esses dois resultados negativos têm como pano de fundo o próprio recrudescimento da pandemia. Isso faz com que haja maior restrição das pessoas, o que provoca a interrupção das jornadas de trabalho, paralisações de plantas industriais e atrapalha toda a cadeia produtiva, levando ao encarecimento e à falta de insumos para o processo produtivo. Isso afeta o processo de produção como um todo”, destacou o gerente da pesquisa.

 

Queda de 0,4% no 1º trimestre e perda de 3,1% em 12 meses

 

Com o resultado, a indústria encerrou o primeiro trimestre do ano com queda de 0,4% na comparação com o 4º trimestre de 2020.

 

“Essa queda interrompe dois trimestres seguidos de crescimento”, enfatizou Macedo.

     Indústria encerra 1º trimestre de 2021 com queda na produção — Foto: Economia/G1

Já na comparação com os 3 primeiros meses de 2020, houve alta de 4,4%. "Esse resultado acentua o crescimento observado no 4º trimestre de 2020, que teve alta de 3,4%. Estes dois trimestres de crescimento interromperam uma sequência de oito trimestres seguidos de taxas negativas nesta base de comparação [trimestre contra trimestre imediatamente anterior]", enfatizou o pesquisador.

Em 12 meses, o setor acumula uma perda de 3,1%, com taxas negativas em 11 das 26 atividades industriais. O IBGE destacou, porém, que a taxa nesta métrica foi a menos intensa desde abril de 2020 (-2,9%).

desempenho da indústria em março, porém, foi melhor do que o esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 3,5% na variação mensal e de alta de 7,6% na base anual.

 

Produção de veículos recua 8,4%

 

A retração da indústria em março foi disseminado, alcançando 3 das 4 quatro das grandes categorias econômicas e 15 dos 26 ramos pesquisados.

 

    15 dos 26 ramos industriais pesquisados pelo IBGE tiveram queda em março — Foto: Divulgação/IBGE

 

Entre as atividades, a maior pressão negativa veio de veículos automotores, reboques e carrocerias (-8,4%), terceiro resultado negativo consecutivo nessa comparação, acumulando perda de 15,8% no período.

 

Outras quedas expressivas foram observadas na produção de artigos do vestuário e acessórios (-14,1%), de outros produtos químicos (-4,3%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,4%), de couro, artigos para viagem e calçados (-11,2%), de produtos de borracha e de material plástico (-4,5%), de bebidas (-3,4%), de móveis (-9,3%), e de produtos têxteis (-6,4%).

 

Na outra ponta, as altas com maior impacto no resultado do mês partiram do crescimento na produção, indústrias extrativas (5,5%), outros equipamentos de transporte (35,0%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%).

 

Análise por grandes categorias

 

Entre as grandes categorias econômicas, a queda mais intensa foi em bens de consumo semi e não duráveis (-10,2%), que inclui a produção de alimentos, bebidas, calçados e produtos têxteis e combustíveis.

Os segmentos de bens de consumo duráveis (-7,8%) e bens de capital (-6,9%) também recuaram em março. Já o setor produtor de bens intermediários (0,2%) foi o único a registrar avanço.

Das quatro grandes categorias da indústria, somente as de bens intermediários e bens de capital superaram em março o patamar pré-pandemia – estão, respectivamente, 4,2% e 9% acima do observado em fevereiro do ano passado. Já bens de consumo semiduráveis e não duráveis se encontra e bens de consumo duráveis ficaram com o patamar, respectivamente, 8,6% e 12,1% abaixo do pré-pandemia.

 

Repercussão e perspectivas

 

"Estes dados confirmam mais uma vez que o PIB do 1º trimestre deve recuar de fato, mas lembramos que a perspectiva era já de queda devido, entre outras coisas, a piora da pandemia e as medidas de isolamento social", avaliou o economista-chefe da Necton, André Perfeito.

 

Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o resultado de março mostrou que "a recuperação em 'V' da indústria durou pouco". "A entrada de 2021, com a piora da pandemia e o fim dos programas emergenciais em um quadro dramático do emprego, inaugurou uma nova fase de retrocesso para o setor. Com isso, tudo aquilo que vinha sendo conquistado em termos de retomada da produção ficou comprometido", avaliou em nota.

 

Apesar da perda de fôlego da economia neste começo de ano, a indústria segue como um dos setores com melhor performance de recuperação. De acordo com Sondagem da FGV, a indústria continua sendo o único setor a registrar níveis elevados de confiança entre os empresários.

Além da demanda fraca e queda da renda das famílias, o também tem sido pressionado pelo aumento de preços de insumos. A inflação da indústria ficou em 4,78% em março e atingiu taxa recorde de 33,52% em 12 meses, indicando que as margens de lucro estão comprimidas e que os empresários não estão conseguindo repassar os custos aos preços.

Os economistas do mercado financeiro estimam atualmente uma taxa de 5,04% para o IPCA (inflação oficial do país) em 2021. Para o PIB (Produto Interno Bruto), a previsão é de crescimento de 3,14% no ano. Para boa parte dos analistas, porém, a economia deve registrar retração no 1º semestre.

 
Fonte: Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reabriu o aguardado concurso para 204.307 vagas temporárias para a realização do Censo Demográfico 2021, com salários de até R$ 2.100. Os editais foram publicados nesta quinta-feira (18) no Diário Oficial da União.

São dois processos seletivos e há vagas distribuídas para praticamente todos os municípios do país.

Veja a distribuição de vagas e salários:

  • 181.898 vagas para a função de Recenseador: remuneração por produção, de acordo com o número de domicílios visitados e questionários respondidos.
  • 5.450 vagas para a função de Agente Censitário Municipal: salário de R$ 2.100.
  • 16.959 vagas para a função de Agente Censitário Supervisor: salário de R$ 1.700

Recenseador

Para a função de recenseadoré exigido ensino fundamental completo.

O recenseador é o responsável por fazer o trabalho da coleta de dados por meio de entrevistas com os moradores.

A previsão de duração do contrato é de até 3 meses, podendo ser prorrogado, com base nas necessidades de conclusão das atividades do Censo Demográfico 2021 e na disponibilidade de recursos orçamentários.

A remuneração é calculada por produção, com base:

  • no número de unidades visitadas;
  • taxa de remuneração dos setores censitários;
  • número de questionários respondidos;
  • número de pessoas recenseadas

O coordenador de Recursos Humanos do IBGE, Bruno Malheiros, explicou que a remuneração do recenseador é variável e não há um piso nem um teto de quanto ele poderá receber. "Quanto mais entrevista ele realiza, quanto mais coleta ele faz, mais ele recebe", explica.

No hotsite do Censo 2021 haverá um simulador em que os candidatos poderão estimar a remuneração a ser obtida, com base nos valores pagos por setor censitário nas diferentes localidades do país.

O recenseador não tem horário fixo. Espera-se que dedique ao menos 25 horas por semana, inclusive nos feriados e finais de semana.

Em média, há 300 domicílios por setor censitário. O tempo de coleta de um setor varia segundo suas características e o tempo diário que o recenseador dedica ao trabalho. É possível que um recenseador consiga completar mais de um setor ao longo do período da coleta.

O recenseador também terá direito a 13º salário e às férias proporcionais aos dias trabalhados e à produção.

Os recenseadores aprovados no processo seletivo terão treinamento com duração total de 5 dias e carga horária de 8 horas diárias, composto por duas etapas: autoinstrução (leitura prévia do Manual do Recenseador) e curso presencial.

Ao final da etapa presencial, o candidato realizará o teste final do treinamento e precisa ter 50% de acertos e, pelo menos, 80% de frequência. O IBGE destacou que será oferecida uma ajuda de custo para os candidatos que tiverem pelo menos 80% de frequência no treinamento presencial.

Caso haja necessidade de reposição de pessoal, depois de esgotada a reserva de candidatos treinados, poderão ser convocados novos candidatos, obedecendo-se à classificação nas provas objetivas, sem exceder o número de vagas previsto.

Agente censitário

Para as funções de agente censitárioé exigido ensino médio completo.

O agente censitário municipal gerencia o posto de coleta e, durante todo o trabalho do Censo Demográfico 2021, estará à frente de dois tipos de ações:

  • Administrativas – controle e à gestão dos recursos humanos e materiais do Posto de Coleta;
  • Técnico-operacionais – gestor de uma equipe de Agentes Censitários Supervisores e recenseadores em que acompanhará e orientará a Coleta de Dados.

O agente censitário supervisor exerce as tarefas de supervisão da operação censitária, com foco nas questões técnicas e de informática e administrativas. Está subordinado ao agente censitário municipal. Sua principal função é acompanhar, avaliar e, sobretudo, orientar os recenseadores durante a execução dos trabalhos de campo.

A duração dos contratos é de 5 meses, podendo ser prorrogado, com base nas necessidades de conclusão das atividades do Censo Demográfico 2021 e na disponibilidade de recursos orçamentários.

Ao candidato que obtiver melhor classificação será oferecida a vaga de agente censitário municipal. Aos demais candidatos classificados serão asseguradas as vagas de agente censitário supervisor, obedecida a ordem de classificação.

A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, sendo 8 horas diárias. Além do salário, os agentes censitários terão direito a auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escola, férias e 13º salário proporcionais.

Inscrições

Para as vagas de recenseador, as inscrições começam no dia 23 de fevereiro e vão até 19 de março, pelo site http://www.cebraspe.org.br/concursos/ibge_20_ recenseador. A taxa de inscrição é de R$ 25,77.

Para as vagas de agente censitário municipal e agente censitário supervisor, as inscrições começam nesta sexta-feira (19) e vão até 15 de março pelo site http://www.cebraspe.org.br/concursos/ibge_20_agente. A taxa de inscrição é de R$ 39,49.

Distribuição de vagas

As vagas são distribuídas em 3.929 municípios do país para agente censitário e em 5.297 cidades para recenseador.

Nos municípios maiores e em áreas remotas, as vagas são oferecidas por áreas de trabalho específicas, que podem abranger bairros, favelas, localidades de difícil acesso, aldeias indígenas ou comunidades quilombolas, por exemplo.

Por isso, o ideal é que os recenseadores aprovados no processo seletivo sejam moradores das próprias localidades onde vão trabalhar, para economia de custos com deslocamentos e maior produtividade nas visitas domiciliares.

Veja a distribuição para agente censitário municipal e agente censitário supervisor:

Vagas para agente censitário — Foto: Reprodução/IBGE

           Vagas para agente censitário — Foto: Reprodução/IBGE

 

Veja a distribuição para recenseador:

Vagas para recenseador — Foto: Reprodução/IBGE

         Vagas para recenseador — Foto: Reprodução/IBGE

 

As famílias voltaram a gastar mais com alimentos no mês de novembro. O grupo Alimentação e bebidas saiu de uma elevação de 1,93% em outubro para um avanço de 2,54% em novembro, dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo contribuiu com 0,53 ponto porcentual para a taxa de 0,89% do IPCA no mês.

“A aceleração (do IPCA) nos últimos meses foi muito em função dos preços dos alimentos”, disse Pedro Kislanov, gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços do IBGE.

Segundo Kislanov, houve uma disseminação maior de produtos alimentícios com aumento de preços. O índice de difusão dos produtos alimentícios subiu de 73% em outubro para 80% em novembro.

“Então 80% dos subitens do grupo alimentação e bebidas tiveram variações positivas. A inflação está mais espalhada pelos alimentos”, apontou Kislanov.

Os alimentos para consumo no domicílio subiram 3,33% em novembro. As carnes ficaram 6,54% mais caras, item de maior impacto sobre o IPCA do mês, uma contribuição de 0,18 ponto porcentual. A batata-inglesa aumentou 29,65%, a quarta maior pressão sobre a inflação, 0,05 ponto porcentual, seguido pelo tomate, com aumento de 18,45% e impacto de 0,05 ponto porcentual.

As famílias também pagaram mais pelo arroz (6,28%) e pelo óleo de soja (9,24%). Por outro lado, o leite longa vida teve queda de 3,47%, maior contribuição negativa para a inflação, -0,03 ponto porcentual.

Já a alimentação fora do domicílio subiu 0,57% em novembro, influenciada pela alta na refeição fora de casa (0,70%), mas também ficaram mais caros a cerveja (1,33%) e refrigerante e água mineral (1,05%).

O grupo Alimentação e bebidas subiu 12,14% no acumulado de janeiro a novembro 2020. Em 12 meses, alimentação e bebidas aumentaram 15,94%.

A taxa do IPCA acumulada em 12 meses foi de 4,31% em novembro, mesmo patamar de dezembro de 2019. Segundo Kislanov, o IPCA ao fim de 2019 estava pressionado especificamente pelas carnes, enquanto que a taxa de inflação acumulada neste ano mostra uma pressão mais disseminada dos itens alimentícios.

“No final do ano passado, esse resultado acumulado nos últimos 12 meses e no início deste ano estava muito relacionado a um item específico, que eram as carnes. Agora a gente tem alta dos alimentícios, mas uma difusão maior, mais itens: batata, tomate, óleo de soja, arroz. No acumulado do ano desses itens todos você vê altas de mais de 60% em muitos casos, em alguns casos até de 100%”, disse Kislanov. “Com a redução do dólar, a melhora do cenário econômico, uma eventual retirada do auxílio emergencial, pode ser que tenha arrefecimento dos preços alimentícios em particular”, completou.

 

Fonte:  Por Agência Estado

Apesar dos sinais de recuperação da economia, a taxa de desemprego chegou a 14,6% no terceiro trimestre, uma alta de 1,3 ponto porcentual na comparação com o período anterior (13,3%). Foi o pior resultado na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo IBGE. O total de desempregados no País é estimado em 14,1 milhões de pessoas. Dos Estados pesquisados, a taxa subiu em dez, com destaque para o Nordeste.

Pelos dados do IBGE, foram fechadas 883 mil vagas no terceiro trimestre. Ao mesmo tempo, a flexibilização das medidas de distanciamento social para conter a covid-19 levou um número maior de pessoas a procurar por novo trabalho. A combinação desses dois movimentos fez com que o número de desempregados aumentasse em 1,302 milhão de pessoas na comparação com o final do segundo trimestre.

Segundo economistas ouvidos pelo Broadcast/Estadão, houve melhora na passagem de agosto para setembro, mas o cenário do mercado de trabalho ainda é de "fragilidade". Os dados divulgados pelo IBGE confirmam o aumento da taxa de desemprego, já esperado por causa de peculiaridades da pandemia.

Uma delas é que muitos trabalhadores que perderam seus trabalhos, formais ou informais, haviam desistido de procurar uma atividade. Pela metodologia internacional, seguida pelo IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que tomou alguma atitude para buscar trabalho. Com a redução do isolamento social, é natural que, mês a mês, cada vez mais trabalhadores voltem a procurar trabalho. Quem não encontra, é considerado desocupado.

O movimento se intensificará à medida que mais restrições ao contato social forem sendo retiradas. Com a redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 por mês, e sua posterior retirada a partir de janeiro, mais pessoas serão impelidas a procurar trabalho. Economistas projetam que a taxa de desemprego deve subir para perto de 17% no ano que vem.

"No trimestre móvel até outubro, que captura mais ao menos a perspectiva de redução da parcela (do auxílio), o retorno deve ser maior e o desemprego deve subir com mais força", disse João Leal, economista da Rio Bravo Investimentos.

O estrago da pandemia já era captado na taxa composta de subutilização, espécie de indicador ampliado de desemprego, que considera também os trabalhadores que não procuraram uma vaga, mas gostariam de trabalhar. No terceiro trimestre, essa taxa ficou em 30,3% - também recorde. Na prática, 33,179 milhões de brasileiros estão sem trabalho, o equivalente à população de Angola, um salto de 20,9% sobre o terceiro trimestre de 2019.

Por isso, alguns economistas dizem que, na prática, o desemprego já está aí. O crescimento da taxa se dará apenas por uma questão metodológica.

Para reverter o quadro, seria preciso recuperar as vagas, formais e informais, perdidas na crise, mas, conforme os dados do IBGE, o terceiro trimestre ainda foi de perdas. Na passagem do primeiro trimestre para o segundo, a pandemia abateu 8,876 milhões de postos, entre formais e informais, como sinaliza a variação da população ocupada total, que tombou 9,6%. Já no terceiro trimestre, o total de ocupados ficou em 82,464 milhões, 1,1% abaixo do segundo trimestre, indicando o corte de mais 883 mil vagas.

Economistas especializados fazem contas para chegar a dados "mensalizados", que mostram criação de vagas em agosto e setembro, ainda que em escala insuficiente para recuperar as perdas, ressaltou Daniel Duque, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Só que, com os dados de julho, isso não aparece no trimestre como um todo.

Mesmo assim, para Adriana Beringuy, gerente da Pnad Contínua, a redução no ritmo trimestral de fechamento de vagas já pode ser considerada um processo de melhora. Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, são 870 mil trabalhadores informais a mais ocupados, indicando que a flexibilização do isolamento social permitiu que uma parte dos informais voltasse às ruas.

Sem essa alta, o número total de fechamento de vagas no terceiro trimestre seria ainda maior. A variação da população ocupada aponta para o fechamento de 788 mil postos formais ante o segundo trimestre. 

 

Fonte: por Agência Estado

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que, em Roraima, a taxa de desocupação, no 3° trimestre de 2020, foi de 18,5%, a mais alta da série histórica iniciada em 2012.

Um crescimento de 2,2 pontos percentuais (p.p.) em relação ao trimestre de abril a junho deste ano (13,3%) e 3,5 p.p. frente ao terceiro trimestre de 2019 (15%).

É a sexta maior taxa de desocupação entre todas as unidades da Federação. Esta taxa cresceu em 10 estados. As demais 17 mantiveram estabilidade.

Em Roraima, a taxa de desocupação foi de 45,7% no grupo etário de 14 a 17 anos e de 35,4%, no grupo de 18 a 24 anos de idade. A menor taxa foi registrada no grupo de mais de 60 anos (5,9%).

No 3° trimestre de 2020, a taxa composta de subutilização da força de trabalho aqui (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de 38,3%.

O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada no Estado foi de 66,3% dos empregados do setor privado. E o percentual da população ocupada em Roraima de trabalhadores por conta própria foi de 29,1%.

O rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas ocupadas com rendimento de trabalho foi estimado em R$ 2.489. Esse resultado ficou estável em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.529) e aumentou em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.441).

Em Roraima, a taxa de informalidade no 3° trimestre de 2020 ficou em 46,1% da população ocupada. Entre as unidades da Federação, as maiores taxas foram observadas no Pará (60,9%), Maranhão (58,8%) e Amazonas (56,4%), e as menores em Santa Catarina (26,9%), Distrito Federal (28,6%) e São Paulo (29,1%).

 



Fonte: Unidade Estadual do IBGE em Roraima

A queda de 0,4% nas vendas do varejo no segmento de supermercados, na passagem de agosto para setembro, foi marcada pelo impacto negativo da pressão da inflação de alimentos, segundo Cristiano Santos, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Divulgada nesta quarta-feira, 11, a PMC apontou alta de 0,6% nas vendas do varejo em setembro ante agosto.

O pesquisador destacou que a receita nominal do segmento de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo subiu 1,9% em setembro ante agosto, mas, com o deflacionamento, a variação do volume de vendas passou para o "campo negativo".

"A influência da inflação no volume é clara, sobretudo nos alimentos", afirmou Santos, em entrevista coletiva online para comentar os números.

Questionado se, além da inflação, a redução do valor do auxílio emergencial pago pelo governo federal a trabalhadores informais de baixa renda, para mitigar os efeitos da crise causada pela pandemia de Covid-19, teria efeito também sobre o desempenho das vendas dos supermercados, Santos destacou que os impactos da transferência de renda ainda foram positivos em setembro. A partir daquele mês, o valor mensal do auxílio foi reduzido de R$ 600 para R$ 300.

"Com relação à diminuição do auxílio, a leitura é que, no mês de setembro, ele foi positivo para o rendimento das famílias", disse Santos.

Segundo o pesquisador do IBGE, as vendas do varejo também tiveram um impulso positivo do crédito, com a redução dos juros aos níveis mínimos já registrados contribuindo para o aumento das concessões de financiamentos, enquanto a inadimplência permanece baixa.

 

Fonte: Por ESTADÃO CONTEÚDO

 

 
Pressionado pelos preços dos alimentos, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), acelerou a 0,94% em outubro, segundo divulgou nesta sexta-feira (23) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior taxa para o mês desde 1995 e da maior alta mensal desde dezembro do ano passado.

O indicador – que é considerado uma prévia da inflação oficial do país – mostrou forte aceleração em relação ao índice de setembro, quando ficou em 0,45%.

No ano, a prévia da inflação acumulou alta de 2,31% e em 12 meses atingiu 3,52%, acima dos 2,65% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores mas ainda abaixo do centro da meta para o ano, que é de 4%.

IPCA-15: prévia da inflação oficial acelera a 0,94% em outubro — Foto: Economia G1

 

O resultado do IPCA-15 de outubro veio acima do esperado pelo mercado. Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 0,81% para o período.

O que mais subiu?

A maior pressão de alta em outubro veio dos alimentos, que representaram praticamente metade da variação do IPCA-15 no mês.

O grupo alimentos e bebidas subiu 2,24%, com impacto de 0,45 ponto percentual no índice de outubro. O item que mais pesou individualmente foi carnes (aumento de 4,83% no mês e impacto de 0,13 p.p.). Após a quinta alta consecutiva, os preços da carne acumulam no ano avanço de 11,4%.

O índice também foi puxado pelo aumentos dos preços do óleo de soja (22,34%), do arroz (18,48%), do tomate (14,25%) e do leite longa vida (4,26%).

Os alimentos para consumo fora do domicílio registraram alta (0,54%), com destaque para a refeição, que acelerou de 0,09% em setembro para 0,93% em outubro.

Por outro lado, houve queda nos preços da cebola (-9,95%) e da batata-inglesa (-4,39%).

O grupo dos transportes teve a segunda maior variação entre os 9 grupos pesquisados (1,34%), puxado pelas passagens aéreas, que subiram 39,90% e responderam por 0,13 p.p. do IPCA-15 de outubro. O segundo maior impacto veio da gasolina, que subiu 0,85%, sua quarta alta consecutiva, embora menos intensa que no mês anterior (3,19%). Já os preços do seguro voluntário de veículo subiram 2,46%, após sete meses consecutivos de quedas.

Os artigos de residência subiram 1,41%, com destaque para as altas no mobiliário (1,75%) e TV, som e informática (1,68%).

O único grupo a apresentar queda em outubro foi Educação (-0,02%).

Veja o resultado para cada um dos 9 grupos pesquisados pelo IBGE

  • Alimentação e bebidas: 2,24%
  • Habitação: 0,40%
  • Artigos de residência: 1,41%
  • Vestuário: 0,84%
  • Transportes: 1,34%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,28%
  • Despesas pessoais: 0,14%
  • Educação: -0,02%
  • Comunicação: 0,23%

Em outubro, o IPCA-15 subiu em todas as regiões pesquisadas pelo IBGE. A maior inflação foi registrada na região metropolitana de Fortaleza (1,35%). Já a menor variação foi a da região metropolitana de Salvador (0,43%).

"Nos chama atenção que a difusão tem subido de maneira geral ao longo do ano, o que é esperado uma vez que o choque pós pandemia deprimiu muitos produtos, mas começa a chegar a patamares elevados", avaliou o economista-chefe da Necton, André Perfeito. "Temos que observar com atenção a evolução da difusão para ver se o choque do câmbio que bateu em alimentos não se espalha para o resto. Vale notar que a proporção de bens comercializáveis no IPCA, ou seja, preços sensíveis à variação do câmbio uma vez que são "exportáveis" é de 52% do total da cesta".

Perspectivas e meta de inflação

Apesar da aceleração dos preços nos últimos meses, a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central do governo para o IPCA, de 4%. Segundo o relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, os analistas do mercado financeiro estimam uma inflação de 2,65% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 2% – mínima histórica. O mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros neste patamar até o fim deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa do mercado é que a Selic vá a 2,5% ao ano.

Para Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco digital Modalmais, o resultado do IPCA-15 de outubro reforça a perspectiva de aceleração da inflação na reta final do ano. "O avanço nos serviços subjacentes foi um pouco mais forte do que o que supúnhamos. Mantemos nossa projeção de IPCA inalterada para 2020 (3%) e 2021 (3.15%), o risco central no curto prazo permanece do lado fiscal", afirmou.

Embora o risco fiscal e a inflação de curto prazo mais alta façam com que a curva de juros precifique níveis bastante elevados para a Selic no fim de 2021, analistas mantêm a avaliação de que as pressões inflacionárias devem ter pouca influência na decisão do Copom na próxima semana, destaca o Valor Online.

Entenda o IPCA-15

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 12 de setembro a 13 de outubro e comparados com aqueles vigentes entre 14 de agosto e 11 de setembro.

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia é a mesma do IPCA, índice oficial da variação média de preços no país. O que muda é apenas o período da coleta e a abrangência geográfica.

 

Fonte: Por Darlan Alvarenga, G1

Dois anos após a recessão econômica de 2014 a 2016, as empresas permaneceram fechando as portas no País. No ano de 2018, 65,9 mil empreendimentos encerraram suas atividades. O resultado representa uma piora em relação a 2017, quando houve fechamento de 22,9 mil empresas.

Em cinco anos de saldos negativos consecutivos, o Brasil já perdeu 382,5 mil empresas. Os dados são do levantamento Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo 2018, divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A extinção de empresas afeta também o total de empregados. Em cinco anos de dificuldades e fechamentos de empreendimentos, 2,9 milhões de trabalhadores perderam seus postos de trabalho. No ano de 2018, porém, houve aumento de 0,9% no pessoal ocupado total em relação a 2017, mais 335,3 mil pessoas.

O Cadastro Central de Empresas (Cempre) somava 4,4 milhões de companhias ativas em 2018, com idade média de 11,6 anos. Essas empresas ocupavam 38,7 milhões de pessoas, sendo 32,3 milhões (83,5%) como assalariadas e 6,4 milhões (16,5%) de sócios ou proprietários. A massa salarial paga por essas entidades totalizou R$ 1,1 trilhão, com um salário médio mensal de 2,7 salários mínimos, o equivalente a R$ 2.559,66.

A atividade de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas teve o maior saldo negativo de empresas no ano: -88,7 mil. Já o setor de Saúde humana e serviços sociais registrou o saldo mais positivo: 23,8 mil companhias a mais.

Em 2018, taxa de sobrevivência das empresas foi de 84,1%: de um total de 4,4 milhões de empresas ativas em 2017, cerca de 3,7 milhões permaneceram ativas em 2018. A taxa de saída foi de 17,4%, superando a taxa de entrada de 15,9%.

As maiores taxas de entrada ocorreram no Amazonas (22,1%), Maranhão (20,5%) e Amapá (20,4%), enquanto as menores foram as do Rio Grande do Sul (13,3%), Santa Catarina (14,1%) e Minas Gerais (14,9%).

As taxas de saída mais elevadas foram as do Amazonas (21,6%), Pará (20,8%) e Distrito Federal (20,7%), e as menores taxas ocorreram em Santa Catarina (13,4%), Rio Grande do Sul (15,5%), Paraná (15,9%) e Piauí (15,9%).

O IBGE informou ainda que houve um aumento de 11,9% no número de empresas empreendedoras em 2018, totalizando 22.732 companhias, interrompendo cinco anos seguidos de quedas.

As empresas de alto crescimento, chamadas de empreendedoras, são aquelas com pelo menos 10 empregados assalariados que aumentaram as contratações acima de 20% ao ano por três anos. Apesar da melhora em 2018, o número de empresas de alto crescimento no ano foi o terceiro menor da série. No início da série, em 2008, havia 30.954 empresas de alto crescimento. O melhor desempenho foi em 2012, com 35.206 empresas, e o menor, em 2017, 20.306.

 

Fonte: Daniela Amorim

A taxa de desemprego no Brasil subiu para o recorde de 13,8% no trimestre encerrado em julho, atingindo 13,13 milhões de pessoas, com um fechamento de 7,2 milhões de postos de trabalho em apenas 3 meses. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua), divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da maior taxa de desemprego da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012, refletindo os impactos da pandemia de coronavírus, que vêm afetando a economia desde o final de março.

O índice corresponde a um aumento de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em fevereiro (12,6%), e de 2 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2019 (11,8%).

O resultado ainda ficou um pouco acima da mediana das previsões em pesquisa da Reuters, de que a taxa ficaria em 13,7% no período.

Em termos de número de desempregados, o contingente de 13,13 milhões no trimestre encerrado em julho é o maior desde abril do ano passado, quando os desocupados somavam 13,17 milhões. O recorde histórico foi registrado em março de 2017 (14,1 milhões).

População ocupada cai para mínima histórica

A população ocupada encolheu 8,1% em 3 meses, recuando para 82 milhões, o menor contingente da série. O número representa uma redução de 7,2 milhões pessoas em relação ao último trimestre pré-pandemia (o encerrado em fevereiro) e de 11,6 milhões na comparação anual.

Na comparação com janeiro, quando o país atingiu o recorde de pessoas ocupadas no mercado de trabalho, houve uma perda de 12,1 milhões de postos de trabalho.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) também caiu para o patamar mais baixo da série, para 47,1%.

A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, explica apontou que a taxa de desemprego apresentou comportamento contrário ao observado nos últimos 3 anos, quando sempre apresentou queda no trimestre encerrado em julho. Segundo ela, isso dimensiona a extensão da crise provocada pela pandemia.

“A gente está vivendo um momento de grandes impactos no mercado de trabalho, sobretudo pela redução de pessoas na ocupação. Então, isso mostra não apenas o impacto causado dentro do ano de 2020, como a reversão de uma sazonalidade que a gente vinha observando em anos anteriores”, destacou.

Recorde de desalentados e subutilizados

A população desalentada (que não buscaram trabalho, mas que gostariam de conseguir uma vaga e estavam disponíveis para trabalhar) também atingiu novo recorde de 5,8 milhões de pessoas, com alta de 15,3% (mais 771 mil pessoas) em relação ao trimestre encerrado em fevereiro e de 20% (mais 966 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019.

O IBGE lembrou que “o isolamento social implicou ou interrupções de atividades econômicas”, impedindo a busca por emprego, mas ponderou que outros fatores podem ter inferido na alta dessa população. “Pode ser um processo que se retroalimenta, de pessoas que já vinham em uma situação de desalento, que se intensificou agora”, avaliou a pesquisadora.

Já a população fora da força de trabalho atingiu o recorde da série e chegou a 79 milhões de pessoas, um acréscimo de 8 milhões em relação ao trimestre anterior e de 14,1 milhões em 12 meses.

população subutilizada (32,9 milhões de pessoas) também foi recorde, subindo 14,7% (mais 4,2 milhões de pessoas) frente ao trimestre anterior e de 17% (mais 4,8 milhões de pessoas) contra o mesmo trimestre de 2019.

A expectativa dos analistas é que com uma flexibilização cada vez maior do distanciamento social, a tendência é que um número maior de pessoas voltem a buscar trabalho.

Postos com carteira assinada atingem mínima histórica

categoria dos empregados no setor privado com carteira de trabalho no setor privado foi estimada em 29,4 milhões de pessoas, menor nível da série histórica, o que representa uma queda de 8,8% (menos 2,8 milhões) na comparação com o trimestre encerrado em fevereiro e de 11,3% (menos 3,8 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019

Já o número de empregados sem carteira assinada (8,7 milhões de pessoas) caiu 14,2% (menos 1,4 milhão de pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior e 25,4% (menos 3,0 milhões) em 12 meses.

número de trabalhadores por conta própria somou 21,4 milhões de pessoas, o que representa uma queda de 8,4% (menos 2,0 milhões) frente ao trimestre anterior e de 11,6% (menos 2,8 milhões) ante o mesmo período de 2019.

Comércio segue liderando perda de vagas

Dos 10 grupos de atividade analisados, 8 tiveram perda de postos de trabalho. O comércio foi mais uma vez o setor mais atingido: 1,6 milhão de pessoas a menos, o que corresponde a uma redução de 9,7% em relação ao último trimestre. Em seguida, aparece alojamento de alimentação (-23,2% ou perda de 1,1 milhão de postos).

Na indústria, houve queda de 8% (menos 916 mil postos) e, na construção, redução de 9,5% (menos 559 mil pessoas), perdas menos intensas do que as verificadas no trimestre encerrado em junho. “Essa queda menor pode indicar um retorno de trabalhadores nesses setores, que foram beneficiados com a flexibilização da quarentena. Por exemplo, algumas obras interrompidas já voltaram e o comércio informal também”, destacou a analista.

Informalidade diminui e trabalho doméstico chega ao menor nível da série

Com uma perda maior de número de postos de trabalho informais, a taxa de informalidade encolheu para 37,4% da população ocupada, o equivalente a 30,7 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa fora de 38,8% e, no mesmo trimestre de 2019, estava em 41,3%.

Já o número de trabalhadores domésticos atingindo o menor patamar da série histórica, encolhendo para 4,6 milhões de pessoas, com queda de 16,8% (menos 931 mil pessoas) frente ao trimestre anterior, e de 26,9% (menos 1,7 milhão de pessoas) em 12 meses.

O rendimento médio real habitual ficou em R$ 2.535 no trimestre terminado em julho, alta de 4,8% frente ao trimestre anterior e 8,6% em relação ao mesmo trimestre de 2019, explicada também pela queda mais acentuada no número de trabalhadores informais. Já a massa de rendimento real do trabalho teve redução de 3,8% (menos R$ 8 bilhões) em 3 meses e de 4,7% (menos R$ 10 bilhões) na comparação anual.

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Sul e Sudeste do Pará

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