Suspeito de participar de morte de aluno na Unicamp em 2013 é julgado

O julgamento de André Ricardo de Souza Motta começa na manhã desta quinta-feira (11) em Campinas (SP). Ele é acusado de participar do assassinato do estudante Denis Papa Casagrande, de 21 anos, em uma  festa no Ciclo Básico da Unicamp. O crime ocorreu no dia 21 de setembro de 2013.

Motta é acusado de participar das agressões, mas não é suspeito de ter dados os golpes de faca que mataram o estudante.

Segundo o Ministério Público,  André Motta agrediu a vítima e dificultou o socorro a ele. A jovem Maria Tereza Peregrino e o namorado dela, Anderson Mamede, estão presos pela suspeita da morte e aguardam julgamento. Mamede é considerado coautor do crime.

Na audiência desta quinta-feira  serão ouvidas nove testemunhas. Depois falam a acusação e na sequência a defesa. O Ministério Público poderá se manifestar. Caso o MP se manifeste, a defesa poderá se pronunciar novamente.

Ainda nesta quinta-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deve julgar o recurso que decide se os dois jovens presos, Maria Tereza Peregrino e Anderson Mamede, vão a júri popular.

O caso
André Ricardo  de  Souza Motta e os outros dois réus do processo, Maria Tereza Peregrino e Anderson Marcelino Ferreira Mamede, são acusados por homicídio triplamente qualificado. Para o Ministério Público, houve motivo fútil, cruel e recurso que dificultou a defesa do aluno, atingido no coração.

O crime ocorreu em uma festa no Ciclo Básico da Unicamp na madrugada do dia 21 de setembro de 2013 após uma confusão envolvendo Maria Tereza.Segundo a Polícia Civil, a vítima foi esfaqueada após ser confundida com outro jovem que teria assediado Maria Tereza, à época integrante de um grupo autodenominado “anarcopunk”.

Ela confessou ter dado a facada em Casagrande, mas alegou legítima defesa e disse ainda ter sido agarrada pelo estudante. A versão foi rechaçada por investigadores após análise de provas.

Maria foi indiciada como autora do crime, e o namorado dela, Anderson Mamede, como coautor, já que ele admitiu ter agredido com golpes de skate a vítima, quando ela tinha sido atingida pela faca. André Ricardo de Souza Motta também foi apontado como coautor do crime durante as apurações.

"Embora a facada tenha sido dada por Maria, nós entendemos que as agressões dos outros envolvidos impediram que as testemunhas chegassem até Dênis [...] para socorrê-lo. Além do linchamento, havia punks ao redor da vítima rodando correntes para impedir a aproximação das pessoas", explicou à época o delegado do caso, Rui Pegolo.

 

Fonte: g1.globo.com

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