Residência aprimora técnicas de artistas plásticos em Parauapebas

Francisco da Silva aprendeu a desenhar em um projeto social para crianças e adolescentes vulneráveis, em Parauapebas, e nunca mais parou. E foi na terra natal que o desenhista de 35 anos teve a mais recente oportunidade para desenvolver sua técnica. Conhecido artisticamente como Sansão Anticorpus, Francisco foi um dos três selecionados, dentre 17 inscritos, para participar do programa de residência em artes plásticas, promovido pelo projeto Movimenta Pebas, que tem o patrocínio da Vale via Lei de Incentivo à Cultura. 

Os artistas selecionados passarão por uma tutoria no ateliê do experiente artista plástico Afonso Camargo Fona. “A proposta da residência é entender o aluno, avaliar seu perfil, analisar tecnicamente as obras para, em seguida, trabalhar no desenvolvimento de métodos, práticas e processos que permitam ao participante se desprender de conceitos pré-determinados e buscar outros traços”, ensina Fona.

Radicado em Parauapebas desde 1991, Afonso Camargo Fona foi restaurador no Teatro Amazonas e aderecista nos bois Caprichoso e Garantido, no Festival de Parintins (AM). Atualmente, além do ateliê de criação, participa de projetos educativos e desenvolve experimentos com pigmentos naturais oriundos do ferro, manganês e outros minérios abundantes na região de Carajás. Ele receberá os outros dois residentes selecionados, Iramar Cândido (Iramar Art) e Vagner Silva (Gomes .R. Ferreira), até concluir a residência durante essa semana.

Iramar tem 39 anos e vive em Parauapebas há 11. Gosta de pintar predominantemente paisagens. Atualmente, trabalha com pintura de casas, muros e letreiro. Já Gomes R. Ferreira, esteve em Parauapebas durante os seus 35 anos de idade. Ele aprendeu a pintar ainda no ginásio, mas se aprofundou na técnica há dois anos. Dos três, Sansão Anticorpus é o mais experiente: já apresentou seus desenhos em exposições no museu do Louvre, em Paris, e em Dublin, na Irlanda.

Antes da escolha dos três residentes, o programa promoveu três aulas on-line (Youtube), ministradas por Afonso Camargo Fona, para os 17 inscritos na primeira fase do programa. Os encontros ficarão à disposição do público até 18 de junho. “As aulas tiveram como objetivo apresentar a trajetória e a experiência técnica e artística de uma referência no cenário das artes plásticas em Parauapebas e incentivar o desenvolvimento de novos pintores, desenhistas e escultores”, explica o coordenador e curador do Movimenta Pebas, Gilberto Scarpa, que participou da seleção dos portfólios para a residência. Para ele, “os trabalhos inscritos, têm, no geral, boa qualidade técnica e criativa”, e projeta o desenvolvimento de novas ações neste campo.

Um dos resultados da residência é a produção, por cada artista, de uma obra. Os trabalhos serão expostos em galeria virtual na página eletrônica do Movimenta Pebas a partir do dia 18 de junho.

 

Movimenta Pebas estimula a cultura local


O Movimenta Pebas oferece programação diversificada e totalmente gratuita à população nas áreas de teatro, dança, música, audiovisual e artes plásticas. O projeto também investe na produção e na capacitação dos artistas locais, impulsionando a rede produtiva da cultura e gerando renda.

Adaptado para promover ações também durante a pandemia, o Movimenta Pebas já selecionou, por meio de concurso cultural, cinco peças teatrais de curta duração que estão sendo montadas com recursos do projeto. Além disso, mais de 200 jovens e adultos de Parauapebas participaram de aulas e cursos on-line de capacitação em diferentes modalidades de dança com a equipe da renomada Corpo Escola de Dança, do Grupo Corpo.

Na etapa de música, o projeto selecionou, produziu e divulgou dez videoclipes com músicas inéditas de compositores daquele município. O projeto também promoveu dois cursos on-line sobre a história do Cinema e uma mostra de curtas-metragens na sua página eletrônica.

O Movimenta Pebas tem patrocínio da Vale, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, apoio da Prefeitura Municipal de Parauapebas, Secretaria Municipal de Cultura, através do Centro Cultural de Parauapebas - CCP e Instituto Vivas e é realizado pela Vivas Cultura e Esporte, Ministério do Turismo e Secretaria Especial da Cultura - Governo Federal.

 

Fonte: Nadia Farias 

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