O Google anunciou nesta terça-feira (3) que deixará de usar o histórico específico de navegação das pessoas para vender anúncios na internet a partir do ano que vem.

A companhia anunciou em 2020 que deixaria de autorizar a coleta de cookies de terceiros em seu navegador Chrome, um mecanismo que permite rastreamento através de diferentes sites (entenda mais abaixo).

Agora, a gigante das buscas afirmou que não criará identificadores alternativos para rastrear as pessoas enquanto elas navegam na web, que serviriam para substituir os cookies de terceiros.

Para continuar oferecendo publicidade direcionada para as pessoas com base em seus interesses, o Google afirmou que trabalha em uma abordagem que "esconde" as pessoas "no meio da multidão", agrupando usuários com comportamentos similares.

A decisão do Google é relevante pelo fato de ser a maior empresa de publicidade digital do mundo.

Esse mercado é a principal fonte de receitas da companhia – o negócio gerou US$ 46,2 bilhões no 4º trimestre de 2020, o que representa 82% de seu faturamento.

Os rastreadores são utilizados para oferecer anúncios na web especificamente direcionados, o que aumenta as chances de interessarem as pessoas.

O rastreamento individualizado é alvo de críticas por especialistas que defendem a privacidade. O tema também aparece em leis que regulamentam a proteção de dados, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A novidade não muda a maneira com que o Google lida com dados proprietários – aqueles que uma empresa recebe diretamente de um usuário e que não resultam de um intercâmbio de informações.

Se um anunciante quiser mostrar publicidade para um usuário específico no YouTube e usar o endereço de e-mail dessa pessoa para encontrá-la, por exemplo, nada irá mudar.

A diferença é que esse mesmo anúncio não vai poder ser exibido quando o usuário estiver navegando em outros sites (o que seria possível com cookies de terceiros).

O que são cookies?

O anúncio do Google está relacionado com uma novidade no navegador Chrome, anunciada em 2020, que passou a bloquear cookies de terceiros. O plano da empresa é parar de usar essa tecnologia de rastreamento até 2022.

Os cookies são dados armazenados pelo navegador a pedido dos sites na internet.

São pequenos arquivos enviados por sites que ficam armazenados no navegador do seu computador que contam às empresas algumas informações de comportamento.

É com eles que o seu navegador pode contar a um site que você já esteve ali ou que adicionou um item ao carrinho de compras em uma loja virtual, por exemplo.

Cookies de rastreamento armazenam números identificadores que anúncios publicitários podem ler para associar cliques e visitas a um mesmo internauta.

Os cookies de terceiros permitem um intercâmbio de informações entre diferentes sites, para oferecer publicidade personalizada com base num histórico de navegação amplo.

Com o bloqueio de cookies de terceiros no Chrome, havia a expectativa de o Google criar novos mecanismos de rastrear os usuários para oferecer publicidade personalizada – o que não irá acontecer, de acordo com o anúncio desta quarta (3).

Alternativa

Para continuar entregando publicidade digital com base nos interesses das pessoas, o Google afirmou estar desenvolvendo soluções que consideram a privacidade.

Uma tecnologia da companhia analisa os hábitos de navegação dos usuários em seus próprios dispositivos e permite que os anunciantes direcionem seus anúncios para grupos agregados de usuários com interesses semelhantes, em vez de usuários individuais.

Na prática, em vez de vender anúncios com base no histórico de um indivíduo, a companhia irá analisar históricos de várias pessoas e reuni-las em grupos com interesses similares para vender a publicidade.

O Google disse que planeja iniciar testes para que anunciantes comprem espaços publicitários usando essa tecnologia no segundo trimestre desse ano.

Os esforços centrados em privacidade não são exclusividade da gigante das buscas. Empresas como a Apple e navegadores como o Firefox se posicionam contra a utilização dos cookies de terceiros.

Por outro lado, empresas menores que utilizam rastreamento entre sites acusam a Apple e o Google de usar a privacidade como pretexto para mudanças que prejudicam os concorrentes.

Processos contra o Google

O Google é alvo de 3 processos nos EUA por práticas anticompetitivas. Todos se relacionam em alguma medida com o poder da companhia no mercado de publicidade digital.

Em uma dessas ações, as autoridades dizem que a empresa teria mantido sua posição no mercado de buscas on-line ao abusar de seu poder em outras áreas como o de assistentes de voz, carros conectados e publicidade digital.

O Google nega as acusações e diz que "as pessoas usam o Google porque querem – não porque são forçadas ou porque não conseguem encontrar alternativas".

 

Fonte: Por G1

Uma das dez competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é a Cultura Digital, que incentiva o uso da tecnologia na educação. Neste período de pandemia, ficou evidente a necessidade do uso das novas tecnologias no ensino, inclusive na rede municipal de ensino de Parauapebas, que adotou o ensino não presencial em 2020, passando a fazer uso de inúmeras ferramentas digitais para garantir o ensino e a aprendizagem.

Com objetivo de aperfeiçoar e dinamizar o método de aprendizagem, a Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Educação, implanta na rede de ensino a plataforma Google for Education. E, para gerir a plataforma e auxiliar na implantação de novas tecnologias no ambiente escolar, foi criado o Departamento de Tecnologias e Informática Educacional (DTIE), que dará todo o suporte para os educadores.

Felipe Campos é o técnico responsável pelo DTIE. Para ele o ganho com a nova plataforma é enorme. “Como a institucionalização, nossos educadores terão os recursos ampliados e a Semed terá maior controle de tudo que ocorre no ambiente virtual, contribuindo para a garantia de mais qualidade no processo educacional”, afirma Felipe.

“Durante a Jornada Pedagógica, realizada em janeiro, os educadores participaram de palestras e oficinas voltadas para o uso da nova ferramenta, que já era utilizada por alguns, mas que agora passa a ser oficialmente o meio digital em que o ensino será realizado”, comunica o secretário de Educação Leal Nunes, mencionado que as formações continuarão no decorrer do ano.

A plataforma Google for Education é uma das ferramentas digitais mais utilizadas em todo o mundo. Ainda segundo Leal, ela possui uma grande versatilidade e funcionalidades voltadas à educação e irá possibilitar uma maior organização, produtividade e interação entre professores e alunos da rede de ensino.

Para o professor Hermeson Sampaio da escola Olga da Silva, o uso dessa inovação faz com que os alunos tenham muito mais interação com o conteúdo apresentado. “O Google for Education é de fácil manuseio, tanto para alunos quanto para professores, por meio dela é possível postar vídeos, documentos em PDF, Word, gravar aulas. Os benefícios são inúmeros”, garante o educador.

O uso da ferramenta pode ocorrer por meio de tabletes, smartphones, notebooks ou qualquer aparelho eletrônico com acesso à internet, possibilitando que o aluno interaja de qualquer lugar e a todo momento. Os alunos que não tem acesso às novas tecnologias e a internet continuarão recebendo os cadernos de atividades.

 

Texto: Messania Cardoso

Assessoria de Comunicação -  ASCOM

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