A confiança do consumidor no Brasil apresentou sua segunda queda mensal consecutiva em novembro, com as incertezas relacionadas à pandemia de covid-19 abalando a percepção do setor sobre o momento atual e os próximos meses, disse nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) teve queda de 0,7 ponto em novembro, a 81,7 pontos.

Segundo a FGV, houve piora tanto na percepção sobre a situação atual quanto nas expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 0,6 ponto, a 71,8 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 0,9 ponto, para 89,3.

"O resultado reflete o aumento da incerteza relacionada à pandemia e seu potencial impacto sobre a economia", disse em nota Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das sondagens.

"Com o provável fim do período de benefícios emergenciais, muitos consumidores que perderam o emprego este ano devem retornar ao mercado de trabalho num momento em que as empresas ainda estarão adiando contratações ou demitindo, principalmente no caso de ocorrência de uma segunda onda de Covid-19", acrescentou.

Nos primeiros meses da pandemia, o governo brasileiro custeou um auxílio no valor de 600 reais mensais para os chamados vulneráveis. A partir de setembro, o valor foi reduzido para 300 reais.

Publicamente, o presidente Jair Bolsonaro sempre tem alertado para o impacto da ajuda nas contas públicas brasileiras, dizendo que um dia esse suporte vai ter que acabar, mas na véspera não descartou nova prorrogação do auxílio emergencial.

 

Fonte: https://www.terra.com.br

 

Pressionado mais uma vez pelos preços dos alimentos, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que é considerado uma prévia da inflação oficial do país, ficou em 0,81% em novembro, após ter registrado avanço de 0,94% em outubro, informou nesta terça-feira (24) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Embora a alta tenha desacelerado, trata-se da maior taxa para meses de novembro desde 2015 (0,85%) e da segunda maior variação mensal do ano, só perdendo para outubro.

IPCA-15, prévia da inflação oficial (variação mensal) — Foto: Economia G1

                       IPCA-15, prévia da inflação oficial (variação mensal) — Foto: Economia G1

No ano, a prévia da inflação acumulou alta de 3,13%. Em 12 meses, atingiu 4,22%, acima dos 3,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores e também da meta central de inflação perseguida pelo governo para 2020, que é de 4%. Em novembro de 2019, a taxa foi de 0,14%.

O resultado veio um pouco acima do esperado. A mediana das estimativas de 24 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data projetava uma alta de 0,72% do IPCA-15 em novembro.

Os 9 grupos pesquisados registraram alta

"Além do grupo de Alimentação e bebidas, que teve alta de 2,16%, todos os demais subiram: Transportes (1%), Artigos de residência (1,40%), Habitação (0,34%) e Vestuário (0,96%), além de Saúde e Cuidados Pessoas (0,04%), Despesas Pessoais (0,14%), Comunicação (0,06%) e Educação (0,01%)", informou o IBGE.

Veja o resultado de novembro para cada um dos grupos:

  • Alimentação e bebidas: 2,16%
  • Habitação: 0,34%
  • Artigos de residência: 1,40%
  • Vestuário: 0,96%
  • Transportes: 1%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,04%
  • Despesas pessoais: 0,14%
  • Educação: 0,01%
  • Comunicação: 0,06%

Todas as regiões tiveram alta em novembro

Segundo o IBGE, todas as regiões pesquisadas apresentaram alta, sendo o menor resultado verificado na Região Metropolitana de Recife (0,31%), especialmente por conta da queda nos preços da gasolina (-1,37%); e o maior no município de Goiânia (1,26%), onde a alta de 3,25% na gasolina foi a principal responsável

Alimentos acumulam alta de 12,12% no ano

Os alimentos e bebidas responderam por 0,44 ponto percentual do IPCA-15 de novembro. Com avanço de 2,16%, o grupo passou a acumular alta de 12,12% no ano.

A inflação dos alimentos vem se destacando nesse final de ano, influenciada também por conta do câmbio favorável às exportações, o que levanta preocupações de uma alta mais disseminada dos preços.

Entre os itens que mais subiram, destaque para carnes (4,89%), arroz (8,29%), batata-inglesa (33,37%), tomate (19,89%) e óleo de soja (14,85%). Entre as quedas, a principal foi a do leite longa vida (-3,81%).

A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,54% em outubro para 0,87% em novembro, principalmente em função do item lanche (1,92%). Já refeição variou (0,49%), abaixo da alta de outubro (0,93%).

Inflação se espalha

O resultado mostra que a inflação se espalhou mais pelos produtos e serviços em novembro. O chamado Índice de Difusão, que mede a proporção de itens que tiveram aumento de preços no período, subiu para 66,5% neste mês, vindo de 64% no anterior, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta.

No grupo transportes, o maior impacto individual no IPCA-15 (0,06 ponto percentual) veio da gasolina (alta de 1,17% em novembro), item de maior peso na composição do IPCA-15. Também houve alta nos preços do etanol (4,02%), óleo diesel (0,53%) e gás veicular (0,55%).

Em artigos de residência, as maiores pressões vieram dos itens mobiliário (2,40%) e eletrodomésticos e equipamentos (2,23%), com destaque para a alta de 11,23% nos preços do ar-condicionado.

Nos preços de vestuário, enquanto as roupas femininas passaram de -0,10% em outubro para 0,97% em novembro, as roupas masculinas (1,49%), infantis (0,74%) e os calçados e acessórios (0,33%) subiram pelo segundo mês consecutivo. Já joias e bijuterias tiveram alta de 2,27% e acumulam no ano avanço de 13,19%.

Perspectivas e meta de inflação

Apesar da pressão de alguns itens nos últimos meses e do temor de repasse de custos mais altos no atacado para o consumidor final a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central do governo para o IPCA, de 4%.

Segundo o relatório Focus, divulgado na segunda-feira pelo Banco Central, os analistas do mercado financeiro estimam uma inflação de 3,45% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), atualmente em 2% – mínima histórica. O mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros neste patamar até o fim deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa do mercado subiu para 3% ao ano em meio ao aumento das preocupações com a situação das contas públicas.

Para o ano que vem, o mercado financeiro subiu de 3,22% para 3,40% sua previsão de inflação. Em 2021, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Entenda o IPCA-15

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de outubro a 12 de novembro de 2020 e comparados com aqueles vigentes de 12 de setembro a 13 de outubro de 2020.

 
 
Fonte: Por Darlan Alvarenga, G1

A maior processadora de carne do mundo, JBS (JBSS3), encerrou o terceiro trimestre com resultado acima do esperado pelo mercado, impulsionada por forte desempenho nas unidades da empresa nos Estados Unidos e no Brasil, além de redução nas despesas financeiras.

A companhia, dona de marcas como Swift e Friboi, teve lucro líquido de 3,1 bilhões de reais de julho a setembro, ante lucro de 356,7 milhões de reais de um ano antes, quando o resultado financeiro havia sido negativo em 3,7 bilhões de reais.

O desempenho operacional, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, foi de 7,99 bilhões de reais, evolução de 35% na comparação anual, mas queda de 24,6% na base sequencial.

Analistas, em média, esperavam que a JBS apurasse lucro líquido de 2,87 bilhões de reais, com Ebitda de 6,89 bilhões, segundo dados da Refinitiv.

A companhia afirmou que o resultado da Seara deve-se ao aume

nto de 4,4% no volume vendido e aumento no preço médio dos produtos de 19,7% ante o terceiro trimestre de 2019. Já a divisão de suínos nos EUA, JBS Pork, teve queda de 5,5% na receita líquida em dólares por conta de quedas de 8% no preço médio, enquanto o volume de vendas subiu 1,3%.

“A produção de carne suína no trimestre voltou aos patamares pré-Covid, compensando, inclusive, o volume menor produzido no segundo trimestre”, afirmou a JBS no balanço.

A JBS fechou setembro com relação dívida líquida sobre Ebitda de 1,6 vez em dólar, menor na história da companhia, e de 1,83 vez em reais.

 

Fonte: https://www.moneytimes.com.br

O dólar opera em queda nesta terça-feira (10), negociado ao redor de R$ 5,35, refletindo a manutenção do otimismo global depois da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e de notícias de sucesso em uma vacina para a Covid-19 da Pfizer, enquanto no Brasil o foco permanecia na saúde das contas públicas.

Às 14h10, a moeda norte-americana caía 0,58%, cotada a R$ 5,3565. Na mínima até o momento chegou a R$ 5,3535. Já na máxima foi a R$ 5,41. Veja mais cotações.

Já o Ibovespa opera em alta.

Na segunda-feira, o dólar fechou em queda de 0,08%, cotada a R$ 5,3877. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,2247. Na parcial de novembro, passou a acumular 1ueda de 6,10%. No ano, ainda tem alta de 34,36%.

Nesta terça-feira, o Banco Central fará leilão de swap tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021, destaca a Reuters.

Cenário externo e interno

No exterior, o bom humor permanecia nos mercados, embora preocupações sobre risco de um segundo lockdown em mais países e profundidade dos danos econômicos provocados pela pandemia limitassem os ganhos.

Um maior otimismo vem dominando os mercados desde quarta-feira da semana passada, com os investidores aliviados com os resultados das eleições nos Estados Unidos, diante da percepção de que o equilíbrio de poder que se perfila entre republicanos e democratas no Congresso dificultará a execução de grandes mudanças, incluindo um aumento de impostos, um endurecimento das regulamentações ou controle mais rigoroso de grandes empresas.

O anúncio da véspera da Pfizer, informando que sua vacina experimental é mais de 90% eficaz na prevenção à Covid-19, segundo dados iniciais do estudo da fase 3, também animou investidores.

Na agenda de indicadores, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerou a alta a 2,67% na primeira prévia de novembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas, pressionado principalmente pelos preços no atacado. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 19,45% para 23,79%.

Além disso, a suspensão dos testes da vacina contra a Covid-19 CoronaVac, da chinesa Sinovac, que está sendo testada no Brasil pelo Instituto Butantan, era apontada pelos mercados locais como ponto de atenção, que pode ser gatilho para busca por segurança.

No cenário local, permanecem também as preocupações em torno da trajetória da dívida pública, com os investidores à espera de uma indicação clara sobre se o governo respeitará ou não seu teto de gastos. A principal dúvida é sobre como um pacote de auxílio social seria financiado diante de um orçamento apertado para 2021, e se o governo conseguirá dar prosseguimento à agenda de reformas estruturais.

O aumento do risco fiscal, somado ao patamar extremamente baixo da taxa Selic e a um crescimento econômico fraco, ajudam a explicar o forte avanço do dólar no ano ante o real.

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou na segunda-feira que tudo indica que o Congresso não vai votar o Orçamento de 2021 ainda este ano e isso poderá afetar o rating do Brasil nas agências de classificação de risco, notícia que foi citada por vários analistas como possível fator de pressão para o real.

 

Fonte: Por G1

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) avançou 2,67% na primeira prévia de novembro, segundo divulgou nesta terça-feira (10) a Fundação Getúlio Vargas, pressionado principalmente pelos preços no atacado. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 19,45% para 23,79%.

No primeiro decêndio de outubro, o índice havia registrado taxa menor, de 1,97%.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. Ele sofre uma influência considerável das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários, como as commodities e metais.

"Nesta primeira leitura de novembro, a taxa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) segue influenciada pelos aumentos dos preços das matérias-primas brutas (2,31% para 4,19%) e dos bens intermediários (2,66% para 3,88%). No primeiro grupo destacam-se milho (5,08% para 17,05%) e algodão (2,42% para 18,26%). No segundo, óleo diesel (-10,09% para 2,15%) e farelo de soja (9,01% para 21,13%), destacou André Braz, coordenador dos Índices de Preços.

Já a taxa de variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou desaceleração com os arrefecimentos dos grupos alimentação (1,30% para 0,82%) e vestuário (0,67% para 0,34%).

Por fim, no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) o grupo materiais, equipamentos e serviços subiu 2,45% e contribuiu para a alta da taxa em 12 meses do indicador da construção, que avançou de 6,19% para 7,88%.

Em 2020, o IGP-M tem registrado uma variação bem acima da inflação oficial, que em 12 meses segue abaixo da meta central do governo para o ano, que é de 4%.

Componentes do IGP-M

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, acelerou a alta a 3,48% na primeira prévia de novembro, depois de subir 2,45% em outubro.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% no IGP-M, passou de 0,64% na primeira prévia de outubro para 0,41% em novembro.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,31% em novembro, ante 1,26% no mês anterior.

 

Fonte: Por G1

A mineradora Vale (SA:VALE3) teve lucro líquido de 2,9 bilhões de dólares no terceiro trimestre, aumento de 76% ante o registrado no mesmo período do ano passado, com impulso de melhores preços do minério de ferro em meio à forte demanda da China, informou a companhia nesta quarta-feira.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou 6,1 bilhões de dólares, versus 4,6 bilhões de dólares no mesmo período do ano passado.

O desempenho também melhorou fortemente ante o segundo trimestre, quando o lucro somou 995 milhões de dólares, e o Ebitda ajustado 3,37 bilhões de dólares. Mas o resultado líquido ficou abaixo da expectativa de 3,76 bilhões de dólares, com base em dados da Refinitiv.

O Ebitda de Minerais Ferrosos, o principal negócio da empresa, totalizou 5,86 bilhões de dólares no terceiro trimestre, ficando 2,35 bilhões acima do segundo trimestre.

O preço realizado da Vale de finos de minério de ferro totalizou 112,1 dólares por tonelada, um aumento de 23,2 dólares quando comparado ao trimestre imediatamente anterior e também avanço na comparação com os 89,2 dólares do mesmo período do ano passado.

A alta refletiu "o aumento do preço de referência 62% Fe e a curva de preço futura, devido a forte demanda chinesa".

A companhia comentou que a produção de aço da China totalizou 92,5 milhões de toneladas em setembro, atingindo um recorde de 781 milhões no acumulado dos nove primeiros meses do ano, um aumento de 4,5% em relação ao ano anterior.

O custo caixa C1 de finos de minério de ferro diminuiu 2,2 dólares, totalizando 14,9 dólares/toneladas no terceiro trimestre.

"O menor custo caixa C1 deveu-se, principalmente, à maior diluição de custos fixos (1,5 dólar/t) e a normalização dos custos de demurrage (0,9 dólar/t), ambos efeitos antecipados no relatório do segundo trimestre", disse a Vale.

REMUNERAÇÃO

A Vale teve um fluxo de caixa livre das operações de 3,75 bilhões de dólares no terceiro trimestre, impulsionado principalmente pelo forte Ebitda, o que permitiu o pagamento de remuneração aos acionistas.

A empresa destacou que no terceiro trimestre o conselho de administração retomou a política de remuneração de acionistas, distribuindo um total de 3,3 bilhões de dólares em retornos pelo desempenho da companhia no primeiro semestre e os juros sobre capital próprio anunciados em dezembro de 2019.

A mineradora apontou ainda que desembolsou 332 milhões de dólares no trimestre relativos ao desastre de Brumadinho (MG), incluindo o programa de descaracterização, acordos e doações e

despesas incorridas.

O valor das provisões encerrou o período totalizando 3,1 bilhões de dólares, principalmente devido aos desembolsos feitos durante o ano no valor de 863 milhões de dólares e ao impacto da desvalorização do real.

Os investimentos no terceiro trimestre totalizaram 895 milhões de dólares, consistindo em 110 milhões em execução de projetos e 785 milhões de dólares em manutenção das operações.

Além disso, a companhia atualizou a projeção de investimentos em 2020, de 4,6 bilhões para 4,2 bilhões de dólares.

A dívida líquida expandida atingiu 14,4 bilhões de dólares até 30 de setembro, queda de 844 milhões de dólares principalmente pelos menores compromissos relacionados a Brumadinho e Samarco & Fundação Renova (SA:RNEW11) Renova.

 

(Por Roberto Samora e Sabrina Valle)

A Petrobras (PETR4) informou que seu conselho de administração aprovou revisão da política de remuneração aos acionistas para permitir que a administração proponha pagamento de dividendos compatíveis com a geração de caixa mesmo em exercícios em que não for apurado lucro contábil.

Em comunicado nesta quarta-feira, a companhia disse que, com as mudanças, poderá ainda propor em casos excepcionais o pagamento de dividendos extraordinários– superando o mínimo legal obrigatório ou o calculado a partir de uma fórmula– quando o endividamento bruto estiver inferior a 60 bilhões de dólares, mesmo sem lucro contábil.

Em cenário de endividamento bruto acima de 60 bilhões de dólares, poderá ser apresentada proposta de distribuição de recursos aos acionistas mesmo sem lucro contábil quando se verificar redução de dívida líquida no período de doze meses anteriores, “caso a administração entenda que será preservada a sustentabilidade financeira da companhia”, explicou.

“A proposta de distribuição deverá ser limitada à redução de dívida líquida”, acrescentou a companhia no comunicado.

 

Fonte: Por Reuters

 

O dólar disparou frente ao real no início dos negócios desta quarta-feira (28), mas a alta perdeu parte da força no meio da manhã, depois de uma intervenção do Banco Central, em dia de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa de juros do Brasil.

A alta nesta quarta vem enquanto investidores buscam segurança em meio à forte disseminação da Covid-19 em grandes economias e à aproximação da eleição presidencial norte-americana.

Às 11h28, a moeda norte-americana subia 1,23%, vendida a R$ 5,7555. Na maior cotação do dia até o momento, o dólar chegou a R$ 5,7900, maior cotação intradia - ao longo de um dia de negociação - desde 18 de maio (R$ 5,8025). Na mínima, chegou a a R$ 5,7175. Veja mais cotações.

O BC vendeu US$ 1,042 bilhão em leilão de dólares à vista.

Na parcial do mês, o dólar acumula alta de 1,20%. No ano, tem valorização de 41,80%.

Cena externa e local

Lá fora, o aumento dos casos de coronavírus provocava temores de que lockdowns na Europa prejudiquem a recuperação econômica. Pesavam também as incertezas antes das eleições nos EUA.

"Os mercados globais parecem estar incrivelmente nervosos, o misto de alta nos casos de Covid-19 e mortes e o potencial lockdown na França somam-se à incerteza antes das eleições nos EUA e você tem esse pano de fundo bastante fraco", disse John Woolfitt, diretor de trading do Atlantic Capital Markets.

Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anuncia nesta quarta, por volta das 18h, a nova taxa básica de juros, e a expectativa do mercado financeiro é que a Selic seja mantida em 2%, apesar da pressão da disparada dos preços dos alimentos.

Preocupações ampliadas com a situação fiscal do país e sustentabilidade das contas públicas, além da capacidade do governo de avançar numa agenda de reformas, seguem dominando as atenções dos investidores, sendo apontadas como os principais fatores de pressão sobre o real.

A taxa de juros em mínimas históricas também faz com que o Brasil se torne menos atrativo para investidores internacionais, em razão do diferencial de juros na comparação com outras economias, reduzindo o fluxo de dólares para aplicações financeiras no país, o que também contribui para um patamar de câmbio mais alto.

"Os humores globais pioram fortemente com quedas generalizadas e fuga para a liquidez e segurança", avaliou o economista da Necton, André Perfeito, que projeta uma taxa de câmbio de R$ 6 para o final do ano. "O Banco Central pode intervir no mercado, mas como já argumentamos várias vezes a única coisa que isso pode fazer é dar saída para o mercado e assim moderar a volatilidade", acrescentou.

 

 
Fonte: Por G1

O projeto da terceira rodada do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) prevê juros maiores e limite de crédito menor.

A proposta foi protocolada pelo senador Jorginho Mello (PL-SC), presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, após negociações com o governo e com bancos.

A previsão, de acordo com o parlamentar, é que o projeto seja votado no Senado na semana que vem, por meio de sessão virtual. Se aprovado, o texto seguirá para a Câmara.

Jorginho Mello é o autor da primeira versão da linha emergencial de crédito, que já teve mais de R$ 32 bilhões contratados desde junho.

A taxa máxima de juros, segundo propõe o projeto para essa nova etapa, seria de 6% ao ano mais a taxa Selic (atualmente em 2%).

Esses percentuais são bem superiores aos cobrados atualmente (1,25% mais Selic).

Ainda assim, a linha de crédito continuaria sendo uma das mais baratas do mercado. Dados do Banco Central apontam que o juro médio cobrado das empresas em setembro foi de 11,4% ao ano.

O objetivo das novas taxas seria estimular os bancos a correr mais riscos e emprestar mais recursos aos pequenos empresários, que seguem em busca de financiamento em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

"Depois de diversas reuniões entre senadores, governo federal, Banco Central, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, chegamos a uma taxa de juros que reputamos plausível para as micro e pequenas empresas. Sabemos que o ideal era reduzir ao máximo. Contudo, entendemos que se a taxa de juros for abaixo dos 6% mais Selic por ano, os bancos não alavancarão os recursos e, possivelmente, não emprestarão para as micro e pequenas empresas por não acharem atraente a linha", afirma o senador no texto do projeto.

A intenção é que os bancos façam uma "alavancagem" de quatro vezes, ou seja, emprestem quatro vezes mais do que o valor que será aportado pelo governo no Fundo Garantidor de Operações (FGO), administrado pelo Banco do Brasil.

O novo aporte deve ser de R$ 10 bilhões, segundo Mello. Ou seja, o valor total do crédito poderia chegar a R$ 40 bilhões — dobrando a concessão atual.

Na primeira fase do Pronampe, os bancos emprestaram R$ 18,7 bilhões em apenas 30 dias. Na segunda rodada, foram disponibilizados R$ 14 bilhões, que praticamente já se esgotaram. Caixa e Banco do Brasil respondem por quase 60% de todas as concessões.

Nessa terceira liberação, segundo o senador, os recursos do FGO poderão garantir até 25% da carteira de cada instituição financeira, em vez de 85%, como atualmente. A contrapartida para os bancos, portanto, será uma taxa de juros mais elevada.

“O Pronampe continuará bastante vantajoso para as empresas e ficará mais atrativo para os bancos, acelerando e ampliando o acesso ao financiamento”, diz o senador.

O projeto também prevê a redução no valor máximo do empréstimo, que será limitado a R$ 300 mil.

Pelas regras atuais, as micros e pequenas empresas podem contrair empréstimo no valor correspondente a até 30% do faturamento anual.

O objetivo, segundo o senador, é fazer com que o crédito chegue a um número maior de empresários. Pelo projeto, o prazo de pagamento segue o mesmo: 36 meses.

 

Fonte: Por Bianca Lima, GloboNews — Brasília

Os juros começaram a semana com viés de queda e à espera da agenda importante de eventos, que tem como destaque a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira. O mercado mantém o consenso de apostas em torno da manutenção da Selic em 2% e quer ver haverá algum ajuste na linguagem do comunicado em relação ao forward guidance, segundo o qual o Copom não pretende reduzir o grau de estímulo monetário se cumpridas determinadas condições.

As taxas chegaram a ter baixa mais firme pela manhã, mas perderam ritmo à tarde, alinhadas ao aumento da cautela global, por sua vez alimentada pelas preocupações com a segunda onda de covid-19 nos Estados Unidos e na Europa e redução nas perspectiva de fechamento de um acordo para o pacote fiscal norte-americano antes da eleição em 3 de novembro.

Após a forte alta das taxas na sexta-feira, em reação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) de outubro, o mercado encontrou algum espaço para reduzir prêmios, num movimento técnico estimulado pela ausência de condutores fortes para os negócios.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 encerrou em 3,43%, de 3,475% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2023 caiu de 4,92% para 4,88%. O DI para janeiro de 2025 terminou com taxa de 6,60%, de 6,625% no ajuste anterior. A do DI para janeiro de 2027 passou de 7,474% para 7,43%.

Na avaliação de profissionais, embora o mercado possa ter exagerado no 'sell-off' da sessão anterior, é fato que as estimativas para a inflação estão piorando, ainda que ainda não a ponto de ameaçar as metas, e num cenário fiscal desafiador. "A questão fiscal está batendo à porta em meio a um conjunto de pressões inflacionárias represadas, como visto no IGP-M", disse o operador de renda fixa da Nova Futura André Alírio. Ele lembra que, enquanto o IGP-M pode fechar o ano com alta em torno de 20%, as projeções para o IPCA em 2020 estão perto de 3%.

Na avaliação Goldman Sachs, o prêmio embutido na curva após a reação negativa ao IPCA-15 deixou os retornos interessantes para aplicar, na medida em que o banco vê a ancoragem das expectativas abaixo das metas como sinal de que a precificação de altas para a Selic pode estar superestimada. "Mantemos nossa recomendação de venda no DI para janeiro de 2022", afirma a instituição, em relatório.

Para quarta-feira, o mercado não vê alteração para o nível da taxa básica. Resta saber se haverá alguma mudança na comunicação diante da piora das estimativas de inflação e falta de solução para o financiamento do Renda Cidadã em 2021, o que mantém em risco a regra do teto de gastos, a despeito da defesa do mecanismo feita pelas autoridades nas últimas semanas.

Para o Banco Fibra, o Copom não deve alterar o forward guidance, mas sim retirar do comunicado a referência a "espaço remanescente" para utilização da política monetária. "A despeito dos atuais ruídos, é muito prematuro o comitê alterar a prescrição dado que não houve efetivamente alteração do regime fiscal", diz o relatório, assinado pelo economista-chefe Cristiano Oliveira.

 

Fonte: https://br.investing.com

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