O Pará teve, ao menos, 184 pacientes hospitalizados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre 2 e 29 de março deste ano. Em relação ao ano anterior, o aumento foi de 28% no mesmo período. Os dados são da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), disponibilizados pelo Infogripe, plataforma que reúne notificações de hospitais junto ao Ministério da Saúde desde 2009.

Até a noite de segunda (6), o Pará registrava 123 casos confirmados de Covid-19; 1.088 descartados; 84 em análise; e cinco mortes. Segundo o governo estadual, somente quatro dos pacientes foram internados com a Covid-19, segundo boletim do dia 2 de abril.

Diante das respostas de secretarias estaduais sobre o coronavírus, pesquisadores têm utilizado os dados do Infogripe para basear estudos. Segundo Marcelo Gomes, coordenador do projeto, os números podem expor que os dados oficiais estão distantes da realidade, já que há demora ou falta de testes, além da subnotificação da Covid-19, já que pacientes mais graves e do grupo de risco têm prioridade para testar.

 

Fonte: G1 Pará

Nesta semana, com a divulgação de casos suspeitos de coronavírus em todo o Pará, o Governo do Estado anunciou na quinta-feira (19), que a partir deste domingo, 22, está suspenso o funcionamento de transporte interestaduais, a medida vale pelo prazo de 15 dias e é mais um esforço no sentido de evitar a propagação do novo coronavírus.

 A suspensão das atividades desses estabelecimentos se soma a outras medidas restritivas como a suspensão das aulas nas escolas e universidades públicas. Além disso, não devem abrir suas portas, a partir deste sábado, bares, restaurantes, casas de shows e estabelecimentos que concentrem pessoas. As visitas em unidades prisionais também foram suspensas em todo o estado.

Mais de 8 mil casos de violência contra a mulher foram registrados no Pará entre janeiro e maio deste ano segundo o Propaz. Os números cresceram 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Somente na capital são pedidas à Justiça cerca de 30 medidas protetivas todos os dias contra os agressores. Quem já foi vítima de violência doméstica diz que é muito difícil superar o trauma.

No Pará, mais de 3.500 vítimas de violência física, psicológica e sexual procuraram o serviço nos últimos seis meses para pedir ajuda.

Na semana passada, em Santarém, região do Baixo Amazonas, um homem deu um tapa no rosto da ex-namorada. Imagens de câmeras mostram a agressão e o momento em que ela caiu no chão e ficou toda machucada. O ataque foi na saída de uma loja de conveniência. A mulher denunciou a agressão. A polícia abriu inquérito e está investigando o caso.

“Eles tinham terminado o relacionamento e, provavelmente, o ato dele foi motivado por ciúme”, explica a delegada Andreza Alves.

Os casos de lesão corporal estão na maioria dos processos abertos pela policia. Por dia, a Delegacia da Mulher em Belém pede cerca de 30 medidas protetivas para a Justiça para afastar homens violentos das mulheres agredidas.

“Se um agressor, ciente da medida protetiva, descumpri-la, pode vir a ser preso preventivamente. Não precisa ele cometer outro crime”, explica a diretora da Delegacia da Mulher Janice Aguiar.

Nesta terça-feira (11), dois homens acusados de estuprar duas mulheres, entre elas uma adolescente, vão a julgamento em Ananindeua, região metropolitana de Belém. Uma das vítimas, de 31 anos, foi assassinada.

A adolescente que sobreviveu ao ataque foi encontrada em uma mata no bairro do Icuí-Guajará amarrada e muito machucada. O caso foi em 2014.

Denúncia

Psicólogos e assistentes sociais que trabalham no Propaz em Belém escutam relatos de violência contra a mulher todos os dias. O programa atende mulheres que sofrem agressões.

Uma dessas vítimas, conta que, depois de três anos de sofrimento, apanhando do marido, criou coragem para denunciar as agressões e buscar uma nova vida.

O primeiro ano de relacionamento foi maravilhoso. De repente, durante uma viagem, tudo mudou. “Eu não entendia. Eu achava que era aquele papo que nós escutamos a vida inteira: que eu tinha que curar aquele amor, que ele tinha problema, que eu tinha que ajudá-lo. Até porque depois da onda de violência, vinha uma onda de amor enorme”, conta uma vítima, que foi humilhada e agredida pelo companheiro.

“Passei três anos apanhando e sendo chamada de desgraçada, vagabunda, de doida, de coisas que me atrapalhavam no meu trabalho, na minha vida. Eu vivia tremendo, vivia chorando, com medo”, diz.

“No dia que eu me toquei que realmente eu precisava sair dali, foi quando ele me enforcou e me levantou do chão pelo pescoço”, relata.

“Muitas das vezes a mulher acredita que somente a violência física constitui uma violência doméstica. Não é só isso. É, muitas das vezes, a violência psicológica, o desvalorizar a mulher, o ofender, humilhar”, explica a psicóloga do Propaz Laryssa Carvalho.

(Fonte: G1)

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