A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), alerta a população paraense para que mantenha as medidas de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus, apesar do início da vacinação contra a Covid-19. O alerta não é apenas porque muitas pessoas ainda não foram acometidas pela Covid-19, mas também pelo fato de a nova variante do novo coronavírus poder causar uma segunda infecção em quem já foi diagnosticado com a doença.

Com essa informação, o secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, enfatizou a necessidade de a população continuar usando máscara, higienizando as mãos e mantendo o distanciamento social. “É importante não relaxar com as medidas preventivas até que toda a população tenha sido vacinada. Ainda temos um longo caminho pela frente”, afirmou.

Segundo a Nota de Alerta emitida pelo Cievs, a nova cepa variante do vírus SARS-CoV-2 foi identificada no dia 06 de janeiro de 2021, pelo Instituto Nacional de Doenças Infecciosas (NIID), do Japão, em quatro viajantes que chegaram a Tóquio provenientes do Estado do Amazonas, e foram detectados no rastreio feito no aeroporto da capital japonesa. De acordo com o NIID, essa variante tem as mesmas mutações relatadas no Reino Unido e na África do Sul, o que implica em maior transmissibilidade do vírus.

Além disso, a Fiocruz Amazônia identificou uma nova cepa variante do SARS-CoV-2 em uma mulher de 29 anos, com sintomas leves, que foi diagnosticada primeiramente em 24 de março de 2020, e em 30 de dezembro de 2020 obteve o segundo resultado positivo para Covid-19 pelo teste RT-PCR.

De acordo com a análise inicial da amostra feita pela Fiocruz, a primeira infecção dessa paciente ocorreu pela cepa que estava circulando no Amazonas no primeiro semestre de 2020, e a reinfecção pela mutação do vírus que havia sido identificada no segundo semestre de 2020. A nova cepa continua circulando no Amazonas.

Uma segunda análise feita pela Fiocruz, com outro método, o resultado mostrou o vírus com mutações compatíveis com a linhagem descrita recentemente pelos pesquisadores do Japão.

Providências - A coordenadora do Cievs, Daniele Nunes, informou que ainda não há nenhum caso confirmado de reinfecção no Pará, porém o Laboratório Central do Estado (Lacen) está encaminhando cepas para o Laboratório de Referência Nacional, que faz a genotipagem do vírus, para identificar os tipos de cepas do novo coronavírus que estão circulando em território paraense.

Além disso, o Cievs está fazendo o monitoramento diário dos pacientes do Amazonas internados no Hospital de Campanha, no Hangar. “Também estamos fazendo pesquisas entres os pacientes internados em outros hospitais por meio dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica Hospitalar”, acrescentou. 

Dados e orientações – conforme o último boletim divulgado na quinta-feira (21), o Pará tem 316.176 casos de Covid-19 confirmados, 7.470 óbitos e 295.421 recuperados. Para que esses números parem de crescer é fundamental que todos façam sua parte, adotando as normas preventivas.

Considerando, ainda, o contexto epidemiológico no Amazonas, com intenso fluxo de pessoas para o Estado do Pará, o Cievs orienta as autoridades sanitárias estaduais e municipais a fortalecerem a Vigilância Epidemiológica com as seguintes ações:

• Notificação imediata de casos suspeitos de reinfecção, com relatórios de investigação;

• Preenchimento adequado da ficha de notificação com informações detalhadas dos sinais e sintomas, e identificação da origem do paciente, com o objetivo de detectar mudanças no padrão da doença;

• Rastreamento de contatos de casos suspeitos de reinfecção;

• Atenção dos laboratórios de referências preparados para sequenciamento dos possíveis casos de reinfecção e nova cepa variante da SARS-CoV-2.

Em relação à população, o Cievs reforça as seguintes normas preventivas:

• Manter o distanciamento social;

• Lavar as mãos com água e sabão ou higienizar com álcool em gel 70%;

• Usar máscaras;

• Não usar adornos (brincos, relógio, pulseiras e colares) para
facilitar a higienização;

• Ficar em casa, só sair se for realmente necessário.

 

Fonte: Por Governo do Pará (SECOM)

O governo do Estado e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) devem estabelecer uma relação ainda mais colaborativa nos próximos dois anos, visando ampliar a transparência do processo eleitoral de 2022 e desenvolver estratégias de combate à pandemia de Covid-19. A medida foi anunciada pela nova presidente do colegiado, desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento, empossada no cargo na noite de sexta-feira (22), no plenário do TRE, para o biênio 2021/2022. O governador Helder Barbalho participou da cerimônia, junto com outras autoridades.

"Desejamos participar de forma integrada. Todos os governos, todas as instituições, devem trabalhar de maneira sinérgica com o intuito de cumprir nossas missões. O TRE tem sob sua égide a missão da democracia, do fortalecimento plural das escolhas populares, portanto um Poder decisivo e determinante para que a sociedade paraense possa, cada vez mais, ter as suas vontades claramente atendidas", afirmou Helder Barbalho.

"O fortalecimento desta instituição é algo que o governo do Estado deseja, e vamos trabalhar conjuntamente para consolidar, cada vez mais, a nossa democracia, e para que o processo eleitoral vindouro possa ser planejado e executado da melhor maneira, com segurança, transparência", complementou o governador.

Segurança do eleitor - A presidente do Tribunal anunciou que pretende criar um comitê para, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), obter informações, semanalmente, da situação dos municípios em relação às infecções pelo novo coronavírus. "Dessa forma poderemos adotar as medidas administrativas para garantir saúde e segurança ao eleitor e aos servidores", explicou a desembargadora.

A nova presidente antecipou que o Executivo e a Justiça Eleitoral devem implementar ações conjuntas. "A gestão pública hoje se dá por meio de um novo paradigma, que é colaborativo", frisou Luzia Nadja Guimarães Nascimento.

 

Fonte: Por Carol Menezes (SECOM)

O Hospital Público Geral de Castelo dos Sonhos “José Trevian Sobrinho” (HGCS) será reaberto na próxima segunda-feira (25), no regime de porta aberta (sem necessidade de encaminhamento) para atendimento de Urgência e Emergência em Clínica Médica e Pediatria, retornando ao seu perfil original. Desde sua entrega pelo governo do Estado, em 17 de julho de 2020, a unidade funcionou para atendimento exclusivo de pacientes de Covid-19 durante alguns meses, atendendo os moradores de Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira, e de outras localidades da região.

Contando com 20 leitos, o HGCS tem capacidade para atender 20 mil pessoas, incluindo moradores do distrito de Cachoeira da Serra e das aldeias indígenas do entorno, nas áreas de Clínica Médica, Pediatria, Ortopedia, Ginecologia e Obstetrícia e Clínica Cirúrgica.

O Hospital tem perfil de baixa complexidade, restrito a internações de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) referenciados pela Atenção Básica dos municípios. Seu objetivo é facilitar o acesso à saúde para a população de localidades às margens das rodovias BR-230 (Transamazônica) e BR-163 (Santarém-Cuiabá).

Segundo o secretário adjunto de Estado de Saúde Pública, Sipriano Ferraz, a reabertura do Hospital de Castelo dos Sonhos corresponde à primeira etapa de funcionamento da unidade. “Esperamos que em até 45 dias já possam ser realizadas cirurgias”, informou.

Retaguarda para Covid-19 – Sipriano Ferraz também ressaltou o trabalho que vem sendo desenvolvido na região da Calha Norte, no Oeste do Pará, com ampliação do transporte aeromédico e retaguarda de leitos.

O secretário adjunto acompanhou o governador Helder Barbalho, que cumpriu agenda de trabalho na região, na divisa com o Estado do Amazonas. Sipriano Ferraz destacou que muitos municípios compram insumos no Amazonas, incluindo oxigênio, e devido à proximidade há um contato direto entre as populações de municípios dos dois estados. “Estamos notando um aumento no número de pacientes precisando de internação aqui nesses municípios. Por isso, estamos reforçando a nossa retaguarda de leitos e também o transporte aeromédico”, informou.

Antes desse reforço, havia um avião e um helicóptero, e hoje já são quatro helicópteros disponíveis, e já foi solicitado mais um avião. “Vamos trabalhar com dois aviões asa fixa e quatro helicópteros transferindo pacientes dos municípios da Calha Norte, que não têm condições básicas para manter um paciente com desconforto respiratório”, disse o secretário adjunto.

Sobre a retaguarda de leitos, Sipriano Ferraz informou que em Juruti há 10 leitos de UTI e15 leitos clínicos, o que pode ser ampliado para até 30 leitos clínicos. Itaituba conta com 60 leitos de UTI e 54 leitos clínicos, e Santarém passa de 20 para 40 leitos de UTI, e de oito para 20 leitos clínicos. “Estamos reforçando a nossa rede, mas sem deixar de reforçar à população a necessidade de manter as medidas preventivas, como uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos com álcool em gel. A situação é séria. Não é brincadeira, e a gente não pode se descuidar”, reiterou. (Texto: Roberta Vilanova).

 

Fonte: Por Governo do Pará (SECOM)

O Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio) chama a atenção para a época reprodutiva do caranguejo-uçá nos primeiros meses do ano, e observa que a captura é proibida em todo o território, nesse período, e não só nas unidades de conservação, nos âmbitos federal, estadual e municipal.

"O período do defeso foi criado para proteger os caranguejos em uma época em que eles estão mais vulneráveis. Tanto o macho quanto a fêmea, saem para acasalar e liberar seus ovos, estando longe de suas tocas. Esse momento é crucial para a continuação das novas gerações e precisamos que todas as pessoas sensibilizem-se e protejam os animais para que possamos garantir a sobrevivência da espécie, especialmente nas unidades de conservação, criadas para proteger os recursos naturais de forma sustentável”, enfatiza a bióloga do Ideflor-Bio, Renata Emin.

A presidente do Instituto, Karla Bengtson, informa que o Ideflor realiza ações de fiscalização e de educação ambiental em unidades de conservação geridas pelo próprio órgão, como na Área de Proteção do Marajó (APA Marajó), APA Algodoal-Maiandeua e no Monumento Natural do Atalaia.

De acordo com o Ideflor-Bio, a época reprodutiva do caranguejo-uçá nos primeiros meses do ano oscila com as fases do ciclo da lua cheia e nova, e no período fica proibida a sua captura, a manutenção em cativeiro, o transporte, o beneficiamento, a industrialização, o armazenamento e a comercialização, de acordo com portaria específica. 

No Pará, quem comercializa o caranguejo-uçá deve declarar seus estoques até um dia antes dos períodos estabelecidos para o defeso. Este ano a declaração de estoque pode ser entregue de modo presencial ou por meio eletrônico às superintendências federais do e Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

Confira o Calendário 2021, com os quatro períodos de defeso:

14 a 19 de janeiro - lua nova
29 de janeiro a 3 de fevereiro - lua cheia
28 de fevereiro a 5 de março - lua cheia
29 de março a 3 de abril - lua cheia

Na APA do Marajó, existe uma faixa de manguezais na região leste, onde é encontrada a espécie do caranguejo-uçá. Nessa mesma região dos manguezais, está inserida a Reserva Extrativista (Resex) Marinha de Soure, administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O Ideflor-Bio, afirma o gerente da Região Administrativa do Marajó, Fábio Pamplona, contribui com as fiscalizações do ICMBio. As ações têm parceria institucional do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA). "São verificados vários aspectos relacionados à comercialização do caranguejo, justamente para a preservação desse organismo”, frisa Fábio Pamplona.

MANGUEZAIS

O Brasil tem um 1, 4 milhão de hectares de manguezais, ecossistema onde habita o caranguejo-uçá (Ucides cordatus), espécie de grande importância na cadeia alimentar do manguezal. O caranguejo participa do processo de reciclagem e retenção de nutrientes, ao fazer a escavação e a limpeza de sua toca, e trazer à superfície matéria orgânica depositada no fundo, alimentando assim todo o sistema.

Na região Norte está localizada a maior área contínua de manguezais do País. A APA Algodoal/Maiandeua faz parte dessa área, e é grande a quantidade de caranguejos pescada na Unidade de Conservação. 

Diretora de Gestão e Monitoramento de Uidades de Conservação, do Ideflor-Bio, Socorro Almeida, apela a pescadores e consumidores que respeitem os períodos de defeso, e ajudem a garantir a perpetuação da espécie.

 

Fonte: Por Patricia Madrini (IDEFLOR-BIO)

Precisamente às 23h03 do dia 18 de janeiro de 2021, o Centro de Operações do Aeroporto Internacional de Belém confirmou o pouso do avião que transportou a primeira remessa da vacina contra Covid-19 de Guarulhos, São Paulo, até a capital paraense. Da carga de 173.240 doses desse primeiro carregamento, 48.680 são destinadas à população indígena. Após a retirada da carga da aeronave, a vacina foi imediatamente encaminhada pelo governo do Estado aos municípios. A vacinação começa nesta terça-feira (19), para grupos prioritários, em todo o Estado.

Em um dia tão aguardado desde o início da pandemia de Covid-19, o governador Helder Barbalho acompanhou o desembarque do imunizante e ressaltou que "esse momento representa uma espera de 11 meses que chega ao fim. É uma vitória da esperança e da vida. Já nesta madrugada a vacina segue para as regiões do Estado, para iniciar a imunização da população. Agora teremos a distribuição com 37 voos, entre helicópteros e aviões, para que o imunizante chegue a todo o Pará".

Sobre o significado desse momento decisivo no combate à doença, o secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, o momento é “muito importante e histórico, e representa a fase de renovação e esperança para toda a população”. O secretário disse que, ainda na madrugada, as vacinas seguem para os 13 centros Regionais de Saúde da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública), para que a vacinação comece logo no início da manhã.

Segundo o assessor da Vigilância em Saúde da Sespa, Marcos Moura, no Pará toda a logística para distribuição da vacina foi antecipada. “A gente já vem trabalhando há alguns meses, mesmo sem saber a data e a quantidade que viria. A gente fez todo o planejamento para a capital e o interior, pensando sempre nos insumos que deveríamos entregar aos municípios e na vacina”, explicou.

Ele acrescentou que, mesmo o Ministério da Saúde tendo enviado agora uma quantidade menor de vacinas do que havia sido estimado inicialmente – 340 mil doses -, devido a problemas com a vacina da AstraZeneca, “todos os 144 municípios vão receber doses para os grupos prioritários”.

Alívio - Passageiros e trabalhadores que estavam no Aeroporto de Belém, aguardando o momento de embarcar, comemoraram a chegada da vacina em solo paraense. "É bom saber que a vacina chegou aqui no Pará. Fico feliz porque ela vai tá disponível pra minha família, que mora em Bragança", disse o motorista Gilberto Pereira Maia.

"Tô feliz e maravilhado. Vai ficar mais tranquilo para todo mundo que trabalha aqui. Eu já tive essa doença; ela é muito forte. Passei 15 dias no hospital, mas graças a Deus estou feliz da vacina ter chegado. Aviso a todos que puderem, que tomem a vacina", declarou Pedro Moraes dos Santos, taxista que trabalha no aeroporto.

Saúde e informação - A vacinação começa na manhã desta terça-feira (19), no Hangar - Centro de Convenções, onde está instalado o Hospital de Campanha de Belém, quando será imunizado um profissional de saúde que atua na linha de frente de combate ao novo coronavírus, durante a coletiva à imprensa realizada pelo governo do Estado para detalhar o plano de vacinação.

O ato será transmitido ao vivo pelo site Agência Pará, pela TV Cultura e pelas redes oficiais do governo do Estado e da Sespa.

Plano de vacinação - O primeiro lote de vacinas será direcionado aos profissionais da saúde que atuam na linha da frente, indígenas aldeados e idosos institucionalizados, que compõem o grupo prioritário da primeira fase da campanha, conforme previsto no Plano Paraense de Vacinação Contra a Covid-19.

O documento, divulgado na segunda-feira (18) pela Sespa, contém informações estratégicas sobre as vacinas, grupos prioritários, período de campanha, precauções e contraindicações da vacina, vigilância de eventos adversos pós-vacina, registro de doses aplicadas e operacionalização da campanha. 

O plano prevê ainda que a campanha de vacinação ocorrerá, simultaneamente, em todos os 144 municípios do Pará, e os grupos serão cumulativos no decorrer das etapas definidas.

Fases da vacinação:

1ª Fase: Trabalhadores de saúde; pessoas com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência e indígenas aldeados.

2ª Fase: Profissionais da segurança pública na ativa; idosos de 60 a 79 anos de idade; idosos a partir de 80 anos e povos e comunidades tradicionais quilombolas.

3ª Fase: Indivíduos que possuam comorbidades (doenças como diabetes, hipertensão e obesidade);

4ª Fase: Trabalhadores da educação; Forças Armadas; funcionários do sistema penitenciário; população privada de liberdade e pessoas com deficiência permanente severa.

 

Fonte: Por Ronan Frias (COHAB)

O Hospital Regional do Tapajós (HRT), no município de Itaituba, no sudoeste do Pará, iniciou na segunda-feira (18) o Serviço de Politrauma em regime de “porta aberta”, quando não há necessidade de encaminhamento prévio para atendimento de Urgência e Emergência nas áreas de Ortopedia, Cirurgia Geral e Neurocirurgia. Mesmo com a ampliação dos serviços, a unidade da rede pública estadual de saúde continua como referência para o atendimento de pacientes com Covid-19 na região.

Com o Serviço de Politrauma, o HRT fortalece ainda mais o Sistema Único de Saúde (SUS) na Região de Integração Tapajós, assegurando assistência de média e alta complexidade à população de seis municípios.

O governador Helder Barbalho disse que esses serviços são fundamentais para salvar vidas, pois o Hospital funcionará de porta aberta em politrauma para pacientes dos municípios de Itaituba, Trairão, Aveiro, Novo Progresso, Jacareacanga e Rurópolis, e como referência para os demais municípios da Região de Integração Baixo Amazonas, que devem encaminhar pacientes por meio da Regulação Estadual. “Com isso, nós estamos reforçando os serviços em saúde para a região Oeste do Pará. Isso foi um compromisso que eu assumi com a população da região, e que a partir de hoje nós estamos honrando. Vamos cuidar da nossa gente e fazer uma saúde de qualidade e salvar a vida do nosso povo”, afirmou o chefe do Executivo estadual. 

O HRT funciona, no momento, com 154 leitos, sendo 54 clínicos (para pacientes de Covid-19), 30 leitos de UTI (também para infectados pelo novo coronavírus), 10 leitos de UTI (Trauma) e 44 leitos (Clínica Cirúrgica), quatro salas vermelhas, seis de observação adulto e seis de observação pediátrica.

Ampliação de leitos - Segundo a diretora-geral do HRT, Karla Cajaíba, serão oferecidos mais 30 leitos de UTI para pacientes de Covid-19 ainda nesta semana, totalizando 60 leitos de terapia intensiva só para vítimas do novo coronavírus.

Ela informou ainda que o Hospital recebeu, até agora, 221 pacientes de Covid-19 procedentes não apenas de municípios da região do Tapajós, mas de outras regiões do Pará. “Recebemos pacientes de Itaituba, Rurópolis, Novo Progresso, Jacareacanga, Santarém, Juruti, Óbidos, Prainha, Placas, Terra Santa e outras cidades circunvizinhas e de regiões garimpeiras”, informou.

Para Karla Cajaíba, o serviço de Urgência e Emergência é um importante componente da assistência à saúde, que atende à demanda crescente por atendimento nessa área na região do Tapajós.

O primeiro paciente politraumatizado recebido pela equipe assistencial do HRT foi um homem de 26 anos, morador de Itaituba, vítima de acidente de trânsito. “Ele se feriu numa colisão entre duas motocicletas no dia 16 de janeiro (sábado). Deu entrada na unidade em bom estado geral, consciente e orientado”, disse a diretora-geral. 

Ela também ressaltou que os serviços assistenciais para traumas são direcionados principalmente aos pacientes dos municípios de Aveiro, Itaituba, Jacareacanga, Novo Progresso, Rurópolis e Trairão. “Enfatizamos, no entanto, que os municípios que dispõem de unidades hospitalares deverão fazer o atendimento inicial ao paciente politraumatizado e, posteriormente, devem transferi-lo ao HRT, mediante contato com o Núcleo Interno de Regulação (NIR) do Hospital. Já os municípios das demais regiões do Estado deverão encaminhar pacientes por meio do Complexo Regulador Regional”, reiterou. 

Estrutura hospitalar – O HRT oferece serviço de Urgência e Emergência nas áreas de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica e Clínica Obstétrica, além de urgência referenciada em Pediatria e Neurologia. O Hospital dispõe, ainda, de um ambulatório com nove consultórios, para atendimento em Clínica Geral, Traumatologia, Ortopedia, Cardiologia, Infectologia e Urologia; serviços de Enfermagem, coleta de material para exames, farmácia, eletrocardiograma, Psicologia, Terapia Ocupacional e Serviço Social, e Centro Cirúrgico com oito salas, sendo duas para Obstetrícia.

Um dos procedimentos mais importantes que será oferecido em nível ambulatorial é a Terapia Renal Substitutiva, com 22 máquinas de hemodiálise – o que evitará o deslocamento de pacientes renais para outras regiões do Estado.

Como suporte ao atendimento médico, o HRT conta com um centro de diagnóstico com serviços de laboratório de análises clínicas, raios-X, raios-X telecomandado, mamografia, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, ecocardiograma, eletrocardiograma, eletroencefalograma, Holter, mapa, teste ergométrico, endoscopia e colonoscopia.

 

Fonte: Por Roberta Vilanova (SESPA)

Dos oito pacientes com a Covid-19 em estado grave transferidos para Belém pelo Governo do Estado do Amazonas, que enfrenta problemas no abastecimento de oxigênio na rede hospitalar, dois já ocupam leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital de Campanha, instalado no Hangar, em Belém. Duas mulheres, com uma acompanhante de cada família, chegaram à capital paraense no final da tarde de segunda-feira (18), vindas do município de Parintins, no leste amazonense, em voo providenciado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Outros seis pacientes devem chegar a Belém na manhã desta terça-feira (19), para serem tratados na mesma unidade.

Sipriano Ferraz, secretário adjunto de Estado de Saúde Pública, informa que, de acordo com o monitoramento diário de casos e internações, a situação da pandemia na Região Metropolitana de Belém (RMB) é confortável, e a retaguarda de leitos no Hangar permitiu o auxílio aos doentes do Estado vizinho.

Solidariedade - Atualmente, o Pará oferece 20 leitos clínicos e dez de terapia intensiva no Hospital de Campanha, e outros dez de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Neonatal na Santa Casa do Pará. Havendo necessidade, o Governo do Pará pode avaliar a possibilidade de ampliar essa oferta.

"O governo do Estado se solidariza com o Amazonas, a fim de prestar socorro e auxiliar para que possam sair dessa grave crise assistencial. As oito transferências solicitadas até agora se destinam ao Hangar, onde há uma ala criada para esses pacientes que vêm de lá", explica Sipriano Ferraz.

No último dia 14 de janeiro, em redes sociais, o governador Helder Barbalho anunciou ter feito contato com o governador do Amazonas, Wilson Lima, para oferecer ajuda diante do colapso no sistema de saúde devido ao crescimento de casos da Covid-19. Naquele dia, a média móvel de mortes havia aumentado em 187%. Por conta disso, os hospitais de Manaus estão lotados e sem oxigênio para todos os pacientes internados com a doença.

 

Fonte: Por Carol Menezes (SECOM)

 

A semana começou com um marco na área de segurança pública do Pará. Todas as delegacias do Pará passam a utilizar um novo sistema de integração entre a polícia e o Poder Judiciário. A plataforma compartilha com mais segurança e celeridade as informações dos inquéritos policiais e medidas cautelares.

Além da praticidade, o novo sistema vai gerar economia. "O combustível e o tempo de serviço gasto por servidores que, até então, tinham a responsabilidade de transportar os documentos entre os órgãos, também contam para a poupança de recursos, que poderão ser investidos em outras áreas", ressaltou o delegado-geral de Polícia Civil, Walter Resende. 

Com essa novidade, a instituição promove a adequação necessária ao sistema do Tribunal de Justiça, acelerando os processos. "Para isso, foram capacitados todos os policiais, por meio da Academia de Polícia Civil (Acadepol), os quais receberam certificação digital por conta da assinatura eletrônica”, disse a delegada-geral adjunta, Daniela Santos.

Para melhor atender às demandas foram criadas normativas pela Polícia Civil que vão modernizar internamente os procedimentos virtuais. “Com essa nova forma de trabalho, poderemos economizar em custos materiais, e também trazer agilidade e segurança à informação", reiterou Daniela Santos.

Um evento com orientações da Corregedoria-Geral foi realizado na manhã de segunda-feira (18), no auditório “Delegada Ione Coelho”, em Belém, instituiu a utilização do sistema.

Adequação - Para Cristian Rocha, diretor da Divisão de Correição da Polícia Civil, o evento teve o objetivo de apresentar aos policiais civis as inovações tecnológicas que estão sendo adotadas visando à adequação do Processo Judiciário Eletrônico. “Foram convocados diretores, escrivães, cartorários, chefes de operações de todas as unidades da Região Metropolitana, do interior e unidades especializadas que atuam na capital”, acrescentou o delegado.

Durante o processo, um plano de ensino e qualificação foi montado por meio da Acadepol para capacitar os delegados e escrivães de todo o Estado para atuação com o TJE. Também foram adquiridos pela Polícia Civil do Pará mais de 1.200 unidades de token de certificação digital.

 

Fonte: Por Evaldo Júnior (PC)

O Governo do Pará, por meio das forças de segurança, intensificou a fiscalização nas divisas dos municípios de Santarém, Juruti, Terra Alta Faro, Óbidos e Oriximiná, na região Oeste, para se fazer cumprir o Decreto Estadual 1.273/2020, que proíbe a circulação de embarcações de passageiros entre os estados do Pará e do Amazonas. A medida visa impedir a entrada de pessoas do estado vizinho como medida preventiva à proliferação da Covid-19.

A fiscalização é realizada 24h por dia e envolve, diretamente, as polícias Civil e Militar, Grupamento Fluvial de Segurança (Gflu), Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp) e as forças especializadas do Grupamento Tático de Operações (GTO) e do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).

Em Santarém, a Polícia Civil orienta também os proprietários de embarcações a não transportar equipamentos sonoros e instrumentos musicais, com a finalidade de não serem realizados eventos festivos nas comunidades ribeirinhas, conforme decreto vigente na região.

“É assim, juntos, que vamos conseguir vencer a pandemia: unindo forças. Na região, está permitido somente o transporte de cargas, com as equipes de segurança realizando o monitoramento constante nos portos de vários municípios. Somos solidários com o povo do Amazonas, mas neste momento precisamos resguardar a vida da nossa população”, explicou Henderson Pinto, secretário regional de governo da região Oeste, que acompanhou os trabalhos das equipes de fiscalização no porto de Juruti, na tarde deste domingo, 17.

BANDEIRA VERMELHA

Desde que o Governo do Pará mudou o bandeiramento da região do Baixo Amazonas - de laranja para vermelha, as prefeituras da região foram orientadas a restringir atividades e liberar apenas serviços e atividades essenciais em seus territórios. A alteração no bandeiramento está indicada no Decreto Estadual 800/2020, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE).

O prefeito de Terra Santa, Doca Albuquerque, explica que é importante a presença do governo estadual neste momento, no sentido de se fazer cumprir o Decreto. “É um trabalho em parceria. Aqui em Terra Santa, nós estamos trabalhando para garantir a segurança da população, a partir de ações conjuntas. Somos vizinhos do estado do Amazonas e então a atenção deve ser redobrada, com ações efetivas nas divisas dos municípios. Com o bandeiramento vermelho, foi ligado o alerta máximo: é necessário restringir algumas atividades, para evitar aglomeração de pessoas”, analisa o prefeito.

O prefeito também reforçou a importância das medidas tomadas pelo governo estadual. “O momento é de união e o Governo do Estado está dando condições para que seja desenvolvido um bom trabalho em favor da nossa população. Somos gratos ao governador Helder Barbalho pelo incansável trabalho junto à nossa população e de demais municípios”, finaliza.

Prevenção

O secretário regional de governo pediu para que a população só saia de casa se for muito necessário e, se precisar sair, não se descuidar: “Não deixem de usar máscara, faça sua higiene pessoal, utilize álcool em gel, para que não ocorra no Pará o que está ocorrendo no estado do Amazonas. O governador Helder Barbalho está dando todas as condições para que a população não fique em nenhum momento desamparada, portanto, é importante que todos façam sua parte”, finaliza Henderson Pinto.

 

Fonte: Por Rodrigo Reis (EMATER)

Por meio das redes sociais, o governador do Estado, Helder Barbalho, anunciou na sexta-feira (15) que uma edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE) sairá neste sábado (16) com a revisão de bandeiramento para a região do Baixo Amazonas.

De forma prática, o bandeiramento leva em consideração a capacidade hospitalar controlada e a evolução em fase decrescente de contaminação pela Covid-19 na regiões do Estado. A região sairá da bandeira laranja para a vermelha.

"Nós estamos muito preocupados com a situação em face à fronteira com o estado do Amazonas, então deixo aqui toda minha solidadariedade com os irmãos amazonenses, mas temos que ter toda uma precaução e prevenção para evitar que o mesmo cenário do Amazonas seja replicado em alguma cidade do nosso Estado", disse o governador por meio das redes sociais. 

O chefe do Executivo Estadual também ressaltou que o governo do Estado já iniciou planejamento para abertura de novos leitos na região do Baixo Amazonas. "Estamos começando a receber pedidos de leitos clínicos e de UTI na região, então nós já estamos com planejamento de ampliação para abertura. Até o final do dia de hoje, nós estaremos apresentando essa estratégia, como também, o abastecimento de oxigênio para essas cidades da região. É fundamental que se tenha a precaução, medidas de isolamento, e prevenção para proteger a nossa população neste momento. Peço aos prefeitos para que fiquem atentos caso sejam necessários fazerem seus próprios decretos para proteger a vida de todos", disse o governador.

 

Fonte: Por Bruno Magno (CPH)

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