O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu 1,5% no 1º trimestre, na comparação com os 3 últimos meses de 2019, segundo divulgou nesta sexta-feira (29) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado reflete apenas os primeiros impactos da pandemia de coronavírus e coloca o país à beira de uma nova recessão, uma vez que a expectativa é de um tombo ainda maior no 2º trimestre.

"A queda do PIB do primeiro trimestre deste ano interrompe a sequência de quatro trimestres de crescimentos seguidos e marca o menor resultado para o período desde o segundo trimestre de 2015 (-2,1%). Com isso, o PIB está em patamar semelhante ao que se encontrava no segundo trimestre de 2012", informou o IBGE, em comunicado.

A retração nos 3 primeiros meses de 2020 interrompe uma trajetória de 3 anos de lenta recuperação da economia brasileira, que já mostrava perda de ritmo na virada do ano, e ainda se encontrava distante do patamar anterior ao do início da recessão de 2014-2016.

Na comparação com o 1º trimestre de 2019, a queda foi de 0,3%. Em valores correntes, o PIB no primeiro trimestre totalizou R$ 1,803 trilhão.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Após despencar 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016, a economia brasileira registrou taxa de crescimento de 1,3% em 2017 e em 2018, desacelerando para um ritmo de 1,1% em 2019. Os resultados dos últimos 3 anos permitiram o PIB do Brasil recuperar apenas o patamar de 2013. Agora, com o choque provocado pela pandemia, a retomada deverá demorar mais para ser alcançada.

O IBGE revisou os dados do PIB de 2019. No primeiro trimestre, cresceu 0,2%, ao invés do resultado nulo divulgado anteriormente. No 2º trimestre, a alta foi mantida em 0,5%. Já nos dois últimos trimestres a revisão foi para baixo: no 3º trimestre, a alta foi de 0,5%, e não 0,6%, e a do 4º trimestre foi de 0,4%, ante 0,5% da divulgação anterior.

O tombo de 1,5% no 1º trimestre foi o primeiro resultado negativo para o PIB desde o final de 2018, uma vez que o IBGE revisou os dados do 4º trimestre de 2018 para um recuo de 0,1%, ante leitura anterior de estabilidade.

O que mais pesou na queda do PIB

De acordo o IBGE, a retração da economia neste começo de 2020 foi causada, principalmente, pelo recuo de 1,6% nos serviços, setor que representa 74% do PIB. A indústria também caiu (-1,4%), enquanto a agropecuária cresceu (0,6%), impulsionada pela safra da soja que tem, inclusive, perspectiva de recorde para esse ano.

“Aconteceu no Brasil o mesmo que ocorreu em outros países afetados pela pandemia, que foi o recuo nos serviços direcionados às famílias devido ao fechamento dos estabelecimentos. Bens duráveis, veículos, vestuário, salões de beleza, academia, alojamento, alimentação sofreram bastante com o isolamento social”, destacou a a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Veja os principais destaques do PIB no 1º trimestre:

  • Serviços: -1,6% (1ª queda desde o 4º trimestre de 2016)
  • Agropecuária: 0,6%
  • Indústria: -1,4% (1ª queda desde o 4º trimestre de 2018), quando foi -0,4%
  • Indústria extrativa: -3,2%
  • Construção civil: -2,4%
  • Consumo das famílias: -2% (1ª queda desde o 4º trimestre de 2016)
  • Consumo do governo: 0,2%
  • Investimentos: 3,1%
  • Exportação: -0,9%
  • Importação: 2,8%

Consumo das famílias tem maior queda desde 2001

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias desabou 2%, interrompendo uma sequência de 12 trimestres seguidos de alta.

“Foi o maior recuo desde a crise de energia elétrica em 2001”, destacou a pesquisadora do IBGE, acrescentando que o consumo das famílias pesa 65% do PIB.

O poder de compra das famílias foi afetado neste começo de ano pela combinação de crescimento do desemprego, queda da renda, aumento do endividamento e incerteza provocada por novas ondas de contaminação da doença.

Investimentos e consumi do governo têm alta

Por outro lado, os investimentos tiveram alta de 3,1% no 1º trimestre, revertendo a queda registrada no trimestre anterior (-2,7%), puxados pela importação líquida de máquinas e equipamentos pelo setor de petróleo e gás. Já o consumo do governo teve crescimento de 0,2%.

taxa de investimento foi de 15,8% do PIB, acima do observado no mesmo período de 2019 (15%), mas ainda bem abaixo do patamar acima de 21% registrado em 2013. Já a taxa de poupança foi de 14,1% no primeiro trimestre de 2020, ante 12,2% no mesmo período de 2019.

No setor exterior, as exportações de bens e serviços tiveram contração de 0,9%, enquanto as importações cresceram 2,8% em relação ao quarto trimestre de 2019.

As exportações foram bastante prejudicadas pela demanda internacional. Um dos países muito importantes para a gente que tem afetado nossas exportações é a Argentina. E a China também, que no primeiro trimestre foi o primeiro país a fechar as fronteiras. Então as nossas exportações foram bastante afetadas”, avaliou Rebeca.

Com a redução do saldo externo de bens e serviços, a necessidade de financiamento da economia brasileira cresceu para R$ 58,3 bilhões ante R$ 57,5 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Perspectivas sombrias para 2020

Como o resultado do PIB do 1º trimestre refletiu apenas as primeiras semanas de isolamento social e das medidas de restrições para conter o avanço da Covid-19, que começaram em meados de março, a expectativa é de uma retração ainda mais profunda da economia entre os meses de abril e junho, uma vez que indicadores já divulgados mostraram abalos ainda mais profundos, tanto na produção e no consumo como no mercado de trabalho e na renda.

Questionada sobre as perspectivas para retomada do crescimento, Rebeca disse que é preciso aguardar para saber como as atividades vão se comportar nos próximos meses. Ressaltou, porém, a importância da retomada do mercado de trabalho para aquecer a economia como um todo, sugerindo que não há sinais de retomada do setor. “O mercado de trabalho, em geral, não costuma se recuperar tão rápido”, observou.

  • mercado passou a projetar um tombo de 5,89% para o PIB neste ano, segundo o relatório "Focus" do Banco Central, e a maior parte dos analistas já dá como certa a entrada no país em uma nova recessão, definida tecnicamente por 2 trimestres seguidos de retração da atividade. Caso a expectativa se confirme, será o pior desempenho anual desde 1901, pelo menos.
  • Os economistas do mercado financeiro baixaram a previsão para o PIB de 2020 nesta semana pela 15ª vez seguida. A nova redução da expectativa para o nível de atividade foi feita em meio ao avanço da pandemia, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão.
  • Nesta semana, o Brasil se tornou o novo epicentro mundial da Covid. Já são mais de 26 mil mortos e quase 442 mil casos confirmados. O Brasil é o segundo país no mundo com o maior número de casos confirmados da doença, atrás dos Estados Unidos.

 

Fonte: Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1

Enem 2020 ainda não tem data marcada, mas se seguir a tendência, será no início de novembro de 2020, como em anos anteriores. O Inep, órgão do MEC responsável pelo Exame, costuma divulgar o edital em março.

Se você vai encarar o Enem neste ano, saiba que um dos grandes segredos de quem manda muito bem na prova é a preparação com bastante antecedência. Por isso, temos dicas para você começar a estudar desde agora.

Apesar de ser considerado difícil por muita gente, qualquer pessoa pode tirar uma ótima nota no Enem e conseguir uma vaga em uma boa universidade. O segredo é ter disciplina e se dedicar durante todo o ano. Se você está decidida (o) a mandar bem em 2020, nós temos 6 dicas que vão ajudar muito a se preparar para o próximo exame:

1) Questões do Enem todos os dias

Toda prova tem suas características. A do Enem, por exemplo, costuma ser interdisciplinar e contextualizada. Desde 2015, professores já apontavam que as questões ficaram um pouco mais conteudistas, mas sem fugir muito do padrão anterior. Por isso é preciso se familiarizar ao máximo com a forma como o conteúdo é cobrado.

Tempo até o Enem 2020 não vai faltar. Se você montar um cronograma e resolver três questões por dia, em três meses já vai ter feito pelo menos três provas inteiras.

Se mantiver o ritmo até outubro, vai ter tempo para ver com calma todas as questões já publicadas no Enem. Isso dará a você a possibilidade de focar nas perguntas mais complexas e nos conteúdos que você tem maior dificuldade. Além do mais, pode se focar em simulados.

2) Matérias mais difíceis

Resolver questões mais complexas e conteúdo de maior dificuldade são aspectos que nos levam à segunda dica: todo mundo tem algum ponto fraco. Mesmo que você consiga ir bem em redação, Linguagens, Ciências Humanas, da Natureza, Matemática, sempre há uma disciplina que exige um esforço maior.

Pois o segredo de quem passa entre as melhores colocações é dedicar, desde o começo do ano, um tempo extra a essas matérias. Aulas de aprofundamento ou professores particulares são uma opção. Se você acha que vai perder a motivação, temos dicas para manter o gás até lá.

3) Conteúdos que mais caem

Por mais que você estude toda a matéria e se foque nas disciplinas e questões mais difíceis, de nada vai adiantar se não estiver bem preparado (a) para o conteúdo que mais cai. Nós temos um post que mostra quais os conteúdos que mais caem no Enem.

A lista inclui os temas mais cobrados em QuímicaFísicaBiologiaMatemática e na prova de Ciências Humanas, além do tipo de redação que o Enem costuma cobrar. Rever esses itens já é um bom começo.

4) Medição do tempo

Os dois dias, que somam um total de 10 horas e meia de prova, parecem uma eternidade. No entanto, você precisa treinar para não estourar o tempo. Uma alternativa usada por muitas e muitos vestibulandas (os) é fazer as 90 questões de um único dia e medir a resolução no relógio. Para isso, claro, é preciso se organizar nos estudos.

Se você já fez o Enem ou se já conhece as questões, deve terminar a prova com uma boa folga, o que garante um tempo extra para os conteúdos novos que vão cair.

5) Prática da redação

Escrever bem não tem mistério. Basta ler e escrever, simples assim. Além dos conteúdos de atualidades, leia livros periodicamente. Dois por mês é um bom número para impulsionar sua habilidade de interpretação e melhorar vocabulário.

Some a isso a produção de duas redações por mês, aumentando a frequência à medida que o exame se aproxima, e a qualidade do seu texto vai dar um grande salto. A gente tem vários temas de redação para você se inspirar.

6) Acompanhamento das notícias

Para ter bons argumentos na redação e resolver com facilidade as questões contextuais que o Enem costuma cobrar, você deve acompanhar periodicamente as notícias. É o que se chama de repertório sociocultural. Nós costumamos publicar aqui os temas atuais que têm chances de cair em vestibulares pelo país.

Ler um ou dois sites de notícias periodicamente também ajuda. Se você não tem o hábito de acompanhar portais, experimente começar lendo uma única matéria por dia. Com o tempo, você vai se inteirar dos assuntos e as leituras vão ficando mais fáceis. Ter uma rotina, via de regra, ajuda a criar e manter bons hábitos.

São práticas simples, mas que fazem muita diferença no longo prazo. Afinal, ninguém aprende de uma hora para outra. O estudo é um processo lento e contínuo, e a dedicação vai premiar você com o melhor presente de todos: a tão sonhada aprovação na universidade.

Além disso, claro, se você tiver condições de agenda e de bolso, sugerimos que faça um cursinho. Pode ser online ou presencial, como você considerar que é melhor. O importante é ter aquela ajuda extra, com professores que expliquem de um jeito que você entende.

 

Fonte: https://www.vestibular.com.br

O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em alta nesta terça-feira (26), acompanhando o clima positivo nos mercados externos, conforme as empresas do mundo todo reabrem gradualmente após uma paralisação de meses.

Às 10h05, o Ibovespa tinha alta de 0,11%, a 85.757 pontos. Veja mais cotações.

Na segunda-feira, a bolsa fechou em alta de 4,25%, a 85.663 pontos, em sessão marcada pela ausência da referência de Wall Street por feriado nos EUA, e com o mercado tendo a percepção de que a reunião ministerial do dia 22 de abril não trouxe fatos que possam desestabilizar de imediato a cena política brasileira.

No acumulado do ano, o Ibovespa acumula queda de 25,93%. Na parcial do mês, tem alta de 6,41%.

 

Cenário interno e externo

Na Europa, os mercados operam em alta. O primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse na segunda-feira que o Reino Unido vai reabrir milhares de lojas de rua, lojas de departamento e centros comerciais no próximo mês.

Uma reportagem também apontou que o governo alemão quer encerrar o alerta contra viagens turísticas a 31 países europeus a partir de 15 de junho, se a situação do coronavírus permitir.

"Qualquer notícia sobre a reabertura da economia e a falta de notícias sobre uma segunda onda serão vistas como positivas para os mercados", disse Marija Veitmane, estrategista sênior de multi-ativos da State Street Global Markets.

No cenário local, embora em segundo plano neste momento, os riscos políticos locais se mantêm no radar dos analistas.

“Embora o vídeo [da reunião ministerial] tenha reduzido os riscos de cauda negativos, o ambiente permanece sensível no Brasil, especialmente considerando a escalada da pandemia no país e as potenciais implicações sobre a popularidade do presidente Bolsonaro”, alertam analistas do Citi em nota.

“Pressões limitadas sob os preços, somadas à contração severa da economia, devem dar ao Copom espaço para cortar 0,5 ponto porcentual da Selic no próximo encontro. Por outro lado, ruídos políticos recentes, incluindo o gerenciamento criticável da pandemia e volatilidade crescente dos mercados, sugerem que o Banco Central pode adotar uma postura mais cautelosa”, acrescentam os economistas da Pantheon.

 

Fonte: Por G1

 

Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 terão mais dias para se inscrever no exame. O novo prazo, definido pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), será até às 23h59 da próxima quarta-feira, 27 de maio. Após a inscrição, o pagamento do boleto deve ser realizado até dia 28 do mesmo mês.

A iniciativa decorre de entendimento alcançado entre o Inep e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), em reunião realizada na manhã desta sexta-feira, 22 de maio. O Inep está atento a todas as manifestações da sociedade e do poder público.

Como já anunciado anteriormente pelo MEC e Inep, será feita uma enquete com os participantes inscritos, no final de junho, na Página do Participante. As datas do exame serão definidas após a consulta.

Por fim, o Inep reforça seu apoio aos estudantes brasileiros que pretendem ingressar em uma instituição de ensino superior por meio do Enem 2020.

 

Fonte: https://enem.inep.gov.br

O Ministério da Saúde divulgou nesta quinta-feira (21) o mais recente balanço de casos e mortes causadas pelo novo coronavírus. Os principais dados são:

 

  • 20.047 mortes, eram 18.859 na quarta-feira (20)
  • Foram 1.188 registros de morte incluídos no balanço em 24 horas, sendo que 311 óbitos ocorreram nos últimos 3 dias
  • 310.087 casos confirmados
  • Foram 18.508 novos casos incluídos no balanço em 24 horas
  • 125.960 pacientes recuperados (40,6%)

 

O país tinha registrado o marco de 10 mil mortes no dia 9 deste mês. O número dobrou em um intervalo de 12 dias. Antes disso, o marco com 5 mil mortes foi registrado em 28 de abril, e o tempo para alcançar os 10 mil foi de 11 dias.

 

20 mil no mundo:

 

Além do Brasil, que chegou ao marco 65 dias depois da primeira morte, os seguintes países também passaram dos 20 mil óbitos:

  • Itália (20.465) em 13 de abril, 53 dias depois da 1ª morte
  • Espanha (20.002) em 17 de abril, 46 dias depois da 1ª morte
  • Reino Unido (20.223) em 21 de abril, 47 dias depois da 1ª morte
  • Estados Unidos (20.255) em 9 de abril, 41 dias depois da 1ª morte

 

 

Casos confirmados de Covid-19 em 21-05-20 — Foto: Arte/G1

Casos e mortes por Covid-19 em 21 de maio — Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Casos e mortes por Covid-19 em 21 de maio — Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Instagram anunciou nesta segunda-feira (18) o lançamento da função "Guias", que vai permitir agregar em uma mesma aba conteúdos sobre um mesmo assunto, inclusive de autoria de outros usuários.

A novidade foi lançada no Brasil e mais 7 países: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Brasil, Canadá, Austrália, India e Indonésia. Inicialmente, cada um dos países fechou parceria com uma instituição de saúde e bem-estar, que vai receber a novidade no perfil.

No Brasil, o perfil escolhido para dar início foi o Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio. O recurso deve ser expandido para outras "organizações sociais e de imprensa" no futuro, segundo a rede social. 

Atualmente, há cinco guias disponíveis no perfil do Vita Alere, com vídeos e posts com assuntos como saúde mental durante a pandemia de coronavírus e ideias para pais e mães manterem seus filhos entretidos.

De acordo com o Instagram, nos próximos dias será adicionada uma nova aba na seção "Explorar", chamada de "Bem-estar", por onde será possível acessar outros guias.

 

Fonte: Por G1

 

 

Mais de sete mil cartões de crédito e débito clonados por uma organização criminosa que atuava na região metropolitana de Sorocaba (SP) foram apreendidos pela Polícia Civil durante uma operação, na manhã desta segunda-feira (18).

Segundo a polícia, o grupo estava sendo investigado havia três meses. A suspeita é que os criminosos tenham aplicado golpes utilizando os cartões clonados, causando um prejuízo de mais de R$ 3 milhões para correntistas e instituições financeiras.

A operação, denominada Klos, foi realizada em dois bairros de Sorocaba: Aparecidinha e Vitória Régia. Três pessoas foram presas, sendo duas mulheres e um homem.

Foram apreendidos também uma máquina de gravação de tarja magnética, equipamentos de informática e diversas anotações relacionadas à prática dos golpes.

De acordo com a polícia, o uso de cartões para transações financeiras aumentou neste período de pandemia. Por isso, o número de fraudes e clonagens também cresceu.

 

Foram apreendidos uma máquina de gravação de tarja magnética, equipamentos de informática e diversas anotações — Foto: Divulgação/Polícia Civil

 

Fonte: Por G1 Sorocaba e Jundiaí

 

Longe do pico do coronavírus e às portas do inverno no hemisfério sul, o Brasil caminha em direção a uma tempestade perfeita, com a curva da covid-19 em ascensão, o início da temporada do vírus influenza (causador da gripe), final da temporada de dengue e surtos ativos de outros vírus que pareciam superados, como o do sarampo.

Até este sábado (16), o Brasil registrou 233.142 casos confirmados de covid-19 - já supera a Itália e a Espanha - e 15.633 mortes, o que faz do país um dos epicentros globais da pania.

A expansão do coronavírus, que chegou ao Brasil em fevereiro, ocorre em meio a outros surtos infecciosos que preocupam as autoridades de saúde.

O país está superando o pico da dengue - geralmente em abril e maio - transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, que também é portador do vírus Zika, febre amarela e chikungunya.

De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, até o momento foram relatados 676.928 casos suspeitos ​​de dengue, com uma taxa de incidência de 322 casos por 100.000 habitantes e 265 mortes.

Em junho, com a chegada do inverno no sul, os casos de dengue diminuem, mas os de gripe comum e outras doenças respiratórias aumentam.

Em 2019, o Brasil, com uma população de 210 milhões de habitantes, registrou 1.122 mortes pelos três tipos de influenza, segundo dados oficiais.

Este ano, a gripe e a dengue se somam à covid-19 e, com isso, vem a dificuldade de diferenciar cada caso, uma vez que os três vírus causam sintomas semelhantes nos primeiros dias da doença.

 

"Combinação explosiva"

"Essa combinação é bastante explosiva", explica o dr. Adriano Massuda, professor de saúde coletiva do centro de estudos privados da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Mauricio Lacerda, pesquisador da Fundação de Amparo de Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), trabalha em um hospital de São José do Rio Preto e garante que "as perspectivas são muito ruins" para o inverno.

"Aqui no hospital, já temos pacientes com gripe, covid-19 e dengue, e tivemos mortes causadas pelas três doenças. É uma situação muito complicada e que sobrecarrega a rede pública", disse ele.

Além disso, ainda existem surtos de sarampo em todas as regiões do país. Até o momento, neste ano, foram relatados 2.910 casos da doença, quase metade deles no estado do Pará, também um dos mais afetados pelo coronavírus, e três mortes.

"O sarampo está voltando ao Brasil, tem baixa cobertura vacinal e pode ser apenas mais um problema", diz Massuda.

Em 2019, houve 18.200 casos de sarampo e 15 mortes em todo o país, 14 delas em São Paulo, hoje o epicentro brasileiro da covid-19.

À medida que as unidades de terapia intensiva dos hospitais se enchem, o presidente Jair Bolsonaro continua envolvido em uma "guerra política" contra as medidas de isolamento dos governos regionais e a favor do retorno à normalidade.

Durante essa cruzada, dois ministros da saúde já caíram em menos de um mês: Luiz Henrique Mandetta, firme defensor da quarentena, e Nelson Teich, que se recusou a recomendar cloroquina para todos os tipos de pacientes com coronavírus, como o líder de extrema direita deseja.

Ambos eram médicos e agora, com a curva da epidemia do novo coronavírus em plena escalada exponencial, o Ministério da Saúde está nas mãos, temporariamente, de Eduardo Pazuello, general do exército sem experiência nav área.

 

Falta de investimento em saúde

O desafio para o Sistema Único de Saúde (SUS), que abrange toda a rede de hospitais públicos e da qual 75% dos brasileiros dependem, aumenta ainda mais com o problema crônico de financiamento que a rede sofre.

Para Massuda, a política de austeridade fiscal, que começou com o governo Michel Temer (2016-2018) e continuou com Bolsonaro, agravou essa situação.

Segundo relatos de organizações de direitos humanos, desde que um controverso teto de gastos orçamentários foi aprovado no final de 2016, o Brasil parou de investir cerca de R $ 30 bilhões no setor de saúde (hoje, cerca de R $ 5,17 bilhões).

Mas o problema é mais antigo: de acordo com cálculos dessas organizações, a falta de recursos levou a uma redução de 49.000 leitos de terapia intensiva no país entre 2007 e 2019.

"Os laboratórios do sistema público de saúde estão desmontados e isso não ocorre há seis meses, faz dez, quinze anos. Isso atrasou a detecção e o diagnóstico do coronavírus e agora os hospitais pagarão um preço enorme", diz Lacerda.

Mais de 1,5 milhão de pessoas em todo o mundo já podem ser consideradas recuperadas da covid-19, doença que se espalhou por mais de 180 países de todos os continentes e foi declarada uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 11 de março. A infecção causada pelo coronavírus Sars-CoV-2 já contagiou mais de 4 milhões de pessoas no planeta, e, como a letalidade do vírus não está entre as mais elevadas de que se tem notícia, boa parte desse grupo vai se juntar aos recuperados nas próximas semanas.

Um exemplo desse provável movimento nos números é a China, país que registrou em dezembro os primeiros casos da doença na cidade de Wuhan. O país, de quase 1,4 bilhão de habitantes, adotou medidas severas de confinamento e informa que conteve a epidemia em um patamar estabilizado de 84 mil casos. Desde o pico da transmissão na China, entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, os registros diários de casos foram reduzidos a menos de 100 por dia, com raras exceções. Com o crescimento do número de recuperados e a desaceleração das novas infecções, o país hoje soma cerca de 79.2 mil curados e 4,6 mil mortes, em um universo de 84 mil casos informados pelas autoridades sanitárias do país.

Muitos países, no entanto, ainda registram um número alto de novos casos todos os dias, o que faz com que o total de casos confirmados da doença ainda seja mais que o dobro do de recuperados. O Brasil é um dos países nessa situação, com mais de 188 mil casos confirmados e cerca de 79 mil recuperados. Como os quadros leves de infecção costumam durar 14 dias após o início dos sintomas, uma parte considerável da alta diária de casos entra na conta dos casos recuperados alguns dias depois.

Mas quando alguém pode ser considerado recuperado de covid-19?

Contagem de recuperados

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera, no caso dos doentes confirmados por critério laboratorial, que estão recuperados aqueles que tiveram dois resultados negativos para SARS-CoV-2 com pelo menos um dia de intervalo. Já nos casos leves de covid-19, a OMS estima que o tempo entre o início da infecção e a recuperação dure até 14 dias.

O Ministério da Saúde informa que, no caso do Brasil, o número de recuperados considera os dois critérios da OMS. De um lado, entram na conta pacientes com infecções mais graves que foram internados e passam por novos testes para identificar se o vírus continua ativo no organismo. Do outro, estão os pacientes com casos leves, que entram na conta de recuperados quando não apresentam mais os sintomas após 14 dias do início da infecção.

As autoridades sanitárias do país consideram que ainda estão em acompanhamento todos os casos notificados pelas secretarias estaduais de Saúde nos últimos 14 dias que não evoluíram para óbito. Além disso, há os pacientes hospitalizados por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) que foram internados nos últimos 14 dias e não tiveram registro de alta ou óbito no Sistema de Vigilância Epidemiológica de Gripe (SIVEP Gripe).

Sintomas pós-alta

Para grande parte desses recuperados, os sintomas da covid-19 terão ficado no passado. Mas, para uma parcela deles, ainda será preciso acompanhamento profissional. É o que explica a pneumologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Patrícia Canto.

"Pacientes que tiveram poucos sintomas, com um quadro parecido com um resfriado ou uma gripe, se recuperam bem e não costumam ter nenhum problema depois desses 14 dias", explica ela. "Os pacientes com quadro mais moderado não saem dos 14 dias e voltam ao normal. Eles têm recebido alta e procurado os serviços de saúde novamente, ainda em recuperação, muitos com uma sensação de cansaço, ainda sem conseguir voltar às suas atividades normais. Muitos ainda apresentam falta de ar.”

A pneumologista explica que os casos moderados são aqueles em que houve internação sem a necessidade de leitos de unidade de terapia intensiva. "O que eu tenho visto, acompanhando pacientes nessa fase pós-alta, são pacientes ainda muito cansados, com relatos de falta de ar ainda. Principalmente os que já tinham asma ou alguma doença pulmonar".

A comunidade científica ainda busca respostas sobre a duração dessas limitações pós-internação, já que a pandemia ainda é recente. "Relatos da China indicam que pessoas saíram de alta com algum grau de fibrose pulmonar, com cicatrizes. A gente não sabe se isso é definitivo e em que grau isso vai comprometer a capacidade respiratória das pessoas".

As consequências mais sérias têm sido observadas em pacientes que desenvolvem os quadros graves da covid-19. Nesse caso, as complicações muitas vezes vão além do pulmão durante a internação, com insuficiência renal e problemas de coagulação.

"Esses vão ter um período muito mais longo de recuperação", conta ela. Como o tempo de internação na unidade de terapia intensiva pode chegar a semanas, a necessidade de fisioterapia respiratória e motora tem sido frequente, principalmente para pacientes idosos.

O ataque do coronavírus a outros órgãos, em alguns casos, leva os pacientes graves à UTI antes mesmo da necessidade de ventilação mecânica, e a recuperação dessas partes do corpo vai demandar acompanhamento especializado após a alta.

Resposta autoimune

Apesar de a pneumonia viral ser a complicação mais comum dos casos graves de covid-19, a ação disseminada do vírus no organismo tem sido observada por médicos e cientistas, e ainda não se tem certeza absoluta se o que determina essas complicações é o ataque direto do vírus ou uma resposta exagerada do sistema imunológico.

"Há pacientes agravando com uma resposta imunológica muito exacerbada. O próprio sistema imune começa a trabalhar de uma forma descontrolada, e muitas dessas lesões podem ocorrer por conta dessa resposta inflamatória que o vírus desencadeia", pondera a pneumologista, que exemplifica que esses problemas podem chegar a órgãos como o cérebro e o coração.

Monitoramento

A pneumologista aconselha que os pacientes recuperados que continuem apresentando sintomas como cansaço busquem o serviço de saúde para acompanhamento médico. O retorno às atividades deve ser cuidadoso, e a prática de exercícios físicos, por exemplo, deve ser retomada de forma gradual, caso não haja mais sintomas respiratórios.

"Se o Messi torce o pé e fica quatro semanas sem jogar, quando ele volta, ele não vai jogar os dois tempos. Ele entrar nos 10 minutos finais de um jogo já ganho. É por aí", brinca ela, que pede que o distanciamento social e os cuidados de higiene continuem, porque não há garantias de que pacientes já infectados possam ser considerados imunes à doença. "Permaneça na sua casa", aconselha.

Com o crescimento do número de recuperados, a pneumologista acredita que o acompanhamento desse grupo vai gerar uma nova pressão por serviços de saúde que precisa ser observada pelos gestores da área.

"A gente vê que muitos desses recuperados são pessoas ainda com algumas sequelas e sintomas, ainda que a gente não possa ter certeza de por quanto tempo elas terão esses sintomas. Veremos um aumento da demanda”, concluiu.

 

Fonte: Redação Folha Vitória

 

Thiago Salvático, suposto companheiro de Gugu Liberato, concedeu uma entrevista exclusiva ao Fantástico, exibida na noite de domingo (17), e abriu o jogo sobre seu relacionamento com o apresentador, morto em novembro, aos 60 anos. 

Para o Fantástico, Thiago contou que se relacionou com o apresentador desde 2011 e luta na Justiça pelo reconhecimento da união estável homoafetiva com Gugu. O chef de cozinha também disse que, desde a morte do apresentador, vinha buscando preservar sua intimidade, no entanto com a dimensão que tomou o assunto, ele se sentiu na obrigação de se manifestar. 

"Foi uma relação baseada em muito amor, cumplicidade e comunhão de vida. Tive muito orgulho de ter vivido. Convivi mais de 8 anos com ele. Queria que as pessoas vivessem sem preconceito, sem sofrer nenhuma consequência", disse o empresário de 32 anos. 

"Posso falar, com a tranquilidade de quem conviveu mais de oito anos com ele, que o maior sonho dele seria poder viver em um mundo sem preconceitos, sem julgamentos pela orientação sexual, em que as pessoas pudessem manifestar livremente o amor, sem sofrer qualquer tipo de consequência", declarou Thiago.

 

Fonte:https://www.ibahia.com

Página 1 de 10
Loading
https://carajasojornal.com.br/modules/mod_image_show_gk4/cache/Publicidade.2018.Sophos_2019gk-is-100.jpglink
https://carajasojornal.com.br/modules/mod_image_show_gk4/cache/Publicidade.galpogk-is-100.jpglink