Empresário é investigado por estupro de vulnerável e ameaça de morte contra a própria enteada em Parauapebas

Para preservar a identidade e a integridade da vítima, menor de idade, seus nomes e dados pessoais foram omitidos, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Uma investigação policial conduzida na cidade de Parauapebas, no sudeste do Pará, apura a denúncia de um grave crime de violência sexual. Um empresário local, propriétário de uma loja de motos, de 34 anos, é investigado pelo crime de estupro praticado contra a sua própria enteada, uma adolescente de 16 anos. Segundo os relatos oficiais da Polícia Civil e da rede de proteção, a violência durou cerca de duas horas e foi acompanhada de ameaças de morte à jovem e a toda a sua família.

O Crime e os Detalhes do Caso

De acordo com o depoimento prestado à Polícia Civil, o caso ocorreu na residência da família, na noite de 28 de junho de 2026. O suspeito teria aproveitado o momento em que a companheira, mãe da vítima, dormia para assediar a adolescente. Inicialmente, ele teria oferecido valores em dinheiro, viagens e cartões de crédito para conter a recusa da jovem, insistindo para que ela “não contasse nada”, em referência a episódios anteriores de importunação.

Diante da recusa e do desespero da menor, o agressor apagou as luzes do imóvel, coagiu a vítima e passou a fazer graves ameaças, afirmando possuir uma arma de fogo e sustentando que mataria os familiares da jovem caso ela não cedesse ou continuasse chorando. Em seguida, com base no relato policial, o empresário forçou a vítima a se despir e praticou os abusos de forma continuada.

“Ao ser ameaçada, a vítima procurou manter o controle com medo de que as ameaças de morte fossem cumpridas.”

Fuga e Acolhimento

Após o fim das agressões, o empresário dirimiu a atenção indo para a cozinha da casa. Aproveitando a brecha, a adolescente trancou-se no banheiro e conseguiu mandar mensagens pedindo socorro à mãe de seu namorado. A jovem deixou a residência portando apenas seus documentos.

Após o acolhimento inicial pela família do namorado, os avós maternos foram informados sobre o ocorrido e buscaram a neta imediatamente. O fato foi prontamente levado às autoridades policiais para a formalização do boletim de ocorrência na Seccional de Polícia Civil de Parauapebas.

Atuação da Rede de Proteção e Medidas de Urgência

Diante da gravidade dos fatos, o Conselho Tutelar III de Parauapebas interveio em caráter emergencial para assegurar os direitos e a segurança da adolescente:

Acolhimento Familiar Provisório: Foi firmado um Termo de Responsabilidade garantindo a permanência segura da jovem sob os cuidados dos avós maternos, retirando-a de qualquer raio de risco ligado ao agressor.

Lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022): O órgão representou ao Poder Judiciário a aplicação imediata de medidas protetivas de urgência, incluindo o afastamento do suspeito do lar e a proibição expressa de aproximação e contato com a vítima.

Atendimento Médico e Psicológico: A jovem foi encaminhada à rede pública de saúde para avaliação médica de urgência, profilaxia e acompanhamento psicossocial contínuo no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).

A Polícia Científica do Estado do Pará realizou o exame sexológico forense na adolescente, onde o laudo médico-legal atestou vestígios de prática de conjunção carnal. O processo corre em segredo de justiça e as autoridades policiais seguem com as diligências cabíveis do inquérito.

COMO DENUNCIAR VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Disque 100: Atendimento nacional, gratuito, anônimo e disponível 24 horas por dia.

Polícia Militar (190): Para situações de emergência ou flagrante.

Procure a Delegacia de Polícia Civil ou o Conselho Tutelar de sua cidade.

A reportagem do portal buscou contato com o empresário para obter o seu posicionamento sobre o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Fonte: Da Redação | Por Jordania Peixoto

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