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Ibovespa vira para alta e bate máxima histórica puxado por bancos

Após passar o período da manhã em queda, com investidores realizando lucros, o Ibovespa entrou no campo positivo no início da tarde desta segunda-feira, 7, e renovou sua máxima histórica, batendo 130.638 pontos. Às 13h12, o principal índice da B3 subia e 0,34%, para 130.569 pontos. Caso feche em alta, o Ibovespa chegará ao seu oitavo pregão de valorização consecutivo – e ao sexto recorde seguido.

A alta do Ibovespa é impulsionada, principalmente, pelas ações dos grandes bancos, que se valorizam nesta tarde. Com a maior participação do setor no índice, os papéis do Itaú (ITUB4) avançam cerca de 1%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) sobe quase 2%.

Por outro lado, ações ligadas a commodities seguem pressionando negativamente, com os papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3/PETR4), que têm as duas maiores participações no Ibovespa, sendo negociadas em queda.

A desvalorização da mineradora ocorre após o minério de ferro fechar em queda na bolsa de Dalian, após dados da balança comercial da China, divulgados nesta madrugada, saírem abaixo das expectativas. Em maio, as exportações cresceram 27,9% na comparação anual, contra estimativas de 32,1% de alta. Já as importações aumentaram 51,1% frente ao crescimento esperado de 51,5%.

“Quando olha no detalhe a balança comercial, percebe-se que a China está importando menos minério de ferro. Isso ao longo do tempo pode pesar um pouco nas commodities”, diz Jefferson Laatus, estrategista-chefe e sócio-proprietário do Grupo Laatus.

Junto com as ações da Vale, siderúrgicas, que também se prejudicam com a desvalorização do minério de ferro, são negociadas em baixa na bolsa.

Já as ações da Petrobras acompanham a queda do petróleo no mercado internacional, sendo negociadas com desvalorização de pouco mais de 1%. Do mesmo setor, os papéis da PetroRio (PRIO3) caem mais de 3% e lideram as perdas do Ibovespa.

Por outro lado, as ações da Azul (AZUL4) disparam 6,6%, com investidores otimistas com a possível aquisição da Latam. Em fato relevante recente, a direção da Azul já havia sinalizado o objetivo de se tornar uma das líderes do processo de consolidação do setor.

Dados de tráfego divulgados pela GOL (GOLL4) também contribuem com o otimismo de investidores sobre o setor. Referente ao mês de maio, a companhia registrou aumento de 401% no número de decolagens em relação ao mesmo período do ano passado. A taxa de ocupação dos voos cresceu 13,3 ponto percentual para 88%. Também entre as maiores altas da sessão, a GOL avança 4,4%.

Passando por processo de reincorporação de sua subsidiária Smiles (SMLS3), a GOL também informou na última noite de sexta-feira,4, que espera ganhos de sinergia de 400 milhões de reais por ano.

 

Fonte: *EXAME.Invest

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