A pandemia do novo coronavírus diminuiu o ritmo, mas não acabou com as aulas práticas da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer durante o isolamento social. Isso porque a Semel tem disponibilizado aulas por meio de vídeos gravados pelos professores de cada modalidade esportiva do projeto Educando pelo Esporte.

Os vídeos são sempre enviados para os alunos seguindo o calendário dos dias das aulas presenciais de cada atividade. A comunicação ocorre via grupo de whatsApp. 

A iniciativa tem como objetivo incentivar os alunos e seus familiares a permanecerem em casa para evitar a disseminação da Covid-19, como recomendam os órgãos de saúde, e para manter a rotina de exercícios, que são um grande aliado no reforço da imunidade e no bem-estar inclusive psicológico dos alunos.

“Neste momento de crise, para continuar as atividades do projeto, a equipe da Semel vem montando um material com atividades para, dessa forma, colaborar com a saúde física e mental dos nossos alunos”, explica Anderson Moratório, coordenador de Esporte da secretaria.

Foram criados grupos no whatsApp de cada turma para que todos tenham acesso ao conteúdo. Pelo aplicativo, os professores passam os exercícios práticos. Já os alunos fazem vídeos e enviam para os mestres avaliarem. 

O professor de zumba Leandro dos Santos começou realizando live na sua rede social particular e agora grava os vídeos para enviar no grupo do projeto para as alunas. “Tivemos um retorno mais que o esperado com a participação maciça das alunas. Elas até cobram mais vídeos durante a semana. Acredito que essa dinâmica deixa os alunos estimulados e ocupados durante este período de isolamento em suas casas”, destaca o professor. 

Ao todo, são 11 modalidades esportivas do projeto Educando pelo Esporte e mais de cinco mil alunos beneficiados.

Texto: Liliane Diniz
Fotos: Semel

 

Realizada neste domingo, 16, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Carlos Drummond De Andrade, a eleição para a diretoria que regerá a Liga das Agremiações Juninas de Parauapebas – Liajup, por dois anos, elegeu a chapa 1 e seu conselho fiscal.

Votaram brincantes e representantes de Agremiações Juninas 

Carlos Magno (Bhyl), atual presidente da Liajup, permanece no comando da entidade, juntamente com a vice, Salmiane, sendo sua chapa eleita com 85% dos votos. “Estou feliz pela oportunidade de dar continuidade a um trabalho como esse, que promove não somente a cultura, mas também o social em meio a tantos adolescentes da nossa cidade”, disse o presidente eleito Bhyl.

Brincantes e presidentes de agremiações comemoraram a vitória da chapa1 

A eleição ocorreu de forma tranquila, organizada e transparente, e contou com a presença de 437 votantes, desses, 305 votaram na chapa 1 e 286 no conselho fiscal da chapa 1, 100 votaram na chapa 2 e 102 no conselho fiscal da chapa 2, além de 32 votos nulos.

A eleição ocorreu de forma organizada e transparente

Agora, Bhyl juntamente com a diretoria eleita, vai dar continuidade ao trabalho que já vinha sendo desenvolvido em prol da cultura junina, dentre eles se destacam as conquistas de Título de Utilidade Pública municipal e estadual, além do fomento da mineradora Vale no ano passado, que contribuiu para que as Agremiações Juninas fizessem um grande show no Jeca Tatu 2019.

Diretora eleita comemora a conquista

Para 2020, segundo o presidente reeleito as expectativas são as melhores. “Juntos já conquistamos muito, não foi fácil, mas conseguimos fazer a diferença, reerguemos uma entidade e a tornamos importante a nível estadual. Vamos continuar valorizando nossos brincantes e contribuindo para que cada quadrilha junina cresça e desenvolva não somente um trabalho cultural, mas também social com os jovens e adolescentes de Parauapebas”, afirmou.

 

Realizado na noite de segunda-feira, 3, na Casa de Cultura, o evento deu posse aos novos Conselheiros Municipais de Cultura de Canaã dos Carajás. Na oportunidade estiveram presentes o prefeito Jeová Andrade, Antônio Carlos diretor presidente da Fundação de Cultura, Esporte e Lazer – FUNCEL, e demais convidados.    

Prefeito Jeová a ao lado do conselheiro Nádio

Os membros titulares e suplentes terão a responsabilidade de ajudar a construir uma política voltada para a cultura do município, valorizando a participação da comunidade local. “O Conselho de Cultura busca conhecer, valorizar e promover a cultura e seus artistas dos mais diversos seguimentos. Está sendo certificado hoje um grupo que vai tomar a frente e trabalhar para que isso aconteça”, disse o conselheiro eleito, Nádio Batista, do setorial de Literatura.

Antônio Carlos presidente da Funcel

Em entrevista, Antônio Carlos, presidente da Funcel denotou que o conselho de cultura tem um papel muito importante no desenvolvimento cultura da cidade. “Hoje foi a posse dos novos conselheiros, um grupo que vem para fortalecer ainda mais a cultura. Junto com esse conselho vamos trabalhar para que o movimento cresça ainda mais dentro do nosso município”, disse.

Alunos da Casa de Cultura encantaram os presentes com apresentações

Logo após a entrega dos certificados aos novos conselheiros, os presentes assistiram a várias apresentações de alunos que participam das diversas oficinas oferecidas na Casa de Cultura.  

Prefeito Jeová Andrade

Para o prefeito, Jeová Andrade, esse foi um momento muito importante e que a cultura precisa ser valorizada e fomentada. “Esperamos que esse conselho realmente venha somar muito com as atividades culturais do município. Temos aí uma diversidade de cultura, pessoas vindas de todas as partes do Brasil, igual ao que diz o hino de Canaã, essa somatória cultural nos faz ainda mais fortes. Então nós criamos o Conselho Municipal de Cultura que hoje faz o papel de interlocução junto ao Governo, para juntos discutirmos as ações culturais a serem implantadas no dia a dia, esse é um grande ganho para todos nós”, afirmou o gestor municipal.

Os membros titulares escolhidos e seus respectivos setoriais são:

Carlos Antônio da Costa Santiago - Patrimônio Histórico

Francisco Robson Santiago Filgueira – Cultura Popular

Nádio Batista do Nascimento – Literatura

Mauro Sergio Madeira Lucena - Circo

Heleno Nunes De Souza Junior - Música

Herick Bruno De Carvalho – Teatro

Socorro Freire Santiago – Artesanato

Fábio Collins Costa (Mosheh) – Artes Visuais e Designer

Pedro Nascimento Reis - Áudio e Visual e Arte Digital

Sanda Sherly dos Santos Batista - Cultura afro-brasileira

(Redação)

Agora é oficial, a Liga das Agremiações Juninas de Parauapebas – Liajup, foi declarada e reconhecida como entidade de utilidade pública a nível estadual. A lei de n°8.896 de 11 de setembro de 2019, foi sancionada nesta quarta-feira, 11, pelo governador Helder Barbalho, após a entidade atender a todas as exigências legais, com essa aprovação poderá gozar de todos os direitos que são concedidos para as entidades consideradas de utilidade pública.

O Projeto de lei foi apresentado na Assembleia Legislativa do Pará – Alepa, pelo deputado estadual Chamozinho (MDB), e após aprovação na casa de leis foi assinada pelo governador Helder Barbalho (MDB). “Estamos felizes por obter esse reconhecimento estadual, através do deputado Chamozinho, que apresentou esse projeto de lei, e foi aprovado”, declarou Carlos Magno, Bhyll, presente da Liajup.

Ainda este ano, a entidade conquistou outros títulos, como o título de utilidade pública municipal, de autoria de Rafael Ribeiro (MDB) no projeto de lei nº 8/2019. E através da indicação da vereadora Joelma Leite (PSD), o Festival Junino Jeca Tatu Parauapebas, como Patrimônio Cultural Imaterial do município.

Confira o documento na integra no topo da página.

(Samara Guimarães)

Localizado na Rua F, próximo à portaria de acesso à Floresta Nacional de Carajás, o espaço conhecido como concha acústica passa a ser chamado "Anfiteatro Erika Suany".

A denominação foi proposta pelo então vereador Rafael Ribeiro Oliveira (MDB) por meio do Projeto de Lei n° 44/2019, com tramitação iniciada durante sua atuação parlamentar. O projeto foi sugerido como mecanismo para homenagear a jovem artista parauapebense Érica Melo Cantanhede Morais.

Na justificativa ao pedido, Rafael Ribeiro explicou que Erika Suany, em vida, tornou -se um exemplo de artista popular, indo "aonde o povo está", sem discriminação e preconceitos. Por isso, é imprescindível que sua lembrança esteja vinculada à arte a que tanto ela se dedicou.

“Erika se debruçou à arte e à cultura popular. Com sua morte, nos faz lembrar que é preciso combater sem tréguas a violência em todas as suas formas e, em especial, contra as mulheres”, alegou.

Por tratar-se de justa homenagem à atriz e dançarina, os vereadores aprovaram, na sessão ordinária desta terça-feira (10), o projeto de lei. A proposição será enviada para sanção do prefeito municipal. Com a posterior publicação da lei, a alteração denominacional estará conclusa.

O projeto foi uma solicitação da Associação de Teatro de Parauapebas-ATP e seus familiares, em memória a dançarina e atriz, Erika Suany, participante ativa da quadrilha junina " jovens do Cangaço " de seus tios Paulo e Diana, também como membra ativa da Companhia de Teatro Outro Nível, do professor Patrick Zahrack, onde atuou com destaque na peça "O Principe de Papel ". 

Sobre Erika Suany

Erica Cantanhede nasceu em Parauapebas, em 4 de outubro de 1990. Filha de dona Helena Cantanhede, desde cedo ela demonstrou talento para a dança e o teatro.

Foi protagonista da mais vitoriosa quadrilha junina da cidade, a "Jovens do Cangaço", que em 16 anos de existência venceu 15 vezes seguidas as disputas contra outros grupos folclóricos.

Erika Suany, como era conhecida no meio artístico, também participou de diversas bandas de forró e tecnomelody na cidade, sempre como bailarina de destaque. Suany integrou a Associação de Teatro de Parauapebas (ATP), tendo participado, entre 2015 e 2016, de diversas encenações teatrais na cidade.

Apoiou o movimento LGBT em Parauapebas, levando sua arte para as manifestações que pedem respeito aos direitos deste segmento.

Em novembro de 2016, Erika Suany foi assassinada, vítima da violência doméstica. Contudo, deixou um legado de dedicação absoluta às manifestações artísticas populares.

 

Texto: Josiane Quintino / Revisão: Waldir Silva / Foto: Arquivo

Abre oficialmente nesta quarta-feira (11), às 20h, o 1º Festival Literário de Parauapebas’, como parte das ações da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, que a partir desta edição aumenta sua presença em diversas regiões do Pará. O Festival Literário será realizado no período de 11 a 15 de setembro, na Praça de Eventos da cidade e vai reunir escritores das regiões Sul e Sudeste do Pará, além de uma rica programação que inclui debates, palestras, sarais, rodas de conversas, exposições editoriais e apresentações culturais.

Com forte produção literária, o município vai potencializar o setor com iniciativas que aproximem, cada vez mais, as pessoas dos livros e o 1º Festival Literário vem com o objetivo de incentivar e promover o segmento literário. Seguindo os mesmos padrões da Feira que há 23 anos acontece em Belém, o Festival homenageará duas personalidades de grande importância nos cenários literário, acadêmico e do ativismo social: o poeta João de Jesus Paes Loureiro e a professora e Zélia Amador de Deus.

Toda a programação do 1º Festival Literário de Parauapebas foi montada em parceria com a Secretaria de Cultura do Estado. De acordo com os organizadores, a população das regiões sul e sudeste paraense pode esperar uma intensa maratona de diálogos, trocas de experiências, acesso às publicações editoriais, mesas de debate sobre o papel da educação, a importância dos alunos na produção literária, além de muita música e arte, tendo como protagonista de todo o evento a própria população. Saulo Ramos, secretário de Cultura do município, destacou a importância do evento para o fomento do segmento cultural em Parauapebas. “Nós estamos muito felizes com a realização de Festival, que faz parte da programação da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, uma das mais importantes do Brasil e Parauapebas está entusiasmado e se preparando para prestigiar os próximos cinco dias de programação. Acreditamos que esse evento vai trazer muitos benefícios para a cidade, a rede hoteleira já está lotada, fazendo girar a economia da cultura”, e concluiu. “Nós do interior, que há tanto tempo sofremos com a ausência de políticas públicas, hoje vivemos um outro momento, de presença e iniciativa. O Festival só está sendo realizado garças a parceria com o Governo do Estado”.

Para Ursula Vidal, secretária de Estado de Cultura, o Festival se configura como um momento novo e extremamente importante não só para a cidade, mas para toda a região. “A 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes se mostrou fundamental para a construção de um Pará mais justo, democrático e mais feliz. Sua presença em um número maior de territórios – como é o caso  de Santarém, Marabá, Altamira, Bragança e  Parauapebas – fomenta a política de acesso ao livro e à leitura, além de potencializar talentos locais, nas mais diversas expressões artísticas. A educação e as práticas culturais vêm sofrendo um revés muito grave no Brasil. Por isso, acreditamos que quando se faz um evento como este, desta envergadura, com a participação da população na sua formulação, a gente mostra que a educação e a cultura são instrumentos vitais para a construção de uma sociedade que compreende a força de sua diversidade e valoriza a capacidade criativa e inventiva de sua gente”, afirmou.

O Festival em números – Instalado em área de aproximadamente 1.200m², o Festival terá 25 stands, com 100 editoras representadas e mais de 20 mil títulos expostos e uma programação fortemente pautada na valorização da produção literária regional, reunindo obras produzidas em diversos municípios do Estado, com lançamento de livros, recitais de poesia, comercialização das publicações, entre outras atividades.

Nesta edição, os organizadores estimam receber cerca de 60 mil visitantes, alcançar mais de 30 mil participantes. Outra meta do evento literário é gerar negócios no mercado livreiro local e nacional, movimentando recursos em torno de R$1 milhão e meio, além de gerar cerca de 200 empregos diretos.

Serviço:

O 1º Festival Literário de Parauapebas, como parte das ações da 23ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes é uma realização da Prefeitura Municipal de Parauapebas em parceria com o Governo do Pará por meio da Secretaria de Cultura (Secult) e acontece de 11 a 15 de setembro, na Praça de Eventos da cidade. A entrada é gratuita com visitação de 10h às 22h.

(Fonte: Ascom – Secult.)

 

Imagine um gaúcho de Santa Maria se aventurando pelo Norte do Brasil e embarcando em Bragança, nordeste do Estado do Pará. Imaginou? Segundo o militar André Luiz da Silva deu até pra esquecer o chimarrão. "Pretendo voltar pra reabastecer o meu estoque de farinha", disse saudoso.

Sempre contribuindo com a saúde e a valorização integral da pessoa idosa, a Prefeitura de Parauapebas realizou ações alusivas à Semana do Idoso, em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e algumas escolas municipais, no período de 10 a 14 de junho.

A ação foi organizada pela Supervisão de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

“Durante a Semana tivemos diversas ações como consultas, orientações na sala de espera, roda de conversa, palestra, apresentações culturais e arraiá junino”, destacou a enfermeira e gerente da UBS Liberdade II, Leina Barros.

Ainda de acordo com a gerente da UBS Liberdade II, “realizamos uma semana muito produtiva. Oferecemos serviços de qualidade a pessoas idosas, não somente nesse período, mas durante todo o ano”, enfatizou.

“Adorei ter participado das atividades da Semana do Idoso. O que mais me chamou a atenção foram as apresentações como o grupo de capoeira Asdecap, dentro da unidade de saúde”, finalizou a usuária Maria Aparecida Garcia.

Programa de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da Rede de Atenção a Pessoa Com Doença Crônica (DCNT), disponibiliza para as pessoas idosas serviços de promoção, prevenção e cuidado integral, nas UBS’s das zonas urbanas e rural, de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h.

Texto: Janaina Ravanelli

A Prefeitura de Parauapebas deu início na noite desta segunda-feira (22) a 1ª Semana Formação Cultural de Parauapebas e região. A atividade visa promover o diálogo e formação entre artistas, produtores, educadores, gestores e profissionais com ampla experiência de atuação em atividades relacionadas à cadeia de produção artística e cultural com formação sobre gestão cultural.

CDC ficou lotado durante cerimônia de abertura

O evento teve início no Centro de Desenvolvimento Cultural de Parauapebas (CDC) e contou com a presença da Secretária de Cultura do Estado, Úrsula Vidal, onde foi recebida com apresentações dos diversos segmentos culturais de Parauapebas.

Na cerimônia de abertura, Úrsula Vidal parabenizou as apresentações da noite, qualificando como rica a produção cultural do município e também falou sobre as obrigações do Estado com o fomento à cultura. “Quando o poder público não faz, as pessoas não deixam de fazer.  O carnaval não deixa de ir pra rua, a quadra junina não deixa de acontecer, enfim, a cultura não pertence ao Estado, a cultura é da gente, mas o Estado tem a obrigação de reconhecer, valorizar, potencializar e instrumentalizar para dar escala a este segmento”.

Saulo Ramos, secretário municipal de cultura, frisou a importância de ouvir os anseios das pessoas envolvidas em todos os segmentos culturais para que se construam políticas públicas que atendam às suas necessidades. “A cultura pode fazer muita coisa para mudar a realidade de muita gente, e nós entendemos que não é dentro do gabinete que iremos saber o que estes fazedores de cultura necessitam para realizarem as mais variadas manifestações culturais da cidade. Então nós chamamos, ouvimos e entendemos, que, o que precisávamos fazer é contemplar e formalizar essa cultura, de forma que eles possam andar com as próprias pernas e através dessa formação iremos ofertar vários cursos que contemplam cada segmento cultural da região. Estamos ofertando para vocês algo que ninguém vai poder tirar, o conhecimento”, finalizou o secretário.

Representando o Teatro, o ator e produtor, Dody Amâncio falou à reportagem sobre a importância de eventos como estes para a valorização dos segmentos artísticos de Parauapebas e demais municípios participantes. “Acho que o principal objetivo de eventos como estes, é o intercâmbio cultural entre os artistas da região e os nossos convidados, tanto da área do teatro como das outras expressões artísticas”, disse Dody acrescentando que a semana de formação cultural faz parte de um diálogo que vem sendo construído há muito tempo, entre o Conselho de Cultura e Gestores que passaram pela secretaria. Mas somente agora, nesta gestão, é que essas ações estão se efetivando.

Grupos de capoeira se presentaram na noite de abertura

Secretário municipal de cultura, Saulo Ramos e Secretária estadual de cultura, Úrsula Vidal, são presenteados pela tribo indígena, Xikrin do Catete. 

Segundo dia da 1ª Semana Formação Cultural de Parauapebas

Nesta terça-feira, 23, a roda de conversa foi no Centro Cultural, onde lideranças indígenas de Parauapebas e cidades vizinhas, puderam expor suas demandas, fazer questionamentos e propor ideias.

Em entrevista, Úrsula disse que ficou impressionada chamou de extraordinário o empenho da secretaria municipal de “trazer fazedores de cultura” da cidade e destacou que além de promover, este é o momento de ouvir cada segmento. “Hoje é o momento de escuta, nós vamos apresentar quais são as nossas possibilidades de políticas públicas efetivas para, ainda este ano, elaborar mais detalhadamente um plano de ação”, disse.

A secretária frisou que através deste diálogo será possível fazer um mapeamento de todas as manifestações culturais e incluí-las no plano anual e lei de diretrizes orçamentarias para potencializar o que já está funcionado e alavancar iniciativas.

O prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, também esteve na roda de conversas e disse sentir-se feliz em ver a participação dos municípios vizinhos. “Nós estamos em um momento de grande florescimento da cultura e isso é muito alegre, com pessoas comprometidas, com pessoas que realmente querem o melhor para esta cidade. Fomentar a cultura local é quase como fomentar a vida de uma cidade”, disse o prefeito.

Uma roda de conversa foi realizada no segundo dia do evento

A programação da Semana de Formação Cultural de Parauapebas e região continua durante toda esta semana, CONFIRA AQUI.

(Texto e fotos: Ingrid Cardoso e Fernando Bonfim)

Em comemoração ao Dia Índio, comemorado em todo o Brasil nestas sexta-feira (19), cerca de 150 índios da aldeia Xikrin do Cateté realizaram  um importante evento de imersão na cultura indígena, onde a população parauapebense pôde conhecer de perto, um pouco mais sobre os costumes, danças e pinturas corporais deles, que representam a grande riqueza histórica e cultural brasileira.

A atividade foi realizada na Centro de Desenvolvimento Cultural (CDC) e contou com a presença de centenas de espectadores, que tiveram a oportunidade de aprofundar-se  um pouco mais na cultura e costumes dos Xikrin.

Eni Fenício Ferreira, coordenadora de relações indígenas 

Eni Fenício Ferreira, coordenadora de relações indígenas, falou um pouco sobre a importância deste momento para os índios. “Para eles [Os índios] este é um grande momento. Todos os anos eles comemoram este dia lá dentro da aldeia, e trazer um pouco da cultura deles para a cidade, os deixa muito felizes”, disse Eni.

Eni também falou sobre a representação deste evento no contexto histórico e cultural de Parauapebas e região. “Para mim, eles [os índios] são os primeiros em tudo. Eles são os donos da terra, aliás eles são a terra, por isso credito que a cultura deles deveria sem bem mais valorizadas, antes mesmo das outras, que vieram depois. Mas acredito também que estamos vivenciando uma outra realidade iniciada hoje. A partir de agora a expectativa é que a cultura indígena possa estar mais presente, mais perto da população da cidade. Muitas pessoas que moram em Parauapebas nunca viram uma apresentação, então esta é a intenção trazer para mais perto da população a riqueza e a beleza da cultura indígena”, frisou.

A coordenadora também a gradeceu o apoio da prefeitura, que de acordo com ela todos os anos dá suporte à aldeia para comemorar este dia tão importante para o povo indígena da região do Catete.

Pedro Alcântara, funcionário público, que esteve prestigiando o evento, concedeu uma breve entrevista à reportagem e falou um pouco da importância da valorização dos índios pela sociedade.  “Quando os portugueses chegaram no Brasil, os índios já estavam. As pessoas precisam entender, principalmente as novas gerações, que os índios, foram uns dos primeiros habitantes desta terra, além de serem nossos ancestrais, possuem uma saberia milenar. Então acredito que eventos como este devem ter continuidade, já que o Dia do Índio relembra a história da colonização brasileira valoriza a cultura indígena que deve manter-se viva e deve também ser comemorada por todos”, disse.

Sobre

Os Xikrin, grupo de língua Kayapó, que vivem nas Terras Indígenas Cateté e Trincheira Bacajá no estado do Pará, enfatizam a audição e a palavra. A fim de aguçar estas qualidades, os Xikrin perfuram, logo na infância, os órgãos correspondentes (orelhas e lábios). Ouvir está diretamente relacionado ao saber, à aquisição do conhecimento. A oratória, por sua vez, é uma prática social muito valorizada, como para os grupos kayapós em geral, que se definem como aqueles que falam bem e bonito – Kaben mei – em oposição a todos os outros povos que não falam sua língua. O dom da oratória é atributo dos homens e envolve discursos inflamados, realizados no centro da aldeia. (F0nte: pib.socioambiental.org)

 

 

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