O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Vale renovaram convênio para implantação e proteção das unidades de conservação de Carajás. Em apoio ao órgão ambiental, a empresa e a Salobo Metais irão disponibilizar cerca de R$ 80 milhões para ações de vigilância 24 horas, combate a incêndio e infraestrutura física e logística. A informação foi divulgada, hoje, no Simineral ON - a plataforma de conteúdos digitais do Sindicato das Indústrias Minerais do Pará.

A área de floresta amazônica na região de Carajás abrange as unidades: Floresta Nacional (Flonaca), Reserva Biológica do Tapirapé, Floresta Nacional do Tapirapé-aquiri, Floresta Nacional do Itacaiúnas, Área de Proteção Ambiental do Igarapé Gelado e o Parque Nacional dos Campos Ferruginosos (Parna). O conjunto de unidades equivale a uma área de 800 mil hectares de floresta nativa preservada. A mineração ocupa cerca de 2% desse total.

Segundo a Vale, o mosaico de Carajás também é a maior área de Floresta Amazônica contínua e conservada no sudeste do Pará. Um mapa mostra a evolução da região desde 1973 até os dias de hoje. Feita por imagens de satélite com base em estudo científico do Instituto Tecnológico Vale percebe-se que somente a área protegida pelo ICMBio permanece conservada, toda área ao redor sofreu degradação, com o avanço da ocupação humana e de áreas de pastagens. Desde a implantação das primeiras unidades de conservação na região em 1988, a Vale apoia a proteção.

 

 Fonte: Gabriel Pinheiro 

 

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio) chama a atenção para a época reprodutiva do caranguejo-uçá nos primeiros meses do ano, e observa que a captura é proibida em todo o território, nesse período, e não só nas unidades de conservação, nos âmbitos federal, estadual e municipal.

"O período do defeso foi criado para proteger os caranguejos em uma época em que eles estão mais vulneráveis. Tanto o macho quanto a fêmea, saem para acasalar e liberar seus ovos, estando longe de suas tocas. Esse momento é crucial para a continuação das novas gerações e precisamos que todas as pessoas sensibilizem-se e protejam os animais para que possamos garantir a sobrevivência da espécie, especialmente nas unidades de conservação, criadas para proteger os recursos naturais de forma sustentável”, enfatiza a bióloga do Ideflor-Bio, Renata Emin.

A presidente do Instituto, Karla Bengtson, informa que o Ideflor realiza ações de fiscalização e de educação ambiental em unidades de conservação geridas pelo próprio órgão, como na Área de Proteção do Marajó (APA Marajó), APA Algodoal-Maiandeua e no Monumento Natural do Atalaia.

De acordo com o Ideflor-Bio, a época reprodutiva do caranguejo-uçá nos primeiros meses do ano oscila com as fases do ciclo da lua cheia e nova, e no período fica proibida a sua captura, a manutenção em cativeiro, o transporte, o beneficiamento, a industrialização, o armazenamento e a comercialização, de acordo com portaria específica. 

No Pará, quem comercializa o caranguejo-uçá deve declarar seus estoques até um dia antes dos períodos estabelecidos para o defeso. Este ano a declaração de estoque pode ser entregue de modo presencial ou por meio eletrônico às superintendências federais do e Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

Confira o Calendário 2021, com os quatro períodos de defeso:

14 a 19 de janeiro - lua nova
29 de janeiro a 3 de fevereiro - lua cheia
28 de fevereiro a 5 de março - lua cheia
29 de março a 3 de abril - lua cheia

Na APA do Marajó, existe uma faixa de manguezais na região leste, onde é encontrada a espécie do caranguejo-uçá. Nessa mesma região dos manguezais, está inserida a Reserva Extrativista (Resex) Marinha de Soure, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O Ideflor-Bio, afirma o gerente da Região Administrativa do Marajó, Fábio Pamplona, contribui com as fiscalizações do ICMBio. As ações têm parceria institucional do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). "São verificados vários aspectos relacionados à comercialização do caranguejo, justamente para a preservação desse organismo”, frisa Fábio Pamplona.

MANGUEZAIS

O Brasil tem um 1, 4 milhão de hectares de manguezais, ecossistema onde habita o caranguejo-uçá (Ucides cordatus), espécie de grande importância na cadeia alimentar do manguezal. O caranguejo participa do processo de reciclagem e retenção de nutrientes, ao fazer a escavação e a limpeza de sua toca, e trazer à superfície matéria orgânica depositada no fundo, alimentando assim todo o sistema.

Na região Norte está localizada a maior área contínua de manguezais do País. A APA Algodoal/Maiandeua faz parte dessa área, e é grande a quantidade de caranguejos pescada na Unidade de Conservação. 

Diretora de Gestão e Monitoramento de Uidades de Conservação, do Ideflor-Bio, Socorro Almeida, apela a pescadores e consumidores que respeitem os períodos de defeso, e ajudem a garantir a perpetuação da espécie.

 

Fonte: Por Patricia Madrini (IDEFLOR-BIO)

Muita descontração e momentos de amizade e união foram propiciados aos idosos que participam do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) dos Minérios e Volante, durante passeio realizado no Parque Zoobotânico Vale, em Carajás, na quarta-feira (26).

O passeio foi proporcionado pela Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). “Muito importante, muito bonita essa estrutura no meio dessa mata. Gostei demais desse passeio”, disse Vicente de Mendonça, 77, que fez o passeio pela primeira vez.

“A importância de fazer esses passeios é dar continuidade ao trabalho que realizamos dentro do Cras, que é o fortalecimento dos vínculos. Então, fizemos essa parceria com o ICMBio, para que os nosso público atendido possa ter esse momento ao ar livre, trabalhando assim o protagonismo e a confiança entre eles”, destacou a orientadora social, Luma Reis.

Para Allison de Souza, representante do ICMBio, que é um órgão responsável pelo gerenciamento das unidades florestais da União, é importante fortalecer o acesso da população à esses espaços, “a parceria com o Cras visou dar uma mais uma oportunidade para a população acessar essas áreas, conhecer ou ampliar seus conhecimentos, sendo também um momento de lazer. Sempre visamos essas parcerias para quebrar esse paradigma de que essas áreas pertencem a alguma empresa”.

Texto: Antônio Fernandes

Com o objetivo de promover a divulgação da Unidade de Conservação (UC) na região   e fortalecer a participação social na gestão da unidade, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), por meio do programa de voluntariado da Floresta Nacional de Carajás (FLONA-Carajás), abre inscrições para o serviço voluntário na UC.

A proposta do Programa é capacitar os interessados a conduzirem visitas guiadas ao interior das áreas protegidas, bem como eventos de educação ambiental, produção de materiais didáticos e ações de divulgação da UC.

As inscrições serão abertas no dia 24/06 às 08h e encerrarão no dia 15/07 às 18h. Os interessados deverão entregar currículos e ficha cadastral de voluntários, disponível no anexo I do edital, na sede do ICMBio em Parauapebas, localizado na rua J, nº 202, bairro União, nos horários de 08h à 18h.

 A seleção dos voluntários se dará em duas etapas, a primeira trata-se da análise dos currículos, onde serão selecionados currículos na proporção 3x (três vezes) a quantidade de vagas, para o eixo temático proposto; já o segunda se dará por meio de entrevista dos selecionados na primeira fase, que será agendada posteriormente pelo ICMBio.

A lista final dos participantes do processo de capacitação e uma lista de espera, que será utilizada para selecionar outros participantes de acordo com a necessidade do ICMBio, será divulgada no dia 01/08 na página do Facebook da Floresta Nacional de Carajás. E, também em uma lista que estará disponível no escritório do ICMbio, em Parauapebas.

Requisitos exigidos aos candidatos:

Ter a partir de 18 anos completos;
ter afinidade com questões ambientais e interesse pela conservação da biodiversidade e dos recursos naturais;
Ter formação, estar cursando ou ter experiência na área ambiental e/ou prestação de serviços voluntários; ser comunicativo e proativo;  saber trabalhar em equipe; Ter disponibilidade de participação em todas as etapas da capacitação.

Vagas:

As vagas serão ofertadas de acordo com os eixos temáticos, e quadro de vagas locais. São eles: Administração, com 05 vagas; Gestão Socioambiental, 20 vagas e Uso Público e Negócios, 15 vagas.

Baixe o edital na íntegra no topo da página.

 

 

O Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade poderá divulgar a abertura de concurso público (Concurso ICMBIO 2018) em breve. Acontece que o pedido de realização foi reiterado no mês de junho pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) junto ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), responsável pela autorização de concursos do governo.

Anteriormente solicitado para 1.132 vagas, agora o novo pedido conta com 1.179 vagas. A nova solicitação foi feita para técnico administrativo (457), técnico ambiental (67), analista ambiental (561) e analista administrativo (94). Os cargos de técnico têm requisito de nível médio, enquanto a função de analista requer o nível superior. Os salários iniciais para os cargos de técnico chegam a R$4.408,94, enquanto os ganhos de analista chegam a R$9.389,84. As remunerações já incluem o auxílio-alimentação no valor de R$458,00. Em todos os casos, a jornada de trabalho é de 40 horas semanais.

Sobre os cargos do Concurso ICMBIO 2018

O cargo de Analista Administrativo requer diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior em qualquer área de formação, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Terá missão de exercício de todas as atividades administrativas e logísticas relativas ao exercício das competências constitucionais e legais a cargo do ICMBio, fazendo uso de todos os equipamentos e recursos disponíveis para a consecução dessas atividades.

Já o cargo de Analista Ambiental requer diploma, devidamente registrado, de conclusão de curso de nível superior em qualquer área de formação, fornecido por instituição de ensino superior reconhecida pelo MEC. O Analista terá missão de planejamento ambiental, organizacional e estratégico afeto à execução das políticas nacionais de meio ambiente, formuladas no âmbito da União, em especial as que se relacionem com as seguintes atividades: regulação, controle, fiscalização, licenciamento e auditoria ambiental; gestão, proteção e controle da qualidade ambiental; ordenamento dos recursos florestais e pesqueiros; conservação dos ecossistemas e das espécies neles inseridas, incluindo seu manejo e proteção; e estímulo e difusão de tecnologias, informação e educação ambientais.

Por fim, o cargo de Agente Administrativo requer certificado, devidamente registrado, de conclusão de curso de ensino médio (antigo segundo grau), expedido por instituição de ensino reconhecida pelo MEC. O cargo terá missão de atuação em atividades administrativas e logísticas de apoio relativas ao exercício das competências institucionais e legais a cargo do ICMBio, fazendo uso de equipamentos e recursos disponíveis para a consecução dessas atividades.

Último concurso ICMBIO

O último Concurso ICMBIO foi realizado em 2014. Na oportunidade, o certame contou com 54.172 inscritos entre analista e técnico. Das 271 vagas, 20 foram para analista administrativo (todas para a sede, em Brasília) e 30 para analista ambiental (Mato Grosso e Pará). Já para os candidatos de nível médio, foram 168 vagas para técnico administrativo e 53 de técnico ambiental, com oportunidades para Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Pernambuco e Mato Grosso, entre outros estados.

Sobre o ICMBIO

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade é uma autarquia em regime especial. Criado dia 28 de agosto de 2007, pela Lei 11.516, o ICMBio é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e integra o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).

Cabe ao Instituto executar as ações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, podendo propor, implantar, gerir, proteger, fiscalizar e monitorar as UCs instituídas pela União.

Cabe a ele ainda fomentar e executar programas de pesquisa, proteção, preservação e conservação da biodiversidade e exercer o poder de polícia ambiental para a proteção das Unidades de Conservação federais.

(Fonte: noticiasconcursos.com.br)

Uma tentativa de invasão do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos, na região da Bocaina, em Canaã dos Carajás, foi empreitada na manhã deste domingo (1º), por cerca de 50 pessoas que se dizem integrantes da Frente Nacional de Luta (FNL). O ICMbio é o gestor do Parque, que foi criado em junho do ano passado, pelo governo federal, como contrapartida ambiental pela implantação do Projeto S11D da Vale. A mineradora é parceira do ICMbio no processo de conservação e proteção da área.

Por meio de nota, a Vale informou que a tentativa de invasão da área foi frustrada, “a equipe de segurança empresarial da empresa realizou o desforço possessório e a invasão foi neutralizada. O fato foi comunicado imediatamente à Polícia Federal, Polícia Militar e ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)”, informou a nota.

O desforço possessório é um direito legal do possuidor de impedir uma invasão, conforme o que estabelece o Código Civil. Ainda segundo a nota, “cinco integrantes do movimento foram encaminhados à Polícia Federal de Marabá. Com um dos detidos foram encontrados papelotes com drogas (maconha). Entre os pertences apreendidos foi encontrada uma arma de fogo caseira”.

(Fonte Portal F5)

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