"A sensação é de que vivemos dez anos em um. E ainda temos muito mais trabalho a mostrar. Nem tenho dúvidas disso". A declaração da líder de atendimento Claudiene Quaresma ilustra o tamanho da importância, para a saúde pública, da Policlínica Metropolitana, entregue pelo Governo do Pará há exatamente um ano. Nesse primeiro ano de funcionamento da unidade de média e alta complexidade, os atendimentos já chegam a quase 900 por mês, tornando o nome Poli Metropolitana um símbolo, notadamente no combate à Covid-19. O reconhecimento veio do Ministério da Saúde, e já está grafado em placa afixada na entrada do prédio, desde quarta-feira (13).

O espaço conta com 52 consultórios e dez salas de recepção, que têm capacidade para 350 pessoas em espera de atendimento, simultaneamente. Com mais de 2.500 m² de área construída e três pavimentos, a unidade ambulatorial oferece mais de 40 especialidades clínicas e cirúrgicas, além de exames e diversos procedimentos ambulatoriais. É possível buscar assistência de segunda a sexta-feira, das 6h30 às 19 h.

Ao longo de 2020 foram registrados 70.056 atendimentos e 337.952 exames. Entre 22 de abril e 2 de julho, o perfil original da unidade foi modificado para atender, exclusivamente, pacientes com sintomas leves e moderados de Covid-19. A iniciativa do Estado logo ganhou desdobramento com as policlínicas itinerantes, que passaram por 49 municípios do Pará, atendendo 69.130 pessoas em momentos críticos da pandemia.

Em outubro e novembro passado foram lançados os programas Pré-Operatório Rápido, para atender usuários da rede de saúde estadual na realização de exames necessários a cirurgias, inclusive nas áreas de cardiologia e anestesiologia, e o Pós-Covid, voltado a quem adoeceu, se curou, mas tem queixas clínicas que devem e precisam ser investigadas e tratadas.

Eficiência - O secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, lembra o desafio de abrir uma unidade de atendimento tão necessária e esperada, e que logo em seguida se tornaria referência nacional no tratamento de Covid-19. "Em mais de uma reunião com o Ministério da Saúde fomos tratados como case de sucesso. Vieram aqui para ver qual era o nosso diferencial e como conseguimos contornar a subida da curva de contágio. E foi sucesso, porque paramos os atendimentos que eram feitos aqui para atender a população da Região Metropolitana de Belém quando a capital estava colapsando. Teríamos tido muito mais mortes sem essa virada de chave", informa o secretário. 

Ele também confirmou que, além da Policlínica de Castanhal, que está em construção, outras duas serão implantadas no interior, em locais que ainda serão definidos. Rômulo Rodovalho reconheceu que os resultados positivos se devem, principalmente, ao empenho do quadro de funcionários. "Não adianta a melhor estrutura sem o servidor, que recebe de braços abertos o paciente e se dedica em fazer o melhor. A vocês, a nossa mensagem de agradecimento", acrescenta.

Especialidades - Liliam Gomes, diretora executiva da Policlínica Metropolitana, ressalta que até a entrega da unidade havia uma grande lacuna de atendimentos especializados. "Chegamos com uma oferta de especialidades concentradas em um único prédio, e com um rol de exames que possibilita aos especialistas a conclusão diagnóstica", informa. Toda essa estrutura foi decisiva para a mudança de perfil durante os meses mais críticos da pandemia.

"Enquanto centro diagnóstico, tínhamos todo o parque tecnológico e os profissionais necessários para facilitar e dinamizar o diagnóstico, evitando que os casos fossem agravados e possibilitando o tratamento em casa", enfatiza a diretora.

Por conta da criação do Programa Pós-Covid, Liliam Gomes não descarta a ampliação dos serviços em médio prazo. "O projeto tende a ser reavaliado de acordo com as demandas epidemiológicas e nosológicas, e a gente espera cada vez mais contribuir para uma saúde pública de excelência, e cada vez mais humanizada", garante.

Acolhimento - A enfermeira Dairla Farias também atua na Poli Metropolitana desde 13 de janeiro de 2020. Assim como Claudiene Quaresma, ela destaca que a humanização e o acolhimento aos pacientes são regras na rotina de trabalho. "E isso causa estranheza. Muitos falam 'mas aqui é SUS mesmo?'. O Sistema Único de Saúde é assim. A gente tem que atender com qualidade, de forma humanizada. A Policlínica vem trazer esse tipo de atendimento, integral. A gente não olha só a doença; olhamos todo o contexto", afirma a profissional.

Claudiene Quaresma complementa a colega de trabalho. "O SUS é pouco conhecido por aqui, e as pessoas associam a um atendimento ruim. Mas o que a gente vê são muitos saindo satisfeitos de ter um atendimento desses. A Poli ainda tem muito a mostrar", frisa.

 

Fonte: Por Carol Menezes (SECOM)

Em novembro de 2020, a produção industrial teve alta de 1,2% frente outubro, na série com ajuste sazonal e em sua sétima alta seguida, informou o IBGE nesta sexta-feira (8).

Somado ao crescimento de maio (8,7%), junho (9,6%), julho (8,6%), agosto (3,4%), setembro (2,8%) e outubro (1,1%), o setor acumula alta de 40,7%, o que elimina a perda de 27,1% entre março e abril, meses em que o isolamento social foi mais rigoroso e fez a indústria atingir o nível mais baixo da série. Com isso, o setor está 2,6% acima do patamar pré-pandemia, em fevereiro.

O número, contudo, foi levemente abaixo do esperado pelos economistas consultados pela Refinitiv, que esperavam alta de 1,3% em novembro na base de comparação mensal e de 3,5% na comparação com novembro de 2019. Em relação a novembro de 2019, a indústria avançou 2,8%.

De janeiro a novembro de 2020, o setor acumula perda de 5,5%. No acumulado em 12 meses, a queda foi de 5,2%. Mesmo com o desempenho positivo recente, a produção industrial ainda se encontra 13,9% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.

Todas as grandes categorias apresentaram alta frente a outubro, com destaque para Bens de capital (7,4%) e Bens de consumo duráveis (6,2%), que tiveram as maiores taxas positivas. É o sétimo mês seguido de expansão na produção em ambas, com acúmulo de 129,7% na primeira e 550,7% na segunda. As duas categorias estão acima do patamar pré-pandemia: 12,2% e 2,7%, respectivamente.

Ainda na comparação com outubro, Bens de consumo semi e não duráveis (1,5%) e Bens intermediários (0,1%) também cresceram em novembro, revertendo as quedas de 0,1% e 0,4%, respectivamente, no mês anterior.

Para o gerente da pesquisa, André Macedo, o resultado de novembro mostra a manutenção do quadro dos últimos meses. “O avanço é quase o mesmo do mês anterior e faz com que o setor siga ampliando o aumento com relação ao patamar pré-pandemia. E houve um predomínio no crescimento, ou seja, todas as categorias e a maior parte das atividades tiveram aumento”, explica.

O setor de Veículos automotores, reboques e carrocerias segue sendo a maior influência da indústria nacional. Com a alta de 11,1% apresentada em novembro frente a outubro, a atividade, após quedas nos meses críticos da pandemia, acumula expansão de 1.203,2% em sete meses consecutivos, superando em 0,7% o patamar de fevereiro.

A magnitude do crescimento e a importância do setor na indústria também se dá nos reflexos em outros ramos, já que a produção de veículos influencia em atividades como metalurgia, com estímulo da produção de aço, e outros produtos químicos, área que engloba tintas de pintura, por exemplo. Ambas tiveram alta em novembro, de 1,6% e 5,9%, respectivamente. “É a tendência deste período de retomada da produção após os meses mais rigorosos de isolamento”, afirma Macedo sobre o crescimento no setor de veículos.

Outras atividades deram contribuições positivas relevantes ao resultado de novembro, como Confecção de artigos do vestuário e acessórios (11,3%), Máquinas e equipamentos (4,1%), Impressão e reprodução de gravações (42,9%), Couro, artigos para viagem e calçados (7,9%), Bebidas (3,1%), Produtos de metal (3,0%) e Outros equipamentos de transporte (12,8%).

Entre as nove atividades que tiveram queda, os principais impactos negativos foram: Produtos alimentícios (-3,1%), que acumula redução de 5,9% em dois meses consecutivos de queda, o que eliminou a expansão de 4,0% registrada entre julho e setembro; Indústrias extrativas (-2,4%), com o terceiro mês seguido de queda na produção, com perda acumulada de 10,4%; e Produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que diminuiu 9,8%), interrompendo dois meses de resultados positivos consecutivos.

 

Fonte: Por Equipe InfoMoney

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (5) a um grupo de apoiadores que o “Brasil está quebrado” e que, por isso, ele não consegue “fazer nada”.

O presidente deu a declaração durante uma conversa na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, antes de seguir para o trabalho no Palácio do Planalto.

Bolsonaro foi abordado por um apoiador. Ao responder a ele, fez uma avaliação pessoal sobre a situação do país. O presidente também disse que o coronavírus foi "potencializado" pela mídia. O Brasil tem, até esta terça, 196.641 mortes pela Covid-19.

"Chefe, o Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, teve esse vírus potencializado pela mídia que nós temos aí, essa mídia sem caráter”, afirmou Bolsonaro na conversa com os apoiadores.

A mudança na tabela do Imposto de Renda, mencionada por Bolsonaro, foi uma promessa de campanha do presidente.

Hoje, a faixa de isenção é de R$ 1.903,98. A última atualização nos valores da tabela foi feita em 2015. Somente em 5 dos últimos 24 anos a tabela foi reajustada acima da inflação. Com isso, os valores estão defasados.

Em maio de 2019, Bolsonaro disse que reajustaria a tabela pela inflação daquele ano. Em dezembro de 2019, durante encontro com a imprensa no Palácio do Alvorada, ele voltou a falar no assunto e, dessa vez, defendeu que o limite de isenção subisse para R$ 3 mil. Até agora, porém, nenhuma mudança foi feita.

 

Fonte: Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

1 – Exterior mantém Ibovespa acima de 120 mil pontos

A bolsa paulista beneficiava-se do apetite a risco global no primeiro pregão de 2020, com o Ibovespa renovando recorde intradia nesta segunda-feira, em meio a expectativas atreladas à recuperação da economia mundial.

Na visão da equipe da  SulAmérica (SULA11) Investimentos, os mercados refletem a antecipação de um quadro de retomada das principais economias em um contexto de estímulos fiscais e monetários sem precedentes e o avanço gradual do processo de vacinação.

Em Wall Street, os futuros acionários também apontavam uma abertura recorde para o S&P 500 (SPX) e o Dow Jones (DJI), ampliando o rali desde o ano passado. Entre as commodities, o petróleo também avançava, assim como o minério de ferro.

No Brasil, “o Ibovespa deve continuar buscando se firmar acima dos 120 mil pontos, favorecido pelo ambiente externo mais otimista, a volta dos estrangeiros e sinais de recuperação econômica doméstica”, avalia a equipe da SulAmérica.

2 – Sinais de esgotamento

O desempenho instável do Ibovespa, nesta manhã de segunda-feira (04), é um sinal de alerta para quem esperava uma arrancada do índice neste primeiro pregão de 2021, após a forte aceleração de dezembro e o estabelecimento de um novo recorde.

O mais preocupante, contudo, é que o que se vê hoje pode não ser circunstancial. Segundo Maurício Camargo, analista gráfico da Ágora Investimentos, o Ibovespa encerrou dezembro com sinais de esgotamento da tendência de alta.

Para Camargo, o fato de o Ibovespa encerrar o ano próximo de seu teto histórico de 119.500 pontos acentua essa suspeita. Por isso, o analista alerta que, nos próximos dias, é possível que o índice recue, com o mercado realizando lucros. Nesse caso, o piso de baixa estaria em 155 mil pontos.

3 – Acionistas da Peugeot aprovam fusão com Fiat

Acionistas da PSA, dona da Peugeot, deram luz verde nesta segunda-feira à fusão com a Fiat Chrysler (FCA), um dos últimos passos para a criação da quarta maior montadora de veículos do mundo.

Em uma assembleia especial de acionistas, o acordo para formar a nova empresa chamada Stellantis foi apoiado pelos principais investidores, incluindo a família Peugeot, a chinesa Dongfeng e o Estado francês, via Bpifrance.

Todos os outros acionistas da PSA apoiaram o negócio em uma segunda reunião realizada online com uma taxa de aprovação de 99,85% entre os votos expressos. Os investidores da FCA devem fazer o mesmo em outra reunião ainda nesta segunda-feira.

A companhia atribuiu o resultado ao “forte desempenho das vendas do e-commerce (1P+3P) que apresentaram evolução de 125,2%”

4 – Via Varejo tem alta de 20,2% em vendas no Natal de 2020

Via Varejo (VVAR3) divulgou nesta segunda-feira alta de 20,2% nas vendas no período de 19 a 25 de dezembro frente ao mesmo período do ano anterior, considerando a métrica de Gross Merchandise Volume (GMV), segundo dados preliminares e não auditados.

Em fato relevante, a companhia atribuiu o resultado ao “forte desempenho das vendas do e-commerce (1P+3P) que apresentaram evolução de 125,2%” ano a ano.

A Via Varejo ainda disse que a participação do vendedor online (‘me chama no Zap’) foi de 24% das vendas do comércio eletrônico no período, de 16% no terceiro trimestre de 2020.

5 – Indústria dos Estados Unidos encerra 2020 na máxima em 6 anos

A atividade industrial dos Estados Unidos acelerou no ritmo mais forte em mais de seis anos em dezembro, ampliando a recuperação que elevou os preços de bens ao maior patamar desde 2011, conforme a pandemia de coronavírus afeta as cadeias de oferta.

O IHS Markit informou que seu PMI final de indústria dos EUA subiu a 57,1 em dezembro, de 56,7 em novembro e preliminar de 56,5. Leitura acima de 50 indica expansão.

O índice terminou 2020 no nível mais alto desde setembro de 2014, com o resultado de dezembro marcando o oitavo mês seguido de melhora, após o índice atingir o patamar mais baixo em mais de uma década em abril, diante das medidas de contenção ao coronavírus.

 

Fonte: Por Equipe Money Times

 

A indústria automobilística recuperou, no mês passado, os níveis de produção e exportação de novembro de 2019. A quantidade de unidades licenciadas, porém, ficou abaixo da registrada anteriormente, de acordo com balanço divulgado hoje (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O relatório mostra que a demanda do mercado interno diminuiu 7,1%, em comparação com 2019. Foram 225.010 unidades, contra 242 mil.  No ano, 1.814.470 automóveis foram emplacados.

Ao contrário das vendas, a produção apresentou leve aumento, de 0,7%, com um total de 238,2 mil autoveículos. Conforme a Anfavea, o volume foi insuficiente para atender ao mercado.

No acumulado do ano, a produção chegou à marca de 1.804.759 unidades, 35% a menos que a do ano passado. Em novembro, também saíram das esteiras de montadoras 11,5 mil caminhões, 1,7 mil ônibus e 5 mil máquinas agrícolas e rodoviárias.

Em entrevista coletiva, representantes da Anfavea também destacaram números relativos à exportação. Em novembro, 44.007 unidades foram enviadas ao exterior, o que se traduziu no melhor resultado desde agosto de 2018. A alta no índice, explicaram, se deu em virtude do represamento que vem ocorrendo nos últimos meses por causa da pandemia de covid-19. Ao longo de todo o ano, 285.925 unidades foram exportadas, número 28,4% inferior ao de 2019. 

O presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, disse que a produção de dezembro é algo que não se prevê facilmente e destacou alguns desafios que o setor enfrenta. Segundo ele, a falta de matéria-prima é o mais preocupante, porque pode significar a paralisação das montadoras. 

"O risco de paralisação é muito alto", afirmou. "Esse é um desafio muito difícil de se administrar."

Em novembro, as oportunidades de trabalho oferecidas pelo setor também pioraram. Na virada de outubro para o mês passado, o total de vagas passou de 121,4 mil para 120,8 mil. Moraes afirmou que, no período, 1.284 funcionários deixaram as funções por aderir a programas de demissão voluntária (PDVs) ou foram demitidos após contratos temporários serem encerrados. 

 

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

A Vale apresentou hoje (2/12), durante encontro virtual com investidores, meta de reduzir em 15% as emissões líquidas de escopo 3, relativas à sua cadeia de fornecedores e clientes, até 2035. O percentual de redução considera como base o ano de 2018, quando foram contabilizadas 586 milhões de toneladas de CO2 equivalente (MTCO2eq) oriundas da sua cadeia de valor. A companhia espera atingir 496 MTCO2eq em 2035, uma diferença de 90 MTCO2eq em relação ao registrado em 2018 - volume igual às emissões do Chile relacionadas ao uso da energia no mesmo ano, de acordo com relatório da Agência Internacional de Energia. A meta será revista em 2025 e, depois, a cada cinco anos. Hoje, 98% das emissões de CO2 da Vale são provenientes de escopo 3.

A meta já considera o aumento de capacidade de produção para 400 milhões de toneladas de minério de ferro, a ser atingida ao fim de 2022. Assim como as metas de escopos 1 e 2, ela também está alinhada com a ambição do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global em menos de 2º C até o fim do século. Para atingir o objetivo de escopo 3, a Vale conta com um portfólio de produtos de alta qualidade e tecnologias inovadoras para fornecer soluções que levem à redução de emissões de clientes e fornecedores.

A empresa vai intensificar o engajamento com sua cadeia de valor por meio de parcerias que busquem o desenvolvimento de tecnologias de baixo carbono, principalmente com clientes do setor siderúrgico. Soluções baseadas na natureza também têm papel relevante, considerando a vocação da Vale em florestas e o potencial de acesso a mercados de créditos de carbono. Hoje, a empresa ajuda a proteger mais de 1 milhão de hectares de matas nativas ao redor do mundo. Até 2030, pretende adicionar mais 500 mil hectares por meio de projetos de recuperação e proteção. Recentemente, a Vale aderiu à Task Force on Scaling Voluntary Carbon Markets, uma iniciativa que reúne mais de 40 líderes e empresas do mundo, cujo objetivo é expandir os mercados voluntários de carbono, tornando-os uma alternativa estruturada e viável no combate às mudanças climáticas (https://www.iif.com/tsvcm/).

"Esta agenda é fruto de um processo de escuta, alinhado com uma demanda real da sociedade relacionada às mudanças climáticas", afirma o diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo. "Em uma estimativa preliminar, a Vale poderá contribuir com até 25% do total estimado para o atingimento da meta de escopo 3 por meio de porfólio próprio, o que a diferencia de suas concorrentes globais".

Hoje, a companhia fornece alguns dos melhores mixes de produtos de alta qualidade do mercado de minério de ferro, que demandam menor uso de energia no alto forno siderúrgico, reduzindo emissões. Um dos exemplos é  o BRBF (Brazilian Blend Fines), um blend de minérios produzidos em Carajás e Minas Gerais, com maior teor de ferro e menor presença de contaminantes. O start up do BRBF ocorreu no quarto trimestre de 2014, no porto de Teluk Rubiah, na Malásia. No primeiro ano de comercialização, em 2015, foram vendidos 18 milhões de toneladas do produto. Em 2019, já eram 134 milhões de toneladas e a estimativa é chegar a 145 milhões de toneladas em 2020.

A empresa, no entanto, não se apoia apenas na qualidade de seus produtos. "Soluções tecnológicas próprias de baixo carbono para  siderurgia vêm sendo desenvolvidas pela Vale há alguns anos," afirma o diretor-executivo de Relações Institucionais, Comunicação e Sustentabilidade, Luiz Eduardo Osorio. "É o caso da tecnologia Tecnored, que permite produzir ferro-gusa a partir da substituição de até 100% do carvão mineral por biocarbono (a partir de diferentes tipos de biomassa), reduzindo significativamente as emissões de gás carbônico".

Recentemente, a Vale anunciou a intenção de estabelecer uma plataforma em parceria com a Kobe Steel e a Mitsui&Co. O objetivo será oferecer soluções e tecnologias de baixo carbono para a indústria siderúrgica. Essas soluções baseiam-se nas tecnologias de produção de HBI a gás natural e de ferro-gusa a base de biocarbono (Tecnored). Produto de alto teor de ferro, o HBI seria fornecido pela Midrex, empresa que pertence à Kobe. A Vale continua ativamente progredindo com discussões e estudos nesse sentido, e eventuais anúncios serão realizados no momento oportuno.

Navegação.


Na área de navegação, incluída no escopo 3, a Vale está comprometida com as metas da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) de trabalhar para reduzir a intensidade das emissões em 40%, em 2030, e em 50%, em termos absolutos, até 2050, tendo as emissões do ano de 2008 com referência. A empresa criou o programa Ecoshipping, que conta com a colaboração de diferentes atores da indústria, com o objetivo de promover projetos que reduzam as emisões no transporte marítimo de minério de ferro. Um deles é o uso de tecnologia de velas rotativas em navios mineraleiros de grande porte (Very Large Ore Carrier - VLOC). A tecnologia permitirá economia de combustível de até 8% e redução anual de até 3,5 mil toneladas de CO2 equivalente por navio.

Atualmente, a frota de embarcações contratadas pela Vale já possui os padrões mais elevados de eficiência energética do mercado. Desde 2018, estão em operação os navios Guaibamaxes e Valemaxes, VLOCs de segunda geração, com capacidade de 325 mil e 400 mil toneladas, respectivamente. Ambos emitem até 41% a menos de CO2 equivalente que um capesize de 180 mil toneladas, construído em 2011, usado como base para os Valemaxes de primeira geração lançados naquele ano.

Os Valemaxes e Guaibamaxes de segunda geração também foram projetados para futura utilização de gás natural liquefeito (GNL), que poderá trazer uma redução adicional de 23% por navio após a instalação do sistema. A Vale está desenvolvendo, ainda, solução para novos combustíveis alternativos, como metanol e amônia. Uma avaliação preliminar indicou que as reduções de emissões poderiam ficar entre 40% e 80% nas mesmas embarcações. O projeto é ter navios multicombustíveis prontos para serem adaptados ao combustível mais adequado, uma vez que as incertezas tecnológicas e regulatórias atuais sejam melhor esclarecidas.

Escopos 1 e 2
Além do anúncio da meta de escopo 3, a empresa comunicou aos investidores projeto para a implantação do Sol do Cerrado, um dos maiores de energia solar do país, com capacidade instalada de 766 megawatts. Localizado em Jaíba (MG) e com start up previsto para outubro de 2022, a planta solar irá atender a 13% da demanda da Vale por eletricidade em 2025 e representará uma redução de custo anual de US$ 70 milhões após a entrada em operação.

A Vale irá investir US$ 500 milhões no Sol do Cerrado, que está em linha com a meta da empresa de consumir 100% de eletricidade renovável em suas unidades no Brasil até 2025 e, globalmente, em 2030. O projeto, que já foi aprovado pelo Conselho de Administração da Vale, está sujeito a condições habituais de fechamento, incluindo a aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os recursos destinados à planta solar de Minas Gerais já estão incluídos no orçamento de pelo menos US$ 2 bilhões, anunciado em maio pela companhia, para redução em 33% de suas emissões diretas e indiretas (escopos 1 e 2) até 2030. A empresa pretende tornar-se uma mineradora carbono neutra em 2050. Na época, a Vale comunicou ainda o estabelecimento de uma precificação interna de carbono de US$ 50 por tonelada de CO2 equivalente para aprovação de novos investimentos.

Para guiar a implementação e a entrega dos compromissos assumidos na área de mudanças climáticas, a companhia criou o Fórum de Baixo Carbono, um grupo liderado pelo CEO e composto por diretores-executivos e suas equipes técnicas. A iniciativa reflete o engajamento da alta liderança no tema, ajuda a monitorar o desempenho em relação aos compromissos assumidos, além de impulsionar avanços constantes na agenda de clima da Vale.

Para atingir a meta de escopos 1 e 2 até 2030, a empresa está analisando mais de 35 iniciativas por meio da "Curva de Custo Marginal de Abatimento", ferramenta que permite a ordenação de projetos em termos de custos e potenciais de redução de emissão, permitindo uma tomada de decisão baseada em análise de custo-efetividade.

Há projetos de uso de biodiesel na área de metais básicos, eficiência energética, eletrificação de mina e ferrovia, uso de biocombustíveis na pelotização em substituição ao carvão e de energia renovável. Desde setembro, a Vale vem testando uma nova locomotiva de pátio de manobra 100% elétrica, movida a bateria. Os testes-piloto estão ocorrendo na Unidade de Tubarão, em Vitória (ES). No Canadá, onde a companhia concentra as suas principaís unidades de metais básicos, já estão em operação 25 veículos elétricos de mina subterrânea e, em 2021, a meta é chegar a 40.

 

Fonte: Nadia Farias 

A Comissão de Drogas Narcóticas das Nações Unidas aprovou nesta quarta-feira (2) a reclassificação da maconha e da resina derivada da cannabis para um patamar que inclui substâncias consideradas menos perigosas segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Na prática, a decisão não retira a necessidade de os países estabelecerem controles contra a proliferação da droga. A medida também não tem o poder de mudar, por si, as políticas adotadas por cada nação sobre a maconha e seus derivados.

Porém, com a reclassificação, a maconha deixa de ocupar uma lista de substâncias consideradas "particularmente suscetíveis a abusos e à produção de efeitos danosos" e "sem capacidade de produzir vantagens terapêuticas".

Nessa lista de drogas mais perigosas, a maconha estava posicionada ao lado de substâncias como a heroína. Agora, a cannabis fica posicionada entre outros entorpecentes como a morfina, que a organização também recomenda controle mas admite ter menos potencial danoso.

A decisão segue uma recomendação da própria OMS e teve aprovação de 27 países. Outros 25 votaram contra, e uma representação se absteve. As delegações rejeitaram outras recomendações como a retirada de todas as listas de alguns componentes da cannabis.

 

Países que legalizaram o uso recreativo da maconha.

Luisina Mezquita abre pacote de maconha comprado em farmácia de Motevidéu, no Uruguai, em julho de 2017 — Foto: AP Photo/Matilde Campodonico

 

A XP Investimentos lança nesta segunda-feira (30) o primeiro ETF (fundo de índice) de fundos imobiliários do Brasil.

Denominado Trend ETF Ifix, o produto irá replicar o desempenho do Ifix, índice que acompanha a trajetória dos principais FIIs negociados na B3. Com taxa de administração de 0,30% ao ano, o preço inicial da cota será de R$ 10, com lote mínimo de uma unidade.

“Recebemos muitas perguntas de clientes sobre como acessar a indústria de forma segura. E a diversificação dentro do índice traz segurança para o investidor, que muitas vezes também não tinha o tíquete mínimo necessário”, diz Leon Goldberg, chefe de relacionamento institucional com gestoras da XP.

Com relação ao pagamento de dividendos, eles serão automaticamente reinvestidos no ETF. Não há o benefício de isenção tributária como ocorre com a distribuição de dividendos feita diretamente para pessoas físicas, caso determinadas regras sejam atendidas.

Nesses casos, é preciso que as cotas sejam negociadas em bolsa ou em mercado de balcão organizado; que o fundo tenha, no mínimo, 50 cotistas; e que nenhum cotista detenha 10% ou mais do total de cotas, nem receba rendimento superior a 10% do total de rendimentos do FII.

O investidor do ETF pagará, portanto, alíquota de 20% no momento de venda, sobre o ganho de capital.

Danilo Gabriel, gestor da estratégia, defende que o reinvestimento dos dividendos no fundo é positivo para o crescimento do patrimônio dos investidores e que, no longo prazo, compensa a falta do benefício tributário sobre os dividendos.

Diversificação

Atualmente, o Ifix é composto por 81 fundos imobiliários, com a maior parte (28%) do segmento de recebíveis imobiliários. Na sequência, aparecem os fundos de lajes corporativas, com uma fatia da ordem de 20%.

Segundo dados da B3, os cinco fundos com maior peso no índice, em 27 de novembro, eram Kinea Renda Imobiliária (KNRI11), com 5,2%, Kinea Índice de Preços (KNIP11), com 4,5%, Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), com 4,2%, CSHG Logística (HGLG11), com 3,75%, e XP Log (XPLG11), com participação de 3,2%.

Gabriel destaca que, com apenas uma cota do ETF, o investidor consegue ter acesso a mais de cinco mil imóveis, por meio dos FIIs que compõem a carteira teórica do índice – rebalanceada a cada quatro meses.

“Os dez maiores fundos do Ifix representam apenas 35% do fundo. É um produto completo, bem diversificado e permite a exposição ao mercado imobiliário brasileiro com um único ativo”, afirma.

Segundo Gabriel, a demora na chegada de um ETF para a classe é justificada por uma constituição do Ifix que não era 100% replicável, uma vez que o portfólio possuía muitos ativos ilíquidos na carteira, com um total de FIIs que superava os cem fundos.

O lançamento do “Trend ETF Ifix” ocorre em meio ao crescimento do mercado de fundos imobiliários em um ambiente de juros baixos, que têm levado os investidores brasileiros a buscarem opções mais rentáveis na renda variável.

Com um mercado de R$ 119 bilhões, a classe tinha, até outubro, 1,1 milhão de investidores – um aumento da ordem de 72% no ano.

A partir desta segunda-feira, o mercado terá ainda a liberação do aluguel de cotas de fundos imobiliários, que, segundo a XP, deve contribuir para o aumento da liquidez do mercado.

No ano, o Ifix acumula perdas de 12,1% até sexta-feira (27). Em 12 meses, o desempenho também é negativo, em 2,3%.

Indústria de ETFs no Brasil

Há 16 anos no Brasil, o mercado de ETFs ainda representa uma pequena parcela da carteira dos brasileiros.

Segundo Goldberg, o motivo é a falta de conhecimento e de familiaridade com o operacional de compra dos ETFs. “Vemos muito potencial, porque ainda é um produto pouco explorado, com poucos players no país”, diz. (Saiba mais sobre como investir em ETFs aqui.)

De acordo com a B3, os ETFs no Brasil respondem por um mercado de R$ 32,9 bilhões, com um total de 25 produtos.

Segundo levantamento da XP com base em dados da Anbima, desde 2010, enquanto a indústria local de fundos cresceu a uma taxa média anual próxima de 7,7%, a de ETFs disparou 25%.

“Vemos os mesmos índices sendo replicados [na indústria] e espaço para a democratização. Queremos introduzir os ETFs na carteira dos brasileiros, com tíquete muito acessível, de forma a ganharem a atratividade que merece”, diz Fabiano Cintra, especialista de fundos de investimento da XP.

 

Fonte: Por Mariana Zonta d'Ávila

A Receita Federal deposita nesta segunda-feira (30) o dinheiro do lote residual de restituição do Imposto de Renda 2020 do mês de novembro.

O lote residual vai pagar R$ 399 milhões a 198.967 contribuintes.

As consultas ao lote residual foram liberadas no dia 23 e podem ser feitas por meio da página da Receita na internet ou pelo telefone 146.

Também é possível checar se há inconsistências na declaração e fazer a regularização pelo portal e-CAC, menu Meu Imposto de Renda.

A Receita informa que, caso a restituição tenha sido liberada, mas o valor não for creditado, o contribuinte pode ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da Internet, mediante o Formulário Eletrônico - Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no Portal e-CAC, no serviço Meu Imposto de Renda.

 

Fonte: Por G1

Pressionado mais uma vez pelos preços dos alimentos, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que é considerado uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,81% em novembro, após ter registrado avanço de 0,94% em outubro, informou nesta terça-feira (24) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Embora a alta tenha desacelerado, trata-se da maior taxa para meses de novembro desde 2015 (0,85%) e da segunda maior variação mensal do ano, só perdendo para outubro.

IPCA-15, prévia da inflação oficial (variação mensal) — Foto: Economia G1

                       IPCA-15, prévia da inflação oficial (variação mensal) — Foto: Economia G1

No ano, a prévia da inflação acumulou alta de 3,13%. Em 12 meses, atingiu 4,22%, acima dos 3,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e também da meta central de inflação perseguida pelo governo para 2020, que é de 4%. Em novembro de 2019, a taxa foi de 0,14%.

O resultado veio um pouco acima do esperado. A mediana das estimativas de 24 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data projetava uma alta de 0,72% do IPCA-15 em novembro.

Os 9 grupos pesquisados registraram alta

"Além do grupo de Alimentação e bebidas, que teve alta de 2,16%, todos os demais subiram: Transportes (1%), Artigos de residência (1,40%), Habitação (0,34%) e Vestuário (0,96%), além de Saúde e Cuidados Pessoas (0,04%), Despesas Pessoais (0,14%), Comunicação (0,06%) e Educação (0,01%)", informou o IBGE.

Veja o resultado de novembro para cada um dos grupos:

  • Alimentação e bebidas: 2,16%
  • Habitação: 0,34%
  • Artigos de residência: 1,40%
  • Vestuário: 0,96%
  • Transportes: 1%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,04%
  • Despesas pessoais: 0,14%
  • Educação: 0,01%
  • Comunicação: 0,06%

Todas as regiões tiveram alta em novembro

Segundo o IBGE, todas as regiões pesquisadas apresentaram alta, sendo o menor resultado verificado na Região Metropolitana de Recife (0,31%), especialmente por conta da queda nos preços da gasolina (-1,37%); e o maior no município de Goiânia (1,26%), onde a alta de 3,25% na gasolina foi a principal responsável

Alimentos acumulam alta de 12,12% no ano

Os alimentos e bebidas responderam por 0,44 ponto percentual do IPCA-15 de novembro. Com avanço de 2,16%, o grupo passou a acumular alta de 12,12% no ano.

A inflação dos alimentos vem se destacando nesse final de ano, influenciada também por conta do câmbio favorável às exportações, o que levanta preocupações de uma alta mais disseminada dos preços.

Entre os itens que mais subiram, destaque para carnes (4,89%), arroz (8,29%), batata-inglesa (33,37%), tomate (19,89%) e óleo de soja (14,85%). Entre as quedas, a principal foi a do leite longa vida (-3,81%).

A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,54% em outubro para 0,87% em novembro, principalmente em função do item lanche (1,92%). Já refeição variou (0,49%), abaixo da alta de outubro (0,93%).

Inflação se espalha

O resultado mostra que a inflação se espalhou mais pelos produtos e serviços em novembro. O chamado Índice de Difusão, que mede a proporção de itens que tiveram aumento de preços no período, subiu para 66,5% neste mês, vindo de 64% no anterior, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta.

No grupo transportes, o maior impacto individual no IPCA-15 (0,06 ponto percentual) veio da gasolina (alta de 1,17% em novembro), item de maior peso na composição do IPCA-15. Também houve alta nos preços do etanol (4,02%), óleo diesel (0,53%) e gás veicular (0,55%).

Em artigos de residência, as maiores pressões vieram dos itens mobiliário (2,40%) e eletrodomésticos e equipamentos (2,23%), com destaque para a alta de 11,23% nos preços do ar-condicionado.

Nos preços de vestuário, enquanto as roupas femininas passaram de -0,10% em outubro para 0,97% em novembro, as roupas masculinas (1,49%), infantis (0,74%) e os calçados e acessórios (0,33%) subiram pelo segundo mês consecutivo. Já joias e bijuterias tiveram alta de 2,27% e acumulam no ano avanço de 13,19%.

Perspectivas e meta de inflação

Apesar da pressão de alguns itens nos últimos meses e do temor de repasse de custos mais altos no atacado para o consumidor final a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central do governo para o IPCA, de 4%.

Segundo o relatório Focus, divulgado na segunda-feira pelo Banco Central, os analistas do mercado financeiro estimam uma inflação de 3,45% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 2% – mínima histórica. O mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros neste patamar até o fim deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa do mercado subiu para 3% ao ano em meio ao aumento das preocupações com a situação das contas públicas.

Para o ano que vem, o mercado financeiro subiu de 3,22% para 3,40% sua previsão de inflação. Em 2021, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Entenda o IPCA-15

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de outubro a 12 de novembro de 2020 e comparados com aqueles vigentes de 12 de setembro a 13 de outubro de 2020.

 
 
Fonte: Por Darlan Alvarenga, G1
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