Os dez leitos de UTIs disponibilizados pelo Governo do Pará ao município de Juruti, que fica na divisa com o estado do Amazonas, já estão prontos. As novas vagas foram instaladas no Hospital 9 de Abril. Já há, inclusive, pacientes regulados para a Unidade. Ainda que a região Oeste do Pará apresente estabilidade de casos de internação, a estratégia do governo estadual é garantir suporte, principalmente nos municípios da região da Calha Norte: Faro, Terra Santa, Óbidos, Oriximiná e Juruti.

No domingo, 17, o secretário regional de Governo do Oeste do Pará, Henderson Lira, realizou uma visita técnica ao Hospital 9 de Abril, em Juruti. “A Unidade está preparada para receber pacientes do município e também outros da região, caso seja necessário. O Estado disponibilizou, inclusive, aeronaves para transportar pacientes para o hospital. São estratégias que estamos tomando para que ninguém fique sem assistência médica”, garantiu o secretário que esteve acompanhado por técnicos da Sespa.

Além de Juruti, o secretário regional de governo também realizou visitas técnicas nos municípios de Terra Santa e Faro. O objetivo é monitorar in loco as ações desenvolvidas pelo Governo do Estado nos municípios, frente a proliferação da Covid-19.  

A partir de amanhã, 18, mais 90 leitos UTIs e 34 clínicos serão abertos pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), nos hospitais regionais do Tapajós, em Itaituba, e do Baixo Amazonas, em Santarém.

Em Itaituba, 30 leitos clínicos estão sendo transformados em UTIs, o que garantirá ao município 60 leitos de UTIs no total, junto aos 24 leitos clínicos. Já em Santarém, serão abertos mais quatro leitos de UTI, totalizando 20 de UTI e cinco clínicos.

“Com essa estratégia de ampliação, vamos garantir também que a estrutura e rede hospitalar de Santarém, município pólo da região, não seja sobrecarregado. Ou seja, com novos leitos disponibilizados pelo Estado em outros municípios, vamos ter alternativas. A situação na região é de estabilidade, mas devemos nos preparar, caso haja aumento na demanda”, afirmou o secretário regional Henderson Pinto.

Os municípios da região também estão recebendo médicos intensivistas, para que garantir o atendimento de casos de alta complexidade. O Hospital 9 de Abril, de Juruti, recebeu o reforço de um intensivista.

Aline Cunha, diretora da 9 Regional de saúde explica que a ampliação do número de leitos é fundamental na região, já que possui cinco municípios de difícil acesso. “Dessa forma, estamos ampliando ainda mais a assistência hospitalar à população. A estratégia é garantir suporte para quem precisar e não deixar ninguém desassistido. Para o Hospital 9 de Abril, em Juruti, já há alguns pacientes regulados. Estamos preparados” garante.

Insumos

Técnicos da Sespa realizam reuniões com fornecedores de gases para monitorar a situação e antecipar ações para que o produto não falte no Pará. Os níveis de oxigênio seguem regulares no Estado, atendendo com normalidade as demandas, sendo que há duas fábricas do produto no Pará, além de duas unidades de envasamento de cilindros. O Estado conta com uma capacidade de 58 mil metros cúbicos diários, quantidade que consegue atender toda a demanda do Pará e Amapá. O Pará também pode fornecer suporte logístico a outras regiões do país, caso seja necessário.

 

Fonte: Por Rodrigo Reis (EMATER)

O Governo do Pará, por meio das forças de segurança, intensificou a fiscalização nas divisas dos municípios de Santarém, Juruti, Terra Alta Faro, Óbidos e Oriximiná, na região Oeste, para se fazer cumprir o Decreto Estadual 1.273/2020, que proíbe a circulação de embarcações de passageiros entre os estados do Pará e do Amazonas. A medida visa impedir a entrada de pessoas do estado vizinho como medida preventiva à proliferação da Covid-19.

A fiscalização é realizada 24h por dia e envolve, diretamente, as polícias Civil e Militar, Grupamento Fluvial de Segurança (Gflu), Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) e as forças especializadas do Grupamento Tático de Operações (GTO) e do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).

Em Santarém, a Polícia Civil orienta também os proprietários de embarcações a não transportar equipamentos sonoros e instrumentos musicais, com a finalidade de não serem realizados eventos festivos nas comunidades ribeirinhas, conforme decreto vigente na região.

“É assim, juntos, que vamos conseguir vencer a pandemia: unindo forças. Na região, está permitido somente o transporte de cargas, com as equipes de segurança realizando o monitoramento constante nos portos de vários municípios. Somos solidários com o povo do Amazonas, mas neste momento precisamos resguardar a vida da nossa população”, explicou Henderson Pinto, secretário regional de governo da região Oeste, que acompanhou os trabalhos das equipes de fiscalização no porto de Juruti, na tarde deste domingo, 17.

BANDEIRA VERMELHA

Desde que o Governo do Pará mudou o bandeiramento da região do Baixo Amazonas - de laranja para vermelha, as prefeituras da região foram orientadas a restringir atividades e liberar apenas serviços e atividades essenciais em seus territórios. A alteração no bandeiramento está indicada no Decreto Estadual 800/2020, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

O prefeito de Terra Santa, Doca Albuquerque, explica que é importante a presença do governo estadual neste momento, no sentido de se fazer cumprir o Decreto. “É um trabalho em parceria. Aqui em Terra Santa, nós estamos trabalhando para garantir a segurança da população, a partir de ações conjuntas. Somos vizinhos do estado do Amazonas e então a atenção deve ser redobrada, com ações efetivas nas divisas dos municípios. Com o bandeiramento vermelho, foi ligado o alerta máximo: é necessário restringir algumas atividades, para evitar aglomeração de pessoas”, analisa o prefeito.

O prefeito também reforçou a importância das medidas tomadas pelo governo estadual. “O momento é de união e o Governo do Estado está dando condições para que seja desenvolvido um bom trabalho em favor da nossa população. Somos gratos ao governador Helder Barbalho pelo incansável trabalho junto à nossa população e de demais municípios”, finaliza.

Prevenção

O secretário regional de governo pediu para que a população só saia de casa se for muito necessário e, se precisar sair, não se descuidar: “Não deixem de usar máscara, faça sua higiene pessoal, utilize álcool em gel, para que não ocorra no Pará o que está ocorrendo no estado do Amazonas. O governador Helder Barbalho está dando todas as condições para que a população não fique em nenhum momento desamparada, portanto, é importante que todos façam sua parte”, finaliza Henderson Pinto.

 

Fonte: Por Rodrigo Reis (EMATER)

A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu na quinta-feira (14) da decisão da Justiça federal do Amazonas que suspendeu as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no estado.

A suspensão foi determinada na quarta (13) pelo juiz federal José Ricardo de Sales. O recurso do governo federal foi levado ao Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), com sede em Brasília.

O Enem está marcado para os dias 17 e 24 deste mês. Mais de 160 mil estudantes amazonenses estão inscritos.

O juiz federal José Ricardo Sales suspendeu a aplicação das provas alegando o aumento no número de casos de Covid-19 registrados do Amazonas. Até esta quarta-feira, mais de 5 mil pessoas já haviam morrido no estado em razão da doença.

Sales decidiu que as provas devem ficar suspensas enquanto durar o estado de calamidade pública decretado pelo governo local, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia de descumprimento, até o limite de 30 dias.

O que diz a AGU

No recurso, A AGU afirma que a suspensão causa dano irreparável aos estudantes do estado do Amazonas.

O órgão argumenta ainda que o adiamento tem potencial para provocar um efeito cascata.

"Qualquer decisão que afete os procedimentos referentes ao cronograma do Enem refletirá nos cronogramas do Sisu, do Fies e do Prouni, resultando, necessariamente, em graves danos ao candidatos, a todas as instituições públicas e privadas envolvidas, e ao interesse público como um todo", argumentou a AGU.

A circulação de embarcações de passageiros entre os estados do Pará e Amazonas está proibida a partir desta quinta-feira (14), de acordo com o decreto estadual que será publicado no Diário Oficial do Estado (DOE). Por meio das redes sociais, na noite de quarta-feira (13), o governador Helder Barbalho informou que a medida é preventiva, para evitar a entrada em território paraense de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus oriundas do Amazonas.

"Nós publicaremos amanhã (quinta-feira) um decreto estadual proibindo a circulação de embarcações de passageiros vindos do estado vizinho do Amazonas. Isto é uma medida preventiva e fundamental para que possamos evitar o contágio dentro do Estado do Pará e, consequentemente, evitar problemas de saúde em face da pandemia do novo coronavírus. Portanto, a partir de amanhã nossas fronteiras com o Amazonas estarão fechadas, com fiscalizações da Polícia Militar do Estado e apoio de embarcações e aeronaves, para que possamos fazer cumprir a medida preventiva de restrição e proteger nossa população", informou Helder Barbalho.

Ainda não há restrições ao deslocamento aéreo de passageiros, mas nesta quinta-feira o chefe do Executivo Estadual deve fazer contato com a Infraero (Empresa de Infraestrutura Aeroportuária).

O Estado do Amazonas registrou, na última segunda-feira (11), 250 novas internações por Covid-19, e voltou a bater o recorde de hospitalizações diárias desde o início da pandemia. Ainda na segunda, 1.391 pessoas estavam internadas com a doença e foram confirmadas 55 mortes.

 

Fonte: Por Bruno Magno (CPH)

Manaus -  No Amazonas, foram estimados cerca de 393.995 domicílios aglomerados subnormais, colocando o Estado na 5ª posição em números absolutos entre as unidades da federação com mais domicílios em aglomerados subnormais. Os estados com os maiores números de aglomerados subnormais foram: São Paulo na 1ª posição com 1.066.883 domicílios, seguido pelo Rio de Janeiro com 717.326 domicílios e Bahia com 469.677 domicílios.

Os Estados com os menores números absolutos foram: Roraima com 3.003 domicílios em aglomerados subnormais, seguido por Mato Grosso do Sul com 6.766 domicílios e Tocantins com 9.733 domicílios. 

O estudo realizado pelo IBGE trata do mapeamento preliminar dos Aglomerados Subnormais, feito como preparação para a operação do Censo Demográfico 2020, adiado para 2021 em razão da pandemia de Covid-19 e do mapeamento de unidades de saúde do Cadastro Nacional de Unidades de Saúde. O objetivo dessa antecipação dos resultados é fornecer, à sociedade, informações para o enfrentamento da pandemia do Coronavírus.

 

O são Aglomerados Subnormais?

Os Aglomerados Subnormais são formas de ocupação irregular de terrenos de propriedade alheia (públicos ou privados) para fins de habitação em áreas urbanas e, em geral, caracterizados por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas que apresentam restrições à ocupação.

Nos Aglomerados Subnormais, residem, em geral, populações com condições socioeconômicas, de saneamento e de moradia mais precárias. Como agravante, muitos Aglomerados Subnormais possuem uma densidade de edificações extremamente elevada, o que dificulta o isolamento social e pode facilitar a disseminação do COVID-19.

Com esse resultado, dos 1.138.985 domicílios ocupados estimados no Amazonas, 34,6% eram de domicílios em aglomerados subnormais, colocando o Estado na 1º posição onde há proporcionalmente mais domicílios em aglomerados subnormais. Em seguida está o Espírito Santo com 26,10% e em terceiro, Amapá com 21,6%. Os estados com as menores proporções de domicílios em aglomerados subnormais foram: Mato Grosso do Sul (0,74%), Santa Catarina (1,46%) e Goiás (1,55%). 

 

Capitais

Em Manaus, foram estimados cerca de 348.684 domicílios aglomerados subnormais, colocando a capital amazonense na 4ª posição em números absolutos entre as capitais com mais domicílios em aglomerados subnormais. As capitais com os maiores números absolutos de domicílios em aglomerados subnormais foram: São Paulo na 1ª posição com 529.921 domicílios, seguido pelo Rio de Janeiro com 453.571 domicílios e Salvador com 375.291. Os estados com os menores números absolutos foram: Boa Vista com 3.003 domicílios em aglomerados subnormais, seguido por Campo Grande com 4.516 domicílios e Tocantins com 6.534 domicílios.

Com esse resultado, dos 653.218 domicílios ocupados estimados em Manaus, 53,38% eram de domicílios em aglomerados subnormais, colocando a capital amazonense na 2º posição onde há proporcionalmente mais domicílios em aglomerados subnormais. Em primeiro ficou Belém com 55,49%, e em terceiro, Salvador com 41,83%. As capitais com as menores proporções de domicílios em aglomerados subnormais foram: Campo Grande (1,45%), Goiânia (2,47%) e Boa Vista (3,31%).

 

Objetivo do estudo

O objetivo desse mapeamento foi avaliar a proximidade de unidades de saúde para cada aglomerado subnormal. Unidades de saúde de assistência primária e estabelecimento de saúde com suporte à observação e internação.

Considerando os municípios com maiores proporções de domicílios localizados dentro de Aglomerados Subnormais, em 2019, Manaus é a sétima do país. Esse grupo é liderado Vitória do Jari no Amapá (74%).

 

Cidade de Deus e Alfredo Nascimento

Entre os aglomerados subnormais com maior número de domicílios, a Rocinha no Rio de Janeiro lidera o ranking nacional com 25.742 domicílios. Cidade de Deus/Alfredo Nascimento em Manaus é a quarta maior aglomeração subnormal do país com 16.721 domicílios.

A média das distâncias entre os aglomerados e as Unidades de Saúde no país, é na maioria de 500 metros (41%). Outro grupo está a um quilometro de distância (38,5%) e o restante está entre 2 a 5 quilômetros de distância.

A base de informações disponibilizada pelo IBGE, permite mapear e localizar todas os aglomerados subnormais do estado e do país. Para isso, o IBGE disponibilizou no site um ambiente de mapas interativos para downloads https://covid19.ibge.gov.br/ o que possibilitara aos pesquisadores e ao poder público utilizarem as informações sem qualquer restrição o Amazonas, são 28 municípios possuem aglomerados subnormais. Embora Manaus lidere com maior proporção. Santo Antônio do Iça está na segunda posição com 34%.  Coari, Itacoatiara, Iranduba, Tonantins, Tefé e Amaturá possuem valores entre 20 e 28%.

 

Fonte: https://d.emtempo.com.br

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