Antes deste domingo, dia 5 de Setembro, o derradeiro da XVI Paralimpíada realizada em Tóquio, faltava só um pódio para que o Time Brasil igualasse o seu recorde antológico de 72 medalhas, estabelecido nos Jogos do Rio/2016. No total de Tóquio, já arrebatara exatas 71, ou 22 de ouro, 19 de prata, 30 de bronze. Bons augúrios prenunciavam alegria. Com as 22  de ouro já havia suplantado o primado de 21, obtido em Londres/2012. E também já havia sobrepujado a meta que o CPB, o Comitê Paralímpico Brasileiro, fantasiara alcançar, o seu centésimo triunfo na história do evento. Já no sábado havia desembarcado nos 109. E é óbvio que tem um significado muito maior ganhar 72 medalhas numa plaga do outro lado do mundo e com uma delegação da metade do tamanho daquela escalada dentro de casa.

Pois o prêmio de número 72 brotou de maneira belíssima na classe T46 para deficientes físicos da prova mais exaustiva e desgastante do Atletismo, a Maratona, graças à prata de Alex Douglas Pires da Silva, gaúcho de Sapiranga, de 31 anos de idade. Aos oito, num exame trivial de Educação Física na sua escola primária, Alex descobriu que o seu braço esquerdo era mais curto que o direito. Sua família buscou orientação e lhe recomendaram uma cirurgia na articulação do ombro. Haveria riscos, porém. E ele se adaptou à situação e até se tornou paratleta. Num grupo de 12 corredores, apenas se livrou do pelotão do meio por volta de 3/4 dos 42km195 oficiais. Não conseguiu passar o chinês Li Chaoyan, 2h25’50”. Todavia, com o tempo de 2h27”00, definiu um novo recorde sul-americano na sua classe.

Eis como ficou a lista das medalhas do Brasil, por esporte:

ATLETISMO = 28 (8 de ouro, 9 de prata e 11 de bronze)
Mulheres: 9
Homens: 19

NATAÇÃO = 23 (8-5-10)
Mulheres = 8
Homens = 12
Equipes mistas = 3

 

CANOAGEM =3 (1-2-0)
Homens = 3

TAEKWONDO = 3 (1-1-1)
Mulheres = 2
Homens = 1

JUDÔ = 3 (1-0-2)
Mulheres = 3

TÊNIS DE MESA = 3 (0-1-2)
Mulheres = 3

BOCHA = 2 (0-0-2)
Homens = 2

FUTEBOL DE CINCO = 1 (1-0-0)
Homens = 1

GOALBALL = 1 (1-0-0)
Homens = 1

LEVANTAMENTO DE PESOS 1 (1-0-0)
Mulheres = 1

ESGRIMA = 1 (0-1-0)
Homens = 1

HIPISMO = 1 (0-1-0)
Homens = 1

REMO = 1 (0-0-1)
Homens = 1

VÔLEI SENTADO = 1 (0-0-1)
Mulheres = 1


Não me agrada eleger os “melhores”. Eventualmente, eu me permito falar dos “destaques”. Até porque, em Jogos Olímpicos ou em Jogos Paralímpicos, todos aqueles que defendem as cores de sua nação merecem respeito igual e aplausos de mesma intensidade. Mas, nesta edição dos Paralímpicos, os de Tóquio/2020 atrasados para 2021, ficaram ostensivamente dignas de um ressalto as performances de dois paraatletas de fato espetaculares.

Maria Carolina Santiago, pernambucana do Recife, 36 de idade, categoria S12 da Natação, fez a sua estreia apenas agora e imediatamente se tornou a mais premiada dentre as mulheres do País na antologia da competição. Nascida com a chamada Síndrome de Morning Glory, alteração congênita de nervo ótico e de retina, que paulatinamente acarreta uma redução na sua acuidade, apenas vislumbra formas chapadas com o olho esquerdo e basicamente não tem a visão periférica do seu direito. Abiscoitou um ouro nos 50m Livre, nos 100m Livre, nos 100m Peito, mais o bronze dos 100m Costas e a prata no Revezamento Misto de 4 X 100 Livre. Tudo isso sem descurar da preciosa serenidade com que compete.

Yeltsin Francisco Ortega Jacques, sul-matogrossense de Campo Grande, 30 anos, à parte todas as suas qualidades individuais, se caracterizou por exemplificar como deve funcionar a compatibilização entre um meio-fundista da classe T11, baixíssima visão, apenas 5%, e o seu guia. Na prova dos 5.000m do Atletismo, aliás, utilizou o habitual, Carlos Antonio dos Santos, de apelido Bira, pois nasceu em Ubirajara/SP, e também Laurindo Nunes Neto. Usou a resistência de Laurindo para pular à frente na largada e, então, nos 1.500m finais, com a velocidade de Bira, pôde disparar de maneira inalcançável. Claro que na distância menor, dos 1.500m, graças à aceleração e à orientação de Bira, literalmente ignorou os adversários. Importante: foi de Yeltsin/Bira, nos 1.500, o centésimo ouro do Brasil.

 
Fonte: Do R7

Parauapebas tem trilhando um verdadeiro caminho de sucesso em olimpíadas nacionais. A cada ano, o número de estudantes medalhistas tem crescido e evidenciado o quanto o município tem incentivado à participação e investido em educação com qualidade e equidade.

Na 24ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e 15ª edição da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), o município conquistou 198 medalhas (190 na OBA e 8 na MOBFOG), um número bastante expressivo. Dessas, 51 foram de ouro, 78 de prata e 69 de bronze.

Este foi o maior resultado em medalhas de ouro já conquistado em olimpíadas pelo município. A estudante Wilianny Mendes Vale, 13 anos, é uma das responsáveis por este feito inédito. Ela é medalhista de ouro da OBA pela segunda vez consecutiva.

“Desde que conquistei minha primeira medalha em 2020, o que foi uma surpresa, eu já comecei a estudar para a próxima edição. Com a ajuda dos professores e muita dedicação, o resultado veio novamente. Eu me sinto honrada de ter conquistado ouro de novo”, comenta a estudante da escola Eunice Moreira.

Para Danielle Mendes Vale, mãe de Wilianny, a jovem é motivo de muito orgulho. “Eu sei o quanto ela é esforçada, dedicada, e quando vem um resultado como este a gente se alegra muito. Ela merece.”, declara Danielle, mencionando que mesmo com a pandemia a escola conseguiu desempenhar seu papel com êxito e incentivou a participação dos alunos.

Para o secretário de Educação, Leal Nunes, a conquista dos estudantes é motivo de muito orgulho. “Essa conquista, que muito nos orgulha, é resultado de um trabalho em conjunto realizado em toda a rede de ensino, que envolve investimentos do Governo Municipal, empenho dos técnicos, dedicação dos professores e esforço dos alunos. Parabéns a todos”.

 

ESCOLAS DESTAQUES

A escola Eunice Moreira permanece no topo das escolas que mais conquistaram medalhas (OBA: 37 – 8 ouro, 13 prata e 16 bronze), seguida pela escola Eduardo Angelim (OBA: 18 – 6 ouros, 9 pratas, 3 bronze) e pela Fernando Pessoa (OBA: 16 - 1 ouro, 7 prata e 7 bronze; Mobfog: 1 prata).

As escolas Antônio Matos Filho, Faruk Salmen, Cecília Meireles, Olga da Silva Sousa, João Prudêncio de Brito, Elisaldo Ribeiro de Farias, Chico Mendes, Terezinha de Jesus, Sandra Maria, Jozias Leão, Jean Piaget, Carlos Henrique, Plácido de Castro, Benedito Monteiro, Irmã Laura, Eurides Santana, Carlos Drummond de Andrade, Novo Horizonte, Domingos Cardoso, Milton Martins, Dorothy Stang, Paulo Fonteles, Mário Lago, Luiz Magno, João Evangelista e Nelson Mandela também fizeram bonito.

 

PARTICIPAÇÃO DOS CICLOS INICIAIS

Os alunos dos ciclos iniciais (1º ao 5º ano) contribuíram significativamente para os bons resultados obtidos desde 2020. “O Departamento de 1º e 2º ciclos vem trabalhando juntamente com coordenadores e professores em contexto de formação sobre a temática e logo alcançamos bons resultados. E com este resultado, esperamos maior participação dos nossos alunos em 2022”, aponta Raimundo Felix, coordenador do Departamento dos Ciclos Iniciais da Semed.

A estudante Anna Maria da Nobrega de Andrade, 3º ano, conquistou sua primeira medalha em olimpíadas com apenas 8 anos. A conquista foi uma surpresa para ela. “Foi maravilhoso descobrir que eu ganhei ouro. A emoção foi tão grande que sai pulando, agora vou participar de todas que eu puder e incentivar minhas amigas”, comemora a aluna.

 

 

Texto: Messania Cardoso

Campeão olímpico no Rio de Janeiro, em 2016, Thiago Braz garantiu a medalha de bronze no salto com vara em Tóquio 2020. A final ocorreu nesta terça-feira (3). O brasileiro, que se classificou ao saltar 5,75 m na etapa classificatória, conseguiu ir até os 5,87 m, ficando atrás somente do recordista mundial Armand Duplantis, da Suécia, que confirmou o favoritismo ficando com o ouro. O norte-americano Christopher Nilsen levou a prata.

Thiago começou bem e acertou, em seu salto inicial, os 5,50 m. Na sequência, tentou 5,70 m e chegou a passar na primeira tentativa, porém, um toque acabou derrubando o sarrafo. Na segunda tentativa, ultrapassou a barra. 

Para 5,80 m, o brasileiro falhou na primeira tentativa. Na segunda, foi bem e se credenciou para saltar os 5,87 m, que acertou de primeira.

Na tentativa para 5,92 m, de 14 competidores restavam apenas Christopher Nilsen (EUA), Thiago Braz (BRA), Renaud Lavillenie (FRA) e Armand Duplantis (SUE), franco-favorito. Na primeira execução, o brasileiro falhou e o sueco passou no primeiro salto com folga. 

Thiago foi para a segunda tentativa, mas derrubou a barra. Na sequência, o francês Renaud Lavillenie, que sofreu com lesões nos pés, desperdiçou sua terceira tentativa e o brasileiro garantiu o bronze.

Na terceira execução, Braz falhou de novo, mas ficou com o terceiro lugar, garantindo a medalha, a sua segunda em dois Jogos Olímpicos.

A prova seguiu com o Nilsen e Duplantis. O sueco passou com tranquilidade na primeira tentativa. O norte-americano desperdiçou suas três tentativas e o pódio se formou.

Insaciável

Não satisfeito, Duplantis ajustou o sarrafo para 6,19 m para tentar bater o recorde mundial, que é dele mesmo (6,18 m), e o olímpico, que é de Thiago Braz, que saltou 6,03 m no Rio, em 2016.

O sueco chegou a pensar em tentar o olímpico primeiro, mas decidiu ir direto para o mundial. Na primeira tentativa, faltou pouco para conseguir. Cansado, na segunda desistiu no meio do caminho. Na terceira, o medalhista de ouro, conquistada com facilidade hoje, derrubou a barra novamente.

O recorde olímpico, portanto, segue com Braz.

 

Fonte: Ulisses de Oliveira, do R7

Ouro no salto e prata no individual geral, a ginasta brasileira Rebeca Andrade não conseguiu conquistar sua terceira medalha nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Ela se apresentou em sua terceira final, na manhã desta segunda-feira (2), no solo da ginástica artística.

Ao som do funk Baile de Favela, do MC João, a brasileira foi a penúltima a se apresentar no aparelho, e recebeu nota 14.033. Rebeca ficou na quinta colocação do aparelho.

O ouro ficou com Jade Carey, dos Estados Unidos, que recebeu nota 14.366. A italiana Vanessa Ferrari ficou com a medalha de prata, após ganhar nota 14.200. Empatadas com 14.166, as ginastas Mai Murakami, do Japão, e Angelina Melnikova, do Comitê Olímpico Russo, ficaram com o bronze.

Em Tóquio 2020, Rebeca se tornou a primeira mulher a conquistar uma medalha para o Brasil na ginástica artística, após ganhar a prata, na última quinta-feira (29), na disputa do individual geral. Na ocasião, o som Baile de Favela já havia se destacado.

No domingo (1), quando ganhou a medalha de ouro no salto, a ginasta também se tornou a primeira mulher brasileira a conquistar duas medalhas em uma mesma edição de Jogos Olímpicos.

 

Fonte: Do R7

O Brasil venceu o Egito por 1 a 0 nas quartas de final do futebol masculino e garantiu a disputa por medalha em Tóquio 2020. Em partida na manhã deste sábado (31), a seleção masculina jogou bem, confirmou o favoritismo e afastou o fantasma de eliminação nas quartas, que já vitimou a equipe feminina um dia antes.  

O duelo começou parado, com poucas chances de cada lado. O Egito pressionou a saída de bola do Brasil, que não viu o meio campo funcionar nos primeiros minutos do jogo. Com a diminuição do ritmo de marcação, o ataque formado por Antony, Matheus Cunha e Richarlison começou a infernizar os zagueiros.

O primeiro lance de perigo do trio veio após passe longo da defesa, em conexão direta com Richarlison. Livre, ele deixou Antony no um contra um, para o atacante chutar levando perigo à meta egípcia. 

Depois de mais 15 minutos de jogo morno, Richarlison voltou a aparecer, desta vez na ponta esquerda. Em linda jogada, o atacante driblou um, deu rolinho em outro e deixou Matheus Cunha livre para o chute na entrada da área. A tentativa foi bloqueada no último instante pela defesa.

A dobradinha se repetiu poucos minutos depois, no mesmo roteiro: Richarlison driblando na esquerda e encontrando o camisa 9. Desta vez, Matheus não deu chances à defesa e fez belo gol com chute rasteiro no canto aos 37min.

Segundo tempo

Com o Egito saindo para o ataque, o Brasil voltou ainda melhor no segundo tempo e teve três chances claras de gol em menos de 15 minutos. Todas foram desperdiçadas. A seleção masculina ainda viu o goleador Matheus Cunha sair lesionado, mas manteve o controle do jogo.

Já os adversários levaram pouco perigo no início da segunda etapa. Com a exceção de jogada anulada por impedimento, algumas poucas bolas cruzadas pelo Egito mostraram desorganização da defesa brasileira e trouxeram perigo, mas não foram suficientes.

O Brasil ainda levou perigo em outros lances, mas falhou na hora de chutar e acabou passando por leve sufoco. Os egípcios ensaiaram pressão nos minutos finais, mais uma vez levantando bolas à área, mas acabaram derrotados pelo placar mínimo. 

Com a vitória, a seleção masculina enfrentará às 5h (horário de Brasília) da próxima terça-feira (3) o México, que derrotou a Coreia do Sul por 6 a 3 após a prorrogação. Do outro lado, a semifinal será entre Espanha e Japão. Campeão olímpico na Rio 2016, o Brasil é, junto com a Espanha, um dos favoritos ao ouro.

 

Fonte: Gabriel Croquer, do R7

O Brasil já conquistou sete medalhas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, ocupando a 11ª posição no ranking mundial. Nesta quinta-feira (29), o destaque foi o triunfo das mulheres no judô, com a medalha de bronze de Mayra Aguiar, e na ginástica artística com a prata de Rebeca Andrade, sob o som contagiante que mistura o clássico de Johann Sebastian Bach com o funk paulista do "Baile de Favela", de MC João.

As vitórias brasileiras oxigenam a esperança da população depois de tantos momentos de tristeza ocasionados pela pandemia de Covid-19. Principalmente considerando que o isolamento social e as medidas restritivas comprometeram os treinamentos físicos e psicológicos dos atletas. Por isso, cada vitória tem um valor ainda maior como o ouro de Ítalo Ferreira no surf; as pratas no skate de Rayssa Leal e Kelvin Hoefler; os bronzes de Daniel Cargnin, no judô, e de Fernando Scheffer, na natação.

Para além da competição, o esporte é um instrumento de transformação social e assim, o solo de Rebeca embalado pelo funk é tão simbólico e reflete a história de superação e garra da atleta, assim como tantas outras Brasil a fora.

No Pará, por exemplo, a ginasta Camilly Santos, 19 anos, treina desde os quatro e já participou de competições locais e nacionais. “Eu morava em frente ao ginásio de ginástica, o meu pai pensava que era ballet porque todos os dias escutava músicas durante a tarde. Ele decidiu ver o que era na verdade, ele gostou muito e decidiu me matricular com apenas quatro anos de idade”, lembra.

O desempenho de Camilly a levou a Jogos Escolares Nacionais e Campeonatos Paraenses e Brasileiros. “Sou campeã paraense 11 vezes, invicta desde do meu 1º campeonato de ginástica rítmica. Em 2017, fui vice-campeã nos Jogos Escolares da Juventude e já estive entre as 8º melhores ginastas do País, nos campeonatos brasileiros”, afirma.

Entretanto, as conquistas foram marcadas por dificuldades que para serem superadas tiveram o apoio do Governo do Estado, por meio do Programa Bolsa Talento, conduzido pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). “Quando comecei a me destacar nos campeonatos brasileiros, os custos das inscrições e das despesas eram muito altos e eu viajava com minha técnica para competições. O Bolsa Talento me ajudou muito para contratar outras técnicas para me dar aula, além de poder comprar roupas mais elaboradas para competições, me ajudou com o transporte diário para os treinos e é uma ajuda e tanto”, exemplifica Camilly.

“O Bolsa Talento é um programa do Governo do Estado do Pará, com incentivo para que os atletas possam permanecer nas modalidades. Eles treinam para participar de competições em busca das melhores posições do ranking nacional, para que possam também representar o Pará, além de garantir uma vaga na seleção brasileira”, explica Kátia Rocha, diretora em exercício de Esporte e Lazer da Seel.

O programa auxilia crianças e jovens de forma financeira, além de promover benefícios físicos e sociais por meio da prática esportiva. “O esporte consegue trabalhar em diversas vertentes, além de conseguir manter os níveis de corpóreos e desenvolvimento da criança e adolescente, ele também proporciona um equilíbrio. O esporte contribui com estabilização, para que eles possam ressocializar com outras pessoas, além de poder controlar a ansiedade e conviver com essa relação de ganhar, perder e ter solidariedade com o próximo”, acrescenta a diretora.

Sobre as águas - O surf é um dos esportes estreantes das Olimpíadas de Tóquio e já trouxe o ouro com o brasileiro Ítalo Ferreira. No Pará, a modalidade recebe apoio sobretudo com atletas do município de Salinópolis, que têm mais contato com o mar, como Bruno Soares, de 21 anos, que já participou de várias competições. 

“Eu era muito pequeno quando comecei no surf, o meu tio me deu a minha primeira prancha de surf e comecei com ondas pequenas à beira mar. Com muito treinamento e dedicação comecei a ficar em primeiro lugar em todas as competições e hoje sou um dos nomes que representam o Salinópolis e o Pará em campeonatos dentro e fora do estado”, conta o surfista.

Bruno também foi contemplado com o programa. “A minha família sempre me ajudava com as despesas para as viagens, mas ficou muito pesado. Via muitos colegas viajando para competições de surf, eu fiquei curioso e resolvi perguntar quem ajudava com os gastos nas viagens. Eles me falaram sobre o Bolsa Talento, que é uma ajuda para os atletas paraenses. O meu técnico Noelio Sobrinho, que é também o presidente da Confederação Brasileira de Surf do Pará, ajudou a me inscrever no programa. Com essa ajuda, já participei de cinco campeonatos fora e cinco dentro do estado”, enumera o atleta.

Prática inclusiva -  Os esportes paralímpicos, voltados para pessoas com algum grau de deficiência, também recebem atenção. A paratleta de basquete Vivi Brito, 29 anos, já foi convocada para seleção brasileira para os Jogos Paralímpicos de Pequim, na China, em 2008. Atualmente ela se prepara para integrar a equipe do Brasil no sul-americano, que ocorrerá na Argentina, em setembro. 

O basquete em cadeira de rodas faz parte da história dela desde os 15 anos de idade. “Na época nem imaginava que existia esporte adaptado e sem dúvida foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida e me libertou de muito preconceito que tinha de mim mesma. No início, foi um pouco complicado porque eu não gostava de praticar esporte, até por conta da minha deficiência na perna, mas depois a gente vai conhecendo e aprendendo e traz uma alegria que nem consigo explicar, jamais pensei em praticar um esporte em alto rendimento”, admite Vivi Brito.

Ela destaca o papel do treinador na trajetória, que também foi responsável pelo acesso ao Bolsa Talento. “O meu treinador é uma pessoa incansável, ele não deixa a gente desistir em nenhum momento e faz a gente acreditar todos os dias que somos capazes de fazer coisas que jamais imaginávamos que conseguiríamos fazer. Fazer parte da Equipe Remo/All Star Rodas do Pará é muito importante. Ele explicou e ajudou a gente conseguir o Bolsa Talento, com a ajuda conseguimos manter o nosso material esportivo, a Seel ajuda em passagens para competições”, pontua a paratleta.

 

Por Dayane Baía (SECOM)

Bicampeão mundial de surfe, John John Florence passou por uma cirurgia no joelho esquerdo nesta quarta-feira. O havaiano não deu detalhes do procedimento médico nem estimou o tempo que precisará para voltar ao mar, mas afirmou que ainda pode se recuperar em tempo de disputar as Olimpíadas de Tóquio, entre 23 de julho e 8 de agosto.

- Acordei com o relato do cirurgião de que tudo correu da melhor maneira possível, e o procedimento que fiz me dará a oportunidade de surfar com força total antes do que esperava. Sentindo motivado por saber realmente que as Olimpíadas são alcançáveis. Estou animado com isso e farei tudo o que puder para que isso aconteça - disse o surfista.

John John já está classificado para as Olimpíadas. Apesar de defender o Havaí no Circuito Mundial da WSL, ele vai competir pelos Estados Unidos nos Jogos de Tóquio.

O havaiano deixou no meio a etapa de Margaret Rivers da Liga Mundial de Surfe (WSL) por causa da lesão no joelho. Ele já havia confirmado que não vai disputar a etapa de Rottnest Island, também na Austrália, entre 16 e 26 de maio. John John é o quarto colocado na temporada, atrás dos brasileiros Filipe Toledo, Italo Ferreira e do líder Gabriel Medina, que desejou boa recuperação.

- Fique bem logo, irmão - comentou Medina.

O bicampeão mundial perdeu parte da temporada 2019 também por causa de uma cirurgia no joelho direito. Ele rompeu o ligamento cruzado anterior.

 

Fonte: Por GloboEsporte.com — São Paulo

Bernardinho será o novo treinador da França após as Olimpíadas de Tóquio. O técnico brasileiro vai substituir Laurent Tillie no comando da equipe com a missão de levar a seleção masculina europeia ao ouro nos Jogos de Paris, em 2024. O jornal francês “L’Equipe” foi o primeiro a publicar a informação, nesta segunda-feira, confirmada pelo repórter Alê Oliveira. Pouco depois, a própria federação de vôlei do país confirmou a contratação com uma declaração do técnico.

- Estou muito honrado que a Federação tenha aceitado minha candidatura. Esta decisão não foi fácil porque requer alguns sacrifícios pessoais. Mas quando olho para a seleção da França e sua evolução hoje, fico muito entusiasmado com a ideia de poder trazer minha experiência a ela, a fim de avançar em direção a um único objetivo comum: a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris. É um verdadeiro desafio que nos espera - disse Bernardinho.

A Federação Francesa procurou Bernardinho na última semana. O treinador, em entrevista ao portal “Web Vôlei”, porém, negou o acerto e afirmou que havia apenas recebido uma sondagem. Com o acordo, o treinador deixará o comando do Sesc-Flamengo. A estreia à frente da seleção europeia deverá ser em setembro, no Campeonato Europeu.

- Essa equipe tem potencial e gostaria de destacar o trabalho admirável que Laurent Tillie tem feito com os seus jogadores ao longo dos últimos nove anos. Quero continuar este trabalho, ultrapassar os limites e as capacidades de cada um, continuar a fazê-los crescer como atletas e como seres humanos. É uma etapa necessária. Mas, por enquanto, só pode haver um objetivo: as Olimpíadas de Tóquio. Então, vou deixar Laurent, sua equipe e seus jogadores trabalharem para ter o melhor desempenho em Tóquio. Eles têm a capacidade e o talento - afirmou o treinador.

Um dos mais vitoriosos técnicos do país, Bernardinho vai comandar pela primeira vez uma seleção estrangeira. O treinador chegou ao time masculino do Brasil em 2001, às vésperas da Liga Mundial daquele ano – da qual sairia campeão. Estreou no dia 4 de maio, contra a Noruega, em amistoso disputado em Portugal, como parte da preparação para o torneio. Em 15 anos, somou mais de 30 conquistas à frente da equipe. Foram dois ouros olímpicos (2004 e 2016), duas pratas (2008 e 2012) e três títulos mundiais (2002, 2006 e 2010), além de oito Ligas Mundiais. Antes, com a seleção feminina, conquistou dois bronzes olímpicos, nos Jogos de Atlanta, em 1996, e de Sydney, em 2000. Foram seis medalhas olímpicas em sequência.

O técnico deixou a seleção brasileira após a conquista do ouro nas Olimpíadas do Rio. Queria ficar mais perto da família após duas décadas se dividindo entre equipe e seleção. Agora, porém, assume uma nova missão para o próximo ciclo olímpico.

Antes do convite da seleção francesa, Bernardinho estava à frente da montagem do elenco do Sesc-Flamengo para a próxima temporada da Superliga. Na última edição da competição nacional, o treinador levou o clube à quinta posição, sendo eliminado nas quartas de final para o Sesi-Bauru.

 

Fonte: Por Redação do ge — Rio de Janeiro

A conquista é referente à participação dos estudantes das escolas municipais na 23ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica - Oba (169 medalhas), na 14ª edição da Mostra Brasileira de Foguetes – MOBFOG (73 medalhas), na Canguru de Matemática Brasil (7 medalhas) e na Olimpíada Nacional de Ciências - ONC (4 medalhas), totalizando 253. Este foi o maior resultado do município neste tipo de competição desde 2017.

Foram 38 ouro (30 na Oba e 8 na MOBFOG), 84 de prata (49 na Oba, 34 na MOBFOG e 1 na ONC) e 131 de bronze (90 na Oba, 31 na MOBFOG, 7 na Canguru e 3 na ONC). “Essa conquista confirma que nossos estudantes estão sendo estimulados e preparados para além dos muros da escola”, comemora o secretário de Educação, José Leal Nunes.

As escolas Eunice Moreira, Irmã Laura e Sandra Maria são recordistas em medalhas. A Eunice Moreira obteve 53 (47 na Oba e 6 na Canguru). Já a Irmã Laura conquistou 28 (5 na Oba e 23 MOBFOG). Enquanto que Sandra Maria conquistou 24 na MOBFOG.

Outras escolas que também se destacaram na Oba foram: Eduardo Angelim (15 medalhas) e Carlos Henrique (11 medalhas). Na Olimpíada Nacional de Ciências, a escola Fernando Pessoa levou todas as quatro medalhas (1 prata e 3 bronze).

Para a diretora da Escola Eunice Moreira o desempenho dos professores, a adesão dos alunos e apoio dos pais foram fundamentais para o resultado. “Os professores de ciências não mediram esforços para preparar os alunos, os demais professores também apoiaram aguçando ainda mais a curiosidade. Não dá para deixar de citar os pais, que foram muito parceiros”, afirma a gestora mencionando sua alegria e satisfação.

ORGULHO

Estevão Lucas Rodrigues é medalhista do 9º ano. Ele é um estudante exemplar, motivo de orgulho para seus pais e professores. A dedicação dele e o gosto pelos estudos já lhe rendeu duas medalhas de ouro na Oba, uma em 2019 e outra em 2020. “Meu sentimento com mais essa vitória é de gratidão, por ver o resultado do meu esforço concretizado e, principalmente, pela influência e dedicação dos meus professores”, afirma o estudante.

COMPARATIVO

Se somarmos o resultado das escolas municipais, com o Instituto Federal do Pará (IFPA) e as escolas particulares, o número de medalhas conquistada na Oba 2020 sobe para 202. O número representa mais de 28% das medalhas conquistadas em todo o estado do Pará. Já se fizermos a comparação em relação à MOBFOG, teremos mais de 38% de todas as medalhas conquistadas pelo estado.

SOBRE AS OLIMPIADAS

Organizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e por engenheiros da Agência Espacial Brasileira, a Oba é a maior olimpíada científica do Brasil. A prova tem por objetivo  difundir o conhecimento astronômico e fomentar o interesse dos jovens pela astronomia e astronáutica. A primeira vez em que Parauapebas participou da Oba foi em 2012 e de lá para cá só tem tido bons resultados.

MOBFOG é uma olimpíada inteiramente experimental, pois consiste em construir e lançar, obliquamente, foguetes, a partir de uma base de lançamento, o mais distante possível. Desde 2015, as escolas da rede municipal participam da Mostra, que tem possibilitado muito aprendizado e interação entre os estudantes.

O Concurso Canguru de Matemática é a maior competição de Matemática do mundo, com mais de 6 milhões de participantes por ano nos mais de 80 países. Teve origem na França e é administrado globalmente pela Associação Canguru sem Fronteiras (Association Kangourou sans Frontières - AKSF). Busca Ampliar e incentivar o desenvolvimento dos conhecimentos matemáticos, além de melhorar o ensino e favorecer o estudo de maneira interessante e contextualizada.

Enquanto que a Olimpíada Nacional de Ciências é uma ação do Programa Ciência na Escola, vinculado ao Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), do Governo Federal, que tem por objetivo estimular alunos para as carreiras científicas, qualificar professores para o ensino por investigação científica e fortalecer a interação entre instituições de educação superior e escolas de ensino fundamental e médio.

 

Texto: Messania Cardoso/ Ascom-Semed

Realizados anualmente pela Secretaria Municipal da Mulher (Semmu), os jogos olímpicos para as mulheres de Parauapebas têm o intuito de integrar, entreter e incentivar a prática do esporte feminino no município, além de estimular a saúde, o bem-estar e a qualidade de vida das parauapebenses. As competições também fortalecem a estima e incentivam o trabalho em equipe.

As mulheres podem escrever seus times nas modalidades de handebol, futsal, voleibol, karatê e xadrez. As inscrições terão início nesta segunda-feira, 13, e podem ser feitas até dia 24, das 8h às 14h, na Semmu, localizada no 1º andar do prédio da prefeitura municipal. Quem preferir pode encaminhar a ficha de inscrição diretamente para o e-mail da secretaria: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

A abertura da Olimpíada será dia 31 deste mês e a competição seguirá até 23 de setembro.

Serviço:

Inscrição para Olimpíada da Mulher

Data: 13 a 24 deste mês

Hora: 8h às 14h

Local: Semmu (1º andar do prédio da Prefeitura de Parauapebas)

(Da Redação)

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