Estratégia e Geopolítica: Como a escolha de Ellayne D’Almeida consolida a aliança da oposição no Pará
A definição do nome da empresária Ellayne D’Almeida (PL) para compor a vaga de vice-governadora na chapa encabeçada pelo ex-prefeito e médico Daniel Santos (Podemos) redesenha o mapa de alianças da oposição no Pará. A articulação, que levou a liderança conservadora de Itaituba a retirar sua candidatura proporcional à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), preenche o principal espaço em aberto do bloco oposicionista e estabelece uma ponte política direta entre a Região Metropolitana de Belém e o interior do estado.
Mais do que o cumprimento de prazos partidários, o arranjo sela formalmente a coligação entre o Podemos e o Partido Liberal (PL) no Pará, assegurando espaço relevante ao partido nas disputas majoritárias que conta também com a candidatura do deputado federal Delegado Éder Mauro (PL) ao Senado Federal.
Geopolítica eleitoral: o peso do Tapajós na disputa estadual
A montagem de uma chapa ao Poder Executivo paraense exige uma engenharia territorial cuidadosa, dada a dimensão geográfica do estado. A escolha de uma liderança nascida politicamente em Itaituba atende a objetivos estratégicos bem definidos:
Integração regional: Daniel Santos tem sua principal fortaleza eleitoral concentrada na Região Metropolitana, especialmente no município de Ananindeua. A inclusão de Ellayne D’Almeida traz representatividade do sudoeste paraense, cobrindo as calhas do Tapajós e da Transamazônica, regiões que concentram debates decisivos sobre infraestrutura, logística e desenvolvimento econômico.
Diálogo com setores produtivos: Enraizada no interior, a empresária mantém diálogo próximo com pautas ligadas ao agronegócio, à mineração legalizada e a pautas do setor produtivo do interior.
Representatividade e costumes: Idealizadora do projeto social “Brilhe Mulher”, a candidata amplia a presença feminina na chapa e reforça o diálogo com o eleitorado conservador e de matriz evangélica.
Contraste de modelos no tabuleiro paraense
A consolidação da chapa oposicionista delineia de forma clara os dois eixos de força que protagonizam o debate político no estado:
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Continuidade e base aliada: A candidatura governista encabeçada por Hana Ghassan (MDB), que tem como vice o deputado estadual Dirceu Ten Caten (PT), representa a manutenção da coalizão entre MDB e PT sob a sustentação do grupo político liderado pelo governador Helder Barbalho.
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Oposição e unificação da direita: A composição de Daniel Santos (Podemos) e Ellayne D’Almeida (PL) aposta na união de forças da oposição, articulando o eleitorado de centro-direita e direita, enquanto tenta descentralizar a força eleitoral para além da capital.
Com a aproximação da propaganda eleitoral e a apresentação formal dos pedidos de registro das candidaturas majoritárias, os grupos iniciam a fase de apresentação de propostas e debates regionais.
Acompanhe o processo eleitoral em fontes oficiais
Para consultar a situação de candidatos, certidões, normas, atas de convenções e o calendário das eleições estaduais, utilize os serviços da Justiça Eleitoral:
Consulte o repositório de candidaturas e as normas atualizadas no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Para verificar informações locais sobre o eleitorado, zonas eleitorais e prazos do pleito no estado, acesse o portal do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA)
Fonte: Da Redação | Por Jordania Peixoto
