A frustração tomou conta do Flamengo após a derrota por 2 a 1 no clássico com o Fluminense, quarta-feira, no Maracanã. Resultado ruim, gol sofrido aos 47 do segundo tempo e chance perdida de diminuir a diferença para o São Paulo. Esse mix de ingredientes deixou o clima ainda mais pesado.

Depois da partida, revolta com o sentimento de que o jogo estava controlado e foi desperdiçado com erros bobos. O tom das cobranças subiu, mas a paciência da torcida com Rogério Ceni é bem menor do que internamente. A margem de erro no Brasileiro, que já era pequena, diminuiu ainda mais.

Depois do jogo, ainda no estádio, Ceni e sua comissão tiveram uma conversa mais longa com o vice de futebol Marcos Braz e com o diretor Bruno Spindel - a reunião pós-jogo é algo de praxe. A ideia é tentar unir forças e encontrar soluções.

- Sofrendo gols dessa maneira, fica difícil. Mas não podemos desanimar nem nos abater. Faltam 11 rodadas, infelizmente tivemos essa derrota. É continuar trabalhando, fazer a vitória acontecer. Não podemos parar - afirmou o treinador.

Fla-Flu quente na "arquibancada"

O Fla-Flu mexeu com o ânimo também dos dirigentes dos clubes. Sem torcida na arquibancada, coube a eles o papel de cobrar e tentar incentivar. Os rubro-negros reclamaram muito das decisões do árbitro e do que consideraram ser "cera" do Fluminense.

Em determinado momento, Wellington Silva, que havia sido substituído, saiu do banco, se virou para arquibancada, fez gestos e disse: "Vocês estão falando demais. Menos!"

Depois, o embate ficou mais direto entre os dirigentes. O presidente Mario Bittencourt era um dos mais exaltados. O principal alvo da ira dos tricolores era Cacau Cotta, diretor de relações externas do Flamengo. Foram muitos xingamentos, que, a partir do segundo gol do Flu, se transformaram em provocações.

 

Fonte: Por Felipe Schmidt e Fred Huber — Rio de Janeiro

O Flamengo recebeu uma proposta do Pafos, do Chipre, de 4 milhões de dólares (cerca de R$ 20,5 milhões) por 75% dos direitos econômicos de Lincoln e deu sinal positivo. O atacante é um desejo antigo do clube cipriota, mas o Dínamo de Kiev também tem interesse e seria a preferência do jogador, por disputar competições mais importantes.

O Pafos, atual sexto lugar do campeonato cipriota, deseja fechar a negociação o quanto antes. O Dínamo, que na quarta-feira perdeu para Juventus pela Liga dos Campeões, ainda aguarda a definição de sua classificação para a Liga Europa para saber qual será seu investimento. Saberá na próxima terça, após o duelo com o Ferencváros.

Revelado no Flamengo, Lincoln tem apenas 19 anos e já disputou 64 jogos pelo clube. Marcou oito gols. Considerado uma grande promessa na base, ainda não conseguiu se firmar no profissional e passou a irritar a torcida, principalmente com algumas chances claras que desperdiçou.

No último jogo, contra o Racing, Lincoln não ficou nem no banco. Em sua vaga entrou Rodrigo Muniz, outra promessa da base. A venda do atacante ajudaria a minimizar o prejuízo financeiro que as eliminações precoces na Copa do Brasil e Libertadores acarretaram, além da questão da queda de receita com bilheteria.

 

Fonte: Por Cahê Mota — Rio de Janeiro

 

A partida contra o Racing, nesta terça, no Maracanã, é crucial para a temporada do Flamengo. Uma classificação para as quartas da Libertadores, com o time encorpado por peças importantes como Rodrigo Caio, Isla e Pedro, terá o poder de baixar o tom das cobranças e dar tranquilidade a Rogério Ceni. Um eventual fracasso, no entanto, será o estopim com potencial para iniciar uma revolução interna no departamento de futebol.

Apesar do clima de apreensão, há motivos para confiança em um bom resultado contra os argentinos. Depois de uma inédita semana cheia para preparar a equipe, com a chance de fazer trabalhos que até então não haviam sido possíveis, Rogério Ceni tem a volta de jogadores importantes. E em boa hora.

Rodrigo Caio está recuperado da lesão na panturrilha, e a tendência é de que seja titular ao lado de Léo Pereira. Pedro também está liberado, mas há a dúvida se será titular ou inicia no banco de reservas, com o ataque formado por Vitinho e Bruno Henrique. Ceni ao menos teria no centroavante uma boa opção para entrar durante a partida.

Isla, que ficou fora do primeiro jogo contra o Racing por causa de dores na coxa na hora do aquecimento, volta ao time titular. Diego, recuperado após ter fadiga muscular, é outro que tem tudo para ficar à disposição.

A parte ruim: embora não esteja machucado, Gabigol dificilmente terá condições de ir a campo. Com desequilíbrio muscular, precisou passar os últimos dias em um trabalho de fortalecimento, a maior parte do tempo na academia.

Alvo de críticas, departamento médico esvazia

Hoje, o único no departamento médico é Thiago Maia, que na quinta vai operar o joelho esquerdo e ficará um longo período em recuperação.

Nas últimas semanas, o trabalho da área médica e de preparação física virou discussão central no Flamengo, principalmente por causa da saída e chegada de funcionários. Na ocasião, no início de novembro, Márcio Tannure, gerente de saúde e alto rendimento, conversou com a direção e explicou que levaria cerca de um mês para que todos se ajustassem aos processos do dia a dia do Ninho.

A expectativa é de que daqui para frente, com este prazo esgotado, o DM siga pouco movimentado e Rogério Ceni possa aproveitar mais a força do elenco. De contrário, as cobranças seguirão.

Como empatou o jogo de ida com o Racing por 1 a 1, na Argentina, o Flamengo pode até empatar por 0 a 0 que se classifica para as quartas de final da Libertadores.

 

Fonte: Por Fred Huber — Rio de Janeiro

 

O São Paulo se classificou para as semifinais da Copa do Brasil, na última quarta-feira, após uma noite perfeita e mágica no Morumbi, coroada com uma vitória por 3 a 0 sobre o Flamengo. O adversário na semifinal será o Grêmio, nos dias 23 e 30 de dezembro.

A equipe comandada por Fernando Diniz entrou com um espírito copeiro diante dos cariocas. Um São Paulo concentrado do começo ao fim e efetivo nas poucas oportunidades que construiu no ataque.

Na defesa, foi (quase) perfeito. Quase porque cometeu um pênalti que poderia mudar o rumo da partida. Mas a sorte acompanha os competentes. E o Tricolor viu Vitinho isolar a cobrança e ter a certeza que nada daria errado na noite.

No primeiro tempo, o São Paulo adotou a cautela e se defendeu bem. Ao mesmo tempo, não deu muitos espaços para o Flamengo, que pouquíssimo fez para superar Tiago Volpi. Levar o 0 a 0 para o intervalo deu mais confiança para o segundo tempo.

E não demorou nem um minuto na etapa final para que a aplicação tática fosse coroada. Luciano recebeu um cruzamento na medida de Daniel Alves e tocou na saída de Diego Alves para abrir o placar e aumentar a vantagem para 3 a 1 (o primeiro jogo havia terminado 2 a 1 para o Tricolor).

Nove minutos depois, Luciano apareceu mais uma vez dentro da área para aproveitar um cruzamento na medida de Reinaldo. O Flamengo ficou nas cordas com o 2 a 0 contra e completamente perdido com tamanha efetividade do São Paulo.

Do lado de fora do Morumbi, milhares de torcedores que desrespeitaram os protocolos de saúde por conta da pandemia do novo coronavírus para incentivar a equipe, já comemoravam a classificação e gritavam o nome de Luciano.

O pênalti perdido por Vitinho aos 18 minutos foi só uma cereja no bolo do são-paulino, que comemorou pela terceira vez em 2020 uma cobrança desperdiçada pelos flamenguistas. Na vitória por 4 a 1, pelo Brasileirão, Bruno Henrique e Pedro pararam em Tiago Volpi.

Cabia tempo para mais um. Pablo, aos 39 minutos, fez o terceiro e fechou a noite mágica. Nos confrontos entre o Tricolor e o Flamengo neste ano, a equipe de Fernando Diniz aumentou para nove o número de gols marcados. Só levou dois.

Uma classificação para lavar a alma da equipe que sofreu com eliminações doloridas no ano, como as do Campeonato Paulista, para o Mirassol, e da Sul-Americana, para o Lanús. Um elenco que soube se unir nas adversidades e agora entra de vez na briga por um título na temporada.

– Os momentos mais agudos de pressão foi saber se unir, saber o que queríamos e saber a força que tínhamos. Isso (classificação) vai diminuir a pressão externa, mas temos que trabalhar como trabalhamos até aqui. Ainda tem coisas para melhorar – afirmou Fernando Diniz.

O técnico também saiu do Morumbi de alma lavada. Duramente criticado durante todo seu período no clube, teve o nome cantado pelos torcedores ao fim do jogo, que agora dizem estar fechados com Diniz.

Entre amores e ódios nessa relação, o São Paulo de Fernando Diniz desponta como um postulante a acabar com a seca de títulos que assola o time há oito anos.

 

Fonte: Por Eduardo Rodrigues — São Paulo

Nas primeiras palavras como técnico do Flamengo, Rogério Ceni disse ter pedido a bênção de Zico para assumir o cargo e citou o fanatismo que tem por ele.

O maior ídolo da história rubro-negra atendeu a um pedido do Globo Esporte e enviou um vídeo comentando a chegada de Ceni. E foi só elogios ao novo comandante.

- Fiquei muito feliz com a ida do Rogério pro Flamengo. Ontem à tarde aqui no Japão recebi uma mensagem dele. Quando a gente vê um grande profissional como ele, um grande vencedor, tendo uma oportunidade dessa, só tem que desejar que Deus o ilumine nas suas atitudes, nas suas escolhas. Que ele possa pôr em prática tudo aquilo que viveu durante tantos anos no futebol. Trabalhou com técnicos maravilhosos, está fazendo um grande trabalho, tem ótimas ideias e é um vencedor, isso é o mais importante. Então, muito sucesso para ele, que possa dar muitas alegrias ao torcedor do Flamengo, a nós, rubro-negros.
 
Para saber mais sobre a chegada de Ceni ao Flamengo, assista ao Globo Esporte desta quarta-feira.
 
 
Fonte: Por Ivan Raupp — Rio de Janeiro

Um Flamengo que jogou em ritmo de treino e ainda assim cumpriu sua missão em Curitiba: venceu, não sofreu gol e descansou da maneira que foi possível descansar.

Se Domènec Torrent poupou de início somente a dupla de zaga (Gustavo Henrique e Natan) e Gerson, não está errado dizer que o Flamengo dosou energias na vitória por 1 a 0 sobre o Athletico-PR pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Menos intenso do que de costume, o time fez valer a melhor qualidade técnica para abrir o placar na etapa inicial e contou com um inspirado Hugo para segurar o resultado nos 45 minutos finais.

A atuação em uma marcha mais lenta é até compreensível para um time que encerra outubro com nove partidas disputadas em 25 dias. Diante de um adversário que não vive um bom momento, o time se deu ao luxo de administrar o ritmo do jogo e conseguiu no primeiro tempo.

O Flamengo tinha a bola e trocava passes de um lado para o outro em velocidade moderada. Os primeiros 15 minutos pareciam de adaptação ao gramado artificial da Arena da Baixada, até que Isla foi o responsável por acelerar as ações pela direita.

O chileno cada vez mais se torna importante ofensivamente e se entende muito bem com Everton Ribeiro. Na primeira ultrapassagem, Pedro chutou colocado para fora. Na segunda, o centroavante acertou o travessão, e Bruno Henrique escorou para o fundo do gol.

Vantagem justa para um primeiro tempo controlado e que o Furacão só assustou em cobrança de falta de Walter. Bem diferente do que foi a volta do intervalo.

Números de Athletico x Flamengo

  • Posse de bola: 49% x 51%
  • Finalizações: 15 x 10
  • Passes trocados: 397 x 409
  • Faltas cometidas: 12 x 21

O Flamengo se fechou, apostou nas esticadas de Bruno Henrique no contragolpe e deu a bola para o Athletico. O time da casa gostou do jogo e não foi mais possível para o time de Dome retomar as rédea.

O desgaste era evidente, principalmente em um gramado onde a bola corre tanto. As mudanças para dar fôlego com Renê e Daniel Cabral não surtiram efeito e Hugo foi o personagem da vitória com grandes defesas, entre elas um pênalti.

O Flamengo passou ileso pela maratona de outubro. Agora, são 12 partidas de invencibilidade (nove vitórias e três empates). Que venha novembro com "somente" sete jogos!

 

Fonte: Por Cahê Mota — Rio de Janeiro

Como analisar um time que vai a campo com 11 desfalques - sete deles contaminados por uma doença pandêmica - em meio a uma situação caótica que, horas antes do jogo, não tinha claro se haveria ou não partida?

O Flamengo fez o que tinha que fazer: ganhou do lanterna do grupo, se recuperou na Libertadores e volta para casa com danos minimizados após sofrer uma goleada dolorosa do Independiente del Valle.

No fim das contas, o jogo contra o Barcelona era para isso mesmo. Seria difícil cobrar um desempenho encantador em condições atípicas. Mas a partida também serviu para ilustrar algumas questões que se repetem com a equipe rubro-negra.

Início animador

Muito criticado pela estratégia contra o Del Valle, Domènec Torrent voltou ao 4-2-3-1, até agora o esquema em que o Flamengo mais rendeu sob seu comando. Gerson, sempre coringa, virou ponta-esquerda, com Arrascaeta centralizado e Everton Ribeiro na direita.

A rearrumação foi suficiente para o time ter ótimo início de jogo. A saída de bola com Arão foi sempre limpa, Pedro se movimentava e dava opções, e Gerson fazia uma de suas melhores partidas recentes. Foi do Vapo a jogada e o passe para o gol de Pedro, partindo da esquerda e achando o centroavante livre na área.

O segundo gol veio em nova jogada rápida de ataque. Em poucos toques, Pedro fez o pivô, acionou Everton Ribeiro, e o camisa 7 achou Arrascaeta livre na área. Em que pese o bom futebol do Flamengo, também é preciso ressaltar a extrema fragilidade defensiva do Barcelona.

E, então, os problemas voltaram a acontecer. Já no fim do primeiro tempo, o Barcelona equilibrou o jogo e passou a ameaçar mais a área do Flamengo. A segunda etapa começou da mesma maneira, com um gol de Martínez numa falha até difícil de explicar da zaga, que se partiu ao meio num lançamento longo.

O segundo tempo foi um roteiro que se resume em uma defesa rubro-negra extremamente exposta e um ataque que, apesar dos generosos espaços pelo Barcelona, parecia não saber o que fazer. O time caiu muito de nível fisicamente, e isso ficou perceptível.

Problemas recorrentes

Os problemas apresentados foram os mesmos dos últimos jogos. Dois deles se destacam:

O primeiro problema foi abordado por Dome em entrevista coletiva. Ele voltou a pedir tempo para desenvolver seu estilo e afirmou que treinou com o elenco completo por apenas 10 dias. Por outro lado, concordou que o time precisa manter seu ritmo de performance, mas ressaltou que isso acontecerá conforme o trabalho avançar.

A grande questão é que é muito improvável que o técnico encontre mais tempo para treinar do que o que dispõe no momento, em meio a uma maratona de partidas. A rotina de viagens e trabalhos de regeneração será uma constante. Ele precisará encontrar uma maneira se adaptar a isso, por mais que seja compreensível sua frustração pelo pequeno número de treinos.

A transição defensiva é algo pontual, mas talvez até mais urgente para ser consertado. Se a linha de quatro defensores, em si, não está totalmente encaixada, isso se potencializa quando ela não recebe ajuda.

Por muitas vezes contra o Barcelona, os jogadores de ataque demoravam para recompor, e isso deixava a defesa completamente exposta. No futebol atual, a proteção começa na frente: se a pressão não é bem feita ou se não há auxílio na marcação, tudo estoura atrás.

Este é um problema que aconteceu também contra o Independiente del Valle, com efeitos mais devastadores, e em outros duelos, até mesmo em vitórias do Flamengo, e tem raízes que ultrapassam a parte tática. É o principal ponto fraco do time no momento.

O Flamengo volta ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira e terá apenas alguns dias para trabalhar até voltar a campo contra o Palmeiras, no domingo - isso se o jogo não for adiado.

Esta falta de tempo será cada vez mais comum, e caberá a Dome lidar com ela e encontrar maneiras de driblá-la. E também caberá à diretoria e à torcida terem paciência para uma construção de equipe mais lenta do que talvez se imaginasse no início.

 

Fonte: Por Felipe Schmidt — Rio de Janeiro

Apesar do elenco do Flamengo já ter viajado para a cidade de Goiânia, o jogo contra o Atlético-GO ainda não está assegurado. Isso porque, de acordo com informações divulgadas pela imprensa local, quatro jogadores do Atlético testaram positivo para o coronavírus.

O grande agravante desta situação é de que todos os jogadores, incluindo os que testaram positivo, participaram de uma atividade na tarde desta terça-feira (11 de agosto). Ou seja, é possível que vírus tenha contagiado mais atletas ou membros da comissão técnica.

Assim como aconteceu na partida entre Goiás e São Paulo, existe a possibilidade do jogo entre Flamengo e Atlético ser cancelado, porém, qualquer decisão só será tomada após uma nova bateria de testes.

Até o momento do fechamento desta matéria, nenhum dos envolvidos (CBF, Atlético e Flamengo) se manifestaram oficialmente.

 

Fonte: https://www.gaveanews.com

 

 

Está dada a largada para a era Domènec Torrent no Flamengo. O espanhol desembarcou no Rio de Janeiro no início da manhã e já dará treinamento nesta segunda-feira. O avião pousou por volta das 5h40, como previsto, e cerca de 30 torcedores aguardavam o sucessor de Jorge Jesus no local. Acompanhado dos dirigentes Marcos Braz e Bruno Spindel, e de seus três auxiliares, o novo treinador segue para o Ninho do Urubu para conhecer as instalações, dar entrevista coletiva (às 12h30) e ter o primeiro contato com o elenco.

Ao chegar, Dome, como gosta de ser chamado, afirmou:

- Acho que já posso falar portugês perfeitamente. No Flamengo, a gente tem que ganhar, ganhar e ganhar. Porque o Flamengo é um dos grandes clubes do mundo. Então, acho que estamos preparados, prontos para tentar ganhar títulos e jogar bonito. Estou muito feliz por fazer parte desse grande clube, dessa grande nação. Acho que estou pronto para tentar ganhar títulos com essa grande torcida.

O espanhol afirmou ainda que pretende "respeitar" o trabalho do seu antecessor:

- O mais importante agora é respeitar o trabalho do Jorge Jesus porque é um time ganhador. E aí, pouco a pouco, vou mudar um pouco as coisas. Mas a intenção é ficar no Brasil muitos anos. Quando estou feliz no clube, e o clube está feliz comigo, quero ficar quatro, cinco anos... Quero poder dizer que ganhamos e que o clube está muito feliz comigo.

Sobre o nome, ele brincou:

- É muito mais fácil (me chamar) de Dome (risos). Para os jogadores, para a torcida, para os dirigentes. É mais fácil para todo mundo.

O vice-presidente de futebol, Marcos Braz, foi o primeiro a falar no desembarque. Explicou porque o nome do espanhol foi o escolhido após vários outros terem sido analisados e disse que a viagem foi tranquila.

- Foi tudo tranquilo, viagem boa, um pouco cansado, todo mundo, mas o objetivo foi alcançado e vamos esperar que tudo corra bem nessa nova fase. A opção foi pelo histórico dele em relação ao trabalho que fez em um grupo do Guardiola que participou, passou por esses últimos 10 anos entre os 10 maiores clubes do mundo, então acho que todo esse contexto. Sensibilidade é a palavra. Se vai dar certo ou não é outra situação - disse Braz.

Sobre a personalidade do novo treinador, apesar da ainda breve convivência, Braz afirmou:

- É uma pessoa calma, tranquila, não é muito de se estourar. Acho, não, tenho certeza que é o que a gente está precisando. Vamos torcer que dê tudo certo - disse o dirigente à Fla TV.

Dome, como habitualmente é chamado por seus atletas, pisa no Brasil exatamente duas semanas após a partida de Jorge Jesus para Portugal. Curiosamente, o voo que trouxe os espanhóis partiu de Lisboa, onde mora o Mister. O Flamengo será o segundo trabalho de Torrent como treinador após mais de uma década como auxiliar de Pep Guardiola.

O novo comandante rubro-negro estava livre no mercado desde o fim de 2019, quando deixou o New York City, na Major League Soccecr. Domènec Torrent chega ao Flamengo acompanhado de Jordi Guerrón, auxiliar técnico, Jordi Gris, analista de desempenho e do preparador físico Julián Jimenez. Saíram sete portugueses, chegaram quatro espanhóis.

Domènec Torrent já fez contatos com membros da comissão técnica brasileira para ficar ciente dos trabalhos realizados nos últimos dez dias por Maurício Souza. O técnico do sub-20, inclusive, está de sobreaviso para qualquer necessidade de participação no processo de transição. Debate-se até mesmo a manutenção entre os profissionais.

- Quando se quer, chega perto, pergunta, sempre se aprende. Tenho certeza que alguns profissionais do Flamengo aprenderam com o Jesus, tenho certeza que vão aprender agora também, mesmo se fosse um brasileiro - comentou Braz no desembarque.

O diretor executivo do futebol, Bruno Spindel, explicou que a principal preocupação foi em manter a filosofia ofensiva.

- O objetivo é sempre continuar ganhando títulos e buscado vitórias. O principal ponto foi manter a filosofia de um futebol ofensivo e agressivo. Temos total confiança no Dome pela história, pelas ideias dele e por tudo que ele já fez na carreira. Também temos total confiança no grupo, que é vencedor, que conquistou títulos. Vamos continuar nesse caminho de vitórias e títulos. O futebol ofensivo e agressivo está no DNA do clube, dos atletas e do Dome.

Se o espanhol Domènec Torrent falou, explicou, detalhou seus conceitos de futebol, a ponto de convencer o vice Marcos Braz e o diretor Bruno Spindel, ele também ouviu.

E soube sua enorme responsabilidade.

A de seguir os passos de Jorge Jesus.

Não, táticos.

O Flamengo pode trocar a intensa movimentação do meio para a frente, para atletas mais posicionados, donos do seu espaço, como Guardiola gosta.

Não interessa os meios.

Braz e Spidel deixaram bem claro a Torrent que o objetivo é manter a hegemonia no futebol não só do país, como da América Latina. E lutar pelo Mundial.

Ou seja, o tradicional período de adaptação a qualquer treinador, com direito a inevitáveis derrotas, eliminações, não será admitido.

O irônico é que Domènec Torrent jamais venceu um título como treinador. Teve 23 conquistas como auxiliar de Guardiola.

Com a orientação do presidente Rodolfo Landim, os dirigentes flamenguistas usaram a técnica de contratação de um executivo de alto escalão. 

Traçaram mais que metas.

Brasileiro, Libertadores, Mundial. A exigência está amarrada aos bônus pelas conquistas.

Os fatores principais alegados pelo vice e pelo diretor, no jantar em Madrid, que encaminhou a assinatura de contrato, que deve acontecer hoje, e o compromisso duração até dezembro de 2021, são três.

O primeiro, a força do elenco.

É disparado o melhor da América Latina. Recheado com jogadores talentosos, no time principal como no reserva.

O segundo, a infraestrutura, Centro de Treinamento, departamentos médicos, de fisiologia, fisioterapia. Incluindo a facilidade do fretamento de jatos para os jogos importantes ou locais de difícil acesso por voos comerciais.

O terceiro: quando a pandemia for controlado, a torcida. O apoio intenso da maior torcida do país. Não só no Maracanã, mas por todo o Brasil.

Ou seja, Domènec Torrent percebeu que não faltará nada a ele.

Landim mandou avisar que deseja que o trabalho comece o mais rápido possível.

Que o espanhol queime as etapas de adaptação que puder.

E Torrent terá como auxiliar informal, o lateral direito Rafinha.

Os dois já trabalharam juntos no Bayern de Munique.

Têm ótimo relacionamento.

Aliás, Rafinha foi um dos defensores da sua contratação.

O lateral já começou a detalhar aos companheiros de Flamengo como Domènec quer o time organizado.

"O Dome, eu falo até assim porque eu tenho uma intimidade legal com ele. Foram três anos que trabalhamos juntos no Bayern, depois ele foi para o City com o Pep.

"É aquela história, ele é da escola do (Johan) Cruyff, né? É um cara que sabe tudo e mais um pouco de bola. No Bayern, os treinamentos quem dava era ele, o Guardiola ficava só corrigindo e tal", antecipou Rafinha à ESPN/Brasil.

Quando ele detalha da 'escola do Cryff, é a liberdade dos atletas em trocarem de posição, principalmente do meio para a frente, mas com os espaços preenchido. Com Jorge Jesus, o Flamengo atacava em bloco, muitas vezes de um lado só. Cruyff, Guardiola e Torrent, optam pelo time sempre respeitando a distribuição tática equilibrada.

Mas a filosofia do espanhol combina com a vocação ofensiva  do Flamengo.

Defensivamente, pode haver uma adaptação, já que ele gosta de usar três zagueiros, quatro atletas no meio de campo e quatro no ataque. O que se não for muito bem treinado, deixa o time aberto a contragolpes de times defensivos.

Domènec sabe muito bem o desafio que terá pela frente.

Deverá assinar ainda hoje o contrato até dezembro de 2021.

O Flamengo não aceitará nada menos do que a manutenção do status de melhor time do país e da América do Sul.

Sem meias palavras: o objetivo é manter os títulos brasileiro e da Libertadores. Correr atrás das premiações milionárias da Copa do Brasil.

E fazer o 'máximo' para ganhar o Mundial.

As cartas foram colocadas na mesa.

Domènec Torrent aceitou.

"Ele está absolutamente preparado para qualquer país.

"Ele fez a melhor temporada da história do New York City na última temporada. Ele é incrivelmente bem preparado, tem muita experiência. Não tenho nenhuma dúvida sobre sua capacidade"

“Eu aprendi muito com ele", palavras de Pep Guardiola.

Melhor aval, impossível...

 

Fonte: https://esportes.r7.com

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