Carajas o Jornal

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A Polícia Federal cumpriu na manhã (30/7), na cidade de Guaratinguetá/SP, um mandado de busca e apreensão, no bojo da operação “SAFARI VIRTUAL”, com a finalidade de reprimir a prática de caça de animais silvestres em unidades de conservação federal situadas no Vale do Paraíba.

Durante as investigações, foram verificados indícios de que o principal investigado seria administrador de grupos em redes sociais denominados “caçadores de paca”, divulgando o turismo para fins ilícitos na região dos Parques Nacionais das Serras da Mantiqueira e da Bocaina.

A caça proibida ocorre com uso de cães, que sofrem intenso sofrimento, com ferimentos e mutilações. Sete policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão, expedido pela 1ª Vara Criminal da Subseção Judiciária de Guaratinguetá/SP, em três imóveis contíguos que compõem uma propriedade rural.

Se confirmadas as suspeitas, o investigado poderá responder por caça ilegal de espécimes da fauna silvestre, com pena aumentada pela prática em unidades de conservação (Artigo 29, §4º, V da Lei 9.605/98), maus tratos a animais na modalidade qualificada contra cães (Artigo 32, §1ºA, com redação dada pela Lei 14.064/2020) e posse irregular de arma de fogo de uso permitido (Artigo 12 da Lei 10.826/2003).

 

Comunicação Social da Polícia Federal em Cruzeiro/SP

 

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de SP) divulgou na sexta-feira (30) a pesquisa Percepção de professores, pais e estudantes sobre os impactos da pandemia na escola pública do estado de SP e as aulas presenciais. O estudo foi conduzido pelo Instituto Vox Populi e aponta que 15% dos estudantes da rede pública deixaram a escola e 80% dos pais de alunos e professores estão com medo do retorno presencial às escolas.

As aulas virtuais foram reprovadas pela comunidade escolar: professores (66,9%), pais (74,7%) e alunos (73,9%), mas, mesmo assim, 85,6% dos professores, 81,8% dos pais e 76,1% dos alunos têm medo da contaminação pela covid-19 no retorno precipitado às aulas presenciais.

O estudo também mostra que 15% dos estudantes do estado de São Paulo deixaram a escola durante a epidemia de covid-19. Esses alunos não acompanharam o ensino remoto por falta de acesso à internet ou de equipamentos como computadores ou celulares, além da necessidade de trabalhar. Apenas 56% dos alunos ouvidos se dedicam apenas aos estudos.

"O abandono se dá pelo fato do estudante não ter acesso à internet, aqueles que acessaram tiveram com conexão de baixa qualidade", destacou a presidente da Apeoesp, professora Bebel. "Se estivéssemos na era digital, mesmo trabalhando, os estudantes conseguiriam acessar as aulas, a questão central é oferecer aos estudantes acesso de banda larga e colocá-los em sintonia com o momento tecnológico que vivemos."

Para João Palma Cardoso Filho, é ex-secretário adjunto estadual da educação, o momento exige a busca ativa desses estudantes. "O governo do estado deve focar em recuperar o que foi perdido e não investir em um novo ensino médio, não é o momento."

Metade dos entrevistados afirmaram que não receberam nenhum suporte para trabalharem ou
estudarem remotamente, como equipamentos, pacote de dados para acesso à internet ou mesmo help desk do governo ou da escola para as aulas remotas. Entre os pais de alunos, essa reclamação chega a 73,8%. Entre os alunos do ensino médio, 63,2% também não teve este apoio e, entre os professores, 54,3%.

Os estudantes, 94%, acompanharam as aulas online pelo celular e muitos compartihavam o aparelho com outros membros da família. 

A pesquisa mostra que os professores trabalharam mais, 10 horas diárias, mas 87,3% dos pais
e 84,1% dos alunos de ensino médio, as horas dedicadas ao estudo foram inferiores ao normal. Ainda entre os pais, 51,1% afirmaram que os filhos ficaram apenas de 2 a 3 horas na aula por dia, e 24,3% só 1 hora.

O estudo ouviu 3.600 pessoas em todo Estado, entre professores (1.500), pais de alunos (1.500) e estudantes de ensino médio (600), entre junho e julho deste ano. O estudo tem recortes por capital, região metropolitana e interior, e também por níveis de ensino - educação infantil, ensino fundamental e médio.

 

Fonte: Karla Dunder, do R7

O gasto do governo federal com o pagamento da nova rodada do auxílio emergencial atingiu R$ 34,7 bilhões, com o depósito da quarta parcela finalizado nesta semana. O valor equivale a 79% do orçamento de R$ 44 bilhões previstos para os quatro meses iniciais. Mas o benefício foi prorrogado com mais três parcelas até outubro, com os mesmos valores. O calendário dos novos pagamentos ainda não foi divulgado.

Nesta etapa, foram beneficiadas 36,1 milhões de pessoas, sendo 26,7 milhões inscritos pelo CadÚnico e aplicativo da Caixa, e 9,4 milhões do Bolsa Família. O total de repasse com a quarta parcela foi de R$ 8,4 bilhões para os dois grupos, com valor médio de R$ 305,97, no caso do Bolsa Família.

O pagamento médio segue em R$ 250, com exceção às mulheres chefes de família, que recebem R$ 375, e as pessoas que moram sozinhas, R$ 150.

“Concluímos mais uma etapa do auxílio emergencial 2021 com a convicção de que o trabalho realizado permitiu a milhões de famílias um reforço no orçamento para superar as dificuldades impostas pela pandemia. Vamos seguir com o mesmo empenho e eficiência para que as três parcelas da prorrogação do benefício continuem chegando a quem mais precisa”, destacou o ministro da Cidadania, João Roma.

Calendário

Assim como o depósito, a liberação do saque da quarta parcela foi adiantada. Originalmente, os trabalhadores nascidos em janeiro poderiam sacar a quarta parcela a partir do dia 13 de agosto. Agora, eles terão essa possibilidade nesta segunda-feira (2). O cronograma de saques vai até 18 de agosto para os aniversariantes de dezembro, uma antecipação de 22 dias.

O modelo de escalonamento das transferências e saques, adotado no ano passado, segue sendo executado em 2021, com o objetivo de evitar filas e aglomerações nas agências da Caixa Econômica Federal e nas lotéricas.

Prorrogação

Com a prorrogação do auxílio emergencial até outubro, a expectativa do governo federal é ganhar tempo para o avanço da vacinação contra a covid-19, além de preparar uma ampliação do programa Bolsa Família, com pagamentos no valor de R$ 300.

A prorrogação vai abrir mais espaço no Orçamento de 2021 para o lançamento da nova política social permanente, que vai suceder o Bolsa Família. O desenho do substituto do Bolsa Família precisa ser implementado até dezembro de 2021, porque a lei veda a adoção desse tipo de medida em ano de eleições.

Mesmo assim, o governo afirma que o benefício concedido aos trabalhadores informais e população de baixa renda devido à de covid-19 pode ser renovado caso a pandemia persista.

Datas para saque da 4ª parcela


2 de agosto (segunda-feira) - nascidos em janeiro
3 de agosto (terça-feira) - nascidos em fevereiro
4 de agosto (quarta-feira) - nascidos em março
5 de agosto (quinta-feira) - nascidos em abril
9 de agosto (segunda-feira) - nascidos em maio
10 de agosto (terça-feira) - nascidos em junho
11 de agosto (quarta-feira) - nascidos em julho
12 de agosto (quinta-feira) - nascidos em agosto
13 de agosto (sexta-feira) - nascidos em setembro
16 de agosto (segunda-feira) - nascidos em outubro
17 de agosto (terça-feira) - nascidos em novembro
18 de agosto (quarta-feira) - nascidos em dezembro

 

Fonte: Do R7

O Brasil venceu o Egito por 1 a 0 nas quartas de final do futebol masculino e garantiu a disputa por medalha em Tóquio 2020. Em partida na manhã deste sábado (31), a seleção masculina jogou bem, confirmou o favoritismo e afastou o fantasma de eliminação nas quartas, que já vitimou a equipe feminina um dia antes.  

O duelo começou parado, com poucas chances de cada lado. O Egito pressionou a saída de bola do Brasil, que não viu o meio campo funcionar nos primeiros minutos do jogo. Com a diminuição do ritmo de marcação, o ataque formado por Antony, Matheus Cunha e Richarlison começou a infernizar os zagueiros.

O primeiro lance de perigo do trio veio após passe longo da defesa, em conexão direta com Richarlison. Livre, ele deixou Antony no um contra um, para o atacante chutar levando perigo à meta egípcia. 

Depois de mais 15 minutos de jogo morno, Richarlison voltou a aparecer, desta vez na ponta esquerda. Em linda jogada, o atacante driblou um, deu rolinho em outro e deixou Matheus Cunha livre para o chute na entrada da área. A tentativa foi bloqueada no último instante pela defesa.

A dobradinha se repetiu poucos minutos depois, no mesmo roteiro: Richarlison driblando na esquerda e encontrando o camisa 9. Desta vez, Matheus não deu chances à defesa e fez belo gol com chute rasteiro no canto aos 37min.

Segundo tempo

Com o Egito saindo para o ataque, o Brasil voltou ainda melhor no segundo tempo e teve três chances claras de gol em menos de 15 minutos. Todas foram desperdiçadas. A seleção masculina ainda viu o goleador Matheus Cunha sair lesionado, mas manteve o controle do jogo.

Já os adversários levaram pouco perigo no início da segunda etapa. Com a exceção de jogada anulada por impedimento, algumas poucas bolas cruzadas pelo Egito mostraram desorganização da defesa brasileira e trouxeram perigo, mas não foram suficientes.

O Brasil ainda levou perigo em outros lances, mas falhou na hora de chutar e acabou passando por leve sufoco. Os egípcios ensaiaram pressão nos minutos finais, mais uma vez levantando bolas à área, mas acabaram derrotados pelo placar mínimo. 

Com a vitória, a seleção masculina enfrentará às 5h (horário de Brasília) da próxima terça-feira (3) o México, que derrotou a Coreia do Sul por 6 a 3 após a prorrogação. Do outro lado, a semifinal será entre Espanha e Japão. Campeão olímpico na Rio 2016, o Brasil é, junto com a Espanha, um dos favoritos ao ouro.

 

Fonte: Gabriel Croquer, do R7

Adriana Braga é uma das produtoras rurais que recebem apoio da Sempror, ela já alcança bons resultados com o Programa Ciclo Curto, que fomenta a produção agrícola de grãos e horticultura em Parauapebas, produtos com intervalo de tempo pequeno entre o plantio e a colheita.

Ela tem uma horta onde planta abóbora, maxixe, cheiro-verde, beterraba, entre outros produtos. “Eu já comecei a vender e a renda está ajudando a minha família, antes a gente só tinha o dinheiro do Bolsa Família. Eu sou muito agradecida por todo o apoio que estamos recebendo”, pontua Adriana.

De acordo com os dados da coordenação do programa, 75 produtores foram beneficiados com mecanização agrícola; 299 visitas técnicas foram realizadas; dois produtores atendidos já colheram 95 toneladas de melancia e outros 16 colheram 174,4 toneladas de milho. A Sempror disponibiliza assistência técnica, apoio com insumos e mecanização agrícola.

“A dona Adriana nos procurou, nossa equipe veio até à propriedade dela, avaliou o perfil de produção e analisou a terra, viu que era viável para a implantação da horta, deu o suporte e agora ela está colhendo os resultados do trabalho dela e da família, com o apoio da nossa secretaria”, destaca o técnico agrícola Anderson Silva.

Os interessados em aderir ao programa Ciclo Curto devem procurar a sede da Sempror, localizada na avenida Faruk Salmen, quadra especial, ou podem entrar em contato pelos telefones 3346-8220/8221.  

  

Texto: Karine Gomes

Assessoria de Comunicação/PMP

O desemprego no Brasil interrompeu a sequência de duas altas seguidas e fechou o trimestre encerado em maio em 14,6%. O valor é 0,2 ponto percentual inferior ao registrados nos três meses anteriores e equivale a 14,8 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho.

Os dados divulgados nesta sexta-feira (30), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) correspondem à segunda maior taxa de desocupados da série histórica, iniciada em 2012, atrás apenas do recorde de 14,7% registrado nos dois trimestres imediatamente anteriores, fechados em março e abril.

Conforme os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), a população na força de trabalho, que inclui as pessoas ocupadas e desocupadas, cresceu 1,2 milhão, puxada pelo contingente de ocupados (86,7 milhões), que ganhou 809 mil profissionais no período na comparação com o trimestre anterior.

Para Adriana Beringuy, analista responsável pela pesquisa, a expansão da ocupação reflete o avanço de 3% dos profissionais que atuam por conta própria, única categoria profissional que cresceu no trimestre.

“Esses trabalhadores estão sendo absorvidos por atividades dos segmentos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, que cresceu 3,9%, o único avanço entre as atividades no trimestre até maio”, avalia ela.

Na comparação com o trimestre fechado em maio do ano passado, a força de trabalho ganhou 2,9 milhões de profissionais (+2,9%). O número, no entanto, é influenciado pelo aumento de 2,1 milhões de desocupados no período.

"Muitas pessoas interromperam a procura por trabalho no trimestre de março a maio do ano passado por conta das restrições, já que muitas atividades econômicas foram paralisadas para conter a pandemia", explica Adriana ao justificar o número.

Também foram os trabalhadores por conta própria que tiveram a maior expansão (de 2 milhões) no mercado de trabalho em um ano, resultado guiado pelo aumento do trabalho na agricultura (27%), construção (25%) e serviços de informação e comunicação (24%).

A pesquisa mostra ainda que o trabalho com carteira assinada no setor privado ficou estável (29,8 milhões) no trimestre até maio. Já na comparação anual houve uma redução de 4,2% ou menos 1,3 milhão de pessoas.

A categoria dos trabalhadores domésticos foi estimada em 5 milhões de pessoas, ficando estável nas duas comparações. A mesma movimentação aconteceu com os empregados do setor público, que somam 12 milhões.

Informalidade

No trimestre finalizado em maio, a taxa de informalidade foi de 40%, o que equivale a 34,7 milhões de pessoas. O valor é 0,4 ponto percentual maior do que o registrado nos três meses anteriores.

Adriana recorda que, há um ano, o contingente era menor, de 32,3 milhões e correspondia a uma taxa de 37,6%. No último trimestre antes da pandemia do novo coronavírus, no entanto, o volume de desocupados somava 38,1 milhões.

"Por mais que os informais venham aumentando sua participação na população ocupada nos últimos trimestres, o contingente ainda está num nível inferior ao que era antes da pandemia”, aponta a pesquisadora. 

De acordo com o IBGE, são classificados como informais os trabalhadores sem carteira assinada, sem CNPJ ou trabalhadores sem remuneração. Com as movimentações, o nível de ocupação (48,9%) continua abaixo de 50% desde o trimestre encerrado em maio do ano passado, o que indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no Brasil.

 

Fonte: Do R7

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep) informa que o bairro Amazônia terá o fornecimento de água reduzido em 80%, nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 18h às 6h. 

A região está sendo impactada pela estiagem que baixou o nível dos poços que atendem o setor.

A autarquia reforça seu compromisso em oferecer um serviço de qualidade para os usuários e está buscando alternativas para que os consumidores sejam minimamente afetados.

O Saaep agradece a compreensão de todos e recomenda que os moradores utilizem a água armazenada nas caixas residenciais com economia  até normalização do abastecimento.

 

                                                                                                                                                                Assessoria de Comunicação/SAAEP

A partir do dia 2 de agosto a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) passará a funcionar em novo endereço, localizado na rua Jurunas, s/n, bairro Parque dos Carajás. 

A Semma realiza atendimento ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Mais informações pelo telefone: 3346-3987 (094) 3346-1456.

 

Assessoria de Comunicação/PMP

Equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) percorreram 90 km no rio Parauapebas para mapear suas potencialidades e pontos críticos, avaliar a qualidade da água, entre outras ações durante a expedição “Conhecer para conservar”, realizada entre os dias 23 e 25 de julho, com apoio do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.

O objetivo foi levantar informações para embasar o mapeamento e o planejamento de trabalhos do Programa de Conservação do Rio Parauapebas, desenvolvido pela Semma. A boa notícia é que a parte de cima do rio, no trecho que passa por Parauapebas, está bem conservada.

“Entre o local de captação de água que abastece o nosso município e o limite com Canaã dos Carajás encontramos águas cristalinas, animais silvestres e muita beleza natural. Nesse trecho a conservação do rio chega a 70%”, destaca o coordenador de fiscalização ambiental da Semma, Júnior Silveira, que participou da expedição.

Mas, nesse mesmo trecho, os profissionais constataram alguns pontos que estão bem rasos. “Ainda não é possível dizer as causas, precisamos fazer uma análise, inclusive dentro dos limites do município de Canaã dos Carajás. Aparentemente é trecho ilhado, ou seja, quando sedimentos são acumulados, formando ilhas naturais”, explicou Júnior, acrescentando que será feito contato com o município vizinho para prosseguimento da investigação sobre o assunto.

Pontos críticos

Durante a expedição, os profissionais encontraram pescadores praticando a pesca artesanal, atividade permitida, mas flagraram três pontos de extração de areia do tipo balsa/draga, um deles localizado na parte de cima do rio, e dois pontos de extração de ouro, todos bem abaixo e distantes do ponto de captação de água do sistema de abastecimento do município.

Encontraram indícios de caça ilegal, com trilhas dentro da Floresta Nacional de Carajás e um jacaré morto, possivelmente com tiro, além de trechos com desmatamento ilegal da mata ciliar e pontos de captação clandestina de água para irrigação de lavouras, sem a devida autorização ambiental.

A expedição resultou em um relatório que apontou o seguinte: “o ponto mais crítico encontrado foi próximo ao encontro do Parauapebas com o rio Novo, onde é visivelmente possível identificar a divisão de cores das águas, decorrente da garimpagem ilegal no local”.

“É importante frisar que a Semma já protocolou vários ofícios informando os seguintes órgãos sobre a situação - tendo em vista que extrapola a competência da nossa secretaria: Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) do Pará, Ibama, Polícia Federal e Ministério Público Federal”, afirma o coordenador de fiscalização ambiental de Parauapebas.

O relatório produzido aponta também que “o rio possui grande capacidade de sustentar a população do nosso município, tanto para subsistência, como para ações culturais, sociais, econômicas e de ecoturismo, pois em sua maior extensão ainda está preservado”.

A partir dos dados levantados, a Semma vai reforçar as ações de educação ambiental nos balneários, limpeza do rio, monitoramento da qualidade da água, fiscalização de combate aos crimes ambientais e vai produzir um diagnóstico ambiental do rio Parauapebas e dos seus principais afluentes, identificando e classificando as áreas com possibilidades de uso da água para consumo humano ou de animais, lavouras, banhos, atividades de extração, preservação e ecoturismo.

 

Texto: Karine Gomes

Assessoria de Comunicação/PMP

O Brasil já conquistou sete medalhas nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, ocupando a 11ª posição no ranking mundial. Nesta quinta-feira (29), o destaque foi o triunfo das mulheres no judô, com a medalha de bronze de Mayra Aguiar, e na ginástica artística com a prata de Rebeca Andrade, sob o som contagiante que mistura o clássico de Johann Sebastian Bach com o funk paulista do "Baile de Favela", de MC João.

As vitórias brasileiras oxigenam a esperança da população depois de tantos momentos de tristeza ocasionados pela pandemia de Covid-19. Principalmente considerando que o isolamento social e as medidas restritivas comprometeram os treinamentos físicos e psicológicos dos atletas. Por isso, cada vitória tem um valor ainda maior como o ouro de Ítalo Ferreira no surf; as pratas no skate de Rayssa Leal e Kelvin Hoefler; os bronzes de Daniel Cargnin, no judô, e de Fernando Scheffer, na natação.

Para além da competição, o esporte é um instrumento de transformação social e assim, o solo de Rebeca embalado pelo funk é tão simbólico e reflete a história de superação e garra da atleta, assim como tantas outras Brasil a fora.

No Pará, por exemplo, a ginasta Camilly Santos, 19 anos, treina desde os quatro e já participou de competições locais e nacionais. “Eu morava em frente ao ginásio de ginástica, o meu pai pensava que era ballet porque todos os dias escutava músicas durante a tarde. Ele decidiu ver o que era na verdade, ele gostou muito e decidiu me matricular com apenas quatro anos de idade”, lembra.

O desempenho de Camilly a levou a Jogos Escolares Nacionais e Campeonatos Paraenses e Brasileiros. “Sou campeã paraense 11 vezes, invicta desde do meu 1º campeonato de ginástica rítmica. Em 2017, fui vice-campeã nos Jogos Escolares da Juventude e já estive entre as 8º melhores ginastas do País, nos campeonatos brasileiros”, afirma.

Entretanto, as conquistas foram marcadas por dificuldades que para serem superadas tiveram o apoio do Governo do Estado, por meio do Programa Bolsa Talento, conduzido pela Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel). “Quando comecei a me destacar nos campeonatos brasileiros, os custos das inscrições e das despesas eram muito altos e eu viajava com minha técnica para competições. O Bolsa Talento me ajudou muito para contratar outras técnicas para me dar aula, além de poder comprar roupas mais elaboradas para competições, me ajudou com o transporte diário para os treinos e é uma ajuda e tanto”, exemplifica Camilly.

“O Bolsa Talento é um programa do Governo do Estado do Pará, com incentivo para que os atletas possam permanecer nas modalidades. Eles treinam para participar de competições em busca das melhores posições do ranking nacional, para que possam também representar o Pará, além de garantir uma vaga na seleção brasileira”, explica Kátia Rocha, diretora em exercício de Esporte e Lazer da Seel.

O programa auxilia crianças e jovens de forma financeira, além de promover benefícios físicos e sociais por meio da prática esportiva. “O esporte consegue trabalhar em diversas vertentes, além de conseguir manter os níveis de corpóreos e desenvolvimento da criança e adolescente, ele também proporciona um equilíbrio. O esporte contribui com estabilização, para que eles possam ressocializar com outras pessoas, além de poder controlar a ansiedade e conviver com essa relação de ganhar, perder e ter solidariedade com o próximo”, acrescenta a diretora.

Sobre as águas - O surf é um dos esportes estreantes das Olimpíadas de Tóquio e já trouxe o ouro com o brasileiro Ítalo Ferreira. No Pará, a modalidade recebe apoio sobretudo com atletas do município de Salinópolis, que têm mais contato com o mar, como Bruno Soares, de 21 anos, que já participou de várias competições. 

“Eu era muito pequeno quando comecei no surf, o meu tio me deu a minha primeira prancha de surf e comecei com ondas pequenas à beira mar. Com muito treinamento e dedicação comecei a ficar em primeiro lugar em todas as competições e hoje sou um dos nomes que representam o Salinópolis e o Pará em campeonatos dentro e fora do estado”, conta o surfista.

Bruno também foi contemplado com o programa. “A minha família sempre me ajudava com as despesas para as viagens, mas ficou muito pesado. Via muitos colegas viajando para competições de surf, eu fiquei curioso e resolvi perguntar quem ajudava com os gastos nas viagens. Eles me falaram sobre o Bolsa Talento, que é uma ajuda para os atletas paraenses. O meu técnico Noelio Sobrinho, que é também o presidente da Confederação Brasileira de Surf do Pará, ajudou a me inscrever no programa. Com essa ajuda, já participei de cinco campeonatos fora e cinco dentro do estado”, enumera o atleta.

Prática inclusiva -  Os esportes paralímpicos, voltados para pessoas com algum grau de deficiência, também recebem atenção. A paratleta de basquete Vivi Brito, 29 anos, já foi convocada para seleção brasileira para os Jogos Paralímpicos de Pequim, na China, em 2008. Atualmente ela se prepara para integrar a equipe do Brasil no sul-americano, que ocorrerá na Argentina, em setembro. 

O basquete em cadeira de rodas faz parte da história dela desde os 15 anos de idade. “Na época nem imaginava que existia esporte adaptado e sem dúvida foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida e me libertou de muito preconceito que tinha de mim mesma. No início, foi um pouco complicado porque eu não gostava de praticar esporte, até por conta da minha deficiência na perna, mas depois a gente vai conhecendo e aprendendo e traz uma alegria que nem consigo explicar, jamais pensei em praticar um esporte em alto rendimento”, admite Vivi Brito.

Ela destaca o papel do treinador na trajetória, que também foi responsável pelo acesso ao Bolsa Talento. “O meu treinador é uma pessoa incansável, ele não deixa a gente desistir em nenhum momento e faz a gente acreditar todos os dias que somos capazes de fazer coisas que jamais imaginávamos que conseguiríamos fazer. Fazer parte da Equipe Remo/All Star Rodas do Pará é muito importante. Ele explicou e ajudou a gente conseguir o Bolsa Talento, com a ajuda conseguimos manter o nosso material esportivo, a Seel ajuda em passagens para competições”, pontua a paratleta.

 

Por Dayane Baía (SECOM)
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