Manter a calma está entre os principais fatores para medidas de enfrentamento contra o coronavirus

Diante da incerteza gerada por esse tipo de situação de emergência sanitária e de reordenamento social temos que abordar outro assunto no qual nos traz muita preocupação. Sabemos que o isolamento social é uma das características das vítimas de transtornos mentais, mas, no cenário atual, em que somos obrigados ao confinamento para evitar a disseminação do novo coronavírus, será que há probabilidade dessa equação se inverter e acabarmos deprimidos por causa da solidão?

 As respostas para esta pergunta é simples, muitas vezes o excesso de informações sobre pandemia fazem com que muitos tenham sintomas de ansiedade, doença que pode se manifestar de várias formas: nervosismo, agitação, estado de alerta; não conseguir pensar em outra coisa; necessidade de ver e ouvir constantemente informações sobre o coronavírus; dificuldade para realizar tarefas diárias. Também é percebida nas pessoas que estão com problemas para adormecer e que “acham difícil controlar sua preocupação e perguntam persistentemente aos familiares sobre seu estado de saúde, alertando-os sobre os graves perigos que correm toda vez que saem de casa.

Estudos indicam que o isolamento físico, embora possa afetar a saúde, é menos prejudicial que o isolamento social, medida que está sendo necessária para evitar a disseminação de um vírus que assusta a todos. O caos mostra que a situação de nos proteger está trazendo outros problemas para grande parte da população, parte das pessoas está completamente cética, elas selecionam as informações que lhes convêm e passam a acreditar que não serão contaminadas e que tudo não passa de um grande exagero. A outra parte faz a mesma coisa com os dados que recebe, mas entra em pânico, acha que estamos vivendo o apocalipse, e passa até a ter uma posição egoísta, que provoca, por exemplo, a corrida aos supermercados para fazer estoque de produtos, em invés de entender que o momento exige uma reação coletiva. É o tal efeito manada. É uma busca da segurança.

A situação atual pode ser um gatilho para crises de ansiedade e pânico para alguns, mas não para todos. Para muitas pessoas, pode ser uma oportunidade de realizar o trabalho de forma mais produtiva. Aqueles que levam quase duas horas para ir de casa ao trabalho estão conseguindo, com o home office, dormir um pouco mais, sentiram-se menos estressados por não enfrentarem o trânsito caótico de uma cidade grande e ainda tiveram tempo para realizar algumas atividades simples, como um banho mais demorado e agradável. É importante lembrar que a possibilidade de trabalhar remotamente permite um equilíbrio maior entre as atividades pessoais e profissionais. É um cenário inédito, que durará no mínimo 14 dias e que implica no fechamento de quase todo o comércio - com exceção dos supermercados e farmácias em um país que possui 46 milhões de habitantes trazendo também problemática para consumidores e comerciantes.

 O que você precisa fazer além de manter a calma:

Identificar pensamentos que possam lhe causar mal-estar. “Pensar constantemente na doença pode causar o aparecimento ou o aumento de sintomas que ampliem seu mal-estar emocional.”

Reconhecer nossas emoções e aceitá-las. “Se necessário, compartilhe sua situação com os mais próximos para encontrar a ajuda e o apoio necessários.”

Questione: procure provas de realidade e dados confiáveis. “Conheça os fatos e dados confiáveis oferecidos pelos meios de comunicação oficiais e científicos e fuja de informações que não provenham dessas fontes, evitando informações e imagens alarmistas.”

Informe seus entes queridos de maneira realista. “No caso de menores ou pessoas especialmente vulneráveis e idosos, forneça explicações verdadeiras, adaptadas ao seu nível de compreensão.”

Evite informações em excesso. “Estar permanentemente conectado não o deixará mais bem informado e poderia aumentar desnecessariamente sua sensação de risco e nervosismo.”

Comprove a autenticidade das informações que você compartilha. “Se você usa as redes sociais para se informar, procure fazê-lo com fontes oficiais.”

Como cuidar de si mesmo nestes casos:  manter uma atitude otimista e objetiva”. Evite falar o tempo todo sobre o assunto, apoie-se na família e nos amigos e ajude a família e os amigos a manter a calma e um pensamento “adaptativo a cada situação”, além de tentar levar uma vida normal na qual não se alimente o medo dos outros.

Avalie este item
(0 votos)
Loading
https://carajasojornal.com.br/modules/mod_image_show_gk4/cache/Publicidade.2018.Sophos_2019gk-is-100.jpglink
https://carajasojornal.com.br/modules/mod_image_show_gk4/cache/Publicidade.galpogk-is-100.jpglink