Promotoria egípcia diz que brasileiro violou 'princípios e valores familiares da sociedade'

Ministério Público do Egito pediu que o médico Vitor Sorrentino permaneça detido até que as investigações sejam retomadas nesta terça-feira, dia 1º, e incluiu seu nome na lista de indivíduos proibidos de viajar. O brasileiro foi preso por assédio sexual a uma vendedora na cidade de Luxor em um caso que viralizou. Para a promotoria, ele violou os princípios e valores familiares da sociedade egípcia e desrespeitou a vida privada da vítima ao expor sua imagem na internet.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, a Unidade de Monitoramento e Análise do Departamento de Al-Bayan informou ter monitorado a circulação nas redes sociais do video que mostra Sorrentino proferindo insinuações sexuais em português para a funcionária de uma loja, sem que ela compreendesse, enquanto ela lhe mostrava papiros.

Segundo a investigação, o episódio do vídeo ocorreu no dia 24 de maio em uma das lojas de papiro em Gizé. Testemunhas relataram que o médico se encarregou de filmar o incidente por estar acostumado a publicar vídeos em rede social. Para verificar o que o investigado diz, o Ministério Público egípcio chamou um tradutor especializado, que atestou as "insinuações sexuais indecentes".

A vítima confirmou que o investigado foi até a loja em que ela trabalha e a fotografou durante sua explicação sobre o conteúdo e método de fabricação de papiros. Ela disse ainda que o acusado retornou no dia seguinte para se desculpar, enquanto filmava seu arrependimento. A vendedora, entretanto, insistiu que fosse iniciado o processo criminal contra ele por causa dos danos causados pela exposição do vídeo.

Segundo o Ministério Público egípcio, o brasileiro deixou Luxor na manhã do dia 30 com destino ao Cairo, na tentativa de escapar após o caso repercutir.

 

Fonte: https://extra.globo.com

 

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