O descarte correto do lixo, higienização e armazenamento dos alimentos foram orientações levadas para os vendedores das feiras da cidade. Em uma ação integrada, as equipes do departamento de Educação Urbana da Semurb e de Vigilância Sanitária da Saúde conversaram com os feirantes e ouviram sugestões para melhorar o serviço ofertado à comunidade.

“Nossa proposta é a conscientização, principalmente no acondicionamento correto do lixo nas feiras. Os nossos coletores estão tendo problemas quanto à quantidade de resíduos colocados em uma única sacola. Então, estamos pedindo a colaboração para que esse lixo seja dividido em diversas sacolas. Dessa forma ajudamos os coletores na hora do descarte correto dos resíduos”, explicou o fiscal ambiental, André Bastos.

A ação que iniciou pelo mercado municipal passou pelas feiras do Guanabara, Liberdade e Cidade Jardim e se estenderá por todas as feiras livres e mercados da cidade. “Nosso trabalho é orientar e educar sobre as boas práticas de higienização e conservação dos produtos, sem inspeção e selos de inspeção nas carnes e queijos, em relação ao armazenamento e limpeza do local”, destacou a fiscal sanitária, Ana Paula Chiossi.

 

Continuidade

Nesta quarta-feira, 30, a Semurb continua levando orientações, desta vez na Palmares II, com a proposta de chamar a atenção da população, e principalmente nos comerciantes do local, quanto aos prejuízos gerados pelo acúmulo irregular de lixo nas ruas e padronização de lixeiras.

 

Texto: Liliane Diniz

 

Para muita gente, o mês de junho é sinônimo de alegria. Neste período o clima caipira chega forte e, não tem jeito, os festejos típicos também. Como forma de contemplar os apaixonados pelas festas juninas a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), realizou a 1ª edição do Sofá Cultural Junino. A programação 100% virtual ocorreu nos dias 24, 25 e 26 deste mês, com transmissão ao vivo pelo Facebook da Prefeitura de Parauapebas e do Portal Pebinha de Açúcar.

“É um momento que a gente não poderia deixar passar. Nesses três dias alcançamos mais de 100 pessoas nas transmissões. A festa foi linda graças ao empenho de toda a equipe Secult, aos shows dos nossos artistas, chefes que mostraram seus talentos na rica culinária típica e também as apresentações das agremiações juninas que encantaram o público”, agradeceu Sadisvan Pereira, secretário da Secult.

“A gente fica muito feliz por essa atitude da Secretaria de Cultura, que está criando esse projeto para beneficiar as agremiações juninas, um segmento muito forte aqui de Parauapebas”, relatou Carlos Magno, presidente da Liga das Agremiações Juninas de Parauapebas (Liajup).

As comidas típicas ganharam destaque especial durante as lives com receitas ao vivo, que deram água na boca. “É uma oportunidade de estar fomentando a diversidade da cultura de Parauapebas com a culinária. Tive a oportunidade de mostrar receitas de tudo que é derivado do milho”, afirmou Cleide Miranda, especialistas em pratos regionais.

Concurso: vencedores e premiação                                                       

Além de encantar o público com as apresentações virtuais, as quadrilhas juninas de Parauapebas participaram de um concurso. Foram mais de 10 mil reais em premiação.

Confira os vencedores de cada categoria:

- Casal de noivos caipira

1º lugar: Stephane Sousa e Khawan Khaik (Flor do Sertão)

2º lugar: Gleiciane Almeida e Augusto Trindade (Morceguinhos da Roça)

3º lugar: Isadora Santana e José Otávio (Príncipe da Roça)

- Casal de noivos salão e estilizado

1º lugar: Lucas Almeida e Erica Silva (Sedução Junina)

2º lugar: Lucas Sousa e Gabrielle Coelho (Explosão de Cheiro)

3º lugar: Maria Madalena e Marcus Vinícius (Chapéu de Palha)

- Miss Mix

1º lugar: Michelly Belmontt (Rabo de Palha)

2º lugar: Kemilly Aghata (Explosão de Cheiro)

3º lugar: Katerynne Bordonn (Flor do Sertão)

- Miss Salão

1º lugar: Bruna Carolina (Sedução Junina)

2º lugar: Jaqueline Campos (Explosão de Cheiro)

3º lugar: Erisleide Silva (Sedução Junina)

- Rainha estilizada e caipira

1º lugar: Luana Gabriela (Águia Dourada)

2º lugar: Rayane Pereira (Chapéu de Palha)

 

 

Texto: Anne Costa

Assessoria de Comunicação – Ascom/PMP

Para garantir atendimento de qualidade e aprimorar os serviços, entrevistadores sociais que atuam no setor do Cadastro Único das secretarias municipais de Assistência Social (Semas) e Habitação (Sehab), participaram de uma capacitação na última semana. 

O treinamento, com carga horária de 30 horas, foi ministrado por servidores públicos que atuam nos Centros de Assistência Social (Cras) e teve como objetivo qualificar ainda mais o atendimento oferecido à população de Parauapebas na condução dos programas sociais do governo federal.

Para os entrevistadores sociais da Sehab, a iniciativa foi muito positiva e vai proporcionar um trabalho ainda mais eficiente e satisfatório junto ao usuário do CadÚnico, como ressaltou Francisca Neumara de Souza, auxiliar administrativa no Centro Comunitário do Bairro Nova Carajás.

“A capacitação aprimora nossas técnicas e nos ajuda a fazer um trabalho mais ágil e eficaz para usuários. O curso agrega conhecimento na minha função pois o conteúdo contribui na prática do atendimento social”, frisou Francisca. 

Outro servidor satisfeito com a capacitação foi Enimarques Vieira de Oliveira, do Setor do Aluguel Social. “Trouxe muito conhecimento, não só relacionado sobre o Cadastro único, mas na forma da assistência social de maneira geral como a orientação de atendimento no auxílio às pessoas mais vulneráveis. Tudo para desenvolver um atendimento mais respeitoso e humanizado”, reforçou o servidor.

 

Texto: Hilda Barros/Sehab

Assessoria de Comunicação – Ascom/PMP

Neste final de semana, dias 25 e 26 de junho, os cinco alunos finalistas do Projeto Expedição Liberal participaram das aulas práticas do projeto, que culminou em produções audiovisuais sobre a cidade de Parauapebas.

O Projeto Expedição Liberal é uma iniciativa do grupo O Liberal com o apoio da Vale, que contou também com o apoio da Prefeitura de Parauapebas. E visa fomentar a criação de conteúdo audiovisual por jovens do interior do Pará, evidenciando as belezas da Amazônia, a realidade do povo da floresta, pontos turísticos, eventos culturais e locais históricos.

Segundo o produtor Matheus Freire, além de Parauapebas, mais três municípios foram contemplados com a iniciativa: Bragança, Altamira e Soure, sendo que Parauapebas foi o segundo a ter o projeto executado.

Ainda segundo Matheus, em um curto espaço de tempo, os estudantes do município conseguiram absorver e colocar em prática os ensinamentos e técnicas que levarão para toda a vida.

“Em Parauapebas, nos deparamos com um time de alunos incríveis, super atenciosos, que assimilavam de forma rápida todo o conhecimento apresentado por nós: eu, Leonardo Neto e Elias Costa.  Eles estavam ansiosos para aprender a produzir o material”, destaca o produtor.

O aluno Jhonata Amorim teve seu projeto selecionado para virar vídeo (um dos conteúdos que serão exibidos sobre Parauapebas). Ele, que já é youtuber, agora poderá produzir conteúdos mais profissionais. “Foi uma experiência muito boa. Aprender mais sobre produção, iluminação e edição, com certeza gerou uma vontade maior de produzir”, afirma o estudante.

Para o secretário municipal de Educação, Leal Nunes, o curso resultou em muito conhecimento e inspiração. “Por meio do conhecimento adquirido, os alunos poderão produzir conteúdos de ótima qualidade sobre a nossa região, cultura, e o que mais acharem pertinente, além de se tornarem multiplicadores dessas práticas”, projeta o secretário.

Ao final do curso, o kit de equipamentos utilizado na gravação dos conteúdos foi disponibilizado para a Secretaria Municipal de Educação (Semed). Eles estarão à disposição e poderão ser utilizados pelos estudantes sempre que quiserem.

 

Texto: Messania Cardoso/Semed
Assessoria de Comunicação – Ascom/PMP

As competições iniciaram no último sábado, 26, e levaram para as 13 aldeias da etnia Xikrin, a esperança de reconhecimento no futebol indígena. Foram 31 times que batalharam em busca do Troféu Cacique Bep Karoti Xikrin, sendo 18 equipes masculinas que disputaram na categoria futebol e 13 equipes femininas no futsal A competição inédita na região, foi idealizada pela Prefeitura de Parauapebas, por meio do Departamento de Relações Indígenas (DRI) e da Secretaria de Esporte e Lazer (Semel), e ofereceram aos indígenas a oportunidade de inclusão esportiva.

Os jogos aconteceram na aldeia Ô.Ô-DJÃ, e de acordo com o regulamento do campeonato, as partidas foram decididas por meio de eliminatórias. No confronto final pelo futebol, o Clube Noi – Noôk levou a melhor, na decisão por pênaltis, contra o Clube Kawa de Parauapebas. Já pelo futsal feminino, a disputa entre o Clube Kuikô e o Clube Djudjekô terminou com o placar de 9 a 3 para a tribo Kuikô. Uma curiosidade foi que em respeito ao solo sagrado da competição, durante as partidas as jogadoras preferiram não usar calçados.

Um dos momentos marcantes da cerimônia de entrega de títulos, foi a consagração das medalhas e troféus feita cacique Bep Tum Xikrin. Segundo a tradição, os vencedores receberam as bênçãos dos ancestrais, especialmente do ex-cacique Bep Karoti Xikrin, que faleceu em maio do ano passado vítima da Covid 19.

Durante o evento, cada cacique discursou em nome da sua respectiva aldeia. “Os jogadores mostraram que tem raça, que índio também sabe jogar bola, honrando memória do parente Bep Karoti. Agradecemos ao prefeito Darci por essa oportunidade. Foi uma competição justa e os vencedores recebem a proteção dos espíritos”, comentou cacique, Bep Tum Xikrin.

A Semel forneceu a equipagem completa para os jogadores (uniformes, chuteiras, meias e tênis feminino de futsal), a comissão de arbitragem, além do apoio de logístico para os jogadores das aldeias mais distantes.

 “Uma das vontades do nosso prefeito Darci sempre foi trazer pra dentro do calendário esportivo da Semel os campeonatos de inclusão social, e o indígena é um deles. Promover essa competição é mostrar que o esporte é a linguagem de todos os povos e que talentos também podem ser revelados nas aldeias. O esporte sempre foi uma das grandes preocupações do governo municipal, tanto que vários investimentos são feitos anualmente para fomentar a prática em Parauapebas”, relatou o secretário, Leandro Gambeta.

Também estiveram presentes, o coordenador geral, Dinho Marques e o coordenador de esportes rurais e das comunidades indígenas, Abreu Lima. “A Copa Xikrin volta em 2022, na sua segunda edição. Até lá, a expectativa do governo municipal é continuar trabalhando para oferecer o melhor para as aldeias”, declarou o secretário-adjunto de Esporte, Jorge Guerreiro.

Um dos destaques da competição foi o jogador  Thkakmkhiti  Kayapó, considerado o artilheiro da I Copa Xikrin do Kateté, ele realizou  4 gols durante os dias de jogos.

 

Texto: Cleide Rodrigues/Semel

Assessoria de Comunicação/PMP

Se você é estudante dos ciclos finais (6º ao 9º ano) da rede municipal de ensino de Parauapebas, negra, indígena ou afroindígena, fique atenta, que o concurso “Garota Inspiração 2021” está com inscrições abertas.

O “Garota Inspiração” é um projeto artístico-cultural promovido pela revista “Inspiração Teen” e pela Escola Municipal de Ensino Fundamental Carlos Drummond de Andrade, com o objetivo de fomentar autoestima, empoderamento, representatividade e pertencimento identitário: negro, indígena e afroindígena de estudantes da rede municipal de ensino.

Para participar, as estudantes interessadas devem procurar a escola na qual está matriculada, até o dia 17 de julho de 2021, e solicitar a inscrição de acordo com o regulamento disponibilizado no Instagram da revista: @revistainspiracaoteen e já enviado para as escolas municipais. São as escolas que irão eleger uma ou duas alunas da instituição para participar da seleção, sendo uma negra e outra indígena ou afroindígena.

O idealizador do projeto é Rubens Rafael Santa Brígida, professor da escola Carlos Drummond. Segundo ele, trata-se de um trabalho coletivo, que é árduo e ao mesmo tempo gratificante. “O projeto é desenvolvido com o intuito de inspirar, transformar as estudantes em multiplicadoras de saberes, que promovam o exercício da cidadania. E para isso, contamos com parcerias e apoio de muita gente”, evidencia.

Raffny Lobato é a garota inspiração 2019/2020. Sua história e carisma é algo marcante, que inspirou e continua a inspirar muita gente. Para ela, o concurso foi um divisor de águas.

“Participar do Garota Inspiração foi uma experiência incrível, que marcou minha vida, reavivou sonhos e pensamentos. Eu incentivo outras meninas a participarem. E dou um conselho: fiquem à vontade para serem quem são de verdade, que com certeza vão brilhar”, aconselha a jovem.

Sobre a seleção e premiação

Na primeira etapa da seleção, que ocorrerá de 18 a 26 de julho, as semifinalistas serão escolhidas por uma comissão julgadora composta por membros da Revista Inspiração Teen, por meio das fotos e vídeos enviados.

Já as finalistas, serão escolhidas por meio de votação aberta ao público realizada virtualmente, no período de 6 a 13 de agosto. Posteriormente, elas participarão de uma live no Instagram da revista, além de três desafios voltados para a produção de vídeos que demonstrem suas habilidades. Os pontos dos desafios e da live indicarão a classificação final das participantes. A divulgação do resultado final ocorrerá dia 4 de setembro.

As 10 finalistas comporão a matéria exclusiva sobre o concurso da Revista Inspiração Teen 2021, ganharão um kit de maquiagem e participarão de um dia de beleza. Já a primeira colocada, será a capa da revista e ganhará um book fotográfico digital, entre outras premiações.

 

Texto: Messania Cardoso

Assessoria de Comunicação/PMP

Consumir produtos de origem animal que não têm selo de inspeção dos órgãos de controle e fiscalização pode ser perigoso para a saúde, por isso a equipe do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) alerta para a importância da população sempre conferir nas embalagens ou nas carnes a presença da marca dos serviços de inspeção.

“Todo produto de origem animal deve passar por inspeção veterinária que atesta se ele está apto ao não ao consumo humano. Busquem produtos inspecionados que tenham o selo ou o carimbo do SIM, podem comer com segurança, eles passam por avaliação de veterinários e técnicos que não deixam passar nada impróprio”, garante Elke Melo, médica veterinária responsável pela inspeção em frigoríficos.

“A gente pede para a população sempre consumir os produtos que têm o selo, porque são de qualidade e não vão trazer risco de contaminação”, reforça Jocasta Piovesan, médica veterinária responsável pela inspeção nos laticínios e queijarias do município. O SIM faz parte da Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror).

 

Inspeção de carnes abatidas no município

 

Parauapebas conta com três frigoríficos para abate de carnes bovina, suína e de aves. As equipes do SIM realizam trabalho diário de inspeção nesses estabelecimentos.

“Nós observamos o animal ainda vivo, acompanhados de um GTA pra gente saber a origem dele, isso nos dá informações se ele passou por inspeção veterinária desde pequeno até chegar ao ponto de abate. Avaliamos também se é realizado um abate humanitário”, explica Elke.

A equipe segue protocolos internacionais, realizando a inspeção ante mortem, que é um exame que inclui a avaliação documental, do comportamento e do aspecto do animal e seus sintomas de interesse para áreas de saúde animal e de saúde pública, e a inspeção post morten, que atesta a qualidade do produto final.

“Nós temos técnicos de inspeção que ficam em cada linha de produção, programadas para a gente saber todo o funcionamento do animal. Todas as partes do animal são avaliadas. Se a gente encontrar algum com doença, temos que avisar a Adepará para que se mantenha o controle e não se propague”, pontua Elke.

Os animais saudáveis, mas que apresentam contusões e que não estão visivelmente adequados podem ser consumidos de outra forma, eles são destinados para a composição de produtos embutidos e charques, por exemplo, é o chamado aproveitamento condicional.

Inspeção de laticínios e queijarias

Parauapebas produz de forma industrial leite pasteurizado, iogurte, queijos diversos e manteiga. Esses produtos também passam por inspeção do SIM, as equipes realizam vistorias periódicas para avaliar as condições de higiene e o procedimento de produção.

“A gente vai até o estabelecimento, avalia a matéria-prima, o leite como ele chega, e todo o processo de produção, até a embalagem. Se tiver tudo dentro dos conformes, o produto vai para os supermercados e feiras, liberado para o consumo. Cada produto tem um número de registro”, explica Jocasta.

O município conta com dois laticínios e três queijarias que são inspecionadas pelo SIM.

 

Texto: Karine Gomes 
Assessoria de Comunicação – Ascom/PMP

A partir da próxima semana, a Prefeitura de Parauapebas vai começar a recolher as “montanhas” de caroço de açaí descartadas por mais de cem pontos de venda na cidade. A coleta será feita pela Secretaria de Serviços Urbanos (Semurb) e é resultado das reuniões que começaram a ser feitas pelo governo municipal com a Associação dos Batedores de Açaí de Parauapebas (Abap).

Além da Semurb, as secretarias de Desenvolvimento (Seden), Produção Rural (Sempror) e de Meio Ambiente (Semma) estão envolvidas num processo para organizar a venda de açaí no município conforme as políticas ambiental e de sustentabilidade.

E o descarte do caroço do açaí em terrenos baldios e até nas ruas é o primeiro problema que começa a ser enfrentado. Afinal, até o final deste ano, serão quase 100 toneladas de caroço produzidas pelos batedores de Parauapebas, município do sudeste paraense que mais consome açaí, à frente até mesmo da vizinha Marabá, cuja população é bem maior.

Como medida emergencial, a prefeitura vai disponibilizar um caminhão para o recolhimento do rejeito atendendo a pedido da Abap, que se comprometeu em elaborar um protocolo de descarte do caroço em conformidade com as leis ambientais. Por enquanto, o rejeito vai para o aterro sanitário.

A notícia foi comemorada pela Abap, criada em dezembro de 2020 para organizar a categoria em Parauapebas e que hoje tem cerca de 80 associados. “Hoje, nós jogamos o caroço em qualquer lugar. É vergonhoso falar isso, mas é a realidade porque não há uma área onde podemos fazer o descarte”, reconhece o presidente da entidade, Werbert Santana de Barros.

Mas aí foi dada outra boa notícia para os batedores, desta vez pelo secretário municipal de Desenvolvimento, Mariano Júnior: a Seden já está providenciando uma área no Distrito Industrial, para receber o caroço do açaí.

Para a Abap, a orientação é para que incentive os associados a se transformarem em pequenos empreendedores já que a maioria trabalha na informalidade.

Sem a formalização, observa Mariano Júnior, os batedores ficam “invisíveis” para o governo - seja municipal, estadual ou federal - e perdem, por exemplo, fomentos como os disponibilizados pelo Banco do Povo.  

Beneficiamento do caroço

Durante o período da safra do açaí no Pará, nada menos que entre 15 e 25 toneladas de caroço da fruta são descartados, por dia, em Parauapebas pelos batedores. Fora da safra, são jogados fora de sete a oito toneladas, o que provoca problemas ambientais.

Nas reuniões entre a prefeitura e a Abap, é consenso entre todos a necessidade de criação de um projeto para o beneficiamento do caroço do açaí, o que vai gerar mais renda e emprego no município. E um dos maiores incentivadores é o professor Leonardo Vaz Pereira, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), do campus de Parauapebas, que tem participado das reuniões com a Abap.

A proposta é produzir substrato sustentável do açaí, apontado como rico em nutrientes. Ou seja, a meta é reaproveitar o que hoje é jogado fora como lixo e transformá-lo em fonte de renda para as famílias dos batedores. “Podemos transformar esse ‘lixo’ em dinheiro, reaproveitando aquilo que faz mal para o meio ambiente”, enfatizou Vaz Pereira em reunião realizada na terça-feira, 22.

O caroço pode ser secado, triturado e embalado para venda, para ser usado como adubo orgânico, por exemplo, ou pode servir de matéria-prima para artesanato e bijuterias. Há empresas que também já transformam o caroço do açaí em carvão e até mesmo em fabricação de telhas.

Economista da Secretaria de Produção Rural, Arnaldo Luiz Milan também se empolga com a ideia e frisa que a prefeitura está aberta às parcerias. “A Sempror pode dar destinação final ao caroço transformado em adubo, em fertilizante”, diz ele.

 

Texto: Hanny Amoras

O tradicional arrasta pé de junho ocorre online este ano em função da pandemia. A transmissão ao vivo do Sofá Cultural Junino que começou no dia, 24, e encerrará neste sábado, 26, é feita pela página no Facebook da Prefeitura de Parauapebas e também do portal Pebinha de Açúcar.

As agremiações juninas de Parauapebas participam do concurso durante o Sofá Cultural que é promovido pela Secretaria Municipal de Cultura (Secult), em parceria com a Liga das Agremiações Juninas de Parauapebas (Liajup). Cinco categorias serão premiadas no concurso (clique aqui e veja quais são).

Os participantes serão avaliados por um júri técnico que vai escolher primeiro, segundo e terceiro lugar, conforme critérios estabelecidos no edital. Para o vencedor na votação online terá premiação de R$ 500,00. O evento online também gera oportunidade de visibilidade e apoio financeiro para artistas locais.

“É muito importante esse incentivo dos artistas locais pela Secult, neste momento de pandemia a apresentação online é uma nova forma, e a estrutura fornecida, o suporte técnico dado, tudo isso dá uma visibilidade pra gente até mesmo nacional”, destacou Tony Show, que se apresentou no palco do Sofá Cultural nesta quinta, 24.

O titular da Secult, Sadisvan Pereira, destacou a importância de apoiar artistas, uma das classes mais impactadas pela pandemia, “é uma reinvenção para enfrentar esse novo momento, o governo municipal se sensibiliza com a classe cultural de Parauapebas e disponibiliza, inclusive, uma ajuda de custo aos artistas que participam do evento”.

“A gente ficou muito feliz pela secretaria de cultura nos apoiar dessa forma, com as agremiações juninas participando do projeto do Sofá Cultural. Agradecemos muito, isso amenizou um pouco a ausência presencial do festival junino”, destacou Carlos Magno, conhecido como Bill, presidente da Liajup.  

Exposição da culinária

Durante o evento, chefes de cozinha de Parauapebas preparam pratos com ingredientes da região, o objetivo é divulgar a riqueza culinária da cidade durante o Sofá Cultural.

“É uma oportunidade maravilhosa, nunca imaginei que isso iria acontecer, uma iniciativa importante para valorizar a nossa categoria”, opinou Vanda Cunha, chefe de cozinha. Ela preparou ao vivo na quinta-feira, 24, uma paçoca de carne seca, pisada no pilão, com farinha de mandioca e banana da terra, um prato muito bem apresentável.  

 

Texto: Karine Gomes 
Assessoria de Comunicação – Ascom/PMP

Uma grande conquista para as mulheres de Parauapebas foi consolidada no dia, 25, com a implantação da Patrulha Maria da Penha, serviço que vai reforçar a proteção para vítimas de violência. Em cerimônia realizada na prefeitura, com a presença de representantes do governo municipal, estadual e do Judiciário a viatura e os integrantes da patrulha foram apresentados.

“As vítimas têm muito medo e insegurança de que o agressor volte a cometer violência, que descumpram as medidas protetivas, elas sempre questionam: quem vai nos proteger? No lugar do medo, da insegurança e da violência, a Patrulha Maria da Penha dará auxílio rápido e eficiente. Onde havia incerteza, agora vai haver esperança de dias melhores”, declara a delegada da mulher, Ana Carolina Carneiro.

A Juíza de Direito Titular da 2º vara Criminal de Parauapebas, Flávia do Rosário, destacou a importância da patrulha para o combate à violência e ao feminicídio. “As decisões judiciais só têm efetividade se forem cumpridas. Antes o judiciário ficava de mãos atadas, sem ter como fiscalizar o cumprimento dessa medida protetiva, a partir de hoje a Patrulha Maria da Penha vai auxiliar o judiciário nesse cumprimento. Se o agressor voltar a perturbar a mulher e praticar alguma violência, a patrulha pode impedir”, explicou a magistrada.

A implantação da patrulha é fruto da parceria entre a Prefeitura de Parauapebas, o Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) e a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Segurança Social do Estado do Pará (Segup). “Lutamos muito por essa conquista, pois sabemos a importância da patrulha para a segurança das nossas mulheres”, destacou a secretária da Mulher, Edileide Batista.

De acordo com Dênis Assunção, 13 guardas municipais irão integrar a patrulha e a Polícia Militar dará apoio. “Nossos agentes irão trabalhar em conjunto com a Secretaria Municipal da Mulher (Semmu), é uma parceria que vai lograr êxito e garantir mais proteção às mulheres vítimas de violência”, detalhou.

“Nossa guarda vai ajudar muito, temos certeza que será feito um trabalho com todo o carinho e cuidado para que a gente possa cuidar melhor da nossa sociedade, principalmente das nossas mulheres”, garantiu o prefeito em exercício, João do Verdurão.          

Medidas Protetivas

“As Medidas Protetivas de Urgência (MPU) são medidas cautelares de caráter civil, entretanto, delegados de polícia têm a capacidade postulatória de solicitar pela vítima. A mulher que está sofrendo qualquer tipo de violência, seja ela física, sexual, patrimonial ou moral, pode procurar a delegacia que a gente vai explicar pra ela quais são as medidas disponíveis pela lei e solicitar essas medidas ao poder judiciário”, explicou a delegada da mulher.

Entre as medidas protetivas está a determinação de que o agressor não pode se aproximar da vítima ou manter qualquer tipo de contato, inclusive com testemunhas.

Capacitação

Os integrantes da Patrulha Maria da Penha e os servidores da Semmu participaram de uma capacitação realizada nos dias 23 e 24 de junho e ministrada pela equipe do TJPA. Riane Freitas, analista do judiciário e pedagoga da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid) do tribunal explicou sobre a importância da capacitação para a eficiência do serviço.

“Nesses dias nós fizemos a complementação da formação online, iniciada semana passada. A gente não tem como colocar um serviço sem capacitar as pessoas envolvidas a compreender o que gera aquela violência. Na capacitação, fizemos um panorama geral sobre as questões de violência, a Lei Maria da Penha e a função do trabalho da patrulha e da rede de atendimento à mulher. Temos dados que mostram que nenhuma mulher acompanhada pela patrulha foi vítima de feminicídio”, detalhou Riane.

 

Texto: Karine Gomes 
Assessoria de Comunicação – Ascom/PMP
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